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12 livros que capturam o que é ser introvertido

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Claire Fallon, no Brasil Post

Para sonhadores solitários que tendem a viver dentro de suas próprias cabeças, livros sempre foram companhias estimadas. Lendo, os introvertidos conseguem se deliciar na necessária pausa na socialização; melhor ainda, eles podem viver a vida dos personagens das páginas, aguçando seus poderes de observação em um fórum em que não terão de ser envolvidos.

Talvez seja por esse motivo que tantos escritores — que, quase por definição, passam tanto tempo com seus pensamentos — tenham capturado a essência da introversão tão vividamente. Os livros permitem que os introvertidos entrem nas mentes de extrovertidos gregários e charmosos natos, mas às vezes é reconfortante ver suas próprias tendências de lobo solitário refletidas na literatura.

Que tendências são essas? De acordo com Susan Cain, autora de O Poder dos Quietos, há discordância em relação aos detalhes, mas a introversão não é exatamente a mesma coisa que ser quieto ou tímido; na verdade, introvertidos são aqueles que tendem a:

* Preferir situações silenciosas;
* Preferir um grupo pequeno de amigos;
* Considerar as decisões com cuidado e a pensar antes de falar;
* Trabalhar lenta e deliberadamente; ter facilidade para se concentrar;
* Não gostar de bater papo, mas gostar de discussões profundas;
* Achar que a estimulação externa excessiva, como grandes grupos ou situações de risco, cansativas e opressivas;
* Se recarregar passando tempo sozinhos.

Se você é um introvertido nato ou um extrovertido hardcore (ou, como muitos de nós, está em algum lugar no meio do caminho), eis 12 livros brilhantes que você deveria ler. Eles capturam o que é ser introvertido.

1O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald
Apesar de a imagem icônica de Gatsby se concentrar em uma festa pulsante e cheia de brilho, Jay e o narrador, Nick, não são exatamente festeiros. Na realidade, Gatsby parece ser um livro sobre dois introvertidos perdidos num mundo construído para os extrovertidos. Nick, quieto e observador, tende a ficar em segundo plano em eventos sociais e raramente fala se não tiver um bom motivo. Apesar de se aproximar de Jay Gatsby, ele não demonstra muito interesse nos personagens mais marginais do livro (por isso eles são marginais na narrativa). Enquanto isso, Jay dá festas decadentes e se cerca de socialites, mas claramente acha os eventos cansativos e só quer saber de ficar sozinho com sua amada, Daisy. Na verdade, ele vem há anos trabalhando num plano de reconquistá-la, construindo castelos no ar sobre a vida que terão juntos. Gatsby captura lindamente o que é ser um item de decoração numa festa de arromba.

1Jane Eyre, de Charlotte Brontë
Jane pode ser passional e causticante quando se trata de seus direitos como pessoa, mas na maior parte das vezes ela é uma presença quieta e pouco intrusiva. Capaz de criar ligações profundas com os outros, ela não se importa com a companhia daqueles que não estão entre seus poucos amados. Uma conversa estimulante com sua amiga Helen ou com o senhor Rochester é mais que suficiente para enchê-la de alegria, e eventos sociais não a agradam. Jane gosta de passar tempo sozinha, tendo sonhos delirantes ou pintando; apesar de não ser uma artista talentosa, ela planeja seus quadros com cuidado e os executa minuciosamente. Muito de Jane Eyre se passa dentro da cabeça ativa e contemplativa de Jane, um efeito sublinhado pelo fato de que Brontë isola Jane fisicamente, retratando a personagem em situações no campo, onde ela raramente tem de interagir com os outros. E, apesar de Jane parecer sonhar com aventuras distantes, na verdade ela tem medo da possibilidade de viajar para a Índia como missionária, e os pântanos solitários da Inglaterra lhe são mais que suficientes enquanto ela estiver acompanhada de um espírito irmão como o senhor Rochester.

1Sherlock Holmes, de Sir Arthur Conan Doyle
O grande detetive usa cocaína e tabaco, busca o barato da adrenalina e fala com estranhos como parte do seu trabalho: não se podem negar suas características extrovertidas. Mas as introvertidas são indiscutivelmente mais intensas. Sua necessidade de descomprimir por dias ou semanas depois de um caso emocionante indica a necessidade de recarregar solitariamente; suas horas de estududo de violino ou de contemplação no sofá são testemunho de seu mundo interior altamente desenvolvido, sua atração pelo pensamento deliberado e seu desprezo pela necessidade de socialização. Holmes mostra profundo afeto (muito ocasionalmente) por sua companhia constante, e companheiro de casa o dr. Watson, mas ele não procura outras companhias – nem mesmo a de seu irmão. Qualquer introvertido sentiria afinidade com Holmes deitado no sofá por dias depois da conclusão de um caso, fumando e pensando em silêncio.

