Ansiedade 3 - Ciúme

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Professor visita aluno com câncer no hospital todos os dias para ensinar o conteúdo da escola

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Publicado no Amo Direito

Nesta semana, um usuário do fórum Reddit postou uma imagem emocionante que já recebeu mais de um milhão de visualizações em alguns dias: um professor iraniano visita um aluno com câncer todos os dias no hospital para ensinar-lhe o que ele perdeu na escola por causa do tratamento.

A imagem também foi postada no Twitter e viralizou, com mais de 15 mil retuítes. “Esse menino iraniano tem câncer, mas ainda assim seu professor vem visitá-lo todos os dias no hospital para deixá-lo a par do que ele perdeu ao faltar na escola”, diz o tuíte do americano Zamin. “Eu tenho tanto respeito por esse homem. Apenas um professor que realmente se importa com seus alunos faria algo assim”, completou.

Fonte: emais estadao

Baiano virou morador de rua em SP, mas nunca largou faculdade

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Alderico Ferreira da Silva, 57, estudante de enfermagem

Alderico Ferreira da Silva, 57, estudante de enfermagem

 

Paulo Gomes, na Folha de S.Paulo

RESUMO No ano passado, Alderico Ferreira da Silva, 57, largou o emprego num centro de assistência social e entregou a casa onde vivia sozinho de aluguel. Sem dinheiro, voltou para uma situação em que já esteve outras vezes –a de morador de rua. Convencido por colegas, só não largou a faculdade de enfermagem. Passando as noites em um abrigo, deve se formar no fim do ano e acaba de conseguir emprego em um hospital.

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Desde criança em Salvador meu sonho era ser alguma coisa. Meu pai queria que eu fosse médico. Em casa eu era o caçula de cinco filhos. Mas o regime era muito rígido. Tempo da sola, da palmatória. Todo mundo se mandou.

Quando completei 13 anos eu disse “basta” e saí de casa. Comecei a trabalhar. Tudo o que aparecia na frente eu queria fazer. Em Salvador eu ficava em pensão. Em algumas das construções onde trabalhei tinha alojamento.

Não precisei pegar nada dos outros, nem fumar droga, nem vender porcaria. Meu pai me ensinou os valores. Sempre trabalhei, sempre procurei estudar. Mesmo nessa vida de rua, nunca pedi nada para ninguém. Se estiver sem emprego eu cato uma lata, quando não tem um bico eu pego papelão e vendo.

Em Salvador estava fraco de serviço, então vim para cá nos anos 80. No dia que cheguei em São Paulo já peguei um serviço, como auxiliar de manutenção em fábrica. Depois trabalhei como metalúrgico e morei em Santo André [ABC].

Aí comprei uma casinha em São Mateus [zona leste]. Um dia eu saí para trabalhar e quando voltei um pessoal [envolvido com tráfico de drogas] tinha tomado a casa.

Fui para Franca [no interior de SP], na época que tinha muita oferta de emprego lá. Fiz bicos carregando saca de café, trabalhando com papelão. Passei por várias outras cidades. Aí quando consegui um dinheirinho voltei para cá e fiquei no Arsenal da Esperança [abrigo na Mooca].

Não tinha mais casa, não tinha nada. Já estava com mais de 40 anos. Com essa idade ninguém conseguia nada. Então decidi fazer o ensino médio e terminei rapidinho.

Fui trabalhar no programa do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto [no Belenzinho]. Conversando com as profissionais deles, que falavam muito sobre os problemas das pessoas de rua, decidi fazer faculdade de enfermagem e consegui o Fies [financiamento estudantil] integral nos primeiros meses [para estudar na Uniesp].

Aluguei uma casa em São Mateus, bem distante daquele pessoal [que tomou a casa dele no passado]. Mas sabe como é, pessoa que faz faculdade, mora sozinha, paga aluguel e não tem ninguém…

Fui transferido pro Cratod [centro do governo estadual para tratar dependentes de álcool e drogas], fazia todo o trabalho de agente de saúde. Colocava o cara em pé e no outro dia ele estava drogado de novo. É desgastante.

