Lavvi

Posts tagged humanidade

Livro de escritor Israelense é o mais vendido da semana no Brasil

0
Foto: reprodução/internet

Foto: reprodução/internet

O historiador israelense Yuval Noah Harari é o autor do best-seller internacional Sapiens: Uma breve história da humanidade

Carol Santos, na Radio Jornal Pernambuco

Quem acompanha o programa Movimento sabe que agora nós temos duas doses literárias na semana. Todas as quintas, que não há transmissão esportiva, o jornalista Lívio Meireles traz os destaques do mundo literário e nas sexta você confere de perto os lançamentos em entrevistas com os escritores. E esta quinta-feira (17) o ponto forte dessa semana trazido por Lívio foi a presença do escritor israelense Yuval Noah Harari que conta com nada mais que dois livros na lista dos mais vendidos no país.

O grande destaque continua sendo o best-seller internacional Sapiens: Uma breve história da humanidade, que tem a primeira publicação datada em 2014. Claro que Lívio trouxe muito mais, só que você precisa clicar no player abaixo para ficar por dentro de tudo, é só por o fone no ouvido e aproveitar.
Sapiens: Uma Breve História da Humanidade

A obra retrata a ‘História da Humanidade desde a evolução arcaica da espécie humana na idade da pedra, até o século XXI’. O livro é dividido em 4 partes: A Revolução Cognitiva; A Revolução Agrícola; A Unificação da Humanidade e A Revolução Científica.

Veja 6 livros de ciência considerados obrigatórios por Mark Zuckerberg

0

11092418630526-t1200x480

Douglas Ciriaco, no Tecmundo

Em 2015, Mark Zuckerberg lançou para si mesmo o desafio de ler um livro a cada duas semanas, criando um programa chamado “A Year of Books”. Foi possível acompanhar a sua empreitada por uma página no Facebook e, nesta semana, o site Business Insider reuniu seis livros sobre ciência recomendados pelo presidente e fundador da rede social mais popular do mundo.

1. Sapiens, de Yuval Harari

Em Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, o israelense Yuval Harari faz um relato sobre a história dos seres humanos sobre a Terra, que foram “de primatas insignificantes a senhores do mundo”, segundo a L&PM, editora responsável pela publicação do livro aqui no Brasil.

“Quando eu li Sapiens, eu achei o capítulo sobre a evolução do papel da religião na visa humana o mais interessante e quis me aprofundar nisso”, escreveu Zuckerberg.

2. Imunidade, de Eula Biss

Após quase morrer no parto do seu primeiro filho, a escritora estadunidense Eula Biss passou a dedicar a vida a estudar assuntos ligados à saúde, e Imunidade: Germes, Vacinas e Outros Medos é o resultado dessa busca incessante.

“Este livro explora a razão pela qual algumas pessoas questionam as vacinas, e então logicamente explica porque essas dúvidas são infundadas e as vacinas são, de fato, efetivas e seguras”, comentou o criador do Facebook.

3. The Player of Games, de Iain M. Banks

Ficção científica publicada em 1988, The Player of Games, de Iain M. Banks (ainda sem tradução no Brasil) conta a história da humanidade em um futuro próspero no qual nós conquistamos o espaço e pudemos experimentar um ótimo bem-estar graças a robôs superinteligentes.

Apesar de não ser um grande fã de ficção científica, afinal nem sempre elas apresentam rigor científico, Zuckerberg deu uma chance ao livro e curtiu.

4. A Estrutura das Revoluções Científicas, de Thomas Kuhn

Publicado originalmente em 1962, A Estrutura das Revoluções Científicas é um relato sobre a história da ciência e também da produção científica. Um marco no estudo da sociologia do conhecimento, a obra de Kuhn é clássica no gênero e foi responsável por, entre outras coisas, popularizar os termos paradigma e mudança de paradigma.

“É um livro de história da ciência que explora a questão de se a ciência e a tecnologia impulsionam consistentemente o progresso ou se o progresso está relacionado a outras forças sociais”, opinou o presidente do Facebook.

5. Genoma, Matt Ridley

O relato de Matt Ridley sobre o mapeamento do genoma humano fascinou o criador do Facebook. Em Genoma: A Autobiografia de uma Espécie em 23 Capítulos, o autor britânico vai a fundo às descobertas que revolucionaram a medicina e a prática médica ao longo das últimas décadas.

