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Os 10 melhores livros de negócios em 2016

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Lista elaborada pela Fast Company traz títulos que se destacaram em liderança até novas práticas de trabalho

Publicado na Época Negócios

Se você busca novas maneiras de pensar sobre negócios, obter conselhos inspiradores para sua carreira ou somente analisar o cenário da economia, o ano de 2016 trouxe alguns livros preciosos. De temas como liderança determinada, inovação, startups até autoajuda, as obras discorrem sobre temas importantíssimos para quem quer se manter em dia com as tendências. A lista que elegeu os dez melhores livros de negócio é da revista Fast Company. Confira abaixo:

Grit – O Poder da Paixão e da Perseverança – Angela Duckworth

A carreira de Angela Duckworth como psicóloga e pesquisadora foi em grande parte baseada em torno de dois temas: determinação e autocontrole. Professora da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, Angela apontou em uma pesquisa que a determinação, ou “grit” em inglês, é um indicador de sucesso mais certeiro que o talento ou inteligência. É preciso ser determinado, ter garra, ela diz. A determinação é definida por ela como paixão e perseverança para perseguir objetivos de longo prazo. No seu livro Grit: The Power of Passion and Perseverance, que entrou na lista de best-sellers do New York Times, ela expõe argumentos e dicas preciosas sobre o poder da determinação.

Competing Against Luck: The Story of Innovation and Customer Choice – Clayton M. Christensen, Karen Dillon, David S. Duncan e Taddy Hall

Autor do best-seller “O Dilema da Inovação” e considerado o pai da teoria da “inovação disruptiva”, Clayton M. Christensen amplia em seu novo livro e revê as reflexões sobre como as empresas podem continuar inovando à medida que crescem. Ao lado de outros autores, Christensen defende que é preciso descobrir o que leva os consumidores a comprarem determinados produtos e, a partir dessa constatação, pensar em como é possível mantê-los sempre por perto – sem depender apenas do produto. Ou seja, para ele, as empresas não deveriam vender simplesmente benefícios – elas, em si, precisam ser o que atrai os consumidores. Christensen traz cases, como o da Amazon e Airbnb, para fazer suas análises e lançar um novo olhar sobre o mundo dos negócios.

Here’s the Plan: Your Practical, Tactical Guide to Advancing Your Career During Pregnancy and Parenthood – Allyson Downey

A despeito de vermos mais ambientes de trabalho como espaços amigáveis e até com clima familiar, as mulheres ainda enfrentam dificuldades quando ficam grávidas. Em seu livro, Allyson Downey combina conselhos práticos sobre como lidar melhor com os problemas decorrentes da intersecção do trabalho com a vida pessoal. “O resultado é um livro prático, honesto e que traz um bom guia para as mulheres – ou homens também – na hora em que decidem tornar-se mães e pais. “É uma obra rara que discute as preocupações inerentes a esse momento”, analisa a Fast Company.

Deep Work: Rules for Focused Success in a Distracted World – Cal Newport

Cal Newport traz um olhar diferente sobre como se manter focado no trabalho em um “mundo distraído” – uma análise que envolve a demanda atual pelo profissional multitarefa. Para Newport, ser um “multitarefa” não é algo necessariamente positivo, mas uma forma de agir que nos deixa cognitivamente menos eficiente. O livro é uma espécie de guia que traz passo a passo para reforçar nosso ofoco e tornar o trabalho mais efetivo e, consequentemente, de melhor qualidade. É preciso estar complemente imerso naquilo que se está fazendo – ao invés de ficar “pulando” de uma tarefa para outra. O livro recebeu prêmios e indicações – best-seller de negócios pelo Wall Street Journal e melhor livro de negócios de 2016 pela Amazon.

Disrupted: My Year in the Startup Bubble – Dan Lyons

Em seu livro Disrupted: My Year in the Startup Bubble, Dan Lyons narra a experiência de passar um ano dentro de uma startup – algo completamente disruptivo para ele. Lyons trabalhou grande parte de sua vida em redações, mas foi despedido da Newsweek após completar 50 anos. Sem saber o que fazer, ele decidiu mudar sua carreira e foi trabalhar na companhia de vendas de software HubSpot, onde os funcionários tinham metade da idade dele. Best-seller do New York Times, o livro traz sua experiência pessoal, mas também reflexões sobre cultura corporativa e como reinventar uma carreira.

