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Está chegando: saiba como se preparar na reta final para os vestibulares

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Com a proximidade das provas dos mais diversos vestibulares, é muito importante estar preparado e saber o que priorizar. Confira as nossas recomendações

Publicado no Universia Brasil

Temidas, porém aguardadas, as primeiras etapas e provas dos grandes vestibulares estão chegando e, na reta final, a preocupação e o medo devem ser substituídas por preparo e, principalmente, organização.

A primeira fase da Vunesp, vestibular para a Universidade Estadual Paulista (Unesp), acontece dia 15 de novembro; a Unicamp, tem sua primeira fase no dia 19 de novembro; a Fuvest, prova que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo (USP), acontece já no dia 26 de novembro.

Já o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), terá provas realizadas em dois domingos: 5 e 12 de novembro.

Diante dessa proximidade, reunimos aqui algumas dicas fundamentais para não perder a cabeça com a chegada do vestibulares – pelo contrário, a ideia é ficar ainda mais focado na busca pela faculdade dos seus sonhos.

Dicas para estudar na reta final do vestibular

Se até agora, passados tantos meses do ano, você ainda não conseguiu decorar todo o imenso conteúdo que é exigido nos vestibulares, tenha certeza que nesses poucos dias restantes, isso também não será possível.

Professores de cursinhos sempre ressaltam que todo o foco deve ser mantido na compreensão dos temas. A assimilação desses conteúdos de uma forma que não seja no chamado “decoreba” tende a ser mais sólida e perene na mente do estudante.

A essa altura do campeonato, é muito importante se preocupar com o tempo. Os principais vestibulares investem em questões demoradas, que exigem longo raciocínio e, principalmente, escondem detalhes que podem causar confusão em sua cabeça – as chamadas “pegadinhas”.

Para ter o controle de seu desempenho, utilize um relógio ou a função cronômetro de seu smartphone. É claro que você não poderá utilizá-los na prova, mas consiste em um exercício bastante eficiente para “turbinar” seus estudos finais.


Entre o noticiário e os livros

É fundamental manter sua leitura em dia, operando em força total: na hora da prova será preciso ler os enunciados com muita atenção.

Além disso: a leitura das obras literárias, as famosas “listas de livros que caem no vestibular”, também devem estar em andamento – se não for possível na íntegra (o que é recomendado), ao menos os resumos.

Essa prática também será fundamental no quesito Atualidades. É necessário estar plenamente informado e consciente de tudo o que anda ocorrendo no Brasil e no mundo, pois, tenha certeza, as questões vão exigir isso do candidato.

Por fim, a leitura vai servir como ferramenta importante na hora de redigir, ler e reler a Redação – parte relevante dos processos seletivos.

Mantenha a calma para o vestibular

Nunca é demais reforçar: o desespero e a ansiedade são inimigos da concentração na hora da prova.

Tente relaxar e organizar suas tarefas. Não perca noites de sono para tentar correr atrás do conteúdo que não foi estudado. Agora é hora de ter bom descanso, se alimentar de maneira adequada e explorar seus pontos fortes, aqueles conteúdos que vão te garantir bons resultados.

Boa prova!

Hábito de leitura leva catador de lixo para universidade federal

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O gaúcho Carlos César Alves Correa, de 24 anos, era catador de lixos e hoje estuda Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) (Guilherme Endler, Rede Marista/Divulgação)

O gaúcho Carlos César Alves Correa, de 24 anos, era catador de lixos e hoje estuda Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) (Guilherme Endler, Rede Marista/Divulgação)

Livro doado despertou o desejo do gaúcho Carlos César Alves Correa, hoje com 24 anos, de estudar Letras na UFRGS

Paula Sperb, na Veja

Criado pela avó e pela mãe, Carlos César Alves Correa passou a infância recolhendo lixo das ruas de Porto Alegre. De manhã, coletava papel e latas com outras sete crianças da família. De tarde, frequentava a escola. De noite, ficava na pequena casa de chão batido e paredes de madeira velha. “Quando batia vento forte, o telhado voava”, relembra Correa sobre a moradia da infância. O pátio da casa abrigava ainda a égua da família, animal usado para puxar a carroça com o material recolhido nas ruas.

