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Copa do Mundo: 5 jogadores do Brasil que possuem livros lançados

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MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/Getty Images)

Gabu Camacho, no Beco Literário

Você sabia que além de jogadores de futebol, muitos esportistas do Brasil possuem livros lançados? São biografias em sua maioria, que contam desde sua trajetória até lições valiosas que aprenderam na difícil jornada até o estrelato.

Não é comum que estes livros, assim como outras biografias, possuem o que chamamos de ghost-writers, isto é, jornalistas que ouvem todo o relato do perfilado e escrevem a história dando o tom que desejam. O dom da escrita não é para qualquer um, apesar de todos terem boas histórias para contar.

1- Um olho na bola, outro no Cartola (Romário)

As revelações do ex-jogador Romário sobre o crime organizado no futebol brasileiro. Ele foi ídolo do Vasco, Flamengo, Barcelona, de todos os times que jogou. Eleito o melhor jogador do mundo por duas vezes, foi o herói da seleção brasileira que conquistou a Copa do Mundo em 1994, nos Estados Unidos. O “baixinho”, grande responsável pelo tetra, virou um gigante na política. Primeiro, como deputado federal. Em seguida, como o senador com o maior número de votos no estado do Rio de Janeiro, o político Romário vem fazendo tanto barulho no Congresso como fazia nos gramados. Foi ele quem brigou pela criação da CPI que investigou as suspeitas de irregularidades na gestão financeira da CBF e do Comitê Organizador da Copa do Mundo no Brasil, em 2014. Foram dois anos de muitos depoimentos, provas e discussões que levaram ao Fifagate e à prisão de vários cartolas. Neste livro, o agora escritor Romário lembra os grandes momentos de sua carreira, conta como o nascimento de sua filha caçula, Ivy, portadora da síndrome de Down, mudou a sua vida e o levou à política. E revela em detalhes todo o processo da CPI cujo objetivo, segundo ele, era colocar na cadeia quem enriqueceu ilicitamente às custas do esporte de maior apelo popular no planeta.

2- Raí: Auto-Fotobio (Raí)

Raí foi um dos melhores jogadores do mundo ao longo da década de 1990. É ídolo supremo do São Paulo, e também do Paris Saint-Germain, clubes onde fez carreira, em uma trajetória repleta de títulos, incluindo a Copa de 1994, o Mundial de Clubes, duas Libertadores, Copa da Europa, Campeonatos Brasileiros, Franceses, Paulistas e muitos outros. Conquistou tudo o que podia. No livro ‘Raí Auto-Fotobio’, o craque, que acaba de completar 50 anos, conta da infância, da família e da descoberta da vocação e início de carreira, aos 17 anos, no Botafogo de Ribeirão, com a responsabilidade de ser irmão do Dr. Sócrates, grande – e o mais controvertido – jogador da época. Em seguida, repassa a carreira e sua vida pessoal em paralelo, avaliando os privilégios e restrições que essa vida dupla oferece. E chega ao pós-carreira, em que também tem colecionado realizações relevantes como a Fundação Gol de Letra, a Ong Atletas pelo Brasil e a empresa Raí+Velasco. No livro, cada relato é acompanhado de um conjunto de imagens, somando cerca de 100 fotos e reportagens, que permitem ao leitor visualizar a história em campo, nas narrativas da época e em momentos da vida privada de Raí, sendo conduzido por essa sequência integrada de textos e imagens.

3- Casagrande e seus demônios (Walter Júnior Casagrande)

Ricamente ilustrado, com um caderno recheado de fotos, a publicação tem prefácio de Marcelo Rubens Paiva, amigo de sempre, que endossa a hipótese de que tantas coisas boas, e outras tantas ruins, que permearam a vida do ex-jogador dariam um bom roteiro para um livro. “Casão faz questão de contar o inferno que viveu quando era viciado em drogas e sua internação, pois para ele é fundamental passar adiante a experiência, dividir as dores da dependência e alertar para os perigos de um vício frenético, sem preconceitos, desvios ou mentiras. A verdade ajuda a sanidade”.

