Orgulho & Preconceito

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Coisas de quem (e para quem) gosta de ler

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Cristina Danuta, no Pensamentos de Uma Mente Inquieta

Não sou jornalista, escritora de renome ou editora. Tampouco trabalhei em uma (uma pena. Vou confessar: Já quis fazer produção editorial. Sou uma editora frustrada), mas na qualidade de leitora voraz há alguns anos na estrada e traça de livrarias, aprendi algumas coisas e adquiri pequenas manias, que gostaria de compartilhar com todos que, assim como eu, são apaixonados pela leitura:

1 – Sempre leio mais de um livro por mês. Separo horários específicos para ler cada um: acordo mais cedo e/ou leio antes de dormir, leio no ônibus, no metrô, antes ou depois do almoço. A velha desculpa “não tenho tempo para ler” é esfarrapada. Quem realmente quer (e isso vale para tudo na vida), arruma tempo.

2 – Costumo sublinhar frases e trechos que mais me chamaram a atenção. Geralmente utilizo lapizeira, nunca caneta ou marcador de texto. Mania. Além de, na minha opinião, enfeiar o livro, se eu quiser apagar algo, não poderei (embora nunca tenha apagado nada do que sublinhei em nenhum dos meus livros).

3 – Também tenho o costume de datar e assinar cada livro que adquiro. Não tenho ciúmes dos amigos, mas tenho dos meus livros (é meu e ninguém tasca, entendeu?).

4 – Mania? Cheirar os livros. (eu sei. É uma mania bem esquisita). Novo ou velho. Cada um tem o seu perfume específico. Deu mole e lá estou, dando um cafungada no cangote do “bicho”. Qualquer dia ainda serei capaz de descobrir os diferentes tipos de papel e a gramatura de cada um só pelo cheiro. A gente também lê com o olfato, sabia?

5 – Não julgue um livro pela capa. Leia a contracapa, a sinopse, se possível folheie-o. Assim, você terá uma ideia do que irá encontrar nas outras páginas.

6 – Veja quem é o autor, o que ele já publicou e qual é a editora que o está publicando.

7 – Não julgue um livro pela editora. Não é porque você já leu algum livro da editora x e não gostou, que os outros títulos que ela publicar serão ruins. E também não é porque uma editora é nova no mercado ou desconhecida do grande público, que não publicará bons livros. Dê uma chance ao novo. Você poderá ter boas surpresas.

8 – Vez ou outra esqueça as livrarias e visite sebos. Se não souber onde fica o sebo mais próximo, procure na Estante Virtual. Lá tem os endereços dos melhores sebos do país. Existem títulos que você não encontrará em nenhuma livraria. Quer um exemplo? Uma vez adquiri metade da coleção de uma enciclopédia judaica em um sebo. Foi um achado. Me ajudou muito na época em que fazia seminário. Nunca as encontraria numa livraria (Quem sabe, um dia, ainda completo a coleção…).

9 – Sugestão de livros? Veja as indicações dos amigos, das pessoas que tem o gosto parecido com o seu e dê uma olhada na listagem de livros recomendados pelas pessoas que você admira.

10 – Não leia somente as indicações dos amigos, das pessoas que tem o gosto parecido com o seu ou os livros que estão na listagem das pessoas que você admira. Acredite, sempre tem algum livro muito bacana que nenhum deles leu ainda. Leia-o você e , se puder, repasse a dica para eles também.

11 – Fique de olho nos lançamentos das editoras e nas publicações dos seus autores preferidos.

12 – Não fique de olho somente nas publicações de seus autores preferidos. Abra espaço para os novos autores. Como no caso das novas editoras, você poderá se surpreender (tenha sempre em mente o item 5).

Se alguém tiver sugestão de algum livro legal, me passa.

Boas leituras, ou melhor, divirtam-se!

Dicas para quem quer gostar de ler

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Fabrícia de Pelegrini, no Portal Veneza

Muitas pessoas já adultas querem desenvolver o hábito de leitura e nesta busca algumas conseguem descobrir o prazer de ler enquanto outras não se identificam. Cada ser humano tem suas características e acredito que se alguém quer gostar de ler é porque tem alguma identificação com os livros.

