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Unesp lança 36 novos livros digitais gratuitos

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Foto: Divulgação

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Programa é pioneiro na publicação de livros em formato digital

Publicado no Paraiba Total

No próximo dia 3 de maio, às 9h, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unesp e a Fundação Editora da Unesp lançam 36 livros digitais nas áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais e Aplicadas e Linguística, Letras e Artes, com acesso totalmente gratuito.

O Programa de Publicações Digitais foi criado em 2009, com trabalhos de docentes, pós-graduandos e pós-graduados sendo selecionados pelos Conselhos de Programas de Pós-Graduação da Unesp. As obras escolhidas são editadas pelo selo Cultura Acadêmica da Fundação Editora da Unesp.

Os novos 36 títulos estarão disponíveis a partir de 3 de maio na internet no formato Creative Commons (licença para uso não comercial, vedada a criação de obras derivadas) no site www.culturaacademica.com.br.

O Programa de Publicações Digitais da Unesp é o maior projeto de difusão de publicações de uma universidade brasileira e único no sentido de conceber a publicação original de obras em formato digital. Com os novos títulos, a coleção totaliza 322 títulos. Já foram realizados mais de 20 milhões de downloads.

A apresentação da coleção terá transmissão ao vivo no endereço: www.transmitirnaweb.com.br/propg_digital_2016

Um livro foi devolvido a uma biblioteca, 67 anos depois da data limite de entrega

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Na Nova Zelândia, uma mulher atrasou-se 67 anos a devolver um livro à biblioteca. A multa atingiu os 24.000 dólares, mas foi perdoada. “Eu queria devolver o livro há anos”.

Publicado no Observador

Uma mulher neozelandesa devolveu um livro à biblioteca local 67 anos depois da data limite de entrega. O livro”Myths and Legends of Maoriland“, de AAW Reed, foi requisitado por uma menina em 1948 e nunca mais foi visto até que, esta quinta-feira, Zoe Cornelius, uma bibliotecária de Auckland, recebeu o livro de volta.

A ficha de empréstimo do livro Twitter

A ficha de empréstimo do livro
Twitter

 

A mulher que entregava o livro perguntou quanto devia pelos 24.065 dias de atraso. Zoe respondeu-lhe que devia 24 mil dólares australianos.

Ela disse-me que leu o livro imensas vezes e que este lhe deu grandes momentos de prazer, ao longo das décadas em que o tinha tido, o que me fez bastante feliz”, afirmou Zoe. A mulher também lhe disse que quis devolver o livro durante anos.

A bibliotecária afirmou que não foi aplicada nenhuma multa à mulher, já que tinha requisitado o livro ainda em criança e que não eram aplicadas multas monetárias a crianças, na biblioteca.

O exemplar de “Myths and Legends of Maoriland”, um livro bastante popular quando foi editado pela primeira vez, deverá ir para a secção de livros especiais da biblioteca. O nome da mulher que devolveu o livro não foi revelado.

Quando Zoe perguntou o porquê de devolver o livro passados tantos anos, a mulher terá respondido que vivia fora de Auckland e que tinha aproveitado o facto de ir visitar familiares para o devolver.

Divulgada a capa do 2° livro de Magnus Chase e os Deuses de Asgard

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Paula Ramos, no Poltrona Nerd

O próximo livro da saga Magnus Chase e os Deuses de Asgard, do autor Rick Riordan (de “Percy Jackson e os Olimpianos”) acaba de ganhar uma capa de lançamento.

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O livro recebe o nome de O Martelo de Thor e dará continuidade ao primeiro volume da saga, A Espada do Verão. A previsão é que seja lançado em outubro desse ano.

Negra, ex-catadora e “favelada”: Você conhece a escritora mineira lida em 14 línguas?

