Cada um na sua casa

Posts tagged leitura

Confira dicas para ficar mais perto dos livros

0
Foto: Twin Design / Shutter Stock

Foto: Twin Design / Shutter Stock

Especialista diz que é importante criar hábito desde cedo

Publicado no Zero Hora

Em média, os brasileiros leem quatro livros por ano. Um número baixo se comparado ao de outros países. Na Espanha, por exemplo, são 10 exemplares. Para deixar para trás esse cenário nada animador, especialistas dão a receita: é preciso criar hábito de leitura desde a infância.

Ana Kelly Vasconcelos, professora de português no Instituto Presbiteriano Mackenzie, de São Paulo, diz que o hábito deve vir desde cedo.

— Se o adolescente não vem da infância com um hábito de leitura, independentemente se usa ou não a internet, ele não vai ler — afirma Vasconcelos.

A professora aponta algumas atitudes que podem ajudar nessa tarefa:

1) Escolha um gênero literário que você goste
Não adianta insistir em ler poesia, se você acha chato. Narrativas geralmente agradam e, pelo fato de existirem tantos tipos (romance policial, ficção científica, fábulas, crônicas, ensaios) é provável que você encontre algo interessante.

É importante não se sentir intimidado pelo amigo que acabou de ler Grande Sertão Veredas. Mais vale ler o que realmente gosta do que esnobar títulos complicados.

2) Comece com cinco minutos por dia ou pense em número de páginas
Um objetivo de duas horas de leitura diárias, por exemplo, é irreal e irá fazê-lo desistir. Se você ler duas páginas por dia, mas for perseverante, as chances de desenvolver o hábito serão maiores.

Não desista e nem pare por aí. A cada 15 dias, aumente esse tempo. Após algumas semanas, o hábito se formará e, naturalmente, você terá o desejo de ler mais.

3) Encontre um parceiro de leitura
Pode ser um amigo que já é um leitor maduro e que dará indicações de títulos e checar de vez em quando se você está progredindo, ou alguém que, assim como você, está iniciando. Juntos vocês poderão trocar ideias e se encorajar mutuamente.

4) Não critique as escolhas de leitura dos filhos
É bom que o adolescente se sinta estimulado a ler, mesmo que o gênero não seja o da preferência dos adultos. Presentear os filhos com vale-presente de livrarias também ajuda..

20 Gatos que precisam da sua atenção no exato momento em que você começa a ler

0

Nathalia Henderson, no Tudo Interessante

Gatos são animais lindos, charmosos e super carinhosos. Eles adoram carinho e a companhia das pessoas da casa, e não dispensam um pouco de atenção (pelo menos alguns deles).

Mas os gatos abaixo precisaram de atenção justamente em um momento bem impróprio: Exatamente quando os seus donos começaram a ler. Eles usaram todo o seu charme e fofura para que seus donos parassem de ler e ficassem mais próximos a eles.

1 – “Você pode me dar um pouco de atenção ou é pedir demais?”

gatos-atrapalhando-leitura-1
2 – “Me deixe aqui quietinho, nem estou atrapalhando tanto assim”

gatos-atrapalhando-leitura-2
3 – “Pode tentar estudar quantas vezes você quiser. Eu não vou deixar!”

gatos-atrapalhando-leitura-3
4 – “Será que a sua vontade de ler é maior do que me apertar?”

gatos-atrapalhando-leitura-4
5 – Quem resiste a isso? *-*

gatos-atrapalhando-leitura-5
6 – Ops…alguém passou por aqui

gatos-atrapalhando-leitura-6
7 – oO

gatos-atrapalhando-leitura-7
8 – “Não trisque nas minhas páginas”

gatos-atrapalhando-leitura-8
9 – “Ei! pare já com isso e me dê atenção”

gatos-atrapalhando-leitura-9
10 – Vale até morder

gatos-atrapalhando-leitura-10
11 – “Eu sou muito mais interessante do que esse jornal!”

