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Omar Sy será Arsène Lupin em nova série francesa da Netflix

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Mariana Canhisares, no Omelete

A Netflix encomendou uma nova série original francesa, estrelada por Omar Sy, de acordo com o Deadline. Conhecido pelo filme Intocáveis, o ator interpretará Arsène Lupin, o famoso ladrão dos livros de Maurice Leblanc.

As obras com o personagem já viraram filmes e séries em algumas ocasiões, mas esta será a primeira vez que Lupin será vivido por um ator negro.

A adaptação será contemporânea e tem previsão de estreia para 2020.

As dicas de livros africanos de Barack Obama

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Barack Obama participa de homenagem à Nelson Mandela na África do Sul

Ex-presidente americano recomendou títulos de Chimamanda Ngozi Adichie e Nelson Mandela em post no Facebook

Camilo Rocha, no Nexo

O ex-presidente americano Barack Obama, que esteve no cargo entre 2009 e 2017, mantém há anos o costume de divulgar uma lista de recomendações de leitura.

Este ano, Obama aproveitou que iria viajar para o continente africano para oferecer uma seleção focada em autores africanos. A viagem inclui passagens pelo Quênia, terra do pai de Obama e à África do Sul, onde discursará em uma festa em homenagem aos 100 anos do nascimento de Nelson Mandela.

“Através dos anos, frequentemente me inspirei na tradição literária extraordinária da África”, escreveu Obama em um post no Facebook. Segundo ele, suas sugestões incluem vários dos melhores escritores e pensadores da África, “cada um dos quais ilumina nosso mundo de maneiras poderosas e únicas”.

Além dos cinco títulos de escritores da África, o ex-presidente incluiu na lista também “The world as it is”, de seu conselheiro e ex-membro de gabinete Ben Rhodes, que, nas palavras de Obama, “consegue ver o mundo através dos meus olhos como poucos”.

“O mundo se despedaça”, de Chinua Achebe

Escrito em 1958, foi um dos primeiros títulos de literatura africana em inglês a obter reconhecimento internacional. A história mostra a sociedade nigeriana lidando com a chegada dos primeiros europeus, no fim do século 19. Considerado o livro maior do escritor nigeriano Chinua Achebe, já vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo. “Uma obra-prima que inspirou gerações de escritores na Nigéria, pela África, e por todo o mundo”, escreveu Obama.

“Um grão de trigo”, de Ngũgĩwa Thiong’o

“Uma crônica dos eventos que antecederam a independência do Quênia e uma estimulante história de como fatos transformadores da história influenciam em vidas individuais e relacionamentos”, comentou o ex-presidente sobre o livro de 1967 do queniano Thiong’o. O autor, que chegou a ser preso em 1977 no Quênia, por causa de uma peça teatral, era um dos cotados para o Nobel de Literatura de 2017.

“Longa caminhada até a liberdade”, de Nelson Mandela

A biografia do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela traça a história, “épica” nas palavras de Obama, desde a infância em uma vila do interior até a presidência, passando por seus 27 anos na cadeia. Publicado em 1994, o livro é “leitura essencial para qualquer um que queira entender a história – e depois partir para mudá-la”.

“Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie

Adichie é chamada por Obama de “uma das grandes escritoras contemporâneas do mundo”. Este livro de 2014 da escritora nigeriana usa a história de dois personagens que têm de viver no exterior para discutir “questões universais de raça e pertencimento”. Segundo a autora declarou ao The Guardian em 2013, o livro “é sobre amor. Quis escrever uma história de amor à moda antiga assumida. Mas é também sobre raça e como nos reinventamos”. O romance foi eleito pelo jornal The New York Times como um dos dez melhores daquele ano.

“The Return” (O retorno, em tradução livre), de Hisham Matar

A obra de 2016 do escritor líbio-britânico trata de seu retorno à Líbia para investigar o desaparecimento em 1990 de seu pai, opositor do regime de Muammar Gaddafi. Para Obama, a escrita de Matar “habilidosamente equilibra um gracioso guia pela história recente da Líbia com a missão obstinada do autor”.

‘Recordista’ em biblioteca pública, aposentado já leu 4.902 livros

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Henrique Gentile Menezes, de 74 anos, em seu apartamento na Cidade Baixa, em Porto Alegre (Paula Sperb/VEJA.com)

Henrique Gentile Menezes consumiu, em média, 446 obras ao ano na última década. Entre seus preferidos, Balzac, Victor Hugo e Machado de Assis

Paula Sperb, na Veja

Os óculos ficam estrategicamente posicionados ao lado dos livros, em uma prateleira da sala de um apartamento de classe média no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Todos os dias, o aposentado Henrique Gentile Menezes, de 74 anos, conta com a ajuda dessas lentes para poder enxergar melhor de perto durante sua atividade favorita: a leitura.

