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Livros de metal encontrados em caverna na Jordânia poderão mudar a versão bíblica

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Cerca de 70 livros de metal podem mudar a história como conhecemos com uma nova visão bíblica do apocalipse.

Publicado no Blasting News

Livros de metal com inscrições bíblicas

Livros de metal com inscrições bíblicas

Uma antiga coleção contendo mais de 70 livros pequenos, cada um com em torno de 5 a 15 páginas de chumbo poderá desvendar alguns dos segredos dos primórdios referentes ao Cristianismo. Segundo Ziad Al-Saad, diretor do Departamento de Antiguidades da Jordânia, talvez ”essa possa ser a descoberta mais importante da arqueologia”.

Embora os pesquisadores ainda estejam divididos quanto a autenticidade dos artefatos, os livros foram descoberto há cinco anos escondidos dentro de uma caverna em uma remota região da Jordânia.

Os testes iniciais confirmam que estes livros datam do primeiro século, esta estimativa está baseada na forma como ocorreu a corrosão do metal, algo que os pesquisadores acreditam que não possa ser reproduzido artificialmente. Após a conclusão dos estudos, os livros poderão entrar para a história como os primeiros registros cristãos antecedendo os escritos pelo apóstolo Paulo.

A maioria das páginas de metal são do tamanho de um cartão de crédito, os textos estão escritos em hebraico antigo, sendo que a maior parte em código. Depois de serem descobertos por um pastor na Jordânia, os artefatos foram adquiridos por um beduíno israelense acusado de contrabandeá-los para Israel, onde encontram-se hoje. O governo da Jordânia tenta reaver os seus artefatos, mas sem sucesso até o prezado momento.

Philip Davies, professor emérito dos estudos bíblicos da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, acredita que há fortes indícios de que estes livros sejam de origem cristã. Segundo ele, os artefatos mostram mapas da Jerusalém do primeiro século. Nos livros também encontram-se diversas imagens cristãs, uma cruz em primeiro plano e por trás destas imagens pode-se ver o túmulo de ”Jesus” em uma pequena construção. Atrás estão os muros da cidade a crucificação ocorreu fora dos muros.

A doutora Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudos do Antigo Testamento, explica: “O livro do Apocalipse fala de um livro selado que seria aberto somente pelo Messias. Acredita-se que os cristãos na época fugiram da perseguição em Jerusalém rumando para o leste atravessando a Jordânia perto de Jericó e foram para a região onde esses livros foram achados.”

Segundo ela, o fato do material ser cristão e não judaico está relacionado ao fato destas escritas estarem em formato de livros e não pergaminhos. A religião cristã está associada com escritas em formatos de livros. Os antigos cristãos guardavam estes livros como parte da tradição no início do cristianismo. Caso seja confirmado em análises iniciais, os documentos poderão trazer uma nova compreensão de um período bastante significativo e pouco conhecido até o prezado momento.

A doutora refere-se ao período entre a morte de Jesus e as primeiras cartas do apóstolo Paulo. Segundo ela há referências históricas em alguns trechos destes acontecimentos, mas foram deixados poucos registros por quem realmente vivenciou o surgimento da igreja cristã. Estes registros sanaria e muito a dúvida de quem busca pela veracidade dos relatos sobre a trajetória de Cristo naquela época.

Filho de ex-diarista se forma em Yale e trabalha pela educação do Brasil

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Daniel na Universidade Yale, nos EUA, onde concluiu o mestrado (Foto: Arquivo pessoal)

Daniel na Universidade Yale, nos EUA, onde concluiu o mestrado (Foto: Arquivo pessoal)

 

Daniel Oliveira estudou nos EUA, Suíça e ajudou refugiados na Jordânia.
Nascido no interior de SP, voltou ao Brasil para ‘fazer grandes coisas.’