Eu amava o que fazia. Mas quero ver o meu trabalho evoluir. Pedi para sair. Foi a maior loucura que fiz na vida. Minhas contas estavam se acumulando, eu tinha que estudar, o lugar era longe. Às vezes dormia só três horas por noite, estava esgotado.

Aí o aluguel atrasou e o dono me deu seis meses para acertar. Um dia um parente dele bateu na minha porta e entreguei a casa do jeito que estava, com mobília. Eu ia trancar a matrícula. Três colegas foram pra porta do albergue e disseram: “você tem que se formar este ano”. Não tenho nenhuma DP [reprovação em disciplinas].

Encontrei o padre Júlio [Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua] e falei que estava fazendo faculdade de enfermagem. Pedi um trabalho. Ele tirou uma foto e colocou no Facebook. Consegui um trabalho. Começo no dia 5 como auxiliar administrativo do centro cirúrgico do Igesp [hospital na Bela Vista]. O que eu precisava era o emprego, para voltar a uma vida estável.

Ainda não me formei, estou com 300 horas de estágio para cumprir. Em mais alguns meses eu consigo. O sonho de toda a pessoa que mora no abrigo, no equipamento social, é ter uma “chavinha”. Não tem problema de ser aluguel, ele só quer ter o seu lugar, a liberdade de ir e vir, um lugar só dele. E isso está nos meus planos.

Hospital esquece livros por aí para incentivar a leitura

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Alguns dos livros que foram "esquecidos" pelo hospital

Alguns dos livros que foram “esquecidos” pelo hospital

 

Para comemorar o Dia Nacional do Estudante, empresa adere a movimento nacional que visa difundir a leitura de maneira gratuita

Publicado no Bonde

A escritora brasileira Ruth Rocha, autora de obras como “O Reizinho Mandão” (Editora Salamandra, 40 páginas), costuma dizer que “leitura, antes de mais nada, é estímulo, é exemplo.”

Os dados da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, divulgada recentemente, mostram que os brasileiros ainda precisam de muito estímulo e exemplo para ler. Quase metade da população do País, 44%, não lê e 30% jamais comprou um livro.

Além disso, entre os 5.012 entrevistados, foi feito um ranking das atividades que os mesmos gostam de praticar nos momentos de folga. A leitura ocupa a modesta décima colocação.

Na contramão dos números pessimistas que fizeram o retrato dos leitores brasileiros sair quase queimado, o movimento “Esqueça um Livro”, criado pelo paulista Felipe Brandão, conta com uma página no Facebook que já reúne mais de 43 mil adeptos da ideia de esquecer um livro por aí para que mais pessoas possam ter a oportunidade de ler.

O movimento é inspirado em outro semelhante, que começou no início dos anos 2000 nos Estados Unidos, e se replicou por várias cidades do Brasil, com nomes distintos, mas sempre com o mesmo propósito de propagar a leitura gratuitamente.

Em Londrina, o Hospital do Coração vai aproveitar o Dia Nacional do Estudante, comemorado em 11 de agosto, para entrar no embalo do “Esqueça um Livro”.

Dezenas de obras serão deixadas nas próprias dependências das três unidades do hospital e também em locais públicos, como postos de saúde e prontos-atendimentos municipais; sempre com um bilhete em formato de marcador de páginas avisando a quem encontrá-los sobre o propósito da iniciativa. “Este livro agora é seu. Leia e depois o esqueça por aí”, diz o recado.

A atividade foi idealizada pela diretora geral do Hospital do Coração, Cristina Sahão, depois de conhecer o programa “Esqueça um Livro” pelas redes sociais. “Sempre pensei que os livros devem passar por muitas mãos. Nas nossas unidades já fazemos isso, mantendo bibliotecas e incentivando pacientes e familiares a ler. Agora, também queremos esparramar estas sementes por outros locais de Londrina. É a nossa singela maneira de contribuir para que mais pessoas sejam estimuladas”, explica.

