Um poema para Bárbara

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7 Livros que você deveria ler antes de terminar a Faculdade

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

O ingresso na Faculdade pode ser um marco crucial na vida de muitos. Um momento apropriado para expandir os seus horizontes, tanto no campo intelectual quanto no social. Mas por outro lado, também é um período complicado em que se vive em uma espécie de bolha, quando tudo ao seu redor gira em torno das mesmas pessoas, assuntos, salas de aula e bares. E a leitura é definitivamente a forma mais prazerosa e eficaz de se evitar esse isolamento conceitual e preparar-se para encarar o mundo que te espera aqui fora.

Embora os estudos, festas e a ânsia de parecer normal e sexualmente ativo aos 20 anos possa ocupar praticamente todo o seu tempo na Faculdade, preparamos um inventário de obras fundamentais, misturando clássicos e contemporâneos, que em algum ponto do seu curso (ou no fim dele) vão te auxiliar em uma fase que você realmente vai precisar de ajuda:

✔ A Regenta, de Leopoldo Alas

– Gayo Editorial
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A Regenta é o primeiro romance de Leopoldo Alas “Clarín” publicado originalmente em dois volumes, entre 1884 e 1885. Considerada a obra prima de Clarín e do romance espanhol do século XIX é um dos expoentes máximos do naturalismo e do realismo progressista.

Ana Azores, às vezes chamada de Madame Bovary da Espanha, vive isolada pela negligência benigna do marido idoso e é vitimada por uma sociedade tacanha, moralmente conservadora e misógina, que passa por um declínio espiritual e psicológico.
Discorrendo sobre temas como o adultério, a questão feminina, a educação, a religião, a política e a família, A Regenta somente pode ser publicada originalmente em Barcelona (Daniel Cortezo y Cía.), já que se constituiu em um verdadeiro escândalo em sua época, sobretudo em Oviedo.

Durante o franquismo, Leopoldo Alas, como outros autores liberais do século XIX, foi repetidamente vetado por aqueles que se encarregavam de preservar os princípios do nacional-catolicismo. Seu discurso foi considerado inconveniente e perigoso pela ditadura.

Na atualidade, A Regenta é considerado o melhor romance espanhol do século XIX e o segundo mais importante romance da literatura espanhola, atrás somente de Dom Quixote. Essa opinião é avalizada por declarações de escritores e críticos como Mario Vargas Llosa e Gonzalo Sobejano.
Esta edição de A Regenta é a primeira tradução brasileira da obra, editada pela Gayo Editorial.

✔ Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley
-Editora Globo

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Extraordinariamente profético, Admirável Mundo Novo é um dos livros mais influentes do século XX.

Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford.

Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários.

Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos. Como um alerta de que, ao não se preservarem os valores da civilização humanista, o que nos aguarda não é o róseo paraíso iluminista da liberdade, mas os grilhões de um admirável mundo novo.

✔ Hora de Alimentar Serpentes, de Marina Colasanti
-Editora Global

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Nesta obra, Marina Colasanti nos tira a todo instante de nossa zona de conforto e nos lança em zonas de confronto, por meio de narrativas breves, alternadas com textos mais longos.

Tendo publicado anteriormente vários livros de minicontos, a autora volta ao gênero com este livro que reúne 206 contos. Embora pertencendo à literatura fantástica, os relatos ignoram fronteiras e se lançam com a mesma intimidade dentro e fora da realidade guiados pelo olhar irreverente e crítico da autora.

Ironia e doçura constroem personagens que, por mais imprevisíveis ou erráticos, nos soam admiravelmente familiares. Nesta obra o leitor encontrará formas diversas – o roteiro, a história em quadrinhos – usadas não só para dar suporte ao olhar diversificado da autora, mas para remeter à multiplicidade do nosso tempo.

Contos na medida certa para ler, sentir e despertar para o encantamento provocado por suas palavras.

✔ O Sol Também se Levanta, de Ernest Hemingway
-Editora Bertrand Brasil

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Numa linguagem acelerada, Hemingway cria personagens que logo se inserem no convívio do leitor, destacando-se, como figuras marcadas e marcantes, Jake Barnes, jornalista com ferimento de guerra, Lady Brett Ashley, jovem viúva inglesa por quem ele estava apaixonado, Robert Cohn, escritor em busca de seu caminho, Mike Campbell, playboy inglês que também fazia a corte a Lady Brett, e Pedro Romero, toureiro espanhol com quem ela tem um caso.

