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Livro inédito de J.R.R. Tolkien inicia projeto de sua nova editora no Brasil

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‘A Queda de Gondolin’, organizado e editado pelo filho Christopher Tolkien, tem lançamento simultâneo nos EUA, Reino Unido e Alemanha, e no Brasil, em português, pela HarperCollins Brasil

Guilherme Sobota, no TERRA

Uma nova geração de edições e livros de J.R.R. Tolkien (1892-1973) começa a chegar nesta quinta-feira, 30, às livrarias brasileiras: A Queda de Gondolin, livro inédito do autor, organizado e editado pelo filho Christopher Tolkien, é lançado hoje simultaneamente no Brasil, EUA, Reino Unido e Alemanha – uma iniciativa também inédita alcançada pela nova editora de Tolkien no País, a HarperCollins Brasil.

Nove cidades brasileiras recebem eventos para celebrar o lançamento daquele que provavelmente é o último livro inédito com escritos de Tolkien (Christopher, o responsável pela obra do pai, está com 93 anos e afirma no prefácio que esse é seu último trabalho). Em São Paulo, o evento está marcado para as 20h na Saraiva do Shopping Pátio Paulista (Rua Treze de Maio, 1.947), em parceria com os fãs-clubes Tolkien Talk e O Bolseiro. Haverá concurso de cosplay, leituras do livro e debates sobre a história da obra.

O livro marca também o primeiro trabalho assinado por Tolkien no novo projeto da HarperCollins Brasil para a obra do autor de O Senhor dos Anéis: dois livros biográficos já estão nas livrarias (inclusive a biografia de Humphrey Carpenter, considerada a história mais completa da vida do escritor), mas a proposta da editora é lançar tudo que leva o nome dele na capa. Ainda em 2018, sai Beren e Lúthien (inédito no Brasil); no primeiro de semestre de 2019 estão programados O Silmarillion, Contos Inacabados e As Cartas de J.R.R. Tolkien; e no segundo, O Hobbit e O Senhor dos Anéis – todos com novas traduções.

Para a empreitada, a editora organizou um conselho de tradutores, num trabalho parecido com o aplicado à Bíblia. O conselho é formado pelos pesquisadores Ronald Kyrmse e Reinaldo José Lopes, pelo tradutor Gabriel Brum e pelo gerente editorial da HarperCollins Brasil, Samuel Coto, o responsável pelas obras de Tolkien na casa.

Para o editor, a ideia é levar a literatura de Tolkien a outros alcances, e não deixá-la restrita aos fãs de literatura fantástica. “Tolkien pavimentou o caminho para o que chamamos de literatura fantástica, mas mais do que isso ele queria criar uma mitologia para a Inglaterra, dar uma raiz literária para o seu país”, explica. “Nosso plano não é esquecer o que já foi feito no Brasil, mas repensar o projeto. Tem um trabalho de reposicionamento. Temos usado como analogia as portas dentro de uma casa: oTolkien tem uma complexidade e uma profundidade muito grandes, e algumas portas de acesso a essas profundezas. A única porta que sentimos que está escancarada no Brasil é a porta do universo geek. Mas há outras portas importantes: de literatura infantojuvenil, que tem aplicação na formação educacional, mas também de pesquisas acadêmicas, a porta religiosa e teológica, a linguística, até a botânica.”

O tradutor de A Queda de Gondolin é Reinaldo José Lopes, jornalista, mestre e doutor pela USP em tradução e Tolkien. Para ele, o grau de trabalho formal que Tolkien aplicou em suas obras é comparável ao de grandes escritores contemporâneos seus, como James Joyce e Guimarães Rosa. “Embora a abordagem seja diferente desses autores modernistas, não dá para subestimar o trabalho formal. Além disso, na temática, Tolkien também traz questões muito profundas e importantes para o momento atual, como por exemplo a questão ambiental, da ação do homem sobre a natureza, e principalmente a questão do poder de maneira geral”, explica.

“A mensagem é: em quem você pode confiar ao jogar o poder na mão de alguém? A resposta é: ninguém. Existe ali também um aspecto teológico, da decadência do homem em relação a Deus. Esse ceticismo saudável em relação a qualquer forma de poder é importante”, conclui.

O novo livro é um material inédito editado por Christopher Tolkien, e é um dos “três grandes contos” referentes à Primeira Era da mitologia deTolkien – o que seria a Antiguidade para os personagens de O Senhor dos Anéis, da Terceira Era.

Uma parte do material já era conhecida dos fãs, mas o novo livro traz um nível de detalhamento inédito sobre a história da cidade élfica construída para ficar escondida do vilão Melkor – que em última instância a descobre e a leva à queda.

