Ansiedade 3 - Ciúme

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Confira a capa de Turtles All The Way Down, novo livro do autor John Green

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Guilherme Cepeda, no Burn Book

Depois de seis anos, dois filmes e 4,5 milhões de livros vendidos no Brasil, John Green está de volta!

O autor acaba de divulgar a capa do seu novo livro, Turtles All The Way Down (ainda sem título em português), via Twitter.

Nesse livro vamos conhecer a história de Aza Holmes, uma jovem de 16 anos em busca de um bilionário desaparecido para tentar ganhar a recompensa oferecida. Um livro sobre amizades duradouras, reencontros inesperados, fan fictions de Star Wars e répteis neozelandeses.

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John Green incluiu na nova obra muitos elementos da própria vida, entre eles o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), com o qual conviveu por muitos anos – mas é uma história totalmente fictícia. Em entrevista ao Entertainment Weekly, o autor declarou:

Há anos que trabalho em Turtles All The Way Down e estou animado para compartilhar essa história com os leitores, em outubro. É minha primeira tentativa de escrever diretamente sobre o tipo de distúrbio mental que afeta minha vida desde a infância, então, embora seja uma história ficcional, também é algo muito pessoal.”

O livro será publicado simultaneamente com os Estados Unidos, em 10 de Outubro.

via Intrínseca

Machado de Assis é homenageado pelo Google em 178º aniversário

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Um Doodle cheio de referências: os hipopótamos de “Memórias Póstumas”; o cachorro de Rubião, chamado Quincas Borba; as batatas de “ao vencedor, as batatas!” e o bebê Ezequiel, de “Dom Casmurro”, entre outros (Google/Reprodução)

Um Doodle cheio de referências: os hipopótamos de “Memórias Póstumas”; o cachorro de Rubião, chamado Quincas Borba; as batatas de “ao vencedor, as batatas!” e o bebê Ezequiel, de “Dom Casmurro”, entre outros (Google/Reprodução)

O maior escritor brasileiro de todos os tempos foi homenageado com uma ilustração que cita suas principais obras

Ligia Helena, no M de Mulher

178 anos hoje (21) e por isso ganhou uma merecida homenagem do Google: um belíssimo Doodle na home do site de buscas.

A ilustração homenageia algumas das principais obras de Machado de Assis, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro.

Nascido Joaquim Maria Machado de Assis, ele veio ao mundo no Morro do Livramento, na área central da cidade do Rio de Janeiro, próximo à região portuária. Neto de escravos libertados, Machado de Assis era negro e sofreu com o racismo enquanto viveu: imaginem que a escravidão só foi oficialmente abolida no Brasil em 1888, quando ele já tinha 49 anos.

(Reprodução/Academia Brasileira de Letras)

(Reprodução/Academia Brasileira de Letras)

Machado de Assis não teve muito acesso à educação formal, mas insistiu em seu sonho de estudar literatura. Em 1854, aos 15 anos, foi trabalhar em uma tipografia, estabelecimento onde imprimiam-se livros e folhetos. Lá, começou a fazer poemas e escrever histórias. Trabalhou como tipógrafo até 1858, e em paralelo escrevia para revistas e jornais, até que passou a se dedicar apenas ao texto. Tornou-se fundador da Academia Brasileira de Letras e foi presidente da ABL por 10 anos.

As Obras

Machado de Assis produziu muito durante a vida. Escreveu poesia, teatro, crônica, conto, romance e ainda crítica e fez traduções como a de “Os Trabalhadores do Mar”, de Victor Hugo. No teatro, escreveu peças de comédia como “Quase Ministro” e “Deuses de Casaca”.

Mas a consagração se deu por meio dos nove romances que escreveu. O primeiro, “Ressurreição”, foi publicado em em 1872. Depois vieram obras-primas como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Quincas Borba, lidas e celebradas até os dias de hoje.

Livros de Machado de Assis de graça

Como a obra de Machado de Assis já é de domínio público, você pode encontrar todos os livros disponíveis gratuitamente na versão digital, na Biblioteca de Domínio Público Brasileira.

No site de Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, são disponibilizadas inclusive as primeiras edições de cada obra. Vale a visita!

O trabalho de Machado de Assis já foi lido, revisto e adaptado centenas de vezes. De histórias em quadrinhos a ópera, as tramas imaginadas pelo carioca se espalharam pelo mundo.

Na TV, uma das adaptações mais recentes foi a minissérie Capitu, baseada em “Dom Casmurro”, e que tenta responder à pergunta: Capitu, afinal, traiu Bentinho? A resposta mora na cabeça de cada um que leu o clássico.

