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Escritora Jane Austen teria inventado os próprios casamentos

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A escritora Jane Austen (VEJA.com/Divulgação)

A escritora Jane Austen (VEJA.com/Divulgação)

 

Ainda não se sabe por que a autora inventou os matrimônios — pode ter sido por pura brincadeira

Publicado na Veja

A escritora inglesa Jane Austen, autora de romances clássicos que descrevem com lucidez e humor a sociedade inglesa do início do século XIX, criou as próprias certidões de casamento com dois homens diferentes, revelam os arquivos da cidade de Hampshire. Jane, cujas heroínas, sujeitas aos costumes patriarcais da época, lutam para não precisar encontrar estabilidade financeira e status social no casamento, nunca se casou de fato com ninguém. Jane tinha acesso fácil ao registros de casamento porque seu pai era o pastor da paróquia de Steventon.

Para marcar o bicentenário de sua morte, os arquivos de Hampshire anunciaram que vão expor as certidões de casamento escritas por ela. Os documentos foram encontrados no cartório de registro de casamentos de Steventon, no sudeste da Inglaterra, onde a escritora passou a juventude. Eles anunciam a sua união com um homem chamado Henry Fitzwilliam, de Londres, e com Edmund Mortimer, de Liverpool. Não se sabe ainda se eles existiram ou se também foram criados por ela.

“Esses documentos únicos revelam um aspecto particular da personalidade de Jane. Ela devia ser adolescente quando escreveu esses certificados falsos, que revelam um lado malicioso dela”, disse o assessor de cultura de Hampshire, Andrew Gibson, ao site da prefeitura da cidade.

Jane Austen escreveu uma série de seis romances que se tornaram clássicos da literatura inglesa, ensinados em todas as escolas e regularmente adaptados para o cinema e a televisão, incluindo Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito. Eles retratam realisticamente a vida da pequena nobreza inglesa da era georgiana.

Nascida em Steventon, Jane Austen passou toda a sua vida em Hampshire e morreu em julho de 1817 aos 41 anos de idade. Uma série de eventos vai marcar o aniversário de sua morte este ano no país.

(Com agência France-Presse)

125 anos de J.R.R. Tolkien

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Lucas Brandão, no Comunidade Cultura e Arte

John Ronald Reuel Tolkien, nascido a 3 de janeiro de 1892, é bem mais do que o escritor de “The Hobbit” e de “The Lord of the Rings”, que marcaram indelevelmente a adolescência de muitos, especialmente após a sua transição recente para o cinema. O apelido “Tolkien”, que é muito apelativo quando se aborda nomes importantes da literatura inglesa, tem origens alemãs, nomeadamente da sua zona noroeste. Tendo nascido na África do Sul, então colonizada pelos britânicos, foi em criança mordido por uma aranha endógena, acabando por aludir a essa ocorrência em vários momentos dos seus contos. Com 3 anos, regressou a Inglaterra mas sem o pai, que faleceu de febre reumática. Mesmo suportando essa dor, o menino começou a explorar horizontes e pequenos vilarejos nas redondezas de Birmingham, ficando Tolkien marcado pela sua arquitetura e pelo seu caráter rústico, acabando mais tarde por transferir essas memórias de Birmingham para os seus livros. A sua mãe concedeu uma instrução esforçada aos seus dois filhos, ensinando-lhes botânica, fundamentos de latim e até lhes permitiu ler bastante. Os livros preferenciais de J.R.R. foram os trabalhos fantasistas de George MacDonald e “Fairy Books” de Andrew Lang, depreciando, por exemplo, o notável “Alice in Wonderland” de Lewis Carroll. É de importante salutar que o rapaz aprendeu a ler com quatro anos e a escrever fluentemente nos anos seguintes, detendo algum talento no que toca ao desenho.

