Seducao Mortal

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4 objetos que vão ajudar você a ler com mais conforto

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Publicado em Tem Mais Gente Lendo

Um dos indícios de que #temmaisgentelendo é a quantidade de objetos criativos – e inusitados – que têm chegado às lojas e que já estão caindo no gosto dos leitores de plantão. Não à toa, o BuzzFeed divulgou, em 2013, uma lista com “24 presentes insanamente inteligentes para os amantes de livros”, que repercutiu, à época, nas redes sociais entre os aficionados pela prática. Alguns deles – e outros que nós, do TMGL, selecionamos para esse post – são bastante apropriados para os adeptos da leitura nos vagões. Confira mais abaixo:

1. Marcador de página (e de linha)

Ideal para saber exatamente em que ponto do seu livro você está. Grande parte das pessoas só interrompe uma leitura quando acaba a página – ou até mesmo o capítulo –, mas esse é um luxo que os leitores do transporte público geralmente não têm, já que, muitas vezes, é necessário interromper a frase no meio para não perder a estação de destino (que acaba de chegar).

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2. Bag de tecido

Outra tendência que chegou para ficar – e que já apareceu diversas vezes nos cliques do TMGL. As bags de tecido são apropriadas para livros e, além de tornar mais prático o ato de carregá-los, ainda permite que as pessoas leiam sem precisar retirá-los da bolsinha.

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3. Apoio transparente

Esse é para quem dá a sorte de conseguir um lugar para sentar – e apreciar a sua leitura com mais tranquilidade – no vagão. Com esse apoio, os leitores-usuários não precisam ficar segurando o livro aberto: é só colocar o objeto em cima e aproveitar o desenrolar da história.

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4. Segurador de página

Outro objeto interessante para manter o livro aberto, dessa vez, para os que o seguram com uma mão só. Bastante útil para quem quer ler e se segurar no vagão ao mesmo tempo.

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15 coisas incríveis que Marcel Proust disse sobre gente que lê

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Publicado no Tem Mais Gente Lendo

Em 1905, o escritor francês Marcel Proust escreveu um prefácio ao livro Sesame and Lilies (Sésamo e os Lírios), de John Ruskin. Publicado sob o título Sur La lecture (Sobre a Leitura), o prefácio acabou ganhando vida independente e se tornou um clássico das reflexões sobre o gesto de ler. Selecionamos para você alguns dos melhores momentos do texto, na tradução de Carlos Vogt (Editora Pontes, 1989).

1. “A leitura está no limiar da vida espiritual; ela pode nela nos introduzir, mas não a constitui”.

2. “Há, contudo, certos casos, certos casos patológicos, por assim dizer, de depressão espiritual para os quais a leitura pode tornar-se uma espécie de disciplina curativa e se encarregar, por incitações repetidas, de reintroduzir perpetuamente um espírito preguiçoso na vida do espírito”.

3. “Os livros desempenham então um papel análogo ao dos psicoterapeutas para certos neurastênicos”.

4. “Da pura solidão, o espírito preguiçoso não pode tirar nada, pois é incapaz de, sozinho, por em movimento a sua atividade criativa. (…) A única disciplina que pode exercer uma influência favorável sobre estes espíritos é, portanto, a leitura…”

5. “Sem dúvida, a amizade, a amizade que diz respeito aos indivíduos, é uma coisa frívola, e a leitura é uma amizade. Mas ao menos é uma amizade sincera, e o fato de dirigir-se a um morto, a um ausente, lhe dá qualquer coisa de desinteressada, quase tocante”.

6. “Talvez não haja na nossa infância dias que tenhamos vivido tão plenamente como aqueles que pensamos ter deixado passar sem vivê-los, aqueles que passamos na companhia de um livro preferido”.

