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Presos devem erguer biblioteca para menino que arrecada livros em MT

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Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 12 anos (Foto: Maria Anffe/GcomMT)

Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 12 anos
(Foto: Maria Anffe/GcomMT)

 

Detentos devem ganhar um salário mínimo para construir prédio.
Jefferson da Silva Melo, de 12 anos, já tem aproximadamente 6 mil livros.

Publicado no G1

O sonho de Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 12 anos, de construir uma biblioteca comunitária está mais perto de se tornar realidade. Isso porque parte dos recuperandos do sistema prisional de Cuiabá devem servir como mão de obra para a construção do prédio da biblioteca. O menino arrecada livros onde mora, no Distrito de Bonsucesso, em Várzea Grande, região metropolitana da capital. O intuito dele é aproximar os jovens da comunidade do mundo da leitura.

A construção da biblioteca é um projeto do Núcleo de Ação Voluntárias de Mato Grosso (NAV-MT), em parceria com a Secretaria estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

Para a construção do prédio, a Sejudh liberou parte dos recuperandos do sistema prisional da capital. Os presos devem receber o pagamento de um salário mínimo para trabalharem na construção da obra.

Os detentos devem ficar fora do Centro de Ressocialização de Cuiabá por cinco horas e depois retornarem. O prédio construído para abrigar os livros arrecadados por Jefferson deve ser construído na frente da residência do menino.

Sensibilizada com a história de Jefferson, a coordenadora do NAV-MT, Samira Martins, resolveu apoiar o projeto.“Ele é um menino encantador que sempre gostou de ler e estudar, além de incentivar isso em sua comunidade”, disse.

Ainda não há uma data definida para o início das obras, mas saber que o sonho vai ganhar forma deixou o garoto contente. “Eu fiquei muito feliz quando soube que eu vou conseguir realizar meu sonho”, contou.

Jefferson já arrecada os livros há algum tempo. O prédio para abrigar as obras é o grande sonho do menino. Desde que começou a receber os livros, Jefferson abriu as portas da própria casa para incentivar a leitura nos vizinhos. Ele já conseguiu juntar aproximadamente seis mil livros, que estão distribuídos no centro comunitário e na casa dele.

A inspiração para criar a biblioteca veio da própria comunidade. Jefferson diz que grande parte dos adolescentes da idade dele não gosta de ler e que, com a construção da biblioteca, a situação poderá mudar, além de auxiliar os alunos nos estudos e pesquisas escolares. Entre jogar futebol ou ler um livro, o adolescente garante que prefere a leitura.

Com 1,2 milhão de leitores na net, jovem escritora luta contra gordofobia

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Aos 25 anos, Thati Machado tem 1,2 milhão de leitores na internet (Foto: Bruno Alves/Flipoços)

Aos 25 anos, Thati Machado tem 1,2 milhão de leitores na internet (Foto: Bruno Alves/Flipoços)

 

Aos 25 anos, Thati Machado utiliza plataforma digital Wattpad para publicar.
História com tom autobiográfico tem protagonista gorda e viajante.

Jéssica Balbino, no G1

Com mais de 1 milhão de leitores na internet, por meio da plataforma digital Wattpad, a escritora carioca Thati Machado, de 25 anos, é um fenômeno entre os jovens leitores com a história do livro digital que já está indo para o segundo volume, o ‘Poder Extra G’, onde milita, por meio da literatura, contra a gordofobia e o preconceito. Esta foi a história que ela contou durante o Festival Literário de Poços de Caldas (MG), o Flipoços.

Há dois anos, ela fez um pé-de-meia como professora de espanhol, atriz e designer gráfico para investir na carreira literária. E deu certo. Embora não sem esforço, ela percorre eventos Brasil afora com dois romances já impressos, e recebe fãs e perguntas sobre o livro que é um fenômeno na internet, mas ainda não encontrou uma editora.

“O bom de postar na plataforma digital é que fidelizo os leitores, mas, depois eles não compram os livros físicos e a postagem nas redes ainda não dão retorno financeiro, não rentabilizam, mas são plataformas justas”, contou Thati.

Por isso, ela entendeu como funciona a plataforma digital e aposta nele, postando textos sempre, fidelizando os leitores, que a acompanham como se fosse uma novela. A novidade, pra além do livro com 1,2 milhão de leitores, ela aposta na nova obra “Singular”, que tem o primeiro personagem transexual já criado no Wattpad e embora ainda esteja sendo postada, já teve 200 mil leitores.

Desta forma, sem capital para produzir estes livros impressos, a melhor maneira para atingir um grande número de leitores, sem qualquer custo, é utilizar a internet. “Já recebi convites de pequenas e médias editoras para publicar minhas histórias. Mas nada que valesse a pena. Tanto em termos financeiros quanto de captação de leitores”, revelou ela. “Enquanto não consigo algo melhor, continuarei na internet, que é um terreno seguro nas minhas atuais condições”.

