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Professores dão dicas para você melhorar a escrita

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Publicado no Alagoas 24Horas

A tecnologia avança o quanto pode, mas a escrita ainda é essencial. Uma mensagem para avisar ao marido que vai chegar um pouco mais tarde para o jantar, desejos de feliz aniversário para a melhor amiga na rede social, a ata da última reunião com os diretores da empresa ou um bilhetinho para a diarista não se esquecer de deixar o arroz pronto. Seja lá qual for o motivo do texto, o mais importante é se fazer entender.

Mas, em tempos de corretor ortográfico automático e textos de apenas 140 caracteres, como fazer para melhorar a escrita? Alexandre Moreira, facilitador do Projeto Redigir; Maria Aparecida Custódio, professora de redação no Curso e Colégio Objetivo, em São Paulo; e Francisco Platão, supervisor de Língua Portuguesa do Anglo ensinam o caminho para desenvolver as ideias com mais facilidade, no papel ou na tela do computador.

1. Leia muito (diferentes tipos de textos)

Pode parecer clichê, mas a leitura realmente é fundamental para quem quer escrever melhor. “O hábito de ler deve ser criado em qualquer momento da vida. O que o estimula a ser um leitor assíduo? Procure livros, revistas e sites que abordem temas com os quais você tenha afinidade”, recomenda Alexandre.

Maria Aparecida concorda, mas alerta que a leitura, por si só, não é o passaporte para a boa escrita: “É comum achar que pessoas que leem muito têm maior habilidade para escrever. Não é bem assim.” Ela sugere buscar diferentes autores e estilos: crônicas, artigos e editoriais de jornal são um bom ponto de partida.

“Diz-se que, quanto mais colorido for um prato, mais nutrientes ele tem. O princípio é o mesmo. Quanto mais diversificada for a leitura, maiores são as possibilidades de expandir horizontes”, completa Maria Aparecida.

2. Copie (à mão ou no computador)

A imitação é um dos métodos mais eficazes de aprendizado, o que pode ser explicado, por exemplo, pelo sotaque, na fala. “A cópia é um exercício produtivo e vai além da leitura: treina a concentração, a pontuação e ainda internaliza formas de escrever de alguém que já sabe”, diz Maria Aparecida.

Mas é necessário reproduzir um texto do começo ao fim para ganhar noção de estrutura – um bom formato são os editoriais com os principais acontecimentos políticos, culturais e sociais. O autor americano Truman Capote – que escreveu o clássico “Bonequinha de Luxo”, cuja protagonista foi eternizada nos cinemas por Audrey Hepburn, e o aclamado “A Sangue Frio” – costumava copiar obras inteiras de outros escritores.

Mas atenção: é importante que o ato de copiar não se transforme em uma tarefa mecânica. “É uma técnica que ajuda a enriquecer o vocabulário, desde que agregada a outros estímulos. Preste atenção ao que está fazendo e tente compreender o porquê dessa prática”, reforça Alexandre.

3. Releia e peça opiniões

Sabe quando você está escrevendo um e-mail com pressa, vai reler e percebe vários erros de digitação, concordância, ortografia e coesão? Tudo isso pode ser evitado apenas com o hábito da releitura. “A segunda frase poderia ficar melhor no parágrafo final”, “Nesse caso, é ‘mau’ ou ‘mal’?”, “Será que esta parte está confusa?” Releia e não tenha receio de pedir para pessoas próximas opinarem sobre a clareza da mensagem.

“Quem escreve com atenção e comprometimento sempre melhora, mas tem gente que cria uma frase canhota e não tem paciência de reformular. Portanto, coloque-se sempre em uma posição de autovigilância”, aconselha Francisco.

4. Não fique ansioso com ortografia e gramática

Grafar corretamente não é algo que se aprende do dia para a noite – é preciso dedicação, prática e atenção. “Percebo que, quando a gramática é ensinada isoladamente, sem a aplicação, os alunos ficam assustados, inseguros e passam a errar em pontos nos quais não costumavam ter problemas. A gramática é um complemento e deve ser assimilada naturalmente durante o estudo”, afirma Maria Aparecida. Por isso, não trave o texto por causa de uma palavra. Se tiver dúvida, volte a ela com calma, procure o significado no dicionário, veja qual é o jeito certo de escrevê-la e se está apropriada ao contexto.