7. “Era como se tudo aquilo que para os outros os transformava em dias cheios nós desprezássemos como um obstáculo vulgar a um prazer divino: o convite de um amigo para um jogo exatamente na passagem mais interessante…”

8. “… a abelha ou o raio de sol que nos forçava a erguer os olhos da página ou a mudar de lugar, a merenda que nos obrigavam a levar e que deixávamos de lado intocada sobre o banco, enquanto sobre nossa cabeça o sol empalidecia no céu azul; o jantar que nos fazia voltar para casa e em cujo fim não deixávamos de pensar para, logo em seguida, poder terminar o capítulo interrompido…”

9. “… tudo isso que a leitura nos fazia perceber apenas como inconveniências, ela as gravava, contudo, em nós, com uma lembrança tão doce (muito mais preciosa, vendo agora à distância, do que o que líamos então com tanto amor) que se nos acontece ainda hoje folhearmos esses livros de outrora, já não é senão como simples calendários que guardamos dos dias perdidos, com a esperança de ver refletidas sobre as páginas as habitações e os lagos que não existem mais”.

10. “Quem, como eu, não se lembra dessas leituras feitas nas férias, que íamos escondendo sucessivamente em todas àquelas horas do dia que eram suficientemente tranquilas e invioláveis para abrigá-las[?]”.

11. “De manhã, voltando do parque, quando todos ‘tinham ido fazer um passeio’, eu me metia na sala de jantar, onde, até a ainda distante hora do almoço, ninguém, senão a velha Félice, relativamente silenciosa, entraria, e onde não teria como companheiros de leitura mais do que os pratos coloridos pendendo nas paredes…”

12. “Já era meio-dia, fazendo com que meus pais pronunciassem as palavras fatais: ‘Venha, feche seu livro, vamos almoçar’”.

13. “O que as leituras da infância deixam em nós é a imagem dos lugares e dos dias em que elas foram feitas”.

14. “Depois a última página era lida, o livro tinha acabado. Era preciso parar a corrida desvairada dos olhos e da voz que seguia sem ruído, para apenas tomar fôlego, num suspiro profundo”.

15. “Procurei mostrar […] que a leitura não poderia ser assimilada a uma conversação, mesmo com o mais sábio dos homens; que a diferença essencial entre um livro e um amigo não é a sua maior ou menor sabedoria, mas a maneira pela qual a gente se comunica com eles, a leitura, ao contrário da conversação, consistindo para cada um de nós em receber a comunicação de um outro pensamento, mas permanecendo sozinho, isto é, continuando a desfrutar do poder intelectual que se tem na solidão e que a conversação dissipa imediatamente”.

70% dos brasileiros não leem. E daí?

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Rodrigo Casarin,  no Página Cinco

E daí que a chance de vivermos em um país de ignorantes aumenta consideravelmente – o que já é comprovado pela crescente intolerância contra tudo que foge do “padrão do homem de bem”, aliás.

Está certo que a pesquisa que a Federação do Comércio do Rio de Janeiro apresentou recentemente afirma que 70% dos brasileiros não leram em 2014. Contudo, arrisco afirmar que esse número não precisa ser atrelado ao ano. Por experiência própria e apoiado em outros índices – que apontam uma constante redução no número de leitores no país –, acredito que, se há algum exagero em dizer que sete em cada dez brasileiros não leem, ele está em acreditar que temos três leitores para cada dezena de habitantes.

70% reconhecem que não leram em 2014, outros tantos dos 30% mentiram, disseram ler para não passar vergonha ou consideraram suas leituras do manual de seu carro novo ou do itinerário do ônibus suficientes. Isso preocupa.

Preocupa porque, para não ficar apenas na pura exaltação do livro e da literatura, estudos de renomadas universidades pelo mundo indicam ou comprovam que a leitura aprimora faculdades cognitivas – aumenta a inteligência, em outras palavras – e deixa as pessoas mais empáticas e com opiniões mais sólidas, além de melhorar a capacidade argumentativa e a tolerância a diferentes pontos de vista. Ou seja, transforma o cidadão em algo bastante diferente dos senhores da razão que vemos cada vez mais em nossa sociedade.

Isso acontece porque leitores costumam viver não somente a sua vida e a sua realidade, mas também a vida dos personagens – com seus dramas, opiniões, virtudes e defeitos – e os universos em que estão inseridos – muitas vezes em culturas bastante diferentes da nossa, com hábitos e problemas distintos. A leitura permite um profundo, introspectivo e normalmente longo contato com essas possibilidades, e conviver com isso ao longo de uma semana ou um mês é bem diferente de ver algo durante duas horas em um filme. As chances de alguém falar em heterofobia após ler Oscar Wilde ou urrar pela volta da ditadura depois de ler Bernardo Kucinski são muito menores, por exemplo.

