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Estas 10 práticas vão deixar você mais inteligente

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Seu cérebro é capaz de realizar muitas peripécias, mas você pode dar uma ajudinha

Fonte da imagem: Shutterstock

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Daiana Geremias, no Megacurioso

Quer ficar mais esperto, ter um rendimento melhor nos estudos e no trabalho? Sabia que é possível dar um empurrãozinho no funcionamento do seu cérebro? A revista Time fez uma lista com pequenas atitudes que podem ajudar você a ser uma pessoa mais inteligente. Confira quais são essas atitudes a seguir e depois nos conte se já pratica alguma delas:

1 – Administração do seu tempo online

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Você provavelmente já reparou que, de vez em quando, faz seu login no Facebook “só para dar uma olhadinha” e, de repente, lá se foram algumas horas diante da tela azul e branca. Não que você não possa se divertir com as redes sociais, mas aprender a administrar seu tempo na internet é uma grande coisa.

Você pode usar “o lado bom” da internet e se dedicar a aprender coisas novas, ver palestras do TED, tentar aprender uma nova língua, conhecer um novo país, aprender mais a respeito do corpo humano e por aí vai.

2 – Tome nota!

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Você tem acesso a um número muito grande de informações todos os dias, por isso não adianta pensar que vai conseguir lembrar sempre o conteúdo daquela matéria do Mega Curioso que você acabou de ler e que achou incrível. Quando alguma coisa for realmente importante para você – por exemplo: se for algo que possa cair em uma prova –, o ideal é que você faça anotações para poder lembrar depois.

3 – Faça uma lista das coisas que você já fez

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Ser confiante e feliz é sinal de inteligência, e uma boa forma de você se tornar confiante e satisfeito é se lembrar das coisas que já conquistou. Se sua meta era fazer academia e se você já está fazendo aulas de musculação há duas semanas, lembre-se disso. Idem para aquela conquista no trabalho, na faculdade, na escola. Isso vai fazer de você uma pessoa mais motivada.

4 – Jogue mais!

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Os jogos mais recomendados para treinar seu cérebro são o xadrez, alguns jogos de baralho e, claro, as famosas palavras cruzadas. Tudo que envolve planejamento estratégico e memória é uma boa ideia. Melhor ainda se você jogar sozinho, sem ajuda de livros e dicas.

5 – Selecione melhor seus amigos

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Não é novidade que as pessoas com as quais você se relaciona podem influenciar seus hábitos e suas decisões. Por isso, é sempre bom manter por perto aquele amigo que gosta de ler, que vai bem nos estudos, que tem um bom relacionamento social, que sabe tomar boas decisões e que tem boas conversas. Esse conselho serve para a vida inteira: é sempre bom ter por perto uma pessoa inteligente tanto na questão racional da coisa quanto na emocional também.

De acordo com Saurabh Shah, o seu QI é uma média do QI das cinco pessoas mais próximas de você. Isso só comprova o que falamos no parágrafo anterior: ficar perto de gente esperta faz de você uma pessoa esperta.

6 – Leia muito

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Esse é um conselho muito batido e, para alguns, um pouco chato. Ainda assim, é preciso reforçar o poder da leitura, principalmente em tempos de redes sociais, quando passamos mais tempo em contato com conteúdos rasos do que com uma boa narrativa literária, por exemplo.

Cientificamente falando, a leitura tem o poder de dar aquele impulso que seu cérebro precisa de vez em quando, sem falar que é um ótimo exercício para a criatividade também. Você não precisa começar lendo a obra completa de Dostoiévski, mas pode criar o hábito de ler jornal e, quem sabe, aquele livro que faz mais o seu estilo. O importante é ler bastante e sempre. (mais…)

Os ensinamentos de Rubem Alves

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MARCO BARBOSA/ESTADAO CONTEUDO

MARCO BARBOSA/ESTADAO CONTEUDO

João Batista Araujo e Oliveira, no Brasil Post

Rubem Alves: qual deles? O teólogo? O professor? O intelectual? O poeta? O autor de livros infantis? O ativista político?

Tudo isso e muito mais, reunido num só testemunho de vida. Vai-se o homem, ficam suas obras e, sobretudo, o exemplo de como o intelectual age na sociedade. Sua integridade reluz na capacidade que ele sempre teve de pensar ao mesmo tempo com a cabeça e com o sentimento, sem trair nenhum dos dois.

A título de homenagem, seguem ideias esparsas colhidas no capítulo sobre educação de seu livro Ostra feliz não faz pérola. Comecemos pelo título: pérolas resultam da reação da ostra ao grão de areia que a faz sofrer. Ostra feliz, Rubem Alves produziu várias pérolas. Eis algumas delas:

“A vida se faz com uma infinidade de erros.”

“Há dois tipos de ideias, as ideias inertes e as ideias com poder gravitacional… As ideias com poder gravitacional são aquelas que têm o poder de chamar outras. São sóis do sistema solar que é a nossa mente.”

“Não se deve criar o hábito de leitura… O que há de se fazer é ensinar as crianças a amar os livros.”

