Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

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Menina de 16 anos escreve desde os 5 e tem dois livros publicados

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Laura acredita que a leitura é a melhor forma de aprimorar a escrita. Foto: Divulgação

Laura acredita que a leitura é a melhor forma de aprimorar a escrita
Foto: Divulgação

Publicado originalmente no Terra.com

“Geralmente, eu sei o começo, o final e um pouco do meio”. É com essa determinação na cabeça que Laura Elizia Haubert começa a escrever, deixando que novos detalhes surjam para criar personagens e cenas de aventura. A autora, que assina os livros como L. E. Haubert, completou 16 anos no final do mês de julho e escreve contos desde os cinco.

Laura lançou seu primeiro livro em abril em um shopping na cidade em que mora, Rondonópolis, no Mato Grosso. Segundo a editora Novo Século, dos 1,5 mil exemplares da primeira tiragem, 70% já foram vendidos. Calisto é a primeira parte da Trilogia da Meia Noite e conta a história de três personagens: o herói, Draco; a elfa, Kali; e o cavaleiro de dragões, Lucas. Eles encontram insígnias mágicas que, quando usadas separadamente, já são destruidoras, mas juntas se tornam invencíveis. A busca pelas cinco insígnias, na tentativa de mantê-las, perpassa toda a trilogia.

O segundo livro da saga chama-se Sohuem e foi lançado na Bienal do Livro de São Paulo, em agosto. “Foi um convite da editora para que eu pudesse me relacionar com os leitores, com os escritores. Foi mágico”, conta a menina. A terceira obra já está escrita e passa agora pela revisão. Laura já planeja uma nova série composta por dois livros. Enquanto ela escreve, ninguém pode ler: “É segredo de estado”, fala, entre risos. A escritora nascida no final dos anos 90 não gosta de escrever no computador, diz que a ideia flui melhor quando cria à mão.

Menina foi alfabetizada em casa, pela mãe

Laura começou a publicar suas histórias no ano passado, por meio de concursos nacionais de contos. Teve sete contos publicados. A ideia surgiu por pura curiosidade, algumas amigas diziam que ela escrevia bem, então resolveu participar. A autora não sabe dizer ao certo de onde vem sua inspiração, mas costuma ir semanalmente ao cinema e ler livros como Harry Potter, O Nome do Vento e O Ciclo da Herança. Para ela, a melhor maneira de aprimorar a escrita é com a leitura. “Ver os livros publicados é diferente, mas é uma coisa que eu sempre quis, é um sonho realizado”, diz.

“O primeiro livro é como o primeiro namorado: a gente nunca esquece. Só senti isso no dia em que ela nasceu”, diz Neusa Haubert, mãe de Laura. Neusa alfabetizou a filha aos dois anos e oito meses. Depois que a família mudou-se do Rio Grande do Sul para o Mato Grosso, mãe e filha ficavam sozinhas em casa, então Neusa brincava de “escolinha” com Laura. Assim, a menina aprendeu a ler, a escrever e recebeu noções de história e geografia. Dessa forma, a mãe procurava minimizar os problemas causados pelas dificuldades financeiras e de adaptação. “Foi um período muito difícil, mas eu tentei amenizar a dor com fantasia, com a mágica e ela amava. Dizia que ela era uma princesa”, conta. Para ela, a filha tem um dom, o que fez foi só dar um empurrãozinho.

dica do Chicco Sal

Alô candidatos, aprendam com o Danilo

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Danilo e sua biblioteca (Foto: João Viana)

Publicado originalmente no Blog do Tas

Danilo Bezerra Vieira é um adolescente que vive no sítio Três Altos, zona rural de Almino Afonso, interior do Rio Grande do Norte. Dentro da própria casa, Danilo iniciou uma pequena revolução no bairro e na sua vida. Transformou a sala da casa onde mora com os pais– o agricultor Francisco Vicente Vieira, 53 anos, e a dona de casa Mara Núbia Bezerra, 40 anos – numa Biblioteca Comunitária Juscelino Kubitschek. Atualmente são 2.137 livros, todos catalogados à mão, pois não tem computador.

Abaixo, em entrevista exclusiva ao Blog do Tas, Danilo conta esta história. Fica a dica para os candidatos a prefeito e vereador, campeões de blablablá, aprendam a ter idéias e como fazer as coisas com o Danilo.

