Vitrali Moema

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Meninas apaixonadas por livros se tornam escritoras mirins no Sul de MG

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Ana Clara nasceu em BH, mas livro infantil surgiu em São Lourenço.
Sophia é de Rio Branco (AC) e escreveu primeiro livro em Campestre.

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Publicado em G1

Em um mundo onde as crianças estão cada vez mais ligadas à tecnologia, duas meninas no Sul de Minas mostram que o hábito de ler e escrever ainda pode ser mais interessante do que os adorados videogames e smartphones. Elas não nasceram no Sul do estado. Uma veio de longe, lá do Rio Branco, no Acre, e hoje, mora na zona rural de Campestre (MG). A outra nasceu na capital mineira e há quase 5 anos mora em São Lourenço (MG). Cada uma com uma história diferente de vida e de perseverança.

O que as duas têm em comum? O amor pela literatura e pelo mundo de fantasias que existe nas histórias infantis. E mais uma coisa: seus próprios livros. Mesmo ainda tão jovens, elas se tornaram escritoras, e agora também sonham com o estrelato no mundo artístico.

Do Acre para Minas
A garotinha de sorriso doce nasceu em Rio Branco (AC), mas desde março deste ano mora com o pai na zona rural de Campestre. Sophia Ferreira Carvalho, de 7 anos, fez do improviso uma oportunidade para escrever o primeiro livrinho.

“Eu precisava levar um livro para a escola, mas eu não tinha nenhum em casa e acabei fazendo o meu livrinho com a ajuda do meu pai”, explica a garotinha.

O pai de Sophia conta que ele nasceu em Poços de Caldas (MG), mas acabou indo morar no Acre, onde ficou por 11 anos. Lá ele casou e teve três filhos, mas as coisas mudaram e ele resolveu voltar para o Sul de Minas, desta vez com a filhinha nos braços.

“Minha ex-esposa e meus outros dois filhos ainda estão em Rio Branco. Como a Sophia é muito apegada a mim, ela acabou vindo para cá comigo. Daí um dia eu cheguei do trabalho e a minha filha me disse chorando que precisava levar um livrinho pra escola. Mas todos os livros dela ficaram no Acre. Felizmente ela havia escrito uma historinha no tablet e eu só precisei fazer as ilustrações e montar o livro, de forma artesanal mesmo. Ficou bem simples, mas fez sucesso entre os coleguinhas”, explica o pai e grande incentivador, Fábio Carvalho.

Ideia promissora
“O aniversário de Marina” escrito em folha de papel couchet de forma bem artesanal, narra uma festa surpresa feita pelos amiguinhos à personagem. A ideia, mesmo que muito simples, fez tanto sucesso que já tem até encomendas para novos livrinhos.

“A minha amiga Lívia leu meu livro um monte de vezes. Depois a Letícia Amélia me pediu um. Falta só meu pai desenhar, eu já fiz até uma nova história”, conta a pequena escritora que já tem mais duas aventuras prontas para virar livro.

Além da veia literária, Sophia tem planos para investir em outras formas artísticas.

“Meu pai está me ajudando a gravar um programa para a internet. Já tem nome e até filmei um de teste. Depois a gente coloca no canal de vídeo na web pra todo mundo ver”, finaliza inspirada por outras jovens artistas da internet e sonhando com o estrelato. Mas o nome ela não revela. “É surpresa”, finaliza Sophia.

Na contramão do diagnóstico
Quem vê a pequena escritora mirim de olhar cativante nem imagina que ela já enfrentou diversos problemas de saúde. Aos 7 meses de vida, Ana Clara de Souza Santos foi diagnosticada com a Síndrome de Kawasaki – uma doença que que afeta principalmente crianças com menos de 5 anos e provoca erupção cutânea, febre, inflamação dos gânglios linfáticos e, por vezes, inflamação do coração e das articulações.

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Até completar três anos, a garotinha sofreu com convulsões e o pediatra acreditava que ela pudesse ter problemas de aprendizado. Na época, a mãe recebeu dos médicos a indicação de que a mudança de endereço poderia ajudar a filha. E foi o que a professora Ana Maria Carvalho de Souza fez. Mudou-se com a filha de Belo Horizonte para o Sul de Minas.

