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Jovem é condenado a 20h de leitura por cometer crime na Alemanha

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Medida educativa foi determinada por tribunal de Munique

Joaquim Padilha, no Midiamax

Na Alemanha, um auxiliar de depósito de 19 anos foi condenado a ler por 20h por um tribunal de Munique, pelo crime de ter deixado sua moto com a placa sem totais condições de visibilidade. A condenação foi comunicada pelo tribunal na última sexta-feira (11).

O jovem admitiu a culpa e era reincidente do crime. Por causa da reincidência, a juíza responsável pelo caso admitiu que o réu “obviamente não aprendeu nada” com a primeira condenação, cometendo de novo “exatamente o mesmo ato e com a mesma motocicleta”.

Como medida educacional, a juíza determinou uma instrução de leitura para o jovem, alegando que agora o acusado deveria ser “motivado a se ocupar em nível intelectual com o seu ato”.

O jovem terá de realizar as leituras na Universidade de Munique, e deverá escolher os livros que mais combinam com seus interesses e sua vida. Ele ainda terá de dar entrevistas relatando o que leu, e relacionando o conteúdo com sua vida.

A medida se encerra com um trabalho em que o conteúdo da leitura e das discussões são “trabalhados em diversas formas criativas, como, por exemplo, contos, cartazes ou raps”.

Você compra mais livros do que consegue ler? Esta palavra te define

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(Foto: Flickr/ABC Open Riverland)

(Foto: Flickr/ABC Open Riverland)

 

Publicado na Galileu

Você não resiste a uma livraria. Mesmo sabendo que já tem vários livros ainda não lidos em casa, entra mesmo assim e sai com novas aquisições. Ou faz o mesmo na internet ao receber um e-mail avisando que alguns livros do assunto pelo qual você tem interesse estão em promoção. Resultado: você tem uma pilha de leituras muito maior do que realmente consegue ler.

Quem é apaixonado por livros provavelmente se identifica com a situação descrita acima. Isso acontece tanto que existem, inclusive, grupos de apoio sobre o assunto em redes sociais voltadas para leitores, como o Goodreads, por exemplo.

Existe ainda uma palavra em japonês que define a sensação já bem conhecida por leitores e compradores ávidos de livros: tsundoku.Trata-se do hábito de comprar materiais de leitura e deixá-los em uma pilha sem nunca serem livros. Em entrevista ao Quartz, o professor de japonês Sahoko Ichikawa, da Universidade Cornell, dos Estados Unidos, explicou que o termo teve origem no século 19 e que “tsunde” significa empilhar coisas e “oku”, deixá-las de lado por um tempo.

Poder da leitura
A ciência estuda a influência que os livros que de fato são lidos têm em seus leitores. Um levantamento recente mostra, por exemplo, que ler Harry Potter faz com que fãs lidem melhor com a morte. Já um estudo publicado no periódico Social Science and Medicine afirma que ler regularmente pode aumentar sua expectativa de vida.

Preso, ex-vereador alega que leu 173 livros em 8 meses e juiz suspeita de fraude

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João Emanuel é ex-vereador e foi condenado a 18 anos de prisão (Foto: Otmar Oliveira/Secom Câmara de Cuiabá)

João Emanuel é ex-vereador e foi condenado a 18 anos de prisão (Foto: Otmar Oliveira/Secom Câmara de Cuiabá)

 

João Emanuel Moreira foi presidente da Câmara de Cuiabá e preso por desvio de dinheiro e pediu remição de pena. Justiça determinou que as declarações do ex-parlamentar sejam apuradas.

André Souza, no G1

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da 2ª Vara Criminal, determinou a instauração de um procedimento para apurar eventual fraude em declarações do ex-presidente da Câmara de Cuiabá, João Emanuel Moreira Lima, em um pedido de remição de pena. No documento, João Emanuel afirma que leu 173 livros em oito meses. O ex-parlamentar está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) e foi condenado a 18 anos de prisão por desvio de dinheiro.