4- Neymar Jr. de A a Z (Neymar Jr.)

‘Neymar Jr. de A a Z’ é o primeiro livro oficial do ídolo brasileiro. Além de registrar os principais acontecimentos, o livro traz detalhes da vida e da carreira de Neymar de um jeito moderno e irreverente, repleto de fotos. Um gol de placa para os fãs de um dos principais jogadores do mundo na atualidade.

5- Pelé: Minha vida em imagens (Pelé)

Com um sincero depoimento autobiográfico, pontuado por mais de 70 imagens, entre raras e inéditas, o livro ‘Pelé – Minha Vida em Imagens’ condensa a narrativa mítica do garoto franzino de Três Corações, que se transformou no maior jogador de futebol de todos os tempos. Em formato de scrapbook, o volume traz uma série de ítens de colecionador que podem ser destacados e guardados pelo leitor, como ingressos dos principais jogos, o cartaz da Copa do Mundo de 1958, recortes de jornais da época e até um ofício da Casa Branca que trata da visita de Pelé ao presidente Nixon. As imagens são um espetáculo à parte e retratam lances memoráveis do jogador: a seqüência do gol de número 1.000, o retrato de Pelé feito pelo artista Andy Warhol, em 1977, e o abraço no amigo Muhammad Ali na cerimônia de sua despedida definitiva do futebol. A edição traz ainda um apêndice que elenca todos os gols que Pelé marcou no decorrer da carreira, divididos por ano, data, time e adversário.

Criança de Vitória já leu mais de 100 livros, sabe capitais de todos os países e sonha em jogar futebol

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Igor Pinheiro, de sete anos (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Igor Pinheiro, de sete anos (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Igor Pinheiro, de 7 anos, cursa o segundo ano do ensino fundamental em uma escola pública de Vitória e foi identificado como ‘aluno com altas habilidades’.

Rodrigo Maia, no G1

Aos sete anos de idade, ele já leu mais de 100 livros, sabe as capitais de todos os países – “São 193 reconhecidos pela ONU”, disse o menino -, lê em espanhol e italiano e sonha em ser jogador de futebol. Igor Pinheiro cursa o segundo ano do ensino fundamental em uma escola pública de Vitória e foi identificado como ‘aluno com altas habilidades’, ou seja, superdotado.

No colégio onde Igor estuda há um núcleo para alunos com altas habilidades, com inteligência acima da média. Eles têm uma sala específica, onde podem encontrar livros, revistas, material lúdico e pintura. O professor especialista em altas habilidades Israel Scardua, disse que é importante desenvolver a criatividade dessas crianças.

“Todos nós temos habilidades de memorizar coisas, mas o aluno com altas habilidades tem um potencial maior para isso. No caso do Igor, ele tem altas habilidades na aula de humanas, tem muita facilidade em aprender línguas, lê com facilidade o espanhol e o italiano. A língua portuguesa ele lê melhor do que muitos alunos do ensino médio”, contou.

A mãe de Igor, Veruska Pinheiro, lembra que percebeu a facilidade do filho para aprendizado quando ele tinha apenas dois anos de idade.

“Aos dois anos, ele já sabia todo o alfabeto, já sabia números até 10 e aí a própria Secretaria de Educação de Vitória me chamou atenção para levá-lo ao núcleo de altas habilidades. Fui catalogar as palavras e símbolos que ele sabia e, quando me dei conta, ele já sabia mais de 200”, disse.

Depois disso, Veruska logo começou a pesquisar sobre crianças com super habilidades. “Fiquei orgulhosa, mas, por outro lado, pensei: ‘como a gente vai lidar com isso?’. Dá um frio na barriga, mas assustar mesmo, não”, falou.

No colégio, Igor tem aulas normais, como qualquer criança. Rogeovânia Chistê deu aulas para o menino até 2016 e disse que ainda se surpreende com ele.