Atualmente, mãe e filha moram em São Lourenço e comemoram o lançamento do primeiro livro da escritora mirim. A menina de apenas 8 anos, que estuda em uma escola municipal, deve lançar em novembro deste ano o livro “Sonhos de uma Sapeca Levada da Breca” com histórias e ilustrações desenvolvidas por ela.

“As ideias surgem da minha imaginação porque eu adoro ler, desenhar e escrever. E aí eu penso muito e vem na minha mente um tanto de coisas que eu gosto de colocar no papel”, conta a menina que sonha em ser escritora, mas que também pretende pintar quadros, ser cantora e artista.

“Ah, e eu já escolhi meu nome artístico, mudei o meu sobrenome que é Souza Santos para Saso. Por isso, assino minha obra como Ana Clara Saso”, afirma a escritora mirim.

Mãe orgulhosa
A mãe da escritora conta que, até conseguir que uma editora se interessasse pela história da filha, foi preciso ouvir muito não. “Eu encaminhei o material dela para umas 50 editoras até que uma em Pará de Minas se interessou. Mas eu não ia desistir. A família inteira ajudou na realização desse sonho. Um pouquinho daqui, um pouquinho dali e conseguimos enfim tornar o sonho dela realidade”, explica Ana Maria.

Por indicação da editora, as ilustrações das 11 histórias que compõem o livro não ganharam cor. “Eles disseram que está na moda livro para colorir, então as ilustrações feitas pela minha filha perderam a cor, mas o fato é que vira um incentivo a mais para que os pais comprem uma edição”, conta a mãe.

Emocionada, a mãe conta que a filha é uma inspiração de vida. “Eu já segurei a Ana Clara no colo, com ela prestes a morrer. Hoje eu estou muito orgulhosa da minha menina. Ela já passou por cada coisa, e hoje é uma menina saudável e cheia de vida. Ela é uma das melhores alunas da classe e sempre tira boas notas. Ela é minha vida”, completa.

 

Ascensão da Amazon faz editores brasileiros voltarem a discutir lei do preço fixo para o livro

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Seminários no Rio e em São Paulo debatem o tema; veja o que dizem os defensores e os opositores da ideia

Maurício Meirelles em O Globo

RIO — O debate não é exatamente novo. Na Europa, o assunto é discutido há quase 200 anos. Mas, desde que a Amazon começou a vender publicações físicas no país, em agosto, o velho questionamento voltou a ganhar força: uma lei do preço fixo do livro seria boa para o Brasil? O assunto será debatido nos próximos dias em dois seminários. Um é promovido hoje, no Rio, pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros — entidade historicamente contra a ideia, mas que agora está aberta ao debate. Outro, amanhã, em São Paulo, pela Associação Nacional de Livrarias — que sempre apoiou a medida.

O mercado editorial se divide. No centro do dilema, estão duas situações: a primeira, por quanto as livrarias compram as obras das editoras. A segunda, por quanto elas vendem essas obras para o leitor. Os descontos são desde sempre alvo de polêmica entre editores e livreiros. Enquanto estes querem conquistar o leitor com preços atrativos, aqueles acham que o livro fica desvalorizado — o que diminui sua margem de lucro.

Uma lei do preço fixo impede a livraria de dar grandes descontos ao consumidor. No caso da lei francesa, a mais famosa do mundo, é permitido abater no máximo 5% do valor de capa, durante um período de dois anos após o lançamento de determinada obra.

Há quem defenda que, com a guerra de descontos praticada entre grandes redes, as editoras precisam subir seus preços de capa para manter a margem de lucro. Impedidas de concorrer com gigantes do mercado, pequenas livrarias fecham as portas.

Os opositores, por sua vez, acham que um ambiente regido apenas pelas leis de mercado é essencial para baratear o livro. E que o desconto é uma ferramenta fundamental para o varejo. Nos dois textos abaixo, O GLOBO reuniu os principais argumentos de cada lado.

Simulação de preço numa grande livraria - Reprodução

Simulação de preço numa grande livraria – Reprodução

A FAVOR

Pela sobrevivência de pequenas livrarias

Os defensores de uma lei que regule os descontos ao leitor veem a concorrência das grandes redes como predatória. Como os preços praticados por elas são bem mais baratos, eles acarretariam a falência de livreiros menores — impedidos de concorrerem de igual para igual. Ao permitir que os pequenos vendam uma obra pelo mesmo valor dos gigantes, a concorrência sairia fortalecida.