“Este livro visa contar a história da humanidade de uma perspectiva mais genética do que sociológica. Ele deve complementar outros livros de história que eu li neste ano”, afirmou Zuckerberg.

6. The Beginning of Infinity, de David Deutsch

No ensaio The Beginning of Infinity, o físico David Deutsch defende que, independente da área a ser pesquisada — seja ela esportes, arte ou política —, o método científico pode ser utilizado para se descobrir qualquer verdade.

“Este livro se encaixa ao final do ano ao falar sobre como o modo como explicamos as coisas nos abre grandes possibilidades”, comentou.

‘A resposta está nos nativos digitais’, diz o historiador Roger Chartier

0

image

Roger Chartier é professor de Collège de France, diretor na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales e professor visitante na University of Pennsylvania

Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

Cinthya Oliveira | Hoje em Dia

Um dos mais prestigiados historiadores do mundo, o francês Roger Chartier nos mostrou que é possível conhecermos mais sobre a humanidade a partir das pesquisas sobre as relações entre os homens e os textos. O pesquisador é o convidado do projeto “Literaturas: questões do nosso tempo”, que será realizado nesta terça, no Sesc Palladium, dentro da programação comemorativa de cinco anos do centro cultural.

Ao lado do historiador Robert Darnton (diretor da biblioteca da Universidade de Harvard), Chartier vai falar sobre os marcos e as transformações da prática literária desde a invenção do codex – manuscrito que substituiu o pergaminho.

Por ter a história da leitura como foco principal de suas pesquisas, Chartier passou a ser muito estudado não somente por estudantes de História, mas também nos cursos de Educação e Letras. Com o Hoje em Dia, ele conversou sobre contemporaneidade e o impacto das novas tecnologias sobre a história da leitura. Confira.

Houve muitos fatos históricos que contribuíram para a popularização da prática de leitura ao longo do mundo moderno e contemporâneo, como a invenção da imprensa e a universalização do ensino. Com a tecnologia e a internet, vivenciamos novas mudanças. Quais contribuições e questões a revolução digital tem trazido à prática de leitura na contemporaneidade?

Para responder à sua pergunta, me parece que devemos pensar que a descontinuidade existe inclusive nas aparentes continuidades. A leitura diante da tela é uma leitura descontínua, segmentada, ligada mais ao fragmento que à totalidade. Não seria talvez, por esse motivo, a herdeira direta das práticas permitidas e suscitadas pelo codex? Esse último convida a folhear os textos, apoiando-se em seus índices ou mesmo a “saltos e cabriolas” – à “sauts et gambades” como dizia (o jurista Michel de) Montaigne. É o codex, e não o computador, que convidou a comparar diferentes passagens, como queria a leitura tipológica da Bíblia que encontrava no Antigo Testamento prefigurações do Novo, ou a extrair e copiar citações e frases, sentenças e verdades universais, assim como exigia a técnica humanista dos lugares comuns. Contudo, a similitude morfológica não deve levar ao engano. A descontinuidade e a fragmentação da leitura não têm o mesmo sentido quando estão acompanhadas da percepção da totalidade textual contida no objeto escrito, tal como propõe o codex, e quando a superfície luminosa da tela, onde aparecem os fragmentos textuais, sem nos deixar ver imediatamente os limites e a coerência do corpus (livro, número de revista ou de periódico) de onde foram extraídos. A descontextualização dos fragmentos e a continuidade textual, que não diferencia mais os diversos discursos a partir de sua materialidade própria, parecem contraditórias com os procedimentos tradicionais do aprender lendo, que supõe tanto a compreensão imediata como a percepção das obras como obras, em sua identidade, totalidade e coerência.

Conforme o tempo passa, mais leitores o mundo ganha. O Brasil, por exemplo, viu seu mercado editorial crescer muito nos últimos anos. Mas além da quantidade, a qualidade da leitura vem se transformando ao longo do tempo?

