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10 bolos de aniversário inspirados nos seus livros favoritos!

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Publicado no Purebreak

Já pensou ter no seu aniversário essas delícias que além de serem gostosas de comer, representam seus vícios favoritos como “Divergente”, “Cinquenta Tons de Cinza”, “Crepúsculo”, “Harry Potter” e muitos outros? Vem ver e ficar com água na boca!

Aniversário é sempre uma data especial, né? E nada melhor do que ter tudo do jeito que você sonhou nesse dia tão lindo, como por exemplo um bolo incrível baseado em seu livro favorito! Já pensou em ter a galera de “Divergente”, “Jogos Vorazes”, “Cinquenta Tons de Cinza” e outras bem representadas na hora do parabéns?

Tem uma galera sortuda que já teve essa felicidade de ganhar essas obras de arte na mesa da festa e com certeza elas tiraram a maior onda! Por isso, depois de se inspirar com os desenhos animados, o Purebreak resolveu separar aqui os bolos mais legais que tiveram como base os livros mais badalados das prateleiras! Confira!

Um mundo de açúcar e muuuitos doces!

A Tris sofre muito nos livros e até mesmo do filme de “Divergente”, mas você não precisa passar pelo mesmo que ela enquanto comemora, porque um bolo melhora o humor de qualquer um! Igualmente para a situação de Katniss e companhia em “Jogos Vorazes”, já que açúcar torna o dia mais feliz e deixa todo mundo com menos vontade de brigar.

A Kristen Stewart já está em outra há bastante tempo, mas você ainda pode fazer seu bolo baseado em “Crepúsculo” e postar no Instagram um clique dele com a legenda: “Um beijo pras invejosas”. E pode ter certeza que o Christian Grey de “Cinquenta Tons de Cinza” ia te levar pro quarto vermelho quando visse esse bolo incrível!

Qual desses você escolheria para o seu aniversário? Conta pra gente!

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Ninguém vai querer saber de treinar depois de provar esse bolo de “Como Treinar Seu Dragão”!

 

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Imagina um bolo de “Divergente” todo colorido?

 

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Você até pode não achar Nárnia, mas com um bolo desse, quem precisa né?

 

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E esse bolo mega emblemático de “Cinquenta Tons de Cinza”?

 

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Até a Paula Pimenta foi homenageada com um bolo à altura da série “Fazendo Meu Filme”

 

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Ou então um bolo que represente todos os livros da “Saga Crepúsculo”?

 

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E que tal ter a Escola de Hogwarts, de “Harry Potter”, como um bolo?

 

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“Jogos Vorazes” nunca foi tão bem representado como nesse bolo

 

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Será que esse bolo de “Alice no País das Maravilhas” te leva até o buraco do coelho?

 

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“A Culpa é das Estrelas” é fofo até no bolo, né?

 

O triunfo das narrativas femininas na literatura e no cinema

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Baseado no livro de memórias de Cheryl Strayed, o filme ‘Livre’ retoma o gênero das narrativas femininas. Elas misturam casamentos fracassados, aventura e autodescoberta

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Nina Finco, na Época

O desejo de viajar para mudar a vida parece ser parte da mais profunda natureza humana. Inúmeras histórias contaram, ao longo dos séculos, as jornadas de heróis e desbravadores que saíram em busca de aventura e reconhecimento. Modernamente, foi no final dos anos 1950, com o surgimento da cultura beatnik nos Estados Unidos, que a literatura viveu seu último grande boom de relatos “pé na estrada”. A cultura americana, que associa mobilidade e liberdade de forma quase direta, produziu autores nômades, como Jack Kerouac, William S. Burroughs e Allen Ginsberg. Uma característica comum a essas histórias é que seus protagonistas são sempre homens. As mulheres são citadas apenas na condição de acompanhantes das poéticas e atormentadas almas masculinas. Não que elas mesmas não estivessem por lá, vagando. Estavam, atravessando os Estados Unidos a pé ou de carro. Mas suas histórias não costumavam ser ouvidas. Até recentemente. Nos últimos anos, uma leva de escritoras de sucesso está mudando esse cenário.

