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Ex-professora de história faz sucesso com livros eróticos

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Ex-professora atrai editora com romances eróticos escritos com ajuda de filmes pornôs e Google

Publicado em O Globo

Nana em seu quarto, onde escreve tramas com ajuda de muitas pesquisas no Google (Foto: Agência O Globo)

Nana em seu quarto, onde escreve tramas com ajuda de muitas pesquisas no Google (Foto: Agência O Globo)

A casa de dois quartos fica escondida atrás de um muro bem alto, numa rua aparentemente tranquila de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Quem abre o portão é Janaína, cabelos pretos na altura dos ombros, unhas pintadas de cor vinho, vestido preto comportadíssimo e sapatilhas nos pés. João Inácio, o filho de 4 anos, é apresentado e, minutos depois, estrategicamente retirado da sala, onde a ex-professora se acomoda no confortável sofá bege para mostrar seus livros. Divulgados na internet sob a alcunha de Nana Pauvolih, os textos de Janaína são carregados de erotismo (para alguns, pornografia mesmo) e ganharam leitores (mulheres, em sua maioria esmagadora) por todo Brasil. Só no Wattpad, popular rede social literária, uma única publicação — o terceiro volume da trilogia “Redenção”, que está sendo lançado na boa e velha versão em papel pelo selo de entretenimento Fábrica231, da editora Rocco — teve quase um milhão de visualizações.

— Com 11 anos achei um livro erótico na prateleira da minha irmã mais velha. Ela descobriu, disse que aquilo não era pra minha idade, mas não adiantou. A bronca só aumentou a minha curiosidade. Eu lia escondido — conta Nana, 40 anos, 1,59 metro de altura, 62 quilos e lentes azuis para disfarçar os 10 graus de miopia que tem em cada olho.

Durante a adolescência, ela gostava de ler poesia, mas também de publicações como “Sabrina”, “Júlia” e “Bianca”, série de romances açucarados que vendiam horrores nas bancas de jornais até o início da década de 1980. Inspirada pelos personagens mais variados, Nana (como era chamada em casa, pelo pai bombeiro e pela mãe costureira) começou a escrever em cadernos de capa dura que não mostrava para ninguém.

— Sempre tive curiosidade de saber qual era a relação das pessoas com o sexo. Mas isso foi bem antes de perder a virgindade, sabia? — conta, enquanto passa um batom vermelho nos lábios antes de posar para a foto ao lado.

Com pencas de textos já empoeirados em casa, uma amiga encorajou Nana a publicá-los na internet, em 2012. “A coleira” foi o primeiro deles e conta a história de Lorenza, de 17 anos, que se envolve com um homem rico para tentar salvar a empresa da família da falência. Em vez de uma aliança, Lorenza usa no pescoço o acessório que dá nome ao livro como símbolo da ligação entre os dois.

O enredo, permeado por muitas cenas de sexo descritas sem qualquer censura e com muitos detalhes, acabou chamando a atenção entre tantos outros que surgiram um ano depois do fenômeno “Cinquenta tons de cinza”, da inglesa E. L. James.

Foi aí que a nilopolitana começou a escrever compulsivamente. Virava noites no computador e fazia questão de responder cada mensagem nova que recebia. Nas duas escolas onde dava aulas de História, ela ainda era apenas a professora Janaína.

— Comecei a ficar com muito medo de que algum aluno descobrisse que eu era a Nana Pauvolih da literatura erótica — lembra a escritora, que deixou para trás 18 anos de magistério quando começou a receber (bem) por seu trabalho ainda escuso. — Comecei ganhando quatro vezes mais do que o meu salário de professora. No ano passado, num único mês recebi R$ 22 mil da Amazon por meus livros em versão digital. Foi uma surpresa.

O trabalho começou a aparecer, e Nana teve que revelar o que fazia durante a madrugada para os parentes mais próximos. O marido, gerente de uma empresa de uniformes com quem ela teve também Miguel, de 15 anos, nunca mostrou interesse em ler o que a mulher escrevia. Até começar a folhear “A coleira”.

— Ele disse que estava chocado e que não acreditava que eu pudesse ter coragem de escrever tudo aquilo — lembra a autora, separada desde agosto. — Eu respondi: “Olha, história erótica não pode começar e terminar só com beijinho, não.”

