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2012 – O ano das mudanças se aproxima: Veja os livros sobre o tema

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Publicado originalmente em O Girassol

De acordo com o calendário Maia, 2012 é o ano em que o mundo acaba. Mas seria real esta afirmação? Segundo pesquisadores e cientistas, o planeta terra passará por um processo de mudança chamado inversão geomagnética, do qual seus efeitos no planeta seriam irreparáveis, como: maremotos e tsunamis, erupções vulcânicas, radiação solar, falha no sistema de comunicação entre outros.

Na visão popular, essas crenças dão-se ao retorno do apocalipse, ao juízo final, o fim dos tempos pelo dilúvio eterno. Grandes dúvidas ainda nos cercam sobre o que realmente acontecerá em 2012. De acordo com as profecias Maias, grandes mudanças se fazem necessárias no planeta e nos homens e isso vem ocorrendo desde 1999. O ano profético, apesar de seus mistérios, não pode ser ignorado pelos homens, pois as evidências estão em todas as partes como livros, filmes e documentários.

Muitos são os livros que detalham os diversos processos de mudanças no planeta, inclusive a Editora Pensamento-Cultrix têm obras que ajudam a compreender possíveis acontecimentos, como: A Grande Mudança, Projeto Gaia 2012, O Cataclismo Mundial em 2012, Como sobreviver a 2012, O Fator Maia, Serpente de Luz, Oráculo 2013 entre outros vários títulos.

Confira abaixo algumas obras:
A Grande Mudança (206 páginas, Editora Cultrix) – Como participar da criação de um novo mundo a partir de 2012 – Lee Carroll / Tom Kenyon / Patrícia Cori (206 páginas, Editora Cultrix).
A Grande Mudança reúne várias fontes com importantes informações a respeito das mudanças que estão ocorrendo em nosso mundo, em nós mesmos e no processo de evolução da consciência, e que estão nos conduzindo para a virada que ocorrerá em 2012. Os seus autores vêm há muitos anos atuando nessa área e propiciam instruções práticas sobre o que fazer para participar ativamente da criação de uma nova ordem mundial.

Projeto Gaia 2012 – As Grandes mudanças pelas quais passará a Terra – Hwee-Yong Jang (216 páginas, Editora Pensamento).
Você está preparado? A Terra já está passando por um processo de purificação que faz parte de um grande plano cósmico chamado Projeto Gaia. Esse processo, marcado por desastres naturais, doenças, guerras e caos social, terminará com a ascensão do nosso planeta a uma nova dimensão.
Este livro visionário revela como podemos nos preparar para a “Grande Mudança” e tomar parte da expansão universal da consciência. Além de apresentar uma descrição detalhada do propósito do Projeto Gaia, este manual para o futuro inclui uma seção de perguntas e respostas, uma lista de leituras recomendadas e um glossário que proporcionam informações adicionais sobre as mudanças e oportunidades sem precedentes que nos aguardam.

O Cataclismo Mundial em 2012 – A contagem regressiva Maia para o fim do mundo – Patrick Geryl (288 páginas, Editora Pensamento).
Há sólidas evidências, na literatura de antigas civilizações, de que semelhantes desastres já ocorreram no passado e indícios de que elas sabiam quando irão ocorrer novamente. O Código de Dresden dos maias, por exemplo, contém os segredos do ciclo de manchas solares, assunto sobre o qual nossos modernos astrônomos ignoram quase tudo! O Calendário Maia termina em 21 de dezembro de 2012. O Zodíaco astronômico dos egípcios traz as datas exatas dos cataclismos anteriores e também indica 2012 como o momento em que o giro retrógrado de Vênus assinalará outra devastação geral.

Como Sobreviver a 2012 – Locais e Táticas de sobrevivência para enfrentar a Inversão Polar – Patrick Geryl (240 páginas, Editora Pensamento).
Neste livro, o autor ensina como aqueles que pretendem sobreviver a 2012 devem se preparar para as catástrofes. Enumera, em detalhes, os muitos problemas que os sobreviventes terão de enfrentar e o modo de resolvê-los. Ele espera que, munidas dessas informações, pessoas em número suficiente possam escapar para restabelecer a civilização e dar seguimento à vida humana na Terra.

