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Escritor doa manuscritos de John Lennon à Biblioteca Britânica em troca de redução de impostos
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O escritor britânico Hunter Davies exibe manuscrito de John Lennon doado à Biblioteca Britânica (Yui Mok/PA/AP)
O escritor britânico Hunter Davies, autor da única biografia autorizada sobre os Beatles, doou uma coleção de manuscritos e cartas de John Lennon que incluem as letras originais de “Strawberry Fields Forever” e “She Said She Said” para a Biblioteca Britânica, acervo nacional do Reino Unido.
A doação foi a primeira sob as regras de uma nova programa cultural britânico no qual pessoas são encorajadas a doar documentos em troca de uma redução nos impostos devidos ao governo. As informações são da BBC.
Davies afirmou que a Biblioteca Britânica é a “casa perfeita” para as letras de Lennon. O ministro da Cultura do Reino Unido, Ed Vaizey, afirmou que a “incrivelmente generosa” doação é um “testamento para a forte cultura de filantropia” no país.
Uma verba de 30 milhões de libras (cerca de US$ 45 milhões) está disponível atualmente para o novo programa, iniciado em março, e que permite aos contribuintes participantes reduzirem em até 30% o valor de impostos devidos num prazo de cinco anos.
A estimativa é que Davies vá reduzir em US$ 480 mil dólares o valor que deve pagar em impostos à Receita britânica.
“Quero que minha coleção dos Beatles seja mantida unida, em um único lugar, e em exibição pública, e a Biblioteca Britânica é a casa perfeita para isso”, afirmou o escritor, de 77 anos. “Estou realmente contente de que o novo programa tenha me ajudado a conseguir fazer isso”, completou.
O autor recebeu os manuscritos diretamente de Lennon, de quem ficou amigo nos anos 60, e os colecionava desde então.
Uma neuropsicóloga a favor da educação
0Vagner de Alencar, no Porvir
Aos 16 anos, ela quase repetiu de ano por conta das disciplinas vilãs: matemática e física. Isso só não aconteceu por conta das metodologias próprias criadas por ela, nas quais atrelava os conteúdos escolares sempre a coisas cotidianas. O recurso deu tão certo, que, no ano seguinte, a própria escola passou a indicá-la como professora particular para estudantes do ensino fundamental. A experiência, na adolescência, foi o combustível que despertou em Adriana o interesse em entender quais eram os estímulos necessários para aumentar a capacidade de aprendizagem nas pessoas. Hoje, mais de duas décadas depois, Adriana Fóz carrega um currículo extenso e a superação de um AVC, que a fez adentrar na neurociência. Entre seus ofícios, dedica-se aos avanços da neurociência na educação, já escreveu livros sobre o funcionamento do cérebro, inclusive, para crianças, além de coordenar um projeto voltado à prevenção e saúde mental, em que capacita professores sobre como lidar com a raiva e a ansiedade no convívio escolar.
Aos vinte e poucos anos, Adriana já acumulava uma graduação em educação e o título de pós-graduada em psicopedagogia. Na época, ela estava determinada a descobrir como mobilizar a emoção dos alunos para alcançar a chamada aprendizagem significativa, termo cunhado pelo psicólogo norte-americano David Ausubel ao afirmar que aquilo que é aprendido sempre precisa fazer algum sentido para o aluno.
Mergulhada na teoria de Ausubel, ela começou a formar grupos de estudos com a presença de especialistas renomados, como o neurocientista Nelson Annunciato, PhD em programas de reabilitação neurológica da Universidade de Munique, na Alemanha, e o neurologista José Salomão Schwartzman, especialista em neurologia infantil. “Eu era bem mais jovem que eles. O que era uma honra para mim. Era como se eu fosse um peixe fora d’água nadando no imenso oceano”, afirma ela, que então vivia o auge de sua vida profissional. Nessa época, inclusive, abriu uma clínica multidisciplinar formada por diferentes profissionais, como fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas familiares. “Era algo muito inovador.”
Aos 32 anos, Adriana teve sua vida virada ao avesso: sofreu um AVC hemorrágico. Passou quatro meses internada e quatro anos em reabilitação.
