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Bienal recebe 1º aplicativo para deficientes visuais

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Único no Brasil, o DDReader permitirá que pessoas com parcial ou total ausência de visão tenham acesso a obras digitais por meio de smartphones e tablets

Publicado no Bem Paraná
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Levar acessibilidade à leitura para as pessoas cegas ou com baixa visão. Com essa proposta a Fundação Dorina Nowill para Cegos lançará durante sua participação na 23ª Bienal do Livro 2014, (Rua A430) o DDReader – Dorina Daisy Reader para Android. Este é o primeiro aplicativo no Brasil que proporciona a leitura de livros digitais para tablets e smartphones em formato Daisy, antes só disponível para desktop.

Já disponível gratuitamente para download no Google Play, o novo app chega para atender esta importante camada da população carente de uma forma de leitura. Hoje, no Brasil, são mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual (IBGE/2010), sendo que apenas 5% de toda a produção editorial está transcrita em formato acessível (braille, áudio ou digital acessível) para este público que hoje também participa da inclusão digital.

Por meio do modo de acessibilidade (TalkBack) presente em grande parte dos sistemas mobiles existentes, atualmente as pessoas com déficit de visão fazem parte dos 70,5 milhões de usuários de smartphones e dos 64,9 milhões de consumidores que irão adquirir um tablet até o final de 2014 (dados IDC e Abinee).

Fácil de instalar, o DDReader para Android permite interface em português, inglês e espanhol, além de oferecer a opção de baixar a voz em MP3 ou utilizar a que já se encontra instalada em seu aparelho. Simples e prático, o aplicativo é totalmente funcional e de rápida compreensão. Mesmo assim, a Fundação Dorina se preocupou em instalar um manual de utilização que acompanha o pacote de download.

No primeiro momento quem adquirir o leitor terá a sua disposição, também gratuitos, três livros digitais que poderão ser baixados no site da Fundação Dorina (www.fundacaodorina.org.br). Entre eles o lançamento da versão digital do Palavras Invisíveis que até então era disponível apenas em braille e áudio. O livro em formato Daisy reúne 10 contos de autores brasileiros, como Luis Fernando Verissimo, Lya Luft, Eliane Brum, Ivan Martins, Fabrício Carpinejar, Martha Medeiros, Tati Bernardi, Carlos de Brito e Mello, Antonio Prata e Estevão Azevedo.

Além deste, estarão disponíveis a publicação infantil Lesma no Metrô, da coleção inclusiva Brailinho Tagarela e, nas versões inglês e espanhol, Para Quem Quer Ver Além – Lições de Dorina Nowill.

Para a entidade, o DDReader não chega como um substituto ao braille ou da versão em áudio, mas sim um complemento e, acima disso, uma forma de mostrar para as editoras que a pessoa com deficiência visual também é um leitor que quer ser atendido.

Convidamos você a fazer o download do aplicativo e experimentar esta inovação. É só entrar no Google Play e baixar o DDReader.

 

E-book faz leitor lembrar menos do que papel, diz estudo

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Segundo pesquisadores, sensação tátil de livros impressos pode ajudar no progresso e fixação da leitura

Publicado no Terra

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Um novo estudo descobriu que leitores de e-books são piores do que leitores de livros de papel em lembrar eventos de uma estória. A pesquisa faz parte de um estudo maior europeu sobre o impacto da digitalização na leitura, segundo reportou o The Guardian.

No experimento, 25 pessoas leram um conto da escritora Elizabeth George no leitor digital Kindle, enquanto outras 25 leram em livros de papel. Elas então foram testadas sobre aspectos da estória, como personagens e cenários.

“Os leitores de Kindle tiveram um desempenho significativamente pior na reconstrução da trama, por exemplo, quando pediram que eles colocassem na ordem correta 14 acontecimentos”, contou Anne Mangen, pesquisadora da Universidade Stavanger, da Noruega, e uma das líderes do estudo.

Os cientistas sugerem que o “retorno tátil do Kindle não fornece o mesmo suporte para a reconstrução mental de uma estória do jeito que um livro impresso faz”. “Quando você lê em papel, pode sentir com seus dedos a pilha de páginas à esquerda crescendo, e diminuindo do lado direito. Você tem a sensação tátil de progresso, além da visual”, disse Mangen. “Talvez isso, de alguma forma, ajude o leitor, fornecendo mais consistência ao seu sentido de desdobramento e progresso do texto, e, portanto, da estória”, completou.