“No Projeto Redigir, incentivamos a ideia de língua viva, que muda de acordo com as pessoas, o tempo, a região e o contexto histórico-social. Muitas pessoas que nos procuram sofrem preconceito linguístico, o que as impede de se posicionar no mundo. Quando os alunos cometem erros, não os enfatizamos com uma caneta vermelha, mas colocamos uma legenda e explicamos como eles poderiam fazer de outra forma”, conta Alexandre.

5. Descarte palavras muito complexas

“A simplicidade é o máximo da sofisticação. A ideia de que termos pomposos valorizam a frase não é verdadeira”, ressalta Maria Aparecida. Isso significa que o texto precisa ser elegante, mas deve ser acessível. “Pode ser que a pessoa ache a palavra ‘inquietação’ mais bonita do que ‘insegurança’, mas talvez ela não seja adequada naquele momento”, lembra a professora.

6. Não escreva como se fala

Fazer isso é um equívoco muito comum. O problema é que o texto fica extremamente repetitivo, com ideias fragmentadas e superficiais. “Deixamos passar muita coisa quando conversamos, senão perderíamos a espontaneidade. É normal. Mas se nos basearmos apenas na fala a pontuação, por exemplo, não será perfeita. Antes diziam que a vírgula era pausa, mas tenho visto tanta vírgula em lugar errado que brinco que as pessoas estão respirando errado”, diverte-se Maria Aparecida.

7. Organize as ideias

Segundo Alexandre, escrever é como cozinhar: no começo, é preciso seguir uma fórmula. Os ingredientes seriam as ideias e as palavras, enquanto a receita seria o caminho para planejar os pensamentos.

“Depois de um tempo, você pega a prática e consegue fazer sozinho, sem olhar a receita”, compara. Para organizar suas ideias, um bom caminho é:

•Determinar o tema

•Selecionar as palavras-chave que remetem a este tema

•Relacionar (com coerência) os argumentos escolhidos

•Prestar atenção à gramática

•Pensar sempre em quem irá ler o texto e no que você deseja com ele – convencer ou informar, por exemplo

•Se tiver tempo, fazer um rascunho

8. Desenvolva um estilo

Um músico sofre influências de outros instrumentistas, compositores e cantores até encontrar o próprio rumo. O mesmo acontece com um escritor: é preciso prestar atenção à forma e ao processo para evoluir. E é com muita prática que o estilo é desenvolvido.

“É quando você se apaixona por um texto e começa a procurar outras obras do mesmo autor. Ou pensa: ‘Queria ter escrito isso!’. Chamamos de marca de autoria, você consegue enxergar a personalidade e reconhecer o escritor mesmo se o nome dele não aparecer”, exemplifica Maria Aparecida.

9. Tenha cuidado com a linguagem de internet

Nos textos da geração digital, as abreviações e gírias da internet já estão presentes no nosso dia a dia e não é nenhum pecado mortal fazer uso delas em algumas situações. “O perigo está em reproduzir este tipo de linguagem em circunstâncias formais”, alerta Alexandre.

Fonte: IG

Por que ler dá sono?

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O problema não é a leitura, é você. E a hora em que resolve abrir o livro

Students Air Their Belongings After Winter Vacation

Cristine Kist, na Superinteressante

Não é ler um livro que dá sono, claro, mas substâncias químicas que agem no corpo. Uma delas é a adenosina, que se acumula ao longo do dia. Quanto mais adenosina, maior o sono, explica Fábio Haggstram, diretor do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital São Lucas, de Porto Alegre. Ou seja, o problema, na verdade, é a hora da leitura. Experimente ler em outro horário. Você pode até sentir preguiça, não conseguir nem virar a página e se entediar. Mas não terá sono.

Já a segunda substância envolvida é a melatonina. Ela regula o sono, pois é liberada quando o ambiente escurece. Por isso dormimos, normalmente, à noite. E, como a luz inibe a produção de melatonina, quem lê no tablet, por exemplo, tende a sentir menos sono do que quem lê no papel. É por esse mesmo motivo que é mais fácil passar horas na internet ou vendo televisão do que ler um bom livro de madrugada. Não se sinta culpado se a TV estiver mais agradável às 4h.

Três dicas para não dormir

Ponha a leitura em dia antes de cair no sono

1. Começou a bocejar? Levante e dê uns pulinhos. Estar acordado é reagir a estímulos, e esse pequeno exercício nada mais é do que um estímulo motor. De quebra, vai ajudar a quebrar a monotonia.

