Passageiro clandestino – Diário de vida

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Google estreia livraria só de livros que não podem ser impressos

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O Google inaugurou uma livraria que só vende livros impossíveis de serem impressos. Chamada Editions At Play, a loja trabalha com obras desenvolvidas exclusivamente para o ambiente virtual.

Publicado no Diário Digital

O espaço foi inaugurado na semana passada com dois livros. O primeiro, «Entrances & Exits», exige que o leitor descubra partes do texto escondidas em imóveis que são visitados com a ajuda do Street View. É uma leitura de uma hora desenvolvida por Reif Larsen.

O segundo livro chama-se «The Truth About Cats & Dogs» e foi elaborado por Sam Riviere e Joe Dunthorne. A obra – que leva 30 minutos «a ser consumida» – consiste em dois diários combinados que podem ser lidos na ordem desejada. O leitor escolhe qual dos autores ficcionais prefere seguir e, com isso, acaba por decidir qual deles tem a palavra final.

De acordo com o BuzzFeed, a Editions At Play foi pensada pelo Google Creative Labs em colaboração com a editora britânica Visual Editions. Eles querem que as pessoas usem smartphones e tablets para ler, mas também é possível fazê-lo pelo computador. A ideia é usar ferramentas de distracção, que geralmente atrapalham a leitura, para prender a atenção.

Por que uma nova teoria física poderia reescrever os livros didáticos?

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Publicado no Hypescience

Um grupo internacional de especialistas em física envolvendo a Universidade de Adelaide, na Austrália, afirma que está mais perto de mudar tudo o que sabemos sobre um dos blocos de construção básicos do universo. Se a teoria estiver correta, anos de experimentos teriam que ser reinterpretados e os livros sobre física nuclear precisariam ser reescritos.

Como relata o portal Phys.org, em um artigo publicado online na prestigiosa revista “Physical Review Letters”, uma equipe de três físicos dos Estados Unidos, Japão e Austrália previram que seria possível provar que a estrutura de prótons muda dentro do núcleo de um átomo sob certas condições.

“Átomos contém prótons e elétrons, mas eles também têm a sua própria estrutura interna formada por quarks e glúons – estes são o que nós consideramos como os blocos básicos da matéria”, disse o coautor Anthony Thomas, do Conselho de Pesquisa australiano Laureate Fellow e professor sênior de Física da Universidade de Adelaide em entrevista ao Phys.org.

“Para muitos cientistas, a ideia de que a estrutura interna dos prótons pode mudar em certas circunstâncias parece absurda, até mesmo um sacrilégio. Para outros, como eu, a prova dessa mudança interna é muito procurada e ajudaria a explicar algumas inconsistências na física teórica”, afirma.

Experimentos em ação

Enquanto esta mudança teórica na estrutura interna de prótons ainda não foi descoberta, ele está sendo posta à prova nas instalações do Acelerador Nacional Thomas Jefferson, nos EUA, em experiências desenvolvidas pela equipe da Universidade de Adelaide.

“Ao disparar um feixe de elétrons em um núcleo atômico, você pode medir a diferença de energia dos elétrons enviados, representando o estado alterado. Estamos fazendo algumas previsões bastante fortes sobre o que os resultados desses testes vão mostrar e temos esperança [de encontrar] uma medida definitiva”, explica o professor.

“Enquanto o princípio do experimento em si é relativamente simples, fazer medições confiáveis e precisas é extremamente difícil, o que requer uma máquina excelente como a que existe no Jefferson Lab e pesquisadores qualificados”, aponta. “As ramificações para o mundo científico são significativas. [A nova teoria] poderia representar um novo paradigma para a física nuclear”. [Phys.org]

O que acontece com o seu cérebro quando você lê Jane Austen?

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Os participantes tiveram que alternar seus ritmos de leitura para que os pesquisadores avaliassem os fluxos de sangue em seus cérebros (Foto: Divulgação)

Os participantes tiveram que alternar seus ritmos de leitura para que os pesquisadores avaliassem os fluxos de sangue em seus cérebros (Foto: Divulgação)

 

Isabela Moreira, na Galileu

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, realizou um estudo para verificar uma possível conexão entre leitura, atenção e distração.

Para isso, a equipe, composta por neurobiólogos, radiologistas e especialistas da área de humanas, fez com que os participantes da pesquisa lessem trechos da obra “Mansfield Park”, de Jane Austen, enquanto estavam na máquina de ressonância magnética.

Segundo Natalie Phillips, a principal autora do estudo, esse foi “um dos primeiros experimentos a estudar como nossos cérebros respondem a literatura”.

A equipe de pesquisadores ficou atenta às alterações dos fluxos de sangue nos cérebros dos voluntários (Foto: Reprodução/Stanford)

A equipe de pesquisadores ficou atenta às alterações dos fluxos de sangue nos cérebros dos voluntários (Foto: Reprodução/Stanford)

 

O experimento foi conduzido da seguinte forma: os participantes (todos candidatos a um PhD em literatura inglesa em Stanford) tinham que ler um capítulo do livro de Austen projetado em um espelho dentro máquina de ressonância magnética. De tempos em tempos, os pesquisadores pediam que os voluntários alterassem seus ritmos entre o de uma leitura relaxada e o de uma mais atenta.

Com a máquina de ressonância magnética, foi possível que os pesquisadores tivessem uma visão do fluxo de sangue dentro dos cérebros dos participantes. “Percebemos que só a mudança de atenção já mostra um grande impacto no padrão de atividade durante a leitura”, diz o neurocientista Bob Dougherty.

Por fim, ambos os tipos de leitura causaram um aumento no fluxo de sangue no cérebro, porém em áreas diferentes. “Isso serve para nos mostrar que poderíamos ter algum tipo de treinamento cognitivo, nos ensinando como ajustar a nossa concentração e como passar por diferentes formas de atenção”, conclui Phillips.

