Com amor, a garota chamada Estrela

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Jovem lê livros em locais inusitados para apoiar hábito de leitura

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Publicado em Catraca Livre

Para apoiar e promover o hábito da leitura, o eslovaco Jakub Pavlovsky, de 21 anos, criou um ensaio fotográfico no qual aparece lendo em locais bastante inusitados. Intitulado “Book’s Calling” (“O livro está chamando”), o projeto procura provar que livros são ótimas companhias em qualquer lugar ou momento.

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Nas imagens, o jovem é capturado sentado em calçadas, no chão de supermercados, em lojas de bolsas e outros locais nada convencionais para ler um livro. Com isso, ele espera influenciar as pessoas a criarem um hábito de leitura, independente da hora ou do lugar.

Em entrevista ao site, Jakub relatou: “Há alguns meses, eu percebi que as pessoas não estavam mais lendo tanto quanto elas liam hoje, eles preferem as tecnologias modernas a um livro interessante. Eu criei um projeto chamado Book’s Calling nas mídias sociais. Quero espalhar uma ideia tradicional em um sistema moderno”.

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Contrariando hábito do brasileiro, meta de jovem de 13 anos é ler 500 títulos em um ano

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A biblioteca do colégio se transformou em uma forte aliada para a meta de Kira

A biblioteca do colégio se transformou em uma forte aliada para a meta de Kira

Raquel Ramos, no Hoje em Dia

Com apenas 13 anos, Kira Rocha Pereira Gonçalves se propôs a realizar uma façanha: ler 500 livros em 365 dias, meta ousada em um país onde o hábito de leitura não se firmou. Pesquisa recente realizada pelo Instituto Pró-Livro aponta que o brasileiro lê, em média, quatro publicações ao ano – mas só conclui duas.

“O índice é baixo e preocupante. Percebemos que os alunos leem unicamente para cumprir atividades escolares, raramente por iniciativa própria”, afirma Zoara Failla, gerente de projetos e coordenadora da pesquisa.

Para ela, a tecnologia é uma das grandes culpadas pelo desinteresse nessa faixa etária, embora pais e professores também tenham uma parcela de responsabilidade. “Estão deixando de estimular essa prática, sobretudo entre crianças que têm muito a ganhar com a leitura”.

Não é o caso de Kira, que, pelo desempenho até agora, não terá dificuldade em cumprir sua meta. Chegou ao 136º dia do ano com mais de 210 títulos lidos. Todos com mais de cem páginas. A “largada” começou em 1º de janeiro. Valendo-se do período de férias, ela devorou 110 obras somente no primeiro mês.

Mas, como era de se esperar, não foi possível manter o mesmo ritmo após o início das aulas. “Tenho que dividir o tempo com os estudos”, justifica a garota. Por outro lado, a biblioteca do colégio onde estuda, o Instituto Padre Machado, transformou-se em uma ajuda de grande valor para que consiga cumprir o objetivo. É nesse “refúgio de livros” onde a jovem leitora passa os intervalos.

Lá, também pode recorrer à bibliotecária Ana Carolina Silva, que a ajuda a escolher os títulos. “Ela é aberta a novidades. Prova disso é que lê de infanto-juvenis a clássicos da literatura brasileira, escritos por Fernando Sabino e Carlos Drummond de Andrade”, afirma Ana.

Apoio em casa

Na raiz da paixão pelos livros está a mãe da jovem, Ana Maria Rocha. Foi ela quem mais incentivou Kira a manter contato com os livros. “Foi graças a esse hábito que adquiri habilidades como criatividade, boa escrita e amplo vocabulário”, enumera a menina-prodígio, sem falsa modéstia.

Departamento de educação de Palmas lança o projeto “Viajando no Mundo da Leitura”

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Trata-se de uma biblioteca itinerante, que funcionará dentro de um ônibus, incentivando o hábito da leitura.

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Publicado em RBJ

O departamento de educação de Palmas, sul do Paraná, lança a partir do 2º semestre, o projeto “Viajando no Mundo da Leitura”. Trata-se de um biblioteca itinerante, que funcionará dentro de um ônibus modificado especificamente para atender e levar a vários pontos da cidade o acesso à leitura a toda a população.

De acordo com a coordenadora de bibliotecas do departamento municipal, Cleidis Brasil, o projeto visa incutir o hábito da leitura desde as crianças até idosos. Destacou que a iniciativa tem recebido vários elogios e apoio de toda a comunidade. Salientou que os trabalhos para a modificação e adequação do ônibus estão em fase adiantada. O cronograma da biblioteca passará por escolas municipais e outros pontos para que toda a população palmense conheça o projeto.

