Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

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Prêmio Oceanos 2017 divulga lista de 51 obras semifinalistas

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Vencedores do prêmio Oceanos 2016: 1. José Luís Peixoto, com “Galveias”.(Companhia das Letras). 2. Juliàn Fuks, com “A Resistência” (Companhia das Letras). 3. Ana Martins Marques, com “O livro das semelhanças” (Companhia das Letras). 4. Arthur Dapieve, com “Maracanazo e outras histórias’ (Alfaguara).

Vencedores do prêmio Oceanos 2016: 1. José Luís Peixoto, com “Galveias”.(Companhia das Letras). 2. Juliàn Fuks, com “A Resistência” (Companhia das Letras). 3. Ana Martins Marques, com “O livro das semelhanças” (Companhia das Letras). 4. Arthur Dapieve, com “Maracanazo e outras histórias’ (Alfaguara).

 

Entre autores classificados, 31 são brasileiros, 19 são portugueses e um é angolano

Publicado em O Globo

SÃO PAULO – O Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa divulgou nesta terça-feira os 51 semifinalistas do concurso deste ano, que passou a contemplar obras escritas e editadas em português com primeira edição em 2016, publicadas em todos os países lusófonos e não lusófonos. O limite de 50 selecionados previsto no regulamento foi extrapolado em razão de empates nas últimas colocações. A lista completa está disponível no site do Itaú Cultural, no link dedicado à premiação literária.

Dos autores que tiveram obras classificadas, 31 são brasileiros (nove deles estreantes), 19 são portugueses (11 deles inéditos no Brasil) e um é angolano. Foram recebidas 1.215 inscrições, entre livros publicados no Brasil (1031), em Portugal (176), Angola (1), Moçambique (2) Cabo Verde (2), Espanha (2), Quênia (1).

Os estreantes brasileiros são os poetas Dimitri BR (“Ocupa”), Eliza Caetano (“O caderno das inviabilidades”), Franklin Alves Dassie (“Grandes mamíferos”) e Izabela Leal (“A intrusa”); os romancistas Martha Batalha (“A vida invisível de Eurídice Gusmão”), Paulliny Gualberto Tor (“Allegro ma non tropo”) e Pedro Cesarino (“Rio acima”), e as contistas Rejane Gonçalves (“Escrevo para dinossauros”) e Marcela Dantés (“Sobre pessoas normais”).

Apenas dois livros classificados foram publicados no Brasil e em Portugal: “Se o passado não tivesse asas”, do angolano Pepetela (editoras Dom Quixote e Leya Brasil) e “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, da brasileira Martha Batalha (Companhia das Letras e Porto Editora).

O júri inicial do Oceanos foi composto por 50 brasileiros e 15 portugueses. Este mesmo corpo de jurados escolheu os integrantes dos júris intermediário, que escolherá as 10 obras finalistas, e final, que vai determinar os quatro vencedores: Ana Mafalda Leite e António Guerreiro, de Lisboa; Beatriz Resende e Eucanaã Ferraz, do Rio de Janeiro; Eliane Robert Moraes, Heloisa Jahn e Mirna Queiroz, de São Paulo; e Maria Esther Maciel, Ricardo Aleixo e Sérgio Alcides, de Belo Horizonte.

A lista com os dez finalistas sairá na segunda quinzena de outubro, em data a ser definida, e os vencedores serão revelados em dezembro. O valor total dos prêmios em dinheiro é de R$ 230 mil, sendo R$ 100 mil para o primeiro lugar, R$ 60 mil para o segundo, R$ 40 mil para o terceiro e R$ 30 mil para o quarto.

5 livros que não caem no vestibular, mas você não pode deixar de ler

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Fonte: Universia Brasil

Fonte: Universia Brasil

Publicado no Universia Brasil

Dia 10 de junho é comemorado o Dia da Língua Portuguesa, em homenagem à morte do poeta Luís Vaz de Camões, que se tornou um expoente da literatura lusófona após escrever a epopeia Os Lusíadas.

Camões é um dos autores obrigatórios nas aulas de Literatura das escolas brasileiras, assim como Fernando Pessoa, Machado de Assis e Eça de Queirós. Além disso, todos esses escritores são cobrados nas grandes provas de vestibular do País, sendo essencial que os alunos conheçam muito bem suas obras, o movimento literário a qual pertencem e seu estilo de escrita.