É o caso de Cheryl Strayed. Seu livro Livre (Objetiva, 376 páginas, R$ 39,90) conta a caminhada solitária de 1.800 quilômetros pela Costa Oeste dos Estados Unidos que Cheryl iniciou em 1995, aos 26 anos. Durante três meses, ela atravessou desertos, montanhas e gelo enquanto tentava lidar com a morte prematura da mãe e as consequências dessa perda. Cheryl se viciou em heroína e traiu o marido seguidamente, até destruir seu casamento. O relato ferozmente sincero da autora comoveu os leitores. O livro ficou sete semanas consecutivas no primeiro lugar da lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, em 2012, e foi traduzido para 30 idiomas. Acabou chamando a atenção da atriz Reese Witherspoon. Ela estrelou e produziu a adaptação para os cinemas que estreou no Brasil na quinta-
feira, 15 de janeiro. Na semana passada, foi indicada a concorrer ao Oscar de Melhor Atriz pelo papel. “As pessoas se identificam com minha história porque viajar faz parte de nossos instintos mais antigos”, disse Cheryl em entrevista por telefone a ÉPOCA. “Quando nos colocamos fora de nossa zona de conforto, aprendemos sobre quem somos. Entendemos mais sobre a condição humana.” Em cartaz desde dezembro nos Estados Unidos, o filme já conseguiu US$ 30 milhões, considerado um bom resultado. A crítica adorou o filme. A.O. Scott, do The New York Times, o chamou de “um clássico do feminismo moderno”.

heryl não é a única desbravadora no território das narrativas femininas sobre viagens e transformações existenciais. No ano passado, o filme Tracks (ainda sem tradução para o português) colocou nas telas do cinema a história da australiana Robyn Davidson (interpretada por Mia Wasikowska). Em 1977, ela cruzou 2.700 quilômetros no deserto australiano, a pé, acompanhada de quatro camelos e sua cachorra – depois de ter convivido com aborígenes e caipiras numa cidade do sertão poeirento do país. Depois da viagem – registrada pelo fotógrafo da revista National Geographic Rick Smolan –, Robyn tornou-se uma espécie de propagandista das culturas nômades. Escreveu diversos livros sobre o assunto. As memórias que deram origem ao filme só foram escritas em 1995. Durante a caminhada, Robyn teve de se haver com a morte da mãe, que se matou quando ela tinha 11 anos.

Não é apenas a morte que move as mulheres em direção ao mundo da aventura. Em dois grandes sucessos de venda e bilheteria, o ponto de partida das protagonistas foi a falta de perspectivas e o divórcio. Luto afetivo, portanto. Em 2006, Elizabeth Gilbert lançou suas memórias sobre uma viagem à Itália, à Índia e a Bali após dolorosa separação. Apesar de ter financiado a aventura mundial com US$ 200 mil de uma editora – o que produziu acusações posteriores de que sua “jornada interior” seria apenas uma tarefa bem paga –, as descobertas sobre o amor que Elizabeth relata conquistaram leitores mundo afora. Comer rezar amar vendeu 9 milhões de cópias e tornou-se queridinho da apresentadora Oprah Winfrey, talvez a maior formadora de gosto e opinião do planeta. O filme, lançado em 2010 com Julia Roberts no papel de Elizabeth, obteve mais de US$ 80 milhões em bilheteria.

“As mulheres não saem em jornadas mais frequentemente porque são vistas como agentes de preservação da ordem social, não como agentes de mudança”, afirma a escritora americana Vanessa Veselka, de 46 anos. Ela fez duas grandes viagens pelos Estados Unidos e pela Europa aos 15 e 19 anos. Vanessa, que é divorciada e tem uma filha, diz que, mesmo descontentes com suas vidas, as mulheres ficam presas ao cotidiano por obrigações impostas a elas tradicionalmente pela sociedade, como cuidar da casa e dos filhos. O medo dos perigos da estrada também é um enorme impedimento à exploração feminina. “A possibilidade de estupro e morte está em toda parte para as mulheres”, afirma. Isso acontece, segundo ela acredita, pela falta de divulgação de relatos de mulheres viajantes. “As narrativas nos tornam mais seguras porque permitem que sejamos vistas”, diz ela. “Pior que ter histórias bobas sobre mulheres na estrada é não ter nenhuma história.”