Vanessa Fajardo, no G1

Uma bolsa de estudos em um colégio católico conseguida pela tia, que era freira, e a cobrança da mãe por boas notas foram determinantes na história de Daniel José da Silva Oliveira, de 27 anos. Ele diz que, além das oportunidades, teve sorte. Mas não teria saído de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, e estudado na Suíça, ajudado refugiados de guerra na Jordânia, trabalhado no mercado financeiro no Brasil, e concluído o mestrado em Yale, uma das universidades mais importantes do mundo, se tivesse deixado de lado seu sonho de “fazer grandes coisas e mudar o mundo”.

Daniel voltou ao Brasil em junho deste ano, depois de várias temporadas no exterior, para realizar a vontade de trabalhar com algo que ajude a transformar o país. Daniel atua em uma consultoria, em São Paulo, que auxilia estados e municípios a melhorarem a educação pública.

“Agora é hora de impactar, tenho as ferramentas na mão. Penso na educação por causa da igualdade de oportunidade. Talento e esforço devem ser determinantes. O lema da minha empresa é transformar a educação para a educação transformar o Brasil. Eu acredito muito nisso. Boa parte da minha vida fui bolsista. Antes de comida, eu precisava de bolsa. Tive muita oportunidade que gente com mais talento que eu não tem”, afirma ele ao G1.

Daniel tem 11 irmãos. Durante sua infância e adolescência em Bragança Paulista, a mãe trabalhava como diarista – ela largou o trabalho dois anos atrás. O pai, hoje com 92 anos, era auxiliar em uma agência bancária. Lá, servia café e fazia o que mais precisasse.

A mãe sempre valorizou a educação e cobrava que os filhos tivessem bom desempenho na escola. Pediu à irmã, que era freira, que conseguisse uma bolsa de estudo em um colégio. Foi assim que Daniel e o irmão gêmeo trocaram a rede pública pela privada, onde concluíram toda a educação básica.

“Se alguém quer aumentar a chance de alguém ter sucesso, precisa ter uma mãe que cobre e valorize a educação. Eu era bom aluno, mas não tinha destaque. Foi no ensino médio que comecei a estudar de verdade. Sempre tive o sonho de fazer coisas grandes, de gerar impacto, e mudar o mundo”, diz Daniel.

Daniel fez mestrado de relações internacionais em Yale (Foto: Arquivo pessoal)

Daniel fez mestrado de relações internacionais em Yale (Foto: Arquivo pessoal)

 

Rumo a São Paulo
Não foi difícil chegar à faculdade. Daniel ganhou bolsa de estudos para cursar economia no Insper, escola renomada no ramo de negócios, localizada em São Paulo. A transição, no entanto, foi dura.

“Antes eu vivia em Bragança, só andava de chinelo, não tinha celular e nunca tinha dinheiro no bolso. No Insper, estudava com filhos de grandes empresários, meus colegas chegavam de carro importado. Eles tinham vindo das melhores escolas”, afirma.

Ele lembra que teve de se deparar com uma realidade totalmente diferente da de seus colegas. “Saía de casa às 5h30 da manhã, pegava ônibus lotado, tinha R$ 10 por dia para me manter. Às vezes, passava um dia com um salgado, uma bolacha. Por um bom tempo foi bastante difícil. Passei por uma situação pela qual nenhum aluno deveria passar”, complementa.

O estudante diz que optou por estudar economia porque via na profissão uma possibilidade de pode gerar grandes transformações na vida das pessoas. “Se um economista fizer um trabalho bem feito, pode curar a vida das pessoas. Isso sempre me atraiu. Queria encontrar uma plataforma para fazer algo pelas pessoas.”

Rumo à Suíça
Depois de um ano na faculdade, Daniel conseguiu uma bolsa na Fundação Estudar, ONG que apoia alunos de excelente desempenho acadêmico e baixa renda. A vida começou a tomar rumo quando ele resolveu partir para um novo desafio. Em agosto de 2007, quando estava no segundo ano da graduação, conseguiu uma bolsa para fazer intercâmbio na Suíça.

Foi para um centro de estudos de resolução de conflitos, organizado por uma (mais…)

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