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Leonardo DiCaprio viverá Leonardo Da Vinci nos cinemas

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AP Imagens/Invision)

 

Leonardo será Leonardo

Publicado na Poltrona Nerd

Uma dose dupla de Leonardos está chegando aos cinemas. Leonardo DiCaprio será o pintor e inventor, Leonardo da Vinci, nos cinemas. A Paramount conseguiu adquirir os direitos do filme após uma pequena batalha com a Universal.

A trama será baseada no livro de Walter Isaacson que carrega o nome do italiano. O mesmo narra a história de vida de Da Vinci, assim como a influência de suas artes na área da ciência. A cinebiografia já tem num nome para assinar seu roteiro, John Logan, de “007 – Operação Skyfall”. Além de protagonizar o longa, DiCaprio irá produzi-lo ao lado de Jennifer Davisson. Infelizmente, ainda não foram revelados mais detalhes sobre a produção e nem quando deve chegar as telas.

O livro foi publicado em outubro de 2017 e desde então segue na lista dos mais vendidos. De acordo com a Editora Intrínseca, responsável pela publicação da obra, o autor usou mais de 7 mil anotações do artista para compor sua biografia, mostrando o lado mais humano desta personalidade mundial. O autor pretende mostrar em seu filme, como o entusiasmo de Da Vinci influenciou suas pinturas e invenções. De acordo com seu livro, o italiano vivia um tanto quanto deslocado por ser ilegítimo, gay, vegetariano, canhoto, histérico e distraído.

Curiosidades

*Walter Isaacson já publicou livros sobre Albert Einstein, Henry Kissinger, Steve Jobs e Benjamin Franklin.
*Leonardo DiCaprio não têm o nome do pintor italiano por acaso. Em 1974, quando sua mãe estava grávida e ele deu o primeiro chute, ela examinava uma obra de Da Vinci.
*Leonardo Da Vinci não é o primeiro livro de Isaacson a ganhar adaptação para o cinema. O filme “Steve Jobs”, lançado em 2015 e protagonizado por Michael Fassbender, também é baseado em uma obra do autor.

Recordista mundial em diplomas conclui 15º curso universitário

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Luciano Baietti, de 70 anos, acaba de se formar em Turismo, seu 15º título universitário - Alberto Pizzoli/AFP

Luciano Baietti, de 70 anos, acaba de se formar em Turismo, seu 15º título universitário – Alberto Pizzoli/AFP

 

O italiano Luciano Baietti, de 70 anos, se formou em Turismo

Publicado em O Globo

ROMA — Nada mais distante da imagem típica de um erudito. O italiano Luciano Baietti, de 70 anos, tem um desejo de superação que o converteu na pessoa com mais diplomas universitários no mundo, o que não o impede de levar uma vida normal.

— Através dos livros, me sinto mais livre. Efetivamente, as duas palavras têm a mesma etimologia — reconhece à AFP Luciano Baietti, que tem 15 títulos acadêmicos, um recorde mundial.

O escritório de sua casa de Velletri, uma localidade perto de Roma, decorado com um estilo kitsch, tem as paredes cobertas com seus diplomas.

Uma cópia do retrato do escritor francês Louis-François Bertin, produzido pelo pintor Dominique Ingres em 1832, decora o espaço.

“Era um homem de cultura e conhecimento”, diz Baietti, ex-diretor de uma escola de ensino médio, que entrou no Livro Guinness dos Recordes em 2002 depois de ter obtido seu oitavo diploma universitário, em Ciências do Esporte na Universidade Sapienza de Roma.

Entre os títulos alcançados há mais de 15 anos figuravam Sociologia, Humanidades, Direito, Ciências Políticas e Filosofia.

Desde então somou outros sete diplomas à lista, entre eles o de Ciências Estratégicas da Universidade de Turim, de Criminologia em Roma e o último, alcançado no dia 1º de fevereiro, em Turismo, em Nápoles.

— A cada vez me sinto diante de um novo desafio, um desafio que impus a mim mesmo. Quero testar o limite do meu corpo e do meu cérebro, até onde posso chegar — conta com tom divertido este homem, que foi professor de educação física.

Foi justamente enquanto estudava Educação Física, seu primeiro diploma, obtido em 1972, que surgiu seu interesse pelo mundo acadêmico.

— Além dos eventos esportivos, tínhamos aulas teóricas que eu gostava muito e que fizeram com que eu me entusiasmasse pelo estudo — lembra Baietti, que é casado e tem um filho de 22 anos.

A parede da casa de Baietti com quadros de seus diplomas - Alberto Pizzoli/AFP

A parede da casa de Baietti com quadros de seus diplomas – Alberto Pizzoli/AFP

— Passei da pedagogia à sociologia, à literatura e à psicologia, depois ao direito para chegar a disciplinas mais profissionais, como a ciência da investigação e da estratégia — explica este estudioso.

O último diploma foi o que gerou mais problemas. “Foi organizado conjuntamente pelo Ministério da Defesa e pela Universidade de Turim e tratou de temas delicados relacionados à segurança nacional. Tinha que se apresentar de uniforme”, lembra.