“As pessoas se sensibilizavam em ver as crianças catando o lixo e doavam comida. Eu tinha vontade de estudar, mas não tinha influência da minha família porque ninguém sequer tinha o ensino fundamental completo. Não culpo eles, nenhum deles recebeu o exemplo antes”, conta o rapaz de 24 anos.

Porém, a família recebia mais do que comida. Quando tinha dez anos, o garoto ganhou um livro que despertou seu desejo de ser professor. “A história era parecida com a minha, de um jovem que queria estudar, mas não tinha recursos. Eu me enxerguei ali”, contou a VEJA.

Foi através da leitura, frequentando bibliotecas públicas da capital gaúcha e “espiando” livros nos sebos, que Correa deixou a rotina de catador de lixo para ser aprovado no curso de Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente, o universitário conta sua história para jovens em vulnerabilidade social através de projetos da Rede Marista, em Porto Alegre. Um desses projetos é a “Rede do Livro”, iniciada em agosto, que incentiva a doação de livros para modificar o baixo índice de leitura no país: 1,7 livro per capta por ano, segundo o Ministério da Cultura. Os voluntários podem doar livros diretamente para pessoas ou instituições de sua escolha e utilizar a “hashtag” #rededolivro nas redes sociais para divulgar a ação. A campanha também promove a doação de sangue.

O gaúcho Carlos César Alves Correa, de 24 anos, conta a jovens em vulnerabilidade social como a leitura transformou sua vida (Guilherme Endler, Rede Marista//Hábito de leitura leva catador de lixo para universidade federal/Divulgação)

O gaúcho Carlos César Alves Correa, de 24 anos, conta a jovens em vulnerabilidade social como a leitura transformou sua vida (Guilherme Endler, Rede Marista//Hábito de leitura leva catador de lixo para universidade federal/Divulgação)

Antes de contar sobre a importância da leitura e da literatura na sua vida para outros jovens, o rapaz chegou a abandonar a escola para ajudar a família com um trabalho mais rentável. “Cortaram água, luz e o aluguel era alto para o que se recebia. Precisei colaborar. Achei que nunca voltaria a estudar”, conta. Mas Correa conseguiu emprego e retomou os estudos. Pagou com o próprio dinheiro um cursinho para se preparar para o vestibular e foi aprovado na UFRGS. Correa foi aprovado pelo sistema de cotas (racial, por renda e por ter estudado em escola pública).

Para conseguir estudar no turno da manhã e tarde, Correa trabalha atualmente em uma empresa de call center. “Meu trabalho tem muita pressão, mas é o único mercado que tem contratado durante a crise e tem flexibilidade de horário para que eu possa ir à universidade”, explica o universitário.
Desde que a leitura se tornou um hábito, Correa elegeu Machado de Assis como seu autor favorito, mas também é admirador dos poetas Mário Quintana e Cecília Meireles. Aluno do quarto semestre, Correa planeja ser professor de escolas públicas assim que se formar para despertar nas crianças o interesse pela literatura e pela leitura.

Irmãos distribuem livros em escolas e comunidades pobres do país

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“É gratificante poder dividir a minha paixão pela leitura.” Maria Caltabiano, ao lado do irmão Mateus (Leo Martins/Veja SP)

“É gratificante poder dividir a minha paixão pela leitura.” Maria Caltabiano, ao lado do irmão Mateus (Leo Martins/Veja SP)

Maria e Mateus Foz Caltabiano criaram a lêComigo, que já doou 18 000 títulos infanto-juvenis

Sara Ferrari, na Veja SP

Quando eram crianças, o estudante de engenharia Mateus Foz Caltabiano, de 19 anos, e sua irmã, Maria, 17, costumavam doar roupas e brinquedos a pessoas carentes, incentivados pelos pais. Em 2013, tiveram uma ideia diferente: arrecadar livros com amigos e conhecidos. A ação foi um sucesso. “Conseguimos 5 000 exemplares, que abarrotaram uma sala inteira de nossa casa”, conta o garoto.

