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Setembro Amarelo | 5 livros que falam sobre o tema: Suicídio

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Esse é um tema delicado, entretanto, não pode deixar de ser discutido, devido a sua enorme importância.

Graziele Fontes, no Cabana do Leitor

Antes de falar sobre os livros que abordam o tema, afinal, não podíamos deixar passar em branco um dos meses mais importantes do ano devido a sua campanha de prevenção ao suicídio. O setembro amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2015, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.

Acho que a maioria das pessoas conhece alguém que tentou se suicidar ou, infelizmente, conseguiu alcançar o objetivo. Falar de suicídio é difícil, pois muitas pessoas não entendem, dizem que quem tenta se suicidar, quer chamar atenção e é frescura. A pessoa quer chamar atenção sim, mas não como a maioria das pessoas pensam, na verdade, a tentativa de suicídio é um pedido de socorro. Aquela pessoa está ali pedindo sua ajuda e, na maioria das vezes, nós lhe damos as costas, até que seja tarde demais.

O sintoma de Suicídio é sério e precisa ser identificado e tratado. A taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. Hoje, o número é ainda maior e assustador. Os médicos alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção por causa do tabu social.

Aqui, vou falar somente de alguns livros que abordam o tema, mas que são muito importantes para nos alertar sobre os sinais sobre nós mesmos e sobre nossas próprias atitudes.

As vantagens de ser invisível (Stephen Chbosky – Editora Rocco)

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras – são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.

As vantagens de ser invisível foi adaptado para os cinemas e teve no elenco Emma Watson (Harry Potter e Bela e a Fera), Logan Lerman (Percy Jackson) e Ezra Miller (Animais Fantásticos e Onde Habitam).

Por lugares incríveis (Jennifer Niven – Editora Seguinte)

Dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver. Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.

Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Os 13 porquês (Jay Asher – Editora Ática)

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Os 13 Porquês teve adaptação e foi produzido pela Netflix, com 13 episódios. A 2ª temporada foi renovada, mas não tem data prevista para o lançamento. A série teve uma repercussão gigantesca e dividiu muitas opiniões. Vale a pena assistir a série, mas é necessário ter a mente tranquila, pois as cenas são fortes e impactantes.

Eu estive aqui (Gayle Forman – Editora Arqueiro)

Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo… Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?

A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.

Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo… e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.
Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.

Não conte nosso segredo (Julie Anne Peters – Universo dos Livros)

Com o namorado dos sonhos, o cargo de Presidente do Conselho Estudantil e a chance de ir para uma Universidade de Ivy League, a vida não poderia estar mais perfeita para Holland Jaeger. Ao menos, é o que parece. Até que Ceci Goddard chega na escola e muda tudo. Ceci e Holland têm sentimentos que não conseguem esconder, mas como todos ao redor vão lidar com este novo romance?

Entre intrigas, preconceitos e a não aceitação dos pais, Ceci e Holland lutam para manter-se juntas, mas o amor delas pode não ser tão forte quanto as críticas da sociedade…

Não conte nosso segredo é o primeiro livro da autora Best-seller no New York Times, que promete emocionar leitores de todas as idades e gêneros.

*

Para finalizar este texto, gostaria de pedir para que vocês pesquisem mais sobre o assunto, analisem suas atitudes em relação as pessoas. Eu não estou aqui para julgar ninguém, mas vamos pensar no próximo a partir de agora. A gente não sabe como o nosso colega, amigo, irmão, primo ou quem quer que seja, acordou no dia de hoje. Se bem ou se mal, se algo de ruim já aconteceu no seu dia. Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você. Não vamos piorar ainda mais o dia de alguém.

EVITE:

Interromper a conversa
Mostrar-se chocado
Colocá-lo numa posição de inferioridade
Fazer comentários invasivos
Encarar o problema como trivial

Vemos, todos os dias, pessoas batalhando para termos um país melhor, para vivermos em um mundo melhor, então, se cada um fizer um pouquinho por dia, podemos sim alcançar este objetivo.

Mais amor, por favor!

Livros que previram o futuro com uma precisão assustadora

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

O falecido Tom Clancy ficou conhecido por sua incrível capacidade de prever com precisão acontecimentos futuros com os seus livros de ficção. Seu romance “Dívida de Honra” de 1994, descreve curiosamente um ataque em 11 de setembro, assim como seu livro “Vivo ou Morto” de 2010 que descreve a captura de Bin Laden como um inimigo público.

Apesar de notável, essas aparentes premonições não são tão incomuns quanto se pensa. Escritores de ficção científica vem prevendo o futuro há séculos. Jules Verne descreveu naves espaciais e submarinos antes mesmo que estes veículos existissem. Apesar de não mergulhar nas profundezas do oceano dentro de “um objeto longo, fusiforme, às vezes fosforescente, e infinitamente maior e mais rápido que uma baleia”, sua previsão, enquanto distorcida, tornou-se realidade.