Para seu diploma número 15, da Universidade Pégaso se Nápoles, Luciano Baietti precisou encarar mais um desafio: a telemática.

— Levando em conta que usar a internet não é algo tão fácil para alguém da minha geração, eu queria demonstrar que a educação à distância é tão boa quanto o ensino tradicional e quebrar um preconceito tenaz — explicou.

Outro diploma que deu trabalho para conquistar foi o de Criminologia, já que precisou entrevistar vários detidos na prisão.

— Depois de falar com eles, de ouvir seus argumentos, você se pergunta sobre o que é justo ou não — confessa.

Apesar de sua idade, prepara um novo diploma, o número 16, em Ciências da Alimentação. Assim como fez com os outros títulos, se prepara em silêncio, em seu escritório, entre as três e as cinco da madrugada.

— É a hora na qual meu cérebro está disponível para assimilar conhecimentos e que me permite manter uma vida familiar normal — confessa entre estudioso, que também é voluntário da Cruz Vermelha italiana.

Jornalista italiano declara ter descoberto a verdadeira identidade da escritora Elena Ferrante

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Anita Raja, a mulher por detrás do pseudónimo Elena Ferrante

Anita Raja, a mulher por detrás do pseudônimo Elena Ferrante

 

A escritora Elena Ferrante, que nunca aceitou revelar a sua identidade, pode ter visto o seu anonimato desfeito. O jornalista italiano Claudio Gatti garante que descobriu o verdadeiro nome da autora.

João Francisco Gomes, no Observador

A misteriosa escritora italiana Elena Ferrante, autora da tetralogia A Amiga Genial, de quem nunca se viu uma fotografia ou se soube o verdadeiro nome, pode agora ter visto a sua identidade revelada. Apesar de ter dado várias entrevistas nos últimos anos — todas por escrito, e através da mediação da Edizione e/o, a editora que publica os seus livros –, Ferrante sempre preferiu o anonimato para poder escrever em liberdade. Agora, num artigo publicado na The New York Review of Books, o jornalista italiano Claudio Gatti garante que a verdadeira identidade de Elena Ferrante é Anita Raja, uma tradutora ligada à editora que publica os livros da escritora.

De acordo com Gatti, Anita Raja trabalhou durante anos como tradutora de literatura alemã para a Edizione e/o, e chegou a coordenar uma coleção que incluiu obras de Ferrante. Um porta-voz da editora explicou ao jornalista italiano que a tradutora trabalhava como freelancer, não sendo funcionária da casa. N0 entanto, Gatti teve acesso aos registos dos pagamentos feitos pela editora a Anita Raja, que terão aumentado exponencialmente ao longo dos últimos anos, correspondendo aos lançamentos de sucesso dos livros de Ferrante.

Registos imobiliários consultados pelo jornalista italiano mostram que em 2000, depois da adaptação ao cinema do primeiro livro de Ferrante, Anita Raja comprou um apartamento de luxo em Roma. Um ano depois, comprou uma casa de campo na Toscânia. Já depois do sucesso comercial dos romances de Ferrante, que só chegou em 2014 e 2015 quando os livros foram traduzidos para dezenas de línguas e vendidos em vários países, o marido de Raja, Domenico Starnone (que, aliás, tinha sido apontado como um dos possíveis nomes por detrás do pseudónimo de Ferrante), comprou um apartamento em Roma, avaliado em cerca de dois milhões de dólares.

Já em relação aos rendimentos de Raja, referidos pelo jornalista italiano, parecem estar diretamente relacionados com o sucesso das obras de Ferrante. Em 2014, os rendimentos da tradutora subiram 65% em relação ao ano anterior, ultrapassando os três milhões de euros. No ano seguinte, a subida foi de 150%, passando dos 7,5 milhões de euros. De acordo com Claudio Gatti, a editora não teve, nesses anos, outros bestsellers de sucesso comparável com os de Ferrante. Além de estes valores não se enquadram com os pagamentos habitualmente feitos aos tradutores, e correspondem aos direitos de autor arrecadados pelos livros de Ferrante naqueles anos.

Nem Anita Raja nem o seu marido, Domenico Starnone, responderam aos pedidos do jornalista italiano para confirmar a história. Sandro Ferri, um dos donos da editora, disse a Gatti que “se este é um artigo que pretende fazer revelações sobre a identidade de Ferrante, digo-lhe desde já que não daremos respostas”.

Anita Raja, uma napolitana de 63 anos, é filha de Golda Frieda Petzenbaum, uma judia alemã, que teve de fugir para Milão em 1937 com a família. Já em Itália, após Mussolini ter entrado na Segunda Guerra Mundial, a família acabou por ser enviada para um campo de concentração. Os pais de Golda ainda conseguiram, contudo, enviar a filha para a Suíça. No fim da guerra, a mulher foi viver para Nápoles, onde conheceu um magistrado italiano, Renato Raja. Os dois tiveram Anita em 1953, e mudaram-se para a capital italiana em 1956. Desde que escreveu o primeiro romance, em 1992, que a autora nunca aceitou desfazer o seu anonimato.