Para fazer a distribuição, os dois embarcaram, com a família, para o Maranhão. “Elegemos esse destino porque é o estado com um dos menores índices de desenvolvimento humano do país”, explica o rapaz. Eles pagaram a viagem com recursos próprios. Foram 37 dias de expedição, passando por comunidades quilombolas, aldeias indígenas e regiões ribeirinhas.

Encantados com a experiência, os irmãos decidiram criar, em 2014, a lêComigo, organização sem fins lucrativos que fornece livros a bairros pobres e escolas públicas pelo Brasil. Boa parte das obras é arrecadada em eventos promovidos pela Organização da Sociedade Civil (OSC).

“É gratificante poder dividir a minha paixão pela leitura”, diz Maria Caltabiano, ao lado do irmão, Mateus (Leo Martins/Veja SP)

“É gratificante poder dividir a minha paixão pela leitura”, diz Maria Caltabiano, ao lado do irmão, Mateus (Leo Martins/Veja SP)

Em quase três anos de trabalho, foram distribuídos 18 000 títulos infanto-juvenis em estados como Amazonas e Tocantins. Cada local recebe um kit com cerca de 170 exemplares. A dupla faz a entrega pessoalmente, em geral durante as férias escolares, e paga do próprio bolso as despesas, incluindo transporte e estada. O valor pode chegar a 3 000 reais para cada um, dependendo da cidade escolhida.

“Nossa biblioteca era muito pobre”, conta Sheila Ferraz, 37, supervisora pedagógica de uma escola de Jacinto, em Minas Gerais. “Quando os alunos receberam o presente, foi uma festa.” Em São Paulo, dezenas de instituições estaduais de ensino, em bairros como penha, na Zona leste, e Capão Redondo, na Zona sul, já foram contempladas.

Agora, os jovens planejam obter patrocinadores para ampliar o número de pessoas atendidas. “Sempre fui apaixonada pela leitura, e é gratificante poder dividir isso com quem tem menos recursos”, afirma Maria. “Essa trajetória me deixou muito mais comprometido com o meu país”, completa Mateus.

Estudo mostra como as luzes artificiais e a vibração do corpo influenciam a qualidade da visão e a maneira como lemos

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Pesquisa desenvolvida na UFMG pode ajudar a entender o estresse visual e como tratá-lo de forma adequada

Matheus Prado, no UAI

Como você imagina que nossos /olhos processam informação na hora de ler? Diferentemente do que se pensa, não é um deslocamento contínuo no sentido da frase, da esquerda para a direita ou de cima para baixo, por exemplo. Nosso aparelho visual faz uma série de movimentos, buscando mapear o que está sendo lido ou visto, e transmiti-lo para o cérebro, formando o campo de visão. Durante este processo, diferentes fatores como luz, vibração e a mídia utilizada podem influenciar a qualidade com a qual assimilamos a informação.

Pesquisas dos últimos anos na área da neurovisão, capitaneadas no Brasil pela médica Márcia Guimarães, chamaram a atenção para a existência da Síndrome de Irlen,também conhecida como estresse visual. Trata-se de uma alteração na percepção de visão, provocada por uma falta de adaptação em relação à iluminação artificial, principalmente fluorescente e LED e, muitas vezes, natural, e que causa déficit na leitura. Diagnosticado erroneamente como dislexia, por exemplo, o problema ainda é polêmico na comunidade médica. Isso porque os pacientes que sofrem com a síndrome podem não apresentar alterações no seu exame oftalmológico, se limitado apenas à busca de causas refracionais, ortópticas ou anatômicas, uma vez que envolve distúrbios de processamento visual central e não apenas oculares.

