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Cidades que inspiraram grandes escritores são rota de cruzeiros

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Algumas cidades do mundo foram inspiração para os escritores de grandes obras literárias e podem ser visitadas de navio

Publicado no Viver Bem

Viajar é bom para relaxar, conhecer novos lugares e também absorver novas culturas. Para quem busca inspiração e criatividade, cruzeiros podem ser uma fonte de conhecimento. Alguns escritores, por exemplo, levaram isso tão à sério que em muitos casos fixaram residência em cidades só para concluir algum livro ou estudo. A Regent Seven Seas Cruises fez uma curadoria e listou alguns casos que vão levar fãs de literatura para os ambientes de criação de suas obras favoritas. Confira:

Ezra Pound e Hans Christian Andersen – Portofino / Aldeia Sestri Levante (Itália)

Sestri Levante,na Itália, cidade que inspirou Ezra Pound e Hans Christian Andersen . Foto: Divulgação

Sestri Levante,na Itália, cidade que inspirou Ezra Pound e Hans Christian Andersen . Foto: Divulgação

Portofino é uma das paradas do cruzeiro que faz o trajeto de Barcelona a Roma. Nessa parada, o hóspede pode conhecer belos cenários da cidade e, em uma pequena viagem de barco, chegar a aldeia de Sestri Levante, local que inspirou escritores como Ezra Pound e Hans Christian Andersen. Andersen foi o autor dinamarquês quem nomeou a baía da aldeia como Baía das Fábulas, e é lá que acontece o Andersen Festival – o mais importante festival italiano dedicado aos contos de fadas e teatro em espaços não convencionais. Esse pacote inclui oito noites a bordo e com paradas em portos da Europa, com saída no dia 23 de abril de 2018. As tarifas começam a partir de R$16.769.

Pablo Neruda – Valparaíso, Chile

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A cidade que inspirou Pablo Neruda está no roteiro do cruzeiro que sai do Rio de Janeiro e vai para Santiago. Valparaíso é conhecida por sua arquitetura e já foi citada em obras mundialmente famosas, como “Moby Dick”, de Herman Melville. Além dessa, a cidade também foi inspiração para Pablo Neruda, que teve uma relação muito próxima com o local.

O cruzeiro que passa por lá tem uma visita a “La Sebastiana”, imóvel onde morou o escritor chileno nos anos 60 e funciona como museu e centro cultural, recebendo exposições, palestras, oficinas e saraus, e abriga um grande acervo de objetos que pertenceram ao poeta. Essa viagem tem duração de 28 noites a bordo e fazendo paradas e os valores começam a partir de R$49.749.

George Bernard Shaw, William Butler Yeats e James Joyce – Dublin, Irlanda

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Foto: Divulgação

A Irlanda também está entre os locais que inspiraram escritores. Um dos cruzeiros passa por Dublin, capital e maior cidade do país. Lá nasceram figuras literárias proeminentes, como George Bernard Shaw, William Butler Yeats e James Joyce. Em Ulissses (1922), Dublin foi palco para um dia na vida de Leopold Bloom, personagem criado por Joyce.

Nesse roteiro, é possível passar por locais como a Martello Tower (onde se localiza o Museu James Joyce), o Pub Davy Byrnes, o Cemitério Glasnevin, o Correio Westland Row, a farmácia Sweny e muitos outros citados no livro. O cruzeiro tem partida e chegada na cidade de Londres e dura doze noites. Os preços saem a partir de R$31.869 e a data de partida está prevista para 31 de maio de 2018.

Friedrich Nietzsche – Sorrento/Capri, Itália

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Construída em uma encosta com vistas e paisagens deslumbrantes, Sorrento é uma das cidades que inspira escritores consagrados e grandes nomes da literatura. Charles Dickens, o poeta britânico George Byron , o russo Leon Tolstoi e em especial para o filósofo e escritor alemão Friedrich Nietzsche foram alguns nome que tiveram a cidade como inspiração para suas obras.

