Diário da Maisa

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5 Curiosidades sobre a produção de “Os 13 Porquês”

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Beatriz Souza, no Cabana do Leitor

A série “Os 13 Porquês” baseado nos livros best-sellers escritos por Jay Asher, “13 Reasons Why“ acompanha o adolescente Clay Jensen (Dylan Minnette) quando volta à sua casa após a escola e encontra uma caixa misteriosa com seu nome. Dentro da caixa descobre fitas cassete gravadas por Hannah Baker – sua colega de escola e amor platônico – que se suicidou duas semanas antes. Nos áudios, Hannah explica que há treze razões pelas quais decidiu terminar com a sua vida.

A produção estreia na Netflix dia 31 de março e, enquanto isso, confiram as curiosidades sobre os bastidores desse novo show.

1 – Antes de se tornar uma série, “Os 13 Porquês” seria um filme

Em 08 de fevereiro de 2011 a Universal Studios anunciou que o romance de Jay Asher seria desenvolvido em um filme, com Selena Gomez como protagonista. O projeto não foi pra frente, mas em 2015 foi anunciado que a adaptação se tornaria uma série oficial da Netflix.

Apesar de Selena não interpretar Hannah, a cantora quis fazer parte da produção por sua história notável e disse que Katherine Langford foi a melhor escolha para o papel. Esse é o primeiro trabalho televisivo da atriz.

2 – A série foi filmada no Norte da Califórnia no verão de 2016

As gravações da série duraram 6 meses e, durante esse tempo, a protagonista precisou viajar das locações para Los Angeles diversas vezes para gravar a voz de Hannah nas fitas. Além das viagens, a gravação também não era simples. Katherine é australiana e precisava garantir que seu sotaque não apareceria, pois a personagens é estadunidense.

3 – Selena Gomez não esteve presente na maior parte das gravações

Apesar de ser produtora executiva do show, Selena estava em turnê do seu álbum “Revival” e precisou se afastar do público em uma clinica de reabilitação para tratar do Lúpus. Gomez ficou 90 dias internada, mas disse que a experiência foi importante, pois viu de perto pessoas reais que passaram por problemas semelhantes aos da Hannah na série.

Mesmo assim, o elenco falou em entrevista que Selena sempre manteve contado e ajudou muito durante todo o processo.

4 – A divulgação criativa

Fizeram 100 cópias de uma edição especial do livro “Os 13 Porquês” com a capa da série e esconderam no metrô de Nova Iorque. O projeto é que quem achasse o livro, deveria ler e passar pra outra pessoa.

O ator Dylan Minnette (Clay) comentou em uma entrevista que acabou amassando a capa de um dos exemplares, então quem achou provavelmente sabe que foi o dele.

5 – Por que fitas e não algo mais atual?

Esse tópico não é exatamente uma curiosidade, pois o autor explica nas “13 Perguntas para Jay Asher” ao final do livro. Mas para quem não leu, a dúvida ainda permanece.

“Essa é uma das razões pelas quis as usei. Com a tecnologia mudando tão rapidamente, é impossível um romance ambientado nos dias de hoje permanecer atual se os personagens utilizam o equipamento mais moderno. Assim, em vez de fazer Hannah postar seus motivos online, usei uma forma de gravação muito mais antiga, fazendo os personagens reconhecerem isso. Quando é algo antiquado, e os personagens lidam com esse fato numa boa, o livro repentinamente se atualiza. […] Eu também gostava de imaginar Clay perambulando pela cidade com sua mochila carregada de fitas cassete, colocando-as e tirando-as do walkman. Isso deu á história dele detalhes interessantes para desenvolver na própria narrativa, como a necessidade de descobrir uma maneira de escutar as fitas”

Essa é a explicação que o autor deu.

E, também, Hannah queria que o conteúdo das fitas fosse escutado apenas pelos nomes na lista. Uma gravação em mp3 poderia facilmente ser compartilhada e ridicularizada online.

Informações retiradas de entrevistas e das redes sociais oficiais do elenco e da série.

Confira abaixo um vídeo por trás das câmeras e o trailer da série que chega na Netflix dia 31 de março.

Livro infantil sobre mulheres que fizeram história chega ao Brasil

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Livro foi trazido ao Brasil pela editora V&R (Foto: Reprodução/ Divulgação )

Livro foi trazido ao Brasil pela editora V&R (Foto: Reprodução/ Divulgação )

Entenda por que essa é uma opção de leitura enriquecedora para crianças e adultos

Maria Clara Vieira, na Crescer

Acaba de chegar ao Brasil a tradução de um livro que tem feito sucesso no exterior. Com título grande e importância maior ainda, a obra “Histórias de ninar para garotas rebeldes – 100 fábulas sobre mulheres extraordinárias” é uma verdadeira aula aos pequenos leitores.