“Eu não soube pronunciar uma palavra, uma cidade. Ele falou a pronúncia, falou de onde era. Eu achava que era até um país da Europa e ele me corrigiu dizendo que era nos Estados Unidos. Todas as vezes que ele fala alguma coisa assim, eu falo que ele sabe mais que a professora”, contou.

O pai de Igor é músico e, desde 2016, o menino começou a estudar na Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames). A flauta é o instrumento preferido dele. “Eu sei a partitura”, disse.

O potencial de Igor chama tanto a atenção que, hoje, o menino é visto como um desafio para a direção do colégio.

“A gente chegou a discutir a questão de avançar o Igor, talvez, porque ele tem possibilidade, potencial para cursar até o quinto ano. Mas, ao mesmo tempo, a gente tem uma preocupação grande de avançá-lo e privá-lo de vivenciar parte da infância, as brincadeiras de criança e também questões da sua formação integral enquanto cidadão. Mas, lá na frente, acredito que ele vai ser um aluno que precisará ser avançado”, explicou o professor.

Vida de jogador que quer estudar não é fácil. Eles sofrem até bullying

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Victor é um raro caso de jogador de ponta no Brasil que concluiu o ensino superior

Victor é um raro caso de jogador de ponta no Brasil que concluiu o ensino superior

 

Luiza Oliveira, no UOL

Estudo e esporte são instrumentos fundamentais para a formação de todo cidadão. Mas entre os jogadores de futebol, ao menos no Brasil, os dois andam bem separados. São raros os casos de atletas que têm interesse e condições de investir na formação escolar e chegam a fazer um curso superior. Os que se desdobram para concluir a graduação, ainda encontram muitas dificuldades e sofrem até bullying dos colegas.

A árdua rotina de treinos e jogos costuma ser o maior vilão dos jogadores estudantes. Quem ainda insiste em investir nos livros e cadernos, enfrenta uma rotina diária de três turnos em que é preciso conciliar treinos, aulas e trabalhos escolares , além de driblar sono e o cansaço.

O goleiro Victor, do Atlético-MG, representa esta pequena parcela de atletas de ponta que completaram o ensino superior. Ele começou a cursar Educação Física ainda quando estava na categoria Sub-20 do Paulista. O goleiro foi emprestado ao Ituano e precisou trancar o curso, mas conseguiu terminar a graduação quando voltou ao clube de Jundiaí.

“Atuando e viajando para jogos é difícil conciliar, é complicado porque você viaja muito e, às vezes, você acaba perdendo as aulas. Sempre tive também o apoio do pessoal do Paulista na minha época, o meu treinador no profissional do Paulista era o Vagner Mancini, ele sempre me incentivou. Em algumas oportunidades, ele me liberava por algumas horas da concentração para que eu pudesse ir para a faculdade. Então com uma certa dificuldade eu consegui conciliar. É um diferencial, algo importante que eu tenho no meu currículo”, disse ao UOL Esporte.

Outros atletas também viveram as dificuldades encontradas por Victor. O zagueiro Hugo Gomes hoje está emprestado ao Mallorca, mas jogou nas categorias de base no São Paulo. O Tricolor do Morumbi incentiva seus atletas a estudar e até arca com os custos da faculdade. Ainda assim, poucos têm interesse em seguir adiante.

Hugo foi o primeiro atleta da base do clube a se formar em Educação Física e hoje vê o quanto o estudo foi importante em sua vida. Mas admite que não foi fácil. “Eu fiquei um pouco fora do padrão. Todo mundo queria terminar o ensino médio para se dedicar só ao futebol, não aguentavam mais, e eu continuei estudando. No primeiro ano eu era o único do clube que estudava. Nos três anos seguintes, vinham matérias mais complexas na faculdade e eu já estava no júnior indo para o profissional. Por mais que eu tenha conseguido, passei noites estudando, fazendo trabalho em estádio e treinava de manhã, chega uma hora que é puxado. Querendo ou não teve uma questão de sorte também. Eu poderia ter sofrido com lesões por não descansar, o horário que eu tinha para descansar eu estava na faculdade”.