Foi ali que Nietzsche escreveu e viveu experiências que se encontram em pelo menos três de suas mais importantes obras: Humano, Demasiado Humano; Assim Falou Zaratustra; e Além do Bem e do Mal. O cruzeiro que passa pelo destino vai de Roma a Veneza. Ele dura dez noites e tem preços a partir de R$21.489.

A costa de Sorrento é um dos locais que os passageiros do cruzeiro podem conhecer. Foto: Divulgação

O professor que faz desenhos incríveis no quadro para inspirar seus alunos

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Publicado no Hypeness

Nossas escolas ainda possuem um formato arcaico, com carteiras em filas, salas divididas por idade e matérias chatas que não são aplicadas no nosso cotidiano. Você lembra quando usou aquela fórmula de física que você foi obrigado(a) a decorar? A metodologia convencional não desperta a curiosidade e nem incentiva a criatividade que há dentro de cada aluno.

Um professor de artes de uma escola em Wyoming, nos Estados Unidos, é um exemplo de como os profissionais da educação podem inspirar faíscas de criatividade em seus alunos. O professor faz desenhos com cores diferentes de giz, cria animais, retratos e insere frases criativas nos desenhos, como no de um urso com o seguinte texto: “Ursos comem 100% menos pessoas felizes do que tristes. Não seja comido, seja feliz!“.

O professor mostra para seus alunos que tudo pode ser feito com materiais simples, como um giz por exemplo, basta ter uma boa ideia. Além disso, ele utiliza suas obras-primas no quadro negro para ilustrar conceitos artísticos como o sombreado. Quando perguntado sobre como ele se sente vendo suas obras sendo apagadas no final do dia, ele afirma que o processo é bom: “Apagar imagens antigas significa que seus alunos começam a ver algo novo a cada dia”.

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Todas as fotos © Imgur

7 inéditas fantasias de ficção científica que acabaram se tornando realidade

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© Sputnik/ Ilia Pitalev

© Sputnik/ Ilia Pitalev

Embora seja bem conhecido que os autores de ficção científica costumam se basear nos êxitos atuais para predizerem o desenvolvimento de tecnologias, em certos casos os prognósticos foram tão antecipados que chegavam a parecer inspiração divina.

Publicado no Sputnik News

Conheça alguns destes casos na lista compilada pelo portal russo Popmech.

1. Satélites

Arthur Clarke, o autor de “2001 — Uma Odisseia no Espaço”, previu o aparecimento de satélites espaciais para comunicação global, inclusive a ideia do uso da orbita geoestacionária para a instalação de satélites tripulados.

O escritor fê-lo em 1945, doze anos antes de o satélite mais básico, o soviético Sputnik-1, ter entrado em órbita.

A previsão seguinte de Clarke seria realizar missões regulares à Lua, também descritas nas suas novelas.

2. Celulares

Os telefones móveis como objetos tecnológicos não foram inventados por roteiristas da famosa série Star Trek, mas os primeiros comunicadores portáteis apareceram nos episódios desde 1966.

O primeiro protótipo do celular foi apresentado pela empresa Motorola em 1973, enquanto o primeiro dispositivo comercial deste tipo em forma de uma válvula, inspirado pelo mesmo filme Star Trek, só foi lançado em 1996.

3. Drones

Embora a primeira tentativa de construir um barco de combate controlado por rádio se atribua ao inventor Nikola Tesla, foi Orson Scott Card quem descreveu em detalhe uma guerra não tripulada na sua novela “O Jogo do Exterminador” (1985).

4. Laser

Os lasers são um elemento constante em todos os livros de ficção científica desde 1920. Não obstante, na época se conheciam como “desintegradores” e “infrarraios”.

Hoje em dia, estes se usam amplamente não só na indústria militar, mas também na cirurgia, nas comunicações e nos sistemas de segurança.

O próprio termo “laser” foi formalmente introduzido em 1959, enquanto os primeiros protótipos datam dos anos quarenta e cinquenta.

