Vitrali Moema

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Biografia de um beagle

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Dieta à parte, Dusty foi um cachorro feliz por muitos anos: ganhava churrasco e arroz com certa frequência, principalmente no inverno.

Daniel Galera em O Globo

Dusty nasceu em Curitiba, provavelmente em 1988. Não se sabe ao certo a data, os registros foram perdidos. O que se sabe é que foi doado, junto com uma prima, Brisa, a uma família de classe média na zona sul de Porto Alegre. Aterrissou naquela cidade em janeiro de 1990, dentro de uma casinha de madeira, sedado e assustado. Quando a portinha foi finalmente aberta, encontrou um pátio cheio de mato e seus novos donos, um casal e dois pirralhos de nove e onze anos. A ração que lhe deram para comer era da marca Pedigree Champ. Ele não gostava muito dessa ração, mas comeria a mesma coisa pelo resto da vida.

Dieta à parte, Dusty foi um beagle feliz por muitos anos. Ganhava churrasco e arroz com certa frequência, principalmente no inverno. Seu apetite era brutal, comia até pedaços de tijolos. Como todo beagle, era um farejador exímio e um caçador nato. Gambás e ratos eram deixados diante da porta dos fundos como oferenda aos donos. Perdia em agilidade para a prima Brisa, que foi flagrada mais de uma vez abocanhando passarinhos. No pequeno reino do quintal, os dois cavavam buracos imensos, desenterravam a fiação do ar condicionado, sumiam em tocas invisíveis. De vez em quando fugiam pulando o muro. Sofriam de cretinice geográfica e eram encontrados a quilômetros de distância.

Dusty era tricolor. Brisa era branca com pintas marrons. Eram altos e esguios, do tipo perdigueiro. Nos dias de sol, os meninos deitavam no chão e os cães deitavam em cima da barriga deles e dormiam. Imunes ao tabu do incesto, procriaram. Foram quatro filhotes. Um deles era meio bobalhão, não sabia nem mamar direito. A família ficou com ele e o batizou de Boomer.

Com o tempo, o pátio em que viviam ganhou uma piscina e requintes paisagísticos. Os beagles foram realocados em outro pátio menor. Dali em diante foram menos felizes. Dusty passou a ter ciúmes do filho. As brigas eram encarniçadas e resultavam em orelhas e línguas dilaceradas, sangue para todo lado. Os meninos cresceram e os cães foram negligenciados. Estavam sempre bem alimentados e tratados, mas algo faltava. No olhar de Dusty lia-se uma dúvida. Ele já não sabia muito bem o que estava fazendo ali.

Boomer, fraquinho, foi o primeiro a morrer. Dusty teve câncer em 2003. Estava com quinze anos. A família optou por não operá-lo. A natureza precisa levar todo ser vivo embora de algum jeito. Tomou remédios, analgésicos, e um dia amanheceu duro dentro da casinha. Brisa, com saúde perfeita, restou sozinha. Tudo indica que decidiu ir embora também. Poucos dias depois, deitou placidamente no solzinho e morreu. Estava tão pacificada que levaram tempo para perceber que não estava só dormindo.

A privacidade é uma invenção humana (ou um instinto, depende da teoria). Não faz sentido para os cães, de modo que não temo estar sendo injusto ou indiscreto com Dusty e os outros dois. As fontes desse relato são os donos. Há um pouco de liberdade criativa, de invenção. Toda história tem uma dimensão estética, toda narrativa tem um efeito particular que está ancorado na subjetividade do narrador. Uma biografia não escapa disso, mesmo que seja a biografia de um beagle. Mas ele não teria como se importar. E sua história não nos interessa tanto quanto a de um humano, seja ele anônimo, notório ou público.

Mas talvez ela ganhe uma pequenina relevância no momento em que beagles são retirados de um laboratório de pesquisas sobre câncer por ativistas dos direitos animais e isso vira notícia e inflama um debate nacional. É difícil opinar. Leio artigos defendendo todos os lados, leio uma declaração de cientistas de Cambrigde atestando que todos os mamíferos possuem substrato neurológico capaz de engendrar consciência, considero o critério da “intenção de sobrevivência” pregado por Peter Singer para delinear nosso círculo de empatia e construir uma ética em relação a todos os seres vivos; também leio documentos atestando a importância ou não do uso de animais em pesquisas médicas, penso no que faria se a vida de um filho meu dependesse de um medicamento testado em animais e pondero se alguma dose de especismo não seria inevitável num mundo onde nascer e prosperar implica em morrer e (fazer) sofrer. Não sou contra testes em animais por princípio, mas acho que devem ser evitados ao máximo, e realizados apenas para buscar a cura de doenças — nunca para cosméticos, produtos de limpeza et cetera. O que está a nosso alcance, talvez, é conhecer, refletir e minimizar o dano. A ética possível é fazer isso incansavelmente.