Isso nos leva a clássica pergunta do ‘ovo e da galinha’: Escritores simplesmente percebem o sentido que um fenômeno cultural está tomando, ou são suas idéias que inspiraram a mudança cultural e tecnológica de uma era? Em alguns casos, a imaginação de um escritor serve como uma espécie de catalisador para novas tecnologias. Mas em outros casos, chega a ser difícil dizer se o autor tem, ou não, a ver com as eventuais invenções que surgem.

Abaixo você encontra algumas dessas previsões literárias da ficção científica, que acabaram virando parte da nossa realidade:

✔A bomba atômica em “The World Set Free” (HG Wells)
Os livros de Wells são daquelas obras que, infelizmente, podem ter mudado o curso da história com suas previsões tecnológicas. Basta dizer que o físico Leo Szilard leu o livro no mesmo ano em que o nêutron foi descoberto.

Wells escreveu:”Certamente parece que agora nada poderia ter sido mais óbvio para as pessoas do início do século XX do que a rapidez com que a guerra estava se tornando possível. E, certamente eles não perceberam. Eles não notaram até que as bombas atômicas estourassem em suas desastrosas mãos … ”

Felizmente, ainda insistimos em criar bombas bem como as que ele descreveu que, quando lançadas, causam uma literal “explosão contínua de chamas.”

✔ A mídia digital em “2001: Uma Odisseia no Espaço” (Arthur C. Clarke)
Clarke não só previu o imediatismo da notícia, ele também teve um grande palpite sobre os dispositivos nos quais os leitores leriam sobre os eventos atuais.

Ele escreveu: “Um por um, ele iria evocar os principais jornais eletrônicos do mundo … Mudando a memória de curto prazo da unidade de exibição, ele mantinha a página da frente, enquanto rapidamente procurou as manchetes e observou os itens que lhe interessavam.”
Não é muito diferente de quando você usa o seu tablet, concorda?

✔ O Big Brother e a vigilância em massa em “1984” (George Orwell)
1984 é o romance clássico responsável por conceitos que geraram o programa Big Brother e a patrulha ideológica.

Escrito sobre uma sociedade distópica completamente dominada pelo Estado surgida quase 40 anos após a Segunda Guerra Mundial, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro.

O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que “só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro”.
Algumas das ideias centrais do livro dão muito o que pensar até hoje, como a contraditória Novafala imposta pelo Partido para renomear as coisas, as instituições e o próprio mundo, manipulando ao infinito a realidade.

✔ Computadores inteligentes em “O Mestre de Moxon” (Ambrose Bierce)
Computadores ultra-inteligentes são, na maioria das vezes, o foco do gênero de ficção científica. Curiosamente, somos culturalmente fascinados pelos computadores desde que ele conseguiu bater um mestre do Xadrez com anos de experiencia.

O Jeopardy-winning da IBM foi previsto por Bierce, no conto onde descreve o super-computador Watson como um robô invencível no jogo xadrez.

Os famosos testes que levam um ser humano a desafiar suas habilidades contra um computador não foi praticado até que o autor escreveu “Computing Machinery and Intelligence”, em 1950.
Os seus contos e suas reviravoltas narrativas são, ainda hoje, uma referência para os estudiosos da Literatura em todo o mundo.

✔ Os fones de ouvido em “Fahrenheit 451” (Ray Bradbury)
Além das experiências com imersão e filmes 3D descritos em um punhado de histórias curtas no livro de Bradbury, ele também previu um aparato que a maioria de nós, hoje em dia, não conseguiria viver sem: Os fones de ouvido.

Para quem não sabe, 451 graus Farenheit, ou 233 graus Celsius, é a temperatura de combustão do papel comum. Logo, dos livros. E os livros são os instrumentos que “incendeiam” as ideias. A sociedade de Farenheit 451, porém, é uma sociedade que preza a paz acima de tudo.
Vamos apenas esperar que as outras previsões feitas nessa obra não sejam tão precisas.

✔ Conversas por vídeo em “The Machine Stops” (E.M. Forster )
Ainda sem uma tradução merecida aqui no Brasil, a obra ‘The Machine Stops’ de 1909 antecipou as nossas conversas de Skype com uma enorme precisão.
Forster descreve:

“Mas era totalmente 15 segundo antes da placa redonda que ela segurava em suas mãos começar a brilhar. Uma luz azul fraca disparou através dela, escurecendo para púrpura, e atualmente ela podia ver a imagem de seu filho, que morava do outro lado da terra. E ele podia vê-la.”