“O livro traz elementos de várias fases da carreira literária de Tolkien, desde os anos 1910 até os 1950, é um corte transversal no qual o leitor vai conseguir ter uma visão de conjunto da mitologia que o autor construiu”, explica Lopes. “Nessa versão original do texto, dragões e monstros têm um aspecto quase robótico. O pessoal costuma fazer relação entre isso e a participação do Tolkien na 1.ª Guerra, quando ele testemunhou a ação de aviões e tanques”, explica.

Google lança sua plataforma de livros em áudio no Brasil

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Tendência. Nos EUA, 47% dos usuários de audiolivros usam o celular para ouvi-los, o que deve se repetir no Brasil

 

Preço normal é R$ 20, em média, mas lançamento tem até por R$ 5

Publicado em O Tempo

São Paulo. Seis meses depois de disponibilizar o serviço no exterior, o Google lançou no Brasil, nesta semana, seu serviço de audiolivros. O Google Play Livros já existe desde janeiro em 45 países, onde concorre com o Audible, plataforma semelhante da Amazon. O serviço estreia no Brasil com 2.500 títulos e, diz o Google, mais de cem editoras. As grandes casas editoriais que aderiram à plataforma até agora são cinco: Globo Livros, LeYa, Record, Ediouro e Rocco.

Entre os títulos disponíveis estão livros como “A Garota no Trem” (Record), de Paula Hawkins; “Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século” (Saraiva), de Augusto Cury, e “Um Legado de Espiões”, de John Le Carré, entre outros.

O tempo que dura a escuta de cada livro não varia só com o número de páginas, mas depende da leitura de cada narrador – e ainda há um recurso que permite acelerá-la ou retardá-la. O livro de Le Carré, por exemplo, tem 252 páginas e 11 horas de áudio. “A Garota no Trem”, por sua vez, com 378 páginas, demora 10 horas e 59 minutos.

O serviço funciona tanto em celulares com sistema Android quando iOS (usado em aparelhos da Apple). No primeiro, via o aplicativo Google Play ou o Google Play Livros. Nos aparelhos Apple, só com o segundo – mas não é possível fazer compras dentro do próprio aplicativo. O usuário precisa escolher seus livros no computador e usar o app para baixá-los.

Ainda pequeno no Brasil – e funcionando em pequenas startups como a Ubook –, o mercado de audiolivros surpreendeu no Estados Unidos. De acordo com os dados mais recentes da Audio Publishers Association, as vendas de audiolivros em 2017 renderam um faturamento de US$ 2,5 bilhões – uma alta de 23% em relação a 2016.

Andrea Fornes, diretora de parcerias de produto para notícias e livros do Google na América Latina, explica por que o serviço brasileiro não foi lançado no começo do ano, junto a outros países: “As editoras ainda estão começando a trabalhar com essa linguagem. Não tinha um catálogo muito grande, esperamos o número crescer para poder sair com uma oferta mais atraente”, diz.

Ela afirma que, para o segundo semestre, a expectativa é que o catálogo cresça o mesmo que cresceu de janeiro até aqui. Para formar o catálogo disponível, o Google faz negociações principalmente com agregadores que já atuam há alguns anos nesse segmento no Brasil – caso da Ubook e da Tocalivros. Essas duas empresas têm serviços próprios, mas só oferecem audiolivros sob regime de assinatura – não é possível comprar obras individuais em suas plataformas.

Uma tendência norte-americana que o Google imagina se repetirá aqui é o uso dos smartphones para a escuta dos livros. Lá fora, ainda de acordo com os números da Audio Publishers Association, 47% dos usuários dizem usar seu telefone para isso – em 2015, esse número era de 22%.

No lançamento, o catálogo de audiolivros terá obras que custarão menos de R$ 5 – depois, com preços normais, a média de preços é cerca de R$ 20.

A Amazon já prepara a chegada do Audible ao país há pelo menos dois anos, quando vagas de emprego para o serviço foram anunciadas no Brasil – uma consulta no site da empresa com anúncios de trabalho mostra que elas não estão mais abertas, o que sugere que podem ter sido preenchidas.

 

Mercado. Criado em 2014, o Ubook é o maior aplicativo de audiolivros por streaming da América Latina. São mais de 15 mil títulos no catálogo, entre livros, revistas, podcasts, cursos e palestras.