No entanto, será que basta aos estudantes lerem somente os grandes clássicos cobrados em exames? Para provar que o aluno deve ir além das leituras obrigatórias, e sugerir uma lista imperdível de obras escritas em língua portuguesa, a Universia Brasil entrevistou o professor João Luís de Almeida, do Sistema Poliedro.

Os melhores livros que não caem no vestibular

• Ensaio sobre a Cegueira – José Saramago (1995)

“É uma obra que questiona a nossa própria capacidade de olhar ao redor e perceber as pessoas, ao fazer alusão a uma epidemia de cegueira branca, que estaria atingindo a todos em uma cidade. Ele (Saramago) faz um alerta por meio de metáforas, criando uma fantasia que não está distante da realidade, já que muitas vezes não enxergamos as pessoas ao nosso redor”.

• Mad Maria – Márcio Souza (1980)

“Trata sobre a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, na região Norte do País, mostrando um pouco do contexto local, dos trabalhadores, da floresta, das doenças típicas da região, como a Malária. É uma obra com caracterização histórica, mas que é bem acessível e gostosa de ler. Ela retrata uma região pouco explorada nos nossos vestibulares, que é o Norte do País”.

• Cidade de Deus – Paulo Linz (1997)

“É uma obra incrível, em que foi feita uma leitura do contexto da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, durante o momento do seu estabelecimento como bairro da periferia, distante do centro urbano carioca. Ela mostra a acomodação de uma população carente e o surgimento dos núcleos criminosos, com pequenos roubos, que depois se transformam em grupos consolidados de traficantes. O livro é forte e com uma linguagem densa”.

• Romanceiro da Inconfidência – Cecília Meireles (1953)

“É uma obra que já fez parte de listas de vestibulares, mas nunca cobrada com muita frequência. Ela traz todo o histórico da Inconfidência Mineira, mas de uma maneira mais lírica e versada. Ela é de uma inteligência e soberba imensas, além de ser tocante, pois mostra a história dos grandes poetas que estiverem envolvidos na luta, o próprio Tiradentes, o histórico do ciclo que antecedeu a luta, principalmente o ciclo do ouro. Eles são todos narrados em verso pela Cecília de uma forma brilhante. É uma obra prima”.

Não é Língua Portuguesa, mas deve estar na sua estante…

• Frankenstein – Mary Shelley (1818)

Para completar a lista, o professor do Poliedro sugeriu um livro de literatura inglesa, com diferentes adaptações para o português. “No geral, (Frankenstein) é uma obra que traz nas entrelinhas a questão da evolução científica, vivida entre o final do século 19 e início do século 20. A criação do monstro é uma alusão às inovações e questiona os limites da ciência. É possível fazer um paralelo com os dias de hoje, pensando em clonagem, tecnologia e outros assuntos que estão sempre na mídia. Ela foi escrita por Mary Shelley, quando tinha 19 anos, após uma aposta com outros escritores”.

Atenção estudante! Veja 120 pegadinhas da língua portuguesa para concurseiros

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Estudante

Publicado no Amo Direito

Investir toda a concentração nas matérias específicas dos concursos públicos e deixar de lado o estudo de língua portuguesa pode ser uma cilada. O português acaba sendo o vilão dos concurseiros.

Confira aqui as 120 pegadinhas da nossa língua portuguesa.

Pegadinha 1: Ela quer se aparecer.
Termo muito usado e completamente errado. Certos verbos são essencialmente pronominais como suicidar-se, por exemplo. Outros, porém, jamais podem ser usados com pronomes, como os verbos da dica anterior, simpatizar ou antipatizar.

Trazemos um desses verbos que jamais são usados com pronome, que é o verbo aparecer. Esse é um típico verbo intransitivo. Não admite voz reflexiva, objetos de espécie alguma. Não se pode aparecer ninguém e, também, aparecer a si mesmo. Escreve-se corretamente, assim:
Ela quer aparecer.

Pegadinha 2: são os banqueiros que acabam lucrando.
Neste tópico de dicas de português para concursos, a expressão é que não é genuinamente um verbo. Trata-se simplesmente de uma locução de realce, que a usamos, evidentemente, para dar destaque à ideia expressa na frase.

