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As 5 dicas de leitura de Bill Gates para esta temporada

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O bilionário e criador da Microsoft, Bill Gates. A cada verão, uma nova lista de sugestões de leitura. (Foto: Divulgação)

 

Livros sugeridos discutem grandes questões. Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas? O que move os gênios?

Publicado na Época Negócios

Todos os verões (no hemisfério Norte, o verão começa agora), o bilionário fundador da Microsoft, Bill Gates, compartilha em seu blog uma lista com cinco sugestões de leitura para a estação. Normalmente, são títulos que têm como pano de fundo a discussão de grandes questões. Este ano, os temas vão de o que move os gênios até a origem e o futuro da humanidade, passando por questões como por que coisas ruins acontecem a pessoas boas? “Apesar dos temas serem pesados, todos os livros são divertidos de ler, e a maioria deles são curtos. Mesmo o mais longo vai rápido”, garante Gates, em seu blog.

A seguir, confira os cinco títulos recomendados pelo bilionário:

1. Leonardo da Vinci, de Walter Isaacson.

“Da Vinci realmente define o termo Homem da renascença”, diz Gates, no curto vídeo em que justifica suas escolhas. O que diferencia o livro de Isaacson de outros escritos sobre o italiano, para o empresário, é a forma como explica o que fez de Da Vinci uma figura tão excepcional. “Apesar de ser mais conhecido hoje como pintor, Leonardo tinha uma gama absurdamente ampla de interesses, da anatomia humana ao teatro”, diz Gates. “Acho que Leonardo foi uma das pessoas mais facinantes da história”. Isaacson também é autor de biografias de Steve Jobs, Albert Einstein e Benjamim Franklin, todas com tradução em português.

2. Tudo acontece por uma razão e outras mentiras que eu amei [Everything happens for a reason and orthers lies I’ve loved, de Kate Bowler

Tudo acontece por uma razão e outras mentiras que eu amo é um livro de memórias e reflexões em que Kate Bowler, professora da Duke Divinity School, compartilha experiências sobre sua vida depois de descobrir um câncer em estágio avançado e incurável. “Ela tenta entender por que isso aconteceu. Se pergunta se é um teste de caráter?”, escreve Gates. “O resultado são memórias de partir o coração, surpreendentemente engraçadas, sobre fé e sobre como encarar a própria mortalidade”.

3. Lincoln no Bardo [Lincoln in the Bardo], de George Saunders

Primeira novela de Saunders, o livro venceu o Man Booker Prize do ano passado. Ficcional, a história se passa em um cemitério, na noite em que Abrahan Lincoln visita o túmulo do filho Willie, morto aos 11 anos, de febre tifoide. É basicamente uma longa conversa entre 166 fantasmas, incluindo o filho de Lincoln, que traz fatos históricos relacionados a Guerra Civil americana e elementos fantásticos, resume Gates. “Tive uma nova visão do modo como Lincoln deve ter sido esmagado pelo peso da dor e da responsabilidade. Este é um daqueles livros fascinantes e ambíguos que você vai querer discutir com um amigo quando terminar”, escreveu.

4. História da origem: A grande história de tudo [Origin Story: A Big History of Everything], de David Christian

O livro de David Christian é, como diz o título, um grande panorama da história de tudo, do Big Bang até as sociedades complexas de hoje, reunindo insights e evidências de diversas disciplinas em uma narrativa única. “David criou meu ‘prato predileto’”, escreve Gates. “Se você ainda não conhece a Grande História, Orign Story é uma ótima introdução. Se sim, é uma excelente atualização. De qualquer forma, o livro vai deixá-lo com uma apreciação melhor do lugar da humanidade no universo”.

5. Factfulness, de Hans Rosling, com Ola Rosling e Anna Rosling Ronnlund

O livro já havia sido recomendado por Gates em abril. Na visão do empresário, Hans oferece aos leitores uma forma totalmente nova de compreender verdades básicas a respeito do mundo, apontando onde a vida está melhorando e onde ainda é preciso agir. Hans Rosling, que morreu no ano passado, ilustra o livro com anedotas sobre a própria vida. “É um dos melhores livros que eu já li”, afirma o empresário.

Hap & Leonard é cancelada após a 3ª temporada

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Marcel Plasse, na Pipoca Moderna

O canal pago americano Sundance TV cancelou “Hap & Leonard”, após três temporadas. A adaptação televisiva dos livros de Joe R. Lansdale era sucesso de crítica e uma das melhores audiências do canal.

O próprio Lansdale e o produtor John Wirth anunciaram o cancelamento no Twitter, sem explicar o que levou o canal a interromper a produção.