Autobiografia da cantora Rita Lee vai virar filme

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O livro “Rita Lee – Uma Autobiografia” vai virar filme com lançamento previsto para 2019! || Créditos: Divulgação / Reprodução Facebook

Publicado no Glamurama

A semana termina com uma ótima notícia para os fãs da cantora Rita Lee: a autobiografia dela, “Rita Lee – Uma Autobiografia”, vai virar filme. Depois de se enveredar pelo mundo literário onde já lançou três livros desde 2013, incluindo “Dropz”, uma coletânia de 61 contos e o “Storynhas”, a cantora acaba de anunciar por meio de comunicado oficial que a produtora Biônica Filmes é quem será a responsável pelo longa que contará em vídeo sua vida.

Com lançamento previsto para 2019, o filme ainda não possui uma Rita Lee para chamar de seu e a busca pela atriz que interpretará Rita nas telonas deve começar ainda este semestre. O melhor? Um documentário e uma série também estão previstos em contrato – ambos ainda sem data de lançamento.

Dan Brown vendeu mais de 16 mil cópias de ‘Origem’ no Brasil

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© Líbia Fiorentino

© Líbia Fiorentino

 

Autor norte-americano faz lançamento simbólico de ‘Origem’ na Espanha

Publicado no Notícias ao Minuto

O Brasil ficou de fora da turnê mundial de lançamento de “Origem” (Arqueiro / Sextante), sétimo livro de Dan Brown. Depois da Feira do Livro de Frankfurt e de Lisboa, o norte-americano desembarca, nesta terça-feira (17), na Espanha, país onde o quinto capítulo da saga literária do Professor de Iconografia Religiosa Robert Langdon é ambientado.

Mesmo sem a presença do autor, os números de vendas no Brasil alcançaram a marca de 16.009 cópias, apenas na estreia. Os dados são da Publishnews. Se forem contabilizados os livros em inglês, o número sobe outras 535 unidades.

Nas 552 páginas de “Origem” é a tecnologia que ameaça a fé dos homens. “Nos viramos para Deus com perguntas que não conseguimos responder, mas este abismo do que não sabemos está cada vez menor”, comentou o autor durante o lançamento do livro em Lisboa.

Na nova trama, o bilionário e futurista Edmond Kirsch se diz capaz de responder exatamente a uma das perguntas mais vitais da humanidade: “de onde viemos, para onde vamos”. Langdon, claro, entra em cena para investigar teoria.

Brown revelou que ainda não pensa na oitava obra. “É como uma mulher que deu à luz há 10 minutos e o marido pergunta: ‘quando faremos isso de novo?'”, brincou. O projeto futuro do norte-americano está relacionado, na verdade, à “Origem”. O autor gostaria de que o livro, cujos direitos já foram vendidos para o cinema, fosse uma minissérie. “Sonhei que seria apresentado em 12 episódios. Não sei o quão longe chegarei nesta briga, mas vou tentar”, garante.

Livro infantil de H.G. Wells, autor de clássicos de ficção científica, ganha versão traduzida por Peninha

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Ilustração do livro "As Aventuras de Tommy" Foto: Editora Piu / Divulgação

Ilustração do livro “As Aventuras de Tommy” Foto: Editora Piu / Divulgação

“As Aventuras de Tommy”, única obra para crianças do renomado escritor britânico, é um lançamento da editora gaúcha Piu

Nathalia Carapeços, no Zero Hora

Em 1898, o escritor britânico H.G. Wells (1866–1946) foi obrigado a parar sua intensa produção literária por conta de um forte resfriado. Decidiu percorrer um longo trajeto de bicicleta entre duas cidades inglesas e foi surpreendido por um temporal. De cama na casa de um médico amigo, o autor repousou por alguns dias, mas não acusou melhora – na verdade, também descobriu que estava com problemas renais. Seis semanas desfalecido era tempo demais para um dos nomes pioneiros – e dos mais ativos – na ficção científica, criador de histórias como A Máquina do Tempo (1895), A Ilha do Dr. Moreau (1896) e A Guerra dos Mundos (1898). Bastaram alguns poucos lápis de cor furtados do quarto das crianças da casa para Wells mergulhar na história As Aventuras de Tommy, livro escrito e ilustrado pelo britânico que ganhou seu primeiro lançamento no Brasil pela editora gaúcha Piu, com tradução do jornalista Eduardo Bueno, o Peninha.

Wells endereçou a obra para Marjory, filha do doutor Henry Hick, seu médico – não havia expectativa de publicação. O volume só chegou às bancas em 1929, quando a jovem pediu autorização para lançar o livro e, com os recursos, pagar o final da faculdade de medicina. Única incursão de Wells pelo universo infantil, a obra mantém a marca imaginativa do autor com vasta produção para adultos (leia mais abaixo), opina Peninha:

– Era um presente para uma criança, assim como Alice no País das Maravilhas foi. Justamente por se sentir tão livre, tão franco e tão descompromissado, acredito que ele tenha acabado por revelar muito dos princípios que nortearam sua obra: um surdo conflito de classes, a decência e a ética em contraposição à arrogância e à prepotência e, é claro, o fator surpresa, o inesperado.