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A dificuldade para estudar não se restringe à rotina. Como são minoria, alguns atletas enfrentaram até a zoação dos colegas. O goleiro Dauberson, que disputou a Copa SP pelo Cruzeiro e hoje está emprestado ao Boa Esporte-MG, optou por um curso bem diferente de sua profissão. Ele cursa Engenharia de Produção e se prepara para entrar no mercado, caso um dia deixe o futebol.

Em sua visão, os jogadores, de uma forma geral, não veem no estudo um instrumento de transformação de vida porque acham que vão garantir o futuro apenas com a bola. Assim, a dedicação aos livros não é importante. Dauberson acredita que apenas os atletas que têm muita consciência e que contam com o apoio da família seguem adiante.

“Alguns (colegas) apoiam bastante, mas outros acham que eu estou errado. Eles não pretendem estudar, falam que estudar é coisa para burro. Fizeram só até a sexta ou sétima série e acham que estão garantidos no futebol, que vão ser grandes jogadores e ponto. Acham que são mais espertos porque vão se dar bem mesmo sem estudar. E isso vem de anos, desde lá atrás, grandes jogadores não são formados e ganharam dinheiro. Então eles acham que não precisam estudar, que vão ganhar muito dinheiro. Para mudar isso hoje é difícil”.

No Cruzeiro, outros atletas também se viram para fazer cursos sem qualquer relação com o futebol. O atacante Victor Crispim e o goleiro João Victor Bravin passaram recentemente no vestibular de direito e psicologia, respectivamente, e ainda não sabem se vão conseguir cursar por causa da agenda.

“Se a gente tem tempo para jogar bola, que é o que a gente sonha, para o plano B também tem que ter um tempinho. Então, é sempre importante focar nos estudos. A gente procura ficar com essa galera que gosta de ler e dormir cedo”, conta João Victor.

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Estudo pode ajudar dentro de campo?

Ainda que exija um esforço extra, o curso superior pode trazer muito mais benefícios do que a maioria acredita. Hugo Gomes conta que a Educação Física ampliou seus conhecimentos para muito além do campo e bola. Hoje, ele compreende um treino ou uma instrução do preparador físico com muito mais clareza.

“A faculdade de Educação Física abre a mente além do futebol. Você começa a conhecer o seu corpo, a sua musculatura, a sua alimentação, o que influencia. Se os atletas soubessem o quanto ajuda em questão de conhecimento, as funções de cada alimento, o que a proteína oferece para o músculo, o quanto o carboidrato é importante. O preparador passa um trabalho e eu questiono os métodos dele. Não é só chutar uma bola, abre o leque do que é o esporte para desempenhar da melhor maneira”.

Também atleta do São Paulo, o volante Felipe Araruna concilia os treinos e jogos com o curso de Administração de Empresas na tradicional Faap, em São Paulo. E só vê benefícios. “É bom porque sempre tenho um dia cheio. Não me incomodo e não me atrapalha, só ajuda. Ao invés de ficar com a cabeça muito aqui dentro, no mesmo lugar sempre e conversando com as mesmas pessoas, eu aprendo um negócio novo. Faço novos amigos, isso que é o diferencial”.

Ex-jogador Rivellino ganha biografia

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Publicado no Blog do Galeno [via Gazeta Press]

Unanimidade no Fluminense, Roberto Rivellino divide opiniões entre torcedores do Corinthians até hoje. Autor do livro que leva o nome do ex-jogador, o jornalista Maurício Noriega deixou sua análise sobre a escassez de novos “Rivellinos” nos campos brasileiros em tempos de 7 a 1.