No pedido, a defesa de João Emanuel requereu a concessão de 693 dias de remição da pena, alegando a atividade de leitura do acusado. O G1 tentou, mas não conseguiu contato com os advogados do acusado.

Entretanto, de acordo com o magistrado, não há comprovação da existência de um projeto específico de remição de pena por leitura na unidade prisional onde o ex-vereador está detido.

Além disso, como consta na decisão, não há amparo legal no pedido, pois o limite máximo da remição seria de 32 dias, tendo em vista os oito meses de cárcere de João Emanuel.

O juiz argumenta ainda, que não existe avaliação por parte de uma comissão das resenhas apresentadas pelo ex-vereador, um dos quesitos para a obtenção do benefício. Segundo as normas, o reeducando tem o prazo de 21 a 30 dias para ler a obra literária e, apresentar ao final desse prazo, uma resenha de próprio punho sobre o assunto do livro.

De acordo com a decisão, “são fortes os indícios de fraude nas declarações de leituras que instruíram o pedido de remição, o que constitui, em tese, o crime previsto no artigo 299 do Código Penal.

Na justificativa para negar a remição, o magistrado alega que, segundo João Emanuel, foram lidas 173 obras, o que resultaria em 48.235 páginas em oito meses. “Isso corresponde à leitura de praticamente um livro por dia de privação de liberdade ou 201 páginas lidas a cada dia, ininterruptamente”, como consta na decisão.

Por fim, o juiz determina que a autoridade administrativa da unidade prisional recolha provas de que os livros apontados pelo ex-vereador deram entrada na unidade e se os agentes presenciaram a rotina de leitura de João Emanuel.

Escolas substituem dever de casa por tempo de leitura. Funciona?

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Alunos do distrito escolar de Marion: incentivo à leitura. Foto: Marion County School Distric

Alunos do distrito escolar de Marion: incentivo à leitura. Foto: Marion County School Distric

 

Distrito escolar nos Estados Unidos adotou a prática com base em indícios de que a leitura livre é melhor do que as tarefas 

Publicado na Gazeta do Povo [via Washington Post]

Alunos de ensino primário em um distrito escolar da Flórida terão uma bem-vinda – mas controversa – nova política quando retornarem para a escola no ano letivo que começa no próximo mês: nada de lição de casa tradicional.

Eles terão que fazer outra coisa para ajudá-los academicamente: ler por 20 minutos todas as noites.

Heidi Maier, nova superintendente do distrito de escolas públicas do condado de Marion, na Flórida, formado por 42 mil estudantes, disse em uma entrevista que ela tomou a decisão com base em uma pesquisa sólida acerca do que funciona melhor para aumentar o desempenho acadêmico dos alunos.

Isso pode parecer óbvio, mas no mundo da educação, os decisores políticos são notáveis por criar muitas políticas sem saberem e/ou se importarem com as evidências das melhores pesquisas.

A política será aplicada a todos os alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental no distrito – cerca de 20 mil – mas não valerá para os demais alunos de ensino fundamental e médio. Maier, uma especialista em leitura que começou a liderar as escolas de Marion em novembro, depois de atuar como professora de licenciatura no College of Central Florida, disse que está baseando sua decisão em uma pesquisa que mostra que lição de casa tradicional nos primeiros anos escolares não melhora o desempenho acadêmico, mas a leitura – e ler em voz alta – sim.

Uma análise muito citada de uma pesquisa sobre o tema, publicada em 2006, constatou que lição de casa no primeiro ciclo do ensino fundamental não contribui para ganhos acadêmicos e tem apenas um efeito moderado para estudantes mais velhos em termos de melhorias de desempenho acadêmico. Apesar da lição de casa ser uma das questões mais controversas na educação básica, não existe nenhum estudo experimental sobre os possíveis efeitos da prática.