Sob o sol da Toscana conta uma aventura sem estrada. A escritora americana Frances Mayes acabara de passar por um divórcio envenenado por disputas financeiras quando decidiu tirar férias na Itália, no verão de 1990. Lá, faz uma escolha inesperada: usa todo o seu dinheiro para comprar uma casa abandonada de 200 anos e reformá-la. No processo, faz amigos, cura feridas e reencontra o amor. O livro ficou dois anos na lista dos mais vendidos e virou filme em 2003. A história com homens e mulheres felizes com mais de 40 anos virou a bíblia romântica dos maduros em busca de novos horizontes. “É um refresco glorioso passar algum tempo com personagens que não têm 20 anos, uma esposa chorosa e outros arquétipos redutores”, afirmou, na época, o crítico Desson Thomson, do Washington Post.

Um relato que também mistura ficção e realidade é Expresso Marrakesh. A história acompanha uma garotinha de 5 anos numa viagem ao Marrocos com a mãe e a irmã mais velha. A autora, Esther Freud, neta do psicanalista Sigmund Freud, escreveu o livro com base em sua infância incomum: em 1972, sua mãe deixou Londres e levou Esther e sua irmã a uma viagem de autodescobrimento inspirada pelo movimento hippie. A história virou filme em 1998, estrelado por Kate Winslet.

Existem outras narrativas mais antigas sobre mulheres que saem em jornadas de autodescobrimento. Mas são ficcionais. O caso mais conhecido é o filme Thelma & Louise, de 1991. O grande filme dirigido por Ridley Scott tem um componente de violência e fantasia que não se encontra nas histórias de mulheres reais. Márcio Markendorf, professor adjunto do curso de cinema da Universidade Federal de Santa Catarina, diz que as narrativas femininas modernas refletem o espírito do tempo, que se tornou muito mais favorável à liberdade e à autoexpressão das mulheres. Há mais histórias surgindo e elas se tornam mais visíveis. “Está ocorrendo uma passagem da personagem testemunha para a de heroína. Isso sublinha as conquistas éticas, estéticas e políticas das mulheres”, diz ele.

O momento não poderia ser mais oportuno. Elizabeth Cardoso, professora do programa de pós-graduação em literatura e crítica literária da PUC-SP, diz que existe uma demanda por histórias reais no cinema e na literatura. É parte da cultura de reality shows que se impôs nos últimos anos. “Todas as artes estão em diálogo com a realidade”, afirma. “Por esse caminho, a perspectiva feminina vem ganhando espaço.” O público, que vota com o bolso cada vez que entra no cinema ou compra um livro, aprova a tendência. O sucesso das narrativas femininas sugere que elas terão vida longa.

O brasileiro gosta de ler, mas falta estímulo

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Laé de Souza, em O TREM Itabirano [via Observatório da Imprensa]

Aqueles que são leitores verdadeiros sabem exatamente a riqueza que podemos encontrar em incontáveis páginas de livros. Desde muito cedo, tornei-me leitor convicto. Daqueles que viajam pelo universo literário.

Por muitos anos, mantive meus livros como objeto de adoração, expostos numa glamorosa estante em minha biblioteca particular.

Confesso: tinha ciúmes da minha vasta coleção, vez ou outra empoeirada, protegida pelo meu ameaçador “não tire do lugar”. Livros conservados como tesouro intocável.

Num determinado momento, comecei a refletir sobre o motivo do desinteresse das pessoas pela leitura, em especial os jovens. Foi, então, que libertei meu tesouro literário da prisão de minha estante. Passei a emprestar meus livros a um, a outro, fiz marketing das obras que li e assim fui disseminando a cultura do prazer da leitura.