Os livros longos e a promessa do autor

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Quem, nos dias de hoje, tem tempo para ler um romance de 800 páginas?

Danilo Venticinque, na Época

Na era da informação fragmentada, escrever um romance é uma atitude no mínimo questionável. Escrever um romance de 800 páginas, ainda por cima, é um evidente sintoma de megalomania. Quem hoje em dia consegue separar tempo para ler um livro desse tamanho e perder preciosas horas dedicadas à efervescência das redes sociais?

Foi a indefensável pretensão literária da neozelandesa Eleanor Catton, a mulher de 28 anos mais antiquada do planeta, que deu origem a Os luminares, um dos livros mais elogiados dos últimos anos. Trata-se de uma obra obviamente fora de moda. Paródia dos romances vitorianos, o livro conta a história de um assassinato durante a corrida do ouro na Nova Zelândia do século XIX. Foi o livro mais longo (e a autora mais jovem) a ganhar o cobiçado Man Booker Prize. Críticos o descreveram como um trabalho vivo e extraordinário, cujas páginas parecem virar sozinhas. São comentários de gente que não tinha absolutamente nada para fazer e, mergulhada no mais profundo tédio, decidiu que ler um romance de 800 páginas seria uma boa maneira de passar o tempo.

Antes que eu me junte a eles numa apaixonada defesa da leitura antiquada em tempos modernos, preciso fazer uma confissão: não li Os luminares. Como muitos outros jornalistas, diante de um prazo exíguo para escrever sobre uma obra nada enxuta, tive de recorrer a alguns truques da profissão para tornar viáveis as leituras inviáveis. Cada crítico tem suas artimanhas. Alguns leem diversas reportagens de outros jornalistas (que talvez também não tenham lido o livro) para assim descobrir tudo sobre a obra. Outros entrevistam o autor e confiam em sua capacidade de resumir centenas de páginas em poucos minutos de conversa. E há os que arriscam uma leitura apressada e incompleta, num misto de otimismo excessivo e desencargo de consciência. Ler cinquenta páginas de um livro de 800 é uma vergonha, mas é melhor do que não ler nenhuma.

Consegui terminar minha reportagem sobre Catton graças a uma mistura dessas três técnicas. Mas senti que não havia esgotado o tema. Decidi escrever mais um texto sobre Os luminares. Ainda sem ler o livro, evidentemente.

Resolvi aproveitar esta coluna para pensar um pouco nos motivos que levam um autor a escrever um livro tão longo quanto Os luminares — e, também, no que leva um leitor a enfrentá-lo.

A desculpa de Catton para escrever um romance vitoriano de 800 páginas é surpreendentemente contemporânea: distração diante do computador. Ela diz que escreveu o livro no Word, não se atentou à quantidade de páginas e só se deu conta da extensão do livro quando viu a primeira prova da versão impressa. Mesmo assim, continuou acreditando que seu livro cativaria os leitores apesar da extensão. O sucesso de crítica e público (mais de 500 mil cópias vendidas em todo o mundo) mostra que ela estava certa.

Catton descreve um livro longo como um contrato entre autor e leitor. “O autor promete ocupar mais tempo do leitor e entregar em troca uma experiência digna do tempo investido. Quanto maior o livro, maior a promessa. Levei isso muito a sério. Quis criar um livro de mistério que cumprisse essa promessa”, disse ela em entrevista na Festa Literária Internacional de Paraty.

Não duvido que muitos acreditem na promessa do autor e de fato leiam o livro até o final. A julgar pelas críticas que o livro recebeu, o esforço vale a pena. Mas para entender o sucesso do livro, sobretudo as expressivas vendas, é preciso lembrar também de outra promessa — feita não do autor para o leitor, mas sim do leitor para si mesmo.

Compramos um livro de 800 páginas na esperança de que seremos capazes de abrir mão de todos os nossos compromissos para lê-lo. Acreditamos nessa promessa. Poucas páginas depois, porém, as distrações do cotidiano reassumem o controle de nossas vidas e a leitura perde espaço. Passamos a encarar o livro longo não como um desafio a ser vencido, mas como uma lembrança do tempo em que acreditávamos que seríamos capazes de tal proeza de leitura. Um tributo ao que poderíamos ser.

