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Jovem com paralisia cerebral aprende a se comunicar com os olhos e publica livro

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Publicado no IG

Jonathan Bryan é um rapaz de 12 anos, de Wiltshire, na Inglaterra, e, como a maioria dos garotos na sua idade, adora conversar e escrever. Porém, essas ações, que parecem simples e naturais para muitos, eram, até então, “impossíveis” para o menino que nasceu com paralisia cerebral grave.

Eye Can Talk

Jonathan Bryan, de apenas 12 anos, segura seu livro “Eye Can Talk”

Sua condição o deixou incapaz de andar ou falar, além de ter causado “deficiências profundas e múltiplas de aprendizado”, conforme diagnosticaram os médicos. No entanto, a mãe de Jonathan, Chantal não deixou que a paralisia cerebral impedisse o filho de se comunicar.

Apesar de ter sido considerado como uma pessoa “impossível de ser ensinado”, a mãe de Jonathan, se recusou a desistir e se dedicou a ensinar o filho como se comunicar. A técnica que ela desenvolveu para ajudá-lo se trata do direcionamento dos olhos do menino para algumas cartas em um quadro, formando palavras e frases.

Apenas alguns anos depois de aprender o novo método, Jonathan escreveu uma autobiografia e publicou o livro “Olhos podem escrever: Uma memória da alma silenciosa de uma criança emergente”
, ainda sem tradução para o português.

Agora, Jonathan também começou a escrever um romance. “Eu me sinto empolgado e um pouco apreensivo. Estou com medo sobre o que pode acontecer se as pessoas não gostarem do meu livro”, disse ele ao Daily Mail.

Todo o lucro do livro – que tem um prefácio de seu herói literário e autor do livro “Cavalo de Guerra”, o escritor Michael Morpurgo – vai para a instituição de caridade de Jonathan, Teach Us Too, que tem como objetivo garantir que todas as crianças sejam ensinadas a ler e escrever.

Em entrevista ao portal britânico, o garoto falou, através do quadro de letras, que seu método de escrita é lento, mas isso não foi suficiente para impedi-lo de aprender. “Eu planejo e depois escrevo. Eu não gosto de repetir a mesma palavra duas vezes, então eu sempre estou com o meu dicionário de sinônimos por perto. Demorei um pouco para fazer o livro. Escrevi quase todos os dias, mas não aos domingos nem nos feriados.”

Ele também falou sobre como é se comunicar com seus colegas e familiares. “Quando estou escrevendo, não gosto quando as pessoas tentam adivinhar a palavra que estou escrevendo antes de terminar de escrever. É muito irritante”, contou.

Para a mãe de Jonathan, ver o trabalho do filho é emocionante e motivo de comemoração. “Acho que, como família, estamos todos orgulhosos de Jonathan e do que ele conseguiu. Há algumas semanas, ele recebeu as duas primeiras cópias do livro e decidiu entregá-las a suas duas irmãs, depois de dedicar o livro a elas. Foi muito fofo”.

Paralisia cerebral e suas sequelas

Jonathan nasceu após 36 semanas de gestação, quatro dias após o útero de sua mãe se separar da placenta depois que ela sofreu um acidente de carro.

Depois que ele nasceu, os médicos descobriram o garoto, que sofreu muitos danos cerebrais
, também tinha insuficiência renal. Um médico chegou a dizer que ele tinha “uma das piores imagens de ressonância magnética que ele já havia visto”, conforme contou a mãe.

Eye Can Talk

Mesmo com o diagnóstico de paralisia cerebral, a mãe do garoto não desistiu de ensiná-lo a se comunicar com os olhos

Mesmo assim, a família insistiu para que o menino fosse à escola, e ele freqüentou uma instituição especializada em crianças deficientes, mas nunca foi ensinado a ler ou escrever.

Quando ele ainda era mais novo, a família foi visitada por um especialista, que atende várias crianças com a mesma condição de Jonathan, e o profissional sugeriu que o garoto poderia se comunicar através de seus olhos.

Chantal, que também é mãe de Susannah, de 9 anos, e Jemima, 6, conta que quando elas começaram a estudar em casa, Jonathan tinha 7 anos. Elas então começaram a ensiná-lo a soletrar, até que ele foi capaz de escolher palavras pré-selecionadas no quadro e então passou a se comunicar com os olhos
.

A mãe recorda emocionada o momento em que conseguiu se comunicar mais diretamente com o filho. “O enchi de perguntas e, de certa forma, foi muito reconfortante perceber que conhecíamos ele o tempo todo. Perguntei-lhe qual era a coisa mais frustrante para ele e esperava que dissesse não poder falar. Mas ele disse que era quando eles lavavam seu rosto”.

