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10 livros infantis inesquecíveis

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Há 136 anos, em 18 de abril de 1882, nascia Monteiro Lobato. Para homenagear o autor, que inspirou a criação do Dia Nacional do Livro Infantil, selecionamos 10 obras que marcaram a infância de muitos leitores

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

No Dia Nacional do Livro Infantil, criado em homenagem a Monteiro Lobato, que nasceu no dia 18 de abril de 1882 e foi um dos principais nomes da literatura infantil brasileira, selecionamos 10 livros (há muitos e muitos e muitos outros) que marcaram a infância de pequenos leitores país afora.

1. Ou Isto ou Aquilo, de Cecilia Meireles

“Ou se tem chuva e não se tem sol, / ou se tem sol e não se tem chuva!”… Lançado originalmente em 1964, o livro de Cecilia Meireles que traz ainda poemas inesquecíveis como O Último Andar, As Meninas e A Bailarina marcou a infância de muitas gerações de pequenos leitores – e foi ganhando, ao longo dos anos, novas edições com diferentes ilustrações.

2. Flicts, de Ziraldo

Um livro para mostrar que há lugar para todo mundo no mundo – e para todas as cores, inclusive para Flicts que não consegue se encaixar no arco-íris. Primeiro livro infantil de Ziraldo, ele foi publicado em 1969 e segue entre os mais lidos do autor de O Menino Maluquinho.

3. O Menino Maluquinho, de Ziraldo

De 1980, O Menino Maluquinho virou história em quadrinhos, livro de piada e filme e é a obra mais conhecida de Ziraldo. É a história de um menino levado que apronta todas em casa e na escola.

4. Marcelo Marmelo Martelo, de Ruth Rocha

Outro personagem inesquecível, Marcelo também encanta leitores desde 1976, quando Ruth Rocha lançou a história do menino que trocava o nome das coisas. O volume traz ainda outras duas histórias: Teresinha e Gabriela O Dono da Bola e originou novas histórias protagonizadas pelo garoto.

5. Bisa Bia, Bisa Bel, de Ana Maria Machado

Delicado livro sobre a relação entre uma menina e a bisavó que ela não conheceu. Foi publicado por Ana Maria Machado em 1980 e ganhou várias edições desde então.

6. A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga

E lá se vão mais de 30 edições do livro publicado por Lygia Bojunga em 1976 e que virou um dos clássicos infantojuvenis. Conta a história da menina que guardava, nesta bolsa amarela, a vontade de crescer, de ser garoto e de se tornar escritora.

7. Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato

Depois de publicar Narizinho Arrebitado em 1920, Monteiro Lobato lança, em 1931, Reinações de Narizinho, obra que seria seguida por outras histórias situadas no Sítio do Picapau Amarelo, que ganharam adaptações para a televisão, foram alvo de disputas entre editora e herdeiros e entra em dom

8. A Droga da Obediência, de Pedro Bandeira

Para crianças mais crescidas, A Droga da Obediência é lido em escolas desde seu lançamento, em 1984. Este é o primeiro livro da série Os Karas, em que os amigos Miguel, Chumbinho, Calu, Crânio e Magrí investigam crimes, e que foi revivida por Pedro Bandeira em 2014 no livro A Droga da Amizade.

9. Sapo Vira Rei Vira Sapo, Ruth Rocha e músicas de Chico Buarque

Um livro com disco! Este é um dos três títulos de Ruth Rocha sobre reis. Na história, um sapo vira rei e se revela um rei mandão e autoritário, trazendo a tona questões que continuam atuais, como poder, verdade e democracia. Nos anos 1980, a história integrou a Coleção Taba, da Abril. Os fascículo vinha com um livro ilustrado e um disco, onde se ouvia a história narrada e músicas criadas para a edição – neste caso, as músicas eram de Chico Buarque. Com Nara Leão, Jane Duboc e Ronaldo Mota e a música A Banda.

10. Coleção Reino da Fantasia

Dos anos 1970, a coleção Reino da Fantasia, lançada pela Record, conquistou leitores ainda nos anos 1980 e depois sumiu. Traz histórias como Três Gatinhos, A Pequena Vendedora de Fósforo, Peter Pan, Alice no País das Maravilhas, Cachinhos de Ouro e O Pássaro Azul.