Porém, Menezes não é um leitor comum. Usuário assíduo da Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, ele já retirou e leu 4.902 livros desde 2007, ano em que o sistema passou a ser informatizado. Ele é o leitor “recordista” da biblioteca – o segundo lugar retirou 1.217 obras. Como frequenta o local desde 1996, antes da informatização, o número de livros retirados por Menezes pode chegar a quase 10.000.

Na última década, ele leu, em média, 446 livros por ano. “Depende do número de páginas do livro. Se a obra tem 500 páginas, levo mais tempo. Mas se é um livro mais curto, de 300 páginas, leio em um dia”, contou Menezes a VEJA. Ele prefere livros de ficção, do gênero romance. “Se o narrador é em primeira pessoa, a leitura é mais fácil porque se apresenta em uma sequência mais lógica. Mas quando são vários narradores, exige mais atenção”, explica. Eventualmente, porém, lê também biografias e obras de filosofia.

Os óculos utilizados para leitura e os livros mais recentes retirados por Menezes (Paula Sperb/VEJA.com)

Uma pesquisa realizada pelo Observatório da Cultura, da prefeitura de Porto Alegre, mostrou que quase a metade dos moradores da cidade, 45,8%, estava sem ler um livro há pelo menos um ano. Do total dos 1.220 entrevistados, 8,5% nunca tinham lido um livro e 19,6% nunca estiveram em uma biblioteca. A pesquisa foi divulgada em 2015.

Nascido na capital gaúcha, filho de um pedreiro e de uma dona de casa, Menezes precisou abandonar a escola aos 12 anos por ordem da mãe. O garoto passou, então, a trabalhar para ajudar no orçamento da família. “Não recebi estímulo para leitura durante a infância”, relembra. Anos mais tarde, retornou aos bancos escolares para concluir os estudos, mas não chegou a cursar faculdade. Antes de se aposentar, trabalhou como comerciário.

O interesse pelos livros surgiu na adolescência, ao conviver com um grupo de jovens católicos do qual se diferenciava por não se considerar religioso. Além dos esportes, o grupo trocava leituras.

Foi assim que alguém lhe emprestou Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare. “Depois disso, não parei mais de ler”, recorda. Com tantos livros lidos, os preferidos continuam sendo os canônicos como Honoré de Balzac e Victor Hugo. Entre os brasileiros, seus preferidos são Machado de Assis, Jorge Amado, Erico Veríssimo e Rubem Alves. Quando depara com uma obra ruim, não desiste. “Eu leio até o fim para saber explicar por que não é bom”, conta.

Segundo Renata de Souza Borges, diretora da biblioteca da prefeitura, o acervo possui 33.250 títulos e 42.723 exemplares. Portanto, Menezes já retirou, desde 2007, 14% dos títulos oferecidos. Para que não retire o mesmo livro novamente, criou uma estratégia que discretamente burlava as regras do local. Ele marcava, a lápis, uma letra “H”, inicial do seu primeiro nome, na última página. A tática, porém, foi descoberta e delatada por uma ex-funcionária. “Não tiro a razão dela, estava errado fazer aquilo”, afirma. Todavia, a necessidade de saber qual livro foi lido por ele se mantém. Por isso, revelou um segredo: ele deixa uma discreta marca em cima do número que indica a página de número 50.

Depois que foi descoberto, Menezes parou de deixar sua marca: um “H”, de Henrique, escrito em letra cursiva com um lápis na última página (Paula Sperb/VEJA.com)

No total, a biblioteca tem 12.484 usuários cadastrados. Destes, 5.835 são ativos. De acordo com a diretora, no ano passado, foram feitos 21.306 empréstimos e 44.258 consultas ao acervo. É possível retirar cinco livros por vez. Por isso, Menezes frequenta a biblioteca duas vezes por semana, retirando dez obras.

“Ele lê demais, os olhos ficam ardendo, não se importa de ler no escuro. Faz muito bem ler, mas demais não dá”, conta Mary Ieda Anoni Lourenço, de 61 anos, casada com Menezes. O aposentado tem dois filhos adultos, fruto do primeiro casamento.

