Segredos de Pai para Filho

Posts tagged livros

Os livros favoritos de Juca Kfouri

0
Um dos principais nomes do jornalismo esportivo, Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP e tem, entre seus livros favoritos, obras de Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Leornado Padura

Um dos principais nomes do jornalismo esportivo, Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP e tem, entre seus livros favoritos, obras de Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Leornado Padura – Foto: Arquivo Pessoal

 

Publicado no Nexo

O Homem que Amava os Cachorros
Leonardo Padura

“Uma extraordinária biografia de Leon Trotsky sobre os bastidores da Revolução Russa e a traição de seus princípios, além de uma visão original e crítica da Revolução Cubana.”

A Dança dos Deuses
Hilário Franco Júnior

“Tratado sociológico, antropológico, psicológico e histórico sobre o futebol brasileiro, num texto fácil e nada acadêmico, embora o autor seja um respeitado medievalista da USP.”

Memórias do Cárcere
Graciliano Ramos

“O estilo seco, mas afetuoso, cortante e sem adjetivos de um dos melhores escritores da literatura mundial. Se você jamais foi preso, mas tem curiosidade de saber como é, leia.”

Grande Sertão: Veredas
João Guimarães Rosa

“A mais bela viagem que se pode fazer pela língua portuguesa, num romance que é um poema ou num poema que é um romance.”

Fernando Pessoa, Uma Quase Autobiografia
José Paulo Cavalcanti

“A brilhante sacada de um autor não menos, que consegue se investir do papel do genial português para produzir uma obra repleta de fatos inéditos sobre alguém tão pesquisado.”

15 livros que seu filho adolescente deve ler (mesmo que você não queira)

0
Robert Downey Jr. (recém-chegado à maioridade) e Andrew McCarthy em ‘Abaixo de Zero’ (1987), adaptação do romance homônimo de Bret Easton Ellis.

Robert Downey Jr. (recém-chegado à maioridade) e Andrew McCarthy em ‘Abaixo de Zero’ (1987), adaptação do romance homônimo de Bret Easton Ellis.

 

É preciso admitir: seu filho se aproxima da idade adulta. Por mais difícil que seja para nós, estas leituras o colocarão diante de dilemas que ajudarão na sua formação

Elena Horrillo, no El País

É possível que o pesadelo de alguns pais seja ver sua filha adolescente lendo o polêmico Lolita, de Nabokov. Ou talvez se pareça mais com esse instante, eterno e torturante, em que seu rebento, ainda menor de idade, pede um exemplar do transgressor Mulheres, de Bukowski.

O que vem a seguir, certamente, é um olhar martirizado para o calendário, perguntando-se em que momento esse sangue do seu sangue deixou de lado aqueles livros cheios de ilustrações, e depois uma pequena pontada de alegria, porque ele pertence a essa comunidade de jovens que se interessam pela leitura. Nesse ponto é que surge o dilema: com que idade se deve ler Kerouac?

A má notícia é que não há respostas absolutas. “A questão não é tanto a idade, e sim o grau de maturidade”, diz Marisol Salazar Ego-Aguirre, chefa do departamento de Língua e Literatura do Colégio Lourdes de Madri. É preciso levar em conta a bagagem como leitor e o desenvolvimento do jovem. Há livros que podem ser lidos aos 16 anos, mas que são muito mais apreciados quando se é um pouco mais adulto. Outros são para ler e reler.

Convém levar em conta também a confiança que existe dentro de casa. “Seria bom que antes pais e filhos conversassem sobre temas como o sexo, drogas e as complexas relações humanas, porque livros desse tipo devem ser encarados como ficção, não como exemplos a seguir em alguns casos”, reflete Jesús Casals, diretor de conteúdo da livraria La Central de Callao, de Madri.