Por tratar-se de um mero adorno frasal, essa locução é totalmente dispensável sem prejuízo para o sentido da oração. Exemplo: É os banqueiros que acabam lucrando. = Os banqueiros acabam lucrando. (A igualdade é de significação, é lógico.)

Mais exemplos:

Só nós dois é que sabemos o quanto nos queremos bem. (Letra de canção portuguesa.) Seria ridículo dizer: Só nós dois somos que sabemos o quanto nos queremos bem. A frase original pode ser escrita, sem nenhum prejuízo para a sua significação: Só nós dois sabemos o quanto nos queremos bem.

É eles que representarão o presidente. Essa frase está correta. Estaria incorreta se fosse escrita assim: São eles que representarão o presidente. Se eliminarmos do contexto a expressão de realce é que, veremos que o sentido é o mesmo: Eles representarão o
presidente.

Muito cuidado! Nas questões de português, sobre concordância verbal, as organizadoras de vestibulares e concursos públicos costumam usar, de vez em quando, frases desse tipo, induzindo o vestibulando ou concursando a considerá-las incorretas.

Concluindo, indicamos como escrita correta da frase do topo a seguinte construção:
É os banqueiros que acabam lucrando.
ou
Os banqueiros é que acabam lucrando.

Lembrar: é que – é uma locução de realce.

Pegadinha 3: Inglaterra confirma invasão ao Iraque.
Jamais poderá ocorrer invasão a lugar algum. Porém, o que é possível acontecer é invasão de algum lugar. Escreve-se com correção, assim:

Inglaterra confirma invasão do Iraque.

Veja, a seguir, outros exemplos corretamente escritos:
Invasão de privacidade.
Invasão de domicílio.
A invasão do estádio pela polícia deu-se às 20 horas de ontem.

Pegadinha 4: O acidente aconteceu porque o motorista dormiu no volante.
Para que alguém consiga dormir no volante, é necessário que este seja, no mínimo, do tamanho de uma cama. Convenhamos, volantes desse tamanho ainda não foram fabricados.

Então, melhor seria dormir no banco do automóvel ou, mais adequadamente, em uma cama com mais conforto. Quem dorme bem, dorme em algum lugar. Já “dormir próximo” ou “junto” significa dormir a (preposição) com o respectivo artigo (o ou a). O correto seria escrever:

O acidente aconteceu porque o motorista dormiu ao volante.

A seguir, outros exemplos de frases corretamente grafadas:
A moça dormiu ao computador.
O marinheiro dormiu ao timão.
Romeu dormia à janela de Julieta.

Pegadinha 5: Marcos é um parasita da mulher.
Parasita, com a final, é denominação exclusiva de certas plantas. Para pessoas e animais, usa-se parasito. O correto seria escrever:

Marcos é um parasito da mulher.

Eis outros exemplos de frases corretamente grafadas:
Raquel age como um parasito da mãe.
Há sujeitos que são autênticos parasitos da sociedade.
A pulga é um parasito, como também o é o carrapato.
Precisamos exterminar as parasitas que estão nessa árvore.
As parasitas debilitaram nosso pomar.

Pegadinha 6: Confesso que me simpatizei com ela.
O verbo simpatizar, como também seu antônimo antipatizar não são empregados com pronomes. Portanto, escreve-se correto, grafando-se assim:
Confesso que simpatizei com ela.

Abaixo, seguem outros exemplos de frases corretamente escritas:
Você simpatizou com a moça, mas ela antipatizou com você. Antipatizo com políticos em geral.
Simpatizamos com a nova professora.
Eles antipatizam conosco.

Pegadinha 7: Começou nevar hoje cedo em Urubici.
Certas notícias são dadas de modo negligente, sem nenhuma preocupação com as regras do idioma. O verbo começar forma locução com outro verbo, no infinitivo, por intermédio da preposição a.

Exemplos:

Nice começou a chorar.

Naquela hora, Eliane começou a rir.

Começou a chover.

Eis a frase do topo corretamente escrita:
Começou a nevar hoje cedo em Urubici.

