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Livro em homenagem a Manoel de Barros traz 101 releituras sobre obra do escritor

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Influência que Manoel de Barros exerce sobre a escrita no Brasil motivou projeto que prevê mais duas obras sobre a linguagem do poeta (foto: Canal Futura/Divulgação )

Influência que Manoel de Barros exerce sobre a escrita no Brasil motivou projeto que prevê mais duas obras sobre a linguagem do poeta (foto: Canal Futura/Divulgação )

Estudo mostra a influência da linguagem do poeta sobre a criação literária no Mato Grosso do Sul

Bosco Martins, no UAI

Manoel de Barros, “o grande poeta de pequenas coisas”, que faria 101 anos em 19 de dezembro, é homenageado com o livro 101 reinvenções para Manoel – Um estudo sobre a influência da linguagem do poeta sobre a criação literária no Mato Grosso do Sul. A primeira edição da obra conta com 1,5 mil exemplares e foi organizada pelos poetas e professores Fábio Gondim e Ana Maria Bernardelli.

A antologia traz 101 releituras e pontos de vista de consagrados e jovens autores sobre o poeta. “Parafrasear o estilo manoelino de escrever é uma tarefa impossível, mas orientamos os autores a se reinventarem para homenagear Manoel de Barros”, destaca Fábio Godim.

Segundo ele, a antologia vai surpreender. “O poeta prima pela simplicidade, pela originalidade e por possíveis empregos de neologismos, enfim, pela herança da força mágica de suas palavras”, lembra. O lançamento ocorreu simultaneamente em livrarias nas três maiores cidades do estado: Campo Grande, Dourados e Corumbá.

A seleção da antologia recebeu textos de quase 200 autores de Mato Grosso do Sul, que foram submetidos à avaliação de uma banca especializada. Cada escritor enviou de dois a cinco textos para serem submetidos à banca, que, entre outros critérios, selecionou os textos em formato de poesia e prosa.

A primeira edição foi publicada em sistema cooperativo, com recursos dos próprios autores selecionados com a edição. A produção final coube à Editora LeYa. “Decidimos investir nesse projeto em conjunto com o professor Fábio Gondim e demais autores ao perceber a influência que Manoel de Barros exerce sobre a escrita do Mato Grosso do Sul e do Brasil”, explica Ana Maria Bernardelli.

TRILOGIA 101 reinvenções… é o primeiro volume da trilogia. ‘‘102 reinvenções de Manoel terá, além de escritores do Mato Grosso do Sul, a presença de autores de outros estados. Com 103 reinvenções de Manoel, pretendemos englobar autores de todos os países que têm o português como língua oficial”, conclui Ana Maria Bernardelli.

Flip 2018 prestará homenagem à escritora Hilda Hilst

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Hilda Hilst, escritora (Dario Castro/Divulgação)

Hilda Hilst, escritora (Dario Castro/Divulgação)

Em sua 16ª edição, Festa Literária de Paraty será realizada entre 25 e 29 de julho, com destaque para a autora paulista

Publicado na Veja

A paulista Hilda Hilst (1930-2004) será a homenageada da próxima Festa Literária de Paraty (Flip), em julho de 2018. Nesta terça-feira, o arquiteto Mauro Munho, diretor geral do evento, anunciou a decisão, ressaltando que a obra da escritora extrapola qualquer fronteira.

Leitora de Samuel Beckett, Friedrich Hölderlin, Fernando Pessoa, Rainer Maria Rilke, René Char e Saint-John Perse, ela escreveu poesia, ficção, teatro e crônica, resultando em uma obra singular na segunda metade do século XX. Entre os temas favoritos, destacam-se o amor, o sexo, a morte, Deus, a finitude das coisas e a transcendência da alma. Lançou dezenas de livros – o primeiro, aos 20 anos – que foram traduzidos para o inglês, francês, espanhol, basco, alemão, italiano, norueguês e japonês.

Segundo Munho, a literatura de Hilda é “inovadora do ponto de vista da linguagem que exerce, por exemplo, forte influência na cena da dramaturgia brasileira de hoje”. A curadora Joselia Aguiar vê paralelos entre a obra da autora e a de Lima Barreto, homenageado em 2017. “Ambos foram transgressores, cada um a seu modo e em seu tempo e se dedicaram à escrita de modo tal que ultrapassaram o limite do que era esperado de cada um: ele como autor negro de baixa renda, ela como mulher livre numa sociedade que não estava acostumada a isso”, disse.