Obra reune os perfis de cem mulheres inspiradoras (Foto: Reprodução/ Divulgação )

Obra reune os perfis de cem mulheres inspiradoras (Foto: Reprodução/ Divulgação )

 

Por meio de exemplos de mulheres reais, o livro ajuda a quebrar os estereótipos de gênero e ensina que as garotas podem sonhar e se tornar tudo o que quiserem. É uma leitura inspiradora e essencial durante a infância.

Páginas do livro (Foto: Reprodução/ Divulgação )

Páginas do livro (Foto: Reprodução/ Divulgação )

 

A cada página, a criança é apresentada a uma mulher diferente, que fez história e mudou o mundo à sua maneira. O texto é fluido, agradável e instigante – não dá vontade de parar. Para as menores, entre 5 e 6 anos, a leitura compartilhada com um adulto é o ideal. Depois dos 7, o leitor já tem condições de seguir sozinho.

Cora Coralina é uma das brasileiras presentes no livro (Foto: divulgação)

Cora Coralina é uma das brasileiras presentes no livro (Foto: divulgação)

 

O livro reune cem personalidades de todo o mundo, de diversas áreas de atuação – das ciências às artes, passando pelos esportes e pela política. Os textos revelam a data de nascimento (e de morte, se elas já se foram) e trazem um pequeno resumo com as principais realizações de suas vidas. Cada história vem acompanhada de um belo retrato. As ilustrações foram feitas por 60 artistas de diferentes nacionalidades.

Maya Gabeira é uma das brasileiras presentes no livro (Foto: divulgação)

Maya Gabeira é uma das brasileiras presentes no livro (Foto: divulgação)

 

No grupo de mulheres admiráveis escolhidas pelas autoras, estão nomes como Michele Obama, Frida Kahlo, Jane Austen, Malala Yousafzai, Marie Curie, Yoko Ono, as brasileiras Cora Coralina e Maya Gabeira, entre tantas outras.

Tudo surgiu graças às italianas Elena Favilli e Francesca Cavallo, que lançaram a ideia do livro em uma plataforma de financiamento coletivo. Mais de 20 mil apoiadores em todo o mundo ajudaram o projeto. Juntos, contribuíram com US$ 1 milhão para que a obra se tornasse realidade.

Benedict Cumberbatch fará adaptação televisiva de romance do escritor de Desejo e Reparação

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Pedro Prado no Pipoca Moderna

O ator Benedict Cumberbatch reforçou seus laços com a rede BBC. O astro da série “Sherlock” vai estrelar e produzir a adaptação televisiva do romance “The Child In Time”, do célebre escritor britânico Ian McEwan.

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Publicado em 1987, o romance gira em torno de Stephen Lewis, um autor de livros infantis de sucesso, cuja filha desaparece repentinamente, devastando seu casamento e sua vida.

Cumberbatch descreveu seu entusiasmo pelo projeto em comunicado. “Eu li o romance anos atrás e ele ficou comigo – profundo, bonito e muito comovente. Só Ian McEwan poderia escrever sobre a perda com tal honestidade”, disse.

O telefilme será a segunda vez que Cumberbatch atuará numa história original de McEwan. Um dos primeiros papéis notáveis do ator foi na adaptação do livro mais conhecido do escritor, “Desejo e Reparação”, há exatamente 10 anos.

O roteiro está sendo escrito por Stephen Butchard (criador da série “The Last Kingdom”) e a direção ficou a cargo de Julian Farino (“A Filha do Meu Melhor Amigo”), mas ainda não há previsão de estreia.

História de espião que inspirou “M” de James Bond vai virar série

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Roteirista de Ponte de Espiões vai adaptar o livro M: Maxwell Knight para TV

Rafael Gonzaga, no Omelete

A produtora Mammoth Screen adquiriu os direitos de adaptação do próximo livro de não-ficção de Henry Hemming, M: Maxwell Knight, que conta a história do maior espião do MI5, o serviço britânico de inteligência e contra-espionagem. Matt Charman, indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original pelo filme Ponte dos Espiões, será o responsável por adaptar o livro para uma série de televisão. A informação é do Screen Daily.

M conta a história de Maxwell Knight do MI5, um espião que ajudou a quebrar o fascismo britânico durante a Segunda Guerra Mundial e que serviu de inspiração para o M da franquia James Bond de Ian Fleming – os últimos a interpretarem o personagem no cinema foram Judi Dench em 007 Operação Skyfall e Ralph Fiennes em 007 Contra Spectre.