Pegadinha 8: Vou mostrar-lhe meu caderno, mas não repare a desorganização.
O verbo reparar assume dois significados. O que irá determiná-los é a presença ou não da preposição em.

Veja, a seguir:
Com a preposição em significa notar, observar: Repare nos exemplos que damos nesta lição de gramática.
Entre, mas não repare na bagunça.
Posso escrever, porém não reparem em meus erros de português.

Sem a preposição em, significa consertar, indenizar:
O técnico reparou o computador que estava avariado.
A empresa reparou os danos causados.
O juiz condenou o prefeito a reparar os prejuízos sofridos pelos camelôs.
O mecânico reparará o motor do carro.

Então escreve-se corretamente a frase original da seguinte maneira:
Vou mostrar-lhe meu caderno, mas não repare na desorganização.

Pegadinha 9: Residente à Rua Joana Sartóri.
As palavras residente, morador, situado e sua forma reduzida sito não admitem a preposição a para ligar-se ao respectivo logradouro, mas, sim, a preposição locativa em. Não se diz, por exemplo, que um imóvel está situado a Campinas, porém em Campinas.

Veja os exemplos que seguem: O escritório, sito na Rua Filisbina, recebe seus clientes de segunda a sexta-feira. O prédio está situado na Avenida Duque de Caxias. Márcio, morador na Travessa Cotia, prestou depoimento ontem. Resido na Alameda Tabajara.

A frase do topo escrita corretamente fica assim:
Residente na Rua Joana Sartóri.

Pegadinha 10: Costuma se fazer bons negócios nesta feira.
O verbo concorda com o seu sujeito, na voz passiva. Observe que temos dois verbos, um auxiliar e outro, principal.

Veja outros exemplos de uso da voz passiva em situações semelhantes: Não se podem prever essas situações. (Não podem ser previstas essas situações.) Devem-se devolver os crachás ao final do evento. (Devem ser devolvidos os crachás ao final do evento.)

A frase inicial estaria corretamente escrita da seguinte maneira:
Costumam se fazer bons negócios nesta feira.

Pegadinha 11: Não exceda da dosagem alcoólica permitida.
O verbo exceder não admite preposição.
Outros exemplos: O motorista foi multado porque excedeu os limites de peso de carga de seu caminhão. (Errado: O motorista foi multado porque excedeu dos limites de peso de carga de seu caminhão.)
Lotação: 42 passageiros. Não exceda este limite. (Errado: Lotação: 42 passageiros. Não exceda deste limite.)

O certo seria escrever a frase original do seguinte modo:
Não exceda a dosagem alcoólica permitida.

Pegadinha 12: Não fiz o dever de matemática.
Para muitas pessoas, há uma confusão muito grande, envolvendo os significados das palavras dever e deveres. Inicialmente, determinemos suas semânticas, conforme os bons dicionários:
Dever: obrigação;
Deveres: tarefas (sempre no plural).
O exemplo seguinte economiza muita explicação e esclarece a questão:
O dever de cada estudante é fazer seus deveres escolares.

Talvez, esta regrinha ajude a estabelecer com mais clareza a distinção:
Deveres (tarefas) se fazem;
Dever (obrigação) se cumpre.

Outros exemplos:
Ele cumpriu o dever de pai.
O dever de todo militar é servir o seu país.
Deixei de fazer os deveres de geografia.
Ela não dá conta de realizar os deveres domésticos. Precisa de uma empregada.

A frase original, corrigida, fica assim:
Não fiz os deveres de matemática.

Pegadinha 13: O comandante nos disse que ficássemos alertas.
Aqui está uma dica de português para vestibular e concurso, a qual tem gerado muita controvérsia. A palavra alerta pertence à classe dos advérbios e, como tais, é invariável. Não se flexiona para indicar gênero (Ele está alerta.), como também para indicar número (Permaneço alerta. Permanecemos alerta. Eles permanecem alerta.). Só se admite variação, quando substantivada, isto é, quando a palavra estiver acompanhada de artigo (Esqueci os alertas do comandante.).

Então, depois da correção da frase inicial, fica assim:
O comandante nos disse que ficássemos alerta.