1Em Casa, de Marilynne Robinson
Em Casa é uma fábula que parece de vir de outro mundo, sobre uma família de mulheres atraídas pelo vagar. O livro não apenas passa pelo teste de Bechdel, mas também mapeia a discordância familiar entre duas introvertidas e uma extrovertida confusas e frustradas por seu deslocamento social. Visto pelos olhos da tímida e retraída Ruthie, o romance captura vividamente esse sentimento de deslocamento social. Aqueles fora do seu minúsculo círculo de amados são vistos como que através da água, distorcidos e mudos. Como sua tia solitária, ela se emociona com as belezas sutis da natureza e pode ficar sozinha ou quase sozinha por horas, feliz, observando seus arredores. Já a escola é uma tortura. Enquanto sua irmã gregária insiste em ser parte do mundo social da escola, tentando se adequar e conseguir a aprovação dos seus camaradas, Ruthie e sua tia ficam perplexas. Essa possibilidade não lhes parece desejável nem mesmo completamente real, e o tom isolado e pensativo do livro embala os leitores do começo ao fim.

1Uma História de Amor Real e Supertriste, de Gary Shteyngart
A distopia futurista de Uma História de Amor Real e Supertriste parece pensada para causar espasmos em pessoas extrovertidas. O clamor das mídias sociais atingiu níveis massacrantes, os livros são praticamente coisa do passado e a maior parte das informações são consumidas em textos confusos ou vídeos. Os äppäräti, que parecem smartphones, também transmitem e recebem dados sem parar sobre quem está em volta – o quão atraentes eles são em comparação com os outros, que crédito têm, como são suas personalidades – e essas notas colhidas por crowdfunding significam confrontações constantes com a percepção que os outros têm de você, além de uma pressão interminável para que você melhore suas notas. De certa maneira isso significa uma sociedade mais desconectada que nunca, mas essencialmente parece uma sociedade onde não existem mais as amizades quietas e profundas e os momentos de contemplação que tanto agradam aos introvertidos. Pelo contrário, não há nada que não seja barulho e ruptura. Até mesmo os extrovertidos talvez precisem de uma pausa da sobrecarga de informações e do bate-papo incessante na sombria Nova York do futuro imaginada por Shteyngart.

1Sonhos de Trem, de Denis Johnson
Na resenha do The New York Times dessa novela cativante, Anthony Doerr nota a qualidade “solitária” da descrição da vida de Robert Grainier, um lenhador órfão de Idaho que parece condenado à solidão. Mas, acima de tudo, Doerr enfatiza o tamanho do livro: “A novela tem 116 páginas, e você consegue virar todas elas em 90 minutos. [...] Histórias curtas e novelas dão ao autor a chance de atingir o leitor mais profundamente porque o leitor fica preso durante a experiência inteira.” Essa experiência de leitura completamente imersiva acentua o impacto da existência basicamente solitária do personagem principal, criando um mundo interior de tons gentis que indica um estilo de vida do introvertido hardcore… apesar de Grainier não apreciar passar tanto tempo sozinho, ele vai perdendo o contato com a realidade aos poucos, depois de anos de isolamento.

1Tudo Depende de Como Você Vê as Coisas, de Norton Juster
Verdadeiramente um mundo de pura imaginação, esse clássico infantil traz à vida as aventuras surpreendentes de Milo, um menininho que nunca sabe o que fazer consigo mesmo. Milo não é necessariamente introvertido (ou um personagem muito cativante), mas a jornada imaginária de que ele participa – nas quais as palavras são tão tangíveis como comida, e conceitos abstratos vêm à vida – exemplificam a alegria de um mundo interior rico. O livro mostra para as crianças que ficar sentado em silêncio com um livro ou aprendendo conceitos de matemática pode ser tão emocionante quanto travessuras com criaturas mitológicas, pelo menos para aqueles de nós que não precisamos do estímulo de uma aventura real. Pode parecer que estamos só sentados sozinhos, mas na verdade estamos na companhia dos nossos pensamentos excêntricos.