Mas um estudo conduzido por Valéria Prata, pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Aplicada à Neurociência da Visão (Lapan), ligado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), conseguiu trabalhar de forma bem objetiva o diagnóstico. Em sua tese de doutorado, a fisioterapeuta estudou a influência da vibração de corpo inteiro (VCI), mídias e iluminação artificial na cinemática ocular durante atividades de leitura.Ou seja, como diferentes fatores podem influenciar na qualidade da leitura.

Pense que você está lendo um livro em um ônibus em movimento. Seu esforço para conseguir realizar essa leitura teve que ser maior do que o normal, certo? Foi o que Valéria buscou entender. “Eu tenho esse distúrbio clínico e já tinha lido pesquisas sobre o tema, mas queria saber o porquê”, afirma.

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Cada um dos 70 participantes do estudo se acomodou em uma plataforma vibratória, para simular a VCI e colher dados, e foi monitorado por aparelhos que mapeiam os movimentos dos olhos. Assim, realizou a leitura de 16 textos em tablet e em papel, sob iluminação incandescente, fluorescente e de LED. O grupo avaliado na pesquisa foi composto por indivíduos com e sem estresse visual e por bons leitores.

“Os bons leitores registraram uma alteração da coordenação motora dos olhos, mas conseguiram ler melhor”, explica Valéria. Ou seja, apesar de estar em uma situação de desconforto, o aparelho visual desse grupo se adaptou para otimizar a leitura. Já os portadores do estresse visual encontraram mais dificuldades. Até conseguem ler, mas precisam realizar um grande esforço visual e gastam mais tempo para conseguir captar a informação. Alguns deles tiveram sintomas que variaram desde dores de cabeça, irritabilidade e calafrios e, em alguns casos, podendo chegar a convulsões.

A tese de doutorado defendida por Valéria faz parte de um projeto voltado para o estudo dos distúrbios visuais relacionados ao estresse visual e vibração do corpo inteiro, em parceria com a Escola de Engenharia da UFMG, e cuidadosamente monitorada pelo curso de Engenharia Mecânica.

PESQUISA E REALIDADE

A médica Maria Amin, pediatra com atuação na área de neurologia da infância e adolescência, explica de forma simples a síndrome de Irlen. No caso de quem sofre com o problema, “o cérebro sempre viu da mesma forma, então vamos nos adaptando sem saber que temos um problema”. Por se tratar de um distúrbio genético, muitas pessoas se desenvolvem e vivem durante anos sem tratamento.

Estudo conduzido pela pesquisadora Valéria Prata buscou entender o distúrbio clínico (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Estudo conduzido pela pesquisadora Valéria Prata buscou entender o distúrbio clínico (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Para ela, a pesquisa de Valéria é importante porque nosso equilíbrio é diretamente dependente da visão. “Por exemplo, os mais velhos, diferentemente das crianças, sempre estão olhando por onde andam e onde pisam”, completa. Nesse sentido, a tese mostra as influências da acuidade da nossa visão nos movimentos que exercemos diariamente. E, acima de tudo, ajuda a validar os estudos que têm sido feitos sobre estresse visual e distúrbios de aprendizagem. Apesar de tudo, já existem formas de obter o diagnóstico. Lâminas (acetatos) de diversas cores, com faces foscas e brilhantes, são utilizadas como filtros de leitura. Cada paciente testa sobreposições e cores diferentes para ajudarem uma melhor percepção do texto. A Fundação H. Olhos, em Belo Horizonte, desenvolve, há vários anos, umtrabalho de capacitação de agentes da saúde para que a triagem e identificação do estresse visual relacionado aos distúrbios de aprendizado possa ser identificado em crianças da rede pública de ensino.

PROBLEMA E TRATAMENTO

Portadores do estresse visual registram sintomas de fotofobia, problemas na resolução viso-espacial, restrição de alcance focal, dificuldades na manutenção do foco e na percepção de profundidade. Pesquisa desenvolvida na UFMG pode ajudar a entender o problema e como tratá-lo de forma adequada.