Após o falecimento da sua progenitora, J.R.R. foi criado por um frade, a quem o escritor agradece a instrução ética, e inscreveu-se na escola de King Edward de Birmingham. Sendo um aluno de mérito, alistou-se nos corpos oficiais de treino do Exército Britânico e fez parte da parada de coroação do rei George V. No entanto, o seu apreço pela arte acompanhou-o, em especial por quadros medievais românticos que se encontravam expostos no museu da cidade da sua escola. No aflorar da sua cultura, Tolkien e dois dos seus primos exploraram um idioma arcaico e, a partir do mesmo, criaram o seu próprio denominado Nevbosh, com o seu sucessor a ser o Naffarin, este criação exclusiva do autor. Nesse período, o jovem adquiriu a paixão pela poesia e pela exploração da sua imaginação alicerçada em viagens que fazia. Por exemplo, algumas das viagens de Bilbo Baggins reportam a jornadas pelos Alpes suíços. Para rematar a sua formação, J.R.R. entrou em Exeter e graduou em Língua e Literatura Inglesa em 1915.

Com família constituída, Tolkien fez parte dos fuzileiros de Lancashire na Primeira Guerra Mundial (1914-17) e, em cartas escritas à sua esposa Edith, desabafava e lamentava as tragédias bélicas que se iam sucedendo. Movido para França, o escritor começou a dar azo a essa sua veia nos tempos mortos ao compor um poema designado de “The Lonely Isle”, que teve como base os seus sentimentos na jornada da sua viagem para Calais, no norte de França. J.R.R. esteve também na batalha de Somme (1916), onde viu o seu núcleo a ser quase todo esmagado pelas forças alemãs, incluindo amigos seus de infância. Motivado por problemas de saúde, Tolkien via uma estranha espécie de sorte do seu lado ao sair do cenário de guerra por várias ocasiões. Nas suas recuperações, o autor começou a redigir alguns dos seus primeiros contos, como “The Book of the Lost Tales”. Ainda assim, apesar das suas fragilidades, Tolkien foi nomeado almirante e manteve o cargo mesmo após a guerra ter findado. A sua vida como escritor começaria nos anos seguintes enquanto era professor na Universidade de Leeds e tradutor de obras para idiomas menos usados mas que tinha estudado outrora.

Na Segunda Guerra Mundial, o então professor voltou a entrar ação mas desta feita fora do campo de batalha. Um pouco à imagem de Alan Turing, Tolkien formou-se e ia exercer criptografia, tentando interceptar mensagens alemãs que eram endereçadas em forma de código, mas acabou por não o fazer pelo Governo Britânico deliberar que não necessitava dos seus serviços. No fim deste conflito, o autor voltou ao ensino no Merton College, em Oxford, lecionando precisamente a área da sua formação acadêmica até 1959. No decurso desta vertente da sua carreira, recebeu uma graduação honorífica da Universidade de Dublin em 1954 após servi-la como assistente externo. No que à escrita toca, dez anos após elaborar os primeiros esboços quanto à trilogia The Lord of The Rings, Tolkien finalizou-a dez anos depois, em 1948. No que à sua família toca, J.R.R. teve quatro filhos, prestando-lhes uma educação atenta e até escrevendo as cartas supostamente enviadas pelo Pai Natal, onde este enumerava as suas lutas contra goblins e algumas partidas das quais tinha sido alvo.

A fase final da sua vida foi onde o escritor atingiu o seu apogeu no que toca ao índice de popularidade, chegando este até a retirar o seu contacto telefônico do diretório público. Os lucros financeiros obtidos pelo autor foram de tal forma elevados que lamentou não se ter retirado mais cedo. A sua reforma foi vivida ao lado da sua companheira de vida Edith na região litoral de Bournemouth, maioritariamente ocupada por elementos da classe média-alta britânica. A 2 de setembro de 1973, aos 82 anos, J.R.R. Tolkien faleceu e não tardou a ser galardoado postumamente com as honras mais distintas provenientes tanto da comunidade política como da acadêmica. A sua esposa partiu dois anos mais tarde e seria enterrada ao lado do seu marido. O epitáfio de ambos reporta ao seu Legendarium (escrita mitopoética inspirada em lendas da Antiguidade e da Idade Média e que viriam a ser vertidas nas suas mais conceituadas obras). Nesse imaginário do autor, Lúthien (representa a esposa de J.R.R. e a sua inspiração), uma elfa do póstumo livro “The Silmarillon”do autor, pretendia alcançar a imortalidade através do amor que nutria pelo guerreiro mortal Beren (que representa J.R.R.). Quando este foi capturado pelas forças do maligno Morgoth, Lúthien tentou salvá-lo mas este morreu às mãos de um lobo demoníaco chamado Carcharoth. Inconformada, recorreu ao palácio de Mandos, guardião da casa dos Mortos, onde acaba por o comover através de uma canção e com este a viabilizar o regresso de ambos mas como mortais. Esta história vem contemplada na “Lay of Leithian”.