No entanto, aos 32 anos, sua vida deu uma reviravolta quando sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. Passou quatro meses internada e quatro anos em reabilitação. Perdeu os movimentos do lado direito do corpo e não reconhecia nem mesmo seu próprio marido, com quem estava casada havia dez anos. “Eu, que era especialista em leitura e escrita, não sabia mais ler nem escrever”, conta. “Foi como se tivesse dado um reset no meu HD interno, no qual eu precisava colocar tudo novamente.”
Com depressão patológica e limitações físicas e cognitivas, Adriana parou de clinicar e começou a buscar outras atividades à medida que sua recuperação progredia. Fez aulas de samba, para reaprender cognitivamente a andar, e curso de palhaço, para rir de si mesma. “Fui desenvolvendo habilidades que até então eu não precisava, já que antes eram automáticas, como andar ou segurar uma escova de dentes.”
Esses “novos” hábitos foram fundamentais para que ela adentrasse mais a fundo no campo da neurociência. “Eu precisava entender por que, apesar de eu não ter tido um derrame no cerebelo (parte do cérebro responsável pela ação motora), eu não podia andar direito. Por que a minha visão havia ficado comprometida, se minha região occipital (parte do cérebro que comanda a visão) não havia sofrido nenhum dano? Por que não sabia mais ler nem escrever, se a região parietal (responsável pela leitura e escrita) estava sem nenhuma lesão?”
“A neurociência chega a ser vital. Na educação, ela tem a função de dar aos professores mais instrumentos e ferramentas para que eles sejam capazes de otimizar suas funções.”
As investigações prosseguiram e acabaram dando origem ao livro A Cura do Cérebro, em que Adriana desvenda, a partir de sua batalha e recuperação do AVC, outras indagações como: por que ela precisava raciocinar para que então pudesse andar ou por que a recuperação da memória era gradual. A viagem pelo cérebro avançou também rumo à academia. Anos depois, já reabilitada, a educadora especializou-se em neuropsicologia na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Neurociência, uma questão vital
“Hoje, para mim, a neurociência chega a ser vital. O professor tem como tarefa, durante o processo de aprendizagem dos alunos, trabalhar a leitura, a matemática, mas imagina se ele também conseguir entender o funcionamento do cérebro. É essa a principal função da neurociência na educação: dar aos professores mais instrumentos e ferramentas para que eles sejam capazes de otimizar suas funções”, afirma.
De acordo com ela, isso é fundamental para minimizar um dos principais problemas que envolvem os professores: o desgaste profissional. Em muitos casos, afirma, o educador não percebe que cada aluno possui um ritmo diferente de aprendizado e que naturalmente ele também precisará de orientações durante esse processo. “O único momento da vida do ser humano onde a região do prazer tem menos neurotransmissores passando pelo cérebro é na adolescência. Por isso os jovens, normalmente, têm aquela inércia, preguiça, crise. Se o professor entende que isso acontece por conta do funcionamento cerebral e não porque o aluno está sendo folgado, ele consegue ajudar muito mais e otimizar a tarefa de educar”, afirma Adriana, que também coordena o projeto Cuca Legal, iniciativa realizada pela Unifesp, que trabalha a prevenção e saúde mental com educadores.
Bye, bye, tristeza!
Desde o ano passado, a neuropsicóloga usa elementos da neurociência para ajudar professores de escolas públicas de Paraisópolis – a maior favela de São Paulo, na zona sul da capital – a terem melhores condições de preparar suas aulas. “Para dar aula, o educador precisa, primeiro, aprender a se respeitar enquanto ser humano, que fica estressado, com raiva. Essa compressão é fundamental para que ele também entenda essas características em seus alunos e consiga lidar melhor com eles, tanto do ponto de vista comportamental, quanto pedagógico”, assegura.
“Os professores dessa escola especialmente queriam um trabalho que pudesse ajudá-los a lidar com a raiva. Ensinamos como é o ciclo da raiva, como ela é desenvolvida no cérebro, como acontece no cotidiano.”
Segundo ela, a partir do momento que o professor compreende que um determinado aluno de ensino fundamental tem certa aptidão para aprender linguagem até os dez anos de idade, por exemplo, o professor passa a se tornar mais responsável por interferir diretamente nesse aprendizado e se ajudar a ajudar o aluno.
