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Veja dicas para otimizar o tempo de leitura

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Isabel Costa, no Leituras da Bel

Você gostaria de ter mais tempo para realizar leituras mas parece ficar perdido entre tantos livros e capítulos atrasados? É um sentimento comum. Queremos ler mais obras e os outros compromissos da vida acabam boicotando nossa rotina leitora. Ao longo da vida, eu aprendi algumas técnicas para otimizar o tempo de leitura. São atitudes pouco complexas, de fácil execução. Cada minuto dedicado ao livro é um avanço, sim! Afinal, é de página em página que um livro é terminado.

Foto: Sara Maia

Tempo de leitura

1. Carregue sempre um livro com você para momentos ociosos – como espera em consultórios médicos e filas. Você vai aprender que os exemplares de bolso são salvadores!

2. Estabeleça um horário fixo para realizar a leitura de algumas páginas a cada dia. Algumas páginas lidas antes de dormir garante a sensação de “dever cumprido” e um sono bom.

3. Participe de desafios literários. É possível encontrar diversas modalidades no instagram. Os leitores se propõem a ler determinado gênero ou autor e avançam juntos na leitura.

4. Busque um clube de leitura – Fortaleza tem dezenas! – e compartilhe as suas impressões. Saber que terá outras pessoas para conversar ajuda na disciplina da leitura e na finalização.

5. consegue terminar um romance longo e fica frustrado? Tente os livros de crônicas ou de contos, que são textos mais enxutos e podem ser lidos de uma só vez.

6. Esqueça o celular nos momentos de leitura. Eu coloco o celular no modo avião e “adeus mundo exterior”.

7.Não se cobre em excesso. A leitura é uma atividade particular e cada pessoa tem um ritmo.

“Ler mais” é uma das suas resoluções de ano novo? Veja essas dicas

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“A Quiet Half Hour”, quadro de 1876 feito pelo britânico Lionel Charles Henley.

Rodrigo Casarin, no Página Cinco

Emagrecer. Melhorar a alimentação. Beber menos. Estas com certeza estão entre as principais resoluções para qualquer ano novo – e há décadas me acompanham a cada virada. Outra que costuma figurar na lista de muita gente é “ler mais”. Impressiona a quantidade de pessoas que reconhecem o valor da leitura, mas não dedicam tempo algum de seu dia – ou semana – à prática. Pensando nesse povo que listei as cinco dicas abaixo (que poderiam ser resumidas a “coloque a bunda no sofá e leia” e “seja senhor das suas escolhas”):

Crie o hábito: ler exige algum esforço e concentração, então é preciso que se crie o hábito da leitura (não tem jeito, de algum modo a atividade terá que estar entre suas prioridades, se não sempre haverá alguma desculpa para não ler). Recomendo reservar uma parte do dia para estar a sós com um livro. Comece com metas modestas: que tal 20 minutos? Se falhar em um dia, compense lendo um pouco mais no outro (30 minutos, talvez).

E reserve um momento à atividade – de preferência um momento em que esteja bem desperto, não só na cama, antes de dormir, lutando para que os olhos não fechem. Claro que é possível ler um pouco também no metrô, parado no trânsito ou enquanto está no banheiro, mas a leitura não deve ser encarada apenas como mera distração para os minutos modorrentos.

 

Um livro por mês: ainda com relação às metas para que se desenvolva o hábito, estipule a quantidade de títulos que você deseja ler em determinado período – e, mais uma vez, vá com calma. Que tal começar lendo um livro por mês? Se todo dia você dedicar 20 minutos à leitura, provavelmente lerá cerca de 10 páginas por dia, o suficiente para dar conta de um volume de 300 páginas entre o dia 1º e o dia 30. Se for bem-sucedido aqui, devorará ao menos 12 livros ao longo do ano, mais do que o dobro da pífia média de leitura nacional (que não chega a 5 livros por ano).

Ah, Rodrigo, mas agora mesmo eu quero ler muito mais do que 12 livros. Eu sei, eu também. Aliás, quero ler muito mais do que mil livros, mas não tem como. Mesmo que você leia um livro por dia, ainda morrerá sem ter lido tudo o que gostaria, pode ter certeza. Então, aprenda a ser preciso nas escolhas.

Um ou vários? Isso que dizer que você deve ler apenas um livro por vez? Não necessariamente. Há quem se sinta entediado ao ficar muito tempo imerso em uma mesma história. Há também quem se confunda ao encarar várias narrativas simultaneamente. O que recomendo? O que acha de alternar um livro de ficção – um romance ou um volume de contos, por exemplo – com um de não ficção, como uma boa biografia?

