Orgulho & Preconceito

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Para quem não gosta de ler

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Machado de Assis e Guimarães Rosa deveriam ser lidos por leitores ainda ‘virgens’?

Raphael Montes, em O Globo

No último sábado, 23 de abril, comemorou-se o Dia Mundial do Livro, criado pela Unesco para encorajar as pessoas, especialmente os jovens, a descobrir os prazeres da leitura e a conhecer a enorme contribuição dos autores de livros através dos séculos. A data foi escolhida pelo fato de que, neste dia do ano de 1616, morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega. Outros escritores importantes também nasceram ou morreram em 23 de abril, como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Manuel Mejía Vallejo e Josep Pia.

Tenho íntima relação com os livros e não poderia deixar de aproveitar o espaço desta coluna para comemorar a data. No entanto, tomado pelo espírito da festividade, direciono este texto não aos meus pares — aqueles apaixonados por livros, que devoram as páginas para mergulhar em um novo mundo —, mas sim àqueles que não gostam de ler; que acham chato, monótono ou perda de tempo. Faça ao menos um esforcinho e chegue ao final deste texto. Quem sabe assim a gente não tem uma boa conversa?

Antes de tudo, é importante dizer que eu o entendo. Mais do que isso, até meus 13 anos, eu era como você: havia lido apenas alguns livros obrigatórios do colégio e não extraía qualquer prazer daqueles clássicos. Conhecimento eu até extraía, vá lá, mas ninguém gosta de conhecimento sem algumas doses de diversão aos 13 anos de idade. Nesta coluna, já escrevi sobre como as leituras escolares são grandes responsáveis pela formação de não-leitores no Brasil. Não pretendo me repetir. Mas, apenas para retomar o conceito, acredito que os principais erros estão no momento e na abordagem das leituras escolares.

Não há dúvidas de que Machado de Assis e Guimarães Rosa escreveram grandes livros, mas não canso de me perguntar se esses livros deveriam ser lidos por leitores ainda “virgens”, em processo para adquirir o hábito de pegar um livro e ler por vontade própria. A meu ver, o correto é que aquele que não gosta de ler comece por um texto mais simples, mais divertido, e, aos poucos, chegue a autores mais complexos e ricos na linguagem e no tema.

Em geral, esta caminhada inicial pelo mundo da literatura fica mais fácil quando encontramos um guia experiente. Não tenho dúvidas de que existe o livro certo para cada leitor — você pode achar chata aquela história de fantasia, mas se deliciar com aquela de terror ou com outra que narra uma saga familiar. Há os que preferem uma linguagem mais seca e direta, e há os que se encantarão com textos poéticos e rebuscados. A literatura abraça um mundo absolutamente democrático, repleto de possibilidades. Basta procurar com atenção até encontrar seu livro-alma-gêmea.

Quando eu tinha 12 anos, num fim de semana chuvoso, minha tia-avó Iacy me entregou um exemplar de “Um estudo em vermelho”, do Conan Doyle. Decidi ler mais pelo carinho que nutria por ela do que pela vontade de enfrentar o livro. Naquela madrugada, minha vida mudou. Meu interesse pela literatura nasceu (em especial, pela literatura de mistério) e decidi que seria escritor.

Naturalmente, não é assim que acontece com todo mundo. Em casa, meus pais não gostavam de ler e não compravam livros. Com o passar dos anos, decidi ser o guia de minha mãe. Comecei com os romances de Martha Medeiros e Walcyr Carrasco: leves, divertidos e gostosos de ler. Aos poucos, sem cobranças, entreguei livros de Amóz Óz e Italo Calvino — e ela também os devorou. Foi assim que conquistei uma nova leitora lá em casa.

Com meu pai, não foi tão fácil. Apresentei literatura policial: muito violenta. Literatura fantástica: muito surreal. Literatura romântica: muito água com açúcar. Biografias: muito detalhamento. Então, decidi atacar pelos assuntos de que ele mais gostava: turismo, samba e cervejas. Consegui um guia do Rio de Janeiro com pegada literária, que foi rapidamente devorado. Agora, dei de presente “Desde que o samba é samba”, de Paulo Lins. Vamos ver no que vai dar.

Conheço, ainda, muita gente que adorava ler na infância e na adolescência, mas acabou perdendo o hábito, sugado pelos compromissos. É claro que a vida adulta devora nosso tempinho de lazer, mas sempre dá para encontrar um jeito de voltar aos livros — nem que seja cortando um pouco as horas gastas nas redes sociais. Por isso, para comemorar o Dia Mundial do Livro, quero propor um desafio a vocês.

Àqueles que costumavam ler, mas perderam o hábito, que passem na livraria mais próxima e comprem o lançamento que chamar sua atenção. Comecem a ler nesta mesma noite (e tentem terminar até meados de maio, no máximo!).