Para quem quer se aventurar nesta descoberta tenho algumas dicas que poderão ajudar.

– A escolha do livro é meio caminho andado. Procure algo que você se identifique, uma história que tem a ver com você.

– Tem muitas histórias boas, por isso conhecer seu estilo é fundamental. Pode ser um livro policial, um romance, uma biografia, autoajuda, literatura fantástica e por que não um terror?

– Não aconselho começar lendo um clássico, estes livros geralmente têm um estilo que requer uma leitura mais demorada e maior concentração.

– Com o livro escolhido, procure um lugar sossegado que irá facilitar a concentração. Para quem está iniciando neste hobby é importante ficar com a TV e o som desligados e deixar o celular longe das mãos para não ter distrações.

– Lembre-se que a leitura é algo solitário, um momento que a pessoa está dedicando para ela mesma. Tem que ser algo positivo e não uma obrigação.

– Depois que começou a ler o livro, ele não pode ficar por dias abandonado porque ao retomar a leitura o interesse já diminuiu. A dica aqui é ler todos os dias, nem que seja uma página apenas, assim a história e os personagens continuam na memória, mantendo o interesse do leitor.

– E claro, um bom chocolate para acompanhar também é um incentivo.

Boa leitura!

7 COISAS SURPREENDENTES QUE A LEITURA FAZ PARA O CORPO E MENTE!

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7 COISAS SURPREENDENTES QUE A LEITURA FAZ PARA O CORPO E MENTE!

Publicado no R7

A leitura é praticamente universalmente reconhecida como uma fonte de inteligência. É uma atividade de lazer que parece ser colocada alguns níveis acima da maioria das outras.

E, no entanto, parece ser um prazer que está se tornando cada vez mais perdido por nós devido ao sempre presente Wi-Fi e a miríade de aplicativos divertidos disponíveis para nós.

Mas uma vez que você vê os benefícios comprovados de leitura, é tentado a abandonar o smartphone de vez em quando e se perder nas histórias dos livros.

#1.Ler reduz o estresse

Os leitores da Universidade de Sussex descobriram que a leitura é mais eficaz em reduzir o estresse do que a música, caminhar e tomando café. Levou aos leitores seis minutos para reduzir seus níveis de estresse acima de dois terços.

Descobriram que a leitura ainda é extremamente eficaz em ajudar as pessoas com insônia a adormecer. As luzes brilhantes de nossas telas (que são uma causa comum para insônia hoje) enganam o cérebro em pensar que precisa estar acordado, mas quando você lê um livro sob uma luz fraca, seu cérebro percebe que é noite.

#2.Leitura torna-o mais empático

Você alguma vez encontra-se perdido em um bom romance de ficção? Isso acontece o tempo todo; você se apaixona por um personagem e é transportado.

Experimentos têm mostrado que pessoas que leem e muitas vezes encontram-se nessa situação são sensitivos mais fortes.

#3.Leitura realmente pode ajudá-lo a superar a depressão

Acha que esses livros de autoajuda são uma carga de mentiras? Uma pesquisa recente, na verdade, mostrou que a leitura é uma das melhores maneiras de combater a depressão.

Os leitores que receberam um livro de autoajuda guiado mostraram níveis de depressão mais baixos após um ano do que aqueles que foram tratados com a medicina convencional e terapia da conversa sozinho.

#4.A leitura te faz mais atraente

Está com dificuldades para encontrar sua alma gêmea? Tente pegar um livro.

A leitura pode torná-lo um grande conversador, e o livro certo pode ensinar-lhe coisas incríveis.

Colocando os parceiros românticos de lado, a leitura também irá torná-lo mais socialmente ativo. Um estudo realizado pelo National Endowment for the Arts sugeriu que as pessoas que leem são mais motivadas a participar em eventos sociais.

#5. Leitura melhora a sua memória

Quando você lê, está treinando seu cérebro. Cada conjunto de novas palavras que você encontra ajuda a sua memória a longo prazo. Experimentos têm mostrado que a leitura diminui a taxa de declínio da capacidade intelectual de uma pessoa.

Ler também impede a doença de Alzheimer de acordo com pesquisa realizada pela National Academy of Sciences. O que mais reduz o risco de doença de Alzheimer? Palavras cruzadas.

