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Série testa reação das pessoas ao ver menino de rua pedindo um livro

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Jovem ator se passou por um menino de rua para fazer pedido surpreendente em ‘Vai fazer o quê?’.

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Publicado por G1

Na nova temporada de “Vai fazer o quê”, O Fantástico já mostrou uma cachorrinha passando por apuros nas mãos de um dono descontrolado. E a discussão que surgiu depois que uma mulher estacionou indevidamente numa vaga pra idoso. A cena deste domingo, infelizmente, é tão comum que, de longe, não chamaria a atenção. Mas quem chegou mais perto se surpreendeu.

Um jovem ator se passou por um menino de rua para fazer um pedido surpreendente: não é comida, não é dinheiro. É um livro.

A pressa é tanta que muita gente nem escuta o pedido e já dispara a resposta padrão: “Não tenho”.
Uma moça voltou. Ela já tinha passado e prometeu que voltaria para comprar um livro. Um grupo com um homem e duas mulheres passou direto pelo menino, mas o rapaz acabou voltando espontaneamente. Eles compraram o livro e ainda leram para o garoto.

Tem gente que passa direto e nem olha para o menino, mas também tem gente preocupada com um menino daquela idade no meio da rua. Durante as gravações, ondas de generosidade: gente que não pensou duas vezes em realizar o desejo do menino.

dica do Jarbas Aragão

“Geladeirotecas” incentivam a leitura e dão novos usos a geladeiras velhas

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Publicado por Universo Jatoba

Você abre a sua geladeira e encontra Machado de Assis, Graciliano Ramos, o mestre da investigação Sherlock Holmes, de Sir Arthur Conan Doyle. Não está entendendo nada, não é mesmo? Calma, o Universo Jatobá explica: geladeiras velhas e quebradas foram repaginadas e pintadas para virar estantes de livros, revistas e gibis.

A ideia foi de um aluno do curso de Ciência da Informação e da Documentação e Biblioteconomia da Universidade de São Paulo. Haroldo Luís Beraldo, de 30 anos, customizou os aparelhos domésticos e deu uma nova função a eles. O lema é “Consuma aqui e alimente seu espírito”.

Tudo começou em outubro do ano passado, durante a Feira do Livro de Sertãozinho e, desde então, a geladeiroteca faz parte das atividades desenvolvidas pela biblioteca General Álvaro Tavares Carmo, mantida pela Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste) desde 1972 em Sertãozinho, no interior do estado paulista.

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Duas geladeirotecas já estão instaladas na cidade. Uma no Clube Esportivo Mogiana e a outra, na sala de espera do Cejusc, o Centro de Soluções de Conflitos e Cidadanias, da Justiça do Estado. Segundo a gerência, em média, cem pessoas visitam cada local diariamente.

As geladeirotecas nada mais são do que geladeiras personalizadas, mas ao contrário de estarem cheias de livros, possuem muitos livros. Todas as obras são fruto de doações para a Biblioteca da Canaoeste. Segundo Beraldo, o objetivo principal “é tirar os livros que estão parados nas estantes e fomentar a circulação. Reutilizar obras sem que haja necessidade de cadastro ou prazo de devolução”. Assim, quem pegar um livro na biblioteca pode devolver ou doar para algum amigo.

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Quem preferir pode deixar um livro para que outras pessoas possam lê-lo. Desde o início do projeto, já foram doados mais de cinco mil obras.

Agora, a pretensão é espalhar o modelo por outras cidades do estado de São Paulo e, por que não, por outros municípios do país. O próximo passo, segundo Beraldo, é levar a geladeiroteca para Ribeirão Preto, também no interior de SP.

Está aí um bom uso para as geladeiras velhas e sem uso, que iriam para o lixo. O projeto está em expansão e, com isso, mais eletrodomésticos serão necessários. Quem quiser doar uma geladeira antiga, pode entrar em contato com a biblioteca pelo e-mail biblioteca@canaoeste.com.br ou pelo telefone: (16) 3524-2453.