Consultamos pais, professores, críticos e vendedores e selecionamos 15 livros que, recomendados ou dados de presente (desde que pareça um acidente), servirão para que seus filhos deem o salto para a idade adulta, literariamente falando. E o melhor de tudo é que, se você já estiver avisado, não sofrerá uma série de microinfartos toda vez que mergulhar nas suas páginas.

1. Abaixo de Zero, de Bret Easton Ellis. Sim, Easton Ellis é também o autor do perturbador O Psicopata Americano. E, sim, é um representante da chamada Geração X. E também “descreve a sociedade norte-americana rica e sua decadência moral, mergulhada em drogas, álcool e perversões sexuais”, diz a especialista Marisol Salazar. Nada disso é tranquilizador, mas, sejamos sinceros, poucas coisas desse tipo deverão impressionar um adolescente do século XXI com acesso ao Snapchat e Instagram. É possível que lhes forneça um ponto de vista diferente sobre esses excessos.

2. O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Não, não tem absolutamente nada a ver com os arquiconhecidos tons de cinza de Christian Grey – repare que a vogal é diferente. O livro do E.L. James só deveria cair nas mãos da sua prole como um magnífico exemplo do grau de controle e poder que uma relação jamais deveria admitir. E não, não nos referimos ao sexo. Se você quiser oferecer algo muito mais benéfico aos seus filhos e, nas palavras de Casals, se quiser que comecem “a compreender que não serão jovens a vida toda”, ponha este clássico de Wilde em suas mãos.

3. No País das Últimas Coisas, de Paul Auster. “A descrição de um futuro sombrio, um mundo que desaparece, nos convida a refletir sobre nossas ações e nos apresenta um futuro terrível”, comenta Mercedes Hernández, chefe do departamento de livros da FNAC Espanha. Jogando com a distopia, o premiado autor norte-americano Paul Auster nos conduz ao lugar que ilumina o pesadelo da sociedade de consumo; sem valores, sem sentimentos e numa constante busca pela morte.

4. O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger. Em suas páginas aparecem temas como o álcool, sexo e prostituição. O fato de o assassino de John Lennon, Mark Chapman, portar um exemplar do romance na hora em que matou o Beatle conferiu à obra um caráter mitológico, para bem ou para mal, fazendo com que fosse proibido em algumas escolas ou transformado em leitura obrigatória em outras. Para Casals, a história do jovem Holden Caulfield, narrada em primeira pessoa, é “todo um romance de iniciação da vida adulta”. O livro é tão radical quanto seu protagonista, que precisa decidir se cresce ou não. Um dilema e tanto.

5. Tokio Blues — Norwegian Wood, de Haruki Murakami.
O aspirante ao Nobel de Literatura costura um triângulo amoroso — ou vários — enaltecendo a morte, cultura, sexo e inseguranças da adolescência. É um romance intimista, com uma forte carga emocional e, às vezes, tortuoso. Por que lê-lo? “Para entender que você não é o único jovem torturado neste mundo”, diz Jesús Casals, diretor de conteúdo da rede de livrarias espanhola La Central.
15 livros que seu filho adolescente deve ler (mesmo que você não queira)

6. Grow Up (Cresça), de Ben Brooks. “Uma maneira encrenqueira contemporânea de dar o salto.” É como Casals define este livro, publicado em 2011, por um Ben Brooks que, na época, tinha 19 anos e afirmava que a obra — a quinta de sua carreira — havia sido finalizada três anos antes. A história gira em torno de um jovem inglês, Jasper, em sua jornada niilista para a vida adulta. Repleto de um humor jovial e sem pretensões. Seu protagonista já foi denominado como um Holden Caulfield (protagonista de O Apanhador no Campo de Centeio) nos tempos do Facebook e do cyberbullying.

7. O Estrangeiro, de Albert Camus. Um sintoma comum da adolescência é se sentir fora de lugar e tentar encontrar um para se adequar. Para Meursault, o protagonista de Camus, a realidade é estranha, absurda e incompreensível. Encontra-se privado de um sentimento de pertencimento e a apatia toma conta do personagem. Devido a esse aspecto trágico e por “incorporar a ideia da pessoa que se sente alheia a tudo”, o livro é recomendado por Jorge de Cominges, escritor e crítico literário.