1Persuasão, de Jane Austen
Austen valorizava a heroína deliberada e pensativa, especialmente mais para o fim de sua carreira. Persuasão, o último livro que completou, é prova disso. O romance acompanha Anne Elliot, uma solteirona com 20 e muitos anos que vive à sombra de sua família. Ela perdeu o que parecia ser a última chance de viver sozinha quando, ainda jovem, se apaixonou pelo elegante marinheiro Frederick Wentworth, mas foi convencida a terminar o noivado por causa das más perspectivas financeiras dele. Com o passar dos anos, Anne é consumida pelo desgosto, e sua natureza silenciosa a torna uma pária da família e reduz suas chances de encontrar um novo amor. Mas quando um bem-sucedido Wentworth reaparece, não temos como não torcer para que ele veja a beleza e o valor da natureza pensativa e reservada de Anne. Melhor de tudo, Persuasão celebra todos os aspectos da introversão que fazem dos introvertidos pessoas impopulares.

1Poemas Escolhidos, de Emily Dickinson
A poeta reclusa definitiva, Dickinson passou a maior parte da vida adulta na casa da família, raramente tendo vida social e passando cada vez mais tempo em seu próprio quarto. Apesar de manter amizades próximas, elas se davam basicamente por correspondência. Confinada em casa inicialmente por obrigações domésticas, ela parecia inabalada pelo isolamento; sua irmã mais tarde diria que “Emily escolheu esse papel e, achando a vida nos livros tão adequada, continuou a vivê-la”. Não é surpresa que sua poesia lírica e expressiva capture o fervor silencioso do introvertido passional e pensativo. As declarações do poder da imaginação, a observação precisa dos detalhes e a aura de calma externa que permeiam seus poemas ilustram como os introvertidos podem ser estimulados mesmo pelas pequenas coisas.

1As Ondas, de Virginia Woolf
Um dos livros mais incomuns de Woolf, As Ondas parece mais um poema em prosa que um romance. A narração é feita por um coro de seis vozes – Bernard, Susan, Rhoda, Neville, Louis e Jinny –, enquanto eles passam da infância à vida adulta. Apesar da narração em coro e da amizade entre os personagens, As Ondas tem um senso pronunciado de desconexão e isolamento. Sua obra costuma enfatizar a riqueza do interior e a dificuldade (ou o medo) de compartilhar essa vida interior com os outros, e a forma lírica desse livro sublinha esse sentimento. Cada personagem dá voz a seus momentos mais íntimos de êxtase e horror, criando uma sensação de vulnerabilidade e muitas vezes de solidão, e o movimento fragmentado da história ecoa o fluxo dos pensamentos de uma pessoa. Woolf cria um mundo estranho e poético, concentrado quase inteiramente no mundo interior, em vez do externo.

1A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao, de Junot Díaz
Díaz é direta na descrição desse protagonista nerd e gordinho: “Oscar”, escreve ela, “era um introvertido social que tremia de medo durante as aulas de educação física”. É o popular Junior que narra a história, nos dando a perspectiva incomum de um extrovertido observando minuciosamente a vida de um introvertido. Apesar de Oscar desejar ardorosamente a intimidade interpessoal – uma namorada, especificamente –, o resto da sociedade lhe dá medo. O conforto vem com a leitura de ficção científica, ou escrevendo páginas e mais páginas de elaboradas histórias fantásticas. Oscar Wao investiga o doloroso dilema do tímido introvertido: ele anseia por relacionamentos profundos, mas não tem a facilidade para a socialização casual que possa render um namoro (um problema ainda mais complicado por causa de sua aparência pouco atraente e seus interesses de nicho).

1No Caminho de Swann, de Marcel Proust
O narrador sensível e observador do clássico de Proust compartilha sua vida interior e suas lembranças conosco tão completamente que parecemos estar dentro de sua cabeça. Ele lembra com carinho os prazeres mais simples – até mesmo o sabor de uma madeleine com chá é tão poderoso para ele que pode dar origem a ondas de nostalgia – sugerindo que ele é afetado profundamente por tudo o que o cerca. Suas ligações são fervorosas, e ele não consegue nem mesmo pegar no sono sem um beijo de boa noite da mãe. Enquanto isso, a prosa se move deliberadamente, cuidadosamente, mostrando dedicação ao pensamento minucioso. Talvez mais importante, você tem de estar disposto a passar horas e horas sozinho com o livro se quiser terminá-lo – é bastante comprido.

