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9 livros que estão em alta para incluir na sua lista de leitura

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De autobiografias a crônicas, poemas e obras que viraram filme

Juliane Romanini, no UOL

O mercado literário não para de lançar novidades para os apaixonados por narrativas reais ou fictícias. São dezenas de obras que tomam conta das prateleiras das livrarias e catálogos online, mas há sempre algumas que se sobressaem e conquistam a atenção do público – seja por seus personagens, história, autor ou assunto discutido .

Pra aqueles que procuram boas sugestões para passar o tempo ou simplesmente agregar conhecimento, veja 9 livros que estão em alta em 2018 :

Fome


Foto: Reprodução/Instagram @1livronovo | Reprodução/Instagram @globolivros / ObaOba

Roxane Gay sofreu abuso sexual aos 12 anos de idade e manteve esse segredo por muito tempo, um acontecimento que impactou (e impacta até hoje) sua vida. Após o ocorrido, a autora começou a lidar com vários problemas em relação ao seu corpo, e é neste livro autobiográfico intitulado ‘Fome’ que ela se abre de uma maneira profunda e sincera. Ao longo das páginas, Gay conta um pouco sobre sua batalha com a comida e julgamento alheio a fim de ajudar mulheres que estão em uma briga constante com si mesmas.

A Sutil Arte de Ligar o F*da-Se


Foto: Reprodução/Site Livraria Cultura / ObaOba

Há quem diga que praticar o otimismo 24 horas por dia não é a melhor opção para ser bem sucedido na vida – e aliás, uma dessas pessoas é Mark Manson . No livro ‘A Sutil Arte de Ligar o F*da-Se’ , o autor tenta aconselhar seus leitores sobre prioridades, estresse diário, angústias da vida moderna e até mesmo sobre inveja de um jeito descontraído. Para Manson, uma das maiores questões da vida é saber entender os seus limites e trabalhar de um jeito criativo uma verdade universal: você não é tão especial quanto pensa. A obra é uma ótima bíblia para lidar com fracassos, decepções e expectativas.

Outros Jeitos de Usar a Boca


Foto: Reprodução/Instagram @planetadelivrosbrasil | Reprodução/Instagram @planetadelivrosbrasil / ObaOba

Fenômeno mundial, Rupi Kaur já provou que seu dom mais natural de todos é se expressar através da poesia. A escritora, que é feminista assumida, fala sobre traumas, cura e abusos – assuntos que antes não eram tratados com a devida importância pelo mercado de livros . Kaur se torna uma amiga próxima através de suas palavras e toca profundamente até mesmo quem não tem um lado sentimental aguçado. A canadense, que nasceu na Índia, já tem dois livros lançados: ‘Outros Jeitos de Usar a Boca’ e ‘O Que o Sol Faz com as Flores’.

Textos Cruéis Demais para Serem Lidos Rapidamente


Foto: Reprodução/Instagram @textoscrueisdemais / ObaOba

Enquanto o imediatismo e a predominância de textos curtos aumenta entre as preferências da sociedade, o coletivo Textos Cruéis Demais para Serem Lidos Rapidamente luta contra isso. Conteúdos extensos, assuntos complexos e cutucadas em sentimentos frágeis são as principais características do grupo e do livro lançado por eles. É com calma e paciência que você irá digerir os textos cheios de alma e atitude da obra.

Na Minha Pele


Foto: Reprodução/Site Companhia das Letras | Reprodução/Instagram @olazaroramos / ObaOba

Movido pelo desejo de viver num mundo em que a pluralidade cultural, racial, étnica e social seja vista como um valor positivo, e não uma ameaça, Lázaro Ramos divide com o leitor suas reflexões sobre temas como ações afirmativas, gênero, família, empoderamento, afetividade e discriminação. Ainda que não seja uma biografia, em ‘Na minha pele’ Lázaro compartilha episódios íntimos e também suas dúvidas, descobertas e conquistas. Ao rejeitar qualquer tipo de segregação ou radicalismo, Lázaro nos fala da importância do diálogo. Não se pode abraçar a diferença pela diferença, mas lutar pela sua aceitação num mundo ainda tão cheio de preconceitos. Um livro sincero e revelador, que propõe uma mudança de conduta e nos convoca a ser mais vigilantes e atentos ao outro.