gatos-atrapalhando-leitura-11
12 – Ler é mais divertido com uma patinha

gatos-atrapalhando-leitura-12
13 – “Chega de leituras por hoje. Quem manda aqui sou eu”

gatos-atrapalhando-leitura-13 (mais…)

Para Ana Maria Machado há uma eclosão de novas vozes na literatura brasileira

0

Escritora analisa que lugar o livro ocupa no Brasil

Publicado no JC Online

ana maria machadoUm aumento na publicação e a explosão da literatura juvenil fazem do Brasil um país em plena efervescência literária. A escritora Ana Maria Machado analisa que lugar o livro ocupa no Brasil, o convidado de honra no Salão do Livro 2015 de Paris.

P: Em que se caracteriza a literatura brasileira em comparação com seus vizinhos da América Latina?

R: A literatura brasileira é particular, em primeiro lugar, porque é escrita em português. Viemos de uma tradição levemente diferente, apesar de ser ibérica. Por exemplo, o realismo mágico, que tanto marcou a literatura hispânico-americana, não é tão frequente em nosso país. E isso embora o primeiro (a fazê-lo) tenha sido um brasileiro, Machado de Assis, que escreveu no século XIX “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

Temos uma tradição em geral mais realista, com o realismo social de Jorge Amado desde os anos 30 e, posteriormente, o realismo psicológico. Mas o que mais nos caracteriza hoje em dia é uma grande diversidade de vozes. Trata-se da primeira geração verdadeiramente alfabetizada em todo o país e há uma eclosão de novas vozes, de gente que escreve sobre as cidades com uma diversidade de experiências urbanas. É difícil medir onde isso vai nos levar, mas este fenômeno de efervescência é muito emocionante.

P: Este fenômeno se traduz em uma explosão no número de livros publicados?

R: Há um maior número de títulos publicados, e publicamos mais na internet que nos jornais. Na lista de escritores que vêm ao Salão do Livro de Paris há um grande número de jornalistas que reuniram seus artigos em um livro, ou que escrevem romances com esta experiência da escrita do dia a dia. Isso leva a uma escrita por vezes fragmentada, com uma linguagem muito viva, muito realista, e um apego às questões urbanas. Tivemos uma urbanização quase selvagem, devido à rapidez com que foi feita, e todos estes problemas aparecem nos livros.

Além disso, há muitos leitores jovens e a literatura juvenil está muito desenvolvida no Brasil, tanto pela qualidade quanto pelo número de escritores. Houve a partir dos anos 1990 um programa do governo que permitiu comprar livros juvenis para distribui-los pelas bibliotecas das escolas. Isso desenvolveu muito este setor do mercado.

P: Que lugar o livro ocupa na sociedade brasileira?

R: Saltamos da cultura oral à cultura audiovisual e eletrônica sem verdadeiramente fazer uma parada significativa na etapa de Gutenberg.

A sociedade brasileira sempre foi muito desigual. Isso teve consequências na educação em geral. As pessoas vêm de famílias nas quais não havia livros. Não tivemos bibliotecas suficientes. A leitura não era valorizada e há estereótipos negativos sobre as pessoas que leem.

Atualmente, há quase uma biblioteca em cada município. Mas as bibliotecas sofrem no Brasil. As pessoas não têm o costume de ir e não sabem o que se pode encontrar em uma biblioteca. Não é um espaço de ócio ou de descoberta, mas simplesmente um lugar onde os alunos fazem seus deveres.

Apesar disso, devemos ter esperança e continuar trabalhando para divulgar o livro.

19 livros que todos deveriam ler na escola

2
(Foto: Raul Lieberwirth/ flickr/ creative commons)

(Foto: Raul Lieberwirth/ flickr/ creative commons)

Luciana Galastri, na Galileu

Perguntamos a nossos fãs no Facebook que livros eles gostariam de ter lido na escola – e quais deles eles indicariam para os estudantes de hoje, para estimular o gosto pela leitura. Confira aqui algumas das respostas e veja a lista completa de indicações no fim do post – vale comentar por lá e deixar a sua indicação também:

O Diário de Anne Frank, Anne Frank

O emocionante relato de uma menina judia, escrito durante a Segunda Guerra Mundial, quando se manteve escondida dos nazistas com sua família.

