BK30 LARGO DO AROUCHE

Posts tagged Iluminado

Stephen King detona Crepúsculo: ‘Pornô para pré-adolescentes’

1

Em entrevista a jornal, autor critica ainda Cinquenta Tons de Cinza e Jogos Vorazes

Stephen King, autor de clássicos como O Iluminado, A Coisa e Christine

Stephen King, autor de clássicos como O Iluminado, A Coisa e Christine

Publicado por UOL

Stephen King, mestre da literatura de terror e suspense, não ficou nada impressionado ao ler alguns dos maiores best-sellers da atualidade. Em entrevista ao jornal The Guardian, o escritor detonou a Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer; Jogos Vorazes, de Suzanne Collins; e Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James. King, no entanto, elogiou Morte Súbita, o novo livro de J.K. Rowling, autora de Harry Potter, chamando-o de “fabuloso”.

O escritor, cujas obras foram adaptadas para mais de 50 filmes, lê obras modernas por interesse profissional. Sobre Crepúsculo, o qual classifica como “pornô para pré-adolescentes”, reclamou, “Eles não são sobre vampiros ou lobos. Eles são sobre como o amor de uma garota pode transformar um cara mau em um cara bom”.

“Eu li Crepúsculo e não senti vontade de continuar. Eu li Jogos Vorazes e não senti vontade de continuar. Não é diferente de O Gladiador, um filme em que pessoas assistem a outras pessoas serem mortas, uma sátira aos reality shows”.

“Eu li Cinquenta Tons de Cinza e não senti vontade de continuar. Eles chamam isso de pornô para mamães, mas não é isso. Ele é bem direcionado pelo sexo e é para mulheres entre, digamos, 18 e 25 anos”, acrescentou.

Stephen King lançará, na próxima quinta-feira (26), a sequência do livro O Iluminado. Intitulado Doctor Sleep, a obra mostrará Danny Torrance – o menininho estranho do filme – 40 anos após a tragédia ocorrida no Hotel Overlook. Já adulto, Danny visita pacientes que estão em fase terminal para guiá-los durante a passagem para uma outra vida.

Livros clássicos com capas cretinas: uma proposta

0

1

Sérgio Rodrigues, no Todoprosa

Não sei, mas acho que posso ter encontrado um jeito simples de aumentar os índices de leitura da população brasileira (clique na imagem para ter melhor resolução).

A inspiração veio dessa seleção de piores capas de títulos famosos da literatura – sexistas, sensacionalistas, caras de pau, sem noção, comicamente literais ou todas as alternativas anteriores – feita pela Flavorwire. Atenção ao primeiríssimo lugar ocupado por uma capa da Record para “O iluminado”, já comentada aqui.

A temporada de capas cretinas começa agora: se você tiver um Paint (ou programa melhor) na mão e uma ideia na cabeça, o Todoprosa está de portas abertas à sua criatividade pelo email sobrepalavras@todoprosa.com.br. Apenas arquivos em jpg, por favor.

*

Agora falando sério, é um primor de abrangência e lucidez o artigo “Literatura brasileira no exterior: problema das editores?”, de Felipe Lindoso, publicado em seu blog, aqui. Quem se interessa de forma profissional ou diletante pelo assunto tem muito a ganhar encarando a longa extensão do texto. Uma amostra:

…seja através das editoras – ou, principalmente, dos agentes literários – as negociações internacionais usam, no maior limite do possível, a predominância do inglês nessa etapa atual da República Mundial das Letras precisamente para valorizar seus autores.

As editoras brasileiras são, como as de outros países, os alvos disso. Por essa razão e pelo fato do português ser uma língua de menor expressão nessa constelação, os editores brasileiros participam do mercado literário internacional principalmente como compradores, não como vendedores.

Nesse contexto, querer que sejam os editores os que façam a promoção da literatura brasileira no exterior é tão somente uma manifestação de wishful thinking. Não funciona.

Go to Top