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Smartphones estimulam a leitura em países pobres, mostra UNESCO

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(Foto: Reprodução/Ken Banks)

(Foto: Reprodução/Ken Banks)

Publicado no Olhar Digital

Pesquisa da UNESCO divulgada hoje indica que o “boom” de smartphones tem ajudado a promover a leitura em países pobres como Eitópia, Gana, Nigéria e até na Índia. Nestes locais, o aparelho atua como agente ativo para estancar a ausência de livros em papel.

A organização americana sem fins lucrativos Worldreader distribui livros digitais para smartphones de baixo custo e Kindles para classes escolares carentes. Com acervo de 6 mil títulos (a maioria gratuitos), o serviço já acumula cerca de 300 mil usuários mensais. Desde 2010, a Worldreader já ofereceu mais de 1,7 milhão de e-books para download.

“Estamos trabalhando em partes do mundo onde, historicamente, os livros não chegaram”, explica Susan Moody, diretora de comunicação da entidade, para quem a tecnologia permite mudar esta realidade. “Se levarmos livros para lá, as pessoas compreenderão mais e cultivarão a cultura da leitura”, completa.

De acordo com a pesquisa, 62% das pessoas entrevistadas preferem ler nos smartphones a pegar nos livros e 33% leem para seus filhos a partir dos dispositivos, ao passo que reclamam da falta de obras infantis.

Via: The Verge

Editora reimprime obras de Gabriel García Márquez

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Victor Souza, no Diário24Horas

22-04-2014-gabriel-garcia-reimpressaoA morte do escritor Gabriel García Márquez no dia 17, aumentou a procura por suas obras nas livrarias brasileiras. Redes como a “Cultura” viram seus estoques se esgotarem no fim de semana.

Devido a essa procura, editora Record responsável pela publicação dos livros de Gabo no Brasil, já prepara um rápido esquema de reimpressão. A começar pela obra ‘Viver Para Contar’, o primeiro volume de uma série de três que o autor não conseguiu escrever, com suas memórias. Como se trata da obra que tinha menos exemplares em estoque, a Record já iniciou a reimpressão de mais 5 mil cópias.

Também foi adiantado para o mês de maio a reimpressão, com novo projeto gráfico, de três obras que estava previstas para julho: “Olhos do Cão Azul”, “O Outono do Patriarca” e “A Revoada”.

Os demais livros ainda não começaram a ser reimpressos, pois a editora garante tê-los em estoque. Mas, se a demanda das livrarias aumentar, a Record inicia o trabalho com outros títulos.

7 Tipos de pessoas que você encontra em livrarias

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Publicado no Dito pelo Maldito

Há diversos motivos pelos quais eu gosto de frequentar livrarias. É um lugar tranquilo, o cheiro dos livros me agrada, a gente pode se perder pelo ambiente sem ligar pra isso, e as pessoas que trabalham na loja te deixam em paz até que você peça por ajuda. E claro, também não deixa de ser um belo recinto para se observar as pessoas.
Cada louco com sua mania, mas pra provar que esse exercício não é uma tremenda perda de tempo, resolvi catalogar aqui os tipos de pessoas que você costuma encontrar em uma livraria…
1. A pessoa que lhe dá conselhos indesejados sobre o livro que você pretende comprar:
Normalmente se aproximam de mansinho e surgem por entre nossos ombros dizendo coisas do tipo “Oh, você está pensando em comprar esse? Eu li no ano passado. Não é muito bom se comparado ao primeiro livro desse autor. Eu já li todos os livros dele, sabe. E posso dizer que esse aí é o que tem o pior final de todos.”. A melhor forma de lidar com esse caso, é soltar um sonoro ‘OBRIGADO’ pra não parecer mal educado, colocar o livro de volta na prateleira e sair a passos apressados para outra seção da loja.
 
2. A pessoa que só veio tomar um café: 
A única coisa que eles pretendem ler é o cardápio do bistrô da loja. A maioria nem se interessa por livros, mas acham que, bebendo uma água com gás dentro da livraria, podem acabar absorvendo todo o conhecimento do lugar por osmose. A princípio esse tipo parece inofensivo, mas acabam incomodando quando inflam as filas dos caixas, dos banheiros e do próprio bistrô quando você decide tomar um café, realmente, lendo alguma coisa.
 
3. Crianças descobrindo a literatura pelos corredores:
A maioria das grandes franquias costumam ostentar um espaço reservado aos pequenos infantes, então, é provável que você pouco os veja correndo e gritando por entre suas pernas. Mas é sempre divertido observá-los descobrindo e discutindo as gravuras dos livros quando visito a seção deles para comprar algo para meus primos e sobrinhos.
 
