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Verdadeira ‘Bibi Perigosa’ detalha mundo do tráfico em livro

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Fabiana Escobar é vivida por Juliana Paes na novela 'A Força do Querer' (Foto: Reprodução/Instagram)

Fabiana Escobar é vivida por Juliana Paes na novela ‘A Força do Querer’ (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Fabiana Escobar foi casada com traficante

Publicado no Correio 24Horas

A história real que inspirou a Bibi Perigosa, vivida por Juliana Paes na novela A Força do Querer, da autora Gloria Perez, chega agora às prateleiras das livrarias reeditada pela Novo Século – e já figura entre os livros mais vendidos. Em sua autobiografia, que não por acaso tem o título de Perigosa, Fabiana Escobar retrata em detalhes o mundo do tráfico de drogas na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde foi apelidada de “Baronesa do Pó”.

O apelido veio quando o então marido, Saulo de Sá da Silva, comandava o tráfico na região como o Barão do Pó. Fabiana e Saulo foram casados por mais de 10 anos, a maior parte deles sem qualquer envolvimento com atividades ilícitas, e o divórcio veio em 2010, já após a prisão (e a fuga) do “Barão”. O livro, porém, veio ainda depois, com um empurrão da mídia e um conselho de Gloria Perez.

“Escrevi Perigosa quando houve a ocupação da Rocinha, em 2011, após a exibição uma matéria sobre mim no Fantástico”, conta Fabiana em entrevista ao Estado. “Comecei a sofrer ataques, me procuraram para questionar sobre tudo que aconteceu, e eu pensei que deveria responder a todos de uma vez, escrevendo no meu blog ”

O conselho de Gloria Perez para que os relatos fossem transformados em livro veio quando a autora descobriu o blog de Fabiana, na época em que ainda fazia pesquisas para sua novela anterior, Salve Jorge. Assim que a primeira versão do livro saiu, Gloria disse para Fabiana que a Globo entraria em contato, pois ela pretendia fazer uma minissérie baseada na autobiografia A tal série não veio, por um motivo que Fabiana desconhece, mas a sua história agora é contada na novela.

“Está um espetáculo, a Juliana (Paes) mergulhou de cabeça na personagem”, elogia sua intérprete, que estudou vídeos seus para incorporar a Bibi Perigosa da TV. “Quem me conhece e assiste à novela fala que nem consegue enxergar a Juliana, só vê a mim”, diz empolgada.

Fabiana Escobar é vivida por Juliana Paes na novela 'A Força do Querer' (Foto: Reprodução/TV Globo)

Fabiana Escobar é vivida por Juliana Paes na novela ‘A Força do Querer’ (Foto: Reprodução/TV Globo)

Apesar desse livro autobiográfico, a escrita não foi novidade na vida de Fabiana, que redigia histórias para suas bonecas na infância. “Quando era adolescente, cismava que faria uma novela. Escrevia capítulos e dava para minha irmã e minhas amigas, que pediam mais.”

Depois do sofrimento que passou, não só com Saulo, mas também com o primeiro namorado, na adolescência, um jovem líder do tráfico assassinado na favela, o processo de escrita não foi fácil. “Nunca consegui reler, se começo, entro na história de novo e me emociono muito, nem identifico erros no texto.” A função de revisar coube aos dois filhos e à sua mãe. Todos apoiaram a decisão de Fabiana de contar sua história. “Percebo que ficaram orgulhosos de mim, por transformar algo tão ruim em uma coisa boa.”

Para Fabiana, o principal objetivo no livro, além de esclarecer, com suas próprias palavras, sua história de vida, é passar a mensagem de que é possível sair do mundo do tráfico, mesmo sem deixar a comunidade. “As pessoas podem ver que é possível melhorar e dar uma virada na vida”, diz a escritora, que até hoje ainda mora no morro – e sem medo. “Eles (traficantes) me veem. Não mexo com eles e eles não mexem comigo.”

Empolgada, já prepara os próximos livros. “Vou lançar um infantil, uma história que inventei e que contava para meus filhos.” Já outro, Eternamente Juntos, é um romance com toques de ficção científica, para jovens e adultos. “Totalmente fora da realidade do morro.”