The Signals Are Talking: Why Today’s Fringe Is Tomorrow’s Mainstream – Amy Webb

A empreendedora Amy Webb ficou famosa após divulgar constatações de um estudo pouco usual que fez: como os sites de namoro funcionam na prática. Suas teorias, que partiram de uma decepção pessoal com esse tipo de site, fizeram sucesso por colocá-los como grandes bancos de dados. Ou seja: havia muitos insights que poderiam ser extraídos quando a análise feita fosse matemática – e não passional. O novo livro segue essa percepção, mas com outro foco: Amy Webb reflete sobre elementos antes periféricos e sem tanta importância, que tornaram-se altamente comuns e aceitáveis. Com tanta informação e acesso, é impossível prestar atenção em tudo. A partir disso, ela apresenta cases de sucesso, como a Nintendo, até de fracassos, como a BlackBerry, para mostrar como não devemos perder o foco e nos mantermos atentos a tendências e movimentos que surgem.


Whiplash: How to Survive Our Faster Future – Joi Ito e Jeff Howe

Diretor do MIT Media Lab, Joichi “Joi” Ito, une-se ao veterano editor da Wired Jeff Howe para analisar como as pessoas podem se adaptar melhor e sobreviver em um mundo que muda tão rapidamente e que é tão difícil de quantificar. Os autores defendem que a crença que os humanos têm em várias coisas e assuntos os impedem de estar mais abertos às novidades que surgem. O livro traz nove princípios para ajudar a estar mais disposto e pronto para aprender, adaptar e mudar.


A segunda era das máquinas – Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee

Imagine um mundo onde as máquinas nos liberem para conseguirmos trabalhar em projetos que amamos – sem nos preocuparmos com burocracias e rotinas que sugam nossa produtividade. Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee mostram que há um caminho que pode ser trilhado em nome disto em The Second Machine Age: Work, Progress, and Prosperity in a Time of Brilliant Technologies (A segunda era das máquinas). Os autores apresentam inovações em robótica, inteligência artiificial, entre outros. Não deixa de ser uma visão utópica, mas que já traz dicas sobre como a tecnologia pode revolucionar a maneira como trabalhamos – e mais rápido do que pensamos. O livro entrou para a lista dos best-sellers do New York Times, Washington Post e Wall Street Journal.


The New Alpha: Join the Rising Movement of Influencers and Changemakers Who Are Redefining Leadership – Danielle Harlan

Renegando os truques e imagem já desenvolvidos que livros de liderança costumam trazer, a fundadora do Center for Advancing Leadership and Human Potential apresenta uma visão mais autêntica sobre como desenvolver a liderança. Trata-se de um livro motivacional, com conselhos até holísticos e simples de seguir, como o de se exercitar mais. Mas o livro traz dicas consistentes com boa dose de autoajuda.


The Content Trap: A Strategist’s Guide to Digital Change – Bharat Anand

Se você acha que um livro sobre conteúdo serve apenas para fazer cochilar, pense bem. O professor da Harvard Business School, Bharat Anand, discute em seu livro The Content Trap: A Strategist’s Guide to Digital Change como criar conexões através de produção de um conteúdo. Uma estratégia que é muito melhor, segundo ele, do que ficar gastando tempo e recursos para criar o melhor conteúdo. Ele mostra histórias reais sobre como a era digital trouxe oportunidades novas para aqueles que querem aumentar conexões ou benefícios para seus negócios e marcas.

5 livros clássicos que podem tornar você um líder muito melhor

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(Foto: Shutterstock)

(Foto: Shutterstock)

 

Ao ler F. Scott Fitzgerald e Arthur Miller, é possível aprender mais sobre nós mesmos e sobre o que faz a boa liderança

Publicado na Época Negócios

Não se trata de autores que escrevem sobre gestão, negócios e liderança. Estamos falando de literatura clássica: escritores como o americano F. Scott Fitzgerald, o nipo-britânico Kazuo Ishiguro e o francês Albert Camus, premiadíssimos e cujas obras são leitura obrigatória, oferecem insights inestimáveis para compreender a verdadeira liderança, segundo Scotty McLennan, professor da Stanford Graduate School of Business.