Bibliotheca, uma proposta de design decente para a Bíblia

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Finalmente será possível apreciar (ao invés de apenas estudar) a história bíblica

Jacqueline Lafloufa, no B9

Esquece a religião e foca no livro: a Bíblia é terrível. Cheia de números para marcar início e fim de versículos, texto disposto em colunas, aquelas letras tão apertadinhas e as folhas que, de tão finas, quase se rasgam. Uma experiência de leitura bem ruim, se compararmos com a leitura de um livro impresso clássico.

Interessado em conquistar para a história bíblica a mesma atenção dada pelos leitores a outros livros e títulos, o designer de livros Adam Greene imaginou qual seria um novo design, que pudesse fazer da Bíblia um livro menos hermético.

O resultado é o projeto Bibliotheca, que foi colocado para arrecadar fundos em um financiamento coletivo no Kickstarter. A proposta é bem interessante: transformar a Bíblia em uma ‘série’ de livros, divididos em volumes mais confortáveis de carregar, e com um visual que facilite a leitura. O cuidado de Adam é tanto que ele chegou a desenvolver uma fonte própria para o projeto, que traz o detalhe da letra manuscrita para a tipografia. Também saem as marcações de versículos, e ficam apenas os capítulos e as páginas, como em um livro tradicional. Nada de colunas também: o texto segue corrido pela página, como em qualquer outra literatura tradicional.

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A proposta não é oferecer uma nova ‘versão universal’ da Bíblia, inclusive porque as referências de livros, capítulos e versículos são importantes para o estudo litúrgico, mas são irrelevantes para quem quer apenas acompanhar o conteúdo da Bíblia como uma história contada por diversos personagens. Cada um dos elementos do design da coleção Bibliotheca foi pensado para criar uma boa experiência de leitura, e não de pesquisa ou estudo.

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Novo e Velho Testamento foram divididos em quatro volumes, e até o texto foi adaptado para facilitar a compreensão, removendo termos arcaicos e substituindo-os por alternativas contemporâneas. Com 4 dias para o término do crowdfunding, é possível perceber que existe sim um grande público para propostas como essa – no Kickstarter, já foram arrecadados mais de 573 mil dólares para o desenvolvimento da coleção, quantia bem maior do que os 37 mil solicitados por Greene para viabilizar o projeto.

Em entrevista ao The Verge, Greene diz acreditar que o crescimento da venda de livros digitais não vai necessariamente acabar com a produção de livros de papel, e que essa pode ser uma oportunidade para criar volumes físicos esteticamente melhores. “Se usarmos os formatos digitais para conteúdos mais efêmeros, e reservarmos a ‘reverência’ de um livro físico para uma literatura mais perene, eu acho que veremos o ressurgimento de livros belíssimos”, especula o designer.

Os kits mais luxuosos do projeto também trazem um dos meus sonhos de consumo literários: um timbrador com um ex libris customizado, feito especialmente para o apoiador do Bibliotheca.

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Acho que até o Papa Francisco apoiaria esse redesign bíblico, hein?

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dica do João Marcos

Bares e restaurantes literários que você pode conhecer!

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Diego Santos, no Literatortura

Imagine só, ter a oportunidade de poder viajar pelo mundo e provar a culinária de diversos países?!

Não, infelizmente não estamos oferecendo uma promoção pra isso.

A real intenção desse post é indicar alguns restaurantes bem interessantes que qualquer fã de literatura vai adorar visitar, caso esteja viajando por aí.

Tratam-se de restaurantes temáticos, inspirados em grandes clássicos literários ou artísticos.

Para conferir, basta clicar nas setas acima.

[Se não viu a parte 1, clique aqui.]

Onegin, em New York (EUA)

O design suntuoso desta fusão visual, foi baseado na obra de Pushkin, Eugene Onegin. O restaurante recria toda a opulência russa do século 19.

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Gogol, em São Petersburgo

Na São Petersburgo de Gogol, enfeitada como um apartamento do século 19, uma grande sobretudo preto dependurado na porta de entrada e os menus são salpicadas com a escrita de Gogol e também divide-se em capítulos como romances. É uma ironia cruel criar um restaurante baseado no nome de um escritor que morreu de fome.

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Alice in Magic World, em Toquio (Japão)

Tenha cuidado com as camadas de sua comida quando comer na Alice in Magic World, restaurante temático criado pela Fantastic Design Works Co. Cada ambiente recria uma cena diferente do livro.