Por meio de plataforma digital, escritora publica sobre gordofobia (Foto: arquivo pessoal)

Por meio de plataforma digital, escritora publica sobre gordofobia (Foto: arquivo pessoal)

 

Luta contra gordofobia por meio da literatura
Portadora do sistema imunológico autoimune, ela luta contra as doenças que podem afetá-la caso coma algo que possa infectá-la, e mesmo assim, tem sobrepeso, o que a faz militar, por meio da literatura, e de um canal no Youtube, contra o preconceito sofrido por pessoas gordas.

“Quando eu fiquei doente e descobri a síndrome autoimune, eu quase não comia, fiquei de cama, em toda minha vida eu fiz 10 cirurgias, e as pessoas me diziam: que bom, agora você fica magra. E eu respondia: queria estar saudável, mesmo gorda. Então, me aceitei por ser gorda e sou bem feliz agora”, disse.

Por esta e outras experiências, Thati Machado resolveu criar a protagonista Nina do livro ‘Poder Extra G’, que possui atitude e amor próprio, capaz de romper com o relacionamento abusivo, empoderar-se, deixar a vida em São Paulo (SP) e mudar-se para Buenos Aires, onde recomeça a vida, ganha alguns quilos extras e sente-se muito feliz.

Já no segundo livro, por exemplo, quem ganha destaque é uma personagem secundária do primeiro livro: Noah, um transexual argentino, irmão do cara por quem Nina se apaixonou durante viagem a Buenos Aires.

“É fundamental escrever sobre estes temas, porque gosto de trabalhar a representação. Muita gente não se vê retratada na literatura já existente e vejo que tenho o poder de fazer isso. No livro ‘Poder Extra G’ tem muito de mim e da minha vivência como mulher gorda. O retorno que vem disso é de pessoas que se identificam e se auto reconhecem na personagem”, contou a autora.

Questionada sobre o método de trabalho é sempre o mesmo: Thati escreve cerca de seis páginas de história em uma semana e na seguinte, coloca o texto na internet. Como é uma obra publicada em partes, como se fosse uma novela, há muitos palpites e sugestões por partes dos leitores. “Leio tudo com atenção, mas raramente mudo alguma coisa, pois se eu cedo, perco o controle da história. E não é essa a ideia”, revela a escritora, que diz receber muito mais críticas construtivas do que opiniões vazias. “O mais legal de tudo isso é que as pessoas se identificam com as personagens e descobrem que podem ser felizes, mesmo não sendo exatamente modelos”.

Serviço – Para conhecer mais sobre a autora, visite o Wattpad da autora.

Corpo é encontrado no Parque Náutico, em Curitiba, ao lado de livros de mistério

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Títulos dos livros encontrados com a vítima chamaram a atenção. Foto: Gerson Klaina

Títulos dos livros encontrados com a vítima chamaram a atenção. Foto: Gerson Klaina

 

Lucas Sarzi, no Paraná Online

Ironicamente ou não, Golpe Quase Perfeito e O Tesouro do Cemitério eram os títulos dos livros que estavam com um homem encontrado morto no Parque Náutico, no Boqueirão, em Curitiba. O corpo foi visto por algumas pessoas, que chamaram a Guarda Municipal, por volta das 10h desta sexta-feira (6).

Segundo apurou a Tribuna do Paraná, o homem foi jogado no mato ao lado da rua que dá acesso à Sanepar. A cabeça dele estava parcialmente enterrada na terra. A perícia do Instituto de Criminalística constatou que foram três disparos: um na cabeça, outro no peito e um no braço. Um dos disparos chegou a passar pelo outro lado do corpo.

O homem carregava consigo, nas costas, uma mochila. Além de algumas peças de roupas, um par de tênis e objetos pessoais, nenhum documento foi encontrado. Ele estava totalmente vestido, mas não usava cueca. O que chamou a atenção foram os nomes dos dois livros encontrados na mochila. “Ironia do destino”, disse uma das pessoas que acompanhava o trabalho dos policiais. Próximo aos livros, algumas gotas de sangue apontavam que o homem foi morto na rua.

Para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem era morador de rua. Apesar disso, nenhuma informação sobre os autores ou como o corpo foi deixado no local foi passada aos policiais. Informações que possam ajudar no trabalho de investigação podem ser passadas através do Disque-Denúncia da DHPP, através do telefone 0800-6431-121.

Visitantes do parque acharam o corpo e chamaram a polícia. Foto: Gerson Klaina

Visitantes do parque acharam o corpo e chamaram a polícia. Foto: Gerson Klaina

Harry Potter | Paraquedistas jogam quadribol em pleno ar

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quadribol-harry-potter

Caio Coletti, no Observatório do Cinema

Um grupo de paraquedistas realizou o sonho de muitos fãs ao chegar o mais perto possível de um jogo real de quadribol, o esporte criado por J.K. Rowling nos livros e filmes de Harry Potter.

Saltando de um avião munidos com vassouras, uma bola e um arco, os paraquedistas chegaram a marcar um “gol” em pleno ar antes de abrirem os para-quedas. Veja vídeo um pouco mais abaixo.

A franquia ganhará na metade do ano, no Reino Unido, uma nova peça de teatro, Harry Potter and the Cursed Child (Harry Potter e a Criança Amaldiçoadada).

