William Douglas

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Capítulos de Harry Potter e o Cálice de Fogo recriados em LEGO

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A magia de Harry Potter e o Cálice de Fogo foi capturada na forma de LEGO.

Abilio Rodrigues, no IGN Portugal

Thorston Bonsch reuniu momentos chave de todos os capítulos do quarto livro de Harry Potter, do Capítulo 1 (The Riddle House) ao Capítulo 37 (The Beginning), e recriou-os usando LEGO’s, construindo, ocasionalmente, duas cenas, quando os capítulos mais longos exigiam peças extra. Podes ver em baixo uma galeria do trabalho de Bonsch:

Bonsch detalhou algum do seu trabalho para a série na sua página de Twitter, onde mostra alguns dos pormenores individuais que podem ser perdidos quando se olha para a totalidade das cenas.

Projetos semelhantes foram também executados para os primeiros três livros de Harry Potter – Pedra Filosofal, Câmara Secreta e Prisioneiro de Azkaban – como foi destacado pelo The Brothers Brick.

Apesar de J.K. Rowling ter dito, no início deste ano, que a história da personagem Harry Potter “está agora concluída,” o mundo de feitiçaria continua a expandir-se, com três novos eBooks a chegar já em setembro, e uma nova peça de teatro, Harry Potter and the Cursed Child, que estreou em Londres, no início deste ano.

O trabalho de Rowling vai também regressar aos cinemas, no final deste ano, com Animais Fantásticos e Onde Habitam, que estreia em novembro, e já tem uma sequencia programada.

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Obras raras da Biblioteca Nacional ganham forma inédita de exibição

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A mostra Gabinete de Obras Máximas e Singulares, da Biblioteca Nacional, integra à arquitetura do prédio 18 vitrines, especialmente construídas e climatizadas para abrigar o acervo (Imagem: Jaime Acioli)

A mostra Gabinete de Obras Máximas e Singulares, da Biblioteca Nacional, integra à arquitetura do prédio 18 vitrines, especialmente construídas e climatizadas para abrigar o acervo (Imagem: Jaime Acioli)

 

Publicado no Portal Comunique-se

Com cerca de nove milhões de volumes, a Biblioteca Nacional é a oitava do mundo e a maior da América Latina. Possui valioso acervo que inclui raridades bibliográficas, entre elas as 60 mil peças que chegaram ao Brasil no início do século 19, trazidas por Dom João VI e a corte portuguesa, para constituir o núcleo original do que é hoje a biblioteca sediada no centro do Rio de Janeiro.

Uma proposta expográfica inédita permite que 507 obras originais desse acervo possam ser vistas pelo público, na mostra Gabinete de Obras Máximas e Singulares, que a Biblioteca Nacional inaugurou na semana passada. A exposição integra à arquitetura dos corredores do 3° e 4° andares 18 vitrines, especialmente construídas e climatizadas para abrigar o acervo.

São obras que exigem muito cuidado para a sua preservação, o que inviabilizava sua exibição, a não ser por meio de fac-símiles, nas tradicionais vitrines expositoras horizontais. A solução encontrada pela curadora Claudia Fares e pelo arquiteto Temer Neder foi a verticalização, ideia que buscou inspiração nos gabinetes de curiosidades, comuns nos séculos 16 e 17 na Europa.

Obras da antiguidade clássica, animais empalhados, autômatos, minerais, fósseis, fragmentos de meteoritos, esculturas, sementes, plantas conservadas em frascos, instrumentos musicais são exemplos das peças que compunham os gabinetes de curiosidades. Organizados por eruditos, naturalistas, profissionais liberais e nobres interessados pela ciência e pela arte, os gabinetes eram originalmente locais de estudos, periodicamente abertos ao público, e tiveram seu apogeu com a descoberta do Novo Mundo e a curiosidade em torno dos itens então considerados exóticos.

“Eles tinham forma de expor muito fascinante e rica. A maneira de associar as obras era sincrética, eles juntavam as coisas da natureza e as da cultura, as de Deus e as dos homens”, explica Claudia Fares. Os mesmos critérios dos eruditos e naturalistas dos séculos 16 e 17 foram utilizados pela curadoria na disposição das obras na exposição.