Como ainda não podemos desfrutar dessa obra em português, sugerimos a leitura de ‘Maurice’, escrito em 1913, mas só publicado em 1971, após a morte do autor e conforme o seu desejo. Apesar de não ser referente a tecnologias em si, esse livro antecipa alguns conflitos sociais modernos, envolvendo religião, classe social e opção sexual.

✔ A descoberta de duas luas de Marte em “As Viagens de Gulliver” (Jonathan Swift)
Quem lê pela primeira vez a versão original de Viagens de Gulliver , tendo como pano de fundo uma vaga lembrança de adaptações infantis, espanta-se ao constatar que tem nas mãos um dos textos mais amargos do cânone ocidental.

Esta conhecida sátira social de 1726 narra a viagem de um homem à diferentes mundos, sendo um deles ocupado por pequenos seres humanos, e outro habitado por gigantes.
Em uma das cenas de Gulliver em visita a ilha de Laputa, um mundo flutuante cheio de cientistas, os astrônomos do lugar observam que Marte possui duas luas em sua órbita. Mais de 150 anos depois, em 1877, de fato foi descoberto que o planeta vermelho ostenta exatamente duas luas.

✔ Os antidepressivos em “Admirável Mundo Novo” (Aldous Huxley)
Extraordinariamente profético, Admirável Mundo Novo é um dos livros mais influentes do século XX. Neste romance distópico acompanhamos um mundo que tornou-se uma sociedade capitalista dependente de drogas em que a racionalidade se tornou a nova religião, e a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários.

Em seu livro de 1931, além de prever o uso de pílulas para o aumento químico de humor, Huxley também deslumbrou a tecnologia reprodutiva, e os futuros problemas de superpopulação mundial.

✔ O ciberespaço em “Neuromancer” (William Gibson)
Considerada a obra precursora do movimento cyberpunk e um clássico da ficção científica moderna, Neuromancer conta a história de Case, um cowboy do ciberespaço e hacker da Matrix. Como punição por tentar enganar os patrões, seu sistema nervoso foi contaminado por uma toxina que o impede de entrar no mundo virtual. Agora, ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, cometendo pequenos crimes para sobreviver, e acaba se envolvendo em uma jornada que mudará para sempre o mundo e a percepção da realidade

William Gibson criou a palavra ciberespaço em um conto de 1982, mas ela só ficou popular mesmo após a publicação dessa obra. Ele descreveu o ciberespaço como “uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos de todos os sistemas de computadores criado pelo homem”.

“Neuromancer ” não só foi o primeiro romance a ganhar a tríplice coroa de prêmios da ficção científica (o prêmio Hugo, o Prêmio Nebula, e o Prêmio Philip K. Dick), como também inspirou a série “Matrix”.

Veja os livros que alguns dos maiores CEOs do mundo estão lendo

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A consultoria McKinsey perguntou a grandes CEOs para quais obras eles têm dado atenção ultimamente.

Publicado no G1

A consultoria McKinsey quis saber de alguns dos principais CEOs do mundo, como o brasileiro Fabio Schvartsman (Vale), com quais livros eles tem se mantido ocupados nos últimos tempos. A lista vai de clássicos de Honoré Balzac até biografias de grandes executivos. “Sapiens: Uma breve História da humanidade”, de Yuval Noah Harari, é citado em três listas.

Veja o quais livros os CEOs elencaram:

Alain Bejjani, da Majid Al Futtaim Holding

Serial Innovators: Firms That Change the World – Claudio Feser
Originais: Como Os Inconformistas Mudam o Mundo – Adam Grant
A Comédia Humana – Honoré de Balzac
O rochedo de Tanios – Amin Maalouf
Journaux: 1912-1940 – Stefan Zweig

General Nick Carter, do Exército Britânico

Churchill: The Power of Words – Martin Gilbert
Fighting Talk: Forty Maxims on War, Peace, and Strategy – Colin S. Gray
Sun Tzu: A Arte da Guerra para Gerentes – Gerald A. Michaelson e Steven W. Michaelson

Jamie Dimon, da JPMorgan Chase

Sapiens: Uma breve História da humanidade – Yuval Noah Harari

Tony Elumenu, da Heirs Holdings

Liderando Mudanças – John P. Kotter
Execução: A Disciplina para Atingir Resultados – Larry Bossidy e Ram Charan
Good to Great: Empresas feitas para vencer – Jim Collins

Herman Gref, do Sberbank

Grandes Decisões Sobre Pessoas – Claudio Fernandez Araoz
What Got You Here Won’t Get You There – Marshall Goldsmith
O Executivo e Sua Tribo – Dave Logan, John King e Halee Fischer-Wight
A Dieta da Mente: a surpreendente verdade sobre o glúten e os carboidratos : os assassinos silenciosos do seu cérebro – David Perlmutter
O Fim do Poder – Moisés Naím