4. Adolescentes apenas passando o tempo (ou matando aula): 
Como adolescente é uma raça que sempre anda em bando, eles costumam formar círculos lentos e barulhentos em volta das mesas, ou em frente as prateleiras, levando um longo tempo no mesmo lugar e atrapalhando a locomoção da loja. Embora eles não percebam, suas vozes são tão altas, estridentes, e incomodas quanto as das crianças, embora o papo que role na seção infantil seja bem mais agradável de se ouvir.
 
5. A pessoa que não sabe o que está fazendo lá dentro:
Talvez eles tenham entrado na loja atraídos pelo colorido das capas dos livros, mas não é bem isso que estão procurando. E de repente estão passeando pela parte de DVDs, se divertindo lendo as frases engraçadas dos cartões de aniversário perto da Caixa Registradora e terminam na parte de papelaria da loja se perguntando se levam a promoção de três cadernos pelo preço de um.
 
6. A pessoa que procura presente de última hora:
Entram no lugar correndo, quase desesperados, e passam o resto do tempo se perguntando “Será que fulano gosta de Quebra-Cabeça? Qual seria o ideal para a faixa de idade dela? Será que ele já leu O Senhor dos Anéis? Ou devo levar o Hobbit primeiro? Será que ele vai achar que considero ele um nerd com um presente assim? Será que devo levar um livro de receita? Será que ela cozinha? Bem, não importa, agora vai ter que começar de qualquer forma!”. Fuja de todas essas perguntas, pois se responder qualquer uma delas vai acabar virando uma espécie de consultor pessoal.
 
7. A pessoa adormecida na poltrona: 
Pode ser um marido entediado esperando a mulher escolher a próxima leitura que lhe parece exatamente igual a todas as outras anteriores. Pessoas de idade que caem no clichê, e no sono, ao dormir durante a leitura. Ou até mesmo uma mãe solteira fatigada que aproveitou alguns minutinhos de pausa, e silêncio, das crianças para tirar um cochilo.
 
Que tipo de pessoa você costuma encontrar sempre que visita a livraria?

Depois do parque da Juventude, Villa-Lobos ganha nova biblioteca

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Luiza Wolf, na Folha de S.Paulo

Há quatro anos, o parque da Juventude, na zona norte da cidade, ganhou a Biblioteca de São Paulo (BSP). O projeto deu certo e abriu caminho para uma segunda unidade: a biblioteca Villa-Lobos será inaugurada no parque da zona oeste em meados de setembro.

No Villa-Lo-bos, a nova biblioteca ocupará um prédio que já existe no parque, ao lado do orquidário Ruth Cardoso.

Com 4.000 m² e três andares, a biblioteca, assim como a sua percursora, será acessível a deficientes, com equipamentos como folheador de páginas (para pessoas com dificuldade motora) e conversor de texto para braile.

Andreia Naomi Narihisa/Divulgação
Biblioteca Villa-Lobos ocupará o prédio ao lado do orquidário do parque e será inaugurada em setembro
Biblioteca Villa-Lobos ocupará o prédio ao lado do orquidário do parque e será inaugurada em setembro

Parceria entre as secretarias do Meio Ambiente (que cedeu o espaço) e da Cultura, a biblioteca Villa-Lobos seguirá os moldes da BSP e terá atividades gratuitas como saraus, peças teatrais e oficinas. A novidade é que a programação será temática sobre meio ambiente, para estreitar a relação com o parque.

O objetivo é atrair pessoas que não leem livros com frequência. “As pessoas vão ao parque para um momento de lazer e encontram uma biblioteca lá. Ou seja, há uma quebra de estereótipo: os livros deixam de ser tão ligados ao estudo e às obrigações”, diz Adriana Ferrari, coordenadora da BSP e da biblioteca Villa-Lobos.

A biblioteca Villa-Lobos dispõe de uma verba de R$ 4,7 milhões. “Temos que fazer com que os equipamentos e mobiliários caibam nesse orçamento. O custeio para que a biblioteca se mantenha aberta já é outra história”, diz Ferrari.

FIM DA LINHA

O projeto Embarque na Leitura, que levava espaços gratuitos de empréstimo de livros a estações do metrô, encerrou as atividades em dezembro de 2013.

A unidade da estação Paraíso, das linhas 2-verde e 1-azul, a primeira a ser aberta e a última a fechar as portas, ficou ativa por nove anos. Coordenados pelo IBL (Instituto Brasil Leitor), os espaços fecharam por falta de patrocínio.

Apesar da popularidade —segundo o IBL, o Embarque na Leitura da Paraíso tinha mais de 22 mil sócios—, o projeto não atraiu o interesse de órgãos públicos e deixou de ser um investimento para empresas privadas.

