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10 Livros infantis que ainda são assustadores para adultos

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

As crianças podem ser bem mais fortes do que nós imaginamos. Adultos que se preocupam com histórias de ficção temendo que sejam assustadoras demais para as crianças, estão negligenciando uma verdade irrefutável: As crianças gostam de ter medo. O fato é que os fedelhos são feitos de um material bem resistente, e apreciam o tipo de adrenalina que vem na forma de um livro ou filme assustador.

Mas os adultos são aqueles que não sentem medo. Eles estão sempre no controle e sabem que sempre podem contar com alguma explicação lógica para qualquer coisa que fuja do racional.

Sendo assim, reunimos aqui alguns livros considerados ‘infantis’ com histórias tão apavorantes, que causariam pesadelos até mesmo no mais convicto dos adultos.

✔ Contos dos irmãos Grimm (Irmãos Grimm)
Uma coleção de histórias escritas por esses irmãos macabros, incluindo clássicos como “Rapunzel”, “Cinderela”, “Branca de Neve”, e outros. Só que a frase “… e viveram felizes para sempre” originalmente não se aplicava às irmãs malvadas e invejosas de Cinderela, que tinham seus olhos arrancados por pássaros no final da história. (Editora Rocco)

Por que isso assustaria os adultos: Apesar dos filmes da Disney transformarem o conceito de contos de fadas em histórias de amor melosas cheias de pássaros cantando e finais felizes, os Irmãos Grimm utilizavam todo tipo de lições morais sombrias e punições cruéis para os ímpios. É até um pouco perturbador considerar que estas histórias em que crianças são devoradas, princesas entram em coma, e corações são arrancados, foram escritas para uma faixa de idade tão baixa.

✔ Algo Sinistro vem por aí (Ray Bradbury)
Uma história de horror, magia e poesia na qual dois garotos precisam enfrentar criaturas ameaçadoras dentro de um misterioso parque de diversões itinerante que parece não ter origem nem destino. É cíclico e carrega a força de símbolos e verdades que servem plenamente para representar a existência real e suas eternas conquistas, frustrações, ameaças e dúvidas. (Editora Bertrand Brasil)

Por que isso assustaria os adultos: Esses caras não são apenas ameaçadores como de costume. Eles são o mau encarnado e viajam por aí roubando as almas das pessoas. Logo os habitantes da cidade estão sob o poder do proprietário do parque, Sr. Dark, que tem uma tatuagem para cada pessoa que ele misteriosamente aprisiona.

✔ O Senhor das Moscas (William Golding)
Ao narrar a história de meninos perdidos numa ilha paradisíaca, aos poucos se deixando levar pela barbárie, Golding constrói uma história eletrizante, ao mesmo tempo uma reflexão sobre a natureza do mal e a tênue linha entre o poder e a violência desmedida. Um livro que retrata de maneira inigualável as áreas de sombra e escuridão da essência do ser humano. (Editora Alfaguara)

Por que isso assustaria os adultos: Uma ilha operada por garotos selvagens e sujos? Terrível. Olhe o que acontece quando deixamos os meninos aos seus próprios cuidados: sacrifícios, rituais, cabeças de porcos cortadas e crianças sendo esmagadas por pedregulhos.

✔ Ponte para Terabítia (Katherine Paterson)
Jess Aarons, um garoto de 10 anos, passou o verão treinando para ser o campeão de corrida da escola. Na volta às aulas, é ultrapassado por uma aluna nova. Os dois tornam-se grandes amigos, e criam um reino imaginário chamado Terabítia, onde governam soberanos protegidos das ameaças e zombarias da vida cotidiana. Até que um dia, uma fatalidade os separa, e Jess precisa ser forte para enfrentar essa triste realidade. (Editora Salamandra)

Por que isso assustaria os adultos: Durante um jogo entre as crianças, Leslie, a Rainha de Terabítia, cai para a morte após se balançar em uma corda que se solta da árvore onde estava amarrada. É uma dura lição de como a morte súbita e sem sentido pode atingir até as pessoas mais seguras de si.

✔ Buracos (Louis Sachar)
Acusado de roubar um precioso par de tênis, Stanley Yelnats é condenado a ir para um reformatório, localizado no leito seco de um lago. Todos os dias, casa um dos internos é obrigado a escavar um imenso buraco na terra dura e seca, sob um sol de rachar. Stanley percebe que na verdade os chefes do reformatório buscam alguma coisa que deve estar enterrada por ali. (Martins Fontes)

Por que isso assustaria os adultos: As relações entre os internos, as dificuldades para conseguir água, as brigas pelo poder entre os meninos e entre os dirigentes se entrelaçam com a revelação de episódios assustadores. O diretor do lugar só dá cebolas para os meninos comerem, e els tem que cavar para poder encontrar água.