“Those friends who knew Ronald and Edith Tolkien over the years never doubted that there was deep affection between them. It was visible in the small things, the almost absurd degree in which each worried about the other’s health, and the care in which they chose and wrapped each other’s birthday presents’; and in the large matters, the way in which Ronald willingly abandoned such a large part of his life in retirement to give Edith the last years in Bournemouth that he felt she deserved, and the degree in which she showed pride in his fame as an author. A principal source of happiness to them was their shared love of their family. This bound them together until the end of their lives, and it was perhaps the strongest force in the marriage. They delighted to discuss and mull over every detail of the lives of their children, and later their grandchildren”

Humphrey Carpenter, biógrafo de J.R.R. Tolkien, quanto ao relacionamento conjugal do escritor

Católico devoto, moderado politicamente mas com pendor para o anarquismo filosófico, anti-colonialista e amante da mitologia, J.R.R. Tolkien é um escritor do qual tem muito que se lhe diga. Com uma participação nacionalista ativa no que aos conflitos bélicos toca, foi também um homem de letras e de cultura, que soube veicular essas experiências compaginadas tanto nas profundezas dos seus livros como na eloquência das suas aulas. Apesar de uma personalidade bastante requintada, o escritor era na sua essência, alguém bastante simples. Receando pelos danosos efeitos secundários da industrialização, idealizava que a sociedade se mantivesse como o Shire de “The Lord of The Rings”, onde o meio de transporte predominante fosse a bicicleta e onde a população fosse simples, discreta e autêntica. É essa obra que também revela um aparente paralelismo com a Inglaterra e o seu estado pré, durante e pós-Segunda Guerra Mundial. Inspirado por epopeias e lendas, especialmente celtas e germânicas, conseguiu sempre acasalar esta paixão com os ideais cristãos que acerrimamente defendia, estabelecendo uma mistura interessante expressa em algumas das suas obras. Construindo personagens com fundamentos míticos e com um enredo que levava o leitor a sentir a crença e a fé subjacentes, especialmente na tão sua trilogia “The Lord of the Rings”. Como linguista, conseguiu não só aprender mais de duas dezenas de línguas mas também criar as suas que serviriam para credibilizar o universo de cada uma das suas histórias. Um homem de consensos, de bondade, de causas, de idiomas, de cultura e de fé. Um dos importantes marcos da literatura britânica e da humanidade no seu pleno. J.R.R. Tolkien, um escritor e um ser “Legendarium”.

Neil Gaiman divulga capa de seu novo livro sobre Mitologia Nórdica

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Escritor britânico conhecido por obras como “Sandman” e “O Oceano no Fim do Caminho” divulgou imagem da capa de seu novo livro.

Eliana Lee, no Blasting News

Nascido em Hampshire, na Inglaterra, o escritor Neil Gaiman coleciona sucessos literários e cinematográficos, além de milhões de fãs ao redor do mundo.

Ele é conhecido por obras repletas de fantasia com críticas e simbolismos que podem representar a realidade (ou não). Seus #Livros mesclam seres fantásticos, lugares sombrios e ficção cientifica, além de deuses e entidades misteriosas.

Neil Gaiman também tem uma carreira de sucesso no cinema: adaptou e produziu, por exemplo “Coraline e o Mundo Secreto”, além de ter trabalhado também em “Stardust: O Mistério da Estrela” (com Michelle Pfeiffer e Robert De Niro) e “Beowulf” (com Angelina Jolie).