O projeto está sendo realizado em duas escolas da região. Na escola estadual Maria Zilda Gamba Natel, desde 2012, os professores estão participando das oficinas periódicas, que incluem rodas de discussão sobre como agir e trabalhar aspectos voltados a raiva, ansiedade, tristeza, entre outros. “Os professores dessa escola queriam um trabalho que pudesse ajudá-los a lidar especialmente com a raiva. Ensinamos como é o ciclo da raiva, como ela é desenvolvida no cérebro, como acontece no cotidiano e como eles podem ajudar esses alunos a identificá-la para poder dar espaço ao que é prioridade. Acabamos não só ajudando os professores, mas também o aluno, já que ele passa a perceber a mudança de atitude do educador e melhorar a relação cotidiana”, diz.
A partir deste ano, outra instituição de ensino – a escola estadual Etelvina Góis de Marcucci – também contará com a capacitação dos professores. O projeto pretende, no primeiro ano, trabalhar o comportamento dos professores para, no ano seguinte, promover um avanço pedagógico na escola.
Dentro do cérebro infantil
Mas o cardápio de iniciativas de Adriana parece não ter fim. Além da formação dos professores em Paraisópolis, ela também está à frente de um projeto no Departamento de Instituto do Cérebro, do Hospital Albert Einstein. Lá, ela desenvolve uma coleção de livros para crianças, de cinco a dez anos, sobre o funcionamento do cérebro. “Trazemos exemplos da realidade da criança. Explicamos que andar de skate, por exemplo, estimula o sistema límbico – responsável por comandar as emoções. É a limbilândia, uma mistura de límbico e Disneylândia.” A primeira obra, afirma, já foi produzida e será lançada em setembro deste ano.
Do ponto de vista prático, Adriana afirma que, há dois anos, realizou esta experiência, piloto, em escolas públicas de São Paulo e de Paraty, no Rio de Janeiro. De acordo com ela, foi possível observar uma melhoria na atitude das crianças quanto ao aprendizado em sala de aula. “Ao entender como funciona seu cérebro, elas passam a mudar seu comportamento e atitude, sentem-se mais estimuladas a aprender outras coisas”, afirma.
Menino de 9 anos dá aulas em universidade
0Menino de 9 anos dá aulas em universidade
Publicado por UOL
Vitaly Nechaev dá aulas de história. Isso seria algo normal, se não fosse por ele ter apenas 9 anos.
A mãe de Vitaly diz que ele começou a falar apenas aos 3 anos, mas logo já começou a ler e não parou mais.
Hoje seus dotes já foram até reconhecidos pelo presidente, que em 2012 deu a Vitaly uma medalha de honra nacional e um relógio de pulso. Apesar de adorar ir à escola, Vitaly sofre de vários problemas de saúde e nem sempre pode ter aulas. O ministro da educação da Ucrânia prometeu que o governo irá ajudar o menino, enviando-o a uma clínica especializada.
Violência na escola é reflexo da má educação dada por pais, diz psicóloga
0Garoto de 9 anos diz ter sido agredido por 14 alunos em Araraquara, SP.
Compartilhamento de vídeos de brigas reforçam a violência nas instituições.
Publicado por G1
As brigas entre alunos nas escolas municipais e estaduais estão cada vez mais comuns na região de Araraquara (SP). Para a psicóloga Heloísa Ferreira, um dos principais motivos para a violência entre os estudantes são as práticas parentais inadequadas, ou seja, os pais não sabem educar os filhos de forma adequada, sendo muito permissíveis ou sendo muito agressivos, o que é aprendido pelos filhos.
A psicóloga afirmou que para diminuir os casos de agressão nas escolas os pais precisam ensinar seus filhos a lidar com a frustração. “As pessoas hoje em dia não sabem lidar com as frustrações e o comportamento agressivo esta ligado a isso. Então, como não sabem lidar, vão brigar para conseguirem o que querem. Existem formas mais adequadas para resolver o problema, que não seja usando o comportamento agressivo”, explicou.
Segundo Heloísa, nas escolas também pode existir fatores, que contribuam para a violência. “Muitas vezes a escola não esta preparada para lidar com eventos como esses e não dá nenhum tipo de punição para acontecimentos inadequados”, disse.
Nas redes
Uma prática muito comum hoje em dia é a publicação da violência nas redes sociais. Muitos estudantes, que participam de brigas nas escolas gravam vídeos das agressões e compartilham em seus perfis na internet.
