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Posts tagged J R R Tolkien

Ilustrações alternativas para “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”

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Luciana Galastri, na Galileu

Já falamos aqui do lado desenhista de J.R.R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Mas você sabia que ele também fez capas incríveis para a trilogia das aventuras de Frodo? Confira seus trabalhos abaixo:

A capa de tolkien para  "A Sociedade do Anel" (Foto: reprodução)

A capa de tolkien para “A Sociedade do Anel” (Foto: reprodução)

 

A capa de tolkien para "As duas Torres" (Foto: reprodução')

A capa de tolkien para “As duas Torres” (Foto: reprodução’)

A capa de tolkien para "O retorno do Rei" (Foto: reprodução)

A capa de tolkien para “O retorno do Rei” (Foto: reprodução)

 

Outra versão para as ilustrações de O Hobbit foi feita por Maurice Sendak, autor de Onde vivem os monstros. Nos anos 1960, ele desenhou um projeto de ilustração para a versão comemorativa dos 30 anos da obra. Por várias razões (incluindo um ataque cardíaco sofrido por Sendak), a versão nunca foi publicada. Por sorte, aqui estão os desenhos:

bilbo conversa com gandalf, na versão de "o hobbit" por Sendak (Foto: reprodução)

bilbo conversa com gandalf, na versão de “o hobbit” por Sendak (Foto: reprodução)

A casa de Bilbo (Foto: reprodução)

A casa de Bilbo (Foto: reprodução)

 

Já em 1976, surge essa versão russa de “O Hobbit”, com desenhos em estilo soviético tradicional:

A capa (Foto: reprodução)

A capa (Foto: reprodução)

Gandalf conversa com Bilbo (Foto: reprodução)

Gandalf conversa com Bilbo (Foto: reprodução)

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The Story of Kullervo | Livro de J.R.R. Tolkien ganhará edição em outubro

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História de fantasia nunca finalizada pelo escritor é resgatada com comentários e ensaios

Marcelo Hessel, no Omelete

The Story of Kullervo, um dos primeiros trabalhos do autor de O Senhor dos Anéis e O Hobbit, J.R.R. Tolkien, ganhará uma edição própria, em outubro, pela HarperCollins. Veja a capa do livro nos EUA:

kullervo

Inspirado por poemas épicos finlandeses, o texto em prosa começou a ser escrito quando Tolkien estava na faculdade, em 1914, antes de O Hobbit, e é um dos primeiros manuscritos preservados do escritor. A história de fantasia acompanha Kullervo, escravo que jura vingança contra o mago que matou seu pai, sequestrou sua mãe e tentou três vezes matar Kullervo quando ele ainda era uma criança.

Pelos registros do espólio do escritor, Tolkien nunca terminou de escrever The Story of Kullervo. O manuscrito foi publicado pela primeira vez em 2010, comentado, no volume sete da antologia anual Tolkien Studies. O livro que sairá em outubro contém o mesmo manuscrito comentado, além de anotações e ensaios sobre a obra.

Conheça o charmoso vilarejo que inspirou Tolkien a criar Valfenda, a cidadela dos elfos

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Tolkien visitou o vilarejo de Lauterbrunnen aos 19 anos, em 1911 (Foto: Wikimedia Commons)

Tolkien visitou o vilarejo de Lauterbrunnen aos 19 anos, em 1911 (Foto: Wikimedia Commons)

Nos arredores dos Alpes suíços, Lauterbrunnen também fica dentro de um vale verdejante banhado por rios e cachoeiras

André Jorge de Oliveira, na Galileu

Quem se encanta pelo universo de “O Senhor dos Anéis”, seja na clássica trilogia escrita há mais de 60 anos por J. R. R. Tolkien ou então nos três filmes épicos dirigidos recentemente por Peter Jackson, provavelmente já se pegou pensando em Valfenda (Rivendell, em inglês). O imponente reduto élfico escondido em um vale remete a uma espécie de refúgio paradisíaco – é sem sombra de dúvidas um dos lugares mais belos de toda a fictícia Terra-Média. O mal é incapaz de penetrar ali. Lar de elfos poderosos como Elrond, a cidadela é descrita como sendo harmoniosamente integrada com a paisagem exuberante que a rodeia, tomada por florestas, penhascos e cachoeiras.