Meu cão está deitado embaixo da escrivaninha enquanto escrevo. Tempos atrás falei para um amigo que jamais colocaria uma foto dele (do cão) nas redes sociais para preservar sua privacidade. O amigo lembrou que privacidade é coisa de humanos. Eu sei. Mesmo assim algo me impede. Ouço essa voz e a respeito.

No Facebook, aluno conta ‘dramas’ da vida universitária em charges

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Estudante usa charges para compartilhar dramas da vida universitária

Estudante usa charges para compartilhar dramas da vida universitária

Cristiane Capuchinho, no UOL

Gastos com xerox, falta de dinheiro, filas do restaurante universitário, fim de semestre. Os problemas do cotidiano de um estudante são a fonte de inspiração para as charges da página Drama Universitário. A página, que começou como uma brincadeira entre amigos, já tem mais de 136 mil seguidores no Facebook e diverte universitários pelo país inteiro.

Aluno de letras, Lucas Carvalho, 19, criou a página em dezembro de 2012, quando ainda estava no primeiro semestre do curso. A rotina se tornou fonte inesgotável de problemas, críticas e piadas. “A universidade tem muita coisa diferente, tem gente de todo tipo e todo tipo de problema e de situação engraçada”, comenta.

Da população felina do campus da UFC (Universidade Federal do Ceará), onde estuda, surgiu seu principal personagem: o gato Sofrêncio Xerox. É ele quem comenta fotos e situações esdrúxulas compartilhadas por Lucas e por muitos de seus seguidores, que sugerem novos desenhos diariamente.

Há um pouco de tudo: insetos na comida do bandejão, filas imensas para tirar xerox, noites insones antes de provas ou entregas de trabalho, professores que faltam, custo da vida estudantil. Mas nem tudo são problemas, festas e namoros também estão ali representados.

Estudante de universidade pública
Os dramas do estudante Lucas começaram já no vestibular. Sem muita certeza do curso que gostaria de seguir, começou a estudar no curso de Tecnologia em Saneamento Ambiental, no IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará).

“Queria desistir no primeiro mês. Tinha muita matéria de exatas, aulas de cálculo. Sempre fui de humanas, fui para lá por causa da nota de corte no Sisu [processo seletivo]”, lembra.

No processo seletivo de inverno conseguiu uma vaga na Federal do Ceará para o curso de letras. Mas a universidade passava por uma longa greve, que o deixou em casa à espera por meses até o início das aulas.

Mas seu principal drama é o transporte, diz. Morador de Cascavel (a 64 km de Fortaleza), o universitário passa mais de três horas por dia no transporte público para chegar à faculdade. “É muito tempo, o ônibus é cheio. Às vezes é mais cansativo que as aulas”, conta.

Mudar-se para Fortaleza não é uma opção. A falta de dinheiro é outro drama universitário comum. Por enquanto, o tempo é usado para bolar os desenhos que serão postados no dia seguinte.

Agora, Lucas Carvalho pensa em transformar o hobby em trabalho. A exemplo do desenhista Carlos Ruas, da página Um Sábado Qualquer, Lucas quer ampliar o número de personagens e fazer produtos para venda, como camisetas. Como forma de tranquilizar a família, garante: “Se não der certo, terei concluído a faculdade e vou ter uma profissão”.

Gastos com xerox, falta de dinheiro, filas do restaurante universitário, fim de semestre. Os problemas do cotidiano de um estudante são a fonte de inspiração para as charges da página Drama Universitário. A página, que começou como uma brincadeira entre amigos, já tem mais de 136 mil seguidores no Facebook e diverte universitários pelo país inteiro.

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O custo das mensalidades do ensino superior é um dos temas abordados pelo cartunista e estudante Lucas Carvalho em suas charges. A página de Facebook Drama Universitário já tem mais de 136 mil seguidores.