Fotos: Reprodução/Facebook

dica do Jarbas Aragão

Dez minutos de leitura diária pode fazer a diferença na vida de seu filho

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É o que defende a ONG Save the Children

Imagem de Amostra do You Tube

Amanda de Almeida, no B9

À primeira vista, o filme acima pode parecer longo demais – e até mesmo um pouco chato. Ainda assim, é inegável a importância do assunto que ele aborda: dez minutos de leitura diária com seu filho pode fazer uma diferença enorme na vida dele. É o que defende a ONG Save the Children.

É claro que no comercial criado pela agência Don’t Panic, de Londres, tudo parece muito mais exagerado, com um garoto pedindo ao pai que leia para ele, mas o adulto está cansado demais e resolve tirar um cochilo. Em seus sonhos, ele enxerga o futuro do filho e, o que vê, não é lá muito animador.

Crianças aprendem muito observando os adultos e, principalmente, compartilhando atividades com eles. Ler com uma criança é um ato de carinho e, no final, pode mudar uma vida.

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Crianças com livros serão adultos leitores

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Antonio Luiz Rios, no Diário da Manhã

A última edição da pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, há pouco divulgada e cujo ano base é 2013, mostra que as editoras comercializaram no mercado consumidor, principalmente por meio das livrarias, dentre outros canais de venda, 279,66 milhões de exemplares no ano passado. O volume representa aumento de 4,13%, em relação aos 268,56 milhões contabilizados em 2012. Aos poucos, nossa população vai lendo mais. Este é um indicador relevante para se viabilizarem as metas do desenvolvimento nacional.

Há, portanto, um avanço apontado pelo estudo, que é realizado anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), para a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). No entanto, o índice de leitura per capita poderia crescer de modo mais rápido no País, incorporando-se grande contingente de leitores em cada geração, se esse saudável e educativo hábito fosse mais estimulado de maneira adequada desde a infância.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) confirma essa tese, também corroborada por especialistas da área do ensino, ao lançar dois novos instrumentos para estimular a leitura nos anos iniciais da vida: um kit de livros para crianças de até três anos e um vídeo pedagógico. O material, inicialmente destinado ao Programa Primeira Infância Completa, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, é um exemplo das possibilidades concretas de propiciar a leitura às crianças.

Nesse sentido, as editoras brasileiras que publicam livros destinados aos leitores infantis, desde os primeiros anos da vida, também prestam um serviço inestimável ao País, pois contribuem para a formação de novas gerações de leitores e para que a cultura e o conhecimento cumpram crescente missão, como fatores de fomento socioeconômico. A importância do contato com a leitura antes dos três anos, e em todas as fases do crescimento, evidencia-se em estudos e pesquisas sobre linguagem e desenvolvimento. Em especial nos primeiros três anos da vida, a interação das crianças com os livros é fundamental para a construção de atitudes reflexivas, da subjetividade e da sensibilidade.

A Unesco enfatiza esses conceitos. Acrescenta-se que, nessa primeira etapa da vida, é interessante exercitar o vocabulário e a sintaxe, que exercem um papel significativo no desempenho escolar e como fatores de melhoria das habilidades de leitura nas séries subsequentes da Educação Infantil. “O incentivo à leitura na primeira infância constitui-se em uma estratégia necessária para a aquisição de comportamentos de leitores, tanto em crianças quanto em seus familiares”, observa, com muita pertinência, o texto da Unesco sobre o novo kit lançado em nosso País.

Tais reflexões são oportunas neste momento em que se realizou a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 22 e 31 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Um dos maiores eventos mundiais do gênero, foi interessante oportunidade para as famílias apresentarem todo um universo de livros as suas crianças.

O Nobel da Literatura em 2006, o escritor turco Orham Pamuk, disse que “certos livros dão a chave para transformar o mundo”. E o nosso grande poeta Mario Quintana emenda: “Os livros mudam as pessoas.” E mudam para melhor, convertendo crianças em jovens e adultos leitores e estes em indivíduos mais preparados para a vida, o exercício profissional e a construção coletiva de uma sociedade mais avançada, pluralista e equilibrada.