Uma obra vigorosa que retrata (mais…)

Cinquenta Tons Mais Escuros: Marido de E.L. James pode ser o novo roteirista da franquia

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Publicado no Cinema10

Parece que a sequência de Cinquenta Tons de Cinza contará com um novo roteirista! A escritora dos livros, E.L. James, que havia sido apontava pelos rumores como roteirista do projeto, não ocupará o cargo, sendo substituída por seu marido.

Download-Cinquenta-Tons-Mais-EscurosO marido de E.L. James é Niall Leonard é um autor e roteirista e, segundo informações do The Hollywood Reporter, foi o escolhido para roteirizar Cinquenta Tons Mais Escuros. Os trabalhos mais importantes de Leonard foram nas séries televisivas Air Force One Is Down e Wire In The Blood.

Como já é de conhecimento geral dos fãs, James teve algumas diferenças com a diretora Sam Taylor-Johnson e com a roteirista Kelly Marcel durante a produção do primeiro filme e, aparentemente, Leonard chegou a fazer um trabalho (não creditado) no roteiro. Nem Sam Taylor-Johnson, nem Kelly Marcel devem retornar no segundo filme.

Espera-se também que Jamie Dornan e Dakota Johnson, que interpretam o casal central da trama, retornem para Cinquenta Tons Mais Escuros, visto que permanecem em fase de negociação.

Cinquenta Tons Mais Escuros tem estreia prevista para 2017, mas a data de lançamento ainda não foi definida.

Sete livros que você precisa ter na estante

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Camila Iara, no 7lista

Feliz Dia Mundial do Livro! Para marcar esta data tão especial, o 7lista elenca hoje os títulos que você não pode deixar de ler/amar/ter em casa/dividir com o mundo.

E fica a dica pra quem ainda não cultiva o delicioso hábito que é a leitura: basta começar. E os livrinhos abaixo são uma boa pedida, hein? :)

1 – O Grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald)
Porque é um clássico aclamado pela crítica? Sim. Mas principalmente porque Fitzgerald constrói a persona de Gatsby lindamente e faz nossa imaginação pirar ao mesmo tempo em que apresenta uma crítica subliminar aos EUA da década de 1920. Só amor.

2 – O Diário de Anne Frank (Anne Frank)
Se você ainda não leu o emocionante relato da menina judia que se manteve escondida dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, prepare-se: ela vai mudar a sua vida. Daqueles livros que você termina e te fazem pensar por dias e dias e dias.

3 – Crônica de Uma Morte Anunciada (Gabriel García Márquez)
Gabo consegue nos transportar para o mundo de Santiago de uma forma mágica e única. A leitura é tão gostosa que de repente o livro acaba e você sente aquele vazio no peito. Sério, leiam.

4 – On the Road (Jack Kerouac)
Uma narrativa tão gostosa que dá vontade de largar tudo e viajar. Sabia que Bob Dylan fugiu de casa após ler On the Road? A gente aposta que você vai se inspirar na história de Sal Paradise (só não precisa fugir).

5 – O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)
Não podia ficar de fora. É daqueles livros que quando você diz que não leu, todo mundo te julga. E com razão: O Pequeno Príncipe não chega a ser auto-ajuda, mas traz muitas lições de vida.

6 – 1984 (George Orwell)
Um clássico de Orwell, mostra como o regime totalitarista resulta na opressão individual. Ele também foi o responsável por cunhar aquela ideia de que o governo está sempre de olho em todos nós.

7 – O Hobbit (J. R. R. Tolkien)
A entrada de muita gente para o mundo da fantasia, O Hobbit é a introdução de Tolkien ao mundo do Senhor dos Anéis. É considerado um dos melhores romances infanto-juvenis da história e tem um lugar especial no meu coração.

Concurso Cultural Literário – Especial para Professores (5)

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Em parceria com a Editora Autêntica, vamos sortear 3 livros sobre educação, direcionados para professores de todas as áreas:

Conheça as obras:

  • Ética & Educação – Outra sensibilidade, de Nadja Hermann http://goo.gl/NV4MH6
  • O mestre ignorante – Cinco lições sobre a emancipação intelectual, de Jacques Rancière http://goo.gl/5K3HMV
  • Autoajuda, educação e práticas de si – Genealogia de uma antropotécnica, de Dora Lilia Marín-Díaz http://goo.gl/Co264P

Para participar, basta completar a frase neste formulário.

Para conhecer outras obras acadêmicas relevantes, sugerimos que curta a página da Autêntica no Facebook.

Data do sorteio: 21/5

ATENÇÃO: Faremos contato com os ganhadores pelo e-mail informado no formulário. Se não obtivermos resposta em 2 dias, escolheremos outro ganhador.