Quadrinista recria capas de HQs da Marvel com Orixás

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Capa de "The Orixas", inspirada na estética dos quadrinhos de "Os Vingadores" - Hugo Canuto

Capa de “The Orixas”, inspirada na estética dos quadrinhos de “Os Vingadores” – Hugo Canuto

 

Fã da estética de Jack Kirby, Hugo Canuto se inspirou na cultura afro-brasileiras para criar “The Orixás”

Milena Coppi, em O Globo

RIO — Inspirado nos HQs de Jack Kirby, um dos criadores do universo Marvel ao lado de Stan Lee, o quadrinista baiano Hugo Canuto recriou uma capa clássica de “Os Vingadores” e substituiu os famosos heróis da saga por divindades oriundas de religiões afro-brasileiras. Em sua versão, batizada de “The Orixás”, Xangô e Ogún trocam de lugar com Capitão América e Homem de Ferro.

— Resolvi imaginar o que aconteceria se Kirby resolvesse produzir uma saga baseada nas lendas da cultura afro-brasileira, assim como ele fazia com outras mitologias em seus quadrinhos — afirmou ele.

— Quis abordar a estética pop do quadrinho americano e trazer para a elementos da nossa cultura. Acredito que precisamos de referências próprias nesse aspecto.

A ideia surgiu despretensiosamente como forma de juntar duas de suas paixões, a cultura brasileira e os HQs, e de homenagear o quadrinista americano que, se estivesse vivo, completaria 99 anos em agosto. Mantendo a estética usada por Kirby, a versão de Hugo teve grande repercussão em sua página no Facebook.

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—Fiquei muito surpreso com a repercussão positiva das pessoas em relação aos desenhos. Muitas curtiram e se sentiram representados — declarou o quadrinista.

Há oito anos, Hugo criou o HQ “A Canção de Mayrube”, inspirada nas grandes mitologias da América. A partir desse projeto, o artista se aprofundou ainda mais no tema e levou as referências que buscou para seus trabalhos mais recentes.

— Queria fazer algo diferente, mas sempre tomando cuidado com a mensagem para não desrespeitar ninguém. Sei que algumas pessoas demonizam e atacam a cultura afro-brasileira. Mas, como artista, não posso deixar de realizar esse trabalho por conta de visões exclusivas da realidade.

Para criar a história, Hugo busca referências em livros de autores como Edison Carneiro e Pierre Verger. Ele também pretende sair de São Paulo e voltar a morar em Salvador para ficar mais próximo da cultura que o inspirou.

— Quero mergulhar nesse universo não apenas para criar um trabalho interessante, mas para não faltar com respeito. Sou um espiritualista e procuro entender todas as crenças. Como nasci na Bahia, é muito natural para mim entender várias visões de religiosidade — comentou ele.

Com os sucessos dos desenhos, o quadrinista já ensaia para transformar o projeto online em uma HQ.

— Por enquanto, vou continuar fazendo essas artes homenageando os Orixás dentro dessa estética. Mas estamos empolgados com a ideia de fazer um quadrinho. Queremos botar o projeto de pé com a ajuda de financiamento coletivo.

Historiadora brasileira cria incríveis bordados botânicos inspirados em livro de biologia do século 18

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Publicado no Follow the Colours

Os desenhos de insetos e de seus ciclos de reprodução podem parecer um tanto quanto científicos para os leigos, mas para a historiadora e estudante de conservação e restauração Mannuella Luz, as ilustrações são fonte de inspiração e serviram de base para a primeira coleção da marca Mirabilia – Bordados Manuais, lançada em maio por Mannuella.

As imagens foram retiradas do livro Metamorphosis, publicado em 1705 pela ilustradora e entomóloga alemã Maria Sibylla. Para a obra, a cientista passou dois anos no Suriname, onde aprendeu sobre o desenvolvimento dos insetos tropicais. Os desenhos representam os ciclos de vida dos insetos em seus ambientes naturais.

Graças às aulas de bordado que recebeu da avó aos 7 anos, as imagens são representadas através de agulha e linha nos quadros de Mannuella. Em uma das peças – com bordado variando entre pontos cheios e pontos de contorno -, são ilustradas as fases de uma mariposa (ovos, lagarta, pupa e adulta) sobre uma planta.

O resultado do encontro entre as duas, distantes no tempo em quase três séculos, pode ser conferido através de suas produções. Confira:

Além dos quadros, a coleção traz ainda kimonos de seda com bordados de escorpião, besouro e outros bichos, em traços fortes de cor preta; e marcadores de livro com ilustrações de plantas e animais.

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Estudante em MG fala sobre emoção em lançar primeiro livro aos 15 anos

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Laís Álvares conta que gosto por leitura e escrita é herança de família.
‘Meu Pedacinho de Mundo’ reúne poesias escritas pela adolescente.