“Se eu pudesse mexer nos currículos da educação dedicaria metade do tempo à literatura.”

“Tive professores inesquecíveis. Alguns são inesquecíveis pela beleza de sua pessoa, por sua inteligência, pelo respeito aos alunos. Esses me fazem sorrir. Outros se tornaram inesquecíveis por sua pequenez e tolice. Esses me fazem rir.”

“O que dá às crianças o direito de aprender? Primeiro, é a curiosidade. As crianças acham as coisas do mundo muito interessantes e querem saber por que elas são do jeito que são. Pra que serve isso? Pra nada. Apenas pelo prazer: matar a curiosidade…”

“A compreensão exige um antecedente de experiência. Isso vale para a jardinagem, para a beleza da música, para iniciar a criança na arte da leitura… mas … é preciso, antes de mais nada, desconfiar de nosso estoque de experiências, colocar as nossas certezas de lado.”

Para encerrar:

“O dedo aponta para a Lua, mas ai daquele que confunde o dedo com a Lua.”

Rubem Alves se foi. Foi-se o dedo, fica a Lua e o exemplo do homem que amava ipês amarelos.

Bibliotheca, uma proposta de design decente para a Bíblia

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Finalmente será possível apreciar (ao invés de apenas estudar) a história bíblica

Jacqueline Lafloufa, no B9

Esquece a religião e foca no livro: a Bíblia é terrível. Cheia de números para marcar início e fim de versículos, texto disposto em colunas, aquelas letras tão apertadinhas e as folhas que, de tão finas, quase se rasgam. Uma experiência de leitura bem ruim, se compararmos com a leitura de um livro impresso clássico.

Interessado em conquistar para a história bíblica a mesma atenção dada pelos leitores a outros livros e títulos, o designer de livros Adam Greene imaginou qual seria um novo design, que pudesse fazer da Bíblia um livro menos hermético.

O resultado é o projeto Bibliotheca, que foi colocado para arrecadar fundos em um financiamento coletivo no Kickstarter. A proposta é bem interessante: transformar a Bíblia em uma ‘série’ de livros, divididos em volumes mais confortáveis de carregar, e com um visual que facilite a leitura. O cuidado de Adam é tanto que ele chegou a desenvolver uma fonte própria para o projeto, que traz o detalhe da letra manuscrita para a tipografia. Também saem as marcações de versículos, e ficam apenas os capítulos e as páginas, como em um livro tradicional. Nada de colunas também: o texto segue corrido pela página, como em qualquer outra literatura tradicional.

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A proposta não é oferecer uma nova ‘versão universal’ da Bíblia, inclusive porque as referências de livros, capítulos e versículos são importantes para o estudo litúrgico, mas são irrelevantes para quem quer apenas acompanhar o conteúdo da Bíblia como uma história contada por diversos personagens. Cada um dos elementos do design da coleção Bibliotheca foi pensado para criar uma boa experiência de leitura, e não de pesquisa ou estudo.

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Novo e Velho Testamento foram divididos em quatro volumes, e até o texto foi adaptado para facilitar a compreensão, removendo termos arcaicos e substituindo-os por alternativas contemporâneas. Com 4 dias para o término do crowdfunding, é possível perceber que existe sim um grande público para propostas como essa – no Kickstarter, já foram arrecadados mais de 573 mil dólares para o desenvolvimento da coleção, quantia bem maior do que os 37 mil solicitados por Greene para viabilizar o projeto.

Em entrevista ao The Verge, Greene diz acreditar que o crescimento da venda de livros digitais não vai necessariamente acabar com a produção de livros de papel, e que essa pode ser uma oportunidade para criar volumes físicos esteticamente melhores. “Se usarmos os formatos digitais para conteúdos mais efêmeros, e reservarmos a ‘reverência’ de um livro físico para uma literatura mais perene, eu acho que veremos o ressurgimento de livros belíssimos”, especula o designer.

Os kits mais luxuosos do projeto também trazem um dos meus sonhos de consumo literários: um timbrador com um ex libris customizado, feito especialmente para o apoiador do Bibliotheca.

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Acho que até o Papa Francisco apoiaria esse redesign bíblico, hein?

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dica do João Marcos

Para além dos livros: a literatura infantojuvenil do século XXI

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O adolescente do século XXI é preguiçoso, viciado em smartphones, redes sociais, aplicativos e sem grandes ambições. Será? Novas observações sobre o mercado literário direcionado a tal público mostram uma alta gritante nos números de venda de livros infantojuvenis, desconstruindo a dissociação entre a literatura e os jovens.

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Sofia Alves, no Homo Literatus

A maioria dos livros que fazem parte de listas que selecionam os livros mais vendidos da semana ou do mês são de autores infantojuvenis. John Green e Cassandra Clare são dois nomes muito poderosos entre a garotada, arrastando legiões de fãs pelo mundo que se identificam e criam vínculos afetivos com seus personagens.