Não há motivo para abandonar o otimismo, mesmo que nossos hábitos deponham contra nós. Conversei ontem mesmo com um amigo que também comprou Os luminares. Batizou-o carinhosamente de “chaproca”. Ele confidenciou que não conseguiu avançar muito na leitura nos últimos dias, mas acredita que irá retomá-la. “Estou só esperando a internet de casa sair do ar”, disse. É uma atitude admirável, que todo leitor deveria tomar como exemplo. Esqueçam o péssimo exemplo dos críticos que viram as páginas apressadamente e tentam ludibriar os autores de romances monumentais. Ler um livro de 800 páginas é uma tarefa para semanas, meses. Talvez até a vida inteira. E, se o autor cumprir sua promessa, cada hora da jornada terá válido a pena.

Agora, se me dão licença, tenho um livro para ler. Até a próxima semana.

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Atualização:

Ok: quando quase nenhum dos leitores entende a piada, a culpa obviamente é de quem escreveu.

Achei que todos os leitores perceberiam que frases como “(…) escrever um romance é uma atitude no mínimo questionável” ou “São comentários de gente que não tinha absolutamente nada para fazer e, mergulhada no mais profundo tédio, decidiu que ler um romance de 800 páginas seria uma boa maneira de passar o tempo” são irônicas. Os leitores habituais da coluna entenderam. Eles sabem que eu gosto de livros. Se eu não gostasse, não dedicaria uma coluna semanal ao tema.

Como vocês podem imaginar, uma coluna sobre livros não é exatamente um estouro de audiência. Em contrapartida, felizmente, os leitores costumam ser bastante fiéis. Estou tão acostumado a escrever para o público de sempre que fiz uma piada interna e me esqueci do óbvio: nas redes sociais, os textos às vezes se espalham. Até mesmo os textos sobre livros, vejam só. E, para muita gente, o texto desta semana foi o primeiro contato com a coluna. Acharam, justificadamente, que eu sou um tremendo ignorante que odeia a leitura.

Não tenho lá grandes provas contra a minha ignorância, mas posso provar que gosto de livros. Quem navegar pelos links que acompanham a coluna desta semana verá que escrevo sobre livros há mais de um ano, num dos poucos espaços dedicados exclusivamente ao tema em sites de notícias.

Sobre não ter lido o livro da Catton até o fim antes de escrever a reportagem sobre ele: nem sempre os prazos para publicação de um texto permitem que você leia toda a obra. Isso vale especialmente para romances extensos como o dela. Não conheço nenhum ser humano que seria capaz de lê-lo em dois dias. Li o que consegui ler, entrevistei a autora e pesquisei sobre a vida dela para fazer o melhor trabalho possível. Depois, em vez de fingir que terminei o livro, resolvi ser sincero e brincar com o fato de que um romance de 800 páginas toma muito tempo. Diante da reação negativa de tantos leitores, não dá para não reconhecer que a brincadeira foi infeliz.

Peço desculpas aos leitores que ficaram ofendidos com o texto e torço para que eles deem outra chance à coluna.

ONG incentiva leitura por meio de livros virtuais

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Além de ajudar as crianças a descobrir um mundo novo, o projeto Viajando com as Palavras auxilia na interpretação de texto e enriquecimento do vocabulário.

Daniel Queiroz/ND

Daniel Queiroz/ND

Alessandra Oliveira,  no Notícias do Dia

Jamile Castro tem oito anos. Até maio, ela nunca havia acessado a internet. Sua família já teve computador em casa, mas o equipamento era usado somente para joguinhos. Foi um projeto de inclusão social e digital, voltado à leitura de livros virtuais, que permitiu à moradora do bairro Capoeiras, em Florianópolis, o contato com a rede mundial de computadores.

Além de ajudar as crianças a descobrir um mundo novo, o projeto Viajando com as Palavras, da ONG CDI (Comitê para Democratização da Informática de Santa Catarina) auxilia na interpretação de texto e enriquecimento do vocabulário. Antes de começar a fazer as próprias pesquisas literárias, Jamile e outras 24 crianças que frequentam no contraturno escolar a ONG Dom Orione, em Capoeiras, estudaram o guia de segurança na navegação. “As pessoas mentem na internet”, comentou Jamile, ao ressaltar os riscos de dizer onde mora para pessoas desconhecidas na internet.