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Carolina Maria de Jesus, a “escritora favelada” – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Carolina Maria de Jesus, a “escritora favelada” – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

 

Carolina Maria de Jesus foi cozinheira, empregada doméstica e passou fome. Com dois anos de estudo, escreveu sobre o cotidiano das favelas em contos, poesias e romances

Publicado na Brasileiros

Não é todo dia que uma escritora vende 1 milhão de exemplares só no Brasil e é traduzida para 14 línguas. Também não é sempre que se é lido nos Estados Unidos meio século depois. Mesmo assim, não é todo mundo que conhece esse fenômeno literário, a brasileiríssima Carolina Maria de Jesus, a “escritora favelada”.

O termo, de dar arrepios, fez sucesso na década de 1960, quando uma moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, ganhou os holofotes. Carolina já tinha sido doméstica e auxiliar de cozinha no interior paulista quando passou a catar lixo. Era do lixão que recolhia cadernos velhos em que registrava o cotidiano da comunidade em que vivia.

Nascida em Sacramento (MG) em 1914, ela se mudou para a capital paulista em 1947, depois de passar por Franca – no interior paulista –, época em que nasciam as primeiras favelas na cidade. Estudou pouco. Frequentou o Colégio Allan Kardec entre 1923 e 1924. Mesmo assim, reunia em casa mais de 20 cadernos com testemunhos sobre o cotidiano da comunidade. Um deles rendeu seu bestseller, Quarto de Despejo, publicado em 1960. Na época, foram três edições, 100 mil exemplares vendidos, tradução para 14 idiomas e vendas em mais de 40 países. Hoje, contabiliza-se 1 milhão de exemplares vendidos em todo o Brasil.

Carolina depois da fama – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Carolina depois da fama – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

 

Carolina era uma mulher briguenta, que ameaçava os vizinhos prometendo escrever tudo em um livro. Os cadernos continham contos, poesias e romances. Um deles foi publicado em 1958 pelo grupo Folha de S.Paulo e, em 1959, pela revista O Cruzeiro.

As descrições versavam sobre o cotidiano na comunidade: como acordar, buscar água, fazer o café. “Ela conta que tinha um lixão perto da favela, onde ela ia catar coisas. Lá, ela soube que um menino, chamado Dinho, tinha encontrado um pedaço de carne estragada, comeu e morreu. Ela conta essa história sem comentário, praticamente. Isso tem uma força extraordinária”, lembra Audálio Dantas, jornalista que descobriu a escritora em 1958, em entrevista para a EBC.

Em um trecho de um dos seus livros, a autora escreve sobre passar fome. “Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos.” Para Audálio, “um escritor pode ficcionar isso, mas ela estava sentindo”.

Carolina se considerava uma escritora mesmo antes da primeira publicação. O sucesso do primeiro livro, no entanto, não se repetiu nos títulos seguintes. A Casa de Alvenaria (1961) vendeu 10 mil exemplares.

Artista de sangue, tinha pretensões de se aventurar por diferentes ramos artísticos, como a música. Em 1961, lançou um disco com o mesmo título de seu primeiro livro: 12 canções de sua autoria, entre elas O Pobre e o Rico. “Rico faz guerra, pobre não sabe por quê. Pobre vai na guerra, tem que morrer. Pobre só pensa no arroz e no feijão. Pobre não envolve nos negócios da nação”, diz um trecho.

Como muitos artistas de hoje, a escritora acabou consumida como curiosidade e depois descartada pela classe média. “Costumo dizer que ela foi um objeto de consumo. Uma negra, favelada, semianalfabeta e que muita gente achava que era impossível que alguém daquela condição escrevesse aquele livro”, acredita o jornalista.

Carolina de Jesus publicou ainda Pedaços de Fome e Provérbios, os dois em 1963, custeados por ela. Quando morreu, em 1977, foram publicados o Diário de Bitita, com recordações da infância e da juventude; Um Brasil para Brasileiros (1982); Meu Estranho Diário; e Antologia Pessoal (1996).

Se no Brasil ela foi quase esquecida, Carolina Maria de Jesus é muito lida nas escolas norte-americanas até os dias de hoje.