O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

‘Romance filosófico’, funciona como um guia básico para as principais ideias da filosofia, usando a história de Sofia Amundsen, uma garota prestes a completar 15 anos.

Fahrenheit 451, Ray Bradbury

Um romance distópico que servia como crítica à sociedade americana quando foi publicado, em plena Guerra Fria, faz uma análise interessante e atual sobre o conceito de censura e de acesso ao conhecimento.

Série Harry Potter, J.K. Rowling

As famosas aventuras do bruxinho foram apontadas por vários de nossos leitores como porta de entrada para o mundo da literatura.

O apanhador no campo de centeio, J.D. Salinger

O livro foi publicado, originalmente, para adultos – mas com o passar dos anos se tornou uma obra juvenil, por tratar de temas típicos da adolescência. O protagonista, Holden Caulfield, pode ser considerado um ícone da rebeldia da juventude.

Série Vaga-Lume, editora Ática

Publicado especialmente para o público infanto-juvenil, as aventuras da série Vaga-Lume são praticamente unanimidade entre os nossos leitores. Contém clássicos como ‘O Escaravelho do Diabo’ e ‘A guerra do lanche’. Veja uma lista completa com todos os livros da coleção.

Orgulho e Preconceito, Jane Austen

Escrito há alguns séculos, o romance entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy poderia ser uma história água-com-açúcar sobre uma mocinha em busca do amor. Mas Jane Austen usa a ideia desse amor para fazer uma crítica à sociedade inglesa da época e também à construção do casamento.

As vantagens de ser invisível, Stephen Chbosky

Adaptado para os cinemas recentemente, esse novo clássico americano conta a história de Charlie, um adolescente com vários problemas e com dificuldades de fazer amigos. Através de cartas, Charlie conta como conhece Sam e Patrick e como a amizade acaba mudando sua vida. Emocionante.

O Caçador de Pipas, Khaled Hossein

Enquanto conta a história de Amir, homem atormentado pela culpa de trair o seu melhor amigo de infância, Hassan, Hossein também relata acontecimentos políticos que definiram o Afeganistão atual: a queda da monarquia na década de 70, o golpe comunista, a invasão soviética até a implantação do regime Talibã.

1984, George Orwell

Também um clássico, retrata como um regime totalitarista resulta na opressão individual. É famosos por cunhar o conceito do ‘Grande Irmão’, a ideia de que o governo está sempre observando, acabando com a privacidade.

Eleanor & Park, Rainbow Rowell

Apesar de ter sido publicado em 2012 (o livro mais novo da lista) o romance entre Eleanor e Park é ambientado em 1986. Durante a história, que aborda a temática do primeiro amor, os pontos de vista se alternam entre os dois protagonistas.

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

Se você acha que, pelo nome e pelas belas ilustrações coloridas, se trata de um livro (só) para crianças pequenas, está muito enganado. Com ideias profundas como “você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”, tem um alto teor filosófico.

Uma breve história do tempo, Stephen Hawking

Ok, é um livro de forte teor científico – mas Hawking consegue explicar a um leigo conceitos importantes da física e da cosmologia, como buracos negros e a teoria das supercordas.

Bilhões e Bilhões, Carl Sagan

Livro publicado um ano após a morte de Sagan, foi descrito como um testamento do cientista – sim, tem discussões sobre ciência e sobre sua carreira, mas também seus pensamentos em relação a questões como o aborto e até sobre sua própria morte.

A Revolução dos Bichos, George Orwell

O segundo Orwell da lista, conta como animais de fazenda se revoltam contra seu dono humano e instauram um novo regime. Uma sátira da União Soviética, mostra como a corrupção toma conta do sistema e como esse sistema logo se torna uma ditadura.

