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Estudantes gêmeas ganham prêmio por ferramenta de diagnóstico de câncer

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As gêmeas britânicas Aneeta e Ameeta Kumar ganharam o prêmio Jovens Cientistas do Ano da Grã-Bretanha por sua pesquisa no desenvolvimento de uma ferramenta para diagnosticar câncer em estágio inicial.

As irmãs desejam inspirar outras jovens a se interessarem por ciência

As irmãs desejam inspirar outras jovens a se interessarem por ciência

Publicado por BBC

As irmãs, de 18 anos, concorreram com outros 4 mil competidores pelo prêmio, julgado por ganhadores do Prêmio Nobel.

Seu trabalho, que pode ajudar na redução de mortes que não puderam ser evitadas pelo diagnóstico tardio, será agora desenvolvido por uma equipe da Universidade de Oxford.

Aneeta e Ameeta, de Reading, no sudeste da Inglaterra, participavam de um estágio no departamento de oncologia do hospital local quando tiveram a ideia de desenvolver um mecanismo para ajudar a detectar cânceres.

“Durante o estágio estivemos em contato com muitos pacientes com câncer, e um dos médicos nos disse que, se detectado em estágio inicial, o câncer pode ser tratado com mais sucesso”, disse Aneeta ao programa Today, da Rádio 4 da BBC.

“Com base nessa informação, queríamos descobrir se uma determinada proteína poderia ser usada para detectar a doença. A nossa pesquisa mostrou que essa proteína vai direto para um tumor cancerígeno e brilha se adicionarmos (a ela) um agente fluorescente.”

A pesquisa ainda não foi aplicada em seres humanos.

As irmãs, que pretendem fazer faculdade de medicina, desejam continuar trabalhando juntas e inspirar outras jovens a se envolver com ciência.

Elas receberam o prêmio de 2 mil libras, cerca de R$ 7,8 mil, e um troféu.

A National Science and Engineering Competition é um evento anual, aberto para estudantes entre 11 e 18 anos da Grã-Bretanha.

Artistas dão ‘nova vida’ a livros descartados por biblioteca

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Publicado na BBC Brasil

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Livros descartados da antiga biblioteca central de Birmingham, na Inglaterra, ganharam vida nova ao serem retrabalhados por artistas; os resultados foram expostoss na Nova Biblioteca de Birmingham. Acima, a artista Clare Whistler recebeu o livro ‘A Flor da Mente’, da poeta Alice Meynell e criou este arranjo de flores em fios de ouro. (Obra de Clare Whistler/ Foto: David Knight)

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Kyra Clegg transformou o livro de 1829, de William Cobbett, uma gramática do idioma francês, em um ‘relato imaginário’ da viagem de Cobbett pela França durante a revolução, incluindo cartas, cartões-postais, desenhos e fotos. (Obra de Kyra Clegg)

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O ilustrador Oliver Flude acrescentou desenhos que contam histórias fantásticas em um livro do século 19 que explica o significado de nomes e títulos. (Obra de Oliver Flude)

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A artista Kristine Steele retrabalhou o livro escolar de 1939, que explicava como fazer maquetes. A versão da artista reflete a data da publicação e o fato de que a escola onde o autor trabalhava ficava próxima de uma fabrica do famoso avião Spitfire, na Inglaterra.(Obra de Kristina Steele/ Fotos: David Knight)

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Stephen Livingstone trabalhou em um livro francês chamado ‘Milagres de Notre Dame’, que mostra ilustrações de milagres. Inspirado pela imagem de mata-burros em uma das figuras e pelas histórias mais recentes do ‘milagre’ de ovelhas passando por cima destes mata-burros, ele desmontou o livro e substituiu as imagens com as fotos que fez de mata-burros, para formar um novo livro em formato de sanfona. (obra de Stephen Livingstone)

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A artista Freya Pocklington recebeu uma edição de 1924 de ‘O Homem que Morreu Duas Vezes’, de Edwin Arlington Robinson, que ganhou o prêmio Pulitzer em poesia, em 1925. A exposição fica em cartaz até o dia 24 de novembro, em Birmingham. (Obra de Freya Pocklington/Fotos: Kayleigh Bestwick).

Cartas de soldados da I Guerra são disponibilizadas on-line

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Historiadores digitalizaram documentos extraviados para que descendentes possam ter acesso às mensagens deixadas por seus familiares

Barão Manfred von Richthofen saúda na frente funcionários com agentes do esquadrão de combate ( Hulton/Getty Images)

Barão Manfred von Richthofen saúda na frente funcionários com agentes do esquadrão de combate ( Hulton/Getty Images)

Publicado por Veja

Milhares de cartas de soldados europeus que serviram na I Guerra Mundial foram digitalizadas e disponibilizadas na internet para que os descendentes dos combatentes, que nunca receberam os escritos, possam finalmente conhecer seus conteúdos.

Segundo o historiador Jon Cooksey, editor do jornal Stand To!, publicação da Western Front Association, associação que zela pela memória de soldados que lutaram na guerra entre 1914 e 1918, as tropas costumavam escrever cartas e testamentos e guardá-las junto a seus pertences, para que as mensagens pudessem ser entregues a seus familiares no caso de morrerem em combate.

No entanto, muitas dessas cartas foram censuradas e arquivadas, segundo reportagem do jornal inglês The Guardian. No total, cerca de 278 000 delas estão guardadas em um centro de segurança na cidade de Birmingham, na Inglaterra. Acredita-se que os textos foram barrados por relatarem detalhes da guerra, que o Exército não queria que fossem divulgados.