Hoje, alegra-me quando morre o proprietário de uma vasta biblioteca particular e a viúva detesta livros, pois eles serão distribuídos de qualquer jeito e sairão a circular com grande chance de cumprir o papel para o qual nasceram: serem lidos. Quantas vezes leremos um livro que está em nossa estante? Por que deixá-los ali empoeirados, tristonhos, lidos apenas uma vez? Temos um instinto de posse para tudo. Até para os livros.

Grande parceria

Sempre fui inconformado com o estigma de que o brasileiro não gosta de ler. Acho pura invencionice. Não se pode opinar sobre o gosto do que nunca se experimentou. Imaginava que era preciso criar facilidades e buscar estímulos para a primeira leitura. Longe, bem longe da obrigatoriedade e controles burocráticos para aquele que quer ler. Entristece-me quando, nas minhas visitas às escolas, vejo bibliotecas ou salas de leitura trancadas a sete chaves. Quantos leitores perdidos pelo excesso de zelo.

Assim, em 1998 nasceu o meu projeto Encontro com o Escritor. Sempre tive a certeza de que a leitura não é só na escola, é para todos os lugares. Assim, em 2004, nasceu o projeto Leitura no Parque, que visa abarcar outro tipo de público.

Ao longo desses anos de aplicação de projetos de leitura, tenho constatado que é grande equívoco o pensamento de que “o brasileiro não gosta de ler”. Falta, isso sim, criar facilidades e formas de incentivo.

Trabalho que tenho feito sempre nas minhas palestras, alertando professores para a grande responsabilidade que lhes cabe, principalmente nos dias de hoje, em que as mães ausentam-se para o trabalho e não têm o tempo tão necessário para ler histórias para os filhos e estimular a imaginação e o prazer da literatura.

Num tempo de alunos arredios, cercados pelo bombardeio de inovações visuais e lúdicas, é preciso escolher com carinho a obra que se coloca pela primeira vez nas mãos de um futuro leitor. Corre-se sempre o risco de criar ojeriza e afastá-lo definitivamente do mundo da leitura. Portanto, muito cuidado!!!

Vários alunos que se recusavam a ler e que leram a primeira crônica de um livro meu manifestaram que leram, para surpresa deles próprios, até o final e começaram a ler outras obras a partir dessa experiência.

A grande parceria com professores, instituições e a adesão de patrocinadores e incentivadores pessoa física me levam a acreditar que é possível realizar o sonho de fazer do Brasil um país de leitores.

Apaixonadas por leitura, blogueiras produzem próprias obras e conquistam leitores

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Apaixonadas por leitura, blogueiras produzem próprias obras e conquistam leitores

Jovens que se dizem “viciadas em livros” já criaram trilogias e chegaram a ler até 200 livros por ano. “Não pretendo parar tão cedo”, ressaltou uma delas

Publicado no A Crítica

Muitas pesquisas apontam que o índice de leitura do brasileiro é de quatro livros por ano. Mas se excluídas as obras indicadas por escolas e faculdades, ou seja, quando considerada apenas a leitura espontânea, chega-se ao baixíssimo índice de pouco mais de um livro por ano por pessoa. Porém existe aquela minoria que não se encaixa nessa realidade. E não bastasse o amor pela leitura, resolveram passar para “o outro lado”: se tornaram escritores e conseguiram lançar as próprias obras.

“Lembro que, desde pequena, já gostava muito de ler. Ganhava meu dia quando me presenteavam com aqueles livrinhos infantis que têm mais figuras que texto. Uma vez, ganhei o livro baseado no filme da Disney “A Bela e a Fera”, que eu já amava. E esse tinha mais texto do que figuras e foi um desafio ler ‘tuuuuudo’ aquilo. Mas, daí, me encantei com aquele mundo que eu mesma criava na minha imaginação; já nem olhava as imagens, apenas imaginava”, diz Marcia Luisa Bastilho Gonçalves, 23.