O Fator Maia – Apocalipse 2012 – José Argüelles (232 páginas, Editora Cultrix).
O Fator Maia, pedra seminal do trabalho que Argüelles desenvolve até hoje, e também a mais completa obra numerológica maia para compreender desde a atualidade até o ano de 2012, mostra uma saída, um caminho além da tecnologia material, e nos dá o instrumental necessário para realmente compreender a talvez mais importante profecia de todos os tempos: o Apocalipse Maia de 2012.

Serpente de Luz – Uma Aurora Espiritual após 2012 – Drunvalo Melchizedek (264 páginas, Editora Pensamento).
Guia espiritual e ao mesmo tempo diário de aventuras de viagem, este novo livro de Drunvalo é um relato em primeira mão sobre um processo que só acontece a cada 13 mil anos, quando a energia Kundalini da Mãe Terra – a chamada Serpente de Luz – emerge das entranhas do planeta e desliza como uma serpente até a sua nova morada.
Neste livro, Drunvalo conta histórias dos 35 anos que passou servin¬do à Mãe Terra e à Serpente de Luz. Viaje com ele ao redor do mundo enquanto ele segue a orientação de seus mentores espirituais e do seu próprio e crescente conhecimento interior. As suas histórias são uma cadeia viva de cerimônias para ajudar a curar corações, alinhar energias e corrigir antigos desequilíbrios no planeta – em resumo, aumentar a nossa consciência da indivisibilidade da vida no universo.

Oráculo 2013 – O despertar da Terra para a consciência galáctica após o ano de 2012 – David Carson / Nina Sammons / Arte: Gigi Borri (216 páginas, acompanha cartas coloridas, Editora Pensamento).
Em Oráculo 2013, David Carson reúne esses conhecimentos ancestrais para nos ajudar a sair dos embates e conflitos íntimos desta época e conhecer um mundo de possibilidades infinitas. Os maias, toltecas e outras civilizações nos legaram esse compêndio de sabedoria, que foi entalhado em pedra e incorporado à arquitetura de suas cidades e aos seus calendários.
Este belíssimo kit, composto do livro explicativo, das cartas e do “Cenote Sagrado” (um encarte para disposição das cartas) está repleto de informações esclarecedoras e ilustrações que tornarão muito mais fácil a interpretação dessas mensagens simbólicas e também ajudarão você a encontrar respostas para as suas perguntas mais prementes.

Ahmnat: Book trailer

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Escritor de gaveta: você deveria ser

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Texto escrito por Camila Kehl no Livros Abertos

Eram chamados, com relativa precisão, de escritores de gaveta. Com o surgimento da internet, essa denominação passou a ser questionável — aquele sujeito que preenchia folhas e folhas de um caderno com seus pensamentos e desabafos se transformou no blogueiro que usa o espaço para publicá-los. Por falta de definição melhor, entretanto, ou justamente por não haver uma de que eu goste tanto, acho digno chamar todos os que não têm livro publicado (as tentativas não contam), mas que ainda assim produzem compulsivamente, de escritores de gaveta.

Eu sou uma escritora de gaveta. E com orgulho. Nunca tentei publicar meus escritos porque eles não foram produzidos com essa finalidade. Mais do que isso, até: eu me sentiria incomodada se alguém os lesse (mas isso sou eu; alguns gostam de compartilhar os seus). Os arquivos de texto salvos no meu computador e toda a sorte de linhas traçadas em papéis aleatórios foram, em grande parte, concebidos como uma jornada de autoconhecimento. De vez em quando, como uma boia, as palavras me auxiliam em momentos difíceis e não permitem que eu afunde. E aí temos a importância não só da leitura, mas da escrita.

[Claro que dá pra diferenciar a produção bem pessoal daquela iniciada com o simples propósito de, se tudo der certo, virar um livro. Mas uma não anula a outra, na medida em que ambas mexem com a essência do escritor; ambas, portanto, podem ser terapêuticas e esclarecedoras.]