Atenção Plena


Foto: Reprodução/Site Saraiva / ObaOba

Ansiedade, estresse e exaustão são apenas algumas das características que impactam diretamente no foco e qualidade de vida do ser humano. Através do livro e o CD com meditações, o leitor terá a oportunidade de se libertar da pressão cotidiana e lidar com os problemas e dificuldades de uma maneira mais leve e menos torturante. Além disso, a obra ‘Atenção Plena’ explica de uma forma consistente o porquê da técnica mindfulness, que muitos consideram um estilo de vida, ser tão vantajosa e eficiente para os tempos atuais.

Propósito


Foto: Reprodução/Site Saraiva | Reprodução/Instagram @sriprembaba / ObaOba

Entre as diversas indagações mundanas do ser, a dúvida da existência terrena é uma das que mais fomentam sentimentos nas pessoas. Afinal, o crescimento individual de cada um é um caminho que precisa ser percorrido exatamente para quê? Em ‘Propósito’, Sri Prem Baba acalma a alma do leitor através de seus ensinamentos e dons naturais de enxergar a vida de uma forma ‘fora da caixa’. Ao longo dos capítulos, o mestre espiritual explica a essência do amor e porque é preciso cultivá-lo acima de tudo.

A Parte que Falta


Foto: Reprodução/Instagram @companhiadasletras / ObaOba

O livro ‘A Parte que Falta’ busca por completude e faz o leitor refletir sobre relacionamentos com a poesia singela de Shel Silverstein. O protagonista desta história é um ser circular que visivelmente não está completo: falta-lhe uma parte. Ao sair à procura do pedaço que lhe falta pelo mundo, ele acaba percebendo que a felicidade não está no outro, mas em nós mesmos.

O Conto da Aia


Foto: Reprodução/Site Saraiva / ObaOba

Escrito em 1985, o romance distópico ‘O conto da Aia’ , da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão (tornando-se propriedade do governo) e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump.

Melhores livros e músicas de 2017, segundo Barack Obama

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(Bill Pugliano/Getty Images)

(Bill Pugliano/Getty Images)

“Das músicas que me moveram às histórias que me inspiraram, aqui está minha lista de 2017”, escreveu Obama. veja a lista:

Mariana Desidério, na Exame

São Paulo – O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama compartilhou com o mundo uma lista dos melhores livros que leu e das melhores músicas que ouviu em 2017.

Em um post no Facebook, o político americano escreveu:

“Durante a minha presidência, comecei uma tradição de compartilhar minhas listas de leituras e músicas. Foi uma ótima maneira de refletir sobre as obras que ressoaram comigo e levantar autores e artistas de todo o mundo. Com algum tempo extra nas mãos este ano para recuperar o atraso, quero compartilhar os livros e músicas que eu mais gostei. Das músicas que me moveram às histórias que me inspiraram, aqui está minha lista de 2017 – espero que vocês gostem e tenham um Ano Novo feliz e saudável.”

Veja a lista a seguir. Infelizmente, nenhum dos livros indicados pelo ex-presidente têm tradução em português.

Livros:

The Power, de Naomi Alderman
Grant, de Ron Chernow
Evicted: Poverty and Profit in the American City, de Matthew Desmond
Janesville: An American Story, de Amy Goldstein
Exit West, de Mohsin Hamid
Five-Carat Soul, de James McBride
Anything Is Possible, de Elizabeth Strout
Dying: A Memoir, de Cory Taylor
A Gentleman in Moscow, de Amor Towles
Sing, Unburied, Sing, de Jesmyn Ward
*Bônus para fãs de basquete: Coach Wooden and Me, de Kareem Abdul-Jabbar e Basketball (and Other Things), de Shea Serrano

Músicas:

Mi Gente, de J Balvin & Willy William
Havana, de Camila Cabello (feat. Young Thug)
Blessed, de Daniel Caesar
The Joke, de Brandi Carlile
First World Problems, de Chance The Rapper (feat. Daniel Caesar)
Rise Up, de Andra Day
Wild Thoughts, de DJ Khaled (feat. Rihanna and Bryson Tiller)
Family Feud, de Jay-Z (feat. Beyoncé)
Humble, de Kendrick Lamar
La Dame et Ses Valises, de Les Amazones d’Afrique (feat. Nneka)
Unforgettable, de French Montana (feat. Swae Lee)
The System Only Dreams in Total Darkness, de The National
Chanel, de Frank Ocean
Feel It Still, de Portugal. The Man
Butterfly Effect, de Travis Scott
Matter of Time, de Sharon Jones & the Dap-Kings
Little Bit, de Mavis Staples
Millionaire, de Chris Stapleton
Sign of the Times, de Harry Styles
Broken Clocks, de SZA
Ordinary Love (Extraordinary Mix), de U2
*Bonus: Born in the U.S.A., de Bruce Springsteen