Via Stanford News

11 trechos da literatura para nunca mais esquecer

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J. C. Guimarães, na Revista Bula

A alta literatura é uma mina encantada, onde se extrai joias dos mais variados quilates. Você vai lendo e, de repente, algo cintila. Você acaba de descobrir uma pepita considerável; uma frase ou um período que lhe toca sinceramente, além do conjunto. Trata-se de um trecho que lhe diz uma verdade ou traduz algo que você sente e não sabe exprimir ou gostaria de ter dito, a respeito de qualquer assunto: o amor, a amizade, a morte, o mistério deste mundo. Seja lá o que for: nada é completamente estranho aos escritores. É por isso que só escreve bem quem lê os mestres, porque para escrever bem é condição sine qua non ter os ouvidos educados, saber ler a entrelinhas. Segue uma amostra ínfima deste universo gigantesco de sabedoria.

Philip Roth, em O Animal Agonizante

“Quando volto a olhar para ela, já vestiu a jaqueta outra vez. De modo que você compreende que a moça tem consciência de seu poder, mas não sabe direito como usá-lo, o que fazer com ele, não sabe nem mesmo até que ponto quer todo esse poder. O corpo ainda é novo para ela, a moça ainda o está experimentando, tentando compreendê-lo, é um pouco como um menino que anda na rua com uma arma carregada, sem saber se está armado para se proteger ou se para dar início a uma carreira no crime.”

Marcel Proust, em Em Busca do Tempo Perdido

“Assim, os que produzem obras geniais não são aqueles que vivem no meio mais delicado, que têm a conversação mais brilhante, a cultura mais extensa, mas os que tiveram o poder, deixando subitamente de viver para si mesmos, de tornar a sua personalidade igual a um espelho, de tal modo que a sua vida aí se reflete, por mais medíocre que aliás pudesse ser mundanamente e até, em certo sentido, intelectualmente falando, pois o gênio consiste no poder refletor e não na qualidade intrínseca do espetáculo refletido.”

Herman Melville, em Moby Dick

“Chamai-me Ismael. Há alguns anos — quantos precisamente não vem ao caso — tendo eu pouco ou nenhum dinheiro na carteira e sem nenhum interesse na terra, ocorreu-me navegar por algum tempo e ver a parte aquosa do mundo.”

Graciliano Ramos, em Vidas Secas

“Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.”

Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas

“Com minha brandura, alegre é que eu matava. Mas, as barbaridades que esse delegado fez e aconteceu, o senhor nem tem calo em coração para poder me escutar. Conseguiu de muito homem e mulher chorar sangue, por este simples universozinho aqui. Sertão. O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!”

Cervantes, em Dom Quixote

“Para que vejas, Sancho, o bem que encerra a andante cavalaria, e quão a pique estão os que em qualquer ministério dela se exercitam, de virem em pouco tempo a ser nobilitados e estimados do mundo, quero que sentes aqui ao meu lado e em companhia desta boa gente, e que estejas tal como eu, que sou teu amo e natural senhor, que comas no meu prato, e bebas por onde eu beber, porque da cavalaria se pode dizer o mesmo que se diz do amor: todas as condições iguala.”

António Lobo Antunes, em Os Cus de Judas

“Porque, deixe-me confidenciar-lho, sou terno, sou terno mesmo antes do sexto JB sem água ou do oitavo drambuie, sou estupidamente e submissamente terno (mais…)

4 dicas para ler mais em 2016

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Administrar o nosso tempo para ler é tão importante, e difícil, quanto controlar as finanças pessoais, por isso separamos essas dicas

Filipe Morais, no Administradores

Ler ainda é o melhor aprendizado, mas a rotina atribulada impede muitas pessoas de devorarem os livros tanto quanto gostariam. Para quem colocou em sua lista de resoluções de ano novo a tarefa “ler mais”, uma boa meta é em torno de 10 a 15 livros. Entretanto, apesar de ser um hobby, a leitura requer disciplina. Veja algumas dicas para aproveitar melhor seu tempo lendo:

Organize a leitura

O método de leitura varia de acordo com a pessoa. Há quem leia o mesmo trecho mais de uma vez para absorver melhor a informação, ao mesmo tempo em que tem quem prefira grifar as partes mais importantes. Mas quem dedica 30 minutos diários a uma leitura comum consegue ler, em média, 20 páginas. Em um ano, são 7.300 páginas, que correspondem a 25 livros de 300 páginas, ou seja, dois livros por mês.

Divida o tempo entre dois livros

Especialistas dizem que dividir o tempo de leitura em dois livros, ainda que seja um capítulo de cada, exercita mais o cérebro. Portanto, manter dois livros de cabeceira, ou um em casa e outro na mochila, facilita a dinâmica e agrega intelectualmente.

Aproveite o tempo ocioso

Leia durante o trajeto do trabalho ou na volta para casa, no ônibus, metrô, táxi ou Uber. Também aproveite o horário de almoço para desconectar do trabalho por um momento, além de distrair, esta prática pode auxiliar seu próprio processo criativo. Outra boa oportunidade é ler durante a espera no consultório médico ou dentista.

Evite distrações

Ler antes de dormir é relaxante, mas é fundamental manter a TV desligada e o smartphone longe da cama para que a leitura não concorra com a Internet e as redes sociais. Outro aliado é o horário de verão, que permite aproveitar a luz natural depois do expediente com uma ida a um parque ou praça, lugares ótimos para a leitura.

Além do prazer da leitura, ela também é uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento pessoal e profissional, para adquirir novas habilidades e incrementar a carreira e a performance no trabalho.

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