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Hospital no Rio usa literatura para criar ambiente lúdico para crianças

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A literatura ajuda crianças a superar problemas de saúde. (Foto: Susan Vidinhas/ G1)

A literatura ajuda crianças a superar problemas de saúde. (Foto: Susan Vidinhas/ G1)

Projeto acontece no Instituto Nacional da Criança e Adolescente, da Fiocruz.
‘Crianças são transportadas para um mundo sem doença’, diz coordenadora.

Susan Vidinhas, Túlio Mello e Miguel Folco, no G1

Um livro, uma história, um sorriso no rosto. É assim que a Biblioteca Viva estimula a imaginação das crianças que frequentam o Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O projeto faz parte do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais (NAPEC), que atualmente conta com 154 voluntários. A ideia é promover espaços de cultura e educação no ambiente hospitalar.

“As crianças são transportadas para um mundo onde não existe doença. Um mundo onde há alegria, há imaginação, há fantasia. Eles dão lugar aos procedimentos evasivos, dolorosos. Dão lugar a ruptura que eles têm com a família, com a casa, com a escola. As histórias retornam tudo isso para as crianças”, afirma a coordenadora do projeto, Maria Madalena Oliveira.

Em uma situação de internação ou atendimento laboratorial, a busca pelo lúdico se torna um ato terapêutico. Muitos pais acreditam que o gosto pela leitura ajuda a minimizar as dificuldades enfrentadas pelos jovens no decorrer do tratamento médico. Os voluntários também leem para mães e recém-nascidos

“Têm crianças que trocam o brinquedo pelo livro, que já chegam prontas para ouvir de novo uma história”, comenta Madalena.

Fabiana dos Santos se tornou voluntária após perder a filha que estava internada na unidade. “Nunca tinha ouvido falar de leitura em hospital. Conheci o NAPEC através da minha filha que ficou encantada e passou a gostar muito de livros”.

Os interessados em participar como voluntários devem procurar a coordenação do NAPEC no IFF/Fiocruz para processo de seleção. É preciso ter concluído o ensino médio e gostar de crianças e leitura.

Número de crianças que estudam dentro de hospitais em SP triplica em 5 anos

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Publicado no UOL

O número de crianças que estudam dentro de hospitais praticamente triplicou em cinco anos. Dados da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo apontam que o número de atendimentos mensais a alunos internados passou de 250, em 2009, para a média de 700 no ano passado. Em todo o Estado, há 64 salas hospitalares – 35 delas na capital.

O serviço pode ser solicitado pelos hospitais, públicos ou privados, que receberão atendimento de professores da rede estadual. Para ter aulas, o paciente deverá estar internado há pelo menos 15 dias.

Hospitais como o Graac e o AC Camargo, que tratam de pacientes com câncer, também têm suas próprias salas de aula. Os docentes entram em contato com a escola de origem do estudante para obter a agenda de atividades e, de maneira adaptada, auxiliam na continuidade da rotina de estudos, podendo até aplicar avaliações.

A vinda dos docentes e a formação das classes depende da solicitação do hospital. As aulas, que seguem o calendário das escolas e têm início em fevereiro, ocorrem durante a semana e buscam acompanhar o currículo do estudante a partir do momento em que ele deixou de ir à sala regular. Geralmente há mais de um aluno por vez. O desempenho dos alunos ao longo dos cursos é sempre registrado e documentado, para que mais tarde seja enviado à escola onde o estudante está matriculado. O resultado obtido nas aulas conta como avaliação para que o adolescente seja aprovado ou não. Desta forma, um paciente que fique internado por muitos meses não perderá o ano letivo.

As salas foram regulamentadas pela lei 10.685, de 30 de novembro de 2000, mas há relatos de atividades semelhantes há mais tempo. “Sabemos que na Santa Casa já havia este tipo de atendimento, de maneira informal, nos anos 30”, contou a responsável pela educação inclusiva da secretaria, Neusa Souza dos Santos Rocca. O “boom” na procura pelos hospitais ocorreu, principalmente, pelo entendimento entre as pastas da saúde e da educação sobre o direito de o aluno poder continuar estudando, além do “alívio” proporcionado à criança durante a internação.