Drew Houston, do Dropbox

Sam Walton: Made in America – Sam Walton
The Distracted Mind: Ancient Brains in a High-Tech World – Adam Gazzaley e Larry D. Rosen
Zen e a Arte da Manutenção das Motocicletas – Rober M. Pirsig

Gail Kelly, do Westpac

Lab Girl: A Jornada de Uma Cientista Entre Plantas e Paixões – Hope Jahren
Pachinko – Min Jin Lee
The Boys in the Boat: Nine Americans and Their Epic Quest for Gold at the 1936 Berlin Olympics – Daniel James Brown

Andrew Liveris, da Dow Chemical

A Terceira Medida do Sucesso – Nem Dinheiro Nem Poder: o Que Você Precisa Buscar Para Se Sentir Realizado – Arianna Huffington
O Simpatizante – Viet Thanh Nguyen
The Quantum Spy – David Ignatius

Francisdo Pérez Mackenna, da Quiñenco

O Projeto Desfazer – Michael Lewis
Why They Do It: Inside the Mind of the White-Collar Criminal – Eugene Soltes
O Fio da Vida – Kate Atkinson
A Vida No Limite: Como o Mundo Quântico Se Comporta Quando Ninguém Está Olhando – Jim Al-Khalili e Johnjoe McFadden
Boom Towns: Restoring the Urban American Dream – Stephen J. K. Walters

David McKay, do Royal Bank of Canada

Hillbilly Elegy: A Memoir of a Family and Culture in Crisis – J. D. Vance
Only Humans Need Apply: Winners and Losers in the Age of Smart Machines – Thomas H. Davenport e Julia Kirby
Sapiens: Uma breve História da humanidade – Yuval Noah Harari
Wild Ride: Inside Uber’s Quest for World Domination – Adam Lashinsky

Satya Nadella, da Microsoft

Satya Nadella, CEO da Microsoft, colocou uma obra sobre realidade virtual em sua lista. (Foto: Divulgação/Microsoft)

Satya Nadella, CEO da Microsoft, colocou uma obra sobre realidade virtual em sua lista. (Foto: Divulgação/Microsoft)

Leonardo da Vinci – Walter Isaacson
Dawn of the New Everything: Encounters with Reality and Virtual Reality – Jaron Lanier
Exit West – Mohsin Hamid
Evicted: Poverty and Profit in the American City – Matthew Desmond

Maria Ramos, da Barclays Africa

O Gene – Siddhartha Mukherjee
Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies – Nick Bostrom
O Ministério da Felicidade Suprema – Arundhati Roy

Fabio Schvartsman, da Vale

Fabio Schvartsman, presidente da Vale, citou a autobiografia do criador da Nike em sua lista. (Foto: Divulgação/Klabin)

Fabio Schvartsman, presidente da Vale, citou a autobiografia do criador da Nike em sua lista. (Foto: Divulgação/Klabin)

Sapiens: Uma breve História da humanidade – Yuval Noah Harari
A Marca da Vitória: A Autobiografia do Criador da Nike – Phil Knight
Sigmund Freud na sua época e em nosso tempo – Elisabeth Roudinesco

Martin Sorrell, do WPP Group

Powerhouse: The Untold Story of Hollywood’s Creative Artists Agency – James Andrew Miller
Universal Man: The Seven Lives of John Maynard Keynes – Richard Davenport-Hines
Elon Musk: Como o Ceo Bilionário da Spacex e da Tesla Está Moldando Nosso Futuro – Ashlee Vance

Dominic Barton, da McKinsey

The Inevitable: Understanding the 12 Technological Forces That Will Shape Our Future – Kevin Kelly
Easternisation: War and Peace in the Asian Century – Giden Rachman
Homo Deus: Uma breve história do amanhã – Yuval Noah arari

Na Flip, escritores indicam livros e filmes sobre seus países de origem

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Publicado no Cineset

Considerada pela revista Fast Company a empresa de educação mais inovadora no mundo em 2016, a Babbel aproveita a 15ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começou na quarta (26) à noite, para perguntar a escritores convidados do evento quais livros e filmes eles indicariam para pessoas que desejam aprender seus idiomas de origem. Companhia internacional com sede em Berlim, a Babbel dedica-se ao ensino online de 14 idiomas,

A Babbel tem foco na linguagem, na literatura e no multiculturalismo, disse à Agência Brasil Julie Krauniski, relações públicas da empresa. A empresa conta com uma equipe de mais de 450 profissionais de 39 nacionalidades, sendo 15 do Brasil, onde atua há dois anos.