Enfatizou que a contribuição da comunidade é de extrema importância, visto que o projeto encontra-se na fase de montagem do acervo da biblioteca itinerante. Incentivou à população que possuir livros, revistas, gibis, jornais, entre outros, para que contribua doando esses materiais. Os pontos de coleta estão distribuídos nas escolas municipais, departamento de educação e parceiros:

– Prefeitura Municipal

– Divisão de Cultura

– Colégio Bom Jesus

-Colégio Sesi

– Colégios estaduais

– Divisão de Esportes

– Jornal A Folha do Sudoeste

Informou que as pessoas que têm um número significativo de materiais, mas não têm como levar até os pontos de coleta, podem entrar em contato com o departamento de educação, que disponibilizará um veículo para o transporte.

Outro apoiador da iniciativa é a equipe do Santa Pelizzari/Palmas Esportes, que no próximo sábado (16) enfrenta a equipe de Pitanga pela Série Bronze do Campeonato Paranaense de Futsal. Na oportunidade, crianças até 12 anos não pagam, mas precisam doar um livro ou gibi, que serão destinados para a campanha.

O que o seu estilo de leitura no Metrô pode revelar a seu respeito

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

O transporte público é uma pausa na rotina bastante útil para um leitor assíduo, permitindo um relativo espaço de tempo ininterrupto para ser gasto com a leitura durante as viagens. A prática vem sendo justamente homenageada nas redes sociais com excelentes fotos de pessoas lendo durante os seus trajetos diários, e embora seja uma imagem bonita de se ver, ler no ônibus ou no metrô não é fácil, e requer muita astúcia e destreza para manter o equilíbrio em meio aos bancos, barras de ferro, passageiros e bagagens.

Se você costuma ler diariamente no Metrô, é provável que você já tenha forjado um estilo confortável de leitura, de forma que não fique chacoalhando com o balanço da condução. Sendo assim, vamos descobrir o que o seu estilo de leitura no metrô pode dizer a seu respeito.

Estilo: Surfista de Trem

Você sabe que a qualquer momento corre o sério risco de sair voando pelo vagão por qualquer freada brusca do metrô, mas está disposto a passar por esse desafio. Sem apoiar-se em nada além do seu livro, você confia plenamente no seu equilíbrio felino para manter-se em pé durante a leitura.

O que isso diz sobre você: Você é ousado, confiante, e mais coordenado que a maioria das pessoas. Também está totalmente empenhado em terminar a sua leitura, e não vai deixar que a simples falta de assentos vagos ou as barras de metal atrapalhem a sua leitura.

Leitura sugerida: É claro que, neste caso, um eReader seria o modelo mais apropriado de leitura devido a facilidade de serem manejados com apenas uma mão.

Estilo: Leitor Pole Dance

Os seus pés ficam plantados no chão do vagão, mas todo o resto do seu corpo está inclinado e apoiado na barra de metal, com a dobra do braço abraçando o “poste de pole dance” para ficar mais fácil de virar as páginas, e totalmente alheio a qualquer outro passageiro que busca uma remota chande de se apoiar, ainda que com a ponta dos dedos, na barra de metal.

O que isso diz sobre você: Na verdade você preferia estar sentado, mas na falta de um lugar vago, a ideia de agarrar-se ao poste de apoio do metrô surge como uma segunda opção de conforto. Apesar da tática de envolver a barra de metal com o braço culminar em uma excelente sensação de segurança, vale lembrar que a atitude é equivalente a abraçar um vaso sanitário, dada a quantidade de germes que impregnam esses objetos. Seria bom lembrar disso se você cultiva o antigo hábito de molhar as pontas dos dedos com saliva antes de virar as páginas.

Leitura sugerida: Para sustentar esta posição e ainda deixar espaço na barra de apoio para os ‘coleguinhas’, o melhor mesmo seria utilizar um audiobook, mas talvez você possa se virar bem com um livro pequeno de contos que facilite o seu manuseio.

Estilo: O Porteiro

Encontrar uma posição perto da porta (ou até mesmo apoiado sobre ela) pode ser uma estratégia bem vantajosa na hora do rush. Isso se você souber de cabeça qual o lado certo que as portas abrem durante o trajeto, ou corre o sério risco de ficar encurralado, cair no vão entre o trem e a plataforma, ou ter o livro (e até as mãos) decepado no fechamento automático das portas.

O que isso diz sobre você: Se você é um ‘porteiro’ por opção, é provável que você seja do tipo que gosta de privacidade. Também me parece um candidato a fortes emoções, levando em conta que sempre há uma chance de que as portas sofram uma pane, e abram inesperadamente atrás de você enquanto o trem está em movimento (ou talvez eu seja o único maluco que se preocupa com isso). Por fim, essa atitude certamente revela uma tendencia a rebeldia, uma vez que tem um adesivo em cores vibrantes alertando os passageiros para manterem distancia das portas automáticas.