Pegadinha 14: Depois de vinte minutos de interrupção, o árbitro deu continuidade ao jogo.
Esta seção de dicas de português para concursos expõe um grande equívoco de uso das palavras Continuidade e continuação, conforme se explica a seguir.
Continuidade — propriedade física da superfície dos corpos;
Continuação — prosseguimento;

Exemplos:
A continuidade do grande espelho do salão foi afetada por uma rachadura na parte superior direita.
A continuidade do leito da ponte foi interrompida por uma trinca de uns dez centímetros, de lado a lado.
Em continuação a esta exposição de razões, falarei, agora, sobre os meninos de rua.
Precisamos dar continuação àquela partida de xadrez, no prazo máximo de cinco dias contados de sua interrupção.
Depois que o aluno alterado retirou-se da sala, o professor deu continuação à aula.

Então, depois da correção da frase inicial, fica assim:
Depois de vinte minutos de interrupção, o árbitro deu continuação ao jogo.

Pegadinha 15: A polícia não pode prendê-lo porque ele é de menor.
Eis uma seção de dicas de português para vestibulares e concursos cuja sutileza muita gente boa não percebe.

O predicativo dessa frase liga-se ao sujeito com auxílio de verbo de ligação sem preposição.

O povo é que construiu essa anomalia. Veja outros exemplos de predicativo:
Ele é sargento do exército.
Ela é maior de 14 anos.
Ela é a rainha do colégio.
Ele é menor de 6 anos.
Meu pai é professor.

Então, depois da correção da frase inicial, fica assim:
A polícia não pode prendê-lo porque ele é menor de idade.

Pegadinha 16: Sou difícil de fazer amizade.
Neste tópico de dicas de português para concursos, a frase já se inicia por uma incoerência, pois ninguém é difícil ou fácil de coisa alguma. Pelo menos, assim se espera. O que é difícil não é a pessoa, mas sim a ação de fazer amizade. O sujeito dessa frase é oracional — fazer amizade — e o predicativo é difícil. O verbo é de ligação — ser.

Então, depois da correção da frase inicial, fica assim:
É-me difícil fazer amizade.
ou
Fazer amizade me é difícil.
ou
Fazer amizade é difícil para mim.

Pegadinha 17: Já comuniquei o chefe que a mercadoria chegou.
Esta pegadinha de português para vestibular e concurso aborda um deslize sutil e corriqueiro, ideal para uma questão de concurso. Não devemos, jamais, comunicar uma pessoa, seja ela quem for. O que se comunica é o objeto da comunicação, isto é, o assunto, o fato ocorrido. Comunica-se, sim, à pessoa um determinado fato.

O verbo comunicar possui dois objetos. Um deles é o objeto indireto, que é a pessoa que recebe a comunicação. A esse objeto o verbo se liga sempre por meio de preposição. O outro complemento verbal é o objeto direto, que representa o fato comunicado.

Veja os seguintes exemplos: Daniel comunicou ao Mário a demissão da antiga secretária
O presidente comunicou ao povo a decisão que tomara quando decidiu o caso.
O marido comunicou à mulher que naquele dia não iria almoçar em casa.

Então, depois da correção da frase inicial, fica assim:
Já comuniquei ao chefe que a mercadoria chegou.

Pegadinha 18: A rapariga está meia aborrecida.
Mais um exemplo de pegadinha que tirou preciosos pontos para a aprovação de muitos vestibulandos e concursandos. Meia, modificando substantivo, é adjetivo e varia em gênero e número.

Exemplos:
Meio litro de água. (metade do litro)
Meia xícara de café. (metade da xícara)
Ele fala em meias palavras. (metade das palavras, como metáfora de “não dizer tudo”)
Ele se expressa em meios termos. (idem, explicação acima)

Meio, modificando adjetivo, é advérbio e, como tal, não varia. Exemplos:
Ela está meio triste.
As duas moças permanecem meio confusas.

Então, depois de corrigida a frase inicial, fica assim:
A rapariga está meio aborrecida.

Pegadinha 19: Mais de um artista cantarão.
Este caso exige-nos atenção redobrada. Embora saibamos que a expressão “mais de um artista” representa, no mínimo, duas pessoas, devemos levar o verbo à forma da terceira pessoa singular cantará, fazendo a concordância gramatical com o numeral um da expressão “mais de um”.