Na peça, enquanto Harry luta contra um passado que se recusa a ficar no passado, seu filho mais novo, Alvo Potter, precisa lidar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. Enquanto passado e presente começam uma sinistra fusão, pai e filho aprendem uma verdade desconfortável: às vezes a escuridão vem de lugares inesperados, diz a sinopse de Harry Potter and the Cursed Child.

Além disso, o universo de Harry Potter também ganhará um filme derivado, Animais Fantásticos e Onde Habitam. Com estreia marcada para novembro deste ano, o longa servirá como o início de uma trilogia derivada. As estreias dos próximos filmes vão acontecer em 2018 e 2020.

5 livros clássicos que podem tornar você um líder muito melhor

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(Foto: Shutterstock)

(Foto: Shutterstock)

 

Ao ler F. Scott Fitzgerald e Arthur Miller, é possível aprender mais sobre nós mesmos e sobre o que faz a boa liderança

Publicado na Época Negócios

Não se trata de autores que escrevem sobre gestão, negócios e liderança. Estamos falando de literatura clássica: escritores como o americano F. Scott Fitzgerald, o nipo-britânico Kazuo Ishiguro e o francês Albert Camus, premiadíssimos e cujas obras são leitura obrigatória, oferecem insights inestimáveis para compreender a verdadeira liderança, segundo Scotty McLennan, professor da Stanford Graduate School of Business.

Segundo McLennan, responsável pelo MBA “O Mundo dos Negócios: Investigação Moral e Espiritual através da Literatura”, não devemos nos limitar a manuais e biografias, além de estudos, pois isso significa perder a oportunidade de olhar para a questão de maneira diversa. Ele garante que, ao ler alguns clássicos literários, é possível mergulhar na “mente” dos personagens – e aí se encontram lições valiosas.

“A literatura pode mostrar de uma maneira que estudos de casos específicos e biografias que supostamente abordam a realidade não podem alcançar”, diz Scotty McLennan, em um artigo da Business Insider.

A seguir, uma lista de clássicos capazes de provocar ideias e que poderiam figurar facilmente entre os melhores livros para se ler nesta vida.

O Grande Gatsby
F. Scott Fitzgerald

Considerado por McLennan como o livro do “sonho americano”, “O Grande Gatsby” conta a história de um jovem pobre que busca o sucesso a qualquer preço para impressionar o grande amor de sua juventude, Daisy.

“Podemos aprender com Gatsby como a vida pode ser transformada, ao colocar ideais acima das decisões práticas da vida diária, acima do desejo por segurança e da busca pelo poder”, afirma o professor. “Não creio que muitas pessoas sejam capazes de viver no mesmo nível de idealismo de Gatsby por tanto tempo.”

“É claro que o livro de Fitzgerald nos desafia a manter um idealismo além daquele de Gatsby, ao mostrar de forma comovente as suas limitações”, aponta McLennan.

Siddartha
Herman Hesse

O romance acompanha um homem que luta para “combinar negócios e espiritualidade”. “Ele se torna um mercador rico que no início não dá muita importância ao sucesso material, concentrando-se em atender bem seus clientes e agir de maneira ética em relação aos acionistas. Mas ele acaba se tornando ganancioso e sucumbe à ‘doença da alma do homem rico’ e se transforma em um homem maldoso”, comenta o professor.

Mais tarde, ele consegue encontrar o equilíbrio ao oferecer transporte para que viajantes possam cruzar um rio – oferecendo conselhos espirituais.

O Estrangeiro
Albert Camus

Muito citado como uma das principais obras do Existencialismo, o livro aborda a “filosofia do absurdo” de Camus. Ao matar um homem, o personagem Mersault estabelece duas narrativas em primeira pessoa, uma antes do assassinato e outra depois.

Para o professor McLennan, este livro leva o leitor a questionar seu papel como ser humano e, portanto, seu lugar no universo. Qual é o significado da vida, se é que existe um significado?

Vestígios do Dia
Kazuo Ishiguro

O romance, que acompanha um velho mordomo que devotou a maior parte de sua vida ao lorde da mansão – a ponto de se tornar cego em relação ao que acontece no mundo e também às suas necessidades. Ele vê o mundo de maneira hierarquizada, seguindo um código antiquado, através de vás décadas.

Segundo McLennan, há várias passagens que discutem valores de liderança e ética. Em última análise, o livro pode ser visto como um estudo sobre as diferenças entre Ocidente e Oriente.

Morte de um Caixeiro-Viajante
Arthur Miller

Outro romance que faz parte da lista do professor de livros do “sonho americano”, esta peça é uma lição de confiança – em si mesmo e no mundo que nos rodeia. O caixeiro-viajante Willy Loman acredita ser capaz de controlar seu destino e o de sua família, tentando impor a seus filhos trabalhos que não se encaixam em sua natureza.

“Se ele confiasse mais nas pessoas a seu redor em vez de tentar controlar tudo sozinho, e aceitasse sua própria natureza em lugar de se tornar uma pessoa que ele não era, possivelmente seria mais bem sucedido”, diz McLennan.

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