O estudo também mostra que os não-leitores costumam gastar seu tempo com atividades como navegar na internet e passear. Claro que também devem fazer isso, mas será que não dá para deixar dez minutos do dia para um livro, nem que seja durante a ida ao banheiro?

Outro fator que interfere, dizem os especialistas, é a economia. Falta de grana e tempo, pelo que vejo, são as duas desculpas mais usadas por pessoas que não leem. Ora, se falta dinheiro, procure por opções de obras na internet, vá a uma biblioteca, peça um livro emprestado a um amigo ou leia na própria livraria; se falta tempo, organize-se, sempre arrumamos tempo para o que importa. Ou então assuma que não lê porque não quer, é melhor.

Ainda de acordo com o estudo, 55% dos brasileiros não fizeram nenhuma atividade cultural em 2014 (contra 49% em 2013), 89% não foram ao teatro e o número de frequentadores de cinema diminuiu. Muitos dizem que estamos prestes a viver uma idade das trevas por conta de nossa economia. Não acho. Talvez estejamos prestes a viver uma idade das trevas por conta de pessoas cada vez mais fechadas em sua própria bolha, cuja visão de mundo não vai além da televisão da sala e o contato com o diferente se dá, no máximo, quando encontra o colega de escritório.

Não basta ser pai e mãe, tem que ler junto

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A leitura compartilhada com o filho fortalece o vínculo afetivo, propicia conversas encantadoras e ainda serve de antídoto para o excesso de tecnologia

Isabel Clemente, na Época

Tenho uma pequena leitora voraz em casa. Letícia, minha filha mais velha, está com 9 anos e se interessa por gibis, livros seriados infanto-juvenis e crônicas. Ela é capaz de reler o livro o mesmo livro três vezes, rindo e absorvendo tiradas para seu acervo pessoal de piadas. Sim, isso me enche de orgulho. Sim, isso também é mais do que eu mesma fazia na minha infância rodeada por livros. Confesso que vê-la tão absorvida pela leitura reduz bastante minha preocupação com o excesso de tecnologia, desafio para o qual ainda estamos nos municiando como pais de uma geração hiperestimulada por smartphones. Ninguém sabe ao certo onde isso vai dar. A única constatação imediata que se tira olhando ao redor é que já não se conversa à mesa do restaurante como antigamente. Por isso, toda minha ojeriza aos celulares durante refeições e reuniões de família e amigos.

A leitura – junto com conversas de verdade e atividades físicas – me parece, até que me apresentem argumento mais convincente, o melhor antídoto para os males da tecnologia. Não à toa esse foi o tema de um dos debates da Feira do Livro Infantil de Bologna, na Itália, na semana passada, o maior evento do tipo no mundo. Recém-chegada de lá, a promotora de Justiça e escritora Ariadne Cantu, autora de 16 livros infantis e mãe de três, me contou que escritores e educadores estavam debatendo até que ponto o imediatismo digital irá afetar a construção dos pensamentos. Não por outro motivo, Gianna Vitalli, uma simpática senhora de cabelos grisalhos que integrava o júri do Hans Christian Andersen, o maior prêmio de literatura infantil, propôs, em sua fala de abertura na feira, que a educação infantil nesses tempos de alta tecnologia atente para o valor da leitura e “reformate a cabeça dos professores”. “As crianças precisam de tempo livre para aprender. Elas precisam reaprender a ler”, disse.

Como vocês, estou também muito interessada nessa investigação. Converso com amigos, procuro ouvir e ler o que os especialistas têm a dizer, enquanto observo, na minha casa, o impacto disso tudo nas duas crianças, sobretudo na caçula, que, aos 5 anos, não está alfabetizada, descobriu os joguinhos muito antes da irmã, e outro dia verbalizou de forma singela uma reivindicação que volta e meia reaparece. “Estou cansada de não ter um ipad!”