5. Engenharia genética

A engenharia genética foi pela primeira vez descrita na novela “Admirável Mundo Novo” do escritor britânico Aldous Huxley (1932). Neste livro, as pessoas são cultivadas e separadas, antes de nascerem, em várias castas geneticamente programadas.

A obra de Huxley foi publicada 21 anos antes do descobrimento formal do DNA em 1953. Agora, a manipulação genética ganha cada vez mais terreno, desde corrigir genes até curar doenças hereditárias.

6. Vigilância maciça

Na novela “1984” de George Orwell, escrita em 1949, todos os cidadãos são sempre vigiados pelo Grande Irmão através de câmeras de segurança instaladas por toda a parte.

Hoje em dia, quase qualquer movimento nas grandes cidades também é vigiado através de câmeras de monitoramento, às vezes integradas com algoritmos de reconhecimento de rostos.

7. Smart Home

O escritor americano Ray Bradbury descreveu no seu livro “Crónicas marcianas” (1950) uma casa robotizada que segue limpando e cozinhando, inclusive quando os proprietários estão fora de casa.

Embora as casas inteligentes modernas continuem carecendo de tais funções, se limitando a um amplo controle de microclima, os aspiradores robóticos são uma coisa bastante corrente e os robôs “chef” já se estão provando em várias partes do mundo.

Morre Dalton Prager, garoto que inspirou personagem do livro ‘A Culpa É das Estrelas’

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Caio Delcolli, no Brasil Post

Dalton Prager, o marido do casal que inspirou o livro A Culpa É das Estrelas (The Fault in Our Stars), de John Green, morreu aos 25 anos, no último sábado (17). As informações são da CNN.

Ele tinha fibrose cística e uma infecção causou sua morte. Dalton estava internado na UTI do Barnes-Jewish Hospital, em St. Louis, no estado do Missouri. Ele foi a referência de Green para criar o personagem Augustus Waters.

Katie, esposa de Dalton que inspirou a protagonista do livro, Hazel Grace Lancaster, disse no Facebook: “Ele foi corajoso e ‘desistir’ não estava em seu vocabulário”. Katie também tem fibrose cística.

A garota estava em casa, na cidade de Flemingsburg, Kentucky, recebendo cuidados paliativos, quando se comunicou com o esposo pela última vez pelo FaceTime, enquanto Dalton morria. Ela disse que o ama. Segundo a mãe de Katie, Debra, talvez Dalton não a tenha ouvido.

O rapaz, que respirava com ajuda de aparelhos há duas semanas, não conseguiu se recuperar para se juntar à esposa em casa, como a família havia planejado. Ambos se viram pessoalmente pela última vez em 16 de julho, no quinto aniversário de casamento.

Relacionamento e saúde

Ambos começaram a conversar pela internet, antes de iniciarem um relacionamento. Eles se casaram dois anos depois, em 2011, aos 20 anos de idade cada.

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Juntos, Dalton e Katie enfrentaram diversos problemas de saúde, como um linfoma que o rapaz desenvolveu após fazer um transplante de pulmão em 2014.

O transplante de pulmão de Katie, realizado em 2015, tem sido problemático – entre idas e vindas do hospital, os médicos lhe disseram que não há mais nada a fazer.

Apesar de a bactéria de Dalton ser altamente contagiosa e os médicos de Katie lhe recomendarem nenhum contato com outro paciente com fibrose cística, ela insistiu no relacionamento.

“Eu disse a Dalton que prefiro ser feliz de verdade por cinco anos da minha vida e morrer mais cedo a ser mediocremente feliz e viver por 20 anos”, disse Katie anos atrás, segundo a CNN.

“Isso foi uma coisa sobre a qual eu realmente tive que refletir, mas quando você tem esses sentimentos, simplesmente sabe.”

Best-seller

Lançado em 2012, o livro de John Green se tornou um enorme sucesso, com milhões de leitores engajados na obra, que também foi elogiada pela crítica. Mais de dez milhões e meio de cópias foram vendidas, de acordo com o Telegraph. No Brasil, a obra foi lançada pela Intrínseca.