Adoraria passear por Valfenda? Então você vai gostar de saber que a cidade élfica provavelmente foi inspirada em um vilarejo real que tem menos de três mil habitantes, localizado no vale de Lauterbrunnen, na Suíça. Segundo o site especializado Tolkien Brasil, o professor teria visitado o charmoso lugar banhado pelo rio Lütschine durante uma viagem familiar em 1911, quando tinha apenas 19 anos. Tolkien e os outros 12 viajantes conheceram a região através de um roteiro rústico, no qual andavam dias a fio por pastos e caminhos montanhosos, evitando as grandes estradas. Ele contou em uma carta de 1967 ao filho Michael que em nenhum momento os homens fizeram reservas em hotéis, pois todas as noites dormiam sobre o feno de celeiros ou estábulos. Se alimentavam de maneira frugal e sempre ao ar livre.

O resultado das andanças pelas bucólicas paisagens próximas aos Alpes suíços foram lembranças duradouras na mente do escritor. Na mesma carta, Tolkien revelou a influência de Lauterbrunnen em sua criação literária. “A viagem do hobbit (de Bilbo) de Valfenda ao outro lado das Montanhas Nevoentas, incluindo a descida pela encosta nevada e de pedras escorregadias até o bosque de pinheiros, é baseada em minhas aventuras em 1911”, escreveu.

Confira abaixo uma ilustração de Valfenda feita pelo próprio professor:

ilustração de Valfenda (Rivendell, em inglês) feita por Tolkien (Foto: Wikimedia Commons)

ilustração de Valfenda (Rivendell, em inglês) feita por Tolkien (Foto: Wikimedia Commons)

Agora, repare na semelhança com o vilarejo suíço:

O vale e o vilarejo visto de cima (Foto: Reprodução)

O vale e o vilarejo visto de cima (Foto: Reprodução)

Relevo da região é acidentado como o de Valfenda (Foto: Wikimedia Commons)

Relevo da região é acidentado como o de Valfenda (Foto: Wikimedia Commons)

Durante visita a Lauterbrunnen, Tolkien teve contato íntimo com a natureza local vagando por pastos e caminhos montanhosos (Foto: Wikimedia Commons)

Durante visita a Lauterbrunnen, Tolkien teve contato íntimo com a natureza local vagando por pastos e caminhos montanhosos (Foto: Wikimedia Commons)

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Edição original de ‘The Hobbit’ é vendida por R$ 661 mil em leilão

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Hobbit conta as aventuras de Bilbo Baggins e de um grupo de anões, que empreenderam a conquista do reino de Erebor

Hobbit conta as aventuras de Bilbo Baggins e de um grupo de anões, que empreenderam a conquista do reino de Erebor

Exemplar leiloado foi um presente do autor a Katherine (“Kitty”) Kilbride, uma de suas alunas na Universidade de Leeds nos anos 1920

Publicado no Divirta-se

Uma edição original de “The Hobbit” (“O Hobbit”), do escritor britânico Tolkien, contendo uma dedicatória em língua élfica, foi arrematada por 137 mil libras (equivalente a R$ 661.819,60), mais do dobro do preço estimado, anunciou nesta quinta-feira a casa de leilões Sotheby’s. De acordo com a casa de leilões, esta venda é um novo recorde mundial para um exemplar de um romance de fantasia publicado em 1937. O recorde anterior era de £ 50.000, que remonta a 2008.

O exemplar vendido nesta quinta-feira foi um presente do autor a Katherine (“Kitty”) Kilbride, uma de suas alunas na Universidade de Leeds nos anos 1920. A dedicatória está escrita à mão com um pequeno verso de quatro linhas em élfico, a língua inventada pelo filólogo e escritor John Ronald Reuel Tolkien.