Blog do Tas – Quando você começou, em 2008, a desenvolver a biblioteca JK tinha apenas 15 anos. De onde veio o seu maior incentivo para esta iniciativa?
Meus pais sempre incentivaram meus estudos e mostraram a mim como é difícil viver com pouco dele. Desse incentivo eu passei a buscar formas de obter isso e comecei a ganhar livros para contribuir nessa vontade. Eram tantos que eu quis tornar isso útil a várias pessoas, dai montei um biblioteca comunitária dentro da minha casa como uma forma de ajudar na melhoria da nossa educação.

Blog do Tas – O que foi mais difícil para a materialização desse projeto e reconhecimento do mesmo?
O mais difícil foi à questão do espaço físico e do apoio de pessoas. Não tínhamos sede e tudo era muito arcaico, porém isso não impediu que eu fizesse e não realizássemos nossos primeiros serviços à comunidade. Nem mesmo muito dos meus familiares acreditavam nesse meu projeto, mas contei com a ajuda dos meus pais, dos meus professores e de nossos primeiros admiradores para erguer esse sonho.

Blog do Tas – Qual foi o retorno dessa experiência, no sentido de aprendizagem e crescimento, para você?
Sem dúvidas, o grande aprendizado que eu tiro em qualquer lugar é que podemos reescrever a nossa história. Mesmo em um sertão árido, sem muita infra-estrutura, é possível buscarmos a melhoria de vida através dos estudos. Nunca fiz a Biblioteca JK pensando em mim, mas nos muitos jovens que assim como eu queriam que alguém apostasse neles e ajudassem.

Blog do Tas – Como você conseguiu trazer a comunidade para “dentro” da biblioteca? O que a população achou da sua iniciativa?
Um dos grandes diferenciais da “JK” é que ela fica dentro da minha casa, dentro da minha família, então posso dizer que ela tem o aconchego da minha experiência de vida. Os problemas de muitas bibliotecas é que elas não sã atrativas, não inovam. Eu creio que é porque quem chega à minha casa é recebido não como um leitor, mas como um amigo que veio buscar o conhecimento.

Blog do Tas – Atualmente você cursa jornalismo na UFRN. Como ficou a administração da biblioteca? Quais são os planos para o futuro do projeto?
Bem, eu comecei no início de agosto o curso de Jornalismo 2012.2 na UFRN. Creio que seja eu o primeiro a ingressar em uma universidade federal da minha família, e com isso me transferi para Natal e minhas atividades ficaram com a minha mãe Mara Núbia, que desde o início esteve me ajudando em tudo, e a própria comunidade ajuda no que for preciso. Junto com o Governo do RN iremos construir a sede da Biblioteca Comunitária Presidente Juscelino Kubitschek e darmos um maior alcance a nossos trabalhos. No futuro eu quero que ela seja um instituto.

Blog do Tas – Que mensagem você deixa para os jovens que têm sonhos parecidos? E para os responsáveis pela a educação?
Aos jovens eu quero dizer que é necessária audácia e muita vontade aliada à determinação para que possamos, não somente realizar sonhos, mas vencermos e vivermos melhor. Aos nossos governantes quero dizer que enquanto a educação não for o maior foco de nossas discussões, enquanto escândalos tiverem mais destaque (como o Mensalão) do que os dados da nossa educação (como o IDEB), ainda não seremos um país que fará o grande e tão merecido futuro a está nação. Não generalizo, mas enfoco isso.

Blog do Tas – Na sua opinião, o que o governo precisa fazer para oferecer educação de qualidade para a população?
Acho que devemos priorizar a educação de base. Demos um salto imenso no ensino superior, mesmo com a greve que enfrentamos, o estudo está cada vez melhor e com mais oportunidades de ingresso, mas sabemos que nossa educação é disposta como funil, muita base e pouco topo, daí creio que se ofertamos uma educação de base melhor, depositando uma responsabilidade e preocupação nesses primeiros anos de ensino, a educação irá melhorar muito pois investiremos no futuro.

Blog do Tas – Como foi participar do Concurso de Redação do Projeto Jovem Senador? Do que se tratava a sua redação e porque acha que ela foi uma das selecionadas?
Foi uma experiência única. Viver e saber como funciona uma das instituições mais importante desse país é algo que eu aconselho a todos, pois dá uma nova visão do sentido de ser cidadão. Minha redação falava sobre os 50 anos de Brasília. Tenho uma enorme paixão por JK, e escrever sobre a sua ‘filha caçula’ foi para mim um privilégio. Acho que a emoção chamou a atenção da banca julgadora.