“A educação é um direito constitucional. Portanto, crianças que não podem frequentar a escola regular devem ter o direito garantido da mesma forma”, argumentou uma das responsável pelas salas hospitalares, a coordenadora da diretoria de ensino centro-oeste, Sônia Soares da Silva. Um dos principais pontos para o atendimento é o contato e parceria com a escola de onde o paciente veio, segundo a coordenadora. “Ainda que a classe não consiga resgatar tudo, amanhã este aluno retornará à sociedade. É preciso ter uma continuidade, pensar na autonomia desse indivíduo”, explicou.

Histórias

No Instituto de Infectologia Emílio Ribas, zona oeste de São Paulo, o atendimento ocorre na brinquedoteca, espaço com mesas, cadeiras, computadores com acesso à internet e livros. Um dos pacientes no local,o estudante Tiago (nome fictício), de 14 anos, está há cerca de um mês no hospital. Ele tem osteomielite, uma espécie de infecção nos ossos. Fã de ciência, o jovem deve começar as aulas em fevereiro, no retorno do ano letivo. Mesmo antes de iniciar os estudos, ele fez visita à sala e contou às professores dos assuntos que mais gostava. “Gosto daquela série, Caçadores de Mitos (programa de TV americano que envolve ciência e lendas urbanas)”. O jovem diz gostar de ler – conta já ter devorado pelo menos 7 livros.

Ele será atendido pelas professoras Vera Lúcia Guimarães Fernandes e Marta Valéria Spicciati de Lima, que dão expediente no espaço há 11 anos e somam histórias. “A gente ensina, mas também aprende. Um dia nunca é igual ao outro”, contou Vera Lúcia. Um dos episódios mais marcantes para ela foi o de um estudante com HIV, em processo terminal, que queria “conhecer o mar”. “Ele falava disso em todas as aulas. Um dia nós pedimos autorização para o hospital e o levamos para a Praia Grande. Uma médica foi junto e até emprestou a casa. O menino faleceu depois da viagem”.

Marta lembra de outra história que relata ter sido uma das mais significativas de sua experiência profissional. Ela contou que a mãe de uma das crianças internadas, também com HIV, era analfabeta e pedia para acompanhar todas as aulas do filho. “Ela também queria aprender a ler e a escrever. Foi quando eu entendi a responsabilidade que tem um professor”, disse.

A técnica de segurança do trabalho Cristina Torres Rocha contou que seu filho Gabriel, de 10 anos, sequer quis deixar o hospital ao fim de sua internação, que durou 32 dias, em 2013. Diagnosticado com miocárdio não compactado, doença que pode causar até uma parada cardíaca na criança, o estudante precisou abandonar a escola para fazer uma série de exames no Hospital Beneficência Portuguesa, em Bela Vista, região central. “Parecia uma escola, só que mais legal. A gente estudava e brincava”, relatou o menino.

Já a dona de casa Semiramis Michiles e seu marido, o professor Rodrigo Michiles, vieram de Manaus (AM) para deixar a filha Sabrina, de 8 anos, internada por um ano no mesmo hospital. A criança foi diagnosticada com síndrome nefrótica, doença nos rins que gera inchaço abdominal e falta de proteína no sangue. Como Sabrina precisou passar por tratamento de quimioterapia, as aulas ajudaram não só a não perder o ano letivo, como a ficar mais calma em relação aos procedimentos médicos. “Eu ia pro quarto e ficava triste. Ia para a sala todos os dias”, contou Sabrina. “Só senti muita falta dos meus amigos” – ela estudava em um colégio particular em Manaus. Quando retornou à escola – agora a criança só precisa de atendimento duas vezes por ano, o que é feito no período de férias – ela contou ter sido muito bem recebida. “Todas me abraçaram muito quando eu cheguei”.

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