2. Ler em voz alta exercita outras partes do cérebro, como o lobo temporal (relacionado à audição) e o lobo frontal (relacionado à produção da fala), e vai acabar com aquela preguiça momentânea.

3. Leia sentado. É lógico: a não ser que você tenha problema na coluna, é mais difícil dormir sentado do que deitado, já que, para dormir, é preciso relaxar toda a musculatura, o que não ocorre sentado.

dica do Jarbas Aragão

Alunos brasileiros que repetem de ano têm nota até 25% menor no Pisa

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G1 cruzou dados de desempenho com histórico de repetência dos alunos.
Nota também é mais baixa entre quem se atrasa ou costuma ‘matar’ aula.

Ana Carolina Moreno e Thiago Reis, no G1

1Estudantes brasileiros que fizeram as provas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) em 2012 e afirmaram já ter repetido de ano mais de uma vez tiveram desempenho até 25% pior que os alunos que nunca reprovaram em uma série escolar. Um levantamento feito pelo G1 com base no questionário aplicado pelo Pisa mostra uma relação direta entre a repetência, a frequência escolar e o desempenho no exame.

Os dados do Pisa foram coletados pelo coordenador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Faria, que diz que o resultado não indica necessariamente que repetir impacta o aprendizado de forma negativa, mas que essa grande diferença no desempenho aponta para uma ineficiência na repetição da série. “É possível perceber que poucos alunos que já repetiram a série demonstram um aprendizado adequado. Considerando os malefícios da política [pode favorecer o abandono escolar e estigmatizar o estudante], esse cenário merece atenção.”

Já o professor Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da USP, diz que é difícil avaliar, com base nos dados, se a repetência funciona ou não. “Mesmo que esses alunos tenham crescido após cursar novamente a série não significa que eles vão ficar no patamar dos que nunca repetiram. Isso porque eles já vinham de estratos menores de proficiência. Talvez eles pudessem ter ido ainda pior se não tivessem repetido.”

O Pisa é aplicado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a cada três anos com estudantes de 15 anos –perto de concluírem o ciclo básico de ensino. O objetivo é analisar até que ponto os alunos aprenderam conceitos e habilidades consideradas “essenciais para a completa participação em sociedades modernas”. O Brasil não é membro da OCDE, mas é um dos participantes da avaliação, além de integrar, desde 2013, também o conselho diretor do programa.

Na terça (2), foi divulgado pela primeira vez o resultado de um teste de raciocínio aplicado pelo Pisa. Os estudantes brasileiros ficaram na 38ª posição entre 44 países.

O questionário que os alunos respondem no Pisa inclui perguntas sobre sua frequência escolar, além da repetência. Uma das questões pergunta aos estudantes se eles já repetiram de ano uma ou mais vezes em três etapas diferentes do ensino básico: durante os anos iniciais do ensino fundamental, durante os anos finais do fundamental, e durante o ensino médio.

Mais de dois terços dos estudantes brasileiros responderam que nunca ficaram retidos em nenhuma dessas etapas. De acordo com o Pisa 2012, a média na prova de leitura dos alunos que nunca repetiram de ano durante os primeiros anos do fundamental foi 435, enquanto a dos alunos que admitiram ter repetido mais de uma vez nessa mesma etapa foi 326 (25% mais baixa).

Em matemática, os alunos não repetentes ficaram com média 412, e os que repetiram mais de um ano no ensino fundamental I tiveram média 325, uma pontuação 21% menor. Já em ciências, os alunos não repetentes tiveram média de 425; os repetentes, 331, o que representa uma redução na nota de 22%.

Os alunos não repetentes tiveram pelo menos 20 pontos a mais na nota que a média brasileira nas três provas. Já os que repetiram mais de um ano ficaram pelo menos 66 pontos abaixo da média do país nas três provas. A maior diferença foi em leitura: quem repetiu mais de um ano no início do ensino fundamental ficou com 84 pontos a menos que a média nacional, e 109 pontos atrás de quem nunca repetiu entre o primeiro e o quinto ano do fundamental.

1Atrasos e aulas perdidas
O questionário também revela se os alunos costumam se atrasar para as aulas ou se têm o hábito de “matar” dias inteiros na escola. O cruzamento feito pelo G1 mostra que, quanto mais frequentes são esses hábitos, menor é a nota média do grupo analisado.