As Aventuras de Tommy parte do encontro de um homem rico, orgulhoso e desastrado com um menino que se torna seu salvador. O milionário iria morrer afogado, mas o garoto consegue ajudá-lo, resgatando-o com seu barco. E até na forma de agradecer o homem extravasa soberba: quer presentear o garoto com algo único e surpreendente – apesar da recusa insistente do guri. A recompensa escolhida é um elefante. Depois, os leitores são forçados a conviver com uma lacuna em parte triste e, por outro lado, convidativa. Ninguém sabe como se deu a parceria de Tommy e Augustus (o nome do exótico animal de estimação). Wells nunca continuou a história, apesar de levantar esta possibilidade no fim do livro.

– Não creio que o fato de ter virado uma história que não termina tenha sido algo voluntário. Acho que Wells deve ter achado que de fato continuaria. Mas, para quem compra o livro e o lê para uma criança, Tommy ser uma história sem fim se torna um prato cheio para que o adulto convide o pequeno leitor, ou o pequeno ouvinte, para que ele se torne coautor – avalia Peninha.

Esse é o segundo volume da Editora Piu, comandada por Paula Taitelbaum. O primeiro título lançado foi Bichológico, no ano passado, assinado pela própria Paula. Focada na literatura infantojuvenil, a editora terá mais duas novidades ainda neste mês: O Pequeno Patachu e Mais Histórias do Pequeno Patachu, do francês Tristan Derème, cuja obra teria inspirado Saint-Exupéry a escrever O Pequeno Príncipe.

H.G. WELLS PARA ADULTOS

A MÁQUINA DO TEMPO (1895)

 

Foto: reprodução / Divulgação

Foto: reprodução / Divulgação

Se hoje o DeLorean da trilogia De Volta para o Futuro ou a Tardis do seriado Doctor Who são chamadas de ¿máquinas do tempo¿, é porque Wells tornou o termo popular com este misto de aventura e alegoria crítica à revolução industrial. Um cientista inglês viaja para o futuro e encontra a humanidade dividida em dois estratos, os pacíficos Elois, que vivem em um éden tecnológico na superfície, e os abrutalhados Morlocks, responsáveis por operar no subterrâneo as máquinas que tornam tal paraíso possível. A relação entre as espécies, contudo, se prova mais complexa do que aparenta. No cinema, ganhou diferentes adaptações, como a de 1960, com Rod Taylor (foto acima), e a de 2002, assinada por Simon Wells, bisneto de H.G.Wells.

A ILHA DO Dr. MOREAU (1896)

Edward Pendrick, um viajante inglês, é abandonado pelo comandante de um navio em uma ilha remota no meio do Pacífico Sul, para a qual levou uma carga de animais vivos. Ele é resgatado pelos misteriosos moradores do lugar, o fisiologista Doutor Moreau e seu dúbio assistente Montgomery. Abrigado na ilha enquanto espera a improvável passagem de um novo navio, Pendrick toma ciência das inomináveis experiências de vivissecção que Moreau vem realizando para transformar animais em humanos. Embora a parte ¿científica¿ hoje possa soar fantasiosa, as discussões éticas e filosóficas levantadas pelo romance ainda são muito pertinentes. Entre as versões para o cinema estão a de 1932, com Charles Laughton, a de 1977, com Burt Lancaster, e a de 1996, estrelada por Marlon Brando.

A GUERRA DOS MUNDOS (1898)

Foto: Divulgação / Divulgação

Foto: Divulgação / Divulgação

Clássico da ficção científica que influenciaria boa parte das narrativas posteriores sobre ¿contatos alienígenas¿. Na Londres vitoriana, a chegada de marcianos a bordo de artefatos que caem do céu como meteoros prova que a humanidade não está sozinha no Universo. Crítico do colonialismo europeu de seu tempo, Wells intuía que esse tipo de contato, contudo, não seria de congraçamento e sim de conquista. Os marcianos logo estão empreendendo uma invasão em massa em veículos que se locomovem sobre três pernas e carbonizando tudo o que encontram em seu caminho. O livro inspirou vários filmes, como o clássico de 1953 dirigido por Byron Haskin e a releitura de 2005 assinada por Steven Spielberg e com Tom Cruise (foto acima) como protagonista.

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