De acordo com a curadoria, as obras selecionadas são máximas, “por serem superlativas em significado, e singulares por serem, em si mesmas, únicas, o que as qualifica, todas, como raras”. Exibidas pela primeira vez, essas obras raras incluem até mesmo os catálogos dos gabinetes de curiosidades, que vieram de Lisboa como parte da biblioteca real.

“Não tenho dúvida de que essa forma de apresentar as obras vai tornar mais atrativas as exposições na Biblioteca Nacional”, aposta Cláudia Fares. Além dos estudantes e pesquisadores que frequentam suas salas de leitura, a instituição recebe visitantes, nacionais e estrangeiros, interessados em conhecer o acervo, a arquitetura imponente e as obras de arte do prédio.

A exposição Gabinete de Obras Máximas e Singulares fica em cartaz até 31 de outubro e pode ser vista de terça a sexta-feira, das 10h às 17h e aos sábados, das 10h30 às 14h. A entrada é grátis e a Biblioteca Nacional fica na Avenida Rio Branco, 219, na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro.

*Edição: Jorge Wamburg

Como Asimov ajudou a popularizar a ficção científica

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no Play Replay

A ficção científica tem muitos pais, mas dificilmente você encontrará um apreciador do gênero que não cite Isaac Asimov como inspiração. Nascido Isaak Judah Ozimov, o autor russo nasceu quase 100 anos atrás, mas seu legado certamente ainda será contemplado por décadas a fio.

Em 1958 o autor percebeu que estava ganhando mais dinheiro com seus livros do que com seu trabalho de professor na Boston University, se tornado escritor em tempo integral. Sorte nossa, já que foram quase 500 livros publicados entre mistérios, não ficção e, principalmente, ficção científica.

As séries Império Galático e Fundação já devem estar na estante de todo leitor do PlayReplay que se preze, mas os geeks de plantão também podem curtir a leitura de As Cavernas de Aço, Os Robôs, Os Robôs e o Amanhecer e Os Robôs e o Império, que formam a série Os Robôs; ou mesmo romances como Fim da Eternidade, Viagem Fantástica e Os Próprios Deuses.

Em seus livros o autor adota um estilo meticuloso e detalhista, profundo o suficiente para intrigar as grandes mentes de nossa era, mas ao mesmo tempo acessível o bastante para que leigos possam se divertir, compreender as ideias e viajar pelo mundo da ciência.

E que viagem ele nos proporcionou! Tudo bem que algumas de suas previsões (ainda) não viraram realidade, como carros voadores cortando os céus das cidades, mas, mesmo sem dar nomes, Asimov vislumbrou muitas das invenções que utilizamos diariamente, como microchips, televisores de tela plana, fibra ótica e até mesmo a internet e a Wikipedia, descrita no romance Escolha a Catástrofe como “Biblioteca Computada Global”.

Naturalmente, isso aproximou o autor de outras mídias. Gene Roddenberry, amigo próximo e criador de Jornada nas Estrelas, creditou Asimov com agradecimentos e conselhos no primeiro longa da franquia.

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Percebendo o potencial comercial das grandes obras do autor, não demorou para os estúdios se interessarem em adaptar alguns de seus trabalhos para o cinema, como Eu, Robô. Apesar de compartilhar o nome da coletânea escrita por Asimov, sua principal inspiração vem dos contos Little Lost Robot, Runaround e das três leis da robótica. Estranhamente, apesar de pegar inspiração em tanto material bacana, o filme não agradou devido ao seu foco exagerado na ação e propaganda de diversos produtos.

Melhor sorte teve o longa O Homem Bicentenário. Adaptado do livro The Positronic Man (que, por sua vez, é uma adaptação do conto The Bicentennial Man, de 1976), o filme estrelado por Robin Williams conseguiu capturar bem a essência do autor, levantando questões éticas e morais bem interessantes numa ficção científica de primeira.

Então da próxima vez que assistir um filme ou ler um livro que envolva robôs, leis da robótica, humanismo relacionado às questões éticas e morais do avanço científico, tire um momentinho e agradeça ao mestre Asimov. E, claro, aproveite para mergulhar em sua obra. É certeza de boa leitura!

