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Professora deixa mensagens de incentivo nas carteiras dos alunos

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Fonte: Woodbury City Public Schools

Fonte: Woodbury City Public Schools

 

Chandini Langford escreveu as mensagens para tranquilizar os alunos no dia da prova

Publicado no Universia Brasil

A professora norte-americana Chandni Langford, que dá aulas para estudantes de 10 a 11 anos na Evergreen Avenue Elementary School, em New Jersey, Estados Unidos, ficou famosa nas redes sociais. O motivo? Chandni lançou mão de um método diferente e carinhoso para aliviar a tensão dos alunos no dia de uma prova decisiva.

Quando chegaram à sala de aula, prontos para serem avaliados, os estudantes se depararam com mensagens de incentivo personalizadas, escritas pela professora na mesa de cada um deles.

Chandni também deixou dois doces para cada um de seus pupilos e utilizou a hashtag #growthmindset no final das mensagens. O termo “growth mindset” foi criado pela professora e psicóloga Doutora Carol Dweck, da Universidade de Stanford, e significa ter a consciência para admitir o que você não sabe e manter viva a vontade de aprender.

Fonte: Woodbury City Public Schools

Fonte: Woodbury City Public Schools

 

Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, a professora contou que a ideia surgiu após de ter visto uma ação similar na rede social Pinterest, feita por outra educadora. “Muitas crianças estavam tensas, pois se não conseguissem boas notas no exame elas poderiam ser reprovadas. Elas ficaram muito ansiosas com isso e eu achei que seria uma maneira fofa de incentivá-los”, contou Chandni ao The Telegraph.

Após serem postadas na página da escola no Facebook, as fotos das mensagens foram compartilhadas mais de 20 mil vezes.

Para uma aluna chamada Yovani, a professora escreveu “Não estou dizendo que será fácil, mas estou dizendo que valerá a pena. Faça seu melhor! ”. Para outra, chamada Ish, a mensagem foi “Sei que é a primeira vez que está fazendo esse teste. Aplique tudo o que sabe e deixe seu cérebro trabalhar! “.

A estudante Julissa, uma das alunas de Chandni, disse à reportagem que quando encontrou o recado, todo seu medo foi embora e soube que era capaz de concluir a prova. Outra estudante da turma, Emily, sentiu como se pudesse fazer qualquer coisa no mundo.

Fonte: The Thelegraph

Leitura ajuda detentos na remissão de pena em presídio de Hortolândia, SP

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Prisão foi a primeira do estado de São Paulo a implantar a medida.
Presos podem diminuir até 48 dias por ano com o hábito de ler.

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Publicado no G1

O Centro de Progressão Penitenciária de Hortolândia (SP) oferece aos detentos uma forma de adquirir conhecimento e reduzir a pena aplicada pela Justiça com o projeto “A Leitura Liberta”. A unidade foi a primeira do estado de São Paulo a implantar a medida.

Com a leitura, o detento pode reduzir em até quatro dias a pena, caso a avaliação posterior seja positiva. No total, ele pode diminuir 48 dias por ano no tempo de reclusão.

A pedagoga Elisane de Oliveira conta que a partir do segundo livro já é possível ver evolução nos detentos. “No segundo, no terceiro livro você vê a evolução da pessoa”, explica.

Os presos podem alugar um livro a cada 30 dias e, após a leitura, eles precisam participar de oficinas onde irão compartilhar o que aprenderam com aquele determinado autor. “Eu quero que a pessoa se transforme com essa leitura, então, realmente eu tenho que verificar se há essa leitura”, explica.

350 livros por mês
A penitenciária de Hortolândia possui uma sala com mais de 1,5 mil livros no acervo e a média de empréstimos é de 350 unidades por mês.

“Eu descobri que a literatura tinha muito mais coisas para me ensinar do que simplesmente a remissão de pena”, contou um dos presos à EPTV, afiliada da TV Globo.

Segundo o diretor do presídio, Joaquim Gomes da Silva, alguns chegam até a dizer que se tivessem adquirido esse hábito antes tudo seria diferente.

“Alguns presos vem falar comigo e dizer que se tivessem esse entendimento de leitura, de repente ele não não teria cometido o que ele cometeu do lado de fora”, afirma.

Incentivo nacional
O projeto segue uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça, que prevê o incentivo à leitura em todos os presídios no Brasil. Em 2016, a expectativa é de que o projeto “A Leitura Liberta” seja aplicado em pelo menos 90% das penitenciárias do estado de São Paulo.