Veja outros exemplos:
Mais de um automóvel foi sorteado.
Mais de uma mulher assistiu à cena.

Do mesmo modo, é feita a concordância de frases do tipo Menos de dois alunos fizeram a prova. Nessa frase, embora compreendamos que a expressão “menos de dois alunos” representa, quantitativamente, um aluno; a concordância também é gramatical, com base no numeral dois da expressão “menos de dois alunos”, e não ideológica, isto é,
com a ideia ou sentido que a frase puder sugerir.

Outros exemplos:
Menos de dois livros, foram queimados no incêndio.
Menos de duas moças saíram antes de o espetáculo se findar.

Então, depois de corrigida a frase inicial, fica assim:
Mais de um artista cantará.

Pegadinha 20: Eu nasci há trinta e cinco anos atrás.
Esta pegadinha nos lembra uma famosa música dos anos setenta — Eu nasci há dez mil anos atrás. Há excesso nessa frase! Quando ocorre excesso desse tipo, dizemos que existe redundância, isto é, repetição viciosa, que só empobrece a linguagem de quem a comete. O verbo haver, por si só, já representa “tempo transcorrido”, a palavra atrás é redundante. Deve-se, portanto, escolher — ou se escreve há, do verbo haver, ou atrás.

Então, depois de corrigida a frase inicial, poderia ser escrita de duas maneiras:
Eu nasci há trinta e cinco anos.
ou
Eu nasci trinta e cinco anos atrás.

Pegadinha 21: Viemos aqui, nesta hora, expressar nosso agradecimento pelo grande favor que nos fizeram.
Neste caso, apresenta-se um verbo comumente usado de maneira errada em algumas de suas formas. Nesta oportunidade falaremos apenas sobre um desses deslizes cometidos com o uso indevido do verbo vir. Ninguém diz: “estivemos aqui, nesta hora.”
Diz-se, porém, no tempo certo: “estamos aqui, nesta hora.” Se é “nesta hora” que o fato ocorre, então, o verbo deve estar no presente.

Então, depois da correção, tem sua frase inicial assim escrita:
Vimos aqui, nesta hora, expressar nosso agradecimento pelo grande favor que nos fizeram.

Pegadinha 22: O político que se pode confiar ainda não nasceu.
Este é erro próprio da fala popular, linguagem que não está nem aí para a regência verbal. Erros desse tipo são muito explorados em provas de vestibulares e concursos públicos. Esteja alerta, caro leitor. A regência do verto confiar exige a preposição em, pois quem confia, confia em alguém, e não confia alguém.

Este tópico, depois da correção, tem sua frase inicial escrita assim:
O político em que se pode confiar ainda não nasceu.

Pegadinha 23: Traze-me uns pastelzinhos.
Neste tópico, focalizamos um aspecto muito explorado em provas de vestibulares e concursos públicos – o plural dos diminutivos em -zinho -, que é feito do seguinte modo:
A – leva-se o substantivo ao plural em seu grau normal: pastéis;
B – retira-se o s final: pastei;
C – acrescenta-se -zinhos, e pronto: pasteizinhos.

Outros exemplos:
Pãezinhos
Carreteizinhos
Limõezinhos
Caracoizinhos
Aneizinhos

Depois da correção, a frase correta fica assim:
Traze-me uns pasteizinhos.

Pegadinha 24: O relógio marcou meio-dia e meio.
Esta pegadinha que, de vez em quando, figura em provas de vestibular e concurso, sempre acaba tirando candidatos do páreo. A palavra que se refere a horas é meia e não meio. Diz-se nove horas e meia, vinte horas e meia e assim por diante. Então, depois da correção, temos a seguinte frase:
O relógio marcou meio-dia e meia.

Pegadinha 25: Ao comer, tenha cuidado com os espinhos de peixe.
Esta pegadinha apresenta mais uma popularização errônea de uma palavra. Peixe não tem espinhos. Isso é próprio de certas plantas e, quando muito, do porco-espinho. Peixe tem espinhas. É bom estar preparado para a ocorrência de casos como o desta dica, em provas de vestibular e concurso.

Então, depois da correção, temos a seguinte frase:
Ao comer, tenha cuidado com as espinhas de peixe.