A psicóloga explicou que essa prática está ligada a repercussão social surtida através dessas publicações. “A internet é muito presente no dia a dia dos jovens. Então, quando postam um vídeo, outros irão ver, vão comentar e compartilhar. E isso gera muita repercussão, que acaba na verdade reforçando esse tipo de evento. É um problema muito sério, pois as pessoas que compartilham acabam sendo coniventes com a violência”, informou.
Agressão
Um garoto de nove anos diz ter sido agredido por 14 alunos, dez meninos e quatro meninas, dentro da Escola Municipal Ruth Cardoso, no bairro Jardim Maria Luiza em Araraquara, na sexta-feira (12). Ele disse que essa foi a segunda vez que sofreu agressões na escola.
“Estava comendo, quando uma chegou por trás e começou a me dar socos. Corri para dentro do banheiro e ela chamou um monte de moleques para me tirar lá de dentro. Me batiam, davam socos, tapas e chutes”, revelou o garoto.
A mãe da vítima, indignada, disse que a escola não entrou em contato para falar sobre a agressão. “Eu cheguei, o meu filho com o olho roxo e elas colocando um gelo para amenizar, além da perna vermelha, mancando. Estavam só dois agressores na sala da direção. Eu perguntei o porquê que ela bateu no meu filho e ela falou: ‘ele me irritou’”, disse.
A coordenadora executiva de Políticas Educacionais de Araraquara, Inês Marine Rodrigues, alegou que os pais foram contatados e que a briga teria envolvido seis e não 14 crianças. A violência teria começado após uma troca de ofensas. “O envolvimento foi entre uma aluna e um aluno com a participação de cinco outros que entraram para apartar e se envolveram nesse ato que a gente não espera que ocorra nas escolas”, afirmou.
Ela disse ainda que vai conversar novamente com os pais. “Haverá o acionamento do Conselho Tutelar, dos pais e dos alunos, para que a gente possa conversar, refletir sobre o ocorrido e buscar alternativas sustentáveis para a convivência em grupo”, disse.
Mais violência
Na rede estadual, a violência se repete. Na semana passada, uma adolescente foi mais uma vítima. Ela apanhou de uma colega de sala, na escola Dinorá Marcondes Gomes, em Américo Brasiliense.
“Ela chegou me batendo e me empurrando. E ninguém fez nada, ninguém separou, só começaram a filmar. Me bateu no rosto e me chutou. Desde o começo do ano ela falava que iria me bater, chegou até a pegar uma cadeira para me bater, mas sorte que alguns colegas da minha sala pegaram dela”, disse a adolescente.
Segundo a Diretoria Regional de Ensino de Araraquara, as alunas do ensino médio de Américo Brasiliense, envolvidas na briga, foram suspensas e o caso encaminhado ao Conselho Tutelar e à Promotoria de Justiça. A diretoria da escola se reuniu com os pais para que episódios como esses possam ser evitados.
A Diretoria Regional de Ensino disse ainda que a professora-mediadora e dois agentes de organização escolar que separaram as estudantes e chamaram a ronda escolar.
Promoção: “Joe Golem e a cidade submersa”
1Em 1925, terremotos e a elevação do nível do mar deixaram o Sul da ilha de Manhattan sob mais de trinta metros de água. Com isso, ela ganhou dos moradores o nome de cidade submersa. Muitos deixaram a cidade, mas aqueles que não estavam dispostos a abandonar o lar tiveram de recomeçar a vida nas ruas, agora transformadas em canais, e em prédios cujos três primeiros andares acabaram ficando debaixo d’água.
Conheça os autores:
Christopher Golden
Premiado autor de livros de ficção científica e fantasia, é também roteirista de videogames e quadrinhos, além da série de TV Buffy.
Mike Mignola
É mais conhecido como o premiado criador, escritor e ilustrador da série Hellboy. É também autor e ilustrador da HQ O Incrível Cabeça de Parafuso e Outros Objetos Curiosos (publicado no Brasil pela Nemo).
Vamos sortear 3 exemplares de “Joe Golem e a cidade submersa”, lançamento da Gutenberg.
Para participar é muito fácil:
* Faça o login e siga os requisitos do aplicativo.
O resultado será divulgado no dia 29/4 no perfil do twitter @livrosepessoas.
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Atenção:
Os requisitos são:
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