O que ler: esqueça os tempos de escola, você não é obrigado a ler “Macunaíma” ou “Vidas Secas”, ainda que sejam livros ótimos. O importante é que identifique o que lhe agrada e vá em frente com as leituras. Gosta de ficção histórica? Beleza. Gosta de romances melosos? Sem problemas. Gosta de livros apimentados – seja com pimenta biquinho ou Carolina Reaper, a mais ardida do mundo? Beleza também. Saiba o que aprecia, isso ajudará a fomentar o hábito da leitura, que é o mais importante para esta resolução de ano novo.

Não faz nem ideia do que curte? Vá à livraria e dedique algum tempo à leitura breve de alguns livros ou baixe amostras de e-books (costumo fazer isso quando quero dar uma olhada no estilo de determinado autor). Também vale caçar dicas por aí – está cheio delas aqui no blog – e pegar livros emprestados com amigos.

 

Dessacralize a leitura: ler não pode ser um martírio. Claro que muitos livros se revelam aos poucos, exigem certa determinação do leitor, mas ninguém tem a obrigação de amar “Crime e Castigo” ou se identificar com as maluquices de “Dom Quixote” – ainda que eu recomende fortemente ambos. Começou a ler e não está gostando do livro? Pode largá-lo, sem dramas, mesmo que seja uma obra elogiada pelo mundo inteiro. Vá para a próxima história, amadureça enquanto leitor e, se você deixou clássicos pelo caminho, dê uma nova chance para eles em outro momento da vida. De minha parte, “Ulisses”, de James Joyce, terá outra oportunidade no futuro; na primeira tentativa, não rolou.

Qualquer hora dou algumas dicas de como um leitor frequente pode incrementar suas leituras.

De Star Wars a Leonardo da Vinci: confira 12 livros para ler em 2018!

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

O ano novo enfim chegou trazendo consigo aquelas promessas que fazemos a cada Réveillon! Caso você tenha prometido a si mesmo que iria ler mais em 2018, separamos aqui 12 sugestões, uma para cada mês do ano!

O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss

O primeiro livro da trilogia da Crônica do Matador do Rei foi lançado em 2007. Aqui acompanhamos o começo da saga de Kvothe, o humilde dono da hospedaria Marco do Percurso.

Quando um cronista decide ouvir e registrar a história do taberneiro, descobrimos que Kvothe tem muitos segredos: alguns deles muito surpreendentes.

O Nome do Vento é uma excelente pedida para quem gosta de histórias fantásticas cheias de magia e reviravoltas.

A continuação, O Temor do Sábio, foi lançada em 2011 e atualmente Rothfuss trabalha no terceiro e último livro da saga.

Suicidas, de Raphael Montes

Gosta de um bom mistério? Então Suicidas, do brasileiro Raphael Montes, é uma boa escolha.

Aqui acompanhamos a história de um grupo de jovens que decide tirar a própria vida. A trama se divide entre Alê, um dos adolescente que cometeu suicídio, e uma policial que está investigando o caso.

A narrativa alterna em passado, presente e futuro com muita fluidez, prendendo (e muito!) o leitor que quer entender a motivação dos protagonistas.

Confissões do Crematório, de Caitlin Doughty

Em Confissões do Crematório, a autora (e youtuber!) Caitlin Doughty relembra histórias da época em que trabalhou num crematório, durante sua juventude.

Num primeiro momento, pode parecer um livro maçante e mórbido, mas Doughty conta tudo com muito bom humor e sempre num tom cômico. Logo na introdução ela relembra seu primeiro dia no emprego, quando teve de barbear um cadáver mas não sabia como fazer isso.

A leitura é fluida e as risadas são garantidas!

O Exorcista, de William Peter Blatty

Uma obra-prima do terror. O romance de William Peter Blatty serviu como base para o clássico filme de 1973.

O livro traz a sombria história de Regan, uma menina de 12 anos que acaba sendo possuída por um demônio. Ao mesmo tempo, acompanhamos o drama de sua mãe, que se vê em uma situação de completo horror; de Damien Karras, um padre/psiquiatra no meio de uma crise de fé e de Merrin, um padre experiente que vai precisar enfrentar o Mal de uma maneira inimaginável.

O romance é mais assustador que o filme e tem cenas ainda mais perturbadoras. O calafrio é certo!

O Poderoso Chefão, de Mario Puzo

Outro livro que foi transformado em um filme clássico. A trama policial escrita pelo jornalista Mario Puzo gira em torno da organização mafiosa da família Corleone.

Após Don Vito, um dos chefões da máfia de Nova York, ser baleado de maneira trágica, Michael, o caçula da família, se vê obrigado a assumir os negócios do pai — mas ele não sabia que isso iria corromper sua alma de forma irrecuperável.