Em SP para a Bienal do Livro, Marian Keyes diz que sua obra ajuda a salvar vidas

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Best-seller. Marian lança nova edição de “Melancia”, com capa dura, e prepara livro focado em uma família em crise - Edilson Dantas

Best-seller. Marian lança nova edição de “Melancia”, com capa dura, e prepara livro focado em uma família em crise – Edilson Dantas

 

Escritora irlandesa lança livro de receitas e uma nova edição de seu romance de estreia

Alessandro Giannini, em O Globo

SÃO PAULO – Com um sorriso amplo que faz brilhar os olhos claros, a escritora irlandesa Marian Keyes não dá muitas pistas da alcoólatra e suicida que se salvou escrevendo seu primeiro e maior sucesso no mundo dos livros, o best-seller “Melancia” — a saga de Claire Walsh e o abandono do marido após o nascimento da filha de ambos. Nem da autora que em 2009 buscou na culinária e nos bolos uma espécie de refúgio para uma dor que não sabia de onde vinha, impedia-a de trabalhar e novamente tirava-lhe a vontade de viver. Para marcar sua segunda passagem pelo Brasil (a primeira foi a passeio, e desta vez como convidada da 24ª Bienal do Livro de São Paulo), a Bertrand Brasil está lançando “Salva pelos bolos”, com as receitas que a tiraram do atoleiro, e uma nova edição de capa dura de seu romance de estreia.

Vista pelos críticos literários como uma mistura de autora de romances para jovens adultos e livros de autoajuda, Marian é também uma grande vendedora. “Melancia” vendeu 500 mil exemplares no Brasil. Na esteira desse fenômeno, a Bertrand publicou outros 12 títulos dela, incluindo o romance mais recente, “A mulher que roubou a minha vida”. No mundo, foi traduzida em 33 línguas e vendeu mais de 30 milhões de livros. Com tudo isso, ela não demonstra ressentimento com o fato de ser alvo do desprezo da intelectualidade. E avalia que é o modo como escreve que atrai os leitores, a maior parte jovens e uma boa quantidade de mulheres:

— Escrevo principalmente sobre jovens mulheres, pós-feministas, que têm a vida completamente bagunçada. E faço isso de uma maneira direta, honesta e sincera, que é como falo normalmente. Acho que as pessoas sentem-se identificadas e confortáveis — disse ela em entrevista concedida sábado ao GLOBO, um dia antes de seu encontro com leitores na Bienal, em que se emocionou mais de uma vez ao responder perguntas da plateia.

Marian se encaixa como uma luva no perfil dos principais convidados estrangeiros do evento, que desde a edição anterior investe principalmente nos ídolos da tendência “jovem adulto” e autores egressos de outras plataformas, como o YouTube. A escritora irlandesa crê que essa é uma tendência a ser explorada, porque os jovens se identificam mais com os mundos criados nessas séries dedicadas a eles:

— Não sei se é culpa das redes sociais, mas os adolescentes falam mais abertamente de seus medos. E os livros para jovens adultos estão cheios de metáforas sobre suas vidas. As ficções distópicas, por exemplo, são representações do ensino médio, com suas tribos e disputas. E esses leitores articulam suas preocupações com esse tipo de história. Para mim, estar vivo pode ser muito difícil e esses livros ajudam-nos a passar pelas dificuldades — comentou ela.

O próximo livro, ainda sem título definido, é uma variação de seus outros romances, com uma protagonista que, depois de 18 anos de casamento e dois filhos, surpreende-se com a decisão do marido de se ausentar por seis meses para tirar uma espécie de “licença”:

— Essa é uma tendência, li muitos relatos sobre casos parecidos. Como as pessoas estão vivendo mais, a tendência é que passem mais tempo juntas. Só que a perspectiva de passar 40 ou 50 anos com o mesmo par é assustadora.

