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Posts tagged hospital

Mr. Mercedes | 2ª temporada ganha data de estreia

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Caio Coletti, no Observatório do Cinema

A segunda temporada de Mr. Mercedes, baseada na série de livros de Stephen King, tem data para estrear – 22 de agosto de 2018.

Enquanto a primeira temporada explorava a caçada pelo serial killer Brady (Harry Treadaway) enquanto ele atormentava a vida do detetive aposentado Bill (Brendan Gleeson), a segunda se passará um ano depois de Brady ser deixado em estado vegetativo no hospital.

Infelizmente, o serial killer pode estar matando até do além-túmulo – ou pelo menos é essa a suspeita de Hodges quando eventos bizarros começam a ocorrer com funcionários do hospital.

Tessa Ferrer, de Grey’s Anatomy e Sobrenatural: A Última Chave, é uma das novidades do elenco. Ela será a esposa do Dr. Feliz Babineau (Jack Huston), chefe de marketing de uma grande empresa farmacêutica, sendo uma mulher extremamente ambiciosa.

A série Mr. Mercedes é baseada em um dos livros, de nome homônimo, na trilogia Bill Hodges, no qual estão Mr. Mercedes, Finders Keepers e O Último Turno.

Médico prescreve livros para crianças atendidas em hospital do Itapoã, no DF

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Crianças podem escolher qual obra levar para casa no projeto Prescreva um Livro (Foto: Estêvão Rolim/Arquivo pessoal)

Indicação é escrita logo abaixo da prescrição de remédios. Maioria dos habitantes da região não lê.

Lucas Vidigal, no G1

Os pais das crianças atendidas na Unidade Básica de Saúde 3, no Itapoã, precisam adicionar doses de leituras aos filhos entre um remédio ou outro. O médico Estêvão Rolim, de 26 anos, tem sempre acrescentado alguma obra infantil na receita médica.

A iniciativa faz parte do projeto Prescreva um Livro, idealizado em 2016 para criar o hábito de leitura em uma região onde os habitantes leem menos do que a média do Distrito Federal (saiba mais abaixo).

“Além de introduzir a leitura desde muito cedo, a gente quer fortalecer os vínculos familiares. Atividades lúdicas como essa são fundamentais até para o tratamento de doenças crônicas”, comentou Rolim.

Prescrição do livro fica escrita logo abaixo dos remédios receitados (Foto: Estêvão Rolim/Arquivo pessoal)

Prescrever um livro – diferentemente dos remédios – não é tarefa para o médico. A própria criança procura a obra que quer ler, ou que o pai, mãe, avós ou irmãos leiam para ela.

A semelhança entre as prescrições está no compromisso. A criança precisa tomar os remédios em dia e deve, também, ler o livro e devolvê-lo na consulta seguinte.

Leitura em qualquer idade

Maria Lídia com o pai, Elton, segura o livro que ganhou do médico (Foto: Estêvão Rolim/Arquivo pessoal)

Crianças com idade escolar preferem livros infantis um pouquinho maiores. Mas aquelas que nem aprenderam as letras escolhem pelas figuras. Quanto mais colorido, maior o sucesso.

Gripada às vésperas de comemorar o primeiro aniversário, Maria Lídia Chagas amou as cores do livro “A menina dos olhos mágicos”, de Cecília Vasconcellos e com ilustrações de Edna Castro.

Pela pouca idade, Maria Lídia não deve prestar tanta atenção à história de uma menina que não sabe o que fazer com os novos olhos. Mas a mãe, Regimeire Santos Gomes, de 35 anos, faz questão de ler o livro diariamente para a filha. “Ela mesma folheia, olha as letrinhas e mostra as páginas mais bonitas”, diz.

Maioria dos adultos não lê

Moradora do Itapoã, Regimeire disse que mal tem tempo para ler as histórias românticas que ela mesma diz gostar. “Eu trabalho como encarregada de padaria no Lago Sul. Quando volto para casa, não dá tempo”, afirmou.

A mãe de Maria Lídia engrossa as estatísticas da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) que mostram que 76,7% dos moradores do Itapoã não leem – percentual acima dos 63,5% que representam a população do DF inteiro sem hábito de leitura. Os dados, os mais recentes para a capital, são de 2013.

Em uma das regiões com menor renda per capita do DF, a falta de leitura faz diferença. “É um cenário de risco, onde muito adulto sofre por não ler. Eles crescem com dificuldades em reter informações básicas”, afirmou.