A série foi criada pelo diretor Jim Mickle e o roteirista Nick Damici, responsáveis pelo terror “Somos o que Somos” (2013), e adapta a coleção literária homônima, iniciada em 1990 por Landsdale (que foi roteirista da série animada do “Batman”). Vale lembrar que a mais recente parceria da dupla foi o suspense “Julho Sangrento” (2014), que por sinal também é uma adaptação de livro de Landsdale.

Passada nos anos 1980, “Hap and Leonard” girava em torno da improvável amizade entre Hap Collins (James Purefoy, da série “The Following”), um homem branco da classe operária que é enviado para a prisão por se recusar a prestar o serviço militar, e Leonard Pine (Michael Kenneth Williams, de “Boardwalk Empire”), um gay negro e veterano da guerra do Vietnã com problemas para controlar sua raiva. Ambos são experts em artes marciais e se unem para solucionar crimes brutais na cidade fictícia de LaBorde, no Texas.

Cada temporada da série adaptou um livro diferente de Landsdale – “Mucho Mojo”, “Savage Season” e “The Two-Bear Mambo”, respectivamente.

A 3ª temporada tinha 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes e exibiu seu último episódio em 11 de abril diante de 174 mil telespectadores ao vivo. Parece pouco, mas é mais que os 149 mil que acompanharam o final de “Rectify”, a série de maior repercussão do Sundance TV, que durou cinco temporadas nos Estados Unidos.

As Crônicas Vampirescas | Bryan Fuller deixa a produção da série de TV de Anne Rice

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Gage Skidmore/Wikicomons

Motivo da saída não foi divulgado

Arthur Eloi, no Omelete

O roteirista Bryan Fuller deixou a produção da série de TV de As Crônicas Vampirescas, obras de Anne Rice que inspiraram A Entrevista com o Vampiro, clássico de 1994. A informação é do Nerdist.

O motivo da saída não foi divulgado, mas o desenvolvimento da série continua. Essa dificilmente é a primeira vez que Fuller faz algo parecido: o produtor também deixou Star Trek: Discovery e Deuses Americanos no passado.

Em 2017, a Paramount TV e a Anonymous Content adquiriram os direitos aos 11 livros da autora. “O rico e vasto mundo que ela criou com As Crônicas Vampirescas é incomparável e sofisticado, com tons góticos dos anos 90 que serão adequados perfeitamente para o público. A série é recheada de personalidades atraentes liderados por Lestat, indiscutivelmente um dos melhores personagens originais da literatura ou qualquer outra arte”, afirmou Powell à Variety na época.

As histórias da autora já chegaram aos cinemas com A Entrevista Com Vampiro, longa lançado em 1994 com Brad Pitt e Tom Cruise no elenco. Em 2016, Josh Boone havia anunciado que estava trabalhando no roteiro de um remake, mas com a autora recuperando os direitos de seus livros o longa está travado. A Rainha dos Condenados, de 2002, também é baseado nas histórias de Rice.

Ainda não há data de estreia, título ou emissora definida para a série de TV das Crônicas Vampirescas.

O que Obama, Emma Watson e outros famosos estudaram na universidade

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A estrela de “A Bela e a Fera”, Emma Watson, estudou na prestigiada Universidade de Brown, no EUA – Divulgação

Publicado em O Globo

Antes de protagonizar filmes, vender milhões de livros ou influenciar a política mundial, alguns famosos foram apenas jovens estudantes em busca de um rumo profissional. Comum à vida de qualquer “mortal”, essa fase também foi vivida pelo criador do Facebook, Mark Zuckerberg, o ex-presidente americano Barack Obama e a estrela de “A Bela e Fera” (2017), Emma Watson. A trajetória deles e de outras personalidades na universidade pode servir de inspiração para quem vive agora esse momento cheio de questionamentos e incertezas – inclusive ajudando a entender que é normal ter tantas dúvidas.

Descubra a seguir o que Obama, Mark, Emma e outras sete personalidades mais influentes da atualidade estudaram na universidade.

1. Chimamanda Ngozi Adichie

Uma das escritoras mais importantes da atualidade, a nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie é conhecida por sua atuação no feminismo global e por seus escritos sobre a África contemporânea. Entretanto, bem antes do reconhecimento mundial, a intelectual já estudava os temas em sua formação acadêmica. Aos 19 anos, Chimamanda foi para os Estados Unidos, onde se tornou bacharel em Comunicação e Ciência Política, na Universidade Drexel, e mestre em Arte Africana pela Universidade de Yale.