PREVALÊNCIA DA SÍNDROME

A psicóloga educacional norte-americana Helen Irlen foi a primeira a descrever a síndrome que carrega seu nome, há quase 40 anos. Naquela época, desenvolveu uma pesquisa para analisar as condições de leitura de um grupo de adultos caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo recebeu a chancela e o patrocínio do governo dos Estados Unidos. Irlen escreveu vários livros sobre o tema e criou uma fundação para ajudar os afetados. A prevalência da síndrome é consideravelmente alta, pois chega a atingir 14% da população. Os números também incluem bons leitores e universitários e torna-se proporcionalmente mais frequente quando o paciente também sofre de déficit de atenção ou dislexia (33% a 46% dos casos). Em estudo conduzido recentemente em escola municipal da rede pública em Belo Horizonte, foi detectada uma considerável incidência da condição (17%) entre alunos com dificuldade de leitura. O trabalho é parte integrante de uma tese de mestrado em Neurociências pela UFMG, defendida pela fonoaudióloga Laura Nequini.

O que faz alguém ser um bom ou um mau leitor?

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O que faz o indivíduo um bom ou um mau leitor? Que tipo de leitor você é?

Bruna Luciana Lopes Valente, no Administradores

Em meio ao mundo tecnológico, é de se imaginar e deduzir que o número de leitores de revistas, jornais e livros, tenha diminuído o que é um fato. Em matéria publicada em 2012, o site G1 trouxe dados sobre a queda dos leitores na época, dos últimos 4 anos:

“A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (28), revelou uma queda no número de leitores no país: de 95,6 milhões, registrada em 2007, para 88,2 milhões, com dados de 2011. O índice representa uma queda de 9,1% no universo de leitores ao mesmo tempo em que a população cresceu 2,9% neste período” (GUILHERME, MORENO, & NÉRI, 2012).

Nota-se que mesmo com o aumento da população, o mesmo não ocorreu com o número de leitores.

Uma pesquisa realizada Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) em 2011, mostra que o Brasil vendeu naquele ano, mais de 470 milhões de exemplares, apresentando um total de mais de 7% em comparação a 2010.

Então analisando esses dados, a informação acaba se tornando contraditório, visto a queda do número de leitores e o crescimento do número de livros vendidos, já que são dados aproximadamente da mesma época. Surge então, à hipótese de que o brasileiro compra, mas não tem total interesse na leitura ou quando lê, não faz uma leitura correta ou proveitosa.

De acordo com Délcio Vieira Salomon, existe o bom e o mau leitor e que os difere um do outro, são os hábitos de leitura. O bom leitor é aquele que com ampla leitura, entende o que lê, tem objetivos, responsabilidade com o que está lendo, quando inicia uma leitura, a faz até o fim.

Segundo Botelho (2012), “um bom leitor é aquele que não é só bom na hora da leitura. É bom leitor porque desenvolve uma atitude de vida”. Já o mau leitor, costuma ler pouco e não gostar de ler, fazer uma leitura pausada, devagar, voltando ao que já foi lido tentando montar uma espécie de quebra-cabeça para compreender o que leu.

Podemos então, chegar à conclusão de que existe sim o hábito de leitura no Brasil, em diversas idades, classes e sobre diversos gêneros literários, porém o que talvez não exista, seja o bom hábito, o hábito saudável.

Novos instrumentos se tornaram e ainda estão presentes cada vez mais na vida dos brasileiros como televisores, smartphones, computadores e tomando o lugar de livros, revistas e jornais (seja de modo impresso ou virtual).

Trazer o hábito da leitura desde a infância e não deixar que ela se perca com o tempo, pode melhorar e muito o número dos bons leitores, aqueles que leem um texto e sabem compreendê-lo, que tem prazer na leitura, que gostam do cheiro do livro. É preciso trabalhar para isso, para que cada vez menos, os maus leitores, aqueles que compram um livro só por estar na moda, que perdem o interesse rapidamente nele, que não compreendem o que estão lendo, tornem-se um número cada vez menor.

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