Além de atendimento médico, a Unidade Básica de Saúde serve como um ponto de apoio à comunidade da região.”

Por isso, Rolim pretende estender o Prescreva um Livro a outras unidades de saúde do DF. Além disso, o programa deve abarcar também adultos com doenças crônicas. Ainda não há, porém, data prevista para a ampliação do projeto, que é voluntário.

Livros indicados pelo médico Estêvão Rolim

As cores de Laurinha (Pedro Bandeira e Walter Ono)
Jacaré não manda carta – uma aventura a favor da despoluição dos rios (Julieta de Godoy Ladeira)
Minha irmã é diferente (Betty Ren Wright)
Galo de briga, de paz (Miriam Mermelstein)
Surpresa de Páscoa (Telma Guimarães)
Fábulas (Monteiro Lobato)
De mão em mão (Telma Guimarães)
Diário de uma mosca (Doreen Cronin)
A menina dos olhos mágicos (Cecília Vasconcellos)
Os caçadores de mel (Francesca Martin)

Professor visita aluno com câncer no hospital todos os dias para ensinar o conteúdo da escola

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Publicado no Amo Direito

Nesta semana, um usuário do fórum Reddit postou uma imagem emocionante que já recebeu mais de um milhão de visualizações em alguns dias: um professor iraniano visita um aluno com câncer todos os dias no hospital para ensinar-lhe o que ele perdeu na escola por causa do tratamento.

A imagem também foi postada no Twitter e viralizou, com mais de 15 mil retuítes. “Esse menino iraniano tem câncer, mas ainda assim seu professor vem visitá-lo todos os dias no hospital para deixá-lo a par do que ele perdeu ao faltar na escola”, diz o tuíte do americano Zamin. “Eu tenho tanto respeito por esse homem. Apenas um professor que realmente se importa com seus alunos faria algo assim”, completou.

Fonte: emais estadao

Baiano virou morador de rua em SP, mas nunca largou faculdade

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Alderico Ferreira da Silva, 57, estudante de enfermagem

Alderico Ferreira da Silva, 57, estudante de enfermagem

 

Paulo Gomes, na Folha de S.Paulo

RESUMO No ano passado, Alderico Ferreira da Silva, 57, largou o emprego num centro de assistência social e entregou a casa onde vivia sozinho de aluguel. Sem dinheiro, voltou para uma situação em que já esteve outras vezes –a de morador de rua. Convencido por colegas, só não largou a faculdade de enfermagem. Passando as noites em um abrigo, deve se formar no fim do ano e acaba de conseguir emprego em um hospital.

*

Desde criança em Salvador meu sonho era ser alguma coisa. Meu pai queria que eu fosse médico. Em casa eu era o caçula de cinco filhos. Mas o regime era muito rígido. Tempo da sola, da palmatória. Todo mundo se mandou.

Quando completei 13 anos eu disse “basta” e saí de casa. Comecei a trabalhar. Tudo o que aparecia na frente eu queria fazer. Em Salvador eu ficava em pensão. Em algumas das construções onde trabalhei tinha alojamento.

Não precisei pegar nada dos outros, nem fumar droga, nem vender porcaria. Meu pai me ensinou os valores. Sempre trabalhei, sempre procurei estudar. Mesmo nessa vida de rua, nunca pedi nada para ninguém. Se estiver sem emprego eu cato uma lata, quando não tem um bico eu pego papelão e vendo.

Em Salvador estava fraco de serviço, então vim para cá nos anos 80. No dia que cheguei em São Paulo já peguei um serviço, como auxiliar de manutenção em fábrica. Depois trabalhei como metalúrgico e morei em Santo André [ABC].

Aí comprei uma casinha em São Mateus [zona leste]. Um dia eu saí para trabalhar e quando voltei um pessoal [envolvido com tráfico de drogas] tinha tomado a casa.

Fui para Franca [no interior de SP], na época que tinha muita oferta de emprego lá. Fiz bicos carregando saca de café, trabalhando com papelão. Passei por várias outras cidades. Aí quando consegui um dinheirinho voltei para cá e fiquei no Arsenal da Esperança [abrigo na Mooca].

Não tinha mais casa, não tinha nada. Já estava com mais de 40 anos. Com essa idade ninguém conseguia nada. Então decidi fazer o ensino médio e terminei rapidinho.

Fui trabalhar no programa do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto [no Belenzinho]. Conversando com as profissionais deles, que falavam muito sobre os problemas das pessoas de rua, decidi fazer faculdade de enfermagem e consegui o Fies [financiamento estudantil] integral nos primeiros meses [para estudar na Uniesp].