Com um currículo resumido a um casamento e um único namorado, ela diz que assiste a filmes pornôs e faz muitas pesquisas no Google, que geralmente começam no computador que fica numa mesinha no seu quarto, em frente à sua cama. O tema dos dois títulos da série “Quando vi você”, por exemplo, foi sadomasoquismo. O auxílio luxuoso veio de um dominador com quem ela trocou mensagens, mas garante nunca ter conhecido pessoalmente.

As leitoras, que se autodenominam “nanetes”, entram em polvorosa com os galãs da ficção de Nana, para quem dão presentes e pedem dicas para apimentar seus relacionamentos.

— Rimos, choramos, amamos e sofremos com os personagens — afirma a fã portuguesa Maria Cachucha, de 41 anos, que participa de um grupo secreto no Facebook que reúne mais de 4.300 fãs de Nana.

Casada há 23 anos, mãe de dois filhos, a funcionária pública Ana Lúcia Aragão é outra “nanete”.

— Ela aborda temas em suas histórias que nos tocam, que mexem com a gente. Ao mesmo tempo, traz cenas de sexo explícito, que despertam excitação com uma descrição primorosa e realista — elogia Ana, de 48 anos.

Ainda que a escritora não revele muito de suas experiências sexuais, algumas tramas mostram semelhança com sua vida, como é o caso de “Redenção de um cafajeste”. A protagonista, Maiana, tem o mesmo apelido que ela, é fã de samba e da Beija-Flor, mora na Baixada e estuda História na Uerj.

— As personagens de Nana são a sua leitora. Não é nem o pobre idealizado pelo escritor da Zona Sul, violento, miserável sob a opressão capitalista mais cruel; nem aquele pastiche de best seller americano — analisa a agente literária Luciana Villas-Boas, que representa as obras de nomes como Lúcio Cardoso, Alberto Mussa, Silviano Santiago e, desde o ano passado, as de Nana também.

Enquanto a conta bancária engorda, a autora de Nilópolis aproveita para ampliar os investimentos. Em 2014, bancou do próprio bolso a impressão de 300 livros e um espaço na Bienal do Livro e, mais recentemente, fez clareamento nos dentes, matrícula numa academia e agora sonha comprar um apartamento no Recreio:

— Moro longe de tudo e não aguento mais ir de ônibus para os eventos e lançamentos. É sacrificante demais.

Efeito “50 Tons de Cinza”: veja outros romances eróticos que vão virar filme

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Publicado na Tribuna da Bahia

Depois do sucesso de bilheteria da versão para o cinema de “Cinquenta Tons de Cinza”, outros romances eróticos serão adaptados para a telona. Três produções já estão em andamento – todas baseadas em livros lançados no Brasil.

“After”, de Anna Todd

Lançado no Brasil no ano passado pela editora Paralela, o romance começou como uma fan-fiction publicada na comunidade online Wattpad, tendo 1 bilhão de leitores.

O sucesso chamou a atenção da Gallery Books, que publicou a obra no mercado internacional, e das empresas Offspring e Paramount, que compraram os direitos de adaptação para o cinema.

O primeiro dos três livros conta a história de Tessa, universitária virgem e certinha que se envolve com Hardin, colega de classe rude e tatuado.

O personagem de Hardin foi inspirado em Harry Styles, do “One Direction”

“Cretino Irresistível”, de Christina Lauren

Primeiro de uma série de seis títulos, foi publicado no Brasil em 2013 pela editora Universo dos Livros.

O título original é “Beautiful Bastard” e as autoras são Christina Hobbs e Lauren Billings, que assinam com o pseudônimo Christina Lauren.

A obra começou como fan-fiction inspirada na série “Crepúsculo”, foi publicada pela Gallery Books com mais de 1,5 milhão de cópias vendidas. Será levada ao cinema pelo produtor Jeremy Bolt.

A protagonista é Chloe Mills, estagiária ambiciosa que começa um tórrido romance com o chefe exigente e insensível.

“Na Praia”, de Tracey Garvis Graves

Originalmente intitulado “On the Island”, foi publicado no Brasil em 2013 pela Intrínseca.

No mercado internacional, foi lançado pela Plume, e a versão para o cinema será produzida pela MGM.