Os livros têm se difundido entre essa faixa de idade com tal força graças a um conjunto de fatores interessantes e observáveis no cotidiano. A internet torna-se meio de conhecimento e troca de informações sobre os exemplares por abranger uma grande quantidade de pessoas interessadas em determinados assuntos, o que agiliza a busca por novos títulos e apimenta a discussão sobre os enredos, etc. Com isso, o número de blogs que postam resenhas dos últimos lançamentos literários para o público jovem tem crescido exponencialmente e se difundido com uma velocidade impressionante, caracterizando assim uma geração de leitores extremamente ativos e informados sobre seus livros favoritos.

A grande pergunta é: se essa geração utiliza tanto da tecnologia para se informar sobre novos títulos e buscar mais informações sobre aqueles que já tem simpatia, por que o consumo de e-books ainda não é tão alto quanto se estima? Simples: porque nessa faixa de idade há a necessidade da autopromoção. O processo de leitura vai para além da assimilação das palavras. O leitor infantojuvenil precisa mostrar aos seus colegas o que está lendo e o progresso que está tendo, preferindo então a compra de livros físicos. Essa exibição gera uma identificação e, consequentemente, uma aproximação entre pessoas com gostos afins, formando-se então as famosas “tribos”.

Cada um desses grandes escritores queridos pelos adolescentes assume um papel social de grande importância e que acaba por aproximar sua imagem da personalidade dos fãs. O norte-americano John Green, por exemplo, é uma das personalidades mais influentes nas redes sociais da atualidade. Dono de vlogs no Youtube, contas no Twitter e de grandes doações, o autor ganhou o carinho da molecada por seu perfil simples e deslocado, típico dos adolescentes que leem suas obras.

Alguns estudiosos no ramo gostam de atribuir o começo dessa era de fanatismo literário com a explosão do fenômeno Harry Potter, onde milhões de crianças e adolescentes ao redor do mundo devoravam exemplares de 300 a 500 páginas em dias.

O grande questionamento que fica é sobre a qualidade dos livros. Há alguns anos atrás essa mesma faixa de idade lia títulos recomendados por professores e pais, o que trazia às histórias uma moral educacional. No século XXI a leitura está mais associada à diversão, com personagens leves e histórias com uma proximidade emocional de seu público.

A leitura deve ser um processo de crescimento tal como o desenvolvimento biológico de um ser humano. Primeiro deve-se deleitar de histórias mais simples para depois então partir para enredos mais densos e complexos. A fixação nos dois extremos é prejudicial visto que limita as possibilidades de leitura da vida, um dos grandes objetivos da leitura. O ser humano (quase) perfeito é aquele que encontra equilibro entre o que ama e o que detesta.

Câmara aprova leitura obrigatória da Bíblia em escolas de Nova Odessa (SP)

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Lucas Sampaio, na Folha de S.Paulo
A leitura da Bíblia pode se tornar obrigatória nas escolas municipais de Nova Odessa, cidade de 55 mil habitantes a 122 km da capital paulista.

Para isso, basta que o prefeito sancione um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal que impõe aos alunos do 1º ao 5º ano a leitura de um versículo bíblico por dia.

O projeto, que pode atingir 4.000 alunos de 12 escolas, divide os moradores da cidade e é considerado inconstitucional por juristas ouvidos pela Folha.

“O povo só quer saber de coisa errada. Quem sabe estudando a Bíblia não melhora?”, diz o motorista Luiz Vidal, 63.

“A religião não deveria entrar no currículo escolar”, discorda o administrador Mauro Facioli, 57.

Para a advogada Amanda Assunção, “a Bíblia não ensina nada de ruim, mas é preciso respeitar as diferenças”.

Segundo o vereador Vladimir Antônio da Fonseca (SDD), autor do projeto, “a intenção foi a melhor possível”.

Ele, que é evangélico, diz que a leitura do livro “não se contrapõe à ideia de Estado leigo ou laico” e “não desafia os valores consagrados na Constituição”.

Mas, para os especialistas, a lei, se aprovada, será inconstitucional, porque fere a liberdade de crença.

“A escola pública é laica e não pode ter influência de religiões”, diz Odete Medauar, professora da Faculdade de Direito da USP.

“Não se pode impingir essa obrigação aos professores e alunos porque fere a liberdade religiosa e a diferenciação entre Estado e igreja”, concorda Antonio Carlos Rodrigues do Amaral, ex-presidente da Comissão de Direito Constitucional da OAB/SP.

O prefeito de Nova Odessa, Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB), ainda não decidiu se vai vetar ou sancionar a lei.

“O projeto não é ruim. É bom. A Bíblia é um dos livros mais lidos do mundo”, diz o prefeito. “Só a parte da obrigatoriedade é que acaba criando um transtorno.”

O tucano afirma ter pedido um parecer da Secretaria de Educação e do setor jurídico sobre a legalidade do projeto aprovado, para “ver o que a gente pode fazer para melhorá-lo”.

A OAB-SP reforçou a inconstitucionalidade do projeto, mas disse que só discutirá alguma medida contra a lei caso ela seja sancionada.

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