A pedido da mulher, Menezes tem interrompido a leitura à noite, para não prejudicar a visão. Ele só fecha os livros para assistir a jogos de futebol ou ouvir música. Ele torce para o Internacional e gosta de escutar Paul Anka, The Platers, Elvis Presley, Beatles, Legião Urbana e Raul Seixas.

“Por causa da literatura, eu mudei muito. A literatura me ajuda, me ensina”, explica. Para ele, o incentivo à leitura deve partir especialmente da escola. “Os alunos precisam receber indicações de livros, resumi-los, apresentá-los. Isso faz falta.”

Inspiração para ‘Jurassic Park’, livro de Arthur Conan Doyle se passa no Brasil

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Monte Roraima, platô que inspirou Sir Arthir Conan Doyle a fazer a terra de Maple White em ‘O Mundo Perdido’ Foto: Paulo Liebert/Estadão

‘O Mundo Perdido’, recentemente lançado pela Todavia, imagina dinossauros na Amazônia

André Cáceres, no Estadão

Basta uma pesquisa rápida para um internauta desvelar todo o planeta diante de seus olhos. Com exceção de algumas bases militares, toda a Terra repousa a poucos cliques de distância com ferramentas como o Google Earth. Mas nem sempre foi assim. Desde as grandes navegações, no século 15, às aventuras do capitão James Cook (1728-1779), o mundo estava repleto de lugares desconhecidos. A expressão em latim “terra incognita” era usada pelos cartógrafos antigos para descrever locais ainda por explorar. No fim do século 19, tudo estava praticamente mapeado, mas a busca por novas regiões deu origem a todo um filão literário que vem sendo resgatado para os leitores brasileiros.

Em um dos principais livros dessa leva, O Mundo Perdido, de Sir Arthur Conan Doyle, publicado pela Todavia, o jornalista Edward Malone, do Daily Gazette, acompanha uma jornada ao coração da Amazônia em busca de um platô que abrigaria dinossauros vivos, segundo o zoólogo desacreditado George Challenger. O Zeitgeist da época é expresso por McArdle, editor de Malone que o envia na aventura: “Os grandes espaços em branco do mapa estão todos sendo preenchidos, e não há mais lugar para o romance em parte alguma.” Ou, como Alberto Manguel e Gianni Guadalupi constatam no prefácio à edição lusa do Dicionário de Lugares Imaginários: “Tornamos impossível zarpar rumo ao desconhecido, a não ser sob vigilância humana (…) Mas ainda havia a cartografia da imaginação. A nossa geografia imaginária é infinitamente mais vasta do que a do mundo material.”

No livro de Conan Doyle, Challenger alega ter visto esses dinossauros brasileiros, mas não conseguiu trazer provas de sua existência. A elevação, batizada Terra de Maple White e inspirada no Monte Roraima, teria ficado isolada por milhões de anos, mantendo o equilíbrio ecológico dos períodos jurássico e mesozoico, e evitando a extinção dos dinossauros. No entanto, seus pares cientistas consideram as alegações absurdas “como um shakespeariano confrontado por um baconiano, ou um astrônomo atacado pelos fanáticos da terra plana”.

As imprecisões sobre o Brasil, sua geografia e idioma não mancham a obra, mas algumas idiossincrasias saltam aos olhos do leitor contemporâneo, embora Conan Doyle pudesse ser considerado esclarecido para a época. Como de praxe nas histórias desse tipo, os exploradores são todos homens brancos que usam criados negros e/ou indígenas (no caso, ambos), e as raras personagens femininas existem apenas como interesses amorosos – Malone pede ao seu editor que o envie em uma aventura porque quer conquistar a bela Gladys, cujo nome ele dá à lagoa central de Maple White.

Conan Doyle baseou seus relatos fantásticos em acontecimentos pretensamente reais. No dia 11 de janeiro de 1911, o New York Herald publicou uma matéria sobre feras pré-históricas que supostamente habitariam a floresta amazônica. Durante a chamada Guerra dos Ossos (1872-1892), movida pela rivalidade entre os paleontologistas Othniel Charles Marsh e Edward Drinker Cope, o interesse do público por dinossauros cresceu e as descobertas de fósseis se tornaram mais frequentes. Não é estranho, portanto, que Doyle, já consagrado pelos romances policiais de Sherlock Holmes, quisesse explorar esses mistérios em O Mundo Perdido, publicado originalmente em 1912.

Já existiam criaturas pré-históricas em romances e contos de Jack London, Ambrose Bierce, Frank Mackenzie Savile e H.G. Wells, como Samir Machado de Machado nota no prefácio da obra. Mas as descrições vívidas que Doyle faz dos dinossauros inspiraram fortemente Edgar Rice Burroughs, em At the Earth’s Core (1914); Érico Verissimo, na sua Viagem à Aurora do Mundo (1939); e Michael Crichton, em Jurassic Park (1990, recentemente reeditado pela Aleph).