Conheça os livros do vencedor do Nobel de literatura publicados no Brasil

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Capa do livro “O gigante enterrado”, publicado no Brasil pela Companhia das Letras

Capa do livro “O gigante enterrado”, publicado no Brasil pela Companhia das Letras

O escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro foi anunciado, na manhã desta quinta-feira (5), no horário de Brasília, como o ganhador do prêmio Nobel de literatura deste ano. Kazuo Ishiguro também teve três obras adaptadas para o cinema

Publicado na Gazeta do Povo

Kazuo Ishiguro nasceu na cidade de Nagasaki, no Japão. Aos 5 anos, mudou-se com a família para a Inglaterra, tornando-se um escritor de língua inglesa. A revista “Time” o colocou em 32º lugar na sua lista de maiores escritores ingleses do pós-guerra. Time muito provavelmente terá de fazê-lo avançar algumas posições, agora que ele ganhou o Nobel de Literatura.

Ishiguro publicou no Brasil livros como “O Gigante Enterrado”, “Não me Abandone Jamais” e “Os Vestígios do Dia”, que já havia rendido ao autor o Man Booker Prize, outro dos grandes prêmios internacionais de literatura, em 1989.

O anúncio foi dado por Sara Danius, secretária permanente da Academia Sueca, instituição que concede o prêmio. Ela destacou que a obra de Ishiguro tem “grande força emocional” e “desvendou o abismo sob nossa sensação ilusório da conexão com o mundo”.
Confira os livros de Ishiguro publicados no país:

“Os Vestígios do Dia”

Um mordomo à moda antiga se ressente pela decadência da aristocracia britânica no entreguerras e pelo fato de ter um novo patrão que não dá a mínima para o emaranhado de rituais que orientam sua vida.

“Não me Abandone Jamais”

Triângulo amoroso se passa em um internato onde todos os “alunos” são clones, produzidos com a única finalidade de servir de peças de reposição (no caso, seus órgãos).

“O Gigante Enterrado”

Obra trata de um velho casal que viaja por uma paisagem traiçoeira e sem lei para tentar encontrar seu filho, enquanto tateiam a névoa do esquecimento que parece ter se abatido sobre a terra devido a uma maldição.

“Noturnos”

Nas cinco histórias há música e cair da noite a enquadrá-las cenograficamente. Mas o verdadeiro tema comum apenas se revela se o título for também tomado, metaforicamente, como alusão ao momento de esfriamento das esperanças de o talento naturalmente se ajustar ao sucesso, cujas condições se descobrem aleatórias, injustas e, por vezes, ridículas.

“Quando Éramos Órfãos”

Christopher Banks é um garoto que fica órfão aos nove anos de idade. Vinte anos depois, ele se torna um detetive e resolve rever Xangai, palco da guerra entre China e Japão, fazendo com que sua busca pelos pais seja confundida com a busca pela ordem no mundo.

“O Desconsolado”

O renomado pianista Ryder viaja para uma pequena cidade do leste europeu para um concerto. Lá, ele se envolve em uma briga entre o violoncelista Christoff e o maestro bêbado Brodsky, e em todos os lamentos dos moradores locais que desabafam frustrações e sonhos com o pianista.
Obras adaptadas para o cinema

Ishiguro escreveu roteiros – “A Profile of Arthur J. Mason”, “The Gourmet”, “The Saddest Music in the World” e “The White Countess”. O mais inglês dos cineastas americanos, James Ivory, adaptou justamente “A Condessa Branca” em 2005 e, mais de dez anos antes, “Vestígios do Dia”, em 1993.