Pegadinha 26: Nossa situação está russa.
Esta pegadinha nos adverte para não confundir estado físico ou mental com estado político. Russa refere-se à Rússia. Quando se quer dizer que a situação está feia, diz-se que está ruça (com ç), que significa a cor pardacenta, escura. Em provas de vestibular e concurso, não é raro questões desse gênero.

Então, depois da correção, temos a seguinte frase:
Nossa situação está ruça.

Pegadinha 27: O juiz leu os 3º, 4º e 5º parágrafos.
Eis um tema frequentemente cobrado em provas de vestibular e concurso — a concordância nominal. A frase em destaque, acima, está mal formulada quanto ao aspecto da concordância nominal. Mesmo que haja uma lista ou uma série de elementos antes do artigo, este deve concordar com o elemento mais próximo. O artigo deve ficar no singular, diante de palavra no singular.

Exemplos:
Este cartório serve a 2ª e 3ª varas de família.
A revogação atingiu o 4º, 5º, 6º e 7º artigos da antiga lei.
Estamos discutindo o I e II itens do contrato.
A 1ª, 2ª e 3ª séries terão aulas de educação física.

Então, depois da correção, temos a seguinte frase:
O juiz leu o 3º, 4º e 5º parágrafos.

Pegadinha 28: O chefe reclamou porque a secretária não tinha entregue o relatório.
Nesta pegadinha, temos que considerar que existem duas línguas faladas no País — a culta e a popular. Esta é falada sem nenhuma preocupação com o idioma, enquanto aquela cujo conhecimento é exigido em provas de vestibular e concurso, subordina-se às normas da língua portuguesa falada no Brasil. O verbo entregar possui dois particípios — entregue e entregado. Com os verbos ter e haver, usa-se entregado. Por outro lado, a forma entregue é usada com os verbos ser e estar.

Exemplos:
A moça não havia entregado o bilhete.
João já tinha entregado as passagens.
Uma lista nova é entregue todas as manhãs.
Não se preocupe, a encomenda foi entregue.
A mercadoria está entregue.

A frase acima, depois de corrigida, fica assim:
O chefe reclamou porque a secretária não tinha entregado o relatório.

Pegadinha 29: Ele se acorda às seis horas todos os dias.
Nesta frase o pronome se está tornando a frase incoerente, isto é, o emprego desse pronome é inadequado. Em provas de vestibular e concurso público, esse tipo de ocorrência provoca a chamada incoerência textual ou linguagem inconsequente.

Ninguém acorda a si mesmo! Cada indivíduo, simplesmente, acorda ou, então, é acordado por alguém, algum som alto, um terremoto etc. Agora, decididamente, acordar a si mesmo é proeza que escapa à habilidade humana.

A frase equivocada, depois de corrigida, fica assim:
Ele acorda às seis horas todos os dias.

Pegadinha 30: O governo vai criar novos impostos.
A expressão criar novos é da mesma família de subir pra cima, descer pra baixo, chutar com os pés etc. Já que não é viável criar nada velho, escreva-se, pois, apenas criar, e pronto! A frase inicial, depois de corrigida, fica assim:

O governo vai criar impostos.

(mais…)

Acordo Ortográfico entra hoje em vigor no Brasil depois de três anos de polêmica

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thumbs.web.sapo.io

O novo Acordo Ortográfico (AO) entra hoje em vigor no Brasil, culminando um processo que não tem sido consensual e que ainda não é bem aceite por muitos brasileiros.

Publicado no Sapo

O AO “tirou muitos acentos, hífens, boa parte da língua ficou mais fácil de escrever e mais parecida com a falada”, afirmou o professor de natação César Augusto, de 26 anos. “Na faculdade, tive pelo menos seis meses [de estudo] das novas regras”, acrescentou.

A entrada em vigor do acordo tem lugar após um adiamento de três anos decretado pelo Governo devido a divergências apresentadas por linguistas.

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro referiu à Lusa que a implantação do acordo foi “bem sucedida” e o Governo entende que “não existe motivo para novo adiamento”. O Ministério da Cultura acrescentou que “a previsão está mantida e o acordo entra em vigor a 01 de janeiro”.

