Vitrali Moema

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Série baseada em livros de Elena Ferrante é renovada para 2ª temporada

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‘My Brilliant Friend’ (HBO/Divulgação)

‘My Brilliant Friend’ estreou no Brasil no último dia 25; segundo ano do seriado vai adaptar o romance ‘História do Novo Sobrenome’

Publicado na Veja

A HBO anunciou nesta terça-feira que a série My Brilliant Friend, baseada nos livros de Elena Ferrante, foi renovada para a segunda temporada. No Brasil, o primeiro ano do seriado estreou no último dia 25 – por enquanto, quatro dos oito episódios foram exibidos.

A produção é inspirada na série de livros que ficou conhecida informalmente por Tetralogia Napolitana, que retrata os mais de sessenta anos de amizade de Elena e Lila, duas italianas de Nápoles. A primeira temporada foi baseada em A Amiga Genial, que abre a série; já a segunda será inspirada em História do Novo Sobrenome, o segundo título.

O seriado, gravado em dialeto napolitano e com atores realmente naturais de Nápoles, tem entre seus roteiristas Elena Ferrante, a misteriosa escritora cuja identidade nunca foi confirmada.

Por que presentear quem você ama com livros neste Natal

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Uma biblioteca demarca territórios imaginários de afinidades literárias e intelectuais onde até mesmo os livros não lidos têm sua função Julio Cordeiro / Agência RB

 

Luiz Schwarcz propõe que editores, livreiros e autores busquem soluções “criativas e idealistas” para a crise editorial

Claudia Laitano, no Gaúcha ZH

Já leu isso tudo? Quem guarda muitos livros em casa acaba se acostumando a ouvir essa pergunta – principalmente de quem que não têm o hábito de ler ou comprar livros. A ideia por trás da questão é a de que livros são como utilidades domésticas que devem ser colocadas em uso para não perder o sentido, mas qualquer um que gosta de ler sabe que uma biblioteca expressa não apenas um plano prático de consumo imediato, mas também o vago desejo de demarcar territórios imaginários de afinidades literárias e intelectuais. Uma biblioteca é uma carta de intenções, um plano de voo, um projeto de vida.

A minha começou como uma estante de apenas três prateleiras, fragilmente aparafusada na parede de um quarto minúsculo, e hoje ocupa todas as paredes de uma sala inteira. Não li todos aqueles livros e é pouco provável que isso aconteça um dia. Mas isso não me aflige ou exaspera. Pelo contrário. Todos os meus livros, inclusive os não lidos, me representam e iluminam. São um retrato dos meus interesses, da pessoa que eu gostaria de ser, assim como da pessoa que eu fui e da que talvez, com sorte, um dia eu me torne. Uma biblioteca é um jardim de possibilidades essencialmente inesgotáveis, um organismo vivo que cresce, ganha novas formas, se recria. Se os meus livros ocupam tanto espaço na minha casa, não é apenas porque construí uma vida afetiva, profissional e intelectual em torno deles, mas porque a potência desse conjunto toca meu coração todos os dias – como qualquer coisa bela e transcendente que não se torna invisível com o passar do tempo.

Nos últimos meses, as notícias sobre o mercado editorial brasileiro têm deixado aflitas as pessoas que amam os livros. Governos comprando menos em função da crise, o consumo das famílias em queda, duas das maiores redes de megalivrarias do país (Cultura e Saraiva) entrando em recuperação judicial e uma política agressiva de descontos da Amazon desconcertando o já não muito sólido ecossistema de edição e distribuição no país são alguns dos fatores que contribuíram para esse momento de extrema fragilidade do mercado.

Na última terça-feira, o dono de uma das maiores casas editoriais do país, Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, lançou uma comovente carta aberta falando sobre sua preocupação com o futuro do mercado editorial brasileiro: “O efeito cascata dessa crise é ainda incalculável, mas já assustador”. Schwarcz propõe que editores, livreiros e autores encontrem soluções “criativas e idealistas” para enfrentar a situação.

Mas termina o texto com um apelo direto aos leitores: “Presentear com livros hoje representa não só a valorização de um instrumento fundamental da sociedade para lutar por um mundo mais justo como a sobrevivência de um pequeno editor ou o emprego de um bom funcionário em uma editora de porte maior; representa uma grande ajuda à continuidade de muitas livrarias e um pequeno ato de amor a quem tanto nos deu, desde cedo: o livro”.

Se você, como eu, ama os livros e o que eles significam, faça sua parte: neste Natal, dê o mundo de presente para quem você ama.

Projeto idealizado por paulistana constrói bibliotecas pelo país

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A idealizadora Vera Quagliato na inauguração de uma das bibliotecas, no Pará (Projeto Primavera/Divulgação/Veja SP)

Guilherme Queiroz, na Veja SP

Idealizado em 2012, o Projeto Primavera leva bibliotecas para vários estados do Brasil. A iniciativa recebe doações de livros e monta os espaços em locais com pouco acesso a leitura.

A ideia surgiu com Vera Quagliato. A paulistana é formada em administração hospitalar, e foi inspirada a começar o projeto social depois de ler o livro Saí da Microsoft para Mudar o Mundo, de John Wood. O americano se demitiu da corporação bilionária e iniciou uma ação de implementação de bibliotecas e escolas em locais com baixos índices de alfabetização ao redor do mundo, fundando a organização Room to Read.