Uma terceira adaptação para cinema foi “Never Let Me Go/Não Me Abandone Jamais”, por Mark Romanek, com Carey Mulligan e Andrew Garfield, em 2010. Ivory, um cineasta meticuloso, mas cuja mise-en-scène sempre foi um tanto débil, talvez sonhasse em ser Luchino Visconti. Só uma vez ele chegou perto, e foi justamente com “Vestígios do Dia”.

Anthony Hopkins faz o mordomo de uma mansão tradicional. Passa a vida servindo a um aristocrata decadente, que flerta com os radicalismos de direita. Em sua submissão – nasceu para servir -, Hopkins desperdiça o afeto de Emma Thompson, que vai trabalhar na casa. É um filme feito com sentido do detalhe, muito bem interpretado. É duro, sobre essas vidas desperdiçadas. O próprio Ivory disse que bastou-lhe seguir o fluxo de Ishiguro. É seu melhor filme.

Setembro Amarelo | 5 livros que falam sobre o tema: Suicídio

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setembroamarelobooks

 

Esse é um tema delicado, entretanto, não pode deixar de ser discutido, devido a sua enorme importância.

Graziele Fontes, no Cabana do Leitor

Antes de falar sobre os livros que abordam o tema, afinal, não podíamos deixar passar em branco um dos meses mais importantes do ano devido a sua campanha de prevenção ao suicídio. O setembro amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2015, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.

Acho que a maioria das pessoas conhece alguém que tentou se suicidar ou, infelizmente, conseguiu alcançar o objetivo. Falar de suicídio é difícil, pois muitas pessoas não entendem, dizem que quem tenta se suicidar, quer chamar atenção e é frescura. A pessoa quer chamar atenção sim, mas não como a maioria das pessoas pensam, na verdade, a tentativa de suicídio é um pedido de socorro. Aquela pessoa está ali pedindo sua ajuda e, na maioria das vezes, nós lhe damos as costas, até que seja tarde demais.

O sintoma de Suicídio é sério e precisa ser identificado e tratado. A taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. Hoje, o número é ainda maior e assustador. Os médicos alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção por causa do tabu social.

Aqui, vou falar somente de alguns livros que abordam o tema, mas que são muito importantes para nos alertar sobre os sinais sobre nós mesmos e sobre nossas próprias atitudes.

As vantagens de ser invisível (Stephen Chbosky – Editora Rocco)

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras – são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.

As vantagens de ser invisível foi adaptado para os cinemas e teve no elenco Emma Watson (Harry Potter e Bela e a Fera), Logan Lerman (Percy Jackson) e Ezra Miller (Animais Fantásticos e Onde Habitam).

Por lugares incríveis (Jennifer Niven – Editora Seguinte)

Dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver. Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.

Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Os 13 porquês (Jay Asher – Editora Ática)

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Os 13 Porquês teve adaptação e foi produzido pela Netflix, com 13 episódios. A 2ª temporada foi renovada, mas não tem data prevista para o lançamento. A série teve uma repercussão gigantesca e dividiu muitas opiniões. Vale a pena assistir a série, mas é necessário ter a mente tranquila, pois as cenas são fortes e impactantes.

Eu estive aqui (Gayle Forman – Editora Arqueiro)

Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo… Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?

A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.

Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo… e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.
Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.

Não conte nosso segredo (Julie Anne Peters – Universo dos Livros)

Com o namorado dos sonhos, o cargo de Presidente do Conselho Estudantil e a chance de ir para uma Universidade de Ivy League, a vida não poderia estar mais perfeita para Holland Jaeger. Ao menos, é o que parece. Até que Ceci Goddard chega na escola e muda tudo. Ceci e Holland têm sentimentos que não conseguem esconder, mas como todos ao redor vão lidar com este novo romance?

Entre intrigas, preconceitos e a não aceitação dos pais, Ceci e Holland lutam para manter-se juntas, mas o amor delas pode não ser tão forte quanto as críticas da sociedade…

Não conte nosso segredo é o primeiro livro da autora Best-seller no New York Times, que promete emocionar leitores de todas as idades e gêneros.

*

Para finalizar este texto, gostaria de pedir para que vocês pesquisem mais sobre o assunto, analisem suas atitudes em relação as pessoas. Eu não estou aqui para julgar ninguém, mas vamos pensar no próximo a partir de agora. A gente não sabe como o nosso colega, amigo, irmão, primo ou quem quer que seja, acordou no dia de hoje. Se bem ou se mal, se algo de ruim já aconteceu no seu dia. Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você. Não vamos piorar ainda mais o dia de alguém.