Hebe, A Biografia, está entre os 10 livros mais vendidos do Brasil

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O livro que conta a vida e a obra de uma das maiores divas da TV brasileira está entre os 10 mais vendidos das livrarias

Publicado no A Crítica

Durante o ano e meio em que se dedicou ao livro, Artur Xexeo conviveu com alguns dos parentes de Hebe, entrevistou seus amigos e gente que trabalhou com ela e mergulhou nos arquivos de sua trajetória. O resultado é um texto incrível, que convida o leitor a fazer parte dessa história, como se estivesse sentado em sua poltrona. Hebe abriu caminhos, foi precursora, apresentou o talk show o Mundo é das Mulheres em uma época em que isso era realmente quebrar padrões. Durante o relato sobre a vida e a obra da diva, é possível também conhecer bastidores e principais personagens que fizeram parte da TV brasileira. O livro foi o primeiro passo de um projeto maior, a Plataforma Cultural Hebe Forever, que terá um musical com estreia prevista para outubro deste ano e ainda, até 2018, exposição com acervo pessoal de Hebe, minissérie para TV, filme, documentário, livro fotográfico, entre outros. Os projetos da plataforma estão em fase de captação de recursos e já tem como principais parceiros Prossegur, EMS, Zurich Seguros, Sony Music, AGP Blindagens, Ibar Refratários, Rio Quente Resorts, Tintas Lukscolor e Global Participações.

O livro de Artur Xexeo e que conta a trajetória de vida e obra de uma das maiores divas da TV brasileira / Divulgação

O livro de Artur Xexeo e que conta a trajetória de vida e obra de uma das maiores divas da TV brasileira / Divulgação

Sobre o autor

Carioca, 65 anos, formado em Comunicação Social, Artur Xexéo é jornalista há quarenta anos. Nesse período, trabalhou nas redações do Jornal do Brasil, do Globo e das revistas Veja e IstoÉ. Autor da biografia Janete Clair: A usineira de sonhos e do livro de crônicas O torcedor acidental, é comentarista da Globo News e da Rádio CBN e colunista do jornal O Globo. Autor teatral, escreveu os musicais Nós sempre teremos Paris e Cartola: O mundo é um moinho. Foi roteirista dos seriados Pé na cova e Sexo e as Negas, da Rede Globo. E espectador a vida inteira dos programas da Hebe Camargo.

Sobre a Plataforma Cultural

Liderado por Cláudio Pessutti, o projeto iniciado com a biografia de Hebe e que segue com o Musical terá ainda diversos eventos culturais, que serão lançados em 2017 e 2018, como a EXPOSIÇÃO com todo o acervo da apresentadora, como roupas e joias, e um FILME, que será desmembrado em uma MINISSÉRIE para TV e um DOCUMENTÁRIO. O anúncio dos próximos passos será realizado em breve, bem como as parcerias de peso que cada produto terá.

Livro mais vendido durante a Flip foi ‘Na minha pele’, de Lázaro Ramos

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Lázaro Ramos, na Flip | Iberê Perissé/Flip

Lázaro Ramos, na Flip | Iberê Perissé/Flip

Ancelmo Gois, em O Globo

Fora Lima Barreto (1881-1922), claro, o autor homenageado, ninguém foi tão paparicado na Flip 2017 quanto o ator e escritor Lázaro Ramos.

É claro que o sucesso na TV Globo ajuda. Mas, por onde ele passou e falou, em três mesas diferentes, foi aplaudido e admirado. Na Livraria da Travessa, na praça da Matriz, em Paraty (RJ), o livro mais vendido nesses dias de Flip foi “Na minha pele”, de Lázaro: 1.187 cópias. Merece.

Entre os convidados estrangeiros da Flip, quem fez um baita sucesso foi Scholastique Mukasonga, nascida em Ruanda e radicada na França. Seu depoimento na Igreja da Matriz, quinta, sobre sua mãe e família durante o massacre de 1994 em seu país, no qual 800 mil pessoas foram massacradas, foi um dos pontos altos do evento literário.

Na lista dos cinco livros mais vendidos na Travessa, dois são dela: “A mulher dos pés descalços” (394) e “Nossa Senhora do Nilo” (272), ambos publicados por aqui pela Nós e traduzidos por Marília Garcia.

Lázaro Barreto

“1984”, de George Orwell, volta ao ao topo dos mais vendidos da Amazon após declaração de assessora de Donald Trump

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Vendas do livro disparam no site da Amazon após Trump e sua equipe contestarem relatos da imprensa e oferecerem “fatos alternativos”. História se passa num regime totalitário de constante vigilância e manipulação.

Publicado no DW

Título original: “1984”, de Orwell, lidera lista de mais vendidos nos EUA

O romance de George Orwell 1984 voltou às listas de livros mais vendidos nos Estados Unidos nesta terça-feira (24/01), após uma série de declarações incorretas ou imprecisas terem sido feitas pelo presidente Donald Trump e membros de sua administração.

Publicado pela primeira vez em 1949, o clássico de Orwell é um conto distópico que tem lugar numa sociedade onde os fatos são distorcidos e suprimidos numa nuvem de “novilíngua”. O livro chegou ao topo da lista de mais vendidos da Amazon nesta terça-feira.

Paralelos com o livro foram feitos após Trump alegar que milhões de votos ilegais foram contados contra ele na eleição presidencial. A conexão foi reforçada neste domingo, quando Kellyanne Conway, uma assessora do presidente, falou de “fatos alternativos” para se referir às declarações do porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, de que a posse de Trump teve o maior público da história.