A quem já gosta de ler, o desafio é outro: nas próximas semanas, conquiste um novo leitor. Seja paciente e evite a imposição. Ler deve ser prazeroso, antes de tudo. Busque indicar gêneros que vão ao encontro do perfil do leitor. Perguntar quais seus filmes e músicas favoritos costuma ajudar a encontrar o livro ideal.

Por fim, o desafio aos que não gostam de ler: permita-se viver essa experiência. Comece por algum livro cuja história o atraia. Se não gostar, pule para outro, sem medo de largar no meio. Experimente livros de todos os gêneros e estilos, desde suspense até poesia. Existe um universo incrível a ser desvendado. Vá em frente sem medo de ser feliz!

 

Quer fazer anotações melhores e da forma certa das aulas? Encontre palavras-chave

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Palavra -Chave

Publicado no Amo Direito

Fazer anotações das aulas é importantíssimo, entretanto é ainda mais crucial fazê-las da forma certa. Encontrar palavras-chave para os conteúdos, por exemplo, é uma ótima forma de tornar o seu aprendizado mais eficiente.

A ideia é simples: toda vez que o professor iniciar um novo assunto, comece a escrever o que ele diz, mas procure ao mesmo tempo por palavras que possam resumir o tema. Por exemplo, se a aula for sobre a Proclamação da Independência, talvez a própria palavra “independência” seja boa o bastante para que o seu cérebro consiga lembrar o que foi dito.

Caso você ache muito difícil resumir um assunto em apenas uma palavra, peça a ajuda do seu professor. Pergunte a ele qual é o tema central ou até mesmo peça dicas para que o seu caderno tenha o maior número de anotações relevantes. Ele com certeza irá ajudá-lo e, de quebra, você ganhará pontos positivos com ele pelo seu interesse.

Outra dica bastante funcional é fazer, além da palavra chave, um desenho ou diagrama que represente o conteúdo. Assim você estimulará a sua memória por meio do texto e de imagens, tendo maiores chances de recordar o que aprendeu.

Portanto, na próxima vez em que você tiver que anotar aulas, lembre-se que a qualidade é mais importante que a quantidade, faça anotações mais proveitosas e conquiste notas mais altas!

Fonte: noticias universia

Que tipo de livros os pais devem sugerir aos filhos?

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leitura

Gisella Meneguelli, no Green Me

Ler é uma atividade importante para as crianças, porque desenvolve não apenas a linguagem, mas o lado lúdico e afetivo.

Pela atividade da leitura, as crianças compartilham ideias, aprendem experiências diferentes e fortalecem relações. Por isso, é importante que os pais participem da escolha dos livros que os filhos vão ler, o que também é uma forma de incentivá-los nessa aventura.

Um estudo publicado no site A Taba trata desse tema para pais e educadores e indica sete livros que não deveriam faltar na biblioteca dos pequenos.

1. Livros de pano, banho e cartonados são um ótimo começo (e podem ser puxados, mordidos, amassados). Além de serem lidos, podem ser manuseados.

2. Obras com imagens, pois ampliam o repertório estético e imaginários das crianças.

3. Publicações com cantigas e paralendas levam adultos e crianças a lerem e cantarem juntos, compartilhando um momento de afetividade.

4. Histórias que apresentam elementos de repetição, com frases e palavras que aparecem várias vezes, facilitam a memorização das crianças e ajudam-nas a “ler” sozinhas.

5. Histórias rimadas, pois elas mexem com o tom, a sonoridade e o ritmo vocal.

 6. Contos de acumulação, em que novos elementos são incluídos a cada página.

 7. Livros de poemas, que também trabalham ritmo e sonoridade.

Claro que esse acervo é uma sugestão e deve ser ampliado. O importante é que ele sirva como um guia para pais e educadores a fim de que, depois, a criança possa sozinha escolher suas próprias leituras e tenha o desejo despertado para a leitura.

Pais devem incentivar crianças a lerem desde pequenas, orienta psicopedagoga

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Foto: Arquivo/ODIA

Foto: Arquivo/ODIA

 

Mesmo na era da informática, o livro continua sendo o principal instrumento para formação das crianças

Publicado no Portal o Dia

O Dia Nacional do Livro, comemorado em 18 de abril, mais que uma homenagem ao escritor Monteiro Lobato, é um momento para incentivar à leitura para o público infanto-juvenil. Mesmo na era da informática, em que é possível ter todas as informações em um único click, o livro continua sendo o principal instrumento para formação das crianças.

Segundo Ursulina Maria Silva, professora e alfabetizadora, o contato e manuseio do livro são importantes para que a criança desenvolva o gosto pela leitura. “O encantar do livro é porque a criança pode sentar em uma roda e ter um contato visual, passando as páginas, vendo as ilustrações, e a criança fica mais encantada”, disse.