EVITE:

Interromper a conversa
Mostrar-se chocado
Colocá-lo numa posição de inferioridade
Fazer comentários invasivos
Encarar o problema como trivial

Vemos, todos os dias, pessoas batalhando para termos um país melhor, para vivermos em um mundo melhor, então, se cada um fizer um pouquinho por dia, podemos sim alcançar este objetivo.

Mais amor, por favor!

Livros que previram o futuro com uma precisão assustadora

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

O falecido Tom Clancy ficou conhecido por sua incrível capacidade de prever com precisão acontecimentos futuros com os seus livros de ficção. Seu romance “Dívida de Honra” de 1994, descreve curiosamente um ataque em 11 de setembro, assim como seu livro “Vivo ou Morto” de 2010 que descreve a captura de Bin Laden como um inimigo público.

Apesar de notável, essas aparentes premonições não são tão incomuns quanto se pensa. Escritores de ficção científica vem prevendo o futuro há séculos. Jules Verne descreveu naves espaciais e submarinos antes mesmo que estes veículos existissem. Apesar de não mergulhar nas profundezas do oceano dentro de “um objeto longo, fusiforme, às vezes fosforescente, e infinitamente maior e mais rápido que uma baleia”, sua previsão, enquanto distorcida, tornou-se realidade.

Isso nos leva a clássica pergunta do ‘ovo e da galinha’: Escritores simplesmente percebem o sentido que um fenômeno cultural está tomando, ou são suas idéias que inspiraram a mudança cultural e tecnológica de uma era? Em alguns casos, a imaginação de um escritor serve como uma espécie de catalisador para novas tecnologias. Mas em outros casos, chega a ser difícil dizer se o autor tem, ou não, a ver com as eventuais invenções que surgem.

Abaixo você encontra algumas dessas previsões literárias da ficção científica, que acabaram virando parte da nossa realidade:

✔A bomba atômica em “The World Set Free” (HG Wells)
Os livros de Wells são daquelas obras que, infelizmente, podem ter mudado o curso da história com suas previsões tecnológicas. Basta dizer que o físico Leo Szilard leu o livro no mesmo ano em que o nêutron foi descoberto.

Wells escreveu:”Certamente parece que agora nada poderia ter sido mais óbvio para as pessoas do início do século XX do que a rapidez com que a guerra estava se tornando possível. E, certamente eles não perceberam. Eles não notaram até que as bombas atômicas estourassem em suas desastrosas mãos … ”

Felizmente, ainda insistimos em criar bombas bem como as que ele descreveu que, quando lançadas, causam uma literal “explosão contínua de chamas.”

✔ A mídia digital em “2001: Uma Odisseia no Espaço” (Arthur C. Clarke)
Clarke não só previu o imediatismo da notícia, ele também teve um grande palpite sobre os dispositivos nos quais os leitores leriam sobre os eventos atuais.

Ele escreveu: “Um por um, ele iria evocar os principais jornais eletrônicos do mundo … Mudando a memória de curto prazo da unidade de exibição, ele mantinha a página da frente, enquanto rapidamente procurou as manchetes e observou os itens que lhe interessavam.”
Não é muito diferente de quando você usa o seu tablet, concorda?

✔ O Big Brother e a vigilância em massa em “1984” (George Orwell)
1984 é o romance clássico responsável por conceitos que geraram o programa Big Brother e a patrulha ideológica.

Escrito sobre uma sociedade distópica completamente dominada pelo Estado surgida quase 40 anos após a Segunda Guerra Mundial, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro.

O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que “só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro”.
Algumas das ideias centrais do livro dão muito o que pensar até hoje, como a contraditória Novafala imposta pelo Partido para renomear as coisas, as instituições e o próprio mundo, manipulando ao infinito a realidade.

✔ Computadores inteligentes em “O Mestre de Moxon” (Ambrose Bierce)
Computadores ultra-inteligentes são, na maioria das vezes, o foco do gênero de ficção científica. Curiosamente, somos culturalmente fascinados pelos computadores desde que ele conseguiu bater um mestre do Xadrez com anos de experiencia.

O Jeopardy-winning da IBM foi previsto por Bierce, no conto onde descreve o super-computador Watson como um robô invencível no jogo xadrez.