Segundo McLennan, responsável pelo MBA “O Mundo dos Negócios: Investigação Moral e Espiritual através da Literatura”, não devemos nos limitar a manuais e biografias, além de estudos, pois isso significa perder a oportunidade de olhar para a questão de maneira diversa. Ele garante que, ao ler alguns clássicos literários, é possível mergulhar na “mente” dos personagens – e aí se encontram lições valiosas.

“A literatura pode mostrar de uma maneira que estudos de casos específicos e biografias que supostamente abordam a realidade não podem alcançar”, diz Scotty McLennan, em um artigo da Business Insider.

A seguir, uma lista de clássicos capazes de provocar ideias e que poderiam figurar facilmente entre os melhores livros para se ler nesta vida.

O Grande Gatsby
F. Scott Fitzgerald

Considerado por McLennan como o livro do “sonho americano”, “O Grande Gatsby” conta a história de um jovem pobre que busca o sucesso a qualquer preço para impressionar o grande amor de sua juventude, Daisy.

“Podemos aprender com Gatsby como a vida pode ser transformada, ao colocar ideais acima das decisões práticas da vida diária, acima do desejo por segurança e da busca pelo poder”, afirma o professor. “Não creio que muitas pessoas sejam capazes de viver no mesmo nível de idealismo de Gatsby por tanto tempo.”

“É claro que o livro de Fitzgerald nos desafia a manter um idealismo além daquele de Gatsby, ao mostrar de forma comovente as suas limitações”, aponta McLennan.

Siddartha
Herman Hesse

O romance acompanha um homem que luta para “combinar negócios e espiritualidade”. “Ele se torna um mercador rico que no início não dá muita importância ao sucesso material, concentrando-se em atender bem seus clientes e agir de maneira ética em relação aos acionistas. Mas ele acaba se tornando ganancioso e sucumbe à ‘doença da alma do homem rico’ e se transforma em um homem maldoso”, comenta o professor.

Mais tarde, ele consegue encontrar o equilíbrio ao oferecer transporte para que viajantes possam cruzar um rio – oferecendo conselhos espirituais.

O Estrangeiro
Albert Camus

Muito citado como uma das principais obras do Existencialismo, o livro aborda a “filosofia do absurdo” de Camus. Ao matar um homem, o personagem Mersault estabelece duas narrativas em primeira pessoa, uma antes do assassinato e outra depois.

Para o professor McLennan, este livro leva o leitor a questionar seu papel como ser humano e, portanto, seu lugar no universo. Qual é o significado da vida, se é que existe um significado?

Vestígios do Dia
Kazuo Ishiguro

O romance, que acompanha um velho mordomo que devotou a maior parte de sua vida ao lorde da mansão – a ponto de se tornar cego em relação ao que acontece no mundo e também às suas necessidades. Ele vê o mundo de maneira hierarquizada, seguindo um código antiquado, através de vás décadas.

Segundo McLennan, há várias passagens que discutem valores de liderança e ética. Em última análise, o livro pode ser visto como um estudo sobre as diferenças entre Ocidente e Oriente.

Morte de um Caixeiro-Viajante
Arthur Miller

Outro romance que faz parte da lista do professor de livros do “sonho americano”, esta peça é uma lição de confiança – em si mesmo e no mundo que nos rodeia. O caixeiro-viajante Willy Loman acredita ser capaz de controlar seu destino e o de sua família, tentando impor a seus filhos trabalhos que não se encaixam em sua natureza.

“Se ele confiasse mais nas pessoas a seu redor em vez de tentar controlar tudo sozinho, e aceitasse sua própria natureza em lugar de se tornar uma pessoa que ele não era, possivelmente seria mais bem sucedido”, diz McLennan.

3 livros que você deve ler para ter funcionários motivados

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Liderança: Livros para aprender a gerir melhor sua equipe

Liderança: Livros para aprender a gerir melhor sua equipe

 

Livros para quem quer aprender a gerir pessoas
Escrito por Sílvio Celestino, especialista em gestão de pessoas

Mariana Desidário, na Exame

Não apenas o pequeno e o médio empreendedor, mas a cultura empresarial brasileira ainda coloca a intuição acima do método e da experiência. É evidente que ela desempenha um papel nas funções diárias do administrador de uma empresa. Entretanto, a intuição não pode ser ensinada. Portanto, deve ser usada somente nos momentos em que a experiência e o método não se aplicarem. Devido, principalmente, à velocidade com que uma decisão tem de ser tomada.