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O cansaço é um dos “dramas universitários” ironizados por Lucas Carvalho em sua página. Aluno de letras, Lucas criou a página em dezembro de 2012, quando ainda estava no primeiro semestre do curso e já tem mais de 136 mil seguidores. A rotina se tornou fonte inesgotável de problemas, críticas e piadas. “A universidade tem muita coisa diferente, tem gente de todo tipo e todo tipo de problema e de situação engraçada”, comenta.

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A dificuldade em chegar à universidade é o principal “drama universitário” da vida do estudante e cartunista Lucas Carvalho. Morador de Cascavel (a 64 km de Fortaleza), o universitário passa mais de três horas por dia no transporte público para chegar à faculdade. “É muito tempo, o ônibus é cheio. Às vezes é mais cansativo que as aulas”, conta.

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Gastos com xerox, falta de dinheiro, filas do restaurante universitário, fim de semestre. Os problemas do cotidiano de um estudante são a fonte de inspiração para as charges da página Drama Universitário. A página, que começou como uma brincadeira entre amigos, já tem mais de 136 mil seguidores no Facebook e diverte universitários pelo país inteiro.

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Falta de segurança é um dos problemas enfrentados por estudantes do país. Os problemas do cotidiano de um estudante são a fonte de inspiração para as charges da página Drama Universitário. A página, que começou como uma brincadeira entre amigos, já tem mais de 136 mil seguidores no Facebook e diverte universitários pelo país inteiro

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Distrito escolar nos EUA troca livros e cadernos por laptops a 24 mil alunos

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‘Conversão digital’ foi feita nas 42 escolas de Huntsville, no Alabama.
Segundo o distrito, proficiência em matemática subiu de 48% para 78%.

Sala de aula no distrito escolar de Huntsville: só o laptop na carteira (Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Sala de aula no distrito escolar de Huntsville: só o laptop na carteira (Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Ana Carolina Moreno, no G1

Um distrito escolar nos Estados Unidos decidiu mergulhar de cabeça na “conversão digital” há um ano e, hoje, colhe frutos como o aumento da proficiência dos alunos e a redução dos casos de indisciplina. No início do ano letivo de 2012-2013, o distrito de escolas de Huntsville, no Alabama, aboliu os livros didáticos e os cadernos em 100% de suas 42 escolas, que têm 24 mil alunos. Eles foram trocados por laptops para todos os alunos e professores, que podem levar o equipamento para casa. Os computadores foram equipados com um currículo digital que inclui, além de livros eletrônicos, conteúdo interativo e multimídia.

No caso das crianças da pré-escola ao segundo ano, tablets com aplicativos educacionais são guardados nas salas de aula e usados de acordo com a atividade preparada pelo professor. Para garantir a conectividade, o distrito instalou wifi nas escolas e nos ônibus escolares. Além disso, a maioria das salas de aula foram equipadas com lousas inteligentes.

Segundo Rena Anderson, diretora de engajamento comunitário do distrito, isso tudo foi feito sem o aumento do orçamento das escolas. “Nós redirecionamos o orçamento, gastando o que normalmente usamos em livros didáticos, por exemplo”, afirmou ela ao G1.

Os resultados preliminares deixaram todos no distrito “muito surpreendidos”, contou Rena. Três vezes ao ano (no outono, inverno e primavera no Hemisfério Norte), todos os alunos do primeiro ao último ano do ensino básico passam por um teste em matemática e leitura. Desde a implantação do sistema 100% digital, os resultados melhoram a cada avaliação. De acordo com Rena, entre o outono de 2011 e a primavera de 2013 a porcentagem média de alunos de todos os anos proficientes em matemática subiu de 48% para 78%.

No quesito leitura, a média de proficiência era de 46% no outono de 2011. No último teste, feito na primavera de 2013, ela subiu para 66%. O resultado representa a média de todos os alunos dos doze anos do ciclo básico (do 1º ao 12º ano).

Alunos mais novos ganham tablets; os maiores, laptops; no ônibus, wifi garante o acesso à web (Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Alunos mais novos ganham tablets; os maiores,
laptops; no ônibus, wifi garante o acesso à web
(Foto: Divulgação/Huntsville City Schools)

Modelo para o país

Rena afirma que muitas escolas já estão fazendo a migração digital, mas Huntsville foi, segundo ela, o primeiro distrito escolar a fazer isso para todas as suas escolas de uma vez. “Dois anos atrás, começamos um programa-piloto com todos os alunos do sexto ano. Todo eles receberam um netbook para levar para casa. Depois daquele primeiro ano, tudo pareceu dar certo, e decidimos que iríamos pular com os dois pés”, explicou ela.