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Les Éditeurs, em Paris (França)

Restaurante-biblioteca ou biblioteca-restaurante? Quem consulta o website da Les Éditeurs, é uma biblioteca -restaurante tomada por livros, situado no Quartier Latin. Mas não importa como a chamam, está sempre cheia de boa comida e bons livros doados pelas editoras que a frequentam.

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Club Verne, em Budapest (Hungria)

Você não precisa percorrer 20.000 léguas submarinas para encontrar o restaurante dedicado a Jules Verne. Mas terá que ir para a Hungria. Considere também conhecer a Le Jules Verne, a meio caminho da Torre Eiffel.[Photos via]

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Biblio, no Brooklyn (New York – EUA)

Onde é mais provável encontrar um restaurante literário do que em Brooklyn? O restaurante de Williamsburg, Biblio, encanta os visitantes com um menu anunciado como um “Sumário” e repleto de alusões literárias.

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Bookbar, em Denver

Além da obviedade do nome “Bookbar” , que já diz que é uma livraria e bar,servem café e muito mais. Se você o encontrar, provavelmente nunca irá sair (por que você precisa?). [Photos via]

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Café Kafka, em Barcelona (Espanha)

Este café boêmio e literário em Barcelona, tem o nome de um dos maiores escritores de todos os tempos. É preocupante, no entanto, ao ouvir os toaletes, de todas as coisas, descritos como kafkiano. [Photos via]

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Hugo Café, em Dubai

Com cadeiras e fachadas no estilo parisiense, juntamente com uma salpicos de referências visuais do próprio escritor Victor Hugo, faz desse restaurante único. Supostamente, há também alguns “materiais audiovisuais.” Literários.[Photos via]

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Café du Livre, em Marrakesh

Os proprietários deste restaurante-livraria dizem que foi com a intenção de criar um lugar onde os amigos internacionais poderiam se unir para o prazer, falar e troca de idéias. Café du Livre é abastecido com poltronas de pelúcia, comida deliciosa, e cerca de 2.000 volumes em vários idiomas para leitura ou compra. Nada melhor para estimular a conversa literária.[Photos via]

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The Winding Stair, em Dublin (Irlanda)

Este estabelecimento, livraria / café / restaurante, foi nomeado por causa da sua escada em caracol, e também devido ao famoso poema de Yeats. Enquanto leem os livros disponíveis, o restaurante serve o melhor combustível para enfrentar um romance complexo.

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Vendas de livros cresceram 4,13% no Brasil em 2013

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Publicado no MSN

 

EFE

EFE

Rio de Janeiro, 22 jul (EFE).- As vendas de livros no Brasil cresceram 4,13% em 2013 e ficaram em 279,66 milhões de exemplares, 1,3 por habitante, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.

O estudo, encarregado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), afirmou que as vendas diretas ao governo, que adquire exemplares para seus programas educativos, subiram a 200,30 milhões de unidades, o que significou um aumento de 20,41% em relação a 2012.

O total de títulos vendido pelas editoras, somando as compras do governo e do mercado, ascendeu a 479,96 milhões de livros.

O faturamento das editoras com a venda de livros, somando às vendas ao mercado e ao governo, subiu 7,52% e ficou em R$ 5,350 bilhões, segundo o estudo, elaborado com dados oficiais e com enquetes a 217 editoras, 72% do país.

O segmento de livros eletrônicos aumentou suas vendas 225,13%, mas continuou tendo desempenho menor, com 889.146 exemplares comercializados, o que representa 0,31% do total das vendas.

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Desligue a TV e beba um livro

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Felipe Turioni, na Galileu

Graças a um grupo de cientistas e designers norte-americanos, desde maio os livros deixaram de ser apenas fonte de conhecimento para virar também fonte de água potável. A ONG Water is Life criou um livro cujas folhas servem como filtro para purificar o líquido. As páginas do Drinkable Book (“Livro de Beber”, em tradução livre) trazem textos referentes à higiene e aos perigos de consumir água não tratada. Na função de filtro (veja como funciona abaixo), as páginas eliminam bactérias responsáveis por doenças como cólera e febre tifoide. “Após a passagem da água pelo filtro, existe uma redução de 99,9% na contagem de bactérias, o que torna o produto final comparável à água da torneira nos EUA”, afirma Matt Eastwood, porta-voz do projeto. Um único exemplar pode garantir água limpa para uma família por até quatro anos, e a fabricação de cada página custa aproximadamente US$ 0,10. O livro deve chegar a países como Índia, Haiti e Quênia já em 2015.

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