Com grande impacto na literatura global, com livros como “Americanah” e “Hibisco Roxo”, e no feminismo pós-moderno, a palestra da autora no projeto de vídeos TED Talks, “Sejamos Todos Feministas”, é uma das mais vistas na plataforma.

2. Barack Obama

Antes de marcar a história como o 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama estudou Ciência Política na Universidade de Columbia e cursou Direito na Universidade de Harvard. A passagem de Obama por Harvard coincide com seus grandes passos iniciais na carreira política. Por lá, ele foi o primeiro presidente negro da Harvard Law Review, uma das revistas acadêmicas mais prestigiadas do mundo, o que rendeu a ele reconhecimento nacional. Além de senador e chefe de Estado, o político recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2009.

Um das mais importantes escritoras da atualidade, Chimamanda Ngozi Adichie é bacharel em Comunicação e Ciência Política – Divulgação

3. Mark Zuckerberg

Mark Zuckerberg não parece ter sido o aluno ideal, abandonando pela metade o curso de Ciências da Computação na Universidade de Harvard, em 2005. A desistência, no entanto, não o impediu de se tornar um dos ex-alunos mais ilustres da instituição. Criador do Facebook, a maior rede social do mundo, Zuckerberg recebeu um diploma honorário da universidade doze anos mais tarde, sendo reconhecido pela grande contribuição na área.

4. Malala Yousafzai

A pessoa mais jovem da história a ganhar um Prêmio Nobel, Malala Yousafzai chegou à universidade com fama mundial. Aos 15 anos, a jovem paquistanesa foi baleada por talibãs dentro de um ônibus, por se destacar na luta pelo direito à educação das mulheres no país. Após sobreviver ao ataque e ter refúgio no Reino Unido, Malala se tornou um símbolo da luta feminina por educação no Oriente Médio. Atualmente, a ativista estuda Filosofia, Política e Economia na Universidade de Oxford, na Inglaterra, e viaja o mundo com palestras e publicações sobre direitos humanos.

5. Elon Musk

Conhecido pelas invenções excêntricas e pela genialidade, o bilionário sul-africano Elon Musk obteve um diploma de bacharelado em Física, na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, em 1997. CEO da Tesla e da SpaceX, o empresário pretende enviar a primeira missão tripulada para Marte em 2024. Enquanto isso, na Terra, Musk promete criar uma nova modalidade de transporte, o Hyperloop, cápsula terrestre que promete viajar a 1.000 km/h, conectando lugares muito distantes em poucos minutos.

6. Emma Watson

Poucas pessoas chegam à universidade com um currículo extenso de filmes, contratos milionários e campanhas humanitárias. Famosa por interpretar a bruxa Hermione Granger na franquia de filmes “Harry Potter”, a atriz Emma Watson fez parte desse grupo seleto de estudantes universitários globalmente conhecidos.

Formada em Literatura Inglesa pela Universidade de Brown, nos Estados Unidos, em 2014, Emma atualmente é embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres e coordena o próprio clube do livro feminista, o “Our Shared Shelf”, com mais de 215 mil participantes ao redor do mundo.

7. Steven Spielberg

“E.T”. “Tubarão”. “A Lista de Schindler”. “Jurassic Park”. Todos esses e outros grandes clássicos do cinema são obras do mesmo diretor: Steven Spielberg. Com 17 indicações ao Oscar, combinando as categorias de Melhor Filme e Melhor Diretor, o cineasta americano é reconhecido como um contador de histórias versátil, indo da comédia à fantasia. Não é por coincidência que ele é o diretor com mais filmes na lista dos 100 melhores de todos os tempos, segundo o American Film Institute.

Antes de alcançar a maestria na sétima arte, Spielberg chegou a se matricular no curso de Cinema, na Universidade Estadual da Califórnia, mas só concluiu os estudos em 2002, mais de 30 anos depois de abandonar a graduação e tendo recebido muitos prêmios pela direção de longas como “Indiana Jones” e “O Resgate do Soldado Ryan”.

Ao cursar Direito na Universidade de Harvard, Barack Obama já dava sinais de que teria uma trajetória brilhante – Divulgação

8. Margaret Atwood

A escritora canadense Margaret Atwood é uma das autoras mais lidas no mundo. Entre seus principais livros estão “O Conto da Aia” e “Alias Grace”, que recentemente foram adaptados para a televisão como séries de sucesso. Além da notoriedade na literatura, Atwood é politicamente engajada e uma das grandes vozes do movimento feminista global. Esse interesse surgiu ainda no curso de Inglês, na Universidade de Toronto, em que a autora já participava de revistas e peças teatrais.