Criadora de personagens que muitas vezes lembram ela mesma e partes de sua história, Marian é uma feminista declarada e admite que o feminismo tenha adquirido um aspecto mais assustador para algumas pessoas, talvez por representar uma ideia errada de oposição aos homens, o que ela chama de “bobagem”. Diferentemente da época em que se popularizou, nos Estados Unidos, nos anos 1960 e 1970:

— Ali era uma defesa feita pela mulher branca de classe média — explicou ela. — Hoje em dia, abrange muito mais gente e, inclusive, atravessa questões de classe social e de gênero. Fico muito triste quando idiotas como Kim Kardashian dizem que não são feministas. Poderia chorar quando ela diz que não é feminista, mas luta pela igualdade entre gêneros. Mas tenho esperança de que estamos melhorando.

COM AÇÚCAR E COM AFETO

Mais do que sugestivo, o título “Salva pelos bolos”, livro de receitas de Marian Keyes que a Bertrand está lançando na Bienal do Livro de SP, é literal. Em 2009, Marian curou uma profunda crise nervosa cozinhando bolos. Depois que surpreendeu uma amiga com um quitute, Marian sentiu que os sintomas da depressão profunda — pânico, vontade de se matar — acabaram desaparecendo. Uma das razões, disse ela, era a concentração e o método. Passou então a escolher receitas multinacionais. Um deles, “Bolo brasileiro com cerveja preta”, é uma homenagem ao país. “Não se preocupe com a cerveja, porque o álcool evapora e, portanto, você pode oferecer o bolo para qualquer um”, escreve ela.

Livros de youtubers viraram a grande aposta do mercado editorial

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Eles são as principais atrações da Bienal do Livro de São Paulo

Nina Finco, na Época

Era a noite do último dia 7 de julho, uma quinta-feira. Na Livraria Cultura da Avenida Paulista, uma das maiores de São Paulo, uma fila enorme se formava no interior da loja, se estendia para uma rua nas imediações e dobrava o quarteirão do centro comercial onde ela está localizada. Jovens e adultos se amontoavam para conseguir um autógrafo do autor de um novo livro. Das 19 horas até a 1 hora, 800 pessoas obtiveram seus exemplares autografados, mas alguns azarados ficaram do lado de fora. O escritor não era nenhum expoente da literatura nacional, muito menos ganhador de algum prêmio das letras. Na verdade, um dos galardões que ostenta é o Shorty Awards, o Oscar da internet.

Por trás da mesa de autógrafos estava Paulo Cezar Siqueira, o PC Siqueira, de 30 anos, um dos youtubers mais influentes do Brasil, com mais de 2 milhões de inscritos em seu canal. A seu lado estava o jornalista Alexandre Matias, que escreveu o livro PC Siqueira está morto (Suma de Letras, 248 páginas, R$ 29,90). O livro reúne narrativas nas quais PC é o personagem principal, mas é uma ficção que não deixa claro onde acaba a realidade e começa a imaginação. “Eu não queria que fosse mais um livro de youtuber, sobre carreira ou sobre minha vida”, diz PC.

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QUERIDINHA A influenciadora Maju Trindade. A forte presença nas redes sociais conquistou uma legião de fãs (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)

 

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Apesar de ser um dos primeiros youtubers do país, PC está longe de ser pioneiro nessa movimentação rumo ao mundo literário. Desde o ano passado, livros de autoria de youtubers vêm tomando as prateleiras das livrarias a passos firmes. Segundo a Nielsen BookScan, empresa que monitora o mercado editorial, cerca de 33 youtubers lançaram títulos nos últimos 12 meses. Eles seguem a trilha aberta pela youtuber Kéfera Buchmann, do canal 5inco minutos. Seu livro Muito mais do que 5inco minutos (Paralela, 144 páginas, R$ 24,90) vendeu mais de 400 mil exemplares em 2015, o que colocou Kéfera em 6o lugar na lista dos dez autores brasileiros com mais vendas de livros no ano passado.Em média, um lançamento de um autor brasileiro contemporâneo fica em torno de 3 mil exemplares por edição.

