Posts tagged leitura

Ler torna as pessoas mais gentis

0

Estudo feito por pesquisadores dos Estados Unidos indica que a leitura pode gerar empatia na vida real

1

Publicado por Pais & Filhos

Ler torna as pessoas mais legais. Isso pode até parecer história para convencer adolescente a criar o hábito da leitura, mas não é nada disso. Pesquisadores da Universidade de Washington e Lee, nos Estados Unidos, fizeram um teste para chegar a essa conclusão: chamaram alguns voluntários para ler uma história curtinha e, depois, fizeram algumas perguntas simples para avaliar o quanto cada um tinha curtido o que leu.

Em seguida, derrubaram propositalmente um monte de canetas no chão. Já consegue imaginar qual foi o resultado? Isso mesmo. Quando mais envolvidas com as narrativas as pessoas tinham ficado, maiores eram as chances de elas se levantarem para recolher as canetas.

O estudo chegou à conclusão de que quando lemos algo que realmente nos toca de alguma forma, acabamos criando empatia pelas personagens da história. E aí, quanto maior a empatia por elas, mais propenso nós ficamos a ajudar as pessoas na vida real. Então, aquela história que você lê para o seu filho antes de dormir é muito mais do que um carinho de boa noite. É uma forma eficaz e lúdica de ajudá-lo a ser uma pessoa melhor.

Nível de leitura de alunos de 8 anos é considerado baixo em 22 Estados

0

Flávia Foreque, na Folha de S.Paulo

Na primeira avaliação nacional da alfabetização promovida no país, Estados do Norte e Nordeste registraram o pior desempenho no exame, que mediu conhecimentos de português e matemática de cerca de 2,3 milhões de crianças do 3º ano (oito anos de idade) na rede pública.

No extremo oposto, Estados do Sul e Sudeste como Santa Catarina e Minas Gerais tiveram bons indicadores.

A prova foi aplicada no final do ano passado e mediu a aprendizagem com base em uma escala de quatro níveis. Em leitura, 22 Estados brasileiros concentraram mais da metade de seus alunos nos dois níveis mais baixos.

Em matemática, 20 Estados e o Distrito Federal estão nessa situação, o que significa que essas crianças não conseguem analisar informações em gráfico de barras ou resolver problemas de subtração com número de até dois algarismos, por exemplo.

Na semana passada, os dados foram encaminhados às escolas via sistema on-line, ao qual a Folha teve acesso.

O presidente do Inep (órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame), José Francisco Soares, explicou que os níveis 2, 3 e 4 são tidos como adequados, ainda que indiquem diferentes estágios de aprendizagem.

A ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) é uma das medidas que integram o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado pela presidente Dilma Rousseff (PT) em 2012.

O ministro Henrique Paim (Educação) afirmou que escolas com baixo desempenho terão atenção especial.

“Nós não estamos satisfeitos, por isso temos o pacto, para melhorar os resultados.”

O Inep não elaborou um indicador nacional com base nos dados de cada escola nem unificou os resultados das três áreas em um indicador de alfabetização. O objetivo é evitar a criação de um ranking nacional com base em prova aplicada a crianças em início de vida escolar.

As escolas também receberam informações sobre o perfil de seu corpo docente e o nível socioeconômico dos alunos, com base na escolaridade e posse de bens e serviços pelos pais.

Alejandra Velasco, coordenadora-geral do movimento Todos pela Educação, destaca que um desempenho ruim nessa fase do ensino fundamental repercute nas etapas seguintes. “O quarto e quinto ano são de consolidação dessa aprendizagem.”

Para ela, a formação de docentes e a infraestrutura das escolas contribuem para o “abismo entre as regiões”.

14268957

 

Veja 5 atitudes de pessoas que estão sempre aprendendo

0

Quer aprender cada vez mais? Confira 5 atitudes de pessoas que estão sempre aprendendo e incorpore-as a sua rotina

Publicado no Universia Brasil

5 atitudes de pessoas que estão sempre aprendendo

Fonte: Shutterstock
Quem está sempre aprendendo se livra do temor e mergulha de cabeça em novas possibilidades

O aprendizado não ocorre somente na escola ou em aulas online: existem várias atitudes que podemos tomar no dia-a-dia a fim de absorvermos mais conhecimento com facilidade. Inspire-se a adquirir cada vez mais conhecimento descobrindo as 5 atitudes de pessoas que estão sempre aprendendo:

1 – Elas não deixam o medo impedi-las de tentar

Tentativas e erros são ótimas formas de aprender coisas novas, mas só funcionam quando você deixa de lado o seu medo de tentar. É por isso que quem está sempre aprendendo se livra do temor e mergulha de cabeça em novas possibilidades.