Método de se comunicar com os olhos

Jonathan usa três placas de madeira com letras, números e pontuação, que são retidas na frente dele, para que ele possa fazer uma seleção com os olhos. Ao escrever o livro, parentes e amigos digitavam suas palavras em um computador, conforme ele ia se comunicando.

O garoto começou a escrever o livro de 192 páginas depois de terminar seus exames finais da escola, em junho do ano passado. O primeiro manuscrito foi para as editoras perto do Natal.

Sua versão final foi aprovada em maio e ele recebeu a primeira cópia em capa dura no mês passado, antes do lançamento nas principais livrarias que deve acontecer nesta quinta-feira (12).

“Olhos podem escrever: Uma memória da alma silenciosa de uma criança emergente” é um livro publicado pela editora Bonnier Publishing. A obra do menino com paralisia cerebral
está disponível para compra na Amazon e em todas as principais livrarias da Inglaterra.

Para Todos Garotos Que Já Amei ganha primeiro trailer da Netflix

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(Netflix/Divulgação)

O filme, baseado no livro de Jenny Han, chega à plataforma de streaming 17 de agosto

Chames Oliveira, na Capricho

Miga do céu! Se você ainda não sabe o livro Para Todos os Garotos Que Já Amei, de Jenny Han, vai virar um filme, realizado pela Netflix. E nós já podemos conferir o trailer da trama. Olha só:

O best-seller conta a história de Lara Jean, uma adolescente que curte escrever cartas para si mesma sempre que fica de crush em alguém. Só que, em certo momento, alguém envia suas cartas secretas para os destinatários (ou seja, os @s) e ela vê sua vida virar uma caos. Estrelado por Lana Condor, o filme será lançado 17 de agosto.

Lançado no Brasil pela Intrínseca, o livro que originou o filme ganhou duas sequências: P.S.: Ainda Amo Você e Agora e Para Sempre, Lara Jean.

Em entrevista à CH, a autora falou sobre a importância de uma protagonista asiática: “Eu queria escrever uma história romântica, de aquecer o coração, com uma americana asiática do papel principal, afinal por quê não? Acho que qualquer tipo de garota pode e deve ser a estrela da sua própria história”.

Cinco livros para entender (ou relembrar) a ditadura

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Rio de Janeiro, dia do golpe (31/3/64): tanque para em frente à casa do presidente deposto João Goulart. Fotos: Arquivo/Estadão Conteúdo

 

Ao final, o apanhado funciona como um argumento substancioso contra as ideias de quem, hoje, pede a intervenção militar no Brasil

Angieli Maros, na Gazeta do Povo

As memoráveis passeatas que eclodiram pelo país em junho de 2013, a reeleição de Dilma Rousseff e seu posterior impeachment para a entrada do vice, Michel Temer, não acalmaram os ânimos dos brasileiros. A violência continua assombrando a população, assim como o desemprego. Existem várias categorias profissionais descontentes. A mais estridente nos últimos tempos tem sido a dos caminhoneiros, que paralisaram o país. Uma vasta parcela dos manifestantes continua pedindo a volta da intervenção militar no país, que eles enxergam como a solução.

Todos têm sua opinião – e democracia é exatamente isso. Eis, então, algumas indicações de leitura sobre a ditadura militar. Ao final, o apanhado funciona como um argumento substancioso contra as ideias de quem, hoje, pede a intervenção militar no Brasil.

O Governo João Goulart – As Lutas Sociais no Brasil

Luiz Alberto Muniz Bandeira. Editora Unesp, 483 páginas. R$ 58.

Escrito pelo historiador, cientista político e professor Moniz Bandeira, “O Governo João Goulart – As Lutas Sociais no Brasil” aborda os fatos políticos e sociais que culminaram no golpe de Estado. Uma grande aula sobre o cenário pré-ditadura, quando o país era governado por João Goulart. Não trata dos fatos ocorridos pós- 64, mas é essencial para entender o desenrolar deste período da história do país. Nova edição lançada em 2010 traz apêndice dedicado exclusivamente às teses sobre a morte de Jango.

Trilogia Ditadura

A Ditadura Envergonhada, A Ditadura Escancarada, A Ditadura Derrotada e A Ditadura Encurralada

Elio Gaspari. Editora Intrínseca. 464, 560, 580 e 560 páginas, respectivamente. R$ 39,90 cada livro.

Publicada entre 2002 e 2004, a série foi escrita com base em pesquisas em um acervo com mais de 15 mil itens, que vão desde notas manuscritas até áudios inéditos e relatórios governamentais. Cada um dos volumes trata de momentos específicos do regime. “Ditadura Envergonhada”, por exemplo, fala dos momentos iniciais do período. Lançada em nova edição pela Intrínseca, a obra também está disponível em e-book.

Marighella

Mário Magalhães. Companhia das Letras, 784 páginas. R$ 60.