Nesta quarta-feira (14), Gaiman apresentou aos seus leitores a capa de seu novo livro sobre Mitologia Nórdica. Na imagem, é possível ver o martelo de #Thor no centro.

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Segundo ele, o projeto começou ainda em 2012 e em 2017 chegará às livrarias americanas. No Brasil, é provável que o livro seja publicado pela editora carioca Intrínseca, que detêm os direitos de publicação do autor, mas nada foi confirmado ainda.

No anúncio de hoje, Gaiman escreveu em seu blog: “Eu tenho trabalhado num livro recontando os mitos nórdicos desde 2012. Tenho escrito lentamente, entre outros projetos. Lendo e relendo a Edda em prosa [manual e compêndio de mitologia nórdica] em todas as edições que pude encontrar”. O autor deixa claro também que sempre foi apaixonado pelo tema e que encontrou diversas versões e informações desencontradas enquanto pesquisava.

Gaiman também conta no mesmo post que “agora o livro está pronto” e que criou “até mesmo um glossário”. E acrescenta: “Loki e Thor e Odin e Frigga e Sif e todos os outros, do início de tudo até o Ragnarok! [fim dos tempos na mitologia nórdica]”.

Além de apresentar a futura capa em seu blog, Gaiman também tuitou a imagem em formato GIF com um tom bem humorado: “Será publicado em 7 de fevereiro [de 2017]. Assim ficará a capa de Mitologia Nórdica. Só não posso garantir que o martelo ficará se movendo.”

Logo após o anúncio da capa do livro, o escritor aproveitou para contar que seu filho Ash vai completar um ano de idade daqui a dois dias. Gaiman é casado com a cantora Amanda Palmer desde 2011.

Britânicos prestam tributo a Shakespeare no 400º aniversário de sua morte

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Publicado no Hoje em Dia

A cidade natal de William Shakespeare, Stratford-upon-Avon, é o principal cenário neste sábado (23) das homenagens para recordar o 400º aniversário da morte do dramaturgo inglês.

O presidente americano Barack Obama, que está na capital inglesa, se uniu aos atos com uma visita ao teatro Globe de Londres, uma réplica do local em que as peças de Shakespeare foram encenadas quando o bardo estava vivo. Uma apresentação foi especialmente preparada para Obama.

“Deixem-me apertar a mão de todos. Foi maravilhoso, não queria que acabasse”, declarou Obama após a apresentação no teatro circular a céu aberto, às margens do rio Tâmisa, reconstruído em 1996 de maneira similar ao que foi incendiado em 1613 e no qual foram encenadas as obras de Shakespeare durante sua vida.

O primeiro-ministro britânico David Cameron também falou sobre a data, ao descrever Shakespeare como o “maior escritor da história”.

“O gênio de Shakespeare cativou e mudou o mundo”, afirmou, em uma mensagem divulgada por ocasião do dia de São Jorge, padroeiro da Inglaterra.

Ciúme (Otelo), dúvidas (Hamlet) ou a ambição (Macbeth) têm nomes próprios na obra de Shakespeare, que morreu em 23 de abril de 1616 aos 52 anos. No mesmo dia que o espanhol Miguel de Cervantes, autor do clássico Dom Quixote.

“Shakespeare foi capaz de escrever sobre cada um de nós”, disse à AFP Ian McKellen, conhecido pelo grande público como o Gandalf dos filmes da saga “O Senhor dos Anéis” e um dos grandes intérpretes da obra do bardo.

“Suas obras estão escritas em verso e o ritmo de seus versos é como o do coração humano. É, de algum modo, o ritmo da linguagem de cada dia”, completou o ator.

Representações

Grandes nomes dos palcos britânicos, de Judi Dench a Helen Mirren, passando por Benedict Cumberbatch e o próprio McKellen, representarão as cenas mais famosas de suas obras no Royal Shakespeare Theatre de Stratford-upon-Avon.