O projeto que no Dom Orione foi nomeado pelas crianças de “Aprendendo mais com as palavras”, fez de Jamile uma amante do folclore brasileiro. Tanto que ela fez downloads das histórias do curupira, boitatá, iara e boto. “Sei ler desde os meus cinco anos. Mas vejo que é bem diferente ler no computador. Parece que o mundo ali é maior”, disse a caçula de dez irmãos. As 14 máquinas do laboratório foram doadas pela CDI. O projeto tem duração de 30 horas. Começou em maio e seguirá até novembro, sempre com um encontro semanal de duas horas. Parece pouco, mas apenas um mês de ensinamentos foi necessário para que Edilei Maiander, 9, descobrisse atalhos e repassasse conhecimento aos demais colegas. “Se o texto acaba, é só apertar a flechinha do teclado que ele continua”, mostra ao amigo, que faltou ao ao ultimo encontro da turma.

Interesse surpreendeu professores

A evolução da turma é sentida pela professora Cândida da Silva. Ela lembra que além das literaturas recomendadas inicialmente pelo projeto , os estudantes descobriram outros títulos pertinentes. “Subestimamos a vontade deles. Pensávamos que leriam menos livros. Eles nos surpreenderam com um grande interesse pela cultura da leitura”, disse a educadora, sem esconder a satisfação.

Cândida ressalta ainda que as crianças, com idade entre 9 e 11 anos, aprenderam a diferença entre barra de endereço e barra de pesquisa. “Eles só conheciam jogos no computador. Agora, encontraram outras fontes de busca e de leitura, como as contadoras de histórias digital”, comemorou. Na última etapa do projeto os alunos escreverão e ilustrarão uma poesia no computador.

O projeto de inclusão digital do CDI (Comitê para Democratização da Informática de Santa Catarina) também atende 71 crianças, com entre 9 e 14 anos da Cevahumos (Centro Valorização Humana Moral e Social), no bairro Abraão. A professora Ana Cristina Kruscinski lembra que a leitura virtual atraiu mais a atenção dos estudantes. “Temos uma biblioteca, mas ela perde na competição com a ferramenta virtual.

As crianças se encantam com a oportunidade de baixar os livros que desejam ler. É como se elas mesmas criassem um acervo pessoal”, conta a professora ao salientar que os gibis e HQs também cativam a garotada. ONG (Organização Não Governamental) carioca que está em dez países, o CDI foi criado em 2001.

Entenda como Enem cobra a leitura na redação

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Tudo o que você leu poderá e será usado a seu favor na correção da redação

Fonte: Universia Brasil Invista seu tempo em leituras direcionadas para a prova do Enem para conseguir incrementar seu texto

Fonte: Universia Brasil
Invista seu tempo em leituras direcionadas para a prova do Enem para conseguir incrementar seu texto

Publicado por Universia

Engana-se quem pensa que a prova de redação dos vestibulares cobra apenas a escrita dos estudantes. Segundo a professora Andrea Lanzara do Cursinho da Poli, de São Paulo, a leitura também é avaliada pelos examinadores na hora da correção. Não entendeu como? Ela explica: “temos uma competência na matriz que cobra somente como o aluno leu e compreendeu a proposta de redação, enquanto outra analisa como ele soube trabalhar, relacionar, organizar, estruturar as informações que ele retira da coletânea para defender um ponto de vista”, explica.

Além da leitura que o aluno faz da proposta de redação, tudo o que ele leu durante a sua vida também é observado, pois a bagagem cultural de cada um torna-se evidente na argumentação.

Por isso, a professora sugere que “o aluno pegue livros mais gerais, que façam abordagens históricas sobre os principais filósofos, teóricos, políticos e movimentos artísticos” e aproveite-os para embasar a argumentação e analisar as questões objetivas, já que o Enem trabalha com essa contextualização ao longo de toda a prova.

Outra alternativa para ter contato com esse plano de fundo histórico é a internet, uma vez que ela te concede os principais tópicos daquele movimento filosófico, por exemplo, de uma maneira mais dinâmica e rápida. O único cuidado que você deve ter é acessar apenas sites confiáveis para não cometer erros didáticos no decorrer do seu texto.

Por isso, invista seu tempo em leituras direcionadas para a prova do Enem e anote, inclusive, algumas citações que podem incrementar sua redação. Mais do que aumentar sua bagagem cultural, você melhorará sua habilidade de relacionar diversas áreas do conhecimento, um dos aspectos mais cobrados dos candidatos do Enem.

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