“É importante destacar que qualquer retrocesso no processo de implementação do Acordo Ortográfico implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais, além de incalculável e injustificável desperdício de dinheiro público”, referiu o Ministério da Cultura, aludindo ao investimento em livros didáticos.

Brasileiros entrevistados pela Lusa afirmaram estar adaptados às novas regras, mas referiram dificuldades na transição entre as diferentes grafias. O uso facultativo do AO no Brasil começou em 2009.

A professora de antropologia e sociologia Tereza Jorge, de 51 anos, afirmou ser “interessante que a língua portuguesa seja uma só”, mas entende que “para o brasileiro e para outros povos será difícil perder velhos hábitos”.

Já o advogado Antônio Carét Santos, de 64 anos, disse que recorre a mecanismos de buscas na Internet para solucionar dúvidas.

Em 28 de dezembro de 2012, a obrigatoriedade das novas regras foi adiada no Brasil após divergências de linguistas apoiadas pela Comissão de Educação do Senado, e para acompanhar a data da implantação em Portugal.

A comissão do Legislativo formou um grupo de trabalho, que teve como coordenadores os linguistas Ernâni Pimentel e Pasquale Cipro Neto, críticos do AO. O relatório final, divulgado em novembro, sugere a inclusão de “observações” e de “alterações mínimas” no acordo, como a manutenção de alguns acentos diferenciais (como em “fôrma” e forma) e do trema, e mudanças nas regras do hífen.

“A Academia Brasileira de Letras recebeu da nossa comissão em duas audiências públicas contribuições para alterar os itens que poderiam trazer dúvidas. Aparentemente, elas não foram aproveitadas, o que lamentamos, mas o nosso trabalho foi feito”, afirmou à Lusa a senadora Ana Amélia, que foi vice-presidente e atualmente é suplente na comissão.

O coordenador da Comissão Nacional Brasileira no Instituto Internacional da Língua Portuguesa, Carlos Faraco, afirmou que o adiamento decretado há três anos foi uma “perda de tempo”, já que a imprensa brasileira e os livros didáticos já estavam adaptados.

“O maior ganho do acordo é a cooperação internacional em torno da língua portuguesa, que ganha força e espaço”, disse Faraco.

O Acordo Ortográfico está já em vigor em Portugal e em Cabo Verde, mas ainda não está a ser aplicado nos restantes países da CPLP — Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

FYB // VM

Lusa/Fim

Brasil vence olimpíada de matemática dos países de língua portuguesa

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Dois integrantes da delegação brasileira levaram a medalha de ouro.
No ranking geral, Brasil ficou em primeiro lugar, seguido por Portugal.

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Publicado no G1

Quatro jovens brasileiros conquistaram duas medalhas de ouro e duas de prata na 5ª Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). No ranking geral, o Brasil ficou em primeiro lugar, seguido por Portugal. A competição aconteceu entre os dias 19 e 25 de julho, em Cabo Verde, e os estudantes retornaram nesta terça (28) ao Brasil.

Pedro Lucas Lanaro Sponchiado e Mateus Siqueira Thimóteo, de 15 anos, ambos do estado de São Paulo, foram os únicos premiados com as duas medalhas de ouro da competição. Os dois jovens marcaram 42 pontos cada no torneio.

A equipe brasileira também foi premiada com medalha de prata para Andrey Jhen Shan Chen, de São Paulo, e para Bruno Brasil Meinhart, do Ceará, ambos com 15 anos de idade.

Participaram da olímpiada 24 jovens de seis países lusófonos e cada um levou à competição uma equipe composta por quatro estudantes e dois professores.

Na classificação geral por países, o Brasil ficou em primeiro lugar com 154 pontos num total de 168, à frente de Portugal, com 108 pontos e de Cabo Verde, com 68 pontos.

A competição foi composta por duas provas aplicadas em dois dias consecutivos, na qual os estudantes deveriam solucionar três problemas matemáticos que envolviam álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória.

Competições internacionais

Os quatro estudantes foram selecionados para representar o Brasil através da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). A competição acontece todos os anos nas escolas públicas e privadas de todo o país.

Para participar da OBM, a insititução de ensino deve realizar um cadastro no site da competição. Os alunos interessados em fazer a olímpiada devem se inscrever na própria escola.

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