Blog do Tas – Quais pontos significativos você destacaria dessa experiência?
Entender como é o nosso processo político legislativo, entender como funciona o Congresso e ver que existe muito mais do que se noticia na televisão, sentir como é ser representante de um Estado (no meu caso representei mais de dois milhões de potiguares), interagir com outros jovens de todos os cantos do Brasil e testemunhar a história. Onde os jovens não tinham vez agora temos voz e poder de decisão. Aprendi que a política não é algo distante e obscura, é algo que interfere no dia-a-dia de todos nós.

Blog do Tas – Depois dessa experiência, qual sua conclusão sobre sistema político brasileiro?
É fato que esse sistema tem vários erros, vários corruptos, coisas que envergonham nosso país todos os dias, porém percebi que ele também é a única forma de reverter isso. Devemos ter a noção de que existe a Política e o político, a primeira é o nosso principal instrumento de busca para a tão desejada Democracia Plena, e o segundo é o elemento que pode ajudar ou impor seus interesses próprios como objetivos. Não condeno esse sistema, pois cabe a nós melhorá-lo.

Danilo virou “case” do IPEA, Fundação Pública vinculada ao Governo Federal

dica do Chicco Sal

Obras que compõem ‘Clássicos de Harvard’ estão disponíveis para download em portal

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Crédito: Shutterstock.com

Publicado por Estadão

Entre os títulos selecionados, estão Don Quixote, Utopia e Crime e Castigo – todos em inglês

O portal Universia Brasil lançou nesta semana uma compilação digitalizada de 96 títulos que compõem os “Clássicos de Harvard”. A coletânea, originalmente conhecida como “Dr. Eliot’s Five Foot Shelf”, faz parte de uma antologia de 51 volumes de obras clássicas da literatura mundial editadas, em 1909, por Charles W. Eliot, então reitor da Universidade de Harvard.

Em discursos, Eliot afirmou diversas vezes que os principais elementos de uma educação liberal podiam ser alcançados gastando 15 minutos diários de leitura em uma coleção de livros que poderia caber em uma prateleira de pouco mais de um metro. Diante dessa afirmativa, a editora P. F. Collier and Son desafiou o reitor a realizar o que propunha, selecionando uma coletânea de obras. Desse desafio nasceu a coleção “Clássicos de Harvard”.

Entre as obras selecionadas estão Don Quixote, de Miguel de Cervantes, Crime and Punishment, de Fyodor Dostoyevsky, Utopia, de Thomas More, Pride and Prejudice, de Jane Austen e dezenas de outros livros.

A compilação dos clássicos da literatura mundial integra a biblioteca que o Universia vem montando desde 2011. Atualmente, o portal reúne cerca de 700 obras digitalizadas, todas disponíveis para download gratuito. Segundo Alexsandra Bentemüller, gerente de conteúdo do site, o Universia espera ultrapassar a marca de 1 mil títulos até o fim de 2012. “É importante ler sempre e é importante ler bem”, diz ela, lembrando que a escolha de obras visa atender aos mais variados estilos.

Alexsandra ressalta também que, neste caso específicos, as leituras podem ajudar bastante àqueles que querem ou precisam treinar o inglês, uma vez que as obras estão escritas no idioma.

A lista com os 96 títulos disponíveis em versão PDF está disponível no portal Universia Brasil.

dica do Jarbas Aragão

Quando booktrailers valem a pena

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Márcia Lira, no -1 na Estante

Um belo dia eu me deparei com um trailer de livro, e achei algo muito esquisito. Como assim, trailer? Livro ganha primeiro capítulo à disposição, entrevista com o autor, frases de efeito, não trailers que pertencem a outra mídia. Depois eu descobri que eu conheci o formato um pouco atrasada, ele já era tendência.

Hoje é muito comum uma editora divulgar uma obra com um trailer. Para se ter ideia tem até um prêmio para o formato, o Moby Awards. A sensação de estranhamento, no entanto, ainda me acompanha. Demorei a decidir se gostava ou não dessa ideia, até dar uma boa pesquisada e tirar algumas conclusões.

Uma das mais fortes características de um livro é abrir espaços na narrativa para que a gente complemente com a nossa imaginação. Então se o autor escreve: “a mulher entrou na casa”, nós pegamos essas cinco palavrinhas e somamos a elas nossas referências, criando identificação. Isso me leva a ter uma ideia de “a mulher entrou na casa” bem diferente da que você absorve da mesma frase. Agora imagine expressões mais complexas e multiplique as possibilidades.

