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Príncipe Harry dá livro raro de R$ 41 mil para o sobrinho, o príncipe Louis

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O pequeno ganhou um clássico da literatura infantil inglesa – Foto: Divulgação

Juliana Gomes, na Folha de Pernambuco

O príncipe Harry fez a linha tio fofo e fez questão de dar um presentão de batizado para o sobrinho mais novo, o príncipe Louis. Ele pagou £ 8 mil (R$ 41 mil) por uma primeira edição do clássico da literatura infantil inglesa, “Winnie-the-Pooh”, publicado pela primeira vez em 1926. Naquela época, apenas 30 mil cópias da obra chegaram às livrarias de todo o mundo. E da leva original, as que restaram são consideradas relíquias.

Winnie-the-Pooh – Crédito: Divulgação

Peter Harrington foi o responsável pela venda. Ele é especializado em livros raros e tem um ateliê no Kensignton, bairro nobre da capital inglesa. Em algumas entrevistas, Harry já disse que uma das melhores memórias que tem da infância são as historinhas que ele ouvia da mãe, princesa Diana, antes de dormir.

Segundo o “The Sun”, o príncipe Harry considerou comprar a primeira edição original de “Aline Através do Espelho”, de Lewis Carroll, mas acabou desistindo. Mas não foi por causa do preço – o triplo do que ele acabou levando –, mas por considerar que as aventuras do ursinho eram mais cativantes para o pequeno.

A escritora que leu um livro de cada país: 197 num ano

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Ann Morgan | DR

Ann Morgan
| DR

Percorreu o mundo sem sair de Inglaterra em 2012. Ann Morgan teve de reunir voluntários que traduzissem livros de sítios como São Tomé e Príncipe. Leu a um ritmo de 150 páginas diárias

Publicado no Diário de Notícias

Ann Morgan dormiu muito pouco durante um ano inteiro. A escritora e blogger inglesa terminava o projeto em que, durante um ano, fez um périplo de leitura por escritoras mulheres quando um leitor do seu blogue A Year Of Reading Women lhe fez um reparo: na sua lista, pouquíssimas eram as obras fora do mundo anglo-saxónico.

Estávamos às portas de 2012, ano em que Inglaterra recebeu o mundo que ali ia assistir aos Jogos Olímpicos ou jubileu da rainha Isabel II. Era, pois, a hora certa para o temerário projeto que a levou a, durante um ano, ler um livro de cada país. A “viagem” seria relatada no blogue A Year Of Reading The World, que hoje conta cerca de um milhão de visualizações. A contagem inicial era de 196 livros/países, mas Ann resolveu incluir o Curdistão, 197.º, em representação dos territórios não reconhecidos pelas Nações Unidas.

Chama-se “temerária” à tarefa pois, em primeiro lugar, apenas 4,5% dos livros que todos os anos são publicados no Reino Unido são traduções. Tal faz do ato de procurar um livro de São Tomé e Príncipe ou do Togo uma difícil façanha.

Em segundo lugar, se a tarefa devia ser realizada num ano, Ann ficava com “1,87 dias para ler cada livro”, recorda ao DN. Acresce o facto de, nesse ano, estar a trabalhar no jornal britânico The Guardian. Como tal, “tinha de ler cerca de 150 páginas por dia. Isto tomava-me três a quatro horas por dia, tinha de ler no caminho casa-emprego e muitas vezes na minha pausa de almoço e serões. Ainda tinha de pesquisar pelos livros e escrever no blogue, o que me levava o mesmo tempo da leitura. Não dormi muito nesse ano!”

Naquela viagem que fez sem sair de Inglaterra, entrou em Portugal pela porta de Eça de Queirós. Leu O Mandarim, numa edição que reúne outros contos, por sugestão de uma colega portuguesa do jornal em que trabalhava. De resto, quase se torna redundante fazer o elenco dos países por que passou Ann Morgan, pois a resposta é simples. Todos. Mas ela recorda algumas travessias, como a aventura que foi ler Olinda Beja, a autora santomense que elegeu. Não havia traduções.

“O meu marido, Steve, sugeriu que eu tentasse que as pessoas traduzissem algo para mim.” Pensou que ninguém ia usar o seu tempo para isso. Mas depois de publicar um tweet, os voluntários apareceram. E “incluíam a tradutora Margaret Jull Costa, que traduziu José Saramago e no ano passado recebeu da rainha a Ordem do Império Britânico”. Em seis semanas, tinha A Casa do Pastor nas mãos.

O blogue, feito cartografia da viagem, continua. Desde fevereiro existe também um livro, Reading the World: Confessions of a Literary Explorer (The World Between Two Covers: Reading the Globe nos EUA).

Britânica que só consegue mexer os olhos termina faculdade de história

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Dawn Faizey Webster e o computador que transforma o movimento dos olhos em texto. Reprodução/www.dailymail.co.uk

Dawn Faizey Webster e o computador que transforma o movimento dos olhos em texto. Reprodução/www.dailymail.co.uk

Publicado no UOL

A britânica Dawn Faizey Webster, 42, está se formando em história antiga pela Open University (Universidade Aberta, em tradução livre) após seis anos de curso — feito que já seria motivo de orgulho para sua família. Para realizar esse desejo, Dawn enfrentou sua precária condição física: ela consegue mexer apenas os músculos dos olhos.

Dawn sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 2003 e, como sequela, teve paralisia total de quase todos os músculos do corpo, exceto os dos olhos. Além de piscar os olhos, ela também consegue fazer pequenos movimentos com a cabeça – a condição é conhecida como síndrome do encarceramento.

Sem poder falar ou se mover, Dawn começou a fazer faculdade em 2008.

A graduação foi realizada com a ajuda de um laptop que transforma o movimento dos olhos de Dawn em texto. Com o equipamento, ela consegue escrever até 50 palavras por hora. Nesse ritmo, provas que demorariam cerca de três horas chegaram a durar três semanas.

Para escrever no laptop, ela empurra os botões fixados em ambos os lados da cabeça para mover o cursor na tela e pisca para registrar as letras. Segundo Dawn, o computador foi sua “tábua de salvação”.

Dawn contou ao tabloide britânico “Daily Mail” que ficou muito feliz e orgulhosa por ter conseguido o diploma e alcançado seu objetivo. “Quando eu tive meu acidente vascular cerebral, eu percebi que não seria capaz de fazer qualquer coisa física. Então, decidi usar a coisa que não tinha sido afetada, que foi o meu cérebro”, afirmou.

Além de sua graduação, a mulher também escreveu sua autobiografia e, agora, pretende fazer mestrado em história da arte.

Dawn teve o AVC duas semanas após o nascimento de seu filho, Alexander. Os problemas começaram ainda na gravidez, quando ela foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, doença associada à hipertensão da gestante. Atualmente, Alexander tem 11 anos.

*Com informações do Daily Mail

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