“Na Praia” tem conteúdo menos erótico dos que os outros livros citados, mas seu par romântico é mais polêmico: o casal é formado por uma professora de 30 anos e seu aluno de 16.

Os dois começam um romance quando ficam presos em uma ilha deserta, após um acidente de avião.

A história ganhou continuação no livro “Uncharted”, também escrito por Graves.

12 livros que desbotariam todos os 50 tons de cinza

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Ademir Luiz, na Revista Bula

Todo mundo só fala desses tais “Cinquenta Tons de Cinza”. Quando não é o livro é o filme. Só faltam lançar vídeo games e quadrinhos desse negócio! O pior é que, até onde sei (só folheie rapidamente os livros e vi o trailer do filme), me pareceram produtos meio-frouxos, meia-bomba. Sem pensar muito dou uma dúzia de livros que certamente fariam corar (a fã de “Crepúsculo”) E. L. James, “autora” dos romances. E nem preciso citar os mais óbvios, como o Decamerão, o Marquês de Sade, o olho de Bataille, os anais de Anaïs Nin, os trópicos de Miller ou os Budas Ditosos do “escritor ninja” João Ubaldo Ribeiro (alguém aí se lembra do ex-imortal vestido de ninja no Casseta & Planeta?). Realmente, a literatura para ser lida com uma mão só já viu dias melhores.

Cântico dos Cânticos, de Deus

É a prova de que até Jeová, como bom judeu que é, consegue escrever literatura erótica melhor do que E. L. James. Como pregou o bom rabino Woody Allen, “sexo só é sujo quando é bem-feito”. Amém.

O Amante, de Marguerite Duras

Ela achava o tal amante racionalmente inferior, feio e velho. Mesmo assim deu. Ouviu isso, senhorita Anastásia Steele? Galã, rico e jovem, até a Demi Moore aceitaria a proposta indecente, sem nem precisar oferecer um milhão!

A Vida Como Ela É, de Nelson Rodrigues

O bom e velho Nelson, um caso raro de reacionário perdoado pelas esquerdas, usando uma vassourinha ao contrário da usada pelo presidente maluquinho Jânio Quadros, espalhava de volta todo o lixo varrido para debaixo do tapete pela respeitável família brasileira. Foi muito criticado quando disse que “nem toda mulher gosta de apanhar. Só as normais”. Anotou essa, Anastásia?

Bórgia, de Milo Manara e Alejandro Jodorowsky

A tetralogia em quadrinhos baseada nas histórias e lendas acerca da famigerada família Bórgia representa o refinamento máximo do traço do mestre Manara e um excepcional exercício de minimalismo literário do sempre exuberante Jodorowsky. Se alguém ainda acha que quadrinhos é coisa de crianças, vai sair chocado da leitura: orgias papais, incesto e castrações é apenas o começo. O chicotinho do senhor Grey não dá nem para as preliminares.

Identidade Frota, de Alexandre Frota

Nesse livro obrigatório, a autobiografia do gênio incompreendido Alexandre Frota, o Forrest Gump brasileiro, fica provado que seu personagem título possui pelo menos uns 500 tons de cinza em degradê. Porque, afinal, o negócio é comer (autocensurado) e (autocensurado).

Tudo o que Você Queria Saber Sobre Sexo, de David Reuben

Pensando bem, o livro é datado e anacrônico. Prefira a adaptação cinematográfica feita pelo bom rabino Woody Allen: “Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo (Mas Tinha Medo de Perguntar)”, de 1972. Se o sádico bonzinho Christian Grey levar uma ovelha para o Quarto da Dor / Prazer, aí sim vai merecer sua fama de mau. Nesse quesito, por enquanto, perde para o ex-presidente Lula, que se declarou especialista no assunto.

O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini

O menininho afegão é estuprado no começo do livro por meninos maus (sim, pedagogas, meninos maus existem). Uma cena terrível! Queria ver como o senhor Grey iria se virar trancado no Quarto da Dor / Prazer com um bando de talibãs tarados. Chicotinho contra AK-47. Certamente, sairiam cantando “a pipa do Christian não sobe mais / A pipa do Christian não sobe mais”.