Ao contrário do que acontece com muitas datas similares, os eventos deste sábado não serão usados para recuperar a imagem de Shakespeare ou torná-lo mais popular: o autor é muito celebrado todos os anos e representar suas obras é uma parte essencial para ser alguém no teatro britânico.

O príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, comparecerá ao evento que recebeu o nome de “Shakespeare Live!” em Stratford, que será exibido na TV no Reino Unido e em todo o mundo pela BBC, assim como em cinemas da Europa.

Capital

Londres também entra nos festejos com o teatro Globe, que receberá as duas últimas apresentações de “Hamlet” de uma turnês que levou a companhia do teatro a viajar por 195 países nos últimos dois anos – Síria e Coreia do Norte, no entanto, não permitiram a encenação de uma obra sobre o sobrinho de um rei tirano e usurpador.

Ao longo do rio Tâmisa foram instalados telões gigantes que exibirão 37 curtas-metragens, um para cada obra de Shakespeare, protagonizados por atores como Dominic West e Gemma Arterton.

Dominic Dromgoole, diretor artístico do teatro Globe, afirmou à AFP que a força de Shakespeare se deve “a histórias excelentes que recriam as experiências humanas em todas suas formas”. “Suas obras fazem com que você sinta e entenda mais”, explica.

Stratford, onde Shakespeare nasceu e morreu, começou o dia com um desfile de atores por suas ruas que terminou no local onde o bardo está enterrado. A cidade programou peças de teatro, bailes, fogos de artifício e música, além de surpresas não reveladas.

Outros locais celebrados são a casa onde supostamente nasceu em 1564 e a igreja da Santa Trindade, onde está enterrado. A escola onde historiadores acreditam que Shakespeare estudou foi restaurada e ficará aberta ao público de maneira permanente a partir deste sábado.

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Original de Shakespeare é encontrado na Escócia

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"First Folio" em três livros, encontrados na Ilha de Bute, na Escócia (Foto: The Independent)

“First Folio” em três livros, encontrados na Ilha de Bute, na Escócia (Foto: The Independent)

 

Lucas Alencar, na Galileu

Uma edição original do “First Folio” – livro lançado em 1623 com um compilado de 36 peças de William Shakespeare – foi encontrado na Escócia.

Publicado originalmente com o título “Mr. William Shakespeares Comedies, Histories, & Tragedies”, o livro tem quase todas as histórias do autor britânico, incluindo Romeu e Julieta e Hamlet. Quinze peças, incluindo a comédia A Tempestade e a tragédia Macbeth, eram inéditas até a publicação do “First Folio”.

A professora Emma Smith, especialista em Shakespeare da Universidade de Oxford, atestou que o livro encontrado é um original da época. Com a nova descoberta, agora já existem 234 cópias do “First Folio” conhecidas por especialistas. De acordo com eles, os editores John Hemings e Henry Condell imprimiram 750 cópias do livro, sete anos depois da morte de Shakespeare.

A cópia foi encontrada na mansão Mount Stuart House, na Ilha de Bute, território da Escócia. De acordo com registros no próprio livro, o exemplar pertenceu a Isaac Reed, conhecido editor literário londrino do século 18.

Uma carta encontrada nos arquivos de Reed informa que ele adquiriu sua cópia do “First Folio” em 1786. Em 1807, após a morte do editor, o livro foi vendido para um comprador desconhecido por apenas R$ 198, de acordo com outro documento encontrado na residência de Isaac Reed.

A edição encontrada na mansão tem também uma particularidade: diferente de outros exemplares já conhecidos, o “First Folio” que pertenceu a Isaac Reed está dividido em três livros, com páginas em branco que, presumivelmente, seriam preenchidas por ilustrações. A professora Smith até cogitou que a edição seja prévia ao lançamento oficial da publicação.

“Em termos de descobertas literárias, não há nada muito maior do que encontrar uma edição do ‘First Folio’ e ficamos realmente muito animados de ter sido descoberta em nossa casa”, disse Alice Martin, responsável pelas coleções da Mount Stuart House.

*Com supervisão de Cláudia Fusco

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