“Falar muitas línguas não é só uma questão acadêmica ou de habilidades. Falar várias línguas abre uma porta para um universo diferente”, afirmou Julie. Segundo a relações públicas, tudo que é relacionado a linguagem e a multiculturalismo interessa à Babbel. “A Flip é um festival literário que tem tradição no Brasil e escolhe sempre escritores muito bons, do mundo todo. Por isso, decidimos perguntar a alguns autores internacionais que livros e filmes eles recomendariam para estrangeiros entenderem melhor o país de cada um no idioma original.”

Brasil

Em sua estreia literária, o brasileiro Jacques Fux, natural de Belo Horizonte, ganhou o Prêmio São Paulo de 2013 com a obra Antiterapias. No romance mais recente, Meshugá, o tema é a loucura. Na obra, Fux reinventa a vida e a obra de nomes como a filósofa Sarah Kofman e o cineasta Woody Allen. Para entender o Brasil, Fux recomenda o livro K. Relato de uma Busca, de Bernardo Kucinsky, da editora Companhia das Letras, e o filme O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger.

Jacques Fux lembrou que o Brasil foi formado por diferentes povos e culturas. Sua literatura explora a questão judaica e a influência do povo judeu no Brasil. Por isso, disse Fux, é que indica o livro de Kucinsky e o filme de Hamburger. “Tanto o livro quanto o filme abordam o período da ditadura militar no Brasil, mas falam também do antissemitismo, da assimilação e do amor pelo futebol, temas muito importantes e relevantes na construção política e cultural do Brasil”, explicou o escritor.

Islândia

O autor slandês Sjón (abreviatura de Sigurjón Birgir Sigurðsson), cuja obra é influenciada por contos de fada e pela mitologia nórdica e já foi traduzida para mais de 30 idiomas, sugeriu o livro O Cisne, de Guðbergur Bergsson, editado pela Rocco, e o filme é O Albino Noi, com direção de Dagur Kári. Bergsson e Kári também são islandeses.

Ao comentar o livro, Sjón ressaltou que ele mostra “a beleza, a crueldade e a estupidez da pequena sociedade vistas pelos olhos de uma menina de 9 anos, que foi enviada para trabalhar numa fazenda como punição por furto. “Guðbergur Bergsson mapeou a mentalidade islandesa melhor do que qualquer outro autor contemporâneo”, disse Sjón. Sobre o filme, que relata a história de uma adolescente rebelde, Noi, moradora de uma vila próxima de um fiorde da costa oeste islandesa, Sjón afirmou: “em uma sociedade tão pequena, não é preciso tanta rebeldia para arrumar encrenca. O diretor cria uma miniatura incrível da Islândia moderna”.

O escritor é também compositor e um dos principais parceiros da cantora Björk. Seu novo livro, Pela Boca da Baleia, será lançado durante a Flip deste ano.

Angola

O rapper e ativista político Ikonoklasta, como é conhecido no meio musical o autor angolano Luaty Beirão, publicou em 2016 o livro Sou Eu Mais Livre, Então, um diário escrito na prisão. Ikonoklasta foi preso por ter lido, em 2015, um livro considerado subversivo pelo governo de José Eduardo dos Santos. O livro é considerado um testemunho da resistência de Angola. Para Luaty Beirão, quem quiser entender seu país tem de ler A Geração da Utopia, de Pepetela, que considera “um bom ponto de partida para perceber a geração de angolanos que segurou o poder e se mantém até hoje, lá amarrada. Essas pessoas destruíram o sonho comum – depredando o que deveria ser de todos – para enriquecimento pessoal. O livro explica muita coisa”.

O filme que ele indica, É Dreda Ser Angolano (Mambo Tipo Documentário), dá uma breve ideia sobre a vida na capital, Luanda. “Não chega a ser um documentário, porque inserimos pequenos e bem localizados elementos de ficção. Por isso o chamamos de mambo tipo documentário. Ele foi inspirado em um álbum de música do Conjunto Ngonguenha”, disse o escritor.

Suíça

Nascida na Suíça em 1975, Prisca Agustoni é poeta, tradutora e professora. Mora no Brasil desde 2003 e dá aula de literatura comparada na Universidade Federal de Juiz de Fora, cidade mineira onde reside atualmente. Para entender a Suíça, ela sugere o livro L’anno della valanga, de Giorgio Orelli, publicado pela editora Casagrande, de Bellinzona. Não há edição em português. Prisca não recomendou nenhum filme.

Espanha

A jornalista e escritora espanhola Pilar del Río é viúva do autor português José Saramago, que conheceu em 1986 e cuja obra traduziu para o castelhano. Em 2016, recebeu o Prêmio Luso-Espanhol de Arte e Cultura por sua dedicação “à defesa dos direitos humanos, à promoção da literatura portuguesa e ao intercâmbio da cultura portuguesa, espanhola e latino-americana”. Suas oções para entender a Espanha são o livro Los Aires Difíciles, de Almudena Grandes, e o filme La Vaquilla, de Luis García Berlanga.