Huntsville agora virou inspiração para outras regiões dos Estados Unidos, e Rena afirma que suas escolas recebem cerca de 100 visitantes por mês de outros distritos, interessados em conhecer de perto a experiência. Segundo ela, o governo da Flórida atualmente estuda implantar o sistema em todas as escolas do estado. Rena sugere a todos os visitantes que não tenham medo de “se adaptarem aos tempos”.

A princípio, a maior resistência veio dos pais, que não sabiam como poderiam ajudar seus filhos a irem bem na escola. Por isso, oficinas foram feitas para mostrar como os pais também teriam acesso, mesmo no computador de casa, às aulas, lições de casa, boletins e relatórios de frequência.

Já os alunos mostraram retorno imediato ao novo sistema. Com a liberdade de progredirem em seu próprio ritmo, o engajamento dos estudantes às aulas aumentou e, com isso, os atos de indisciplina diminuíram. De acordo com um relatório disponível no site oficial do distrito, nove semanas após a conversão, o número de alunos que receberam alguma suspensão por mau comportamento caiu 45%.

Além do currículo digital, Huntsville também testou diversos filtros para garantir que os estudantes não se distraiam navegando pela internet. Atualmente, eles adotaram um sistema que bloqueia conteúdos como redes sociais e jogos nas máquinas dos alunos, mas os permite na dos professores. Além disso, o professor pode acessar, em seu laptop, a tela do computador de um aluno, para saber o que ele está fazendo. Por fim, o filtro bloqueia os serviços de e-mail nos computadores dos estudantes durante o dia, para evitar que eles desperdicem tempo trocando mensagens, mas permite seu uso após o horário escolar, quando eles levam o laptop para casa.

Nos ônibus escolares que fazem as rotas mais compridas, também foram instaladas conexões sem fio. Assim, os estudantes podem estudar, fazer lição de casa ou se entreter no caminho para casa. O distrito ainda lista, em seu site, os hotspots de internet em locais públicos e privados da cidade, para facilitar o acesso dos alunos à rede.

Custos da conversão digital*:

Laptops, currículo e treinamento: R$ 1.020 por aluno (por ano)

Infraestrutura: R$ 440 por aluno (gasto pontual)

*Fonte: Distrito Escolar de Huntsville, Alabama

Remanejando custos

São quatro os tipos de gastos que o distrito teve para fazer a conversão digital: os equipamentos individuais dos estudantes, o conteúdo didático digital, a infraestrutura de internet e o treinamento de professores. Em vez de comprar os computadores, eles são alugados por um período de três anos, já que até o fim do contrato novos e melhores modelos estarão disponíveis.

O custo por aluno por ano desse aluguel é de US$ 245 (cerca de R$ 540). O currículo digital que será instalado nos computadores portáteis custa US$ 120 dólares por aluno por ano (cerca de R$ 260).

Já o treinamento dos professores, que inclui o acompanhamento e assessoramento in loco do trabalho dos docentes, custa US$ 100 por ano por aluno (cerca de R$ 220). Por fim, Rena explica que há um custo para aumentar a banda da internet e expandir a rede de conexão sem fio, pago uma vez só, no valor de US$ 200 por aluno (cerca de R$ 440).

No total, o custo por aluno por ano gasto no sistema 100% digital para a sala de aula é de R$ 1.020, ou cerca de R$ 24,5 milhões, no caso de todo o distrito de Huntsville, mais o investimento de R$ 10 milhões em infraestrutura.

Para o cientista e professor Rob Kadel, do Centro de Pesquisas de Aprendizagem Online e Rede de Inovação da Pearson nos Estados Unidos, os custos não são necessariamente altos se for levada em conta a economia feita com a conversão. Ele estima que uma escola do ensino médio no país gaste, em média, 150 mil folhas de papel por ano em cartazes e recados para os pais, sem contar os equipamentos como impressoras e máquinas de fotocópia, e os cartuchos de tinta usados para a produção de material impresso.

Segundo o pesquisador, que nos próximos vezes vai aplicar uma série de testes para avaliar o desempenho dos alunos de Huntsville, a alfabetização é um dos poucos momentos em que os cadernos ainda estão presentes na sala de aula, mas as crianças aprendem a escrever em letra cursiva ao mesmo tempo em que também começam a praticar a digitação.