Carlos Marighella foi um dos militantes mais expressivos dos “anos de chumbo”. Fundador do maior grupo armado de oposição ao regime, a Ação Libertadora Nacional, ele participou de espionagens, operações de combate e passou pela prisão e tortura. Não há como reconstituir passos da ditadura sem citá-lo. Por isso, foi biografado pelo jornalista Mário Magalhães, que reconstituiu a vida deste mulato baiano por meio de pesquisas que demoraram nove anos. A obra ganhou o Prêmio Jabuti em 2013.

1968: O Ano Que Não Terminou

Zuenir Ventura. Editora Objetiva, 312 páginas. R$ 49,90.

Escrito pelo jornalista Zuenir Ventura, que também esteve à frente de movimentos de resistência, o livro faz um recorte da história e expõe o que foi o ano de 1968 no país. Estão na obra fatos importantes como a Passeata dos Cem Mil, a implantação do AI-5, além de aspectos e personagens culturais que marcaram a época: contracultura hippie, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Glauber Rocha, Fernando Henrique Cardoso, José Dirceu, Nelson Rodrigues, entre outros.

Os Carbonários

Alfredo Sirkis. Editora Record, 504 páginas. R$ 22

Autobiografia do jornalista e político brasileiro Alfredo Sirkis, o livro não trata do regime com todas as suas nuances históricas, mas confere à obra uma abordagem mais pessoal, sobre como era enfrentar a repressão. O testemunho é um mergulho no movimento estudantil e da guerrilha urbana. Um dos pontos altos da obra é o relato do sequestro dos embaixadores da Alemanha e da Suíça, que levou à libertação de mais de cem presos políticos. Ganhou o Prêmio Jabuti de 1981.

Rota 66: livro de Caco Barcellos vai virar filme

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Caco Barcellos

Bruno Viterbo no Jornal SP Norte

Você não vai acreditar, mas é a mais absoluta verdade: eu achava que por meio da minha pesquisa eles iriam parar de matar. Eu tinha essa ingenuidade”, afirma o repórter Caco Barcellos em entrevista imperdível à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Livro de leitura obrigatória para quem quer saber mais sobre o funcionamento de um sistema vil, Barcellos disse a frase que abre este texto em relação ao livro Rota 66 – A História da Polícia que Mata, vencedor do Prêmio Jabuti em 1993. Agora, é a vez das telonas ganharem a versão das histórias narradas por Caco.

Ecoando o método cruel de assassinatos da ditadura militar, o livro mostra casos em que membros das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) agia de forma criminosa, em uma atuação e condutas inescrupulosas e longe de qualquer situação de Estado de Direito.

Porém, a versão cinematográfica do livro levará tempo: as gravações do filme começam em 2019 e terão um protagonista inspirado em Caco e suas investigações. Para a criação de Rota 66, foram sete anos de apuração dos casos de matadores da Rota – além dos casos, a conveniência do poder público e da imprensa mostram um retrato cru (e cruel) de um sistema que não está muito distante de hoje.

“Acho que é obrigação do repórter retratar o que acontece nas ruas com a maioria da população, não o universo da minoria. Eles têm que ter voz ativa. Quando comecei o Rota 66, queria mostrar o absurdo que é um país contrário à pena de morte praticá-la todos os dias contra os bandidos, mas, após sete anos de investigação, constatei que a violência não se dava contra os bandidos, e sim contra os pobres”, afirma Caco, à frente na 12a temporada do inspirador programa Profissão Repórter (TV Globo).

A adaptação de Rota 66 será realizada pela Boutique Filmes – a mesma da elogiada série 3%, disponível na Netflix. A direção será de Fernando Coimbra (Castelo de Areia, O Lobo Atrás da Porta) e roteiro de Patrícia Andrade (Besouro, Gonzaga: De Pai Para Filho, Dois Filhos de Francisco).

foto: Globo/Divulgação

O Dragão de Gelo, livro de George R.R. Martin, será adaptado para filme animado

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Tayná Garcia, no Jovem Nerd

De acordo com o Deadline, a Warner Bros. Animation vai adaptar e produzir O Dragão de Gelo, livro infantil de George R.R. Martin (Game of Thrones), em um filme animado.

A história acompanha Adara, uma garota que tem uma amizade com um Dragão de Gelo, mas que mantém essa relação em segredo. Até que um exército de dragões invadem sua cidade e apenas o Dragão de Gelo pode ajudar no caos. Vale ressaltar que o livro não se passa em Westeros e não tem nenhuma ligação com As Crônicas de Fogo e Gelo.

George R.R. Martin vai produzir o projeto. Mais detalhes devem se revelados em breve.

A animação de O Dragão de Gelo ainda não tem previsão de estreia.

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