Para crianças que ainda não sabem ler, os livros infantis com desenhos proporcionam uma leitura de imagem, fazendo com que a criança possa criar a história com base nas figuras que ela está observando e, a partir daí, estimular sua imaginação. A professora relata também que este processo de criação faz com que a criança aprenda a organizar seu raciocínio e criar sua linguagem.

Já a psicopedagoga Célia Ribeiro explica que as práticas criadas para as crianças são pensadas para que elas consigam desenvolver a leitura e a escrita no final da educação infantil. Ela conta que atividades lúdicas, como a contação de histórias e rodas de leitura, utilizando recursos variados, fazem com que a criança veja na leitura um momento divertido e prazeroso.

“Com isso, ela vai construindo, a partir da percepção enquanto leitor, que esse não é apenas mais um momento de atividade. E também é muito importante a participação dos pais nesse processo de leitura. Não adianta apenas oferecer o livro se a criança não identifica este hábito. Mesmo quando a criança não leia, os pais devem participar desse processo, pois o contato com essas atividades são muito importantes e a rotina da educação infantil contempla bastante atividades”, disse.

Uma ressalva que Célia Ribeiro faz é com relação aos bebês, que desde pequenos já podem fazer o manuseio de livros, com tamanho diferenciados, texturas, cores. Este trabalho, com estímulo do desenvolvimento oral e escrito, terão resultados muito satisfatórios.

“Os pais precisam estimular mais, ler para os filhos, porque se a criança ver os pais fazendo isso, ele seguirá os mesmo caminho. Os pais falam muito que não têm tempo, mas isso não é desculpa para você não introduzir seu filho no mundo literário. Viu a foto de alguém, pergunta quem é, se tem uma frase, diga o autor, para que ele saiba quem disse aquilo”, disse Ursulina Silva.

A professora também enfatiza que, apesar de trabalhoso, os pais devem incentivar que os filhos tenham mais contato com os livros, inclusive presenteando-os com um exemplar, ao invés de roupas ou brinquedos.

“O pai não precisa ler uma história toda, lê apenas algumas páginas, depois pergunta o que ele achou mais interessante, qual personagem ele gostou mais, e sempre fazendo isso de uma forma agradável, mostrando que aquele momento é prazeroso”, finaliza Ursulina Silva.
Fonte: Isabela Lopes – Jornal O DIA

Leituras (altamente) recomendadas: 3 livros para ler antes de começar uma faculdade

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Publicado no Amo Direito

Durante o Ensino Médio, é comum que os professores passem uma lista com títulos da literatura nacional – geralmente os clássicos – para ajudar os estudantes a se prepararem para os vestibulares. Embora a intenção seja boa, esta obrigatoriedade costuma desmotivar alguns jovens que, depois do último ano na escola, abandonam o hábito da leitura.

No entanto, a literatura pode ensinar muitas coisas além dos conteúdos exigidos pelo Enem e demais exames do segundo semestre. Por esta razão, a Universia Brasil reuniu três livros que podem te passar grandes ensinamentos que serão muito úteis para a sua preparação antes da primeira semana de aulas na faculdade. Confira a seguir e boa leitura:

“Eu sou Charlotte Simmons”, de Tom Wolfe
A expectativa de começar uma vida nova num cenário cheio de novidades costuma atrapalhar ou, ao menos, confundir alguns estudantes nos primeiros meses de faculdade. Este foi o caso de Charlotte Simmons, uma garota da zona rural da Carolina do Norte que foi aceita na renomada – e fictícia – Universidade de Dupont. Focada nos estudos, ela percebe que nem todos os seus colegas têm os mesmos objetivos e começa a se encantar com esta nova perspectiva. Para os críticos, esta obra, além de pertencer a um dos maiores cronistas americanos, retrata ironicamente a juventude do início do século XXI.

“Anna Karenina”, de Liev Tolstói
Um clássico da literatura russa, “Anna Karenina”, pode ser o primeiro romance desafiador que você lerá depois da escola. Nas pouco mais de 800 páginas, Tolstói conta o romance proibido de Anna, uma mulher casada, com o sedutor Vronski. No cenário da Rússia nos tempos dos czares, o autor questiona o que é justiça social apresentando uma história na qual a destruição e as mentiras estão muito presentes.

“Faça acontecer”, de Sheryl Sandberg
Você provavelmente já ouviu ou participou de uma discussão sobre a equidade de gênero. Neste livro, a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, compartilha as dificuldades que ela enfrentou no mercado de trabalho, apresentando estatísticas e relatos pessoais sobre como ela superou cada um dos obstáculos. “Faça acontecer” pode te introduzir a essas discussões que estão cada vez mais presentes nas universidades e ainda te incentivar a correr atrás dos seus sonhos apesar dos empecilhos.

Fonte: Universia Brasil

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