✔ Uma Dobra no Tempo (Madeline L’Engle)
“Uma linha reta não é a distância mais curta entre dois pontos.” Esta ideia está por trás da incrível história da família Murry, traçada em ‘Uma dobra no tempo’. No livro, a autora Madeleine L´Engle proporciona uma verdadeira viagem, com dissolução e reconstituição de corpos no espaço, através de atalhos que fogem do longo caminho dos anos-luz, e dá lugar a uma passagem da quarta para a quinta dimensão, impensável no espaço tridimensional que conhecemos. (Editora Rocco)

Por que isso assustaria os adultos: O pai de Meg fica preso em um planeta distante, e ela precisa salvá-lo. Todo mundo que ela encontra nesse planeta age em perfeita sincronia, um lugar de extrema conformidade que é controlado por um cérebro incorpóreo do mal, com poderes e habilidades telepáticas chamadas de TI. Não importa quantos anos você tenha, essa ideia é sempre aterradora.

 

✔ Coraline (Neil Gaiman)
Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, consegue abrir uma porta na sala de visitas de casa que sempre estivera trancada e descobre um caminho para um misterioso apartamento “vazio” no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. (Editora Rocco)

Por que isso assustaria os adultos: Na verdade, aquele parece ser um “outro” mundo mágico atrás da porta. Porém, a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários. Um conto de como algumas percepções internas podem ser assustadoras.

✔ Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro (Alvin Schwartz)
Uma seleção imperdível de contos de terror, histórias de vinganças cruéis e relatos sobrenaturais, recontados por Alvin Schwartz. Ele escolheu as histórias do folclore americano e as lendas urbanas mais inquietantes e que fazem todo mundo tremer de medo há muito tempo. Isso porque essa tradição de contar histórias de terror começou há milhares de anos, com grupos se divertindo e se reunindo em volta de fogueiras para ver quem assustava mais. (Editora José Olímpio)

Por que isso assustaria os adultos: Quem será que teve a brilhante ideia de lançar esse livro no mercado direcionado as crianças? Neste livro, você vai aprender como deixar todo mundo horrorizado e imaginando as criaturas mais estranhas e arrepiantes. Um livro perfeito para ser lido no escuro!

✔ Goosebumps – Sorria e Morra (Robert Lawrence Stine)
Greg acha que a velha câmera que encontrou está com defeito. As fotografias sempre saem…diferentes. Na foto que Greg tirou, o carro novo do seu pai apareceu todo destruído. Logo depois, o homem sofre um acidente que quase acabou completamente com o automóvel. É como se a câmera pudesse prever o futuro ou, pior, fizesse o futuro acontecer! (Editora Fundamento)

Por que isso assustaria os adultos: Qualquer um que tenha passado pelos anos 90 conhece o terror que é Goosebumps. Embora todos os volumes tenham seus encantos individuais, o livro ‘Sorria e Morra’ da série é especial! A história apresenta um objeto totalmente inofensivo como uma câmera fotográfica, e a transforma em um instrumento de morte e destruição. Realmente assustador.

✔ As Bruxas (Roald Dahl)
Um menino passa férias em um hotel de luxo com a avó e descobre que o local está sendo usado para uma convenção de bruxas. E para sair dessa inteiros, os dois precisam ser mais espertos que as anciãs diabólicas que se reúnem no lugar. (Editora WMF)

Por que isso assustaria os adultos: Este hotel está infestado por ratos – bem, na verdade os ratos que antes eram crianças e foram transformados pelas bruxas em pequenos roedores peludos. Mas, ainda assim, uma infestação de ratos pode arruinar qualquer férias. O livro também tem uma adaptação para o cinema de 1990, estrelando Anjelica Huston como a ‘rainha das bruxa’.

5 dicas para ajudar o seu filho “a tomar gosto” pelos livros

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 © iStock

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Estimular o gosto pela leitura é papel dos educadores e dos pais

Publicado no Notícias ao Minuto

Estimular a criança a tomar gosto pelos livros é missão dos educadores – no caso, a escola – e dos pais. Quem afirma é Katarina Bergami, Coordenadora Educacional da Faces Bilíngue, escola situada no bairro de Higienópolis, em São Paulo, que há quase 20 anos educa crianças dos 4 meses aos dez anos.