— Eu ficaria feliz que houvesse uma diversidade maior, mesmo que isso representasse maior concorrência. Seria uma concorrência saudável — defende Rui Campos, dono da Livraria da Travessa.

Concentração do mercado no Brasil - Reprodução

Concentração do mercado no Brasil – Reprodução

Outro argumento se volta contra a concentração do mercado nos mais vendidos. Um levantamento da Nielsen feito a pedido do GLOBO mostra que os 500 mais vendidos (num universo de 225 mil obras) representaram 35,3% do volume de vendas total no último ano.

— É um mercado com grande difusão de títulos. Diferente de mercados muito concentrados em poucos tipos de produtos, acredito que no caso do livro o preço cairia. Como os best-sellers são vendidos muito baratos, o preço dos demais sobe — afirma Haroldo Ceravolo, presidente da Liga Brasileira de Editoras Independentes.

O argumento dos defensores do preço fixo é que o desconto agressivo, a longo prazo, é ruim. É que, para manter sua margem de lucro diante dos descontos dados pelas grandes redes, as editoras precisam subir o valor do livro.

Quem defende a fixação de preço afirma que a atual dinâmica do mercado prejudica a circulação de livros de ciclo de venda mais lento, como obras literárias, que não conseguiriam concorrer com os best-sellers. O preço fixo permitiria o “subsídio cruzado”, no qual editores usariam a renda dos mais vendidos para investir em livros de mais “risco”, como de novos autores.

A lei francesa, aprovada em 1981, serve de inspiração, já que ela teria favorecido a expansão das livrarias de bairro. Na França, elas detêm 22% do mercado. No Reino Unido, que abandonou o preço fixo nos anos 1990, elas respondem por 4%.

CONTRA

Em defesa da livre concorrência

Os opositores do preço fixo acham que a liberdade do mercado é boa para o comércio. Interferir nele poderia prejudicar a eficiência e a dinâmica do mercado. Além disso, quem é contra diz que o preço do livro vai subir — dificultando o acesso de pessoas com menor renda.

Cenário mundial do preço fixo de livros - Ilustração

Cenário mundial do preço fixo de livros – Ilustração

— A única chance de cair seria se as editoras baixassem o valor de capa e as grandes livrarias topassem comprar o livro mais caro do que costumam, mas elas não aceitariam — diz o consultor editorial Carlo Carrenho. — Claro que há livrarias pequenas que merecem ser protegidas. Hoje as editoras vendem o livro mais barato para livrarias maiores. Talvez elas devessem vender pelo mesmo preço para todas.

Quem se opõe ao preço fixo diz ainda que não é possível usar o caso francês como exemplo.

— Não é verdade que as livrarias pequenas prosperaram lá por conta do preço fixo, e sim porque lá há mais leitores do que aqui. Não há garantia que o preço vai baixar e as livrarias pequenas vão proliferar — diz o editor Carlos Andreazza, do Grupo Record, ressaltando que sua opinião não representa a da empresa.

Para Andreazza, o argumento de que as vendas são concentradas em poucos títulos não é fruto de concorrência predatória, mas do gosto do leitor. Ele diz que o preço fixo pode ser testado, mas por um acordo comercial, como ocorria no Reino Unido, e não uma lei. Assim, se desse errado, a medida poderia ser revertida. Mas esse modelo tem um problema.

— As editoras poderiam receber multa de 20% sobre seu faturamento, porque fere a Lei da Concorrência — diz o economista Luiz Carlos Prado, ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Outro problema diz respeito aos estoques, já que o encalhe de livros tem um custo alto de armazenagem para as editoras. Como uma lei do tipo proibiria descontos maiores por até dois anos, a possibilidade de escoar em saldões obras que não deram certo ficaria dificultada.