Rob Kadel, pesquisador norte-americano (Foto: Divulgação/Pearson)

Rob Kadel, pesquisador norte-americano
(Foto: Divulgação/Pearson)

Professores facilitadores

Kadel, que veio ao Brasil nesta semana para falar sobre tecnologia educacional, explicou ao G1 que, mais do que a mudança de equipamentos, é necessário promover uma mudança cultural dentro da sala de aula antes de esperar resultados concretos da tecnologia.

“Não é só aprender sobre como clicar nesse botão ou como abrir aquele site, mas como pensar sobre quais são as maneiras mais eficazes para usar esses computadores”, disse ele, que sugere aos gestores escolares primeiro decidirem o que querem fazer com a tecnologia para depois decidir que equipamento comprar.

Segundo ele, também é necessário engajar os professores, que muitas vezes ficam apreensivos a respeito de sua função na sala de aula. Para Kadel, a tecnologia permite que o docente acompanhe com mais facilidade o progresso individual de cada aluno e, por isso, seu papel passa a ser mais o de um facilitador: para os estudantes mais avançados, os currículos digitais permitem que eles vão comprovando o domínio dos conteúdos e avançando sem precisar esperar os demais. Já no caso dos alunos com alguma dificuldade, o professor pode dar um atendimento diferenciado e garantir que eles aprendam.

Graphic novel de ‘Game of Thrones’ chega ao Brasil

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Divulgação Primeiro volume reúne as seis primeiras HQs; o inverno está chegando em graphic novel

Divulgação
Primeiro volume reúne as seis primeiras HQs; o inverno está chegando em graphic novel

Publicado por Livraria da Folha

O primeiro volume da adaptação oficial para graphic novel dos livros de George R. R. Martin, “A Guerra dos Tronos – HQ“, tem lançamento previsto no Brasil para 8 de julho.

A edição brasileira reunirá, em 240 páginas, as seis primeiras HQs –que foram publicadas separadamente nos EUA.

Organizado e supervisionado por Martin, Alex Ross, Daniel Abraham, Michael Komark, Mike S. Miller e Tommy Patterson assinam o volume. A tradução para o português é de Bruno Dorigatti e Guilherme Costa.

A trama se desenvolve em um mundo onde reis, rainhas, cavaleiros, dragões e renegados se envolvem em conflitos na disputa pelo trono.

Autor de diversos best-sellers nos EUA e na Europa, Martin deu início a sua mais importante obra, “As Crônicas de Gelo e Fogo“, em meados da década de 1990. A saga de fantasia mais vendida dos últimos anos foi adaptada para uma série de TV da HBO.

Livros ‘invadem’ praias do litoral paulista no verão

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Cassiano Elek Machado, na Folha de S.Paulo

A livraria tem 170 cavalos de potência, seis marchas, freio com discos ventilados e seis rodas a disco de aço. Além, claro, de “Cinquenta Tons de Cinza”, “Ágape” e mais de 2.000 títulos.

Instalada no cangote de um caminhão-baú, a Livraria Móvel da Editora Unesp, a primeira do gênero no país, começou a operar há dez dias, no litoral de São Paulo.

Estará hoje na praia de Pitangueiras, no Guarujá. Mas amanhã, pega a estrada. Só volta a operar, na praça da Alegria, em Boiçucanga, em São Sebastião, no dia 6.

A loja ambulante é criação do presidente da Editora Unesp, o professor de filosofia José Castilho Marques Neto, 59, que desenhou pessoalmente o projeto.

“É comum no mercado editorial criticarmos a falta de livrarias. Resolvemos criar uma que possa ir atrás dos leitores”, diz Castilho.

Alessandro Shinoda/Folhapress
Livraria-caminhão da Editora Unesp na praia de Pitangueiras, no Guarujá, litoral sul de SP
Livraria-caminhão da Editora Unesp na praia de Pitangueiras, no Guarujá, litoral sul de SP

Após as operações-piloto no litoral de São Paulo, a livraria irá atrás dos leitores que frequentam os campi da própria Unesp. Fará um tour pelas 24 cidades onde atua a universidade. Em julho, ela deve estacionar no inverno de Campos do Jordão.

Com uma área de 20 m², a livraria-caminhão tem até vitrine e consegue receber 20 clientes ao mesmo tempo.

Em suas estantes, desenhadas de modo a não terem de ser desmontadas a cada viagem, estão livros universitários, mas também obras convencionais, como os best-sellers de tinturas eróticas ou espirituais, os mais vendidos nos primeiros dias da loja.

Dica do Chicco Sal

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