O romance foi adaptado para um filme homônimo, lançado em 2014 e dirigido por Josh Boone – que também foi sucesso de crítica e bilheteria.

Como uma tragédia pessoal inspirou um dos maiores sucessos da literatura infantil

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Carla Herreria, no Brasil Post

Quando foi publicado em 1986, o clássico das canções de ninar para pais de todos os Estados Unidos, Love You Forever (“te amo para sempre”, em tradução livre), tornou-se um sucesso e vendeu milhões de cópias.

Em 2001, ele foi listado em quarto lugar no ranking da Publisher’s Weekly dos livros infantis mais vendidos.

Mas antes de ser um clássico, Love You Forever era um simples poema de quatro versos que Robert Munsch cantava sozinho em silêncio depois de sua mulher sofrer um aborto natural. Foi o segunda gravidez do casal a terminar dessa maneira.

Munsch diz que a canção era triste demais para ser cantada em voz alta. Durante muito tempo, ele não a cantou nem sequer para sua mulher.

“[A canção] era minha maneira de chorar”, disse Munsch ao Huffington Post.

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“Irei te amar para sempre
Com você para sempre
Enquanto estiver vivo
Você será o meu bebê.”

Depois da segunda gravidez fracassada, os médicos disseram que o casal nunca seria capaz de conceber. A notícia deixou Munsch devastado. Ele tinha trabalhado em orfanatos, fez mestrado em estudos infantis e dedicou sua vida a escrever livros para crianças.

“Sabe quando alguém chega e te dá um murro de repente? Foi assim que me senti”, disse Munsch ao HuffPost.

O casal adotou três crianças, mas Munsch usou a música para expressar seu luto pelas duas perdas sofridas – sem, entretanto, jamais escrever a letra ou pronunciá-la em voz alta.

Até que um dia uma história apareceu na sua cabeça.

“Minhas histórias costumam aparecer gradualmente, conforme vou escrevendo”, contou. “Essa veio de repente.”

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Munsch costumava recitar seu material em aparições públicas antes de colocá-lo na página. Certo dia, a música estava na sua cabeça quando ele se apresentava num teatro. Ele inventou uma história na hora para acompanhar a canção, e assim nasceu Love You Forever.

Diferentemente de seu material anterior, que às vezes levava anos para ser concluído, este saiu inteiro, de uma vez. Munsch contou a história de uma mãe que sempre cantava a mesma canção de ninar ao longo da vida inteira da vida do filho – até mesmo depois de ele ter crescido.

Foi a primeira vez que alguém – incluindo a mulher de Munsch – ouviu a famosa canção. Munsch diz que a plateia ficou emocionada. Sua mulher “também sentiu”, disse o autor.

Quando Munsch apresentou a história para seu editor, ela foi recusada, porque seria sombria demais para crianças. Mas seu distribuidor aceitou publicar o livro.

“Ele disse que, quando leu, sentiu um arrepio”, disse Munsch.

Munsch em uma leitura na Frankland Community School, em Toronto, 2010

Munsch em uma leitura na Frankland Community School, em Toronto, 2010

 

Alguns leitores estranham o comportamento da mãe, mas muitos outros se emocionam com o amor incondicional mostrado por ela.

Munsch diz acreditar que a história faz sucesso porque toca tanto os pais quanto os filhos.

“O livro é uma espécie de ideal, do que esperamos que aconteça”, disse Munsch. “É um único dos meus livros que não é só para crianças.”

Munsch num evento de alfabetização, em 2003.

Munsch num evento de alfabetização, em 2003.

 

Hoje com 70 anos, Munsch escreveu 50 livros infantis em sua carreira. Seus três filhos – Andrew, Julie e Tyra – aparecem em cinco deles.

Ele se aposentou depois de sofrer um derrame, em 2008, e diz que hoje se sente próximo da mãe de Love You Forever no fim da história, quando ela está velha e doente.

Ele ainda se orgulha do livro, não só porque é sua obra mais bem-sucedida, mas porque espera que ela sirva de conforto para os outros.

“É a história de quem pega o livro, não a minha”, disse Munsch.

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