Dois sucos e a conta com Manoel Andrade

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O sertanejo que está revolucionando o ensino no interior do Ceará

O sertanejo que está revolucionando o ensino no interior do Ceará Hélio Sousa / Divulgação

O sertanejo que está revolucionando o ensino no interior do Ceará Hélio Sousa / Divulgação

Mauro Ventura em O Globo

Tudo começou em 1994, com sete jovens — seis rapazes e uma moça — estudando numa casa de farinha desativada ou debaixo de pés de juazeiro, sentados em cadeiras velhas. Moravam em Cipó, comunidade rural de apenas dez famílias a mais de cem quilômetros de Fortaleza, no Ceará. Hoje eles são milhares e estão provocando uma pequena revolução educacional no estado. É o Prece, o Programa de Educação em Células Cooperativas, que em 2014 completa 20 anos. Por trás de tudo está Manoel Andrade, de 53 anos, doutor em Química da Universidade Federal do Ceará (UFC). Um dos dez filhos de um casal de agricultores, o pai mal sabia ler e a mãe tinha apenas a quarta série primária. Como em seu lugarejo não havia escola, Manoel foi aos 9 anos morar com os avós em Fortaleza para estudar. Quando começou a pós-graduação, passou a voltar todo fim de semana a Cipó, onde teve a ideia do Prece. No programa, não há professor. Cada estudante ensina aos demais sua disciplina favorita. Juntos, esses alunos do interior compartilham conhecimentos, apoiam-se mutuamente, superam deficiências de aprendizagem e passam no vestibular.

O GLOBO: Quem eram esses sete estudantes pioneiros?
MANOEL ANDRADE:
Eram todos excluídos educacionalmente e hoje, dos sete, só um abandonou os estudos. Os demais se graduaram. Um que na época havia parado na quarta série e estava com 20 anos virou doutor em Química e pesquisador na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Outro que tinha 20 anos e cursava a sexta série está terminando o doutorado em Fitopatologia. Tem ainda um agrônomo, uma professora de História, um mestre em Educação e um graduado em Teologia.

Na época, houve reação dos pais dos jovens da região?
Sim. Os pais eram agricultores analfabetos. Na visão deles, os filhos precisavam trabalhar para ajudar a sustentar a família. Como aqueles jovens, que liam e escreviam de forma precária, entrariam na universidade? Mas, dois anos depois, um dos estudantes, Francisco Antônio, o Toinho, foi aprovado em primeiro lugar no vestibular de Pedagogia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Seis meses depois, outro também passou. Em 1988, eram quatro na UFC. O sucesso deles atraiu outros jovens.

Como surgiu a ideia do Prece?
Tem origem num episódio que me ocorreu aos 16 anos. Um jovem, Flávio Tabosa Barroso, me convidou para participar de um grupo de estudos. Perguntou o que mais eu gostava de estudar. “Biologia.” E ele: “Então você vai nos ensinar Biologia.” Cada um ensinava aquilo de que mais gostava. Foi uma revolução na minha vida. Quando comecei a voltar a Cipó, resolvi repetir a experiência. Eu botava os meninos para estudar juntos e os levava no meu carro para conhecer a universidade. Eles se animavam ao ver que alguém da região teve sucesso graças ao estudo.

O que essa metodologia de aprendizagem em grupo mostra?
A experiência dos grupos de estudo (também chamados de células de aprendizagem cooperativa) deu certo. Não pode ser só o professor dando aula, uma transferência impositiva de um lado para o outro. Você aprende muito mais interagindo, cooperando, compartilhando conhecimentos e trocando saberes com os outros do que apenas recebendo informação.

Aqueles sete iniciais hoje são milhares…
Estamos influenciando a rede pública do Ceará. A secretaria de Educação do estado me chamou para montar um programa para cada escola estadual. Já preparamos cerca de 2.500 estudantes para organizarem grupos de estudo. Eles estão se proliferando por todo o estado e já há um programa em Mato Grosso inspirado no nosso. Graças ao Prece, cerca de 500 jovens de origem popular entraram na universidade. E mais de 30 cursam ou já cursaram a pós. E não é um êxodo rural, porque, ao ingressarem na universidade, eles passam a retornar às suas comunidades e fundam novos grupos de estudo no interior, transformando a realidade de suas regiões. Nossa utopia é contribuir para a construção de uma escola pública de qualidade.

Plaenge lança projeto de incentivo à leitura no canteiro de obras

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Publicado por Diário de Cuiabá

Gostar de ler é uma questão de hábito. Quem é apresentado aos livros ainda pequeno, tem mais chances de descobrir o prazer da leitura e se tornar um grande leitor. Mas nem todas as crianças tem esse contato desde cedo e como adultos acabam entrando nas estatísticas de que o brasileiro não lê livros.