# 6.A leitura faz-lhe uma melhor escritor

Conforme lemos, inconscientemente começamos a imitar a maneira de escrever e apresentar ideias dos autores. Se você está lendo autores altamente qualificados, clássicos, alguns aspectos de seu estilo podem acabar na sua escrita.

Além disso, a leitura desenvolve a sua criatividade.

#7.Ler te torna fisicamente mais saudável

Pesquisadores da Universidade de Auburn descobriram que as pessoas que gostam de leitura tendem a trabalhar mais frequentemente do que as pessoas que têm outros hobbies.

O hábito de ler como forma de compreender a realidade

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Saber ler é fundamental, mas compreender as entrelinhas é a chave para uma boa interpretação da realidade.

Ricardo Sorati, no Administradores

Ultimamente, venho pensando sobre a distância entre os livros e as pessoas, isso porque nossos jovens e também nossos adultos não possuem o hábito de ler. A informação passa, necessariamente, pela leitura. Não apenas uma leitura superficial, rápida do que se tem às mãos, mas, sobretudo, uma leitura crítica, imparcial e reflexiva. Leitura crítica no sentido de analisar os fatos apresentados; imparcial significa não ter, nem antes, nem durante um pré-julgamento, isto é, não ser tendencioso. E, por fim, a leitura refletiva, que nos levará a tomar uma decisão, aceitando ou não a informação que o texto nos oferece.

Nestes tempos de informações rápidas, que nos chegam às mãos pelos mais variados tipos de tecnologias, temos de ter o cuidado de checar a fonte. Os chamados analfabetos funcionais, definidos como os indivíduos que diante um texto ou uma simples operação matemática não conseguem interpretar tais situações, mesmo conhecendo as letras e os números, são muito comum em nossa sociedade, que não têm uma boa educação de base.

Um dado alarmante me chamou a atenção: um percentual elevadíssimo da população brasileira, 70%, não leu um livro durante todo o ano de 2014 (pesquisa feita pela Fecomércio do Rio de Janeiro). Isso é preocupante. Mas a questão central disso tudo é por que muitos não têm o habito de ler. Hábito é feito diariamente, aos poucos; os pais devem introduzir este “gosto” em seus filhos desde os primeiros anos. Como disse anteriormente, as informações estão à nossa disposição; mas para que saibamos extrair todo o conteúdo deste texto, devemos ter sempre a cautela, a temperança para não incorrermos em interpretações erradas, e, com isso, chegarmos à conclusões equivocadas.

Por isso, neste ano de eleições municipais, que saibamos ler o contexto e interpreta-lo; converse com os candidatos; conheça-os; saiba suas reais propostas. E que saibamos, antes de mais nada, cultivar o habito da leitura, para que não sejamos enganados pelas falsas informações aí difundidas. Portanto, como disse Tryrion Lannister “ uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar se quisermos que se mantenha afiada”.

Para quem não gosta de ler

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Machado de Assis e Guimarães Rosa deveriam ser lidos por leitores ainda ‘virgens’?

Raphael Montes, em O Globo

No último sábado, 23 de abril, comemorou-se o Dia Mundial do Livro, criado pela Unesco para encorajar as pessoas, especialmente os jovens, a descobrir os prazeres da leitura e a conhecer a enorme contribuição dos autores de livros através dos séculos. A data foi escolhida pelo fato de que, neste dia do ano de 1616, morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega. Outros escritores importantes também nasceram ou morreram em 23 de abril, como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Manuel Mejía Vallejo e Josep Pia.

Tenho íntima relação com os livros e não poderia deixar de aproveitar o espaço desta coluna para comemorar a data. No entanto, tomado pelo espírito da festividade, direciono este texto não aos meus pares — aqueles apaixonados por livros, que devoram as páginas para mergulhar em um novo mundo —, mas sim àqueles que não gostam de ler; que acham chato, monótono ou perda de tempo. Faça ao menos um esforcinho e chegue ao final deste texto. Quem sabe assim a gente não tem uma boa conversa?