“A literatura te liberta dos seus preconceitos, te liberta do conceito e, às vezes, de como você enxerga as coisas. Te dá uma visão diferente do que você pode fazer na sua vida”, destaca um dos detentos, que já cumpriu mais de 10 anos de pena.

Os livros curam

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A ‘biblioterapia’ consiste em conversar com o “paciente”, escutar seus problemas, seus gostos, e recomendar títulos que podem ajudá-lo

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Publicado em El País

O número caiu em minha cabeça e quase me machuca: o mundo produz um novo livro —um título novo, milhares de exemplares de um título novo— a cada 15 segundos. São mais de dois milhões de títulos por anos; uma tiragem média de 2.000 exemplares vira 4 bilhões de volumes que inundam o planeta todos os anos, árvores caindo em profusão, uma chuva de livros pior que o pior dos dilúvios, um tsunami de livros. Era, com certeza, mais do que o suficiente para me convencer a não escrever nunca mais —e, entretanto.

Todos caem na armadilha-livro: o livro é uma marca de prestígio. Mesmo sendo tantos, mesmo sendo tão díspares, a categoria livro conserva sua reputação: pensamos livro e pensamos em um objeto respeitável, portador dos saberes que o mundo necessita. As categorias são dissimuladas: pensamos livro e damos a todos o prestígio que alguns poucos merecem. Caímos fácil na tentação de achar que o primeiro Dom Quixote e o último MasterChef têm algo em comum —porque os dois sujam de tinta um bloco de papel unidos pela lombada. E seus fabricantes, não faltava mais nada, aproveitam a confusão: pedem condições especiais, melhoras impositivas, privilégios que o prestígio do objeto livro supostamente justifica. Reivindicam a importância cultural das elucubrações de Mariló Montero e Paulo Coelho, defendem o peso social do Horticultor Autossuficiente e o Manual Prático para Falar com os Mortos.

Mas existem livros que mudam sua vida. Ou, pelo menos, é isso que dizem os “biblioterapeutas” da School of Life, uma instituição dirigida em Londres pelo filósofo best-seller Alain de Botton. “A vida é muito curta para ler livros ruins”, diz sua apresentação, “o problema é que, com milhares de livros publicados, é difícil saber por onde começar”. Eles querem guiá-lo e, para começar, explicam as vantagens dos livros. Para mim, que nunca soube por que lia ou escrevia, foi uma revelação atrás da outra —ou quase:

—que ler parece uma perda de tempo, mas na realidade é uma economia enorme, porque apresenta conjuntos de fatos e emoções que você levaria anos, séculos para viver;

—que ler é entrar em um simulador de vida que o leva a testar sem perigo todo tipo de situações e decidir o que lhe convém mais;

—que ler produz a magia de mostrar como os demais veem as coisas e então mostra as consequências de suas ações e isso o faz, dizem, ser uma pessoa melhor;

—que ler o faz sentir menos sozinho porque mostra que outros pensaram as coisas estranhas que você pensa, que souberam colocar em palavras que lhe descrevem ainda melhor do que você mesmo poderia;

—que ler o prepara para isso que a crueldade do mundo moderno chama “fracassar”, mostrando a falsidade, a banalidade disso que o mundo chama “sucesso”.

Para isso, dizem, não podemos tratar a leitura como um entretenimento, um passatempo de férias, mas como um instrumento para viver e morrer com mais sentido e sabedoria. Ou seja: uma terapia. A biblioterapia, sua criação, consiste em conversar com o “paciente”, escutar seus problemas, seus gostos, suas experiências de leitura e recomendar-lhe três ou quatro livros que podem ajudá-lo melhor. Cada consulta não custa mais do que 110 euros (383 reais) —uns cinco ou seis livros. Mas ainda não existem estudos sobre sua eficácia; por enquanto sabemos que a biblioterapia já chegou à França —e ameaça cruzar os Pirineus.

Ex-detento cursa direito após 33 anos preso: ‘Educação muda o homem’

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Incentivo foi depois que João Ferreira achou livro na cadeia de Rio Preto.
Ex-presidiário vive com salário mínimo e usa metade para pagar faculdade.

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Publicado no G1

João dos Santos Ferreira tem 68 anos, mas parte da sua vida – 33 anos – passou dentro de uma penitenciária. Mas a condenação a mais de 30 anos de prisão por furto, roubo e tráfico não foi motivo para ele desistir de estudar.