O Mundo de Sófia, de Jostein Gaarder

Sim, não me enganei, é mesmo “O Mundo de Sófia”. Afinal, em qual mundo uma menina de 14 anos ir escondida encontrar um cinquentão desconhecido e esquisitão numa cabana remota não é um ato altamente reprovável e suspeito? Tenho certeza que a senhorita Anastásia Steele não pretendia aprender filosofia com o grande pensador Christian Grey quando aceitou entrar no Quarto da Dor / Prazer.

O Nome da Rosa, de Umberto Eco

A famosa cena de sexo no chão da cozinha, entre um noviço e uma camponesa, é um complexo mosaico composto por centenas de citações eruditas retiradas da Bíblia, da literatura clássica e de tratados teológicos. Mesmo assim consegue ser mais excitante do que a pornografia para donas de casa escrita por E. L. James.

O Doce Veneno do Escorpião, de Bruna Surfistinha

Parece que Christian e Anastásia estão grávidos. Parece que é uma menina. Parece que vão dar o nome de Raquel para a doce herdeira. Parece que ela vai preferir ser chamada de Bruna quando crescer. Parece que ela não será exatamente uma surfista. Não tenho certeza, li num blog.

O Caderno Rosa de Lori Lamby, de Hilda Hilst

Ehhhh, véia safada!

Os Catecismos de Carlos Zéfiro

Por falar nisso, sabe àqueles calos duríssimos nas mãos firmes e trabalhadoras de seu respeitável avô, esse homem sisudo que jamais passará perto desse tal livrinho sem-vergonha que as mulheres andam lendo? Pois bem, nem todos seus calos são frutos da dura labuta diária. Fique com essa imagem na cabeça.

Jovem ganha dinheiro escrevendo livro de sexo com dinossauros

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"Taken by the Pterodactyl" (Levada pelo Pterodáctilo)

“Taken by the Pterodactyl” (Levada pelo Pterodáctilo)

Yannik D´Elboux, no UOL

Com mais de 40 livros eróticos sobre sexo entre mulheres e dinossauros, uma norte-americana, na faixa dos 20 anos, encontrou um caminho para fazer o que gosta e aumentar sua renda. Sob o pseudônimo de Alara Branwen, ela escreve em coautoria com a amiga Christie Sims, que também usa nome fictício, grande parte das histórias, à venda em formato digital na loja virtual Amazon.

Os títulos de seus livros são curiosos. Entre os mais populares estão: “Mating with the Raptor” (Acasalamento com o Raptor), “Taken by The T-Rex” (Levada pelo T-Rex) e “Ravished by Triceratops” (Violentada pelo Triceratops).

Na maioria das tramas, criaturas poderosas, sedutoras e dominadoras envolvem heroínas que não resistem aos encantos dos monstros, quase sempre sexualmente insaciáveis e dotados de membros enormes. Apesar das protagonistas serem mulheres, Alara afirma que os homens representam metade dos seus leitores.

Em entrevista ao UOL Comportamento por e-mail, a autora erótica, que evita aparecer na mídia, fala um pouco mais sobre como surgiu o interesse em criar histórias com seres fantásticos. Além disso, Alara Branwen revela que segue no gênero erótico e que os dragões são a bola da vez no trabalho da dupla.

UOL:  Você é uma escritora profissional? Tem outro trabalho?

Alara Branwen: Sou escritora profissional por enquanto, mas estou trabalhando em vários empreendimentos comerciais, entre eles, em uma editora.

UOL: Quando você começou a escrever erotismo com dinossauros? Você foi a criadora desse gênero?

Alara: Iniciei no meio de 2013. Não, não sou a criadora, de jeito nenhum! Muitas pessoas me mostraram vários exemplos desse gênero, que datam desde os anos 1960.

UOL: E como você teve essa ideia de escrever sobre sexo com dinossauros?

Alara: Eu estava dando uma caminhada um dia quando, de repente, por alguma razão, eu pensei no “Jurassic Park” [“Parque dos Dinossauros”, filme de Steven Spielberg]. Então minha mente voltou para o meu trabalho. Os dois se misturaram e “boom”: nasceu o erotismo com dinossauros.

UOL: Você sempre teve interesse em literatura erótica? Você acha que dinossauros são excitantes?