Turma da Mônica homenageia uma das mais influentes escritoras negras do Brasil

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Foto: Facebook/Turma da Mônica / Reprodução

Foto: Facebook/Turma da Mônica / Reprodução

 

Carolina de Jesus foi a mulher escolhida para representar o projeto #DonasdaRua, em parceria com a ONU Mulheres

Publicado no Zero Hora

Uma postagem feita nesta segunda-feira na página da Turma da Mônica no Facebook movimentou as redes em torno de uma figura ainda pouco lembrada na história nacional. Os personagens de Mauricio de Sousa homenagearam Carolina de Jesus (1914-1977), uma das primeiras e mais relevantes escritoras negras do Brasil.

Moradora da favela do Canindé, em São Paulo, Carolina trabalhava como catadora e registrava o cotidiano de sua comunidade em cadernos encontrados no lixo. No final da década de 1950, foram descobertos mais de 20 diários da escritora, que mais tarde deram origem ao livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada. A publicação foi recusada por diferentes editoras na época, e acabou sendo impressa apenas em 1960.

A iniciativa faz parte do projeto Donas da Rua, lançado pela Turma da Mônica ainda no ano passado em parceria com a ONU Mulheres. A ideia é reforçar a autoestima de meninas de todo o Brasil e a defesa de seus direitos. A iniciativa já destacou outras brasileiras importantes, como a professora Dorina Nowill (1919-2010), pedagoga cega e uma das maiores ativistas pela inclusão de pessoas com deficiência visual no Brasil.

“Conhecer e honrar as guerreiras do passado é uma das formas de cultivar um futuro mais justo para as meninas. E nesse quesito, não temos nem o que dizer sobre Carolina de Jesus. Dona da Rua nata!”, destaca a publicação que já foi compartilhada quase 5 mil vezes, e movimentou as redes sociais no começo da semana.

Para acompanhar as homenagens do projeto, basta seguir a hashtag #DonasdaRua ou acessar o site da Turma.

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Morre professor com câncer que recebeu homenagem emocionante de alunos

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Publicado no Brasil Post

Lembra de Ben Ellis, o professor de latim e estudos bíblicos de Nashville, nos Estados Unidos, que foi surpreendido por um emocionante coral de alunos debaixo da janela da sua casa?

Ele, que estava com câncer, morreu na última sexta (16) em decorrência da doença, apenas dez dias depois de receber a homenagem.

Representantes da escola cristã Christ Presbyterian Academy, onde Ellis lecionava, emitiram uma nota sobre a morte do ex-funcionário. “Ben entrou no Céu totalmente curado. Agora ele está em casa.”

O vídeo da homenagem havia sido publicado no Facebook por um famoso cantor country da região e alcançou a marca de 31 milhões de visualizações.

Em vários momentos, é possível ouvir Ellis e sua esposa balbuciando alguns versos da canção Holy Spirit You are Welcome Here com os alunos. Assista:

Gabriel García Márquez passa a estampar nota de 50 mil pesos na Colômbia

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No outro lado da nota há figuras dos povos que ancestralmente habitaram a Serra Nevada de Santa Marta, cidade natal do autor

Publicado no Opera Mundi

Desde a última sexta-feira (19/08), os colombianos podem encontrar o rosto do maior escritor do país, Gabriel García Márquez, nas notas de 50 mil pesos.

“A figura principal do bilhete de 50 mil pesos é Gabriel García Márquez (…) rendendo homenagem a um personagem que levou muito longe o nome da Colômbia desde metade do século passado”, afirmou o gerente geral do Banco da República, José Darío Uribe, durante a apresentação do novo papel moeda.

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O ato de lançamento ocorreu em Santa Marta – no norte da Colômbia, a 900 quilômetros de Bogotá –, cidade natal de Gabo e que serviu de inspiração para a famosa Macondo, onde se passa o maior romance do autor: Cem Anos de Solidão.

No outro lado da nota há “figuras dos povos que ancestralmente habitaram a Serra Nevada de Santa Marta, reconhecida pela Unesco como reserva da biosfera da humanidade”, afirmou Uribe.

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García Márquez, ganhador do Nobel de Literatura de 1982, morreu em abril de 2014 no México, onde viva com sua esposa.

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