O ex-presidiário, que mora em São José do Rio Preto (SP), afirma que achou no lixo da cadeia um livro, e esse encontro mudou a sua vida. Ele se forma este ano no curso de direito.

João trocou as grades das penitenciárias pela faculdade. Aos 63 anos, passou no vestibular para direito e hoje está no último ano. “Quero trabalhar na Defensoria Pública e defender alguém como eu, porque o estado não quer ou precisa só punir, quer também recuperar o cidadão”, afirma João.

O ex-detento fez os ensinos fundamental e médio dentro da cadeia e depois prestou Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conseguindo realizar o sonho de sentar em uma cadeira da universidade. “Quero ser útil para a comunidade. Gosto de fazer o bem para as pessoas mais incultas”, diz, agora, o estudante.

O livro é o maior símbolo de mudança para João. Foi por causa de um livro que achou no lixo que ele decidiu buscar outro caminho. Agora os livros tomam conta da casa. “Ao entrar em uma cela para cumprir 30 anos eu pensei que precisava levar o livro para ser meu companheiro. Somente a educaçao muda um ser humano e o mundo. Com ignorância você não arruma nada”, afirma.

Apertado, mas vale a pena
Após sair da cadeia, João vive hoje com um salário mínimo e usa quase a metade para pagar a faculdade. Ele tem desconto de 50% no Fies, mas ainda assim não sobra dinheiro para comprar livros, por exemplo. “Passo apertado, mas vale a pena. É gostosa a dinâmica da aula, se eu ficar sem ir eu fico doente”, diz.

João continua a jornada em casa onde estuda por mais seis horas. Uma curiosidade do imóvel é que o ex-presidiário deixa tudo pendurado, um costume que tinha na cela da cadeia. Fora da prisão, ele manteve esse hábito, mas tudo o que tem no armário é motivo de orgulho.

O certificado de conclusão do ensino médio, que ele conseguiu mesmo preso, também está pendurado no armário da cozinha, junto com o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que ele prestou, além das últimas provas da faculdade, todas com excelentes notas.

Mãe faz a prova do Enem para incentivar a filha e acaba passando no vestibular

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A cearense Vera Menezes e a filha Paula, de 15 anos, tentaram pela primeira vez passar no Enem, em 2014. Para surpresa de ambas, a mãe teve excelente resultado

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Publicado em Tribuna Ceará

“Conhecimento é assim, uma vez adquirido, dificilmente é esquecido”, indica a advogada Vera Menezes. Mãe de uma adolescente de 15 anos, ela se inscreveu e fez o Exame Nacional do Ensino Médio, em 2014, para incentivar a filha a estudar. O que não esperava é que fosse passar na Universidade Federal do Ceará (UFC).

Depois de 33 anos, Vera se viu sentada em uma sala de aula para fazer mais uma prova de vestibular. A iniciativa começou como brincadeira, mas acabou virando coisa séria. “Minha filha estava no 1º ano e quis tentar o Enem. Eu resolvi fazer também para incentivá-la, para que ela visse que quando você tem uma base forte na educação, o conhecimento não se perde”, explica.

A advogada não lembra da nota exata, mas diz ter atingido mais de 600 pontos. A diferença entre ela e a filha Paula foi pouca. A nota permitia que Vera passasse para cursos como Letras/Português e Engenharia de Pesca. “Foi uma experiência interessante. Eu passei no vestibular da UFC de primeira. Agora, para 2015, a minha nota não me permitiria passar para o curso”, conta.

Vacilo na redação

Vera diz que sua falta de experiência em Enem a prejudicou na hora de fazer a redação. Ela não sabia da existência do papel de rascunho e arriscou escrever seu texto diretamente no papel oficial. “Cometi um erro de principiante. Coisa que um estudante de hoje tira de letra. Eu não sabia”.

A brincadeira virou coisa séria e Vera sentiu vontade de voltar a estudar. Encontrou um curso de Magistério Indígena, na UFC, mas acabou descobrindo que não era uma área de nível superior, e que somente os índios podem fazer. “Foi o único curso que eu tive vontade de fazer. A cada ano que passa, tenho mais e mais vontade de estudar história e geografia do Ceará. Estou cada vez mais enraizada com a nossa cultura. Mesmo não dando certo, isso tudo foi um incentivo pra eu voltar a estudar. Estudar por prazer”.

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