“Não acreditaram que iria terminar”: idosa conclui ensino médio aos 91 anos

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Jéssica Nascimento, no UOL

Os cabelos  brancos e as mãos um pouco trêmulas não atrapalharam o desejo da dona Maria Pereira da Silva, moradora do Recanto das Emas, região a 35 km de Brasilia. Aos 89 anos, ela decidiu que era hora de retomar os estudos e buscar o tão desejado “canudo”: o diploma do ensino médio. Na quarta-feira (28), a idosa fez a última prova. Tirou  nota 7,5 e se formou, com direito a comemoração em uma pizzaria. Agora, ela não pretende ficar parada não. Quer fazer faculdade e se formar em teologia. O UOL foi até a escola onde ela estudou por dois anos para saber mais sobre seus planos, sonhos e lutas.

UOL —  Dona Maria, como foi a infância da senhora? O seu gosto pelos estudos surgiu logo cedo?

Maria Pereira da Silva — Olha, nasci em uma família bem humilde. Morava com meus pais e duas irmãs, no Rio Grande do Norte. Meu pai foi procurar trabalho, e ficou desaparecido por um ano, nesse tempo eu estudava. Inclusive, entrei muito tarde na escola: com 10 anos. Não tinha colégio por lá. Estudei até a terceira série. Aos 14, tive que parar. Fui dar aula na prefeitura da cidade para crianças mais novas.

Por que você parou de estudar? Gostava do que fazia?

Tinha que ajudar em casa, na renda. Minha mãe não trabalhava, tinha que cuidar dos meus irmãos e também não tinha muita oportunidade de emprego. Eu dava aula de matemática, caligrafia e leitura. Ganhava 40 mil réis. Ralava, mas gostava. Sempre gostei de ler, fazer contas. Era uma forma de me manter no estudos. Depois, me casei e vim embora para Brasília.

Quando a senhora decidiu que era hora de voltar a estudar? Sentia falta do ambiente escolar?

Quando fiz 40 anos, fui matricular meus filhos no colégio. A diretora me incentivou a voltar a estudar. Voltei, terminei o ensino fundamental mas parei de novo. Ficava muito cansada porque tinha que cuidar de filhos, casa e também trabalhava em uma rede de fast food. Aí desisti. Mas, aos 89 anos, um dos meus netos, que sempre me via lendo, perguntou se eu queria voltar a estudar. Fiquei meio pensativa, mas ele foi e me matriculou. Logo depois fomos comprar os materiais escolares.

Como foi a rotina nesses dois anos de supletivo? Tinha alguma matéria que era muito complicada? Às vezes tinha preguiça de ir pra aula?
Minha filha, só faltei dois dias no colégio. Isso só porque fiquei doente.

As pernas incharam demais e não conseguia caminhar. Minha rotina era tranquila, arrumava a casa de manhã e estudava à noite. No sábado era o dia inteiro. Minha filha mais velha me levava e buscava. Se atrasasse, eu brigava com ela mesmo. Gosto de compromisso. Uma matéria que não dá pra mim é inglês. Eu amo matemática, fazer contas. Mas inglês é difícil. Eu mal sei falar o português.

A família é muito grande, né? São 11 filhos, 28 netos, 48 bisnetos e três tataranetos. Como eles reagiram quando a senhora disse que iria se formar?

Alguns não acreditaram que eu iria terminar. Nem eu pensei também. Afinal, pela idade, não sei o que vai acontecer amanhã.

Mas eu consegui e todos ficaram muito felizes, até mais do que eu. Comemoramos na quarta-feira em uma pizzaria, cheguei e tinha balões me parabenizando. Ficou lindo e todos estavam muito emocionados.

E agora? Qual o próximo passo? A senhora disse que pretende fazer uma faculdade teologia. Qual o motivo do curso? Preparada para quatro anos de estudo?
Sim, quero sim fazer faculdade. Sou evangélica, uma leitora assídua da Biblia. Amo estudá-la. Então, esse curso tem mais minha cara. Sei que faculdade precisa de mais esforço, dedicação, espero estar bem para conseguir. Mas tenho vontade sim, viu?