Capitães da Areia, Jorge Amado

Na Salvador dos anos 30, um grupo de meninos abandonados, liderados por Pedro Bala, rouba para sobreviver e, dentro de sua pequena comunidade, criam um sistema similar ao de uma família na falta de figuras paternas e maternas.

Meu pé de laranja lima, José Mauro de Vasconcelos

Conta a história de um menino de cinco anos chamado ‘Zezé’. Criado em uma família pobre, com muitos irmãos, tem em um pé de laranja-lima seu maior confidente, contando à árvore todas as suas aventuras.

O Hobbit, J. R.R. Tolkien

A introdução ao mundo de Tolkien, que se desenrola em “O Senhor dos Anéis”, conta a jornada de Bilbo Bolseiro, que sai de sua zona de conforto no Condado para ajudar um grupo de anões a recuperar seu tesouro e sua cidade, roubados por um dragão. É considerado um dos melhores romances infanto-juvenis da história.

Admirável mundo novo, Aldous Huxley

A distopia mostra uma sociedade dividida por castas (os mais bonitos/fortes são das castas principais), em que pessoas são condicionadas biologicamente e psicologicamente a obedecer a um sistema. Em meio à essa paz, chega um desconhecido, fruto de uma relação espontânea e fora do controle desse sistema, e, com ele, surgem questões sobre o estilo de vida dominante.

Aos 10 anos, menina já leu mais de 400 livros e monta biblioteca em casa

0

Kaciane Marques Nascimento decidiu incentivar outras crianças e jovens a fazer o mesmo e montou uma biblioteca em casa.

doacao

Publicado no G1

Uma menina de 10 anos, que leu mais de 400 livros, quer incentivar outras pessoas a gostar tanto de ler quanto ela. Kaciane passa boa parte do dia lendo, a cada nova página, uma descoberta. “Parece que eu estou viajando sem sair do lugar”, descreve Kaciane Marques Nascimento, 10 anos.

E, para não perder as contas de quantas viagens já fez, ela anota tudo em um caderninho. E a lista é enorme. Aos 10 anos, a menina já leu 409 livros. Na escola estadual onde cursa a quinta série, ela ganhou até um apelido.”A gente brinca que ela é a menina que devora livros”, conta uma colega da escola.

A paixão pelos livros começou assim que foi alfabetizada. A professora Maria Cristina foi uma das grandes incentivadoras. “Desde o primeiro livro ela ficou super entusiasmada e veio falar que amou. Ela leu o livro em dois dias. Para uma criança de 7 anos, é demais “, lembra Maria Cristina de Godoy, Professora. “Às vezes tem que brigar para ela parar de ler. Chega a hora de jantar, de tomar banho, e ela está lá lendo”, conta Adriana Cunha, mãe da Kaciane.

Depois de ler tantos livros, Kaciane decidiu incentivar outras crianças e jovens a fazer o mesmo. Foi então que teve a ideia de montar, em casa mesmo, uma biblioteca. O problema era como fazer isso.

Um pouco antes de fazer aniversário, a menina, sozinha, gravou um vídeo pedindo ajuda e postou na internet: “Eu queria pedir a ajuda de vocês, porque meu sonho é montar uma biblioteca”.

E muita gente se sensibilizou. Em três meses, Kaciane perdeu até a cama de tantos livros que ganhou: 2 mil exemplares. O dono de uma escola particular gostou tanto da determinação da menina que resolveu dar de presente a biblioteca. A obra, no fundo da casa da família, na periferia de São José do Rio Preto, já está adiantada. E é a própria Kaciane quem supervisiona tudo.

Contagem regressiva para ver o sonho virar realidade. “Eu vou incentivar crianças, adolescentes e adultos e idosos a gostar de ler. Acho importante”, planeja a menina.

“A Kaciane já está fazendo a diferença”, destaca a professora.

Go to Top