A noção de “qualidade” da leitura pode ser muito subjetiva. A questão mais essencial para mim é: como preservar maneiras de ler que construam a significação a partir da coexistência de texto em um mesmo objeto (um livro, uma revista, um periódico), enquanto o novo modo de conservação e transmissão dos escritos impõe à leitura uma lógica analítica e enciclopédica, onde cada texto não tem outro contexto além do proveniente de seu pertencimento a uma mesma temática? Estas perguntas têm relevância particular para as gerações mais jovens que, ao menos nos meios sociais com recursos e nos países mais desenvolvidos, têm se iniciado na cultura escrita através da tela do computador. Nesse caso, uma prática da leitura muito imediata e naturalmente habituada à fragmentação dos textos de qualquer tipo se opõe diretamente às categorias forjadas no século 18 para definir as obras escritas a partir da individualização de sua escrita, a originalidade da criação e a propriedade intelectual de seu autor. A aposta não é sem importância, pois pode levar tanto à introdução na textualidade eletrônica de alguns dispositivos capazes de perpetuar os critérios clássicos de identificação de obras como tal, em sua coerência e identidade, quanto ao abandono desses critérios para estabelecer uma nova maneira de compor e perceber a escrita como uma continuidade textual sem autor ou copyright, no qual o leitor corta e reconstrói fragmentos móveis e maleáveis.

A transformação digital também permitiu que todos se tornassem não apenas leitores, mas também produtores de textos, mesmo que isso aconteça apenas em redes sociais. Qual é o impacto disso em uma sociedade?

Me parece que devemos distinguir três modalidades da revolução digital. Primeiramente, a transformação dos textos que existem ou poderiam existir na forma impressa e o processo que construiu coleção digitais ou que geralmente fundamenta a edição digital. Em segundo, a criação de obras digitais irredutíveis na forma impressa, tanto obras de ficção multimídia quanto “livros” de saber que aproveitam as possibilidades hipertextuais e a coexistência entre textos, imagens e materiais sonoros. Em terceiro, a digitalização das experiências e conceitos mais fundamentais da existência humana. Com as redes sociais, são as noções de identidade, intimidade, amizade ou espaço público que se encontram profundamente redefinidas. Nunca devemos esquecer que as discussões sobre o livro, a edição ou a leitura (no sentido clássico) representam uma parte muito marginal da conversão digital de nosso tempo.

A história da leitura é estudada por meio dos vestígios deixados por leitores nos livros, como marcações nas margens, sublinhados e assinaturas. É possível imaginar como será o estudo dos historiadores no futuro, quando o foco do estudo estiver ligado ao século 21?

Também deixa vestígios a leitura digital (por exemplo as anotações compartilhadas, as discussões dos blogs ou dos “youtubers”, ou o que se escreve sobre as leituras nas redes sociais), mas é verdade que estes vestígios também são ameaçados pelo apagamento. E o mesmo com a escrita digital que deixa vestígios no computador, mas vestígios que não se podem comparar com os documentos utilizados pela crítica genética. Talvez para ajudar aos historiadores do século 21 seria útil multiplicar hoje pesquisas sociológicas, dados estatísticos e observações etnológicas sobre os leitores de hoje.

Há dez anos, o senhor esteve no Fórum das Letras, em Ouro Preto, para realizar a conferência “A morte do livro”, em que tratava das possibilidades do futuro do livro como obra e do livro como material. O que mudou nestes dez anos sobre a sua percepção sobre o assunto?

Terminei esta palestra com uma incerteza. Hoje me parece ainda mais justificada. Por um lado, resiste o livro impresso no mercado do livro. Salvo nos Estados Unidos e no Reino Unido, a porcentagem dos livros digitais nas vendas de livros nunca supera 5%. Por outro lado, todas as “instituições” da cultura impressa se encontram num estado de crise. Na Europa livrarias desaparecem a cada dia, frente à concorrência dos supermercados ou da Amazon. No mundo todo, os jornais têm grandes dificuldades econômicas. E as bibliotecas conhecem a tentação de privilegiar as coleções digitais e afastar os leitores dos objetos impressos. Dentro da longa duração da cultura escrita, toda mudança (o aparecimento do codex, a invenção da imprensa, as várias revoluções da leitura) produziu uma coexistência original de objetos do passado com técnicas novas. Pode-se supor que, como no passado, os escritos serão redistribuídos entre os diferentes suportes (manuscritos, impressos, digitais) que permitem sua inscrição, sua publicação e sua transmissão. Resta, porém, o fato da dissociação de categorias que constituíram uma ordem do discurso fundamentada sobre o nome do autor, a identidade das obras e a propriedade intelectual e, de outro lado, o radical desafio a essas noções no mundo digital. Podemos pensar e esperar como Umberto Eco e Jean-Claude Carrière por um futuro no qual existiria uma coexistência das varias culturas escritas. Mas acho que a verdadeira resposta não está nos hábitos e desejos dos leitores que entraram no mundo digital a partir de suas experiências como leitores de livros impressos. A resposta pertence aos “digital natives” (nativos digitais) que identificam espontaneamente cultura escrita e textualidade eletrônica. São suas práticas da leitura e da escrita, mais do que nossos discursos, que vão decidir a sobrevivência ou a morte do livro, o apagamento do passado ou sua presencia perpetuada.