Mas especialistas dizem que a pesquisa é clara quanto aos benefícios da leitura diária, com estudantes escolhendo seus próprios livros, lendo em voz alta e escutando um adulto fluente ler para eles.

Maier citou o trabalho de Richard Allington, especialista em aquisição de leitura, que pesquisou e escreveu extensivamente sobre como ensinar os alunos a lerem.

“A qualidade da lição de casa é tão pobre que simplesmente fazer as crianças lerem em substituição a lição de casa, com leituras selecionadas por elas mesmas, é uma alternativa poderosa”, diz Allington. “Talvez alguns tipos de lição de casa possam aumentar os ganhos acadêmicos, mas esse tipo de lição é incomum em escolas dos EUA.”

Maier diz que os estudantes poderiam selecionar o seu próprio material de leitura e teriam ajuda de professores e bibliotecas escolares. Para as crianças que não têm um adulto em casa para ajudá-las a ler – os mesmo alunos que não tinham um adulto em casa para auxiliá-los com lição de casa tradicional – seriam disponibilizados voluntários, audiolivros e outros recursos.

Maier conta que teve um retorno positivo dos pais e professores, muitos dos quais aplaudiram a decisão, mas alguns são céticos. “Nós precisamos deixar a nossa mensagem clara e explicar por que isso é benéfico”, disse, acrescentando que em breve serão realizadas assembleias para os pais.

Lição de casa tem sido uma questão controversa para educadores e famílias por mais de um século. No final do século XIX, um herói da Guerra Civil Americana que se tornou membro do conselho escolar, Francis Walker, acreditava que lição de casa de matemática prejudicava a saúde das crianças e levou o conselho a bani-la como parte de uma febre nacional contra a lição de casa. A Ladies’ Home Journal, uma revista do período voltada para mulheres, chamou a lição de casa de algo “bárbaro” e muitos educadores disseram que essas tarefas causariam condições nervosas e doenças cardíacas em crianças, que se beneficiariam mais em brincar ao ar livre.

A lição de casa, é claro, passou a ter importância na educação – com crianças de 3 e 4 anos agora participando – e, hoje, defensores dizem que ajuda a fixar informações na memória das crianças e as ensina a estabelecer uma rotina.

O distrito de Marion se juntará a um pequeno grupo de escolas e distritos cujos líderes decidiram trocar a lição de casa tradicional por leitura diária nas primeiras séries. Apesar de não terem resultados definitivos, educadores apontam que as notas em avaliações e outras aprendizagens não foram prejudicadas.

Tradução: Andressa Muniz

Conheça 13 lugares especiais para ler em Fortaleza

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Confeitaria Sublime. (Foto: divulgação)

Confeitaria Sublime. (Foto: divulgação)

 

Isabel Costa, no Leituras da Bel

Ler deitado na varanda de casa é o local mais óbvio, mas não é a única opção. A familiaridade das paredes pode ser substituída por outros lugares. Praças, parques, ônibus, cafeterias, bibliotecas. Há dezenas de pontos bons para leitura em Fortaleza. Às vezes, ler na própria casa é difícil por conta do barulhos vizinhos ou da interrupção dos parentes. Mas não é só isso! Pegar um livro e sair de casa para ler é uma movimentação bonita e necessária. Além de criar relações com as palavras, nós criamos relações com a Cidade e seus espaços. Levar o livro para um lugar estranho, sentar, esticar as pernas, pedir um café e sentir o movimento de colisão com o cotidiano. Existem opções de locais para vários gostos e preferências.

Com um post maroto no Facebook e a ajuda de amigos, o Leituras da Bel listou lugares incríveis para ler em Fortaleza. Pegue o seu livro e escolha:

Anfiteatro do Parque do Cocó
No fim da tarde, o Anfiteatro do Parque do Cocó é local ideal para uma boa leitura. Principalmente, no fim da tarde. É só levar a toalha e colocar na grama. Geralmente, há pessoas passeando com crianças e cachorros, mas o barulho não incomoda tanto.