Natural de Santana do Livramento (RS), a jovem universitária do quinto período de Letras se declarou uma “viciada em livros” e chega a ler até 200 por ano. Aos dez anos, ela “descobriu” a biblioteca da escola onde estudava e se deslumbrou com a história de “Harry Potter”, os poemas de Cecília Meireles e Ferreira Gullar, e as peças de Shakespeare. “Mas o meu livro preferido, até hoje, é “Os Miseráveis”, de Victor Hugo”, afirma, ao ressaltar que ele foi a inspiração para se arriscar na arte de escrever.

“Tenho certeza absoluta que comecei a escrever por causa desse livro. Lembro que peguei a versão escolar – mais fininho e com linguagem mais ‘acessível’ – na sexta-feira. E, no sábado à tarde, já estava acabando de ler. Quando me dei conta que estava chorando, fechei o livro após a última frase e disse baixinho para mim mesma: ‘É isso. É isso que eu quero fazer’. Me referia a fazer alguém chorar, ser tocado com as palavras escritas por mim, deixar de ver a personagem para vê-la como pessoa. Como real”, completa Marcia.

Após essa “epifania literária”, a gaúcha se dedicou a escrever pequenos contos, poemas e histórias. Sempre em meio aos livros, a blogueira se encontrou na Internet. “Aos 14 anos, meu vício literário ‘piorou’. Conheci outro mundo mágico: dos PDFs, fanfics [ficção criada por fãs] e comunidades do Orkut. Foi quando cheguei a ler mais de 200 livros em um ano”, diz.

Paixão virou trilogia

Com o “boom” do vampirismo em livros, filmes e séries, a universitária mergulhou de cabeça nas histórias de fantasia. “Cinema e literatura sempre andam juntos. Tudo que era de vampiro, eu corria atrás. Então, me deparei com um filme realmente ruim, enredo previsível e efeitos visuais precários… E tive outra epifania. Pensei: ‘se eu gosto tanto de vampiro, por que eu mesma não escrevo um filme?’. Foi nessa época que me veio a história ‘The Burns’, minha série de livros de vampiros”, declara.

Três anos depois, ela lançou a primeira obra da série, “Chamas de Sangue”, em 2011. A continuação, “Cidade em Chamas”, chegou às livrarias 12 meses depois. Ambos publicados pela editora Literata, selo da Arwen. “Agora, estou escrevendo o terceiro: ‘Fugindo das Chamas’. Acredito que qualquer escritor tem que ser leitor. Amar tanto imaginar que, ao ler um livro, crie suas próprias imagens, não se contente em apenas viver em um mundo inventado por alguém; e, sim, criar um completamente novo”, suspira.

Leitura precoce

Enquanto a maioria das crianças cresce em meio a brinquedos, Barbara Dewet, 28, foi rodeada por literatura. Filha de professora e de um músico, sempre ganhou livros de presente. Aos três anos de idade aprendeu a ler sozinha e devorou “Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”. “As pessoas custam a acreditar. Acabei aprendendo a identificar letras e palavras sem a ajuda de ninguém e isso me ajudou muito a ser uma leitora voraz por anos a fio. Li sozinha, sentada em um quarto de brinquedos que eu e minha irmã dividíamos”, lembra.

Babi aprendeu a ler sozinha, com apenas três anos, e sempre amou livros (Foto: Divulgação)

Babi aprendeu a ler sozinha, com apenas três anos, e sempre amou livros (Foto: Divulgação)

Enquanto os coleguinhas corriam pelo playground, Babi Dewet, como é conhecida no cenário literário, se dedicava aos cadernos, canetas, giz de cera e brincadeiras de escolinha. “Meu livro favorito quando criança era ‘O Mundo de Sofia’ que, hoje em dia, não é comum na leitura das crianças. Mas eu adorava, junto com alguns do Paulo Coelho e outros autores”, revela a escritora, professora e administradora.

Após descobrir a série “Harry Potter” na adolescência, a carioca foi apresentada às fanfics e começou a compartilhar as próprias histórias, guardadas em cadernos, com outros fãs online. Desde então, pegou o “gosto” pela escrita e desistiu de contar a quantidade de livros lidos. “Decidi lançar meu próprio livro, baseado em uma fanfic, em 2009. Assim, minha vida como escritora começou de verdade. Hoje, tenho três livros lançados: a trilogia “Sábado à Noite”. E muitos projetos para esse ano”, conclui Babi.