A unidade do Projeto Primavera da capital fica na Paróquia de Santa Edwiges, na Zona Sul (Projeto Primavera/Divulgação/Veja SP)

Desde a fundação, Vera calcula que já recebeu mais de 50 000 livros. “Exemplares não faltam, temos bibliotecas montadas em muitos locais do Pará, interior de São Paulo, Goiás e Distrito Federal”, conta ela. A maior parte das doações são feitas por meio das redes sociais. A unidade da capital fica no Jardim Santo Antônio, na Zona Sul, dentro de uma igreja, e foi a sexta a ser construída pelo Primavera, em 2015.

A última unidade, a 19ª, foi levantada em julho deste ano, em Ourinhos, interior do estado.

Netflix anuncia novas adaptações animadas de Willy Wonka, Matilda, The BFG e outros livros de Roald Dahl

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Netflix anuncia novas adaptações animadas dos livros de Roald Dahl

 

As adaptações de Dahl serão “séries de eventos e especiais”, em vez de shows em andamento, com produção prevista para começar em 2019.

Fernanda Beling, na Oficina da Net

Os populares livros infantis de Roald Dahl estão prestes a ganhar uma nova vida na Netflix, com o serviço de streaming anunciando uma “nova série de eventos animados originais” baseada nos romances icônicos do autor, incluindo Charlie e a Fábrica de Chocolate, Matilda, The BFG, The Twits e mais.

Muitos dos livros de Dahl foram adaptados para live-action antes, desde o icônico Willy Wonka 1971 e a Fábrica de Chocolate, junto com o remake decididamente menos icônico de 2005, o filme Matilda de 1996 e a versão mais recente e grande orçamento da Disney. O BFG, para citar apenas alguns. Mas o acordo da Netflix criará versões animadas dessas propriedades pela primeira vez.

Uma nova perspectiva de negócios da plataforma, versões animadas das histórias de Dahl parecem um passo natural para a Netflix competir com as ofertas de animação de concorrentes como a Disney, com suas alas Pixar e Disney Animation Studio e a Universal’s Illumination, que já adotou uma abordagem semelhante minerando os trabalhos do Dr. Seuss de novas maneiras, incluindo o recém-lançado The Grinch.

A lista completa dos títulos de Dahl incluídos no acordo Netflix são: Charlie e a Fábrica de Chocolate, Matilda, The BFG, Os Filhinhos, Charlie e o Grande Elevador de Vidro, a Maravilhosa Medicina de George, Garoto: Contos da Infância, Indo Solo, O Enorme Crocodilo , A girafa e o Pelly e eu, a história maravilhosa de Henry Sugar e Six More, Billy e os Minpins, o dedo mágico, Esio Trot, Sujo Beasts e Rhyme Stew. Segundo o anúncio da Netflix, as adaptações de Dahl serão “séries de eventos e especiais”, em vez de shows em andamento, com produção prevista para começar em 2019.

Esse formato faz sentido para o trabalho de Dahl, especialmente alguns dos livros mais curtos, é difícil imaginar esticando o livro ilustrado de 32 páginas que é o Enorme Crocodilo em um épico de várias temporadas. E o formato da série também poderia dar alguns dos trabalhos mais longos de Dahl, como Matilda ou os livros de Charlie, mais espaço para expandir suas histórias.

Notavelmente ausente do acordo é The Witches, que assistiu a uma adaptação cinematográfica em 1990, e tem um remake atualmente em obras. Robert Zemeckis é indicado para dirigir, embora poucos detalhes tenham sido anunciados. Os fantásticos Fox e James e o Pêssego Gigante também já foram adaptados para filmes, e ainda podem ser terceirizados de maneiras que colocam questões de direitos, embora isso seja em grande parte especulação.

Fonte: The Verge

Garota de 8 anos que já leu mais de 400 livros faz doação para biblioteca de Pederneiras

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Maria Laura Rached, de 8 anos, já leu mais de 400 títulos entre livros e gibis — Foto: TV TEM/Reprodução

Maria Laura Rached acredita que os livros e gibis doados podem incentivar outras crianças a criarem o hábito da leitura. Tia-avó da menina dá nome à biblioteca da cidade.

Publicado no G1

Uma menina de 8 anos conhecida em Pederneiras (SP) por já ter lido mais de 400 títulos, entre livros e gibis, voltou a virar assunto na cidade depois de decidir doar parte de seu acervo particular para a biblioteca municipal.

Maria Laura Pereira Rached Afonso se diferencia das crianças da mesma idade por preferir as páginas de papel aos smartphones, tablets e outros equipamentos eletrônicos.

Sua atividade favorita é ler, principalmente na cama ou durante passeios com a família.

A garota é um orgulho para a família. Seu hábito de sempre ter por perto um livro já começa a influenciar até mesmo o irmão Pedro, de 4 anos.

Maria Laura Rached ao lado de Daniela Martelini, coordenadora da biblioteca, durante a doação: “Agora podemos atrair mais crianças” — Foto: TV TEM/Reprodução

A menina decidiu decidiu doar mais de 100 livros de sua coleção pessoal para a biblioteca após conhecer a história da moradora que deu nome ao local. Paula Rached era tia-avó da Maria Laura e morreu aos 18 anos, em 1977, após enfrentar uma leucemia.

A própria Maria Laura explica que a decisão é a forma que ela encontrou de homenagear sua tia-avó e também incentivar outras crianças a terem o mesmo gosto pela leitura.

Maria Laura fez questão de levar pessoalmente os livros atér a biblioteca. Durante a doação, a pequena leitora explicou que as histórias contidas nesta centena de títulos já estão bem guardadas em sua memória.

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