Levar esse hábito da leitura a um adulto que chegou a essa fase da vida sem ter descoberto o prazer dos livros é bem mais complicado. Missão espinhosa? Sem dúvida. Mas não é impossível. Pensando nisso, a Plaenge em parceria com o produtor cultural, Clóvis Matos lançou na terça-feira (13), o Projeto “Livro na Obra”, no empreendimento Arboretto, em Cuiabá. A iniciativa inédita tem o intuito de incentivar a leitura dentro das obras da construtora.

Segundo o diretor regional da Plaenge, Rogério Fabian Iwankin, o projeto procura proporcionar uma oportunidade nova, até inusitada aos colaboradores das obras. “Quando o Clóvis nos procurou com essa ideia gostamos muito. Ele já tinha os livros, a maneira para se fazer e nós possibilitamos o acesso dele às pessoas. Afinal, onde tem gente, tem um potencial leitor e nós queremos levar esse prazer para os nossos colaboradores”, disse.

De acordo com Rogério, a ideia é incentivar os operários a ter acesso a um instrumento. “É o instrumento mais poderoso de que dispomos para ter acesso e nos apropriarmos das informações, assim como é uma ferramenta lúdica que nos permite explorar mundos diferentes dos nossos, reais ou imaginários, que nos transforma em exploradores de um universo que construímos em nossa imaginação”, pontuou.

Para Clóvis Matos, incentivar a leitura é plantar sementes que no futuro – e até no presente – começam a gerar bons frutos. “Não é que as pessoas não gostam de ler, muita das vezes elas não tem é o incentivo ou oportunidade e a Plaenge mostrou que tem visão ao ceder essa oportunidade a seus funcionários até em um ambiente que não é visto como um local habitual de leitura”, afirmou.

O produtor cultural comentou que o projeto já atraiu as pessoas e demonstra que o livro chama a atenção, o que falta as vezes são as oportunidades. “Muitas pessoas já pegaram os livros, outras já vieram perguntar como que o projeto funciona, a curiosidade foi muito grande, apesar da timidez de muitos”.

Um dos pontos de êxito de projetos como esse, segundo Clóvis, é que as bibliotecas são livres. “Não haverá uma fiscalização de quem retirou qual livro, ou quantos livros existem, aqui as pessoas são livres para pegar quantos livros quiserem e devolverem a hora que quiserem. Na minha experiência se você fizer uma fiscalização dentro de um local como esse você acaba inibindo eles a pegarem, eu prefiro acreditar na consciência das pessoas, que eles vão cuidar dos livros”, reforçou Clóvis Matos.

O Projeto ainda tem foco não só nos colaboradores da construtora, mas também na família deles. “Adultos leitores influenciam crianças leitoras e vice versa. Ao levar o livro para casa ele acaba estimulando seus familiares também, sem falar que eles tem a opção de poder retirar livros para seus filhos, já que existem livros infantis nas bibliotecas”, pontuou.

Para a ajudante de obra Edilerne Maria da Silva, o Projeto “Livro na Obra” foi uma ótima surpresa. “Nunca tinha visto uma ideia dessa, adorei. Já estou levando um livro para casa, se levasse dois talvez não conseguisse terminar de ler”, brincou.

O operador de máquinas pesadas, Geovan Moreira também aprovou o projeto. “Uma oportunidade para quem não tem condições de comprar livros, poder ler e adquirir novos conhecimentos ou só se divertir”, disse.

Neste primeiro o Projeto “Livro na Obra” será implantado em três empreendimentos. “Começaremos o projeto nas obras do Arboretto, Absolutto e Belle Vie Résidence e dependendo da adesão do pessoal expandiremos para todas as obras do Grupo”, afirmou Rogério Fabian.

Doação de livros – Quem quiser fazer doações de livros ao Projeto “Livro na Obra” ou o Projeto Inclusão Literária, também de autoria do produtor cultural, Clóvis Matos, pode levar os livros a sede da Plaenge na Av. São Sebastião ou na Câmara Municipal de Cuiabá, que esta realizando até o dia 16 de agosto uma campanha de arrecadação de livros. (Ícone Assessoria)

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