8. O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. Sabemos que há um filme e que é estrelado por ninguém menos que o — finalmente — vencedor do Oscar Leonardo DiCaprio. Mas as cerca de 200 páginas de Scott Fitzgerald retratam cuidadosamente a sociedade fictícia, oprimida e cheia de excessos que caracterizou a década de vinte nos Estados Unidos. Uma época cheia de esperança e vitalidade que não via ainda seu nefasto horizonte final, na forma do crash de 29. Para De Cominges, é uma recomendação segura por seu “tom desencantado e o tema de tornar sonhos em realidade”.

9. Histórias de Cronópios e de Famas, de Julio Cortázar. “Quando você lê Cortázar pela primeira vez, abre-se uma nova dimensão na linguagem, sua narrativa pode descobrir um universo paralelo em uma mente receptiva”, diz Mercedes Hernández, chefe do departamento de Livros da Fnac Espanha. Se depois de ler este livro seus filhos ficarem encantados, você pode ir à biblioteca e buscar outra obra-prima de Cortázar, como Rayuela.

10. O Jovem Törless, de Robert Musil. Para o escritor e crítico Jorge de Cominges, trata-se “do romance de aprendizagem por excelência”. Narra a passagem para a vida adulta, e em uma escola militar, do jovem Törless, que irá tropeçar na crueldade, na moralidade ou na sexualidade de seus colegas, como também nas suas. Foi escrito em 1906, alguns anos antes do início da Primeira Guerra Mundial, mas alguns padrões remetem ao império austro-húngaro.
15 livros que seu filho adolescente deve ler (mesmo que você não queira)

11. A Metamorfose, de Franz Kafka. Ingrediente presente em de toda boa lista literária que se preze, o clássico de Kafka atrai e inquieta adolescentes há décadas, ao mesmo tempo que vem arrastando teorias sobre sua interpretação. Portanto, para Casals, é “uma boa maneira de distinguir a realidade e ficção”, bem como para Salazar é “uma história perturbadora que os adolescentes precisam conhecer”. A boa notícia é que é tão curto que, uma década depois, é possível reler o livro e se surpreender novamente.

12. Historias del Kronen, de J. A. Mañas. Este romance tem sido chamado de irmão espanhol de Abaixo de Zero. Suas páginas, muito mais explícitas do que o filme de mesmo nome, foram incluídas por Salazar por falar de temas eternos que caracterizam os adolescentes, tais como o abuso de drogas, álcool, amizade, sexo e a busca por pertencer a um grupo, às vezes, seja qual for.

13. Maus — A História de Um Sobrevivente, de Art Spiegelman. Esta crônica de gatos — nazis — e ratos — judeus —, que lembra a história de um sobrevivente do extermínio nazista, foi o primeiro romance gráfico a ganhar o Prêmio Pulitzer. Não só evoca a história do holocausto, mas também foca na difícil convivência entre gerações após o horror sofrido. Para Hernández, é, sem dúvida, “a melhor maneira de aterrissar no romance gráfico: devido à própria história e por como é contada”.

14. Nip the Buds, Shoot the Kids (Belisquem os Botões, Matem as Crianças), de Kenzaburo Oé. Não abandonamos o tema da Segunda Guerra Mundial, apesar de agora nos aproximarmos da cultura japonesa da época. “Apesar de ser Prêmio Nobel e mundialmente conhecido, Kenzaburo Oé sempre é uma surpresa”, diz a especialista Mercedes Hernández. O escritor japonês retrata um cenário inicial semelhante ao Senhor das Moscas, com um grupo de jovens forçados à sobrevivência, mas isso não desemboca no caos, e sim na organização coletiva. E são precisamente os adultos que quebram o feitiço.