À época, Doyle teve contato com o Manuscrito 512. Esse documento de 1754 descrevia uma cidade perdida na Amazônia e atiçou a curiosidade de exploradores britânicos como Sir Richard Francis Burton (1821-1890) e Percy Fawcett (1867-1925), com quem o escritor se correspondeu e que morreu desaparecido tentando encontrar uma civilização misteriosa no Mato Grosso. Esse manuscrito brasileiro pode ter influenciado As Minas do Rei Salomão (1886), de Sir Henry Rider Haggard, publicado recentemente pela Via Leitura.

Tido como um dos fundadores dessa literatura de exploração, a obra relata uma jornada ao interior da África pelos olhos do caçador de elefantes Allan Quatermain, que auxilia um nobre a encontrar seu irmão perdido nas terras de Kukuanalândia, para além de um deserto quase intransponível, onde o lendário rei Salomão (1050-931 a.C) havia encontrado diamantes. Foi Haggard quem inspirou o tom impressionista, com relatos em primeira pessoa, descrições de paisagens exuberantes e forma epistolar dos livros desse gênero.

As “viagens extraordinárias” de Júlio Verne à Lua, ao fundo do mar, ou ao redor do planeta também seguem nessa tradição, e vêm sendo reeditadas com frequência no Brasil. Somente em 2018, a Nova Fronteira publicou um box com três aventuras condensadas do autor francês; a Via Leitura lançou recentemente Cinco Dias em um Balão, em que, a exemplo de Haggard, Verne narra uma viagem à África (mas, diferente do autor britânico, ele nunca pôs os pés no berço da humanidade); e a Zahar publicou sua Viagem ao Centro da Terra, obra de 1864 em que Verne imagina seres pré-históricos sendo descobertos por exploradores no núcleo oco do mundo, inspiração para Burroughs.

“É muito antiga a necessidade de inventar países e depois dizer como o autor os encontrou”, relembram Manguel e Guadalupi. “Escrita em meados do terceiro milênio a. C., a Epopeia de Gilgamesh (ou pelo menos a sua segunda metade) é a crônica da viagem de um rei ao Reino dos Mortos. A Odisseia, composta no século 8 a. C., é o relato de uma corrida de obstáculos que alcança, decorridos muitos anos, a meta ansiada.” Essas e outras terras fictícias que povoam o imaginário da literatura, afirmam eles, não são produto de mero escapismo. “Atlântida, a Ilha Misteriosa, a comunidade distante de Utopia e a Cidade das Esmeraldas de Oz são lugares que visitamos em pensamento mas não na realidade, embora sejam necessários para aquilo a que chamamos a condição humana.”

Hoje esse resgate dos clássicos da literatura de exploração demonstra que essas obras ganharam relevância com o tempo. Pode não haver mais uma “terra incognita” para se desbravar, mas, no século 21, com ilhas sendo devoradas pelo aumento do nível dos oceanos, geleiras desaparecendo, traçados litorâneos modificadas pelo avanço das águas e florestas inteiras sendo desmatadas, até os mapas mais perfeitos serão obsoletos sem um pouco de imaginação.

J.K. Rowling anuncia lançamento do novo livro da série Cormoran Strike

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Bruno Tomé, no Observatório do Cinema

Animação para alguns, decepção para outros. A escritora J.K. Rowling, conhecida pela saga Harry Potter, está se dedicando a sua série de livros sobre o detetive Cormoran Strike. Nesta terça (10), a escritora anunciou que o quarto título das histórias que não tem conexão com bruxinho será lançado em setembro.

Com o título de Lethal White, o lançamento acontece no dia 18 de setembro. Para os livros do detetive Strike, J.K. usa o pseudônimo de Robert Galbraith. Esse é será o quarto capítulo da série que já conta com O Chamado do Cuco, O Bicho-da-Seda e Vocação para o Mal.

Na nova história, o detetive Strike será surpreendido por um jovem chamado Billy, que pede ajuda para desvendar um caso que o garoto jura ter visto quando era criança. Após tanta insistência, Strike decidirá seguir adiante e acreditar no jovem, o que a levará a outras revelações e mistérios em Londres.

A série de livros de J.K. Rowling está sendo adaptado pela HBO. O seriado está no ar desde junho deste ano, sendo estrelado por Tom Burke.

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