Contudo, a administração é uma ciência, e há livros que são de muita utilidade para o empreendedor utilizar na gestão de pessoas. Recomendo três deles:

“O Poder dos Quietos”, de Susan Cain. Um grande problema que enfrentamos é a liderança, até mesmo da arquitetura, nos ambientes empresariais, favorável aos extrovertidos. Porém, toda empresa, para crescer, precisa ter em seus quadros pessoas introvertidas. Se não forem geridas de maneira apropriada, não mostrarão suas análises profundas e reflexões fundamentadas, e que são de grande contribuição para a empresa. Esse livro mostra as diferenças entre os extrovertidos e os introvertidos. Quais tarefas são melhores para cada um e como respeitar suas preferências comportamentais de maneira a obter o máximo possível de ambos.

“Pipeline de Liderança”, de Ram Charan. A função principal de um líder é formar novos líderes, e não seguidores. Para tanto, é importante, ao gerir pessoas, saber quais competências devem ser desenvolvidas para que o profissional se aprimore de acordo com as necessidades da empresa, atuais e futuras. O livro mostra de maneira pragmática e direta quais são os níveis de liderança que existem e quais habilidades devem ser desenvolvidas. É uma excelente referência para gestores que desejam obter o máximo possível de sua equipe e prepará-la para o crescimento da empresa.

“Capitalismo Consciente”, de John Mackey. A gestão de pessoas faz parte de um contexto maior, que é o propósito de existir da empresa. É evidente que um líder que acredita que sua companhia existe somente para gerar lucros vai administrar seus funcionários de maneira não apropriada. Isso não cria o engajamento necessário para que as operações da empresa cresçam e gerem benefícios abrangentes para todos. Para isso, mesmo as empresas pequenas e médias devem pensar e fomentar, entre seus liderados, o propósito maior da organização. Ele deve ser marcante, relevante e inspirador, para motivar as pessoas e fazê-las se comportarem de maneira apropriada em todos os instantes. Um fator de sucesso na administração de pessoas.

Vamos em frente!

Sílvio Celestino é sócio-fundador da Alliance Coaching.

Pais buscam coaching até para crianças de apenas dois anos

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Depois do inglês e do futebol, meninos e meninas agora aprendem a desenvolver liderança, confiança e pensamento crítico desde cedo

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Publicado em Estadão

Além das aulas de inglês, futebol, natação, piano, canto e dança, os pais também estão incluindo na agenda semanal dos filhos as sessões de coaching para desenvolver habilidades sociais e de aprendizado. O treinamento – que nasceu no meio empresarial para melhorar o desempenho de funcionários e gestores – já tem versões até mesmo para crianças de 2 anos.
Treino. Ao buscar aulas de coaching para Henrique e Laura, Ieda Cabral de Lima descobriu que poderia aplicar o aprendizado em casa

A pedagoga Cintia Bozza, de 44 anos, procurava um “estímulo maior” para os filhos Eduardo, de 7 anos, e Maria Eduarda, de 5. Por isso, ela os matriculou há dois anos no curso de coaching da Fastrackids, empresa com método educacional criado nos Estados Unidos e que tem dez franquias no Brasil.

“A mudança maior foi com o Eduardo, que era mais tímido, e começou a ter espírito de liderança e se posicionar mais. A Maria (à época com 3 anos) desde bem pequenininha já se mostrava como líder”, contou Cintia.

Liderança, confiança e pensamento crítico são parte do currículo da empresa, que tem um programa de dois anos para crianças de 2 a 8 anos. “A gente trabalha com essa idade por ser a principal janela de oportunidade cerebral. Por isso, temos um currículo superior ao das escolas, com aulas de astronomia, economia. Porque é preciso tirar a criança da zona de conforto para promover um maior desenvolvimento cerebral”, diz Ana Paula Harley, franqueadora master da rede no Brasil.