Desde que eu aprendi a escrever, eu escrevi. Completei alguns diários, mas hoje não consigo mais seguir essa linha organizada, já que respeitar a própria ordem dos dias é complicado. Dá para definir minha produção como caótica: pequenos contos, frases soltas, pensamentos, argumentações, ideias, poemas, explosões, desabafos, tudo solto e misturado em cadernos e mais cadernos, em arquivos salvos no computador e em algumas folhinhas que estavam à mão quando precisei delas. Não existe um critério, portanto: escrevo aquilo que dá vontade, quando posso e preciso.

A escrita é tão positiva quanto a leitura, embora seja menos estimulada e praticada. Por quê?

As pessoas costumam acreditar que, para escrever, é necessário ter algum tipo de talento ou conhecimento especial. Não é verdade — não quando se trata de colocar seus sentimentos e pensamentos em palavras. Com o exercício quase diário, e ainda em conjunto com a leitura, a escrita pode ser aprimorada; dá pra dizer, então, que essa habilidade é uma daquelas que se adquire com a prática.

A contribuição para o autoconhecimento, como já mencionei, é incontestável. Parece-me — e perdão se soar exagerada — que as pessoas têm encontrado, para seus problemas, soluções em caixinhas que vêm com uma tarja preta; dentro, a felicidade em forma de pílulas. Não que a escrita seja a solução para todos os males. Longe disso. Mas ela pode ser um bom ponto de partida para desbravar aquilo que assusta, enraivece, alegra e entristece. E uma ótima maneira de aprender a lidar com tudo isso. Reler o que fomos no passado é, ainda, um jeito delicioso de ver como mudamos. E como as coisas mudavam enquanto nós nos transformávamos.

Rainer Maria Rilke, em Cartas a um jovem poeta, pediu que o admirador e aprendiz imaginasse o que seria de sua vida sem a escrita; se não conseguisse conceber uma existência assim, então sua vocação para a poesia seria verdadeira. Eu não iria tão longe, mesmo porque não creio em uma única vocação, uma espécie de dom imutável e que pertence à essência de alguém (duvido também dessa essência). Eu diria que cada um, do seu jeito, deveria escrever. Não para mudar o mundo, mas para enxergar e perceber a si e a sua própria vida de um jeito mais bonito. O que também é, afinal, uma tentativa de mudar o próprio mundo.

Mr. Bean escrevendo para si mesmo. Um cartão, sim, mas é uma forma genuína, ué.

Mr. Bean escrevendo para si mesmo. Um cartão, sim, mas é uma forma genuína, ué.

Kindle Touch tem 3G livre no mundo todo, mas só para baixar livros

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Publicado originalmente no Techtudo

Usuários do novo Kindle Touch 3G não poderão acessar seus sites preferidos pelo browser do aparelho, usando a conexão que a Amazon promete ser disponível em qualquer lugar e a custo zero. A conectividade do novo leitor de e-books é dedicada exclusivamente à aquisição e ao download de novos livros para a sua biblioteca virtual.

Kindle Touch 3G não permite que o usuário use a conexão para navegar na web (Foto: Divulgação)

Kindle Touch 3G não permite que o usuário use a conexão para navegar na web (Foto: Divulgação)

A limitação de uso soa como banho de água fria para àqueles que apostaram no aparelho como sério concorrente ao iPad (como leitor de notícias, revistas e e-books). A estratégia da Amazon em limitar a experiência de uso do seu novo aparelho pode se explicar no esforço da empresa em comercializar e-books e em popularizar o formato. Além disso, como a Amazon subsidia a conexão 3G dos aparelhos, os custos de uma navegação livre de seus usuários mundo à fora poderia ser proibitivos.

A atitude pode ser um tiro no pé. Tablets de concorrentes, que possibilitem experiência agradável de leitura e navegação livre pelo 3G, podem roubar o mercado da consolidada marca Kindle. Além disso, a opção da Amazon soa como aquele tipo de coisa que não resiste a alguns meses de criatividade geek. Limitações de software estão aí para serem dribladas, e o que não falta são usuários querendo fazer isso.