Os estudantes que disseram não ter se atrasado para nenhuma aula nas duas semanas anteriores ao Pisa tiveram média 413 em leitura, 394 em matemática e 408 em ciências. Já os que afirmaram ter se atrasado pelo menos cinco vezes no período ficaram com nota média 391 em leitura, 372 em matemática e 381 em ciências.

No caso dos alunos que “mataram” aula cinco ou mais vezes no período de duas semanas, as médias de leitura, matemática e ciências foram 358, 357 e 327, respectivamente. Já os estudantes que fizeram o Pisa e disseram não ter faltado a nenhuma das aulas nesse tempo ficaram com média 413, 394 e 407.

Para Faria, a diferença entre as notas reflete, em grande parte, a diferença de perfil entre os alunos. “Alunos que não faltam nem chegam atrasados provavelmente são mais engajados para o estudo. O que sabemos por estudos é que o acompanhamento próximo do aluno, incluindo sua presença e pontualidade, traz benefícios significativos para o aprendizado.”

Ocimar Alavarse, da USP, diz que os dados podem esconder uma realidade do país. “O fato de o aluno chegar atrasado com uma frequência maior indica alguma dificuldade de acesso à escola. Pode refletir também alguns cuidados da família com o aluno. Já o caso do aluno que chega a ‘matar’ aula, que nem vai para escola, pode denotar um controle da família menor ainda. Ou pode refletir condições socioeconômicas, porque tem o estudante que não vai porque foi ajudar o pai a vender algo ou o que teve de ficar cuidando do irmãozinho.”

O coordenador de projetos da Fundação Lemann diz que escolas com bons resultados na Prova Brasil, como as localizadas em Sobral e Pedra Branca (CE) e Foz do Iguaçu (PR), têm um olhar atento sobre cada aluno no que diz respeito à pontualidade, à presença e ao aprendizado em sala de aula.

Alavarse concorda que esse é o caminho. “A escola não muda o mundo, mas em algumas coisas ela pode interferir”, afirma. “O acompanhamento, se a criança está chegando atrasada, se está faltando e, claro, se está tendo um bom desempenho, é fundamental. Parte do engajamento dos alunos depende do papel da escola.”

Biblioteca de Stuttgart em forma de cubo

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Publicado por Eu amo leitura

Essa é a Biblioteca de Stuttgart na Alemanha, inaugurada em outubro de 2011.

Em 1999, o escritorio de arquitetura do Coreano Eun Young Yi foi o escolhido dentre 235 projetos para construir a nova Biblioteca de Stuttgart na Alemanha.

A construçao da nova Biblioteca custou 80 milhões de Euros. Ela começou em 2008 e foi inaugurada em outubro de 2011.

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A palavra Biblioteca se encontra em quatro linguas nas paredes externas:

-Na parede Norte em alemão (lingua local)
-Na parede Oeste em Inglês (lingua franca)
-Na parede Sul em Árabe (lingua dos antigos conhecimentos)
-Na parede Leste em Coreano (idioma nativo do Eun Young Yi que projetou o prédio)

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O Prédio é totalmente branco, tem formato de cubo, possui 11 andares, dois deles subterrâneos, todos intercalados pelas escadarias e teto de vidro.

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Qual é a opinião de vocês sobre essa mais nova Biblioteca de Stuttgart?

Disco inaugural da Tropicália vira ‘leitura obrigatória’ em vestibular

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Álbum histórico, lançado em 1968, é marco da música brasileira

É a primeira vez que UFRGS cobra “leitura” de obra musical Reprodução

É a primeira vez que UFRGS cobra “leitura” de obra musical Reprodução

Publicado em O Globo

RIO – O álbum “Tropicália ou panis et circensis”, disco histórico liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil, acompanhados por artistas como Os Mutantes, acaba de virar “leitura obrigatória” no vestibular na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), anunciou a instituição de ensino na tarde desta segunda-feira.

É a primeira vez que a UFRGS cobra a “leitura” de uma obra sonora dos candidatos a seus cursos de graduação. O disco é um dos marcos da vanguarda da música brasileira dos anos 1970 e é considerado o início do tropicalismo.

Os demais autores cobrados no edital do vestibular foram a escritora portuguesa Lídia Jorge (”A noite das mulheres cantoras”); Tabajara Ruas (“O amor de Pedro por João”); e Sergio Faraco (“Dançar tango em Porto Alegre”). Também é a primeira vez que esses títulos entram na lista. Entre as outras obras, há livros de Jorge Amado, Fernando Pessoa, Machado de Assis e Lya Luft, entre outros.

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