Charman não economizou elogios ao livro de Hemming. “Ele realmente tem tudo o que você quer de uma grande história de espionagem: agentes incríveis arriscando suas vidas; as apostas mais altas possíveis, a segurança do mundo pendurado por um fio… e no meio de tudo, um complicado espião tecendo uma teia cada vez mais intrincada.”

Além da série, a produtora tem os direitos para mais dois projetos envolvendo a história. O livro chega ao mercado no Reino Unido em 4 de maio e nos EUA em 9 de maio.

Autêntica Editora lança o clássico Heidi, a menina dos Alpes em dois volumes

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Publicado no Jornal do Brasil

Escrito em 1880 pela autora suíça Johanna Spyri, Heidi, a menina dos Alpes se tornou um clássico da literatura infantil universal. Agora, vem integrar a coleção Clássicos Autêntica, que tem como proposta resgatar títulos que marcaram e encantaram inúmeras gerações de leitores. Os dois volumes de Heidi chegam em tradução direta do alemão por Karina Jannini e com ilustrações originais de Jessie Willcox Smith.

Fonte de descobertas e reflexões importantes para a vida de qualquer pessoa, a narrativa acompanha o crescimento e as aprendizagens de uma menina órfã que, aos 5 anos, é entregue por sua tia ao avô, um velho zangado e rabugento que vive isolado no alto de uma montanha dos Alpes suíços. A vida livre, as flores, os animais e as maravilhosas paisagens seduzem a menina, que logo conquista os moradores do vilarejo e até mesmo o coração do avô – que passa a não saber mais viver sem a menina ao seu lado.

images.livrariasaraiva.com.brOs volumes editados pela Autêntica na coleção Clássicos – e Heidi não foge à proposta – apresentam um projeto gráfico delicado, com uma pegada vintage, e um zeloso trabalho de tradução, numa linguagem mais próxima do leitor brasileiro contemporâneo, sem perder de vista o tom clássico dos textos.

Para a editora Sonia Junqueira, Heidi mostra ao nosso leitor “diferenças naturais, espirituais e culturais importantes, que se devem não só à distância e às diferenças geográficas entre a Suíça, onde se passa a maior parte da história, e o Brasil, mas também aos136 anos que separam nossa vida hoje, no século XXI, da vida das personagens”.

Para a autora best-seller Paula Pimenta, a personagem marcou sua vida desde a primeira leitura. “A Heidi foi uma das minhas primeiras amigas do mundo dos livros, por isso foi uma delícia reler agora e matar a saudade. Pude relembrar todos os sentimentos que o livro despertou em mim”, comenta na 4ª. capa do livro.

Ao longo dos anos, o clássico já rendeu alguns sucessos e adaptações – no cinema, em 1937, com direção de Allan Dwan e, em 2005, com direção de Paul Marcus. Já no universo do desenho animado, a história ganhou uma série produzida pela Nippon Animation e a Eizo Zuiyô, em 1974, com grande sucesso na Europa.

A coleção Clássicos Autêntica já publicou dois volumes de As mais belas histórias, com textos de Andersen, Grimm e Perrault, Pollyanna e Pollyanna Moça, de Eleanor H. Porter. Para 2017, a editora prepara O mágico de Oz, Peter Pan, Alice no país das maravilhas e Alice através do espelho, entre outros.

foto-2016-12-29-17-08-13-121328740846366-funflyshipDepois que Dete foi embora, o velho voltou a se sentar no banco e soltou grandes baforadas do cachimbo. Fitava o chão e não dizia nada. Enquanto isso, Heidi se divertia explorando os arredores. Descobriu o estábulo das cabras, construído ao lado da cabana, e espiou dentro dele. Vazio. A menina continuou suas investigações e foi para trás da cabana, perto dos antigos pinheiros. Ali, o vento soprava tão forte por entre os galhos que até assobiava no topo. Heidi ficou parada, ouvindo. Quando o vento diminuiu, a menina voltou a se colocar na frente do avô. Ao vê-lo na mesma posição em que o tinha deixado, postou-se diante dele, com as mãos nas costas e começou a observá- lo. O avô levantou o olhar.

– O que quer fazer agora? – perguntou, pois a menina continuava imóvel.

– Quero ver o que tem dentro da cabana – respondeu Heidi.

– Então venha! – o avô se levantou e seguiu na frente.

– Traga sua trouxa de roupas – ordenou.

– Não vou precisar mais delas – explicou Heidi.

O velho se virou e olhou fundo nos olhos negros da menina,

que ardiam de curiosidade para ver as coisas dentro da casa.

– Ela não deve ser muito boa da cabeça – disse consigo mesmo.

– Por que não precisa mais das roupas? – perguntou, por fim.

– Prefiro andar como as cabras, que têm pernas bem leves.

Trecho de Heidi, a menina dos Alpes vol. 1

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