Em 2016, no encalço de Kéfera, vieram Julia Tolezano, do canal Jout Jout Prazer, cujo livro Tá todo mundo mal (Cia. das Letras, 200 páginas, R$ 29,90) vendeu 35 mil cópias desde maio, e Karol Pinheiro, cuja biografia As coisas mais legais do mundo figura entre os 20 mais vendidos da lista de não ficção de 2016 da Nielsen. A mais recente integrante do clube das youtubers literárias é a transexual Amanda Guimarães, do canal Mandy Candy, que acaba de lançar a biografia Meu nome é Amanda (Fábrica 231, 136 páginas, R$ 19,50).

O YouTube surgiu como uma plataforma para vídeos amadores em 2005. O mote original era “transmita-se”. Com o tempo, o site tornou-se o palco para todo tipo de criador de conteúdo. A gama de produtos vai de videoblogs a webséries, passando por vídeos de “faça você mesmo”. Munidos de uma câmera e um programa de edição, eles contam causos da vida, comentam acontecimentos do mundo da política e da cultura, fazem piadas de si próprios, criam tutoriais de maquiagem e ensinam receitas culinárias. Tudo ao alcance de um clique.

QUIMERA PC Siqueira em seu apartamento, em São Paulo. Seu livro mistura realidade e ficção (Foto: Anna Carolina Negri)

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PC Siqueira em seu apartamento, em São Paulo. Seu livro mistura realidade e ficção (Foto: Anna Carolina Negri)

 

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Os youtubers evoluíram junto com a plataforma. Alguns canais têm audiências de fazer inveja a programas de televisão e muitos youtubers criaram suas próprias marcas. Passaram a usá-
las como trampolim para turnês, carreiras musicais, aparições em filmes e no teatro. PC, Kéfera Buchmann, Christian Figueiredo e Jout Jout, que também têm contas no Instagram, no Twitter, no Snapchat, no Facebook e em qualquer nova rede social que surgir, tornaram-se estrelas com milhões de seguidores ávidos por consumir qualquer conteúdo produzido por eles. Os fãs pagam para participar de encontros com as webcelebridades na esperança de conseguir um autógrafo ou um selfie.

Não tardou para que as editoras brasileiras passassem a ver nos youtubers uma oportunidade para alavancar os negócios de um mercado com queda nas vendas e alta nos custos de produção. Como grande parte dos livros comercializados é internacional, o dólar mais caro fez com que os preços de aquisição de títulos quadruplicassem. Era preciso focar em algo local e mais barato. Para as editoras, os youtubers se tornaram uma fonte de autores nacionais acessíveis e conhecidos do público. Acabaram virando uma âncora do mercado, depois do fim da febre dos livros para colorir.

NO CONTROLE O gamer Pedro Afonso Rezende Posso. Além de divertir os jovens com seus vídeos, ele quer incentivar a leitura (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)

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O gamer Pedro Afonso Rezende Posso. Além de divertir os jovens com seus vídeos, ele quer incentivar a leitura (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)

 

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“O youtuber é produtor e vendedor do próprio conteúdo e traz consigo um consumidor voraz”, afirma Ismael Sousa, gestor da Nielsen BookScan Brasil. “A matemática é simples: mais conteúdo, plataformas e mídia equivalem a mais fãs e mais receita”, afirma David Craig, especialista em transmídia e professor de comunicação da Universidade do Sul da Califórnia. “Esses livros apelam para os superfãs, que querem um livro físico em suas mãos como prova de que são membros vitais da comunidade do youtuber.”

Por causa desse senso de comunidade existente entre os youtubers e os fãs, as biografias figuram entre os subgêneros mais explorados pelas editoras. No domingo do Dia dos Pais, 14 de agosto, 200 adolescentes se reuniram na praça de alimentação do Botafogo Praia Shopping, no Rio de Janeiro, para a sessão de autógrafos do livro Maju (Paralela, 168 páginas, R$ 29,90), de Maju Trindade. A youtuber fez 18 anos em junho, mas já lançou sua biografia, escrita em parceria com a escritora e ex-VJ da MTV Jana Rosa. Ainda pré-adolescente, Maju publicava vídeos no YouTube nos quais falava sobre o dia a dia na escola e suas crises – ela filmava tudo escondido com a câmera da avó.

Do YouTube, Maju migrou para outras redes sociais como (mais…)

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