Os famosos testes que levam um ser humano a desafiar suas habilidades contra um computador não foi praticado até que o autor escreveu “Computing Machinery and Intelligence”, em 1950.
Os seus contos e suas reviravoltas narrativas são, ainda hoje, uma referência para os estudiosos da Literatura em todo o mundo.

✔ Os fones de ouvido em “Fahrenheit 451” (Ray Bradbury)
Além das experiências com imersão e filmes 3D descritos em um punhado de histórias curtas no livro de Bradbury, ele também previu um aparato que a maioria de nós, hoje em dia, não conseguiria viver sem: Os fones de ouvido.

Para quem não sabe, 451 graus Farenheit, ou 233 graus Celsius, é a temperatura de combustão do papel comum. Logo, dos livros. E os livros são os instrumentos que “incendeiam” as ideias. A sociedade de Farenheit 451, porém, é uma sociedade que preza a paz acima de tudo.
Vamos apenas esperar que as outras previsões feitas nessa obra não sejam tão precisas.

✔ Conversas por vídeo em “The Machine Stops” (E.M. Forster )
Ainda sem uma tradução merecida aqui no Brasil, a obra ‘The Machine Stops’ de 1909 antecipou as nossas conversas de Skype com uma enorme precisão.
Forster descreve:

“Mas era totalmente 15 segundo antes da placa redonda que ela segurava em suas mãos começar a brilhar. Uma luz azul fraca disparou através dela, escurecendo para púrpura, e atualmente ela podia ver a imagem de seu filho, que morava do outro lado da terra. E ele podia vê-la.”

Como ainda não podemos desfrutar dessa obra em português, sugerimos a leitura de ‘Maurice’, escrito em 1913, mas só publicado em 1971, após a morte do autor e conforme o seu desejo. Apesar de não ser referente a tecnologias em si, esse livro antecipa alguns conflitos sociais modernos, envolvendo religião, classe social e opção sexual.

✔ A descoberta de duas luas de Marte em “As Viagens de Gulliver” (Jonathan Swift)
Quem lê pela primeira vez a versão original de Viagens de Gulliver , tendo como pano de fundo uma vaga lembrança de adaptações infantis, espanta-se ao constatar que tem nas mãos um dos textos mais amargos do cânone ocidental.

Esta conhecida sátira social de 1726 narra a viagem de um homem à diferentes mundos, sendo um deles ocupado por pequenos seres humanos, e outro habitado por gigantes.
Em uma das cenas de Gulliver em visita a ilha de Laputa, um mundo flutuante cheio de cientistas, os astrônomos do lugar observam que Marte possui duas luas em sua órbita. Mais de 150 anos depois, em 1877, de fato foi descoberto que o planeta vermelho ostenta exatamente duas luas.

✔ Os antidepressivos em “Admirável Mundo Novo” (Aldous Huxley)
Extraordinariamente profético, Admirável Mundo Novo é um dos livros mais influentes do século XX. Neste romance distópico acompanhamos um mundo que tornou-se uma sociedade capitalista dependente de drogas em que a racionalidade se tornou a nova religião, e a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários.

Em seu livro de 1931, além de prever o uso de pílulas para o aumento químico de humor, Huxley também deslumbrou a tecnologia reprodutiva, e os futuros problemas de superpopulação mundial.

✔ O ciberespaço em “Neuromancer” (William Gibson)
Considerada a obra precursora do movimento cyberpunk e um clássico da ficção científica moderna, Neuromancer conta a história de Case, um cowboy do ciberespaço e hacker da Matrix. Como punição por tentar enganar os patrões, seu sistema nervoso foi contaminado por uma toxina que o impede de entrar no mundo virtual. Agora, ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, cometendo pequenos crimes para sobreviver, e acaba se envolvendo em uma jornada que mudará para sempre o mundo e a percepção da realidade

William Gibson criou a palavra ciberespaço em um conto de 1982, mas ela só ficou popular mesmo após a publicação dessa obra. Ele descreveu o ciberespaço como “uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos de todos os sistemas de computadores criado pelo homem”.

“Neuromancer ” não só foi o primeiro romance a ganhar a tríplice coroa de prêmios da ficção científica (o prêmio Hugo, o Prêmio Nebula, e o Prêmio Philip K. Dick), como também inspirou a série “Matrix”.

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