Qual conselho você daria para quem pensa em seguir o seu exemplo, mas acha que não vai conseguir?

Acredite sempre nos seus sonhos. Vale a pena persistir. Não fique pensando no dia de amanhã, faça o que tiver vontade. Quem tem estudos, tem tudo. Ele vale muita coisa, sabe? Quanto mais, melhor.

5 lições de vida (comprovadas) de “O Pequeno Príncipe”

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publicado na Exame

O Pequeno Príncipe foi publicado em 6 de abril de 1943 apresentando aos seus leitores o pequeno herói da obra mais famosa do autor Antoine de Saint-Exupéry.

O livro conta a história de um piloto que, após derrubar seu avião no deserto do Saara, encontra um garotinho conhecido pelos leitores como o Pequeno Príncipe.

O menino diz ao piloto/narrador sobre o seu planeta natal, um asteroide, e suas viagens a outros mundos no universo, e eles formam um laço pouco provável durante os oitos dias abandonados no deserto.

O livro tem encantado tanto crianças como adultos do mundo todo nos últimos 70 anos. As suas páginas ilustradas foram traduzidas a mais de 250 idiomas e dialetos. Para comemorar seu aniversário, o HuffPost France destaca cinco lições de vida do Pequeno Príncipe.

1. Devemos nos reconectar com a nossa criatividade da infância

O narrador de O Pequeno Príncipe abre o livro com uma história sobre o primeiro desenho que fez quando criança, de uma jiboia digerindo um elefante. Todos os adultos que olhavam a imagem, conta ele, sempre viam a mesma coisa: um chapéu comum.

O narrador diz que ele abandonou sua paixão por desenhar até conhecer o Pequeno Príncipe, que imediatamente reconheceu o desenho pelo que era: um elefante com uma jiboia dentro.

“Mas, quem quer que fosse, ele ou ela, sempre respondia: ‘É um chapéu’. Então eu nem falava de jiboias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Eu me colocava no seu nível. Falava com ele sobre bridge, golfe, política e gravatas. E os adultos ficavam felizes de encontrar um homem tão razoável”.

Lição de vida: Ao crescer, não perca o contato com aquele toque de loucura e criatividade. Os adultos preferem números e ideias práticas, mas eles se esquecem de olhar além da superfície, deixar fluir e ser criativo. A medida que eles perdem a curiosidade, tornam-se mais passivos.

O que diz a ciência: A criatividade e a imaginação trazem benefícios para sua saúde. Um estudo da Revista Psychology of Music mostra que estudantes de piano ficam menos estressados quando improvisam no palco. A música pode também melhorar a percepção de como expressar vocalmente uma emoção, conforme revelou o estudo.

As pessoas criativas são extremamente parecidas ao Pequeno Príncipe; elas sonham, buscam novas experiências e fazem as perguntas certas.

2. Para apreciar os simples prazeres da vida, precisamos ser menos sérios

Na jornada em planetas diferentes o Pequeno Príncipe explica que conheceu um homem de negócios muito sério. Este homem sempre contava todas as estrelas da galáxia e embora dizia ser feliz, pois era dono de todas elas, sua vida era solitária e monótona pois ele não tinha mais nada.

Ele não conseguia sequer apreciar a beleza das estrelas.
“‘Eu as administro. Eu as conto e reconto, disse o homem de negócios. É difícil. Mas eu sou um homem sério”.

Lição de vida: Você não deve comprometer sua alegria pelos simples prazeres da vida.

O que diz a ciência: Muitos estudos afirmam que não há nada melhor do que uma boa gargalhada para levantar o ânimo e melhorar a qualidade de vida.

Em 2014, os pesquisadores da Universidade Loma Linda, na Califórnia, descobriram que as pessoas que riem mais, frequentemente têm uma memória de curto prazo melhor e sofrem menos com o estresse. Outros estudos, como um conduzido pelos pesquisadores na Universidade de Maryland, mostram que o senso de humor pode nos proteger de um ataque cardíaco.

3. Dar um tempo a si mesmo é a chave para a felicidade

O Pequeno Príncipe relata ter encontrado outro personagem interessante no quinto planeta que visitou, onde cada dia dura apenas um minuto. O acendedor de lampiões, como é conhecido, deve desligar a luz no planeta a cada minuto e daí freneticamente ligá-la de volta um minuto depois. Ele nunca tem tempo para descansar ou dormir.