9. Justin Trudeau

Outro canadense ilustre é Justin Trudeau. Filho do mítico primeiro-ministro Pierre Trudeau, um dos mais importantes na história do país, Justin seguiu os passos do pai e se tornou chefe de Estado em 2015. Após estudar Literatura, na McGill University, e Educação, na Universidade de British Columbia, Trudeau é atualmente um dos líderes mais prestigiados no mundo, principalmente pelas políticas progressistas e de inclusão social.

10. J. K. Rowling

Com um universo mágico e totalmente novo, J. K. Rowling conquistou uma geração de leitores e vendeu centenas de milhões de livros. Apesar de quase bilionária e do sucesso como escritora, Rowling passou por dificuldades financeiras até conseguir o primeiro contrato editorial. Até então, Rowling era uma escritora formada em Francês, Grego e Alemão pela Universidade de Exeter, na Inglaterra. Durante os anos de universitária, a autora chegou a se endividar na biblioteca local por ficar tempo demais com os livros que consultava.

44% dos brasileiros não leem; saiba como incentivar a leitura em casa

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Hábito pode ser estimulado tanto em crianças como em adultos

Publicado no Agora MS

Um relatório do Banco Mundial, divulgado em fevereiro de 2018, estima que o Brasil vai levar 260 anos para atingir o nível de leitura de países desenvolvidos. Aqui, de acordo com relatório Retratos da Leitura no Brasil, de 2016, encomendado ao Ibope Inteligência pelo Instituto Pró-Livro, 44% da população com cinco anos ou mais declarou não ter lido nenhum livro nos três meses anteriores à pesquisa. Os desafios são inúmeros e o caminho é árduo para promover o incentivo à leitura no país – tanto em crianças quanto em adultos.

No caso das crianças, é necessário que a atividade seja prazerosa. Por isso, uma dica é montar um cantinho da leitura em casa que seja aconchegante e divertido. Os pais são fundamentais nesse processo, porque, além de incentivarem o hábito, também criam um laço com seus filhos.

Prepare um espaço em casa específico para este momento, com luz adequada, uma cadeira confortável e comece a estimular a leitura. Como elas são muito imaginativas e lúdicas, principalmente nos primeiros anos de vida, vale até pensar em novos rumos para uma história ou finais diferentes.

Pratique regularmente em casa, até mesmo porque os professores nem sempre podem fornecer uma atenção individualizada e personalizada, já que o número de alunos pode ser alto. Se ela estiver aprendendo as palavras recentemente, não a repreenda quando houver um erro. Repita com calma as palavras que a criança errou para que ela possa aprender com tranquilidade. Fale sobre o livro e os personagens, mergulhe na história e converse com os pequenos sobre essa atividade.

A pesquisadora e professora de Língua Portuguesa Aileen Rosik diz que é importante que os pais não forcem este momento. “A criança não pode pensar que é um castigo. Se os pais a retiram de um momento de brincadeira para ler, ela vai associar a prática com algo ruim, uma obrigação. O ideal é que os pais sejam o exemplo de leitores praticantes e a convidem para a leitura, até ela mesma entender que esta é também uma atividade prazerosa, de lazer”.

A idade para se iniciar, de acordo com a especialista, é o quanto antes. “Existem pesquisas atuais que mostram que há um vínculo muito maior, logo após o nascimento, quando a mãe lê em voz alta para o seu filho, quando ele ainda está na barriga dela. Por meio da voz, a ligação se estabelece e essa prática cria laços de afeto para toda a vida. Antes mesmo de a criança entrar na fase da alfabetização, é interessante que ela tente, por meio das ilustrações, criar hipóteses de leitura. Isso estimula a criatividade e desenvolve o vocabulário”.

Leitura na fase adulta

Incentivar o hábito da leitura quando as pessoas já são adultas pode ser uma tarefa espinhosa – mas não impossível. O essencial é que a leitura esteja ao alcance do indivíduo de forma prática e descomplicada. Caso contrário, o hábito vai sendo deixado de lado para outras tarefas cotidianas e que possivelmente passarão na frente da atividade.

A pessoa adulta precisa entender os benefícios palpáveis do hábito de ler, como o ingresso à universidade, ao conhecimento e a novas oportunidades de trabalho e de emprego. Até mesmo o fato de debater com os amigos assuntos com maior propriedade é um argumento para a imersão no mundo dos livros.

Para promover o acesso fácil à leitura, existem alguns projetos nos quais os livros são oferecidos de forma gratuita em pontos estratégicos de grande fluxo de pessoas. Um exemplo é o projeto Leitura no Vagão, que distribui livros em pontos estratégicos da cidade de São Paulo, como ônibus e metrô. Quando possuem uma grande quantidade de livros, fazem ações especiais e temáticas.

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