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Posts tagged Lixo

Minibiblioteca é criada a partir de livros encontrados no lixo no RS

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Iniciativa ocorre em centro de reciclagem de Santa Cruz do Sul.
Ao todo, 200 obras foram localizadas junto a materiais recicláveis.

Publicado no G1

Ana Cláudia virou frequentadora assídua do espaço. (Foto: Reprodução/RBS Tv)

Ana Cláudia virou frequentadora assídua do espaço.
(Foto: Reprodução/RBS Tv)

Funcionários de um ponto de entrega de coleta seletiva de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, resolveram criar uma miniblioteca a partir de livros encontrados no lixo (veja mais no vídeo).

Ao todo, foram recuperados cerca de 200 obras que estavam junto com outros materiais recicláveis, recolhidos durante a coleta seletiva pelos bairros da cidade.

Todo material que chega ao local passa por uma triagem para separar o que pode ser reutilizado. A recicladora Ondina da Rosa é uma das que participam desse processo. “Eu perdi a conta de quanto livro que eu pego durante o dia, bastante livro. Livro de historinha. A cada saco aberto é uma expectativa.”

A coordenadora-geral da central de reciclagem, Vera Flores da Rosa, acredita que vai ter que ampliar o espaço. “Eu estudei até a 4ª série, a gente vai apreendendo cada vez mais com esses livros. Por mim, isso aqui não precisava nem ter sofá, só livro.”

Alguns trabalhadores viraram frequentadores assíduos do espaço. É o caso da coordenadora de produção Ana Cláudia dos Santos, que entre uma tarefa e outra dá uma parada na minibiblioteca.

Ela, que parou os estudos na 8ª série, conta que tinha até vergonha de conversar com outras pessoas. “Agora já não tenho, sabe? E acho que a leitura me ajudou bastante.”

Agora, Ana Cláudia quer passar o gosto pelos estudos para os dois filhos. “Eu quero que meus dois filhos criem o hábito da leitura desde pequeno, não seja igual a eu, que depois de adulta, já depois que está trabalhando, me apegar pela leitura.”

Projeto brasileiro para lixo orgânico vence disputa internacional em SP

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Equipe do IFG-GO foi premiada em competição latino-americana.
Estudantes desenvolveram processador que diminui volume do lixo.

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Publicado no G1

Uma equipe brasileira formada por seis estudantes e uma professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG-GO) foram premiados por desenvolver um processador de resíduos orgânicos domésticos. A máquina é baseada na compactação e diminuição do volume do lixo.

A apresentação da equipe levou o prêmio de melhor apresentação durante competição latino-americana de inovação, a I2P Latin America, realizada na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, na última semana.

Os brasileiros desenvolveram um processador de resíduos que tritura, compacta e drena líquidos residuais para reduzir o lixo orgânico doméstico.

Segundo a professora Sandra Longhin, participante do projeto, o aparelho facilita o trabalho de compostagem dos resíduos orgânicos inadequados para o aterro sanitário.

“Sabemos que 60% do lixo doméstico é composto de resíduos orgânicos, inadequados para o aterro sanitário”, disse Sandra. “Com o equipamento, o que resta dos resíduos vai diretamente para a compostagem.”

A máquina desenvolvida pelos jovens com o auxílio da docente também promete reduzir o custo do transporte de material inaproveitável devido à redução do volume do lixo. O grupo pretende desenvolver planos de gestão de resíduos para aplicação em condomínios de casas e apartamentos da cidade de Goiânia.

Além da professora Longhin, a equipe vencedora contou com a participação dos estudantes Bruno Alves Rocha e Nadine de Paula Santos, do curso técnico em controle ambiental; Victor Carrijo Guimarães, técnico em mineiração; Rafael Sforni Mota, de engenharia mecânica; Wesley Rosa de Mesquita, de engenharia ambiental; e Augusto Sérgio Patrocínio, técnico em edificações.

Morador de rua volta a estudar para realizar sonho de ter casa no ES

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Carlos Roberto encontrou livros no lixo e se motivou a fazer cursos (Foto: Guilherme Ferrari/ A Gazeta)

Carlos Roberto encontrou livros no lixo e se motivou a fazer cursos (Foto: Guilherme Ferrari/ A Gazeta)

Carlos Roberto encontrou livros no lixo e se motivou a fazer cursos.
Ele recebe dinheiro do governo por causa de doença.

Publicado no G1

Quando os olhares atravessados e o preconceito não são capazes de acabar com os sonhos de alguém, eles se tornam um motivo a mais para seguir em frente. É justamente esta a lição dada pelo morador de rua Carlos Roberto Souza Pereira, que aos 42 anos de idade se esforça para descobrir novos rumos para sua vida por meio da educação. Após encontrar livros no lixo, Carlos Roberto se motivou e decidiu fazer cursos de preparação profissional para no futuro comprar a casa própria.

Carlos Roberto, filho único e que um dia já morou em um lar, deixou de ter endereço fixo há 10 anos. A morte dos pais e a descoberta de que a casa em que morava não pertencia à família, somadas às dificuldades de se fixar em um emprego como eletricista, função que se especializou através de um curso técnico, o levaram para as ruas.

No entanto, há um ano, o gosto pelos livros que encontrava no lixo o motivou a dar início a uma nova etapa: com o dinheiro de uma pensão que recebe do governo em função de uma doença, ele decidiu fazer cursos de preparação profissional em uma instituição privada. Ao todo, são quatro formações: liderança, inglês, manutenção de computadores e digitação.
Determinação
Atualmente, é sob a marquise do Fórum da Prainha de Vila Velha, no Espírito Santo, e pelas praças do bairro que Carlos Roberto vive com seus poucos pertences, junto à outros moradores de rua. Mas nem por isso ele deixa de sonhar com a possibilidade de um dia ter uma casa para chamar de sua. Por isso mesmo, os cursos que frequenta cinco vezes por semana, se tornam mais uma fonte de esperança.