(Antonio Luiz Rios, economista e diretor-superintendente da Editora FTD)

‘Computador não faz com que se leia menos’, diz Ruth Rocha; leia entrevista

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Ruth Rocha

Bruno Molinero, na Folha de S.Paulo

 

Há 45 anos, em setembro de 1969, Ruth Machado Lousada Rocha teclava uma máquina de escrever trancada no quarto. Acostumada a criar textos para adultos, ela tentava terminar a sua primeira história infantil, para a revista “Recreio”.

Só abriu a porta quando finalizou o conto “Romeu e Julieta”, sobre duas borboletas de cores diferentes. Como uma lagarta que sai do casulo,”nascia” ali também a escritora Ruth Rocha.

Mais de 200 livros depois e 12 milhões de exemplares vendidos, Ruth Rocha, 83, conversou com a “Folhinha” em seu apartamento, em São Paulo.

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Folhinha – A infância mudou nesses 45 anos?
Ruth Rocha – As crianças são muito parecidas. Por isso, livros infantis mais antigos e contos de fadas ainda encantam gente do mundo todo.

Mas hoje tem o computador e outras tecnologias.
O problema não é o computador ou a TV, é o uso excessivo deles. Tem criança que fica o dia inteiro com as telinhas ligadas. Não pode. É preciso ter hora para brincar, estudar, sair, comer e, claro, também para o computador e a TV. Tem que ter disciplina.

As escolas atuais estão colocando a disciplina em segundo plano?
Por um lado, as escolas estão muito caretas. Não são nada divertidas. Mas há muitos colégios metidos a modernos que vão para o lado oposto. Como o autoritarismo no passado era grande, eles acabam jogando fora o respeito e a disciplina. Essas escolas também estão erradas. A criança tem que ter regras, senão fica impossível. Ela pede por limites, quer ouvir um “não”, seja dos pais ou do professor.

Brincar na rua faz falta?
Faz falta, claro. Mas hoje é muito perigoso. E a criança inventa brincadeiras onde estiver. Quando meus netos eram pequenos, por exemplo, eles transformavam tudo o que eu tinha na sala de casa em pista de carrinho. A imaginação é muito forte.

Usar o computador faz com que as crianças leiam menos?
Não acho. Nunca se vendeu ou produziu tanto livro. Na minha época, não tínhamos opções, meus colegas não conversavam sobre literatura e as escolas não tinham bibliotecas. Conhecíamos só as histórias do Monteiro Lobato. Hoje há mais opções.

Há muitas opções ruins nas livrarias.
Pouca coisa de qualidade é produzida. Existem duas pragas atualmente nos livros: o “bom mocismo” e o politicamente correto. Eles estão matando a literatura infantil brasileira. Ninguém pensa em livros bons para crianças.

A sra. lia muito quando era criança?
Muito. Quando eu tinha 13 anos, decidi ler todos os livros de uma biblioteca circulante que ficava na avenida São Luís. Claro que não consegui. Mas acho que li a biblioteca inteira do colégio Rio Branco, onde estudei e trabalhei.

E ouvia muitas histórias também?
Meu avô era um grande contador de histórias. Era um velhinho engraçado que adorava contar contos de folclore, dos irmãos Grimm, fábulas, histórias das “Mil e Uma Noites”. Já meu pai só sabia três histórias: do Aladim, de um homem com a perna amarrada, que eu não sei de onde ele tirou, e outra que não lembro. E minha mãe, quando descobriu o Monteiro Lobato, lia várias histórias para a gente.

Há algum tema impossível de escrever?
Já fiz histórias sobre preconceito, autoritarismo e até adaptei a “Ilíada” e a “Odisseia”, de Homero (700 a.C.). Só não consigo fazer histórias tristes. Preciso de esperança.

Quais seus planos para o futuro?
Voltar a escrever. Tive que parar por um tempo, pois deu um trabalho muito grande fazer a reedição da minha obra de ficção pela editora Salamandra. Foram quase 120 livros.

Planeja fazer lançamentos em livro digital?
O livro digital não pegou no Brasil. Eles geralmente não aproveitam a tecnologia que têm à disposição. Eu vendo muito livro, mas minhas obras disponibilizadas em e-book não vendem nada. Talvez um dia o livro físico acabe, mas esse movimento ainda não começou.

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