Semanal. Com mensalidades de aproximadamente R$ 210, o programa oferece, em geral, uma aula por semana. Segundo Ana Paula, a rede já tem cerca de 3 mil alunos no País.

Cintia, que também tem uma filha de 26 anos, disse que Eduardo e Maria Eduarda já mostram uma independência maior do que a irmã mais velha, que não teve a orientação do coaching. “Ela não tinha a independência e a organização dos dois. Hoje, ela é pesquisadora (faz mestrado em sociologia), mas a muito custo. Ela só foi aprender a se organizar no nível acadêmico, não quando criança”, afirmou.

Objetivos. A coach Tânia Sakuma, especialista em educação infantil, explicou que, para que o treinamento seja efetivo, é preciso haver o comprometimento dos pais para entender quais objetivos podem ser alcançados e em quanto tempo. “Cada fase tem seu desafio, assim como cada criança. Não queremos transformá-la em um prodígio, mas extrair o potencial dela para que desenvolva habilidades para viver melhor.”

A analista de sistemas Ieda Cabral de Lima, de 37 anos, buscou as sessões de coaching com Tânia para os filhos Laura, de 9 anos, e Henrique, de 7, quando percebeu que não conseguiria encontrar sozinha a solução para alguns obstáculos no comportamento das crianças. “O santo de casa não iria fazer milagre”, disse Ieda.

“A Laura se dispersava muito fácil. Já o Henrique se preocupava muito com a irmã, apesar de ele ser o mais novo. As sessões (que eles fazem juntos) ajudaram a equilibrar essas duas situações e eu vi como poderia aplicar isso em casa também”, contou a mãe.

De acordo com a coach da empresa CrerSerMais, Roselake Leiros, um dos principais focos do treinamento é o comportamento dos pais. Segundo a especialista, a maioria das famílias que a procuram tem pais extremamente preocupados com os estímulos das crianças ou pais que deixaram a situação sair de controle e não sabem exatamente como lidar com os filhos.

Perda de tempo destinado a brincadeiras. Para os especialistas, mesmo que o coaching tenha abordagem que pareça leve e divertida para as crianças, é preciso cuidado para que ele não tire parte importante do tempo que deveria ser destinado a brincadeiras.

Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), disse que é preciso refletir, a partir de cada caso, se as famílias não estão antecipando etapas do aprendizado e, com isso, reduzindo a infância.

“Não existe certo e errado na educação, mas precisamos refletir que muitas famílias se preocupam em preparar a criança para a vida, com uma crença de que há uma disputa acirrada na sociedade e que é preciso prepará-los para a disputa.”

Telma Pileggi Vinha, professora da Faculdade de Educação da Unicamp, disse que mesmo que as atividades desenvolvidas no coaching pareçam com brincadeiras, elas não dão a liberdade que a criança precisa. “A brincadeira é dirigida, e o adulto é visto como autoridade. Quando são só crianças, elas precisam se entender, resolver conflitos.”

Terceirização. Telma afirmou que o excesso de atividades a que os pais submetem os filhos preocupa por ser uma “terceirização da educação”. “Nenhum pai quer que o filho tenha algum tipo de problema ou dificuldade, mas ele precisa enfrentar, sem passar a responsabilidade para um profissional, uma escola, empresa.”

Para os especialistas, é preciso entender que algumas características fazem parte da personalidade da criança e precisam ser respeitadas.

5 livros que todo gestor deveria ler

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Pessoas que atuam em cargos de liderança, em qualquer área dentro de uma organização e em qualquer tipo de atividade econômica, devem sempre se aprimorar os conhecimentos comportamentais sobre gestão de pessoas

Rogério Martins, no Administradores

Pessoas que atuam em cargos de liderança, em qualquer área dentro de uma organização e em qualquer tipo de atividade econômica, devem sempre se aprimorar os conhecimentos comportamentais sobre gestão de pessoas.

É muito comum vermos pessoas que cresceram na carreira profissional e atingiram novos cargos, passando a comandar pessoas, porém sem o devido preparo em como lidar adequadamente com estas pessoas, como oferecer um feedback correto, como cobrar resultados, como criar um clima favorável à motivação e produtividade e assim por diante.