Confeitaria Sublime! (Foto: divulgação)

Confeitaria Sublime! (Foto: divulgação)

Confeitarias e cafeterias
São meus locais preferidos para leitura fora de casa. Pedir um doce bem gosto e um cappuccino – quando há dinheiro na conta bancária! – e abrir o livro. O Amika Coffeehouse (rua Ana Bilhar, 1136B – Meireles) e a Confeitaria Sublime (rua Eduardo Bezerra, 1276 – São João do Tauape) são ótimas pedidas!

Ônibus
É difícil por conta do “balançar” natural do ônibus, mas, para quem passa muito tempo se deslocando, é uma forma de colocar as leituras em dia.

Lugar no trabalho
Se você tem horas ociosas no almoço, pode aproveitar para fazer uma leitura. É só escolher um lugar calmo – que tenha sossego e sombra. No O POVO, onde eu trabalho, é bom ler nos jardins, onde há a estátua de uma santa. Existe também um sofá super confortável no meu setor, a Redação, que seria excelente para leituras e afins, mas geralmente ele está ocupado por pessoas que cultuam a “cesta”.

Passeio Público (Foto: divulgação/Mapa da Cultura)

Passeio Público (Foto: divulgação/Mapa da Cultura)

Passeio Público (Praça dos Mártires)
Localizado no Centro, perto da Santa Casa de Misericórdia, é um dos lugares mais famosos e característicos de Fortaleza. Tem bancos, sombra e um restaurante maravilhoso. Com a epidemia de febre chikungunya que assola a cidade, entretanto, é bom usar repelente.

Biblioteca do CCBNB
A Biblioteca Inspiração Nordestina fica no Centro Cultural Banco do Nordeste (rua Conde D’Eu , 560 – Centro). Funciona das 10h às 18h30min e tem um bom acervo de livros. É um lugar tranquilo para leituras, como toda biblioteca. Além de ter outros atrativos: água, ar condicionado, conforto, silêncio e banheiro.

Biblioteca de Ciências Humanas da UFC
Ao lado do Bosque Moreira Campos há outro lugar propício para leitura. A BCH tem vários ambientes ótimos para leitura. Logo no térreo existem alguns sofás azuis onde sempre há estudantes lendo. O acervo é excelente e, mesmo para quem não é aluno da Universidade Federal do Ceará, é possível frequentar para fazer consultas locais e estudos.

Praça Luíza Távora
As sombras da Praça Luíza Távora, no coração da Aldeota, são abrigo bom para leitura. O local é repleto de árvores e bancos.

Bosque Moreira Campos

Bosque Moreira Campos

Bosque da UFC
Você sempre encontrará uma pessoa lendo no Bosque Moreira Campos. Afinal, fica entre os blocos dos cursos de Letras e das Casas de Cultura da Universidade Federal do Ceará (UFC). O lugar mais parece uma pracinha, é cheio de árvores e muito ventilado. Além disso, há a “banquinha do Rui” com café, chocolates e outras guloseimas.

Praça Otávio Bonfim
Apesar do grande volume de tráfego nas proximidades, é um bom lugar para leituras. Fica na Avenida Bezerra de Menezes, perto de igreja homônima.

Jardins da Unifor
A Universidade de Fortaleza é um excelente espaço de convivência. São hectares e hectares de área verde – com bancos, sombras, bicicletários, mesas. Além disso, é uma delícia fazer leituras observando as fontes, as estátuas e os animais silvestres.

Pracinha do Jardim América
Considerada o “marco zero do bairro”, a Praça Franklin Delano Roosevelt (rua Delmiro de Farias, s/n) é utilizada pela população como ponto de encontro. Sempre há pessoas passeando ou fazendo atividades físicas. É um bom espaço para leituras no fim da tarde.

Praia de Iracema
Com a proteção da estátua guardiã, a Praia de Iracema é cenário para leituras. Uma dica é buscar o Espigão que fica nas proximidades da Avenida João Cordeiro.

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