Mas não é só trabalho o que Carlos Roberto deseja ao voltar para a escola. “Eu quero conquistar o respeito das pessoas não só para mim, mas também para meus amigos que estão nas ruas”, ressalta.

Conviver com o preconceito da sociedade diante dos moradores de rua, além das agressões físicas e verbais e do medo cotidiano, o fez pensar além. “Acho que em quatro ou cinco anos estarei formado em todos os cursos. Penso em fazer uma faculdade, talvez na área social, mas não quero ficar atrás de uma mesa, quero ajudar outros moradores de rua, pois essas pessoas têm uma identidade”, pontua Carlos Alberto, que ainda conclui: “as pessoas gostam de ouvir histórias, mas elas têm que participar da história e fazer alguma coisa para mudar”.

Secretaria da Educação de Alagoas descarta oito toneladas de livros

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Material foi destinado para cooperativa de catadores de recicláveis.
Gestores da SEE disseram que livros didáticos estão defasados.

Publicado no G1

A Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (SEE) descartou 8 toneladas de livros didáticos considerados inservíveis. O material, suficiente para carregar um caminhão, foi destinado nesta quinta-feira (05) para uma cooperativa de catadores que trabalha com a coleta seletiva de recicláveis.

Segundo a vice-presidente da cooperativa de catadores, Ivanilda Gomes, o material recolhido através da SEE corresponde ao papel que é recolhido em dois meses pelos associados. “Nós atendemos um chamado da SEE que publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) um chamado para cooperativas que tem interesse em adquirir os livros”, disse.

O documento da Secretaria de Educação de Alagoas entregue à cooperativa mostra que os livros teriam ultrapassado a vida útil e não podem mais ser usados; ou ainda por estarem em péssimo estado de uso, o que deixa a recuperação inviável.

No entanto, o curioso é que a maioria dos livros nunca foi usada. São livros novos, ainda na embalagem e que poderiam ajudar muita gente. Entre eles, estão livros destinados à alfabetização infantil ou ao ensino de jovens e adultos, publicados em 2009 e 2010.

No estado com o pior índice da educação básica do Brasil, a recicladora Eliene da Silva lamenta o descarte dos livros. “Muito triste ver esses livros que poderiam estar ajudando crianças serem descartados. Muitas mães pobres não podem comprar para os filhos livros como estes que estão sendo jogados”, diz.

SEE
Apesar do lamento da recicladora Eliene da Silva, a SEE informou que os livros foram descartados porque têm mais de três anos de fabricação. E uma resolução do governo federal orienta que eles não sejam usados depois desse tempo porque podem estar defasados.
A reportagem da TV Gazeta perguntou se na ocasião não houve uma compra excessiva e a resposta da SEE foi que não iria se pronunciar sobre o fato.

Livros didáticos são jogados em vala de lixão no distrito de Colina Verde, RO

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Descarte aconteceu no último domingo, 19, e revoltou moradores.
Comissão de investigação do caso foi instaurada pela Seduc.

Livros didáticos foram descartados em lixão no distrito de Colina Verde (Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Livros didáticos foram descartados em lixão no distrito de Colina Verde (Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Eliete Marques e Franciele do Vale, no G1

Moradores do distrito de Colina Verde, do município de Governador Jorge Teixeira (RO), a 370 quilômetros de Porto Velho, denunciaram o descarte de centenas de livros didáticos no lixão da região. Conforme os denunciantes, os materiais foram despejados no último domingo (19) por um caminhão da prefeitura. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) nega que o material seja do município e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) diz que está investigando se pertenciam a Escola Estadual Cláudio Manoel da Costa.

O roceiro Ivan de Souza, de 37 anos, conta que ficou indignado e resolveu denunciar o caso. Ele diz que descobriu os livros por acaso, quando passava pelo local e afirma que os livros foram jogados por um caminhão da prefeitura de Governador Jorge Teixeira. “É uma coisa que não dá para gente aceitar. Quantas pessoas estão precisando de um livro. Estão jogando o futuro de milhares de crianças no lixo. Espero que seja tomada uma providência rigorosa sobre isso”, enfatiza.

A secretária da Semed, Daniele Cupertino, afirma que o material didático não pertence à rede municipal de ensino. Alguns dos livros apresentam carimbo da Escola Estadual Cláudio Manoel da Costa, localizada em Colina Verde. O vice-diretor da escola, Deiverson Mendes de Paula, confirmou ao G1 que os livros jogados no lixão do distrito pertenciam a unidade de ensino e foram descartados após um mutirão de limpeza realizado na escola. Ele garante que todos os materiais descartados estavam ultrapassados e em desacordo com a nova ortografia da língua portuguesa.

Materiais foram descartados após multirão (Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Materiais foram descartados após multirão
(Foto: Fred Barbosa/ RO463)

Apesar da confirmação do vice-diretor, a coordenadora pedagógica da Coordenadoria Regional de Educação da Seduc, em Jaru (RO), Dercília Antônia, informou que após o conhecimento do corrido, foi instaurado uma comissão para investigar se de fato os livros pertencem à escola Estadual Cláudio Manoel da Costa.

Segundo a coordenadora, com a confirmação serão tomadas as providências cabíveis sobre o caso. Dercília asseverou que o descarte foi incorreto, independente de quem tenha o feito. Ela informou que há uma portaria que define normas descartar livros em desuso, como catalogar os materiais, doar, incinerar, dentre outras.

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