Os fãs do filme podem sentir um certo estranhamento ao ver o ritmo mais lento do livro, mas a profundidade da trama é a mesma. O romance conta a história do primeiro filme e ao mesmo tempo apresenta o passado de Don Vito, que foi visto no segundo longa da trilogia de Francis Ford Coppola.

É uma sugestão irrecusável!

Star Wars: Marcas da Guerra, de Chuck Wendig

Ainda está no hype de Os Últimos Jedi e quer consumir mais coisas de Star Wars até a chegada do Episódio IX? Seus problemas acabaram!

Marcas da Guerra traz uma trama militar que explica algumas coisas que aconteceram entre O Retorno de Jedi e O Despertar da Força., mostrando como a Galáxia reagiu ao fim do Império e como a Primeira Ordem surgiu.

É um aprofundamento bacana para quem quer saber mais da galáxia muito, muito distante…

Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling

Nunca leu nenhum livro da saga do bruxinho? Tá aí uma ótima oportunidade para começar! Já leu todas as aventuras mais de uma vez? Talvez seja um bom momento para revisitar Hogwarts.

O primeiro livro da série é curtinho e tem um tom bem aventuresco, além de apresentar as principais mecânicas e personagens do mundo bruxo de J.K. Rowling.

Aqui, Harry precisa impedir que o terrível Lorde Voldemort se apodere da Pedra Filosofal e consiga voltar à vida, trazendo um novo reinado sombrio para os bruxos.

O Oceano no Fim do Caminho, de Neil Gaiman

Em O Oceano no Fim do Caminho, Gaiman nos apresenta uma fábula tocante que fala sobre o fim da infância e a chegada da maturidade. Tudo isso em uma trama que envolve bruxas, espíritos e outras criaturas fantásticas.

O romance conta a história de um homem (seu nome nunca é revelado) que volta ao seu bairro natal para um funeral. Lá ele se lembra de uma garota, Lettie Hempstock, e de todas as aventuras que viveram durante a infância.

É um livro fofo e rápido de ser ler, que traz muitos temas comuns a todos nós.

Cosmos, de Carl Sagan

Está procurando uma leitura diferente? Cosmos é uma ótima opção. O livro do astrofísico Carl Sagan explica alguns conceitos de astronomia e astrofísica de maneira simples e até mesmo poética.

Aqui os temas vão da formação das galáxias à Teoria da Relatividade de Albert Einstein. O texto é muito fluído e Sagan usa diversos exemplos simples do nosso dia a dia para explicar conceitos complexos.

Eleanor & Park, de Rainbow Rowell

Quer um romance água com açúcar embalado em um monte de referências e diálogos nerds? Eleanor & Park é uma boa!

Aqui acompanhamos o amor de dois adolescentes. Eleanor, uma garota tímida e que não tem muitos amigos na escola e Park, um descendente de coreanos que é apaixonado por música e quadrinhos.

A trama mostra a paixão dos dois florescer e amadurecer, mostrando os altos e baixos da adolescência de uma maneira muito sincera e sem muitos clichês vistos em outros livros do gênero.

Tudo isso com muitas discussões sobre X-Men, Watchmen, Batman e Star Wars, regadas com a trilha sonora de bandas como The Cure e o The Smiths.

O Estrangeiro, de Albert Camus

O romance escrito pelo filósofo francês acompanha a história de Mersault, um homem não muito simpático que detesta boa parte da humanidade e que acaba cometendo um assassinato.

Depois disso, vamos seguindo o protagonista em uma série de situações absurdas que vão escalando rapidamente no nível de loucura, chegando ao absurdo.

No meio de tudo isso, Camus apresenta as ideias existencialistas e absurdistas que formaram sua filosofia.

Leonardo Da Vinci, de Walter Isaacson

Biografia de um dos maiores gênios da humanidade. Aqui Isaacson traça o perfil do pintor/engenheiro/cientista/matemático/arquiteto do seu nascimento em 1452 até sua morte em 1519.

No decorrer do livro, somos apresentado aos métodos de Da Vinci e conhecemos mais de sua personalidade enquanto pessoa.

É uma leitura riquíssima para aqueles que se interessam por História no geral e pelo período do Renascimento Cultural.

Todos esses livros foram lançados no Brasil e maioria também conta com versões em ebook.

4 regras de leitura de Bill Gates

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Ele explicou como consegue extrair o máximo de suas leituras.

Publicado no Infomoney

SÃO PAULO – Como copresidente da Fundação Bill & Melinda Gates, Bill Gates saiu do mundo da tecnologia e mergulhou nos assuntos relacionados a saúde pública, economia e desenvolvimento social.