15. Heróis, de Ray Loriga. Tem todos os componentes para armar-se como um poliedro na mente de um adolescente. Rock, álcool, amigos, “meninas bonitas” e infinitas frases que antigamente eram sublinhadas ou escritas nos diários e que, agora, são compartilhadas, sobre um fundo limpo e negro, nas redes sociais dos dias atuais.

“Leitura profunda é tudo aquilo que desafia o seu cérebro a pensar”

0

cerebro

Confira entrevista com Susan Reynolds, escritora da área científica

Irinêo Baptista Netto, na Gazeta do Povo

Susan Reynolds é escritora com experiência em temas científicos. O livro mais recente dela, “Fire Up Your Writing Brain” (“Acione seu cérebro de escritor”), cita pesquisas de neurociência para falar sobre o que se sabe a respeito de criatividade e escrita. Ela é colaboradora da revista “Psychology Today” e vive em Boston, no estado de Massachusetts (EUA). Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, ela faz uma defesa da escrita feita à mão com letra cursiva para estimular o cérebro.

O que acontece com o cérebro de uma pessoa que nunca pratica “leitura profunda”?

Não acontece nada, mas neurocientistas sabem que aqueles que a praticam têm vários benefícios, sobretudo uma habilidade maior para ser empático e compassivo. Ler textos complexos – como poesia, ficção de qualidade e não ficção desafiadora, ou mesmo análises aprofundadas – ajudam o cérebro na habilidade de pensar em níveis mais complexos. Diferente da leitura superficial ou leve – como a que a gente faz quando só passa os olhos pelas chamadas de um site ou lendo textos curtos, ou lendo apenas ficção mais leve e “fofa” (ficção sem substância) –, a leitura profunda põe para funcionar as funções cognitivas complexas do córtex cerebral [ligado ao pensamento, à memória e à consciência]. Qualquer leitura que faça você pensar constrói, cria estruturas e reforça as conexões neuronais no córtex cerebral. Leituras rasas basicamente “entram por um ouvido e saem pelo outro”, com pouco ou nenhum impacto duradouro. É só um passo além de assistir à televisão, que não gera nenhum benefício para o cérebro.

Escrever pode ajudar alguém a ser um humano mais completo? Ou é melhor deixar a escrita para os escritores?

Já mostraram que escrever é um meio eficiente de curar feridas emocionais. O processo de colocar suas emoções numa página por meio da escrita parece diminuir a atividade cerebral relacionada ao estresse e aumentar a liberação de neurotransmissores que acalmam o cérebro. Escrever pode servir como uma meditação para todo mundo, particularmente se você adotar introspecção e usar letra cursiva – está provado que ela desacelera o processo de raciocínio e ajuda a acessar sentimentos reprimidos. Assim como é muito mais impactante ver a versão de um poema escrito à mão pelo poeta, é mais impactante para o cérebro se você escreve à mão usando letra cursiva e de modo reflexivo. É uma ótima forma de explorar sentimentos mais profundos e com clareza. E também se você pesquisa um tópico, estuda e reflete sobre as informações que acumula, e depois escreve algo original como resultado desse processo, você está ampliando a habilidade que o seu cérebro tem para pensar.

Você pode explicar o que é “leitura profunda”?

Leitura profunda é tudo aquilo que desafia o seu cérebro a pensar, a refletir, que faz você lutar para assimilar a informação, para aprender. Podem ser poemas (que se relacionam com sentimentos e estimulam introspecção e reflexão), artigos científicos (que engajam o córtex cerebral), trabalhos literários de ficção – especialmente aqueles que lidam com sentimentos profundos, que têm pensamentos e frases complexos, e que exigem mais do cérebro (algo que faça você procurar palavras no dicionário, por exemplo) –, ou algo que faça você prestar muita atenção e parar para pensar. Se você estuda uma língua estrangeira, ler livros nessa língua pode ser um grande desafio. Se você tem dificuldade de entender matemática ou ciência, ler artigos ou livros sobre esses assuntos que façam você diminuir o ritmo o suficiente para assimilar o que está sendo dito seriam ótimas formas de “leitura profunda”.