‘Caminho natural’

Aos 22 anos, a também carioca Iris Figueiredo já lançou dos livros — “Dividindo o mel” e “Confissões de uma adolescente online” — e a série “Amores Proibidos”. “A leitura sempre esteve presente em minha vida, já que meus pais também são amantes de livros. Em um ano, cheguei a ler uma média de cem livros. Hoje em dia, com o ritmo corrido, me mantenho entre 50 ou 60 por ano, mas ainda é bem mais que a média nacional, quatro. Costumo brincar que leio por muitas outras pessoas”, declara.

A autora sempre teve vontade de escrever e, aos 14 anos, publicava alguns textos na Internet. “Foi um caminho natural. A Iris escritora sempre andou ao lado da Iris leitora. Terminei meu primeiro livro aos 17 anos, mas publiquei apenas aos 19, por causa da agenda da editora. Foi uma emoção incrível. Este ano, lanço o terceiro e já estou escrevendo o quarto. Não pretendo parar tão cedo”, ressalta.

Concorra a livros do filósofo Giorgio Agamben

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Nos últimos anos, o filósofo italiano Giorgio Agamben tem ocupado lugar cada vez mais destacado no panorama do pensamento político contemporâneo, principalmente após a publicação, em 1995, de O poder soberano e a vida nua, primeiro volume da série Homo sacer, no qual retoma – e reformula – a idéia de Hannah Arendt e Michel Foucault acerca da politização moderna da vida biológica, a “biopolítica”.

Em sua obra ele exercita essencialmente a interação entre a filosofia, a literatura, a poesia e principalmente a política.

Vamos sortear três títulos de Giorgio Agambem, lançamentos da Autêntica!

Confira as obras:

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Nos ensaios que compõem Nudez, desdobra um procedimento muito caro a Furio Jesi: o problema da festa, ou melhor, do tempo festivo.

O paradigma com que Jesi confronta tal problema é justamente o da máquina mitológica. Agamben sabe que o que é necessário não é destruir a máquina em si, mas a situação que torna as máquinas produtivas; e o risco que se corre nessa possibilidade de destruição é exclusivamente político, pois a “máquina negativa”, escreve Agamben, “produz o nada a partir do nada”, e essa é a política em que vivemos.

Leia um trecho

 

 

 

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“Publicado na Itália, em 1996, Meios sem fim é, segundo o próprio Agamben, um conjunto de textos (escritos entre 1990 e 1995) que se referem a um canteiro de obras cujo primeiro fruto tinha sido a publicação do primeiro volume de Homo Sacer (O poder soberano e a vida nua, Einaudi, 1995).

Os breves ensaios de Meios sem fim antecipam os seus núcleos originais e apresentam alguns de seus ‘estilhaços e fragmentos’: a vida nua, a biopolítica; o estado de exceção; o campo de concentração; o refugiado; as sociedades democrático-espetaculares; a política como a esfera dos meios puros ou dos gestos.

Leia um trecho

 

 

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“Publicado na Itália em 2005, A potência do pensamento é uma coletânea de ensaios e conferências escritas por Giorgio Agamben ao longo de um período de quase trinta anos.

Entre os textos aqui reunidos, o leitor encontrará desde o ensaio ‘Aby Warburg e a ciência sem nome’, de 1975 – estreitamente ligado às pesquisas, desenvolvidas por Agamben na biblioteca do Warburg Institute de Londres, que darão origem a seu segundo livro, Estâncias, de 1977, até o ensaio ‘A obra do homem’, de 2004, que antecipa as investigações sobre o conceito de inoperosidade.

Leia um trecho

 

 

Para participar, é só preencher o formulário nesse link http://goo.gl/0yNoGK. Sortearemos um exemplar de cada obra. Divulgue para seus amigos que curtem o filósofo italiano.

O resultado será divulgado em 19/2 neste post.

Boa sorte! :-)

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