“Na Faces, a próxima semana será temática e dedicada ao livro”, exemplifica. “Os alunos participarão de atividades variadas sempre tendo como tema o universo da leitura, das histórias, ilustrações e autores que tanto colaboram – por meio de suas obras – para o desenvolvimento infantil”.

A última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, promovida pelo Instituto Pro Livro e divulgada em março de 2016, mostrou o que já se sabe: o brasileiro lê muito pouco. Apenas 26% dos entrevistados disseram ter comprado um livro nos últimos três meses. 73% prefere assistir TV no tempo livre e 43% disseram que não leem por falta de tempo – ou seria hábito?

“O gosto pela leitura precisa ser desenvolvido desde cedo. Se a criança cresce vendo que a leitura faz parte do cotidiano de sua família, a chance dela tornar-se uma leitora é grande”, reforça Katarina. “O aluno habituado à leitura tem desempenho diferenciado: ele demonstra mais cultura, tem um repertório de informações variado, sabe argumentar e até fazer reinvindicações com mais propriedade”, completa.

A seguir, a educadora Katarina Bergami compartilha cinco dicas bastante importantes para desenvolver, nos pequenos, o gosto pelos livros:

1 – Seja exemplo: “É o básico. Não adianta dizer ao seu filho que ele precisa ler se você não lê – nem livro nem jornal ou uma revista. Se ele crescer num ambiente familiar onde a leitura tem espaço, é grande a chance de também incorporar e valorizar este hábito”.

2 – Desligue a TV e crie um momento de leitura: “Em muitas casa, a TV fica ligada o tempo todo, mesmo se as pessoas estão envolvidas em outras atividades. Que tal desliga-la por um tempo quando toda a família estiver reunida? Neste momento, pegue algo para ler e estimule o seu filho a fazer o mesmo. No começo, a troca talvez cause um estranhamento. Com o tempo, pode virar um hábito e este momento sem TV será bastante prazeroso”.

3 – Incentive o contato com o livro: “Que tal criar um cantinho para os livros na sua casa? Pegue uma cesta, um móvel que esteja encostado ou instale algumas prateleiras e coloque alguns livros para que os pequenos possam vê-los e pegá-los. Quando for ao shopping, visite as livrarias – quase sempre há cantinhos especiais para as crianças com os livros dedicados a elas”.

4 – Mostre as possibilidades e respeite o gosto do pequeno leitor – “Se o seu filho gosta muito de futebol, por exemplo, que tal começar com os livros que falam deste universo? Ele não se interessou por nenhum livro? Que tal checar se há alguma história em quadrinhos? Se a menina sonha em ser princesa, este pode ser o caminho para descobrir os livros que ela pode se interessar. Os pais que querem formam leitores precisam mostrar as possibilidades de leitura e, sempre, respeitar o gosto do leitor”.

5 – Não os pressione – “Incentivar é uma coisa. Obrigar é outra. Ninguém passa a gostar de ler se sentir-se pressionado ou obrigado a fazê-lo. Também não vale ficar perguntando, o tempo todo, se gostaram ou entenderam a história de determinado livro. Vá com calma! Deixe os pequenos descobrirem o prazer da leitura com tranquilidade. Só assim esta descoberta será feliz e se transformará num hábito”.

Com filme, ‘A cabana’ ganha força e volta a lista de livros mais vendidos da semana!

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Guilherme Cepeda, no Burn Book

A adaptação de “A Cabana” ganhou o público Brasileiro, levando mais de 800 mil espectadores para os cinemas, liderando as bilheterias nacionais na semana de estreia.

E como já era esperado, o livro pegou “carona” na onda do filme, e apareceu na listas dos mais vendidos. Segundo o Publishnews, o livro alcançou o segundo lugar da Lista Geral, com 3.178 exemplares vendidos na semana passada.

O longa A Cabana (The Shack), baseado no best-seller homônimo do escritor canadense William P. Young, foi dirigido por Stuart Hazeldine e apresenta a história de Mack Phillips (Sam Worthington), um homem que viveu um drama pessoal com o desaparecimento de sua filha Missy, de seis anos.

O que vocês acharam do livro/da adaptação de “A Cabana”?

Durma entre livros nestas bibliotecas que também recebem hóspedes

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Publicado no Nômades Digitais

Apaixonados por livros adorarão saber que podem se hospedar em um lugar que até então só pensavam existir em seus sonhos. O hotel Literary Man fica a 90 minutos de Lisboa, em Portugal, e ostenta em suas paredes mais de 45 mil títulos.