Carolina Maria de Jesus em sua casa – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Carolina Maria de Jesus em sua casa – Crédito: Arquivo público do Estado de São Paulo/Produção original dos fotógrafos do “Última Hora”

Svetlana Alexiévitch, Nobel de literatura, terá livros editados no Brasil

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A escritora bielorrussa Svetlana Alexievich segura flores ao chegar para a entrevista coletiva, em Minsk. (Foto: Vasily Fedosenko/Reuters))

A escritora bielorrussa Svetlana Alexievich segura flores ao chegar para a entrevista coletiva, em Minsk. (Foto: Vasily Fedosenko/Reuters))

 

Companhia das Letras anunciou que vai lançar quatro obras da bielorrussa

Publicado em O Progresso

A editora Companhia das Letras anunciou, nesta quinta-feira (22), que vai publicar quatro livros da escritora bielorrussa Svetlana Alexiévitch, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura de 2015. A autora é inédita no Brasil. Os títulos escolhidos pela Companhia das Letras são “War’s unwomanly face”, “Time second hand”, “Last witnesses” e “Voices from Chernobyl”. Ainda não há data prevista para o lançando das obras.

Primeira jornalista e 14ª mulher a ganhar o Nobel de literatura, Svetlana foi escolhida por sua “obra polifônica, um monumento do sofrimento e da coragem em nosso tempo”. Considerada cronista implacável da União Soviética, ela é uma das raras autoras de não ficção a levar o prêmio.

Traduzida para o inglês e mais de dez idiomas, como espanhol, francês, alemão e chinês, Svetlana tem como livro mais conhecido justamente “Voices from Chernobyl: The history of a nuclear disaster” (“Vozes de Chernobil: A história oral de um desastre nuclear”), originalmente publicado em 1997.

Ele levou dez anos para ser escrito e reúne entrevistas com testemunhas da maior catástrofe nuclear da história. A obra chegou a ser proibida em Belarus.

10 anos para escrever um livro

Svetlana sempre recorreu ao mesmo método para seus livros documentais, entrevistando durante muitos anos pessoas com experiências dramáticas: soldados soviéticos que retornaram da guerra no Afeganistão (“Zinky boys: Soviet voices from Afghanistan war”) ou suicidas (“Enchanted with death”).

Em uma entrevista que faz parte de uma coletânea de seus trabalhos publicada na França, Svetlana afirma o seguinte sobre seus textos ao site do G1: “Eu não estou tentando produzir um documento, mas esculpir a imagem de uma época. É por isso que eu levo entre sete e dez anos para escrever cada livro”.

Ainda comenta: “Eu não sou jornalista. Não permaneço no nível da informação, mas exploro a vida das pessoas, sua compreensão da vida. Também não faço o trabalho de um historiador, porque tudo começa, para mim, no ponto de término da tarefa do historiador: o que se passava pela cabeça das pessoas após a batalha de Stalingrado ou após a explosão de Chernobil? Eu não escrevo a história dos fatos, mas a história das almas”.

Voz das mulheres

Svetlana Alexiévitch nasceu na Ucrânia, em 1948, mas cresceu em Belarus. Seu livro de estreia é “War’s unwomanly face” (“A guerra não tem uma face feminina”, em tradução livre) e saiu em 1985. Ele é baseado em entrevistas com centenas de mulheres que participaram da Segunda Guerra Mundial.

Este trabalho é o primeiro do grande ciclo de livros de Svetlana, “Voices of Utopia”, em que a vida na União Soviética é retratada a partir da perspectiva do indivíduo. Por causa de sua crítica ao regime, a autora viveu periodicamente no exterior, na Itália, França, Alemanha e Suécia, entre outros lugares.

“Tudo o que sabíamos da guerra foi contado pelos homens. Por que as mulheres que suportaram este mundo absolutamente masculino não defenderam sua história, suas palavras e seus sentimentos?”, questionou a escritora certa vez.

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