Então a meu ver, o principal problema de um booktrailer é quando ele encerra esses espaços abertos dos livros. Como? Num vídeo de três minutos, dá cara, voz e jeito aos personagens, aos lugares, aos grandes momentos da obra. Depois você vai ler com aquilo na cabeça, e a percepção será mais limitada, totalmente diferente do que você teria sem ter assistido.

Um exemplo é esse de Sangue Errante, de James Ellroy. Parece trailer de filme.

Tem também uns formatos piores que só fazem você perder tempo, pois eles colocam no vídeo o que poderia muito bem estar escrito, o famoso videopoint (vídeo de powerpoint). Conheci um desses numa, pasmen!, lista de melhores booktrailers de um blog. The Iron King, de Julie Kagawa, tem um trailer que é um colagem cafona de frases e imagens. Só consigo pensar que o livro é péssimo. No mesmo estilo, fizeram pra Angel Time, da Anne Rice. Please, economizem meu tempo.

O Sérgio, do Todo Prosa, blog que adoro, acredita que o booktrailer é um conceito ridículo. Pelos exemplos que ele pegou e pelos que coloquei até agora, eu concordaria se não tivesse me deparado com umas ótimas amostras.

O Triste Fim de Policarmo Quaresma, de Lima Barreto, ganhou uma animação simpática, que apesar de dar cara e voz aos personagens, vira um captador de atenção das crianças para a obra. O objetivo está no final: leia na biblioteca da sua escola.

Agora os formatos que me parecem ideais, e eles justificam a existência dos trailers de livros, é quando o vídeo vira uma obra à parte. Ou seja, tem uma certa autonomia em relação ao livro. Não apenas conta uns pedaços e joga umas frases, mas faz uma mini releitura assumindo que utiliza um formato diferente e explorando isso para atiçar a curiosidade do leitor.

É o que acontece no caso do Word as an Image, de Ji Lee (acima), e do I am in the air right now, de Kathryn Regina. Esse eu vi no blog do Tiago Dória, num post antigo mas ainda interessante sobre o formato. O que você assiste abaixo ganhou o Book Trailer Awards.

O de De Onde Vêm as Boas Ideias, de Steven Johnson é outro ótimo exemplo. Aí você me pergunta: só bons casos estrangeiros? Então eu lhe mostro o trailer de O Filho da Mãe, de Bernardo Carvalho, que mistura animação bem simples com depoimentos do autor. Ficou interessante.

Sabe um que me levou, não a comprar, mas pelo menos a tirar o livro da estante na hora? O booktrailer de A mulher de vermelho e branco, do Contardo Calligaris (leia resenha do livro aqui). Com cenas que não mostram rostos, deixa a curiosidade à flor da pele.

Outro simples, porém eficiente é um que achei googlando mesmo, o trailer de Assassinos S/A, uma coletânea de contos policiais. Nunca tinha ouvido falar no livro, mas o vídeo, apesar de bem simples mesclando frases e fotos dos autores, se sai bem investindo numa música sombria.

E você, simpatiza com os booktrailers? Quais você curte?

Depois de ’50 tons de Cinza’, mais pessoas estão interessadas em sadomasoquismo

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Publicado originalmente no Fórmula do Amor

Uma pesquisa feita pelo site YouPorn (caso você não conheça, é um YouTube só de vídeos, como o nome diz, pornôs) revela que, depois do lançamento da série “50 tons de Cinza“, as buscas por vídeos com conteúdo sadomasoquista aumentaram 67%.

Caso você não saiba, os livros, que tem como estrelas Christian Grey e Anastasia Steele, são chamados de ‘pornô para mamães’, pelo seu conteúdo erótico e por sua popularidade entre mulheres de meia idade – aliás, estou pensando em resenhar a série aqui para o blog, o que vocês acham? O casal principal ficou conhecido por práticas S&M, como dominação, bondage e sadismo, entre outras.

E, cada termo individual relacionado ao S&M, teve um enorme crescimento nas buscas no YouPorn. Confira a tabelinha:

Agora eu quero saber: alguém aí já leu o livro? Qual é sua opinião? Depois da leitura, desejos diferentes surgiram? – não precisa comentar com seu nome verdadeiro.

 

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