“O final do livro tem alguma coisa nesse sentido. O País da época dele e do Pelé não existe mais. O Rivellino era fã dos jogadores de várzea e ia de canoa para vê-los em ação. Ele foi criado nesse ambiente diferente do atual. Jogava na rua, na terra, no campo de várzea…”, divagou Noriega, cuja obra “Rivellino” será lançada em evento na Livraria Cultura nesta sexta-feira, pela Editora Contexto.

biografia Rivelino

“Ele desenvolveu a habilidade do drible jogando descalço com a molecada. Hoje a coisa mudou, não existe mais tanta força nessa cultura do futebol de rua e a especulação imobiliária acabou com os campinhos de várzea. O Rivellino é produto de um Brasil que não existe mais”, explicou o jornalista, que se reuniu diversas vezes com o campeão mundial de 1970.

Segundo o autor, a figura idolatrada de Rivellino ainda tem um sonho a realizar no futebol: a formação de novos craques. “Ele gosta de revelar jogadores, de identificar o talento e trabalhar em cima disso. Ele falou que nunca foi chamado para uma função dessas, nem mesmo pelo Corinthians, que tem um bom trabalho de base”, destacou Maurício, que colheu depoimentos exclusivos de Pelé, Zico, Michel Platini, Beckenbauer, Tostão e Neto.

Embora o “Bigode” nunca tenha defendido outra camisa no Brasil que não fosse a alvinegra ou tricolor carioca, o jornalista não vê a rivalidade como um obstáculo para procurar a realização do sonho em outros clubes, como Palmeiras, São Paulo ou Flamengo. “Eu acho que ele não veria problema em trabalhar para um rival. Talvez ele gostasse mais se fosse no Fluminense ou no Corinthians, mas também não vejo a rivalidade como um fator impeditivo”, ponderou.

“O Rivellino sente muita falta das conversas de vestiário, da convivência com os jogadores. Eu senti isso nas nossas entrevistas, ele tem saudade desses ambientes. Talvez por isso ele tenha esse sonho antigo”, prosseguiu. Segundo Noriega, Rivellino garante ter sido procurado apenas pelo Fluminense após o fim do Paulistão de 1974.

“Ele afirma que o Fluminense foi o único time que o procurou depois do Paulista de 74. Não houve uma procissão de clubes atrás do passe dele. É um período da vida dele que ainda o machuca. Até recomeçarem os jogos, ele foi o único assunto de tudo, levou porrada de todo lado”, revelou o comunicador, que também aponta a mágoa do ex-atleta com o ex-presidente do Corinthians, Vicente Matheus, e até com o ex-repórter J. Hawilla, hoje empresário do futebol – e citado nos relatórios do FBI que investigam a corrupção na Fifa.

“O Rivellino culpa o J. Hawilla pela saída do Corinthians por causa de uma matéria feita para a Rádio Bandeirantes que considera maldosa. E o próprio J. Hawilla admitiu que foi maldosa, reconheceu que errou. Não houve uma reconciliação propriamente dita, e sim uma festa promovida pelo Fausto Silva na qual o J. Hawilla se desculpou pela reportagem”, adianta o autor.

“Ele tem mágoa do (Vicente) Matheus pela forma como saiu do Corinthians. O jogador tinha direito a 15% do passe e o Matheus não quis pagar. Ele não disfarça que ainda sente isso, que ainda guarda essa mágoa. O torcedor do Corinthians ainda tem mágoa, dá para notar que uma geração ainda tem muita bronca dele. O clube tem tentado reaproximar a imagem do Rivellino nos últimos anos para reatar os laços, mas vamos ver. Em relação ao torcedor do Fluminense, é um carinho muito grande, muito forte e unânime”, afirmou.

“Seguramente, ele está entre os cinco melhores da história. Ele é marcante para outras gerações de jogadores também. O Maradona, o Zidane e o Neto têm o Rivellino como ídolo. O Neto não se cansa de dizer que o Messi e o Cristiano Ronaldo não limpam as chuteiras do Rivellino. Pessoalmente, ele sabe que foi grande e tem noção de que era diferente. Mesmo assim, ele toma cuidado com as palavras para não passar uma imagem de arrogância, mas o Rivellino sabe que teve uma carreira digna de poucos”, finalizou Noriega, que lançará o livro “Rivellino” de forma oficial nesta sexta-feira, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

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