Alara: Eu, sinceramente, fiquei interessada nesse tipo de literatura por duas razões. A primeira é que eu sempre gostei de escrever livros eróticos. É divertido e sempre achei excitante criar mundos e personagens sensuais. A segunda razão, quando comecei, é porque eu estava em uma situação financeira difícil e precisava do dinheiro.

UOL: Como estão indo as vendas dos seus livros no site da Amazon? Em média, quantos você vende por mês?

Alara: Não gosto de falar de números específicos nem quanto dinheiro estou ganhando, mas posso revelar isso: minha renda é maior do que a de 70% dos lares nos Estados Unidos.

UOL: Como seus leitores reagem ao seu trabalho? Eles ficam curiosos ou excitados com seus livros?

Alara: Acredite ou não, muitos dos meus leitores realmente gostam do meu trabalho. Alguns acham apenas divertido, enquanto outros se excitam com meus livros. Entretanto, a maioria que se excita com os textos não verbaliza muito esse fato.

UOL: Além de dinossauros, você escreve histórias eróticas sobre outras criaturas?

Alara: Sim, escrevo sobre as mais variadas criaturas fantásticas. Dragões, grifos, hidras, ogros. Nomeie uma criatura e eu provavelmente já devo ter escrito uma história a respeito dela.

UOL: Os dinossauros sempre representam homens em seus livros? Conte-me um pouco sobre o teor das histórias.

Alara: Os dinossauros representam machos nos meus livros. Eles não são apenas homens, são dinossauros. Seus pensamentos são bem diferentes dos nossos. A maior parte das histórias é sobre mulheres que são pegas em situações estranhas, nas quais elas devem ou querem fazer sexo com a criatura a fim de ter prazer, sair de uma situação ruim ou, simplesmente, porque elas querem.

UOL: Você planeja traduzir seus livros?

Alara: Eu gostaria de traduzir meus livros para várias línguas. Tenho falado com uma pessoa nesse momento para traduzir para o português e o espanhol.

UOL: Quais são seus próximos projetos?

Alara: Atualmente, estou trabalhando em histórias eróticas de diferentes gêneros. Mas tenho escrito vários livros eróticos com dragões.

UOL: Você pode revelar seu nome verdadeiro? Se não, por que você prefere mantê-lo em segredo?

Alara: Eu prefiro manter minha identidade secreta. Eu valorizo minha solidão algumas vezes e não quero que as pessoas venham atrás de mim, constantemente, me identificando como a “dino porn lady” [senhora do pornô dinossauro].

 

Déjà vu dos mais vendidos

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Edir Macedo, Laurentino Gomes e Padre Marcelo voltam para ficar

Cassia Carrenho, no PublishNews

Os autores dos 3 primeiros lugares da lista geral, Nada a perder 2 (Planeta), 1889 (Globo) e Kairós (Principium), são conhecidos por recorde de vendas e/ou períodos longos na lista de mais vendidos. Nessa semana, Nada a perder 2, do bispo Edir Macedo, garantiu o 1º lugar na lista geral, vendendo 26.843 exemplares para seu público fiel (ou melhor, de fiéis). 1889 (Globo), de Laurentino Gomes, alcançou o 2º lugar na lista geral, com 11.481 exemplares, e alavancou as vendas dos livros anteriores, colocando 1808 (Planeta) e 1822 (Nova Fronteira) na lista de não ficção. O 3º lugar geral ficou com o Padre Marcelo Rossi e seu Kairós, com 10.761 exemplares vendidos. Com estratégias de venda distintas, os 3 devem garantir uma briga nada santa por algum tempo!

Outro livro que merece destaque é O príncipe da privataria (Geração Editorial), que na sua estreia garantiu lugar na lista geral e um excelente 4º lugar na lista de não ficção.

Intenso (Harmelin), novo romance erótico de Sylvia Day, garantiu lugar na lista de ficção, mostrando que, embora já não arranque tanto suspiro, a literatura erótica continua fazendo sucesso. Na lista de ficção, por exemplo, aparecem 6 livros do gênero, ou seja, ainda falta muito para Mr Grey se aposentar.

No ranking das editoras, as 3 velhas conhecidas continuam liderando. A Sextante voltou ao seu posto habitual, 1º lugar, com 15 livros; Intrínseca, 2º lugar, com 14, e Record em 3º lugar, com 10.

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