França

O escritor francês Patrick Deville foi adido e professor em Cuba, em países da África e do Golfo Pérsico, antes de estrear na literatura em 1987. Seu livro mais recente publicado no Brasil é Peste e Cólera. Para entender a França, Deville recomenda o livro À la Recherche du Temps Perdu(Em Busca do Tempo Perdido), de Marcel Proust, e o filme Vivre Sa Vie (Viver a Vida), de Jean-Luc Godard.

Referência

O português falado no Brasil foi lançado como um dos idiomas de referência do aplicativo Babbel em 2012 e é considerado o sexto idioma de maior procura, informou Julie Krauniski. O Brasil é o quinto maior mercado da Babbel no mundo e o primeiro na América Latina, correspondendo a 60% da procura pelos cursos da empresa de educação alemã na região. Os brasileiros são os que mais se inscrevem para aprender com a Babbel, e os cursos que eles mais buscam são inglês, francês,alemão, italiano e espanhol.

Fundada há 10 anos na Europa, a escola tem cerca de 1 milhão de alunos no mundo inteiro e oferece cursos de 14 idiomas: inglês, alemão, dinamarquês, espanhol, francês, holandês, indonésio, italiano, norueguês, polonês, português brasileiro, russo, sueco e turco.

da Agência Brasil

10 casas de escritores brasileiros abertas à visitação

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Coloque no seu roteiro de viagem uma pitada de literatura e história

Fernando Leite, no Viagem e Turismo

Poemas escritos nas paredes, a caneta usada para criar versos, a velha máquina de escrever, prêmios e mais prêmios. Esse são os ingredientes básicos encontrados nas antigas moradas de nossos mais renomados escritores. Geralmente, simplórias casinhas no centrinho das cidades. Com uma ou outra exceção, a visita a elas dura apenas poucos minutos.

Veja uma lista de casas pelo Brasil que já foram morada de grandes escritores nacionais (e que você pode visitar):

Poemas escritos nas paredes, a caneta usada para criar versos, a velha máquina de escrever, prêmios e mais prêmios. Esse são os ingredientes básicos encontrados nas antigas moradas de nossos mais renomados escritores. Geralmente, simplórias casinhas no centrinho das cidades. Com uma ou outra exceção, a visita a elas dura apenas poucos minutos.

Veja uma lista de casas pelo Brasil que já foram morada de grandes escritores nacionais (e que você pode visitar):

1. Casa de Cultura Mario Quintana – Porto Alegre

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Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre

O imponente Hotel Majestic virou a Casa de Cultura Mario Quintana, que foi seu hóspede mais longevo (Tetraktys / Creative Commons)

Mario Quintana nasceu em Alegrete, mas sua moradia mais famosa foi o quarto 217 do Hotel Majestic, onde viveu entre 1968 e 1980. Construção mais imponente de Porto Alegre da primeira metade do século 20, o então hotel foi construído com concreto armado, em dois blocos ligados por passarelas.

Com a chegada de hotéis mais modernos, o Majestic foi perdendo prestígio até cerrar suas portas. Adquirido pelo governo estadual e transformado em Patrimônio Histórico, o local recebeu o nome de seu hóspede mais famosos e virou um centro cultural.

O quarto do escritor foi deixado do jeito que era, para os visitantes vivenciarem o local onde Quintana escrevia suas poesias e fazia suas traduções. Faltam melhores explicações sobre a vida e obra do poeta.

No local ainda há, entre outros, um espaço dedicado a cantora Elis Regina, um museu de arte contemporânea, dois teatros e, no último andar, uma cafeteria com vista para o Rio Guaíba.

Onde fica: Rua dos Andradas, 736 (Centro)

Horário: de terça a sexta-feira, das 9h às 21h, sábado e domingo, das 12h às 21h

Preço: grátis

Telefone: 51/3221-7147

2. Oficina Cultural Casa Mário de Andrade – São Paulo

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Vida e obra de Mario de Andrade em sua antiga residência (Yasmine Luna/Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

O sobrado em que Mário de Andrade morou em sua fase adulta, ao mesmo tempo em que recebia a trupe modernista para festas e saraus, também era o cantinho silencioso que o escritor encontrava para mandar ver nos belos versos e dar aulas de piano.

Apaixonado por São Paulo, nada mais natural que vivesse em um dos bairros mais tradicionais, a Barra Funda.

Transformado em oficina cultural, o local promove apresentações teatrais, saraus literários, contação de histórias e oficinas artísticas. Mas quem deseja conhecer um pouco mais sobre Mário de Andrade, conta com uma exposição permanente apresentando escritos, objetos pessoais e cartões-postais.