“O problema é que a leitura não é considerada um valor na sociedade brasileira. Na esfera política, há outros interesses, sempre maiores”, diz Ivani Nacked, diretora do IBL. O Embarque na Leitura da estação Paraíso funcionou por mais de um ano sem apoio privado. Mas, na ausência de novos patrocinadores, ficou impossível mantê-lo.

De acordo com Gustavo Gouveia, coordenador da rede de bibliotecas do IBL, a ideia é trazer o projeto de volta, em terminais de ônibus como o Sacomã. “Mas antes nós precisamos atrair o interesse do público e financiadores.”

Aplicativo Wattpad une autores e leitores com textos mais curtos on-line

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Allen Lau, presidente-executivo do Wattpad (Foto: Chris Young/The New York Times)

Allen Lau, presidente-executivo do Wattpad (Foto: Chris Young/The New York Times)

David Streitfeld, no The New York Times [via Folha de S.Paulo]

Se no ano de 1841 nova-iorquinos emboscavam viajantes chegados da Inglaterra para perguntar se a protagonista Nell Trent -do clássico de Dickens “A Loja de Antiguidades”- tinha morrido, em 2014 eles recorrem aos celulares para acompanhar as aventuras de Tessa e Harry, que se conheceram na universidade e criaram um relacionamento inspirador.

A autora, Anna Todd, 25, usa o aplicativo de ficção Wattpad. A cada alguns dias, um novo episódio da tórrida história do casal de “After” (“Após”) era postado. Momentos depois de publicar o capítulo 278, a ex-estudante universitária em Austin (Texas) contou que era o fim.

O primeiro comentário surgiu 13 segundos depois. No dia seguinte, já havia 10 mil comentários. “After” tem mais de 1 milhão de leitores, indica o Wattpad.

A internet há muito promoveu uma reorganização nas editoras e nas vendas de livros. Agora, a tecnologia está transformando a escrita de ficção, no passado a mais solitária e exigente das artes, em próximo da definição oposta. É uma prática social, informal e íntima, com resultados compostos e consumidos instantaneamente.

O Wattpad é o líder nesse novo ambiente narrativo, com mais de 2 milhões de escritores produzindo 10 mil textos ao dia para 20 milhões de leitores, em uma conectada rede social internacional.

Quando Jeff Bezos, CEO da Amazon, se questiona sobre a possibilidade de que surja algo capaz de tirar a liderança de sua empresa nos livros eletrônicos, ou Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, pondera se a rede social será desertada pelos jovens, é bem provável que o Wattpad esteja em seus pensamentos.

Boa parte dos trabalhos mais populares do aplicativo (seja em inglês ou em português) são dirigidos a mulheres jovens e extraem sua energia das fileiras dos praticantes de “fan fiction” -Harry, de “After”, foi inspirado por Harry Styles, galã adolescente da banda One Direction. Outros hits são contos de vampiros à la “Crepúsculo” e tramas de mistério.

Os autores -que não são remunerados pelo trabalho- propõem histórias, as reformulam, abandonam e apagam quando querem. Trata-se de uma escrita reinventada para o mundo móvel, em que a atenção é fragmentada.

“Quase todos os nossos autores publicam seu conteúdo em forma seriada”, explica Allen Lau, o presidente-executivo do Wattpad, com sede em Toronto (Canadá) e cerca de 70 funcionários.

“Um texto de 2.000 palavras equivale a mais ou menos dez minutos de leitura. Isso permite que os leitores se ocupem, por exemplo, enquanto esperam numa fila.”

PROXIMIDADE

Outra característica marcante do Wattpad é eliminar a distância entre escritor e leitor. “Minha prioridade são os fãs”, diz Rebecca Sky, cujo romance “The Love Curse” (“A Maldição do Amor”) atraiu público numeroso.

“Se você procurar uma editora e disser que tem 15 mil leitores, isso contará mais do que uma pessoa sem qualquer seguidor que surja de seu porão com um manuscrito perfeito”, diz Sky.

Além de permitir que leitores postem comentários públicos, o Wattpad deixa que enviem mensagens privadas ao autor, votem em um texto e se tornem fãs dele.

Os fãs também podem dedicar capítulos de suas histórias a outros escritores, criar capas para seus livros e fazer imagens e vídeos para o YouTube e para o Pinterest.

Agora, o setor editorial tradicional está acompanhando o Wattpad de perto. Não apenas como fonte de novos talentos, mas em busca de técnicas para estimular o envolvimento dos leitores.

WATTPAD
iOS, Android
ONDE wattpad.com
QUANTO Gratuito

Tradução: Paulo Migliacci

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