Antes de tudo, é importante dizer que eu o entendo. Mais do que isso, até meus 13 anos, eu era como você: havia lido apenas alguns livros obrigatórios do colégio e não extraía qualquer prazer daqueles clássicos. Conhecimento eu até extraía, vá lá, mas ninguém gosta de conhecimento sem algumas doses de diversão aos 13 anos de idade. Nesta coluna, já escrevi sobre como as leituras escolares são grandes responsáveis pela formação de não-leitores no Brasil. Não pretendo me repetir. Mas, apenas para retomar o conceito, acredito que os principais erros estão no momento e na abordagem das leituras escolares.

Não há dúvidas de que Machado de Assis e Guimarães Rosa escreveram grandes livros, mas não canso de me perguntar se esses livros deveriam ser lidos por leitores ainda “virgens”, em processo para adquirir o hábito de pegar um livro e ler por vontade própria. A meu ver, o correto é que aquele que não gosta de ler comece por um texto mais simples, mais divertido, e, aos poucos, chegue a autores mais complexos e ricos na linguagem e no tema.

Em geral, esta caminhada inicial pelo mundo da literatura fica mais fácil quando encontramos um guia experiente. Não tenho dúvidas de que existe o livro certo para cada leitor — você pode achar chata aquela história de fantasia, mas se deliciar com aquela de terror ou com outra que narra uma saga familiar. Há os que preferem uma linguagem mais seca e direta, e há os que se encantarão com textos poéticos e rebuscados. A literatura abraça um mundo absolutamente democrático, repleto de possibilidades. Basta procurar com atenção até encontrar seu livro-alma-gêmea.

Quando eu tinha 12 anos, num fim de semana chuvoso, minha tia-avó Iacy me entregou um exemplar de “Um estudo em vermelho”, do Conan Doyle. Decidi ler mais pelo carinho que nutria por ela do que pela vontade de enfrentar o livro. Naquela madrugada, minha vida mudou. Meu interesse pela literatura nasceu (em especial, pela literatura de mistério) e decidi que seria escritor.

Naturalmente, não é assim que acontece com todo mundo. Em casa, meus pais não gostavam de ler e não compravam livros. Com o passar dos anos, decidi ser o guia de minha mãe. Comecei com os romances de Martha Medeiros e Walcyr Carrasco: leves, divertidos e gostosos de ler. Aos poucos, sem cobranças, entreguei livros de Amóz Óz e Italo Calvino — e ela também os devorou. Foi assim que conquistei uma nova leitora lá em casa.

Com meu pai, não foi tão fácil. Apresentei literatura policial: muito violenta. Literatura fantástica: muito surreal. Literatura romântica: muito água com açúcar. Biografias: muito detalhamento. Então, decidi atacar pelos assuntos de que ele mais gostava: turismo, samba e cervejas. Consegui um guia do Rio de Janeiro com pegada literária, que foi rapidamente devorado. Agora, dei de presente “Desde que o samba é samba”, de Paulo Lins. Vamos ver no que vai dar.

Conheço, ainda, muita gente que adorava ler na infância e na adolescência, mas acabou perdendo o hábito, sugado pelos compromissos. É claro que a vida adulta devora nosso tempinho de lazer, mas sempre dá para encontrar um jeito de voltar aos livros — nem que seja cortando um pouco as horas gastas nas redes sociais. Por isso, para comemorar o Dia Mundial do Livro, quero propor um desafio a vocês.

Àqueles que costumavam ler, mas perderam o hábito, que passem na livraria mais próxima e comprem o lançamento que chamar sua atenção. Comecem a ler nesta mesma noite (e tentem terminar até meados de maio, no máximo!).

A quem já gosta de ler, o desafio é outro: nas próximas semanas, conquiste um novo leitor. Seja paciente e evite a imposição. Ler deve ser prazeroso, antes de tudo. Busque indicar gêneros que vão ao encontro do perfil do leitor. Perguntar quais seus filmes e músicas favoritos costuma ajudar a encontrar o livro ideal.

Por fim, o desafio aos que não gostam de ler: permita-se viver essa experiência. Comece por algum livro cuja história o atraia. Se não gostar, pule para outro, sem medo de largar no meio. Experimente livros de todos os gêneros e estilos, desde suspense até poesia. Existe um universo incrível a ser desvendado. Vá em frente sem medo de ser feliz!

 

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