Aluguei uma casa em São Mateus, bem distante daquele pessoal [que tomou a casa dele no passado]. Mas sabe como é, pessoa que faz faculdade, mora sozinha, paga aluguel e não tem ninguém…

Fui transferido pro Cratod [centro do governo estadual para tratar dependentes de álcool e drogas], fazia todo o trabalho de agente de saúde. Colocava o cara em pé e no outro dia ele estava drogado de novo. É desgastante.

Eu amava o que fazia. Mas quero ver o meu trabalho evoluir. Pedi para sair. Foi a maior loucura que fiz na vida. Minhas contas estavam se acumulando, eu tinha que estudar, o lugar era longe. Às vezes dormia só três horas por noite, estava esgotado.

Aí o aluguel atrasou e o dono me deu seis meses para acertar. Um dia um parente dele bateu na minha porta e entreguei a casa do jeito que estava, com mobília. Eu ia trancar a matrícula. Três colegas foram pra porta do albergue e disseram: “você tem que se formar este ano”. Não tenho nenhuma DP [reprovação em disciplinas].

Encontrei o padre Júlio [Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua] e falei que estava fazendo faculdade de enfermagem. Pedi um trabalho. Ele tirou uma foto e colocou no Facebook. Consegui um trabalho. Começo no dia 5 como auxiliar administrativo do centro cirúrgico do Igesp [hospital na Bela Vista]. O que eu precisava era o emprego, para voltar a uma vida estável.

Ainda não me formei, estou com 300 horas de estágio para cumprir. Em mais alguns meses eu consigo. O sonho de toda a pessoa que mora no abrigo, no equipamento social, é ter uma “chavinha”. Não tem problema de ser aluguel, ele só quer ter o seu lugar, a liberdade de ir e vir, um lugar só dele. E isso está nos meus planos.

Hospital esquece livros por aí para incentivar a leitura

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Alguns dos livros que foram "esquecidos" pelo hospital

Alguns dos livros que foram “esquecidos” pelo hospital

 

Para comemorar o Dia Nacional do Estudante, empresa adere a movimento nacional que visa difundir a leitura de maneira gratuita

Publicado no Bonde

A escritora brasileira Ruth Rocha, autora de obras como “O Reizinho Mandão” (Editora Salamandra, 40 páginas), costuma dizer que “leitura, antes de mais nada, é estímulo, é exemplo.”

Os dados da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, divulgada recentemente, mostram que os brasileiros ainda precisam de muito estímulo e exemplo para ler. Quase metade da população do País, 44%, não lê e 30% jamais comprou um livro.

Além disso, entre os 5.012 entrevistados, foi feito um ranking das atividades que os mesmos gostam de praticar nos momentos de folga. A leitura ocupa a modesta décima colocação.

Na contramão dos números pessimistas que fizeram o retrato dos leitores brasileiros sair quase queimado, o movimento “Esqueça um Livro”, criado pelo paulista Felipe Brandão, conta com uma página no Facebook que já reúne mais de 43 mil adeptos da ideia de esquecer um livro por aí para que mais pessoas possam ter a oportunidade de ler.

O movimento é inspirado em outro semelhante, que começou no início dos anos 2000 nos Estados Unidos, e se replicou por várias cidades do Brasil, com nomes distintos, mas sempre com o mesmo propósito de propagar a leitura gratuitamente.

Em Londrina, o Hospital do Coração vai aproveitar o Dia Nacional do Estudante, comemorado em 11 de agosto, para entrar no embalo do “Esqueça um Livro”.

Dezenas de obras serão deixadas nas próprias dependências das três unidades do hospital e também em locais públicos, como postos de saúde e prontos-atendimentos municipais; sempre com um bilhete em formato de marcador de páginas avisando a quem encontrá-los sobre o propósito da iniciativa. “Este livro agora é seu. Leia e depois o esqueça por aí”, diz o recado.

A atividade foi idealizada pela diretora geral do Hospital do Coração, Cristina Sahão, depois de conhecer o programa “Esqueça um Livro” pelas redes sociais. “Sempre pensei que os livros devem passar por muitas mãos. Nas nossas unidades já fazemos isso, mantendo bibliotecas e incentivando pacientes e familiares a ler. Agora, também queremos esparramar estas sementes por outros locais de Londrina. É a nossa singela maneira de contribuir para que mais pessoas sejam estimuladas”, explica.

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