“Agora que o planeta dá uma volta por minuto, eu não tenho mais um segundo de repouso. Acendo e apago uma vez por minuto!” – O Acendedor de Lampiões

Lição de vida: Você precisa apreciar cada minuto que passa. Aproveite a vida.

O que diz a ciência: Os médicos não cansam de insistir: a falta de sono é catastrófica para a sua saúde. Viver a vida como a do acendedor de lampiões em O Pequeno Príncipe pode causar um aumento no risco de diabete, doenças cardíacas, infarto, tipos específicos de câncer, problemas de memória, mudanças de humor e um aumento no seu apetite.

Os efeitos negativos da falta de sono são vários. Além de dormir, o essencial é dar-se um tempo para se desconectar do trabalho. Não há dúvidas que hoje em dia, o acendedor de lampiões teria sofrido da síndrome de Burnout”.

4. Precisamos ter coragem para explorar

No sexto planeta de sua jornada, o Pequeno Príncipe conheceu um “senhor mais velho que escrevera livros volumosos”. Embora o Pequeno Príncipe inicialmente acredite que o autor era um explorador, ele descobre que na verdade ele é um geografo que jamais saiu nem de sua mesa.

“Não é o geógrafo que vai contar as cidades, os rios, as montanhas, os mares, os oceanos e os desertos. O geógrafo é muito importante para ficar passeando. Ele não abandona a sua escrivaninha”. — O Geografo

Lição de vida: Tendemos a ficar dentro de nossa “zona de conforto” porque é mais fácil do que se arriscar. Mas nós devemos usar o tempo que temos na Terra para ter experiências diferentes, conhecer novas pessoas e viajar pelo mundo.

O que a ciência diz: Existem milhares de motivos para sair da sua zona de conforto, muitas delas cientificamente comprovadas. A ansiedade que você sente ao confrontar o desafio pode até ajudá-lo a ser mais eficiente, de acordo com os psicólogos. E adaptar-se às mudanças nos ajuda a sermos mais afiados quando mais velhos, de acordo com um estudo publicado em 2013.

5. É melhor escolher com o coração

O Pequeno Príncipe está apaixonado com a rosa do seu planeta natal, uma que é como todas as outras rosas que ele vê na Terra. Mas a sua rosa é única porque ele a escolheu. É “única no mundo”, disse a raposa, porque o príncipe passou um tempo cuidando dela.

“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê verdadeiramente com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. – A raposa

Lição de vida: O Pequeno Príncipe representa a espontaneidade. Diferente de muita gente, ele pensa instintivamente, com o coração. De acordo com a raposa, essa é a única forma de descobrir o que realmente importa.

O que a ciência diz: De acordo com um estudo publicado na Revista Organizational Behavior and Human Decision Processes, em 2012, uma decisão intuitiva pode resultar em resultados iguais ou melhores do que uma abordagem analítica.

Nossa intuição ajuda a equilibrar nossas decisões — ela serve para fechar o vazio entre razão e instinto, de acordo com Cholle Francis, autor de “A Inteligência Intuitiva”.

Obviamente, O Pequeno Príncipe possui outros conselhos de vida valiosos. Mas, para aprender ainda mais, talvez você queira perguntar direto para ele. Quando visitar seu planeta, não tem como errar: ele estará vendo o pôr-do-sol com a flor que ama.

Katy Perry diz que não podia ler os livros da saga Harry Potter

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Publicado na Caras

Katy Perry revelou que era proibida pelos pais de ler os livros da saga ‘Harry Potter’.

“Eu conheço o Harry Potter, mas nunca li os livros ou assisti aos filmes. Quando eu era criança, não tinha permissão,” disse ela em entrevista à revista ‘Billboard’.

Segundo a cantora, o motivo da proibição foi por ter uma família religiosa e muito radical.

“Durante minha infância eu não tinha permissão para ter nada que fosse fantasioso ou encantado ao meu redor. É engraçado que agora eu lance um perfume com temática de poção mágica”, disse ela que vai colocar no mercado seu novo perfume chamado Mad Potion”, concluiu.

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