“Protagonismo da criança é essencial para o processo educacional”, defende educador italiano

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Adultos devem agir mais como observadores do processo do que como alguém que dita regras

Eligia Aquino Cesar, no R7

 Aldo Fortunati Divulgação

Aldo Fortunati Divulgação

Quando um bebê vem ao mundo é natural que os pais se preocupem com todos os aspectos da vida do pequeno. Desde os custos com fraldas e convênio médico até mesmo decidir — mesmo que precocemente — sobre a melhor maneira de educá-lo, o que importa de fato é garantir o que há de melhor aos filhos. E é aí que a questão começa a complicar: qual a diferença entre controlar e determinar o que é melhor para eles?

Aldo Fortunati, renomado especialista em psicologia do desenvolvimento em educação na primeira infância, defende não só a importância que a criança de zero a três anos frequente a escola, mas também que ela exerça o protagonismo nessa fase. Para o especialista italiano, não é possível padronizar o ensino quando se trata de crianças menores de seis anos de idade.

O fundamental neste método de ensino é entender que a criança rica, ativa e competente, não é previsível. Fortunati afirma que três palavras são capazes de nortear os princípios nos quais se baseiam o protagonismo infantil: confiança, oportunidade e tempo.

A cidade italiana de San Miniato, localizada na Toscana, tem cerca de 26 mil habitantes e é referência internacional quando se trata de educação infantil pública de qualidade. Fortunati, que, também, é presidente do Centro de Pesquisa de Documentação sobre a Infância, La Bottega di Geppetto, falou um pouco mais sobre o bem-sucedido método de ensino.

R7: Qual é o papel dos pais e dos educadores no protagonismo infantil?
Aldo Fortunati: A confiança diz respeito, tanto aos orientadores quanto aos pais. Eles precisam entender que a criança pode e deve exercer o papel principal na própria educação e deixar de enxergá-la como um sujeito fraco, que merece ser protegido o tempo inteiro. Isso só poderá ser provado por meio de oportunidades concretas, vindas por meio de recursos materiais organizados, colocados à disposição dos pequenos. Não basta carteira, cadeira e armários na sala de aula, é preciso mais do que isso. São necessários elementos que incentivem a criatividade e que despertem o interesse da criança. E, por último, compreender que a criança tem um tempo totalmente distinto, que ela precisa explorar, conhecer, transformar e descobrir. Muito diferente do tempo do adulto que é focado apenas em resultados.

R7: Como é possível impor limites, mantendo o protagonismo ao mesmo tempo em que a educa? Dá para agir da mesma forma com crianças mais calmas e também com as mais arteiras?

A. F.: O investimento sobre o protagonismo da criança deve ser geral e preventivo. Não creio que qualquer criança seja diferente daquelas com as quais trabalho. Se nós investirmos para que tenham uma situação positiva para a vivência delas, é um modo de ajudá-las a ter uma experiência tranquila e não nervosa ou agressiva.

R7: No Brasil as diferenças entre escolas privadas — que contam com cerca de 15 alunos por sala — e a rede pública de ensino, com no mínimo 30 crianças por classe, na maioria dos casos, é bem acentuada. Como aplicar o método que incentiva o protagonismo infantil nas escolas públicas?

A. F.:O método que incentiva o protagonismo infantil é mais adequado para comunidades de dimensões reduzidas. Porém, não é um método que não possa ser aplicado também em grandíssimas comunidades. A realização deve ser feita de maneira diferente. O reconhecimento do protagonismo pode ser universal.

R7: Qual o resultado esperado do protagonismo na primeira infância durante o desenvolvimento da criança nas outras etapas da vida até à fase adulta?

A. F.:Há muitos elementos que colaboram para a formação de uma pessoa, é difícil dizer que apenas um deles vai fazer com que a pessoa se torne um adulto diferente. Porém, é certo que, especialmente a criança que vem de uma família carente terá muitas vantagens se frequentar uma escola nos primeiros anos de vida. É preciso investir na qualidade da educação infantil, não porque dessa forma a criança se tornará um adulto melhor, mas para que ela viva com prazer, alegria e produtividade na infância.

Aos 84 anos, morre na Itália o escritor Umberto Eco

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Foto: Massimo Valicchia / NurPhoto/AFP

Foto: Massimo Valicchia / NurPhoto/AFP

 

Causas da morte do autor de O Nome da Rosa ainda não foram divulgadas

Publicado no Zero Hora

O escritor, semiólogo e professor italiano Umberto Eco faleceu nesta sexta-feira na Itália, aos 84 anos, noticiou o jornal Corriere Della Sera. Ainda não há informações sobre as causas da morte.

Nascido em Alexandria, Itália, em 1932, Eco escreveu O Nome da Rosa (1981), sua obra mais famosa. Além destas, publicou: Kant e o ornitorrinco (1997) e Sobre a literatura (2002), Diário mínimo (1963), O segundo diário mínimo (1990), Cinco escritos morais (1997), La Bustina di Minerva (2000), O pêndulo de Foucault (1988), A ilha do dia Anterior (1994), Baudolino (2000) e A misteriosa chama da rainha Loana (2004). Também é autor de História da beleza (2004), História da feiura (2007) e Não contem com o fim do livro (2010).

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