Leitura sugerida: A maior vantagem de se estar em uma boa posição de frente pra porta, é que a capa do seu livro fica oculta e ninguém fica sabendo exatamente o que você está lendo (veja: O Espião). Então, por que não aproveitar estes momentos para ler algo que ‘normalmente’ você não leria em público?

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Estilo: O Espião

Talvez você tenha esquecido o seu livro, ou quem sabe a viagem esteja demorando mais do que o esperado e você não veio preparado. De qualquer forma, você acaba ignorando as regras básicas das raras ocasiões em que se tem permissão para ler sobre o ombro de alguém, e arrisca espiar a leitura dos outros passageiros ao seu redor, não resistindo em julgar os leitores pelas capas de seus livros.

O que isso diz sobre você: Você é um tipo (mais…)

Lei disponibiliza livros aos passageiros nos ônibus de Ribeirão Preto

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Escritores e editores locais falam sobre a eficácia do Plano de Leitura nos Ônibus

Regis Martins, no Jornal A Cidade

livros rpAndar de ônibus em Ribeirão Preto pode ser também um bom motivo para se dedicar à leitura. Pelo menos é o que busca uma nova lei que foi promulgada esta semana pela prefeita Dárcy Vera. De autoria do executivo e do vereador Saulo Rodrigues, o Plano de Leitura nos Ônibus consiste no empréstimo de livros aos passageiros para leitura durante as viagens dentro do município. As obras vão estar à disposição das pessoas nos próprios veículos.

O objetivo, de acordo com a lei, é garantir à população de Ribeirão o acesso à literatura brasileira, especialmente aos clássicos. O texto estipula ainda que vão poder ser firmadas parcerias públicas, privadas e junto à sociedade civil para obtenção dos livros. O plano será implementado na próxima licitação pela prefeitura junto ao consórcio Pró Urbano, operador do transporte público na cidade, ou na renovação contratual entre as partes.

Entre escritores e editores da cidade, as opiniões se dividem. Para Matheus Arcaro, autor de “Violeta Velha e Outras Flores”, todo programa de incentivo à leitura é importante, mas é necessário conhecer a qualidade das obras.

“Pelo que vi do plano, esse problema parece minimizado, porque há ênfase no acesso à literatura brasileira, especialmente aos grandes clássicos. Assim, equacionados os problemas de execução, creio que o programa tem tudo para contribuir para uma Ribeirão mais humana”, diz.

Estratégia

O escritor e dramaturgo Lucas Arantes é menos otimista. Apesar de elogiar programas que visam “espalhar livros pela cidade”, ela acha que os ônibus, “que não possuem nem cobradores e diariamente alguém sofre acidentes dentro deles”, não são a melhor estratégia para isso.

“Se o Estado ouvisse a sociedade civil, descobriria que a Editora Coruja [de Ribeirão] possui um projeto intitulado “Árvore de Livros”, muito mais potente que este, pois cria pontos fixos de doação e troca de livros”, comenta.

O Árvore de Livros também tem como objetivo levar para toda a comunidade livros de domínio público e boa qualidade para serem lidos e utilizados, sem custos. Lau Baptista, proprietário da Coruja, afirma que o projeto chegou a ser apresentado aos vereadores municipais, mas simplesmente “não andou”.

De qualquer forma, o editor tem uma opinião positiva sobre o Plano de Leitura nos Ônibus. Ele dá como exemplo, programas parecidos, como os que já existem em Curitiba nos famosos “tubulões”, que servem de pontos de ônibus, e nas linhas férreas do Rio de Janeiro. Mas faz uma ressalva.

“Preferia que esses livros fossem escolhidos pela população e que a implantação não fosse algo que vem de cima. Mas que venham os livros e que nossos ônibus possam melhorar, para que os leitores consigam ler durante a viagem também”, conclui.

Plano tem 90 dias para regulamentação

O secretário municipal da Cultura, Alessandro Maraca, afirma que o Plano de Leitura nos Ônibus tem 90 dias para ser regulamentado. Durante esse período, ele deve se reunir com representantes do PróUrbano, da Transerp (Empresa de Trânsito e Transporte Urbano) e do Instituto do Livro para definir a implementação.

Maraca diz que pretende interligar o projeto Agentes de Leitura – parceria entre município e Ministério da Cultura que ainda não teve início, mas já selecionou pessoal – ao Plano de Leitura.
“É um plano bem-vindo, porque sou a favor de qualquer ação que incentiva a leitura”, afirma.

Visão

Por outro lado, há quem acredite que ler em algum veículo em movimento pode causar problemas à visão. O oftalmologista Marcelo Jordão diz que não.

“Mal não faz, mas existem pessoas que não conseguem ler dentro de algum veículo, como eu, por exemplo. Mas isso tem a ver com outros fatores, como nosso labirinto, por exemplo”, explica, referindo-se ao órgão responsável pelo nosso equilíbrio.

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