E nem adianta eu dizer que também não tenho porque além de celular, uso um leitor digital de livros, o que, para ela, dá no mesmo. É tudo tecnologia. Se eu uso para ler ou jogar, não faz a menor diferença. Vá explicar.

Com a baixinha, a gente tem que sentar e ler. Pegar pela mão e convidá-la para uma viagem pelas letras ou apenas pelas imagens dos livros silenciosos, sempre uma ótima aposta para instigar a curiosidade dos iletrados. Isso dá trabalho. Precisa fazer questão, às vezes até brigar com a televisão, lançar argumentos infalíveis e contar com um autor inspirado, lógico. As prateleiras de livros infantis para ela estão quase rentes ao chão. É o tipo de produto que precisa estar ao alcance das crianças. No meio do caminho, entre nós e os livros, entram não só os atrativos da tecnologia, mas o cansaço, a falta de tempo, a necessidade de dar atenção para todo mundo aqui e agora.

Não basta olhar feliz para a criança que resolve folhear sozinha um livro. Tem que desligar as notificações desnecessárias da tela do celular, sentar e dizer “está na hora da nossa leitura” e não deixar ninguém se intrometer. A exclusividade é o toque especial para coroar esse hábito que, como pais, temos a obrigação de ajudar a construir.

E depois que eles aprenderem a ler, passada a fase inicial de dificuldades, qual será o nosso papel?

Ler junto, de vez em quando, pode apostar. A missão não termina na alfabetização nem quando eles adquirem fluência na leitura. “É legal ler junto, todos saem lucrando. Você se aproxima afetivamente da criança e ela de você. Milhares de coisas não escritas no livro podem ser ditas”, afirma Ariadne.

Ler junto significa levar para dentro de casa o que muita gente acredita ser responsabilidade apenas da escola. Influência é a arte de contagiar esses pequenos aprendizes com nossos hábitos. Apesar de reclamar a falta de um ipad, a verdade é que Carolina, minha filha menor, está cada dia mais ansiosa para ler como todo mundo da casa, pedindo para digitar no computador a frase que eu pretendo escrever quando sento para trabalhar (foi ela que escreveu “enquanto Carolina”). A obra segue em construção.

Letícia propõe que eu leia o livro que ela terminou de ler. Quer saber a minha opinião, conversar comigo sobre a história. Eu também tenho essa curiosidade. Afinal, que tanto ela lê e gosta? Estará entendendo tudo? O significado das novas palavras? O dicionário está lá, ao alcance das mãos, mas querer que a criança o consulte toda hora é exigir demais. Que lições tira das histórias? Se for um livro da minha infância, fica fácil interagir, mas há muitos títulos novos. A demanda é constante e crescente. Mal tenho tempo para dar conta dos títulos e dos autores que me interessam. Que horas vou ler o livro infanto-juvenil que já não se consome numa única tarde de tão grande, eu me pergunto. E o que faço com a outra filha que me cerca em busca de atenção nessa tarde propícia à leitura? Vida em família é assim: pontuada por negociações nem sempre frutíferas. Mas as soluções são sempre individuais, variam de casa para casa, e eis que temos uma chance. É tarde, a pequena ouve histórias do pai no quarto enquanto eu e Letícia sentamos para ler um gibi.

Estamos lado a lado, ela apoiada no meu ombro. Alternamos os personagens. Seguimos nessa leitura dramatizada e em voz alta. Tenho chance de perguntar se ela entendeu o significado de uma palavra ou outra. Ela fica feliz de me ver rindo das cenas que ela também achou engraçadas. E eis que na última página da revistinha, não encontramos o “fim” mas um “continua”. Ela me olha com os olhos apertados e séria conclui: “Detesto quando isso acontece. Agora vou ter que esperar a revistinha do mês que vem e ainda estamos no início de abril!”

“Putz, é mesmo”, digo, solidária.

Fechamos o gibi. A hora voou, a irmã chegou toda animada e acesa no meu quarto, o pai veio atrás com cara de quem desistiu da empreitada, mas Letícia ainda está com a cumplicidade esculpida no olhar. Sorri, já despreocupada com o fim da história que não veio.