Onde fica: Rua Lopes Chaves, 546 (Barra Funda)

Horário: de terça-feira a sábado, das 10h às 18h

Preço: grátis

Telefone: 11/3666-5803

3. Museu Casa de Cora Coralina – Goiás

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Museu Casa de Cora Coralina, Goiás (GO)

Cozinheira de mão cheia, Cora Coralina passou suas receitas para amigas e vizinhas em Goiás (GO). A visita guiada pelo museu começa justamente pela cozinha, onde a poetisa utilizava os tachos de cobre para preparar seus quitutes (Divulgação/Divulgação)

Eis uma casa inspiradora e produtiva. Diferente de outros endereços em que os escritores viveram apenas uma época de suas vidas, aqui, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, ou simplesmente Cora Coralina residiu do nascimento à morte.

Também chamada de Casa Velha da Ponte, foi nessa construção colada ao Rio Vermelho que Cora escreveu seus poemas. Entre um verso e outro ainda arrumava tempo para a atividade de doceira – Cora mandava muito bem nos doces de frutas cristalizadas.

Natural que a visita guiada comece pela cozinha, com todos os apetrechos para preparar os doces. A seguir, passa-se por todos os cômodos da casa, o quarto com as vestimentas, a sala com os livros, o jardim com a bica de água potável.

Em 2016, o museu deu uma modernizada e ficou mais interativo. Um poema multimídia, por exemplo, é exibido em uma parede acima de uma máquina de escrever.

Onde fica: Rua Dom Cândido, 20 (Centro)

Horário: de terça-feira a sábado, das 9h às 16h45, domingo, das 9h às 13h

Preço: R$ 8

Telefone: 62/3371-1990

4. Casa de Guimarães Rosa – Cordisburgo

Casa de Guimaraes Rosa obs.: Cromo original no Dedoc

 

Fãs de literatura não podem deixar de ver casa onde viveu o escritor Guimarães Rosa, que foi transformada em um pequeno museu (Celio Apolinario)

É batata: quem visita Cordisburgo por causa da Gruta de Maquiné, sempre dá uma paradinha na casa do autor de Grande Sertão, Veredas. Afinal, a cidade tem basicamente essas duas atrações, facilmente conciliáveis.

Guimarães Rosa viveu até os nove anos de idade em uma modesta construção térrea, no Centro de Cordisburgo. O razoável acervo guarda trechos literários do escritor e suas obras, além de destacar as outras funções de Guimarães Rosa: médico e diplomata.

Durante à tarde, a visita fica mais enriquecedora. Entram em cena os Miguelins, guias adolescentes que nos apresentam o universo do Guimarães Rosa com riqueza de detalhes.

Onde fica: Avenida Padre João, 744 (Centro)

Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 17h

Preço: R$ 3

Telefone: 31/3715-1425

5. Casa de Carlos Drummond de Andrade – Itabira

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Casa de Carlos Drummond de Andrade em Itabira, Minas Gerais

(Divulgação/Divulgação)

Ao contrário do que ocorreu com outros escritores, a casa de nosso maior poeta não virou museu. Hoje, funciona como o Centro de Inclusão Cultural, onde são ministradas aulas de artes para os itabiranos.

O que não torna infrutífera sua visita à simpática Itabira. Ainda mais porque, em suas poesias, Drummond sempre mostrou seu afeto pela cidade natal e pelo belo solar do século 19 que viveu até os 16 anos de idade.

Sem contar que a visita à Itabira drummondiana é ao ar livre, percorrendo os locais citados em seus poemas – há 44 placas espalhadas pelas ruas, repleta de versos.

Onde fica: Praça do Centenário, 137 (Penha)

Telefone: 31/3835-3894


6. Casa de Cultura Jorge Amado – Ilhéus

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O escritor Jorge Amado passou sua infância nessa casa (Bahiatursa/Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Tão bem retratado pelas palavras de Jorge Amado, o importante Centro Histórico de Ilhéus acabou ganhando um aditivo extra. Quem visita a cidade quer percorrer as ruas que abrigam o Bar Vesúvio e o Bataclan, presentes no romance Gabriela Cravo e Canela e entrar no universo do escritor.

A poucos metros dali fica o palacete em que Jorge Amado passou parte da infância e juventude – foi lá que escreveu O País do Carnaval. Palacete que na verdade começou como uma casa modesta, mas João Amado, pai do escritor, ganhou o primeiro prêmio da loteria federal e pode fazer uma bem-sucedida ampliação.