Localizado em Obidos, uma vila medieval de mais de 700 anos, o hotel Literary Man foi inaugurado no ano passado dentro de um antigo convento. Além de praticamente todas as suas paredes serem repletas de prateleiras forradas por livros, os pratos e coquetéis servidos no restaurante do local foram todos batizados em homenagem a lendas literárias.

Durante a hospedagem, é possível até mesmo reservar uma massagem à luz de velas cercado por livros, obviamente.

Este não é o único lugar onde é possível se hospedar e se sentir dentro de uma biblioteca. Na pacata cidade de Wigtown, na Escócia, uma pequena livraria chamada The Open Book possui um apartamento de um quarto no andar de cima. Quem alugá-lo pode ficar no espaço por até duas semanas pagando uma taxa de apenas US $ 42 por noite com o comprometimento de gerenciar a livraria no andar de baixo.

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O trabalho durante a estadia é feito com o auxílio de uma equipe de voluntários. A iniciativa faz parte de um projeto um sem fins lucrativos criada pela Wigtown Festival Company. O programa de residência “visa celebrar livrarias, incentivar a educação na execução de livrarias independentes e acolher pessoas de todo o mundo à Scotland’s National Book Town.

No Japão, o hostel Book and Bed também apostou na paixão das pessoas pelos livros para projetar suas acomodações. O estabelecimento possui 52 camas com banheiros compartilhados e atualmente possui cerca de 2 mil títulos em inglês e japonês espalhados por seu espaço.

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Todas as imagens: Divulgação

dica do Marcos Vichi

Paquistanesa de 13 anos cria projeto para ler um livro de cada país

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Aisha Arif Esbhani (Foto: Reprodução Facebook)

Aisha Arif Esbhani (Foto: Reprodução Facebook)

 

Giuliana Viggiano, na Galileu

Tudo começou em março de 2016. “Eu olhei para minha prateleira e notei que algo estava faltando”, conta Aisha Esbhani, paquistanesa de 13 anos, da cidade de Karachi. Depois disso, a menina decidiu ler uma obra de cada país do mundo, para conhecer autores e culturas diferentes, já que a maioria de seus livros vinham dos Estados Unidos ou do Reino Unido.

A garota se inspirou em Ann Morgan, que também fez esse desafio, mas, diferente de Morgan, Aisha não estipulou um tempo limite para o desafio: “Quero explorar cada país, não apenas ler o livro”, afirma ela à GALILEU.

Para escolher as obras, Aisha criou uma página no Facebook, onde busca dicas de leitores de todo o mundo. Além disso, seus pais dela sempre se certificam de que o livro é apropriado para sua idade. “Se eu posso escolher, opto por ficções de guerra e não ficções, já que esse é meu gênero preferido”, diz a paquistanesa.

Entretanto, não é tão fácil encontrar livros de todos os países no Paquistão. “Conheço apenas duas livrarias que têm livros de outros países (mas apenas de alguns), e, agora, depois de completar 80 nações, não consigo achar mais nada”, revela a leitora.

Além disso, não é fácil comprar pela internet, já que muitas lojas não entregam ou cobram um frete muito alto para entregar as encomendas em seu país. Por isso, Aisha desenvolveu um esquema: “Encomendo os livros e peço para entregarem na casa de algum parente ou amigo que virá para o Paquistão em breve”.

A “turnê” de Aisha já passou pelo Brasil. Daqui, ela leu O alquimista, de Paulo Coelho: “Sempre me disseram que ele é um ótimo escritor, mas eu nunca tinha tido a oportunidade de ler. (…) Confie em mim, é um dos melhores livros já escritos!”, afirma a garota.

Ela também diz que pretende ler mais livros brasileiros, mas só depois que completar seu desafio. Além disso, Aisha quer ler autores não tão populares: “Quero apreciar todos aqueles autores que merecem mais atenção do que recebem!”

A garota já leu muitos clássicos, como O sol é para todos, da americana Harper Lee, e Cem anos de solidão, do colombiano Gabriel García Márquez. Agora ela está lendo o grego Seven lives and one love: memoirs of a cat (Sete vidas e um amor: memórias de um gato, em tradução livre), de Lena Divani.

Sua indicação para o público brasileiro é um livro do Paquistão: The Wandering Falcon (O falcão errante, em tradução livre), de Jamil Ahmad.

Para Aisha completar o desafio ainda faltam 117 livros. “Sei que esse é um número muito alto, mas estou determinada a alcançar minha meta”, conclui a paquistanesa.

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