Boa sorte! :-)

Grupo de Joinville leva livros a 5 mil crianças do Sertão e da África

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Omunga é uma empresa criada há dois anos sem fins lucrativos mas com objetivos sociais

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Publicado em A notícia

Um solo árido de sertão regado de ideias começou a render frutos em duas cidades do Piauí. As vizinhas Betânia e Curral Novo ganharam mais de 4 mil livros que fazem a estrutura de bibliotecas construídas com recursos “de grife”. As cartilhas didáticas fornecidas pelo governo federal deram lugar às fábulas quando o projeto “Escolas do Sertão” chegou a locais onde só se entrava de jegue ou de motocicleta. A leitura de um futuro novo foi possível pela atuação da grife social Omunga, que completa dois anos em abril, com o trabalho “Livros para África”.

 

Com a chegada dos livros as províncias de Boroma, em Moçambique, e Viana, em Angola, serão 5,6 mil crianças beneficiadas pelo projeto da grife social. Um container deve aportar com livros e computadores em solo africano nos próximos meses, de acordo com Roberto Pascoal, que fundou a Omunga para ser uma empresa sem fins lucrativos e com objetivos sociais. Ele e uma equipe de voluntários criam produtos para vender e subsidiar os projetos. O carro chefe são as camisetas.

Nem só de estampas brotam os livros. Muitas empresas e até a prefeitura das cidades beneficiadas contribuem para a abertura das bibliotecas. Pascoal teve a ideia em um período sabático de quatro anos que passou na África. Hoje ele é o responsável por elaborar os planos de viabilidade. Vai aos locais que podem receber a Omunga e avalia se a comunidade tem engajamento para continuar o projeto.

— Cada lugar tem uma característica. Justamente por isso a gente se empenha tanto no diagnóstico — esclarece ele, que atravessa ainda a parte inicial e de testes dos primeiros trabalhos da Omunga.

Ao lado de Roberto existem profissionais com mais de 30 anos de carreira. É o caso da bibliotecária Maria da Luz. Os livros passam pelas mãos s experiência dela, que tem selecionado exemplares infantis, infanto-juvenis e algumas unidades voltadas a adultos. Além de oferecer tudo o que uma biblioteca tem por dentro, o projeto capacita professores a colocar a literatura dentro do plano de ensino. É preciso trabalhar na formação de leitores.

— Sem leitores não tem sentido — constata Maria, ao se referir à capacitação que incentiva os professores a contarem histórias para despertar o interesse das crianças.

São imaginações do 1º ao 9º ano que recebem o incentivo extra para a leitura. Lá na única escola do Baixio do Belo, num cantinho de Curral Novo, o livro chegou e não foi de Jegue.

Tudo de esperança

— Olha, seu pascoal, não sei  de onde o senhor vem, se é de igreja ou sei lá. Eu nunca tinha visto um carro. Eu tenho 35 anos. Acredito a partir de hoje que o meu filho não terá um futuro tão miserável quanto o meu — foi assim que o fundador da Omunga repetiu as palavras de um pai piauiense.

Nas terras do serão, criança quer ser zeladora de escola para escapar da lavoura. Quando a imaginação voa alto, tem menina e menino que deseja dar aula.

— Ser professor é como ser presidente — compara Pascoal.

É para as regiões de extrema vulnerabilidade que os olhos de Omunga, que significa unidade no dialeto africano Umbundu, estão voltados. Com os projetos desenvolvidos no Sertão e na África, os voluntários querem chegar a 450 professores. Jorlândia Maria Vieira da Silva é uma delas. Apesar de não ter nenhuma turma na escola do Baixio, ela já esteve por lá para algumas aulas.

— Lá não tem nada, nada, nada. Sabe o que é nada. Só a escola  — conta Jorlândia ao apontar mudanças — Não tinha nada de atrativo, de conhecer, de esperança para a comunidade.

Até a chegada do projeto da Omunga, as crianças mal sabiam a história da Chapeuzinho Vermelho ou do Sítio do Pica Pau Amarelo. A professora conta que hoje eles têm a “perspectiva de uma nova vida”. Do nada que era o baixio cresce um tudo de esperança entre pessoas que pensam, nas palavras da mestre piauiense, “vou estudar até aqui, porque daqui não tem mais nada pra mim”. Assim como as crianças, Jordânia também percebe algo nela mudou:

— Na capacitação a gente aprendeu a ser transformador dentro da realidade que a gente vive. Não de uma forma mágica, mas do jeito que a gente é.

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