A partir desta quinta-feira, as cartas estarão disponíveis em um site do governo inglês, no qual os familiares podem digitar o nome do soldado, o ano de sua morte e, após encontrar a carta, pagar 6 libras para receber uma cópia dela.

Confira alguns trechos de cartas divulgadas pelo Guardian:

Trechos de cartas de soldados da Primeira Guerra Mundial

“Estou me preparando para lutar e só me arrependo de não ter visto vocês antes de partir, mas, mãe querida, não perca a esperança. Eu posso voltar para casa um dia.”

“Mãe, seja corajosa, eu vou ficar bem. Há milhares de outras mães e relacionamentos passando pela mesma situação. E se eu morrer, morrerei com um bom coração e todo seu amor em minha mente.”

“Querida Clara, sexta pela manhã vamos cercar a costa e partir para a Bélgica. Eu não deveria te contar isso.”

“Nós recebemos um pequeno acessório com nosso número, nome e esquadrão, que devemos usar no pescoço para podermos ser reconhecidos se, por acaso, morrermos.”

“Temos que lutar como tigres e pegar nossa comida o mais rápido que pudermos quando ela chega. Alguns conseguem pegar muito, outros não conseguem nada. Quando temos dinheiro é muito difícil gastá-lo. Se você for à cantina tem que esperar cerca de duas horas para ser servido.”

“Querida, está guerra será pior do que imaginei. Alguns acham que não durará mais que um mês, e outros dizem que vai durar pelo menos três anos. Nossos oficiais nos falaram esta manhã que será uma guerra longa e difícil.”

“Se eu morrer em combate haverá uma medalha para mim. Eu espero que você a pegue e guarde para nosso menino usar quando ele crescer.”

Maior biblioteca pública da Europa é inaugurada

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Complexo possui quatro volumes retangulares, que são escalonados de forma a criar várias coberturas e terraços. Projeto é do escritório holandês Mecanoo.

Rodrigo Louzas no Piniweb

Título original: com referência a metais como ouro e prata, maior biblioteca pública da Europa é inaugurada

Foram concluídas em Birmingham, na Inglaterra, as obras da biblioteca pública que é considerada a maior da Europa. Com projeto do escritório holandês Mecanoo, o complexo possui quatro volumes retangulares, que são escalonados de forma a criar várias coberturas e terraços.

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A biblioteca é situada entre dois edifícios históricos, um construído em 1930 e outro em 1960, e uma praça. Segundo os arquitetos responsáveis, o projeto tem como objetivo fazer referência ao quarteirão de joalharia da cidade, inserindo anéis de metal que vão do ouro à prata na fachada da biblioteca.

Internamente, os andares inferiores abrigam os espaços de leitura e os superiores, os acervos e espaços reservados para pesquisa. O último andar do edifício, um espaço de forma oval, receberá uma extensa coleção de obras do escritor inglês William Shakespeare. Já no topo há terraços com espaços reservados para leitura. O complexo abriga também um anfiteatro.

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Escritora Jane Austen estará nas próximas notas de 10 libras britânicas

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Publicado por AFP [via Folha de S.Paulo]

A nova nota de 10 libras, com o rosto da escritora Jane Austen (1775-1817)

A nova nota de 10 libras, com o rosto da escritora Jane Austen (1775-1817)

A escritora britânica Jane Austen (1775-1817) terá seu retrato estampado nas futuras notas de 10 libras, uma vitória para centenas de feministas britânicas.

A autora de “Orgulho e Preconceito” substituirá Charles Darwin nas notas a partir de 2017, anunciou nesta quarta-feira (24) o Banco da Inglaterra.

Desde 1970, personalidades podem estar nas notas britânicas, além da rainha Elizabeth 2ª, cujo rosto está representado em todos as notas e moedas em circulação.

Jane Austen é a terceira mulher a ser escolhida para receber esta homenagem.

O anúncio em abril da substituição em 2016 nas notas de 5 libras da reformista do século 19, Elizabeth Fry (1780-1845) por Winston Churchill (1874-1965) irritou muitas feministas, que passaram a temer que a rainha fosse a única mulher presente nas notas.

Uma petição, que recolheu 35 mil assinaturas, foi lançada para que uma mulher fosse escolhida para a nova nota de 10 libras. Suas iniciadoras comemoraram a escolha de Austen como um “dia excepcional para as mulheres e fantástica para o poder do povo”.

“Sem esta campanha, sem as 35 mil pessoas que assinaram nossa petição, o Banco da Inglaterra teria varrido as mulheres da história”, declarou a jornalista Caroline Criado-Perez, que lançou a petição.

Jane Austen, que publicou seis grandes romances de sucesso, incluindo “Orgulho e Preconceito”, morreu em 1817 aos 41 anos.

EXPLICAÇÕES

O Banco da Inglaterra assegurou nesta quarta-feira que nunca teve a intenção de banir de suas notas figuras femininas.

A instituição convidou a população a propor ideias para melhorar o processo de seleção das figuras históricas.

“Queremos que a população confie em nosso compromisso com a diversidade”, declarou o novo diretor do Banco, Mark Carney.

“Jane Austen merece seu lugar no círculo de figuras históricas representadas em nosso dinheiro”, acrescentou, ressaltando que a escritora é “reconhecida como uma das maiores da literatura inglesa”.

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