Guias auxiliam na visita pelos cômodos da casa, onde estão expostas roupas, fotos, documentos

Onde fica: Rua Jorge Amado, 21 (Centro)

Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h, sábado, das 9h às 13h

Preço: R$ 5

Telefone: 73/3231-7531

7. A Casa do Rio Vermelho (Jorge Amado e Zélia Gattai) – Salvador

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A casa nº 33 da Rua Alagoinhas, no bairro do Rio Vermelho, deve ser colocada em qualquer roteiro daqueles “O essencial de Salvador”, junto com o Pelourinho, o Farol da Barra, a Igreja do Bonfim. Por quase 40 anos, a residência foi a morada do casal 20 da literatura brasileira, Jorge Amado e Zélia Gattai.

Retratada por Zélia Gattai em seu livro de memórias, A Casa do Rio Vermelho, ficou por anos fechada desde a morte da escritora. Em 2014, o público começou a ter acesso a bela residência de 2000 m², parte dela ocupada pelo jardim onde estão as cinzas do casal.

Os cômodos da casa foram adaptados para virar um fantástico memorial interativo, com várias instalações, como a que fala sobre as viagens do casal, com muitos vídeos e objetos e a Cozinha de Dona Flor, uma autêntica aula sobre a culinária baiana.

Dica: estacionar por lá não é nada fácil e a rua é um pouquinho íngreme. Vale a pena gastar bala em um táxi ou Uber.

Onde fica: Rua Alagoinhas, 33 (Rio Vermelho)

Horário: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h

Preço: R$ 20 (grátis às quartas-feiras)

Telefone: 71/3333-1919

8. Hotel Mar Brasil (Vinícius de Morais) – Salvador

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Foi nessa casa que Vinícius de Morais compôs Tarde em Itapuã (Divulgação/Divulgação)

Você deve estar se perguntando o que cazzo um hotel está fazendo nessa lista? Pois bem, ele ocupa a área da casa em que o poetinha Vinícius de Morais morou em Salvador na década de 70 e onde compôs a inesquecível Tarde em Itapuã. Você pode conhecê-la de duas formas. A primeira, claro, se hospedando. Apesar de ser um hotel executivo, há alguns quartos na parte histórica da casa, onde Vinícius vivia. Inclusive, você pode ficar na suíte do poetinha, desfrutando da rede em que ele escrevia poesias e compunha canções. Sem contar que só os hóspedes têm acesso à piscina em forma de bumbum e ao memorial onde estão expostos objetos e fotos da época.

A sala em que Vinícius e sua esposa Gessy Gesse recebiam seus convidados hoje virou um restaurante especializado na culinária mediterrânea. Uma opção saborosa para conhecer a casa.

Onde fica: Rua Flamengo, 44 (Itapuã)

Horário (restaurante): de segunda a sexta-feira das 18h até as 23h30, sábados das 12h ás 23h30, domingo das 12h às 22h

Telefone: (71) 3285-7339

9. Casa de Graciliano Ramos – Palmeira dos Índios

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A primeira residência de Graciliano Ramos (Alécio Cezar/Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Ok, vamos admitir que visitar Palmeira dos Índios, a 140 km de Maceió, para conhecer apenas uma casa é um pouco demais. Mas pode ter certeza que os fãs de Fabiano e Sinhá Vitória se esforçarão para conhecer a humilde casa em que o escritor alagoano passou boa parte de sua vida – Graciliano foi, inclusive, prefeito da cidade.

Entre o acervo de fotos, manuscritos, objetos, chama atenção a carta escrita ao então presidente Getúlio Vargas, relatando os motivos políticos de sua prisão. Que acabaram culminando no livro Memória do Cárcere.

Onde fica: Rua José Pinto de Barros, 90 (Centro)

Horário: diariamente, das 9h às 17h

Preço: grátis

10. Casa de José de Alencar – Fortaleza

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José de Alencar viveu entre árvores e aves (Tom Junior/Wikimedia Commons/Wikimedia Commons)

Foi num sitio na saída de Fortaleza, a caminho do litoral leste cearense que José de Alencar passou os primeiros anos de sua vida. Cercado de árvores e aves que certamente contribuíram para a presença da natureza em suas obras, como Iracema e O Guarani.

Antes ou depois de passar o dia no Beach Park, parar no sítio localizado na Avenida Washington Soares pode ser uma boa. Não há nada referente a José de Alencar, lá atualmente funciona um museu indígena e as ruínas de um engenho. Porém, dá para sentir a vibe das obras do escritor em meio a um tranquilo sítio em meio a área urbana de Fortaleza.

Em um anexo ao lado funciona um restaurante com bufê de comidas regionais.

Onde fica: Avenida Washington Soares, 6055 (Messejana)

Horário: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, sábado, das 9h às 12h

Preço: grátis

Telefone: 85/3229-1898

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