“Adoro ler com você”, digo. “Precisamos fazer mais.”

“Eu também”, ela retruca, sorridente. “Mãe, eu acabei de ler um ótimo livro e posso te emprestar também”, completa, sustentando o assunto, antes que a noite acabe.

Eu sei. E vou dar um jeito de ler. Ah se vou…

Como priorizar aquela pilha de livros que se acumula na sua casa

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Se você é um leitor assíduo, provavelmente sofre com um problema bem comum: lidar com aquela enorme pilha de livros que insiste em se acumular pelo seu quarto e já ameaça cair sobre a sua cabeça e te soterrar em meio a diversos exemplares. Exatamente como ocorreu com um senhor idoso de San Diego que ficou enterrado em sua coleção de 9.000 livros após um terremoto na cidade em julho de 1986. Quando os socorristas conseguiram resgatá-lo, ele agradeceu aos homens e, então, pediu um livro para ler.

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Caso já tenha chegado ao ponto de precisar abrir caminho por entre os seus livros para conseguir sair de casa, talvez esteja na hora de criar um plano de leitura eficiente para decidir o que ler em seguida. Pensando nisso, elaboramos aqui algumas dicas que podem te ajudar com este processo.

1. Elimine da pilha qualquer livro fora do seu foco de interesse
Então o seu oftalmologista descobriu que você adora ler, e resolveu te repassar alguns dos seus livros antigos… Sobre oftalmologia. A menos que seja um romance policial sobre um oftalmologista que rouba os olhos de seus pacientes escrito pela Agatha Christie, não tem sentido guardar este livro em sua pilha. Pratique o desapego e passe esses livros adiante. Deixe-os buscar outros leitores que realmente se interessem pelo seu conteúdo. Talvez estas obras cruzem o seu caminho novamente algum dia, mas até lá, reconheça que você tem outras prioridades literárias.

2. Analise a sua pilha e separe os livros que mais te agradam
Talvez você não se aguente de esperar para ler o novo livro do seu autor favorito. Ou sente uma vontade incontrolável de pegar a sequencia de alguma saga que vem acompanhando há algum tempo. Ou, quem sabe, você só precisa dar algumas boas risadas com os livros mais descontraídos da sua pilha. Leia esses em primeiro lugar. Um leitor satisfeito é um leitor ligeiro, e assim a sua pilha de livros irá reduzir de tamanho cada vez mais rápido.

3. Leia um livro que pegou emprestado
Sabemos que livros que retornam aos seus donos após serem emprestados, são considerados lendas entre os leitores. Então que tal fazer parte dessa lenda? Se você pegou um livro emprestado, nada mais sensato do que dar uma prioridade para esta obra, e assim poder devolvê-la o quanto antes. Pense que, desta forma, quanto menos tempo o livro passar sobre sua rege, menor será o risco de ocorrer algum acidente (rasgar, molhar ou estragar a capa) com um exemplar que não é seu.

4. Considere a oportunidade de alternar entre uma obra clássica e uma contemporânea
Pode ser divertido realizar algumas viagens no tempo e transitar entre épocas diferentes nas suas leituras. Melhor ainda quando um livro moderno expressa alguma referência a um clássico do passado, e uma leitura puxa outra de forma orgânica.

5. Leia um livro que ganhou de um amigo
Sugerir um livro é uma coisa, mas quando um amigo próximo lhe entrega um livro em mãos e diz: ‘Leia isto!’, significa que ele não só adorou a leitura, como também enxergou alguma coisa nessa obra do qual você provavelmente também gostaria. E pelo jeito esse amigo está disposto a pagar o preço do livro para provar que está certo. Mesmo que você não vire uma tiete do autor como ele, pelo menos terá uma boa desculpa para vocês se encontrarem informalmente em um bar para discutir o assunto.

6. Leia o primeiro livro que estiver prestes a cair na sua cabeça
Será que não aprendemos nada com o velhinho de San Diego citado acima? Se aquele livro do topo da pilha ameça cair sobre você enquanto dorme, parece que a escolha já foi feita sem a sua participação. Basta selecionar alguns exemplares aleatórios do topo para ler, antes que um terremoto faça isso por você.

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