Cada vez mais, as pessoas vivem no Facebook, buscando informações, notícias e conhecimento no feed de notícias. Você acha que isso é perigoso de alguma forma – ler apenas o que é publicado em redes sociais?

Existem exceções, mas a maioria dos sites na internet não se detém muito em nenhum tópico. Geralmente, os agregadores de notícias (Google News é um exemplo) oferecem destaques sem muita profundidade. É preocupante que cada vez mais as pessoas estejam só passando os olhos em manchetes, o que certamente pode distorcer a percepção do que é verdade ou não é, e pouco é guardado na memória a menos que o córtex cerebral seja usado. O melhor é ler ampla e profundamente, sobretudo em relação a tópicos de relevância. Busque publicações que você sabe que fazem reportagens com profundidade e que oferecem análises confiáveis.

Story Pod, uma biblioteca urbana pensada para cidades que nunca dormem

0

biblioteca-stoy-pod3_0

Publicado no Idealista

Story Pod é uma biblioteca urbana pensada para diminuir o ritmo frenético de trabalho e, claro está, relaxar. Situada na cidade canadense de Toronto, à noite é uma construção em forma de “caixa”, mas de dia esta “caixa” abre-se para usufruto das pessoas que queiram desfrutar do prazer de ler. É um lugar vivo, até porque quem quiser pode levar ou deixar livros.

De referir que o edifício Story Pod é sustentável, tendo sido projetado pelo estúdio de arquitetura AKB.

biblioteca-stoy-pod4

biblioteca-stoy-pod

biblioteca-stoy-pod2

biblioteca-stoy-pod1

Que diferenças separam quem lê de quem não lê?

0

tumblr_l5ukaonM241qcqpzqo1_500_large

Publicado na Gazeta do Povo

O sujeito pode ser extremamente culto, ler bem e ler muito, e ainda assim ser um crápula (veja Hitler).

O fato é que ler bem faz o cérebro funcionar melhor – o que você faz com isso é outra história. Porém, existem algumas qualidades visíveis e comuns entre os leitores experientes.

“Leitores costumam ter mais vocabulário, frases mais complexas, pensamentos mais matizados, na mesma medida em que expressam ideias e valores mais sutis, menos óbvios”, diz Luís Augusto Fischer, escritor e professor. Ele é autor de “Filosofia Mínima” (Arquipélago), livro que fala justamente sobre ler, escrever, ensinar e aprender. “Dito isso, é claro que não se trata de algo absoluto nessa diferença, porque eu ainda conheci gente do mundo rural que não sabia ler e mesmo assim tinha virtudes como as que mencionei antes.”

Existem desvantagens que pesam sobre quem não lê? (E esse “ler” tem a ver com o que os cientistas chamam de “leitura profunda”.) “Claro que sim”, responde Fischer, levando em conta um critério moderno “que avalia como positiva a consciência do indivíduo sobre sua vida e a vida coletiva”.

Quem não lê, é menos consciente

“Ler e escrever proficientemente ajudam cada um a conhecer-se mais e a perceber mais agudamente seu entorno, seu semelhante, a Cidade, o Estado”, diz Fischer. “Penso mesmo que seja uma questão de cidadania”, diz Benedito Costa Neto, também escritor e professor.
Reféns dos algoritmos

Julia Fank, fundadora da Escola de Escrita, faz a defesa das redes sociais. “Estamos lendo e escrevendo o tempo todo – e temos condições de nos manter bem informados e de ter contatos com textos bons mesmo no feed de notícias do Facebook”, diz. “A questão é que somos condicionados, a partir de algoritmos, a ler apenas aquilo que já lemos e consumir apenas aquilo que já consumimos culturalmente.”

Go to Top