Ricardo Welbert, no G1

Laís Álvares posa ao lado de exemplares do livro dela (Foto: Laís Álvares/Arquivo pessoal)

Laís Álvares posa ao lado de exemplares do livro
dela (Foto: Laís Álvares/Arquivo pessoal)

Uma adolescente de 15 anos, moradora de Conceição do Pará, no Centro-Oeste de Minas, se destaca na literatura. Laís Álvares Fonseca lançou recentemente o primeiro livro dela, chamado “Meu Pedacinho de Mundo”, da editora All Print. A obra inclui poesias escritas por ela desde os oito anos de idade.

“Procurei criar um diferencial para atrair o público jovem. Todas as poesias são ilustradas e instigam o leitor a se perguntar sobre o significado de cada desenho”, explicou a autora.

Apesar da pouca idade, Laís já acumula experiências literárias. Algumas das poesias dela foram publicadas no caderno “Guri” do jornal “Estado de Minas”. Antenada com as tecnologias, a garota também usa a internet para publicar textos e divulgar os trabalhos. “Adoro escrever poesias para demonstrar meus sentimentos, minhas expectativas e para expor minha indignação com certas ações humanas. Ler e escrever poesias é vital para mim. É como respirar e me alimentar”, definiu.

Laís Álvares nasceu em Pitangui, a 40 quilômetros de Conceição do Pará. Ela se orgulha em dizer que pertence à sétima geração de Maria Tangará (mulher rica, senhora de muitos escravos e bastante influente na política do Brasil no século XVIII). O livro “Uma Dama Esquecida e Injustiçada”, de Tasso Lacerda Machado, traz a genealogia da família da personagem histórica, de quem a menina descende.

Leitores em fila para receber autógrafo da autora em lançamento (Foto: Laís Álvares/Arquivo pessoal)

Leitores em fila para receber autógrafo da autora
em lançamento (Foto: Laís Álvares/Arquivo pessoal)

Recém-formada no 1º ano do ensino médio, pela Escola Estadual Doutor Isauro Epifânio, Laís conta que o gosto pelas letras surgiu ainda na infância. Influência da mãe, Maria Raimunda Alves da Silva, professora de Língua Portuguesa. “Ela sempre teve incentivo para ler e escrever em casa. Toda vez que cria um novo texto, me mostra. Se encontro alguma coisinha fora do lugar, oriento sobre o jeito certo e ela conserta”, revelou a mãe.

“Nossa casa tem muitos livros. Além disso, meus antecedentes foram pessoas ligadas à literatura. Minha bisavó materna era poetisa e tenho inclusive, cópia de carta em que meu tio-bisavô trocava correspondências com Carlos Drummond de Andrade. Sou de uma família de gente que escreve e trago no DNA o gosto pela literatura”, acrescentou Laís.

O primeiro livro
A ideia de lançar um livro surgiu em 2010, quando Laís e os pais visitaram o estande da editora All Print durante a Bienal do Livro em Belo Horizonte. “Peguei um cartão deles, depois fiz contato e, desde então, trocamos muitos e-mails. Quando vimos que Laís já tinha uma boa quantidade de material produzido, fechamos o negócio. Inicialmente, imprimimos 500 exemplares” contou Maria Raimunda.

Detalhe da capa de ''Meu Pedacinho de Mundo'' (Foto: All Print/Divulgação)

Detalhe da capa de ”Meu Pedacinho de Mundo”
(Foto: All Print/Divulgação)

O passo seguinte foi contratar um desenhista para ilustrar os textos. Renato Faria, um artista plástico que mora em Pitangui, foi procurado. “Elas [Laís e a mãe] queriam ilustrações um pouco surreais. Algo que acrescentasse aos poemas, mas que não fosse uma representação literal dos textos. Inspirei-me no título do livro e tive a ideia de recriar o mundo da Laís, baseado nas visões dela. O resultado final foi a perfeita junção dessas linguagens”, explicou o ilustrador.

Enquanto observa o início da carreira de escritora da filha, o pai de Laís, o fabricante de calçados Heli Luiz Júnior, faz planos bem humorados. “Ela já me prometeu uma fazenda com dois mil bois e uma Ferrari na garagem”, disse o pai. “Brincadeira à parte, sempre apoio as decisões de minha filha e também a incentivo a perseguir seus sonhos com dedicação e nunca desistir deles”, acrescentou.

Onde comprar
O exemplar de “Meu Pedacinho de Mundo” custa R$ 22. Em Pitangui, pode ser adquirido em na secretaria da paróquia de Nossa Senhora do Pilar, na Casa Lacerda e na Pimpolho Presentes. Em Conceição do Pará, no Solar dos Valério. O livro também pode ser adquirido pelo site da editora All Print, a R$ 25.

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