A declaração provocou enorme controvérsia nas redes sociais, envolvendo até mesmo o dicionário Merriam-Webster, que, após um aumento repentino da pesquisa pelo significado da palavra “fato”, ressaltou que um fato é uma informação baseada na realidade objetiva.

História escrita por Orwell se passa numa sociedade onde fatos são constantemente distorcidos

História escrita por Orwell se passa numa sociedade onde fatos são constantemente distorcidos

 

A demanda pelo livro é tão grande que a editora Penguin programou uma impressão adicional de 75 mil cópias. A revista The Hollywood Reporter também noticiou que um filme está sendo preparado pela Sony e o diretor Paul Greengrass, o que seria a terceira adaptação do livro.

Mas 1984 não é o único livro escrito há décadas a invadir as listas dos mais vendidos esta semana devido a eventos políticos. O romance escrito por Sinclair Lewis em 1935 It Can’t Happen Here (Isso não pode acontecer aqui) sobre a eleição de um presidente autoritário nos Estados Unidos, está no lugar 46 da lista dos mais vendidos desde 25 de janeiro. O romance distópico de Aldous Huxley Admirável mundo novo, publicado em 1932, ocupa a posição 71, enquanto a obra de não-ficção de Hannah Arendt Origens do totalitarismo tem apresentado um aumento nas vendas.

MD/ap/afp

Amazon vai comprar o estoque remanescente da editora Cosac Naify

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Impressão. Edição do livro 'Peter e Wendy', em 2012.    FOTO: CLAYTON DE SOUZA/AE

Impressão. Edição do livro ‘Peter e Wendy’, em 2012. FOTO: CLAYTON DE SOUZA/AE

Varejista online já vendia com exclusividade os livros da casa, que anunciou seu fechamento de forma repentina em novembro de 2015

Guilherme Sobota, no Estadão

A Amazon vai comprar o estoque remanescente da Cosac Naify – cerca de 230 mil exemplares que permanecem no estoque em Barueri serão adquiridos pela varejista, praticamente encerrando o problema que a editora tinha sobre a destinação final dos livros restantes desde que anunciou seu fechamento em novembro de 2015. A negociação foi concluída nesta semana.

Desde o início deste ano, a Amazon tinha exclusividade para adquirir os livros da Cosac e vendê-los em seu site – foram cerca de um milhão de exemplares vendidos em doze meses de 1,2 mil títulos que a editora tinha em catálogo. As informações foram confirmadas pela direção da Cosac Naify e pela Amazon ao Estado.

Agora, restam cerca de 600 títulos no estoque em Barueri. O acordo final já foi selado – nenhuma das empresas fala em cifras totais – e agora está em processo a efetivação da venda e o acerto dos detalhes da operação, o que deve acontecer na próxima semana. A Cosac Naify vai então apurar todas as informações e passar à fase final de encerramento da empresa, que começou no final do ano passado após uma decisão de Charles Cosac.

Essa próxima fase diz respeito à prestação de contas de direitos autorais do segundo semestre de 2016 e outras obrigações fiscais da empresa, que mantém um escritório no bairro de Santa Cecília com seis funcionários. A diretoria da editora diz estar tranquila e satisfeita com os rumos finais do encerramento do negócio.

Em setembro, a notícia de que a Cosac poderia transformar os livros remanescentes em aparas até o fim de 2016 repercutiu no mercado editorial, com muitos profissionais questionando por que a editora não buscaria outra forma de encaminhar o estoque. Em entrevista à revista Veja no início de dezembro, porém, o próprio Charles Cosac indicou que os livros não seriam picotados.

“Foi uma parceria bastante produtiva durante o ano”, diz o gerente geral para livros físicos da Amazon.com.br, Daniel Mazini. “Desde o início de 2016, vínhamos com a ideia de vender o máximo possível dos livros da Cosac, a demanda continuou sempre grande, e deu tão certo que esse máximo possível virou tudo”, comentou, apontando para as promoções agressivas que a varejista faz com os livros da editora no site.

Entre os livros mais vendidos pela loja desde o início do ano, estão Contos Completos e Guerra e Paz, de Tolstoi, e Os Miseráveis, de Victor Hugo, os três títulos ainda disponíveis. Diferente da prática mais comum no mercado, a Amazon não costuma consignar livros, preferindo a opção de compra, o que nesse caso casou com a necessidade da editora em fase de encerramento.

NÚMEROS

* 1,2 milhão de exemplares estavam no estoque da Cosac Naify em Barueri quando o acordo com a Amazon foi feito em janeiro de 2016, de cerca de 1,2 mil títulos.

* 230 mil livros ainda estão lá e agora serão adquiridos pela varejista na sua totalidade. Restam cerca de 600 títulos, que formam agora o “legado final” da casa.

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