A experiência pode ajudar, mas nem todos terão tempo suficiente ou autoconhecimento necessário para transformar a oportunidade de gerir pessoas em uma experiência positiva de liderança. Cursos, palestras e seminários também ajudam, e muito. Porém, acredito que o preparo deve ser acompanhado de uma boa literatura sobre o tema.

Por isso aponto abaixo cinco livros que todo gestor deveria ler, como uma forma de complementar a experiência e a sala de aula. Certamente que esta lista pequena não contempla tudo aquilo que seja necessário para se tornar um líder mais eficaz, contudo, é um caminho inicial para a melhoria neste papel fundamental para o desenvolvimento de organizações de sucesso e também a construção de uma sociedade mais ética.

“O livro de ouro da liderança”
Autor: John Maxwell
Começo por aquele que considero uma bíblia da liderança. Para mim é uma referência para quem está começando ou já possui mais experiência na gestão de pessoas. Com linguagem fácil, exercícios e dicas altamente preciosas o autor cria como se fosse um curso de liderança através de suas páginas. Volta e meia estou relendo, analisando alguns capítulos em especial e, por isso, tornou-se meu livro de cabeceira.

“O espírito do líder”
Autor: Ken O’Donnell
Um livro diferente no conteúdo e abordagem, e por isso mesmo instigante. O autor apresenta alguns dos valores e atitudes básicos que auxiliam a desenvolver as qualidades humanas e espirituais necessárias para a formação de um novo tipo de líder. É uma coleção com três volumes que abrangem as seguintes competências essenciais do verdadeiro líder: ser um líder sábio, os três pilares da sabedoria, autoconsciência, confiança, respeito, diálogo, lidar com mudanças, ser ético, manter o foco, poder pessoal, cooperação e silêncio.

“Transformando suor em ouro”
Autor: Bernardinho
Você deve estar pensando que estou louco em indicar o livro de um ex-jogador e treinador de Vôlei. Não, não estou. O livro é ótimo para quem quer aprender com exemplos práticos sobre motivação, relações humanas e como extrair o melhor de cada pessoa. Permeado por histórias e dicas motivacionais o livro é de agradável leitura, sem aprofundar questões técnicas de liderança (próximo indicado faz isso). Um dos capítulos que merece destaque é “Aos campeões, o desconforto”. Ele desafia a máxima que em time que está ganhando não se mexe, não se incomoda. Vale a leitura, sem preconceitos.

“Liderança orientada para resultados”
Autores: Dave Ulrich, Jack Zenger e Norm Smallwood
Como os líderes constroem empresas e aumentam a lucratividade. Quem hoje em dia trabalha sem orientação para resultados? Os autores revelam como produzir resultados em quatro áreas específicas: para os funcionários, para a organização, para os clientes e para os investidores. Eles oferecem diretrizes práticas para que os leitores desenvolvam e cultivem em si mesmos a liderança voltada para resultados. E eles não se limitam a soluções fáceis, palavras pomposas e tendências que caracterizam muitos dos programas de liderança. Em vez disso, os autores dão ênfase à produção de resultados mensuráveis e suscetíveis de integração em qualquer estratégia empresarial ou estrutura organizacional.

“Não tenha medo de ser chefe”
Autor: Bruce Tulgan
Um livro do tipo: faça você mesmo. O autor aponta o maior problema das empresas hoje em dia – uma epidemia de subgerenciamento que afeta toda a escala de comando – e oferece um caminho para que os gerentes reassumam seu papel e se tornem os líderes fortes de que suas equipes precisam. Ele identifica as principais dificuldades enfrentadas pelos gerentes, relata casos reais e apresenta soluções simples e eficazes para lidar com os problemas do dia a dia. Com uma abordagem prática e positiva, ele destrói, um a um, os mitos que rondam o gerenciamento, como: o mito de que não há tempo suficiente para gerenciar pessoas e o mito de que o único jeito de ser firme é agir como um cretino e que ser um cara legal é deixar cada fazer o que quiser.

Já leu algum dos livros indicados? Qual sua indicação? Escreva nos comentários abaixo sua dica de leitura sobre liderança e um resumo (bem resumido mesmo) sobre sua indicação. Sempre podemos aprender mais com novas indicações.

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