2 – Elas viajam

Viajar implica em conhecer novas pessoas e culturas, e não precisa ser para o exterior: existem diversas localidades no Brasil nas quais você aprenderá muito, portanto faça as malas e vá!

3 – Elas aprendem um hobbie

Ao aprender um hobbie, você adquirirá uma nova habilidade e, de quebra, conseguirá relaxar. Uma mente tranquila é essencial para desencadear um aprendizado ainda maior.

4 – Elas andam bem acompanhadas

Não é só com aulas e atitudes individuais que se aprende: muito do conhecimento que você adquire vem de pessoas que o cercam. Por isso, pessoas que estão sempre aprendendo andam bem acompanhadas.

5 – Elas leem

A leitura é uma ótima forma de aprender coisas novas. Caso você não tenha dinheiro para comprar livros, vá a bibliotecas ou leia grátis e sem sair de casa baixando alguns dos mais de 1.500 livros para download gratuito que a Universia Brasil disponibiliza.

Fonte: Universia Brasil

10 livros mais citados no Facebook

0

 

10 livros mais citados no Facebook

Carlos Willian Leite, na Revista Bula

Durante todo o ano de 2014 surgiram enquetes no Facebook pedindo para que as pessoas listassem seus livros preferidos — e sugerissem que os amigos fizessem o mesmo.

Na última quinzena do mês de agosto, a equipe do Facebook Data Science monitorou todas as postagens que citassem os termos ’10 livros’ ou ‘dez livros’. Aproximadamente 130 mil enquetes foram compiladas. Estados Unidos, Reino Unido e Índia lideraram o ranking de participações. A idade média dos participantes foi de 37 anos. O número de mulheres que responderam a enquete foi três vezes superior ao número de homens.

No resultado, clássicos como “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, e “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Salinger, se misturam a ‘Blockbusters’ como “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee, e “Jogos Vorazes”, de Suzanne Collins. “O Alquimista”, de Paulo Coelho, é o único livro de autor brasileiro que aparece na lista dos 100 livros mais citados. Ficou em o 20º lugar.

A lista:

1º — Harry Potter — J.K. Rowling (21,1%)

2º — O Sol é Para Todos — Harper Lee (14,5%)

3º — O Senhor dos Anéis — J.R.R. Tolkien (13,9%)

4º — O Hobbit — J.R.R. Tolkien (7,5%)

5º — Orgulho e Preconceito — Jane Austen (7,3%)

6º — A Bíblia Sagrada (7,2%)

7º — O Guia do Mochileiro das Galáxias — Douglas Adams (6%)

8º — Jogos Vorazes — Suzanne Collins (5,8%)

9º — O Apanhador no Campo de Centeio — J.D. Salinger (5,7%)

10º — As Crônicas de Nárnia — C.S. Lewis (5,6%)

Clique aqui para ver a pesquisa completa

Por que devemos ler para os nossos filhos?

0

A importância dos pais lerem para os filhos

A capacidade de compreensão da palavra escrita é um processo complexo e começa com as primeiras histórias que lemos para as crianças.

Michelle Müller, no Brasil Post
A leitura para crianças entrou na lista das orientações básicas que pediatras americanos devem passar aos pais durante as consultas. A importância dessa prática tornou-se oficial recentemente, com a nova declaração da Academia Americana de Pediatria (AAP). Ao recomendar que pais leiam aos filhos diariamente desde o berço, a entidade faz seu primeiro movimento para integrar a medicina pediátrica e o desenvolvimento da linguagem.

A declaração destaca o papel dos livros infantis na aquisição do vocabulário e de outras habilidades de comunicação que devem preceder a alfabetização para garantir o bom desempenho escolar.

Com essa estratégia, os pediatras esperam reduzir as diferenças de linguagem entre crianças de famílias de alta e de baixa renda. No final do ano passado, um estudo da Universidade de Standford concluiu que já aos dois anos é possível perceber diferenças no vocabulário de acordo com escolaridade e renda da família. Filhos de pais com níveis mais altos de educação conhecem, em média, 30% mais palavras nessa idade.