Para lembrar Gandhi

0

mahatma-gandhi-1433877941672_615x300

Publicado em UOL

Mahatma Gandhi, o indiano mundialmente celebrado por sua filosofia em defesa da não-violência, morreu em 30 de janeiro de 1948, seis meses depois de a Índia tornar-se independente da colonização britânica.

A independência pela qual ele tanto trabalhou e muito almejou custou à Índia a cessão de território para a constituição de um novo Estado, o Paquistão. A divisão territorial que previa o aparte de disputas religiosas e políticas, acolhendo a maioria hindu na Índia e a maioria de muçulmanos no Paquistão, provocou fortes reações.

A Gandhi, o sonho da independência custou a vida. Um hindu radical o assassinou a tiros em Nova Deli, responsabilizando-o pelo enfraquecimento do governo que então se formava no país.

O pacifista, como ficou conhecido, foi vítima da violência. O episódio, por sua vez, serviu para ampliar ainda mais a atenção de todos os países do mundo para a militância da paz. Distante das depredações, das armas e das agressões físicas, foi com palavras, marchas, jejuns e silêncios que Gandhi formou discípulos, conquistou adeptos e festejou vitórias em favor do seu povo e dos direitos humanos.

Um símbolo

A trajetória de Gandhi em defesa da não-violência iniciou-se na África do Sul, onde ele trabalhou como advogado após completar estudos na Inglaterra e onde testemunhou o preconceito e maus tratos impostos aos indianos que ali viviam.

Foi nesse país que, ao longo de 20 anos, Gandhi exerceu resistência pacífica, pregou a união, a irmandade e a harmonia entre todos os seres humanos, independentemente de religião, raça e casta.

Seu objetivo primeiro era a independência política da Índia, mas a extensão de sua tolerância atingia os que buscavam a paz em qualquer parte do mundo. Muitas vezes preso e agredido, inclusive depois que se estabeleceu na Índia, em 1914, o pacifista sedimentou sua filosofia em torno de dois conceitos, o da não-violência (Ahimsa) e o da força da verdade (Satyagraha).

Gandhi deixou um legado de mensagens de amor, de edificação moral, mas também de resistência à opressão e de desobediência civil. Cultivava a força intelectual e a grandeza espiritual que fizeram dele um símbolo. Passou a ser reverenciado cada vez que se professa a importância da cultura de paz para todos os povos. Tanto que, para resgatar sua contribuição à humanidade, a ONU escolheu a data de aniversário de sua morte para instituir o Dia Internacional da Não-Violência.

Mensagens

Em seus vários livros e em discursos e apresentações públicas, o pacifista deixou aforismos que se repetem em diferentes idiomas e releituras pelo mundo.

Se ele assim as escreveu, eu não sei. Mas, com prazer, partilho com o leitor algumas mensagens atribuídas a Mahatma Gandhi. Elas me parecem atemporais, mas bastante apropriadas para refletirmos sobre o tempo presente e, entre outras coisas, nos lembrarmos do autor:

“As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?”

“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.”

“O amor é a força mais sutil do mundo.”

“Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.”

“Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do homem, mas não para a sua ambição.”

“Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros.”

“O que destrói a humanidade: A política, sem princípios; o prazer, sem compromisso; a riqueza, sem trabalho; a sabedoria, sem caráter; os negócios, sem moral; a ciência, sem humanidade; a oração, sem caridade.”

Go to Top