Em todo caso, a Amazon confirmou no fórum oficial do Kindle que o 3G não permite navegação na internet, e que a conexão se destina unicamente às consultas ao Wikipedia e ao download de conteúdos da Kindle Store. Para poder navegar na internet livremente, o usuário terá que usar uma conexão Wi-Fi convencional.

O futuro do livro e o fim da web

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Texto escrito por André Forastieri em seu Blog

Sam Harris é um escritor respeitado, com um problema comum: como ganhar a vida daqui para frente. Seu tema central é a razão e a fé. Compartilha angústias em seu blog, em um texto que  pergunta: do que viverá um criador no século 21?

Está experimentando com um novo formato – livros curtinhos, de 60 ou menos páginas, vendidos exclusivamente em formato digital, através do Amazon Kindle.

Para que escrever um livro de 600 páginas, se um décimo disso é o suficiente para defender sua tese? A única razão por que temos livros tão grossos é porque a indústria do livro não é capaz de vender um livro fininho por um preço pequenininho.

Mas agora temos pouco tempo e muitas distrações. Pouca gente ainda tem paciência de passar horas e mais horas atravessando um livrão em que 90% é gordura. Mais prático assistir o autor resumindo suas ideias no YouTube, em dez minutinhos de palestra.

Melhor bispar os slides, bater o olho no verbete da Wikipedia, fazer uma busca e clicar em qualquer coisa que apareça na primeira página do Google. É um lanchinho, e não a refeição completa. Mas banquete tem hora.

Sam Harris continua escrevendo livros longos, impressos em papel e vendidos em livrarias (e também em versão digital, claro). O mais recente chama-se The Moral Landscape, e não recomendo, porque só vi o vídeo a respeito, mas parece sólido, e gente como Richard Dawkins e Ian McEwan, que li, assinam embaixo.

É mais provável que eu leia seu primeiro livrinho exclusivamente digital, Lying. É focado em um assunto só – mentira, e porque devemos sempre dizer a verdade, custe o que custar. Curtinho,  posso baixar hoje e começar a ler já. Se não for tudo aquilo, não perdi grande investimento. Custa  só U$ 1,99, o que é um atrativo a mais.  Baratinho, né?

Lying

Lying, de Sam Harris

Não. É caro, para muitos dos fãs de Harris. Não que eles não tenham dois doletas, R$ 3,60. É que, comparando com o custo de ler o blog dele de graça, parece absurdo. Lying tem uns 50 mil caracteres, o dobro ou triplo do tamanho de um post escrito por Sam para o Blog. Segundo ele, deu bem mais trabalho do que o típico texto que escreve para internet, e é um ensaio, pensado para liquidar seu ponto de vista sobre determinado assunto, e para durar.

Por isso decidiu pelo formato de livrinho digital. Mesmo assim, houve grito. Porque não tem versão para o iPad, Android Market, em papel na livraria da esquina? Por que não é de graça? Lying é um grande sucesso. Entrou na lista do top ten de itens mais vendidos no Kindle, em nono lugar. Harris tem sentimentos ambíguos sobre o resultado, que compartilha em um texto obrigatório para quem se interessa pelo destino das ideias e da comunicação.

Chama-se O Futuro do Livro (leia aqui), somente em inglês. Faz par com outro, chamado O Fim da Web como a Conhecemos, de Adrian Short (leia aqui), também só disponível na língua original. Não concordo totalmente com nenhum dos dois textos – só faltava.

Mas não se lê para buscar confirmação, e sim informação e opiniões divergentes. O que eu já sei, já sei. Conhecimento é conflito. E os dois textos iluminam, por lados diversos, faces diferentes do mesmo desafio, e funcionam melhor lidos numa tacada única.

É revelador que eles não têm relação entre si, fora a que criei. Checando meu Twitter, meia hora atrás, fui como sempre clicando nos links que pareciam mais interessantes, abrindo um após o outro, para depois conferir de uma vez o que há de mais potencialmente provocador, engraçado ou útil. Esbarrei nos textos de Sam e Adrian.

Eu poderia simplesmente passar para frente, via Retweet, ou postar no Facebook, sem contexto. Se não tivesse um blog, simplesmente faria isso. Mas tenho, e é um grande prazer compartilhar ideias, experiências e descobertas inesperadas.

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