Como um estímulo isolado, os 15 a 20 minutos de leitura diária em família não garantem a educação literária. Seu sucesso depende de outros recursos que se complementam no lento e trabalhoso processo de familiarização com a palavra escrita.

Juntamente com os livros, o diálogo, as canções e as rimas vão construindo no cérebro infantil o caminho que, mais tarde, vai facilitar a passagem do universo das letras. Um universo que não se limita à decodificação dos símbolos: a relação saudável com a palavra escrita envolve a interpretação dos vários tipos de textos, uma capacidade restrita à minoria da população.

A dificuldade de compreensão na leitura é hoje um dos principais desafios da educação.

Começa na infância e com frequência atravessa toda a vida escolar e adulta. No Brasil, 38% dos alunos do ensino superior não dominam habilidades básicas de leitura e escrita, de acordo com levantamento de 2012 do Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), do Instituto Paulo Montenegro. Isso significa que mais de um terço dos profissionais graduados não compreendem um texto com ideias e estruturas gramaticais mais elaboradas e não têm a capacidade de utilizar a palavra escrita para se expressar de forma adequada.

O fato é que aprender a ler é um processo extremamente complexo, que começa no momento em que os pais apresentam o primeiro livro para o bebê e se estende por toda a vida escolar. O cérebro humano se desenvolveu para dominar a linguagem verbal, mas não apresenta nenhuma sequer estrutura dedicada especialmente à compreensão da escrita. Ele precisa criar um circuito para possibilitar a leitura, envolvendo e conectando diversas regiões.

Da região occipital (visual), a informação viaja rapidamente para fazer conexões no hemisfério esquerdo, passando pelo giro fusiforme – área dedicada ao reconhecimento de objetos da natureza, que é reciclada para decodificar os símbolos da escrita. O processo envolve também a área auditiva, que identifica o som e, finalmente, o lobo frontal, que dá significado à palavra de acordo com seu contexto.

O cérebro de um leitor iniciante é diferente de um leitor experiente. De acordo com o neurocientista cognitivo Stanislas Dehaene, em seu livro Os Neurônios da Leitura (Penso Editora), apenas na adolescência – e em pessoas habituadas a ler diariamente – o caminho da leitura estará bem construído no cérebro.

As mudanças provocadas pela leitura são tão profundas que afetam não apenas a atividade como a anatomia do cérebro. Segundo Dehaene, a parte de trás do corpo caloso (região que une os hemisférios cerebrais) é mais grossa em letrados, o que mostra forte aumento no fluxo de informações entre os hemisférios. Não apenas ao ler, como ao ouvir palavras, o lado esquerdo do cérebro é mais ativo nas pessoas com hábito de leitura.

Trata-se, portanto de uma transformação que não pode e nem deve acontecer de forma rápida ou precipitada. Apesar de muitos pais e escolas acreditarem que o sucesso na educação infantil está relacionado com a alfabetização precoce, ela pode ser um dos problemas da construção fraca desse novo circuito.

Estudos mostram que a maturidade para a alfabetização geralmente ocorre entre seis de sete anos, quando acontece o que Dehaene chama de “revolução mental”. É quando a criança começa a compreender que a palavra pode ser quebrada em diferentes fonemas. No entanto, nenhum cérebro é igual ao outro e pode haver variações na facilidade com que cada criança se familiariza com a linguagem escrita.

Seja qual for o tempo de cada um, a ampliação da capacidade cerebral requer muita prática. E a AAP está certa ao sugerir que ouvir histórias é o início dessa prática. O autor de livros infantis e especialista em leitura Mem Fox defende que, antes de a criança começar a ler, mil livros sejam lidos para ela. Isso não significa que devam conhecer todos os títulos infantis do mercado: repetições são válidas e importantes nessa fase da infância. Para crianças é uma grande satisfação poder prever o que vai acontecer na história, assim como estarem familiarizadas com as palavras e expressões do livro.

Segundo a diretora do Centro de Pesquisa em Leitura e Linguagem da Universidade e Tuft, Maryanne Wolf, nos primeiros cinco anos as crianças devem ser expostas às diversas formas de linguagem. Autora de Proust and The Squid, livro que explora a ciência do cérebro leitor, ela lembra que o circuito de leitura exige muito desenvolvimento das áreas que abrange. E isso não se consegue ensinando bebês a ler, mas lendo para eles, mostrando a eles, de forma incansável, toda a riqueza de significados e possibilidades que a língua oferece.

Go to Top