O Hobbit, que inicialmente era um livro infantil, conta as aventuras de Bilbo Baggins e de um grupo de anões, que empreenderam a conquista do reino de Erebor e de um tesouro fabuloso, mas que caiu nas garras de Smaug, um dragão que cuspia fogo. Recentemente adaptado para o cinema por Peter Jackson, o romance foi seguido pela trilogia “O Senhor dos Anéis”, a mais famosa obra de Tolkien.

O dia em que o mundo dedica um pouco de seu tempo para ler Tolkien

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Hoje, em diversos países, pessoas dedicam um pouco de seu tempo a ler a obra de um dos autores mais célebres da literatura mundial: J.R.R. Tolkien. Leia você também

Marcos  Nunes Carreiro, no Jornal Opção

J.R.R. Tolkien: o autor é celebrado neste 25 de março

J.R.R. Tolkien: o autor é celebrado neste 25 de março

“Num buraco no chão vivia um Hobbit”. Foi com esta frase que o mundo conheceu John Ronald Reuel Tolkien, o homem que não apenas colocou a escrita de fantasia de volta nas prateleiras de todo o mundo, como também criou as bases para que fosse considerado o “pai da fantasia moderna”.

Geralmente lembrado como o autor de “O Senhor dos Aneis”, Tolkien possui uma obra que abrange mais de 50 livros — grande parte deles publicados postumamente. Essa vasta obra contém a criação de um autor que formou uma mitologia completa para compor o mundo que mudou a forma de escrever sobre fantasia e, até os dias atuais, serve de guia para diversos autores, músicos, cineastas, pintores etc.

Por isso, Tolkien é o motivo que levou à formação de várias sociedades ao redor do mundo, como a Tolkien Brasil, que divulga o trabalho do autor no País e aglomera fãs e pesquisadores de sua obra. A principal dessas sociedades, como não poderia deixar de ser, é a internacional Tolkien Society, que tem sede na Inglaterra. Em 2003, essa organização deu início ao dia que motiva a escrita desta matéria: o Dia de Ler Tolkien.

O dia comemorativo foi escolhido pela Tolkien Society depois que um jornalista perguntou ao comitê: “Existe um dia dedicado informalmente para ler o autor, da mesma forma que o ‘bloomsday’ é dedicado a Joyce?”. Bloomsday é o único feriado no mundo dedicado à leitura de um livro não religioso, em que milhares de pessoas param o trabalho na Irlanda para ler James Joyce.

Por isso, o comitê da Tolkien Society, liderado à época por Chris Crawshaw, escolheu o dia 25 de março como o marco para ler a obra do autor britânico. Em homenagem a este dia, o Jornal Opção reproduz um dos trechos mais marcantes de “O Silmarillion”, obra central da mitologia tolkieniana, em que o autor descreve a criação das árvores que regem as histórias do mundo antigo, as Árvores de Valinor:

E enquanto olhavam, sobre a colina surgiram dois brotos esguios; e o silêncio envolveu todo o mundo naquela hora, nem havia nenhum outro som que não o canto de Yavanna. Em obediência a seu canto, as árvores jovens cresceram e ganharam beleza e altura; e vieram a florir; e assim, surgiram no mundo as Duas Árvores de Valinor. De tudo o que Yavanna criou, são as mais célebres, e em torno de seu destino são tecidas todas as histórias dos Dias Antigos.

Uma tinha folhas verde-escuras, que na parte de baixo eram como prata brilhante; e de cada uma de suas inúmeras flores caía sem cessar um orvalho de luz prateada; e a terra sob sua copa era manchada pelas sombras de suas folhas esvoaçantes. A outra apresentava folhas de um verde viçoso, como o da faia recém-aberta, orladas de um dourado cintilante. As flores balançavam nos galhos em cachos de um amarelo flamejante, cada um na forma de uma cornucópia brilhante, derramando no chão uma chuva dourada. E da flor daquela árvore, emanavam calor e uma luz esplêndida. Telperion, a primeira, era chamada em Valinor; mas Laurelin era a outra.

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