O resultado é que, ano após ano, Gates divulga uma série de listas de livros, do mais inspirador (Os Anjos Bons da Nossa Natureza, de Steven Pinker) à melhor obra sobre negócios (Business Adventures, de John Brooks), relata o portal Na Prática.

“A leitura é meu jeito favorito de satisfazer minha curiosidade”, resumiu. “Ainda acho que livros são a melhor maneira de explorar novos tópicos em que você tem interesse.”

Em um vídeo recente para o portal de notícias Quartz, ele explicou como consegue extrair o máximo de suas leituras. Ou seja, como lê livros. Veja:

 1. Anote nas margens
“Você está se concentrando na leitura? Pegando as informações e anexando esse conhecimento?”, pergunta. “Anotar faz com que eu pense sobre o que estou lendo.”

2. Não comece o que você não vai terminar
Neste caso, Gates fala sobre Graça Infinita, um livro de David Foster Wallace famoso pela originalidade e pelo tamanho: são mais de mil páginas.

O americano está curioso, mas não tanto assim para se comprometer com tanta coisa. “Esta é minha regra para chegar ao final [dos livros]”, fala. “Não quero abrir uma exceção.”

3. Leia do jeito que for melhor para você
No caso de Gates, são livros, jornais e revistas de papel. Uma transição para o digital ainda não aconteceu, porque ele prefere assim. “É ridículo porque viajo com uma mala de livros”, admite. Ou seja, leia da maneira que for mais conveniente para você – mesmo que seja inconveniente num avião.

4. Reserve uma hora para ler
Cinco, 10 ou 20 minutos podem funcionar para um artigo, mas para que leituras mais densas realmente tenham impacto, Gates recomenda reservar uma hora na agenda. “Reserve tempo para realmente refletir e progredir”, aconselha.

Você conhece o papel da literatura no desenvolvimento infantil?

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Ler estimula até os sentidos. Veja de que forma isso acontece

Publicado no G1

A literatura infantil é um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, ampliar o vocabulário, trabalhar sentimentos de forma prazerosa e significativa e alfabetizar-se, nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Mas o contato com a literatura na infância permite, ainda, que a criança se coloque em diferentes papéis e aprenda, desde cedo, a apreciar a arte.

Para Andrea Bade Fecher, gestora do Bom Jesus Menino Jesus, em Petrópolis (RJ), é difícil, ou melhor, impossível dizer o papel da literatura no desenvolvimento infantil. “Podemos destacar alguns, como a função social: ler para se informar, ampliar o repertório, socializar o conhecimento, agregar valores etc. Em relação ao desenvolvimento, durante a leitura, são ativadas diversas áreas cerebrais ao mesmo tempo. À medida que lemos, ativamos nossas memórias e os campos: visuais, auditivos, da criatividade e, por vezes, até olfativos. Sem contar que não aprendemos apenas com as nossas experiências; aprendemos na interação com seres e objetos, o que torna a literatura uma grande fonte de aprendizado”, afirma.

A criança que tem o contato com a literatura estimulado amplia consideravelmente seu repertório na língua materna (ou outras línguas, caso já tenha contato com elas), e é capaz de relacionar, interpretar e fazer inferências com maior facilidade, melhora sua ortografia e expande seu potencial criativo.

Segundo Andrea, os pais podem estimular a leitura com o exemplo dentro de casa. “Crianças são atentas – não adianta os pais dizerem que a leitura é importante se o filho nunca os viu lendo. Há pesquisas em neurociência que mostram que todo novo hábito pode ser criado em 21 dias. Então vamos lá, faça o seu planejamento e mantenha com seu filho uma rotina de leitura”, incentiva a gestora, que entende que a escola tem papel fundamental nesse processo, pois é nela que o aluno terá contato com leitura de forma mais técnica. “No Bom Jesus, trabalhamos com títulos e autores diversificados, escolhidos com muito critério. Os alunos leem os livros do projeto de leitura, outros que têm relação com o tema do projeto desenvolvido pela turma, leem livros da ciranda de leitura feita em sala de aula e contam ainda com títulos, separados por faixa etária, nas bibliotecas das unidades de ensino. Já no 1º ano são estimulados a ler para a turma ou a dramatizar histórias lidas individualmente ou em grupo. Quando maiores, são estimulados a leituras mais densas, fazem trabalhos orais, expositivos e avaliações em que podem colocar suas descobertas acerca da leitura realizada”, explica.

Então, não se esqueça: na hora da leitura, nada de preconceito! Explore, com a criança, os diversos gêneros textuais, descubra seu campo de interesse, crie uma rotina agradável e divirta-se neste momento único entre pais e filhos!

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