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Menos novelas e mais livros

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O número de novelas que as pessoas assistem, na maioria das vezes, é maior do que o número de livros que leem

Paulo Sérgio Buhrer no Administradores

Às vezes chego a pensar que as novelas geram ganhos a quem assiste, tamanho é o fascínio que despertam nas pessoas. Mas, longe disso. Elas geram mesmo é paralisia, de todos os gêneros, inclusive, físico, afinal, há pessoas que nem piscam quando a cena é chocante, picante, emocionante.

Você já ouvir dizer que alguém foi promovido porque sabia o nome de todos os personagens da novela das nove? Ou, porque recitou o último capítulo da novela das seis? Menos novelas e mais livros significa mais conforto, saúde, bem-estar, relacionamentos… mais vida.

Alguma pessoa coloca no currículo: “expert em novelas”. A não ser que você seja um crítico de TV, ou ganhe dinheiro com notícias noveleiras, ninguém melhora de vida vendo novela.

É uma pena, porque enquanto os capítulos das novelas avançam, a carreira das pessoas, a competência e o aprendizado andam para trás. Raramente, e raramente mesmo você aprende alguma coisa produtiva vendo uma novela.

“Então não posso mais assistir minha novelinha?” Claro que pode, afinal, cada um é dono de si mesmo. A questão é que, pelo menos, nos intervalos, deveríamos trocar a novela por páginas de livros. Livros que aumentem nossa competência, que despertem nossa motivação e entusiasmo pela vida. Livros que nos direcionem para a carreira que pretendemos, e nos auxilie na preparação de competências e diferenciais para que ela seja um sucesso, enfim, ler os capítulos de livros traz resultados positivos e muito aprendizado, enquanto que acompanhar os capítulos da novela traz inércia, acomodação, e, pior, corremos o risco de criar um estado mental com inversão de valores, afinal, o que se passa nas novelas de hoje é todo tipo de imprestabilidade.

“Ah, mas a novela é um retrato da vida real”. Mentira. A vida real tem se deixado influenciar pelas novelas, invertendo valores morais como se fosse esse o padrão. Não é padrão a traição, o sexo sem amor, o pobre ser feliz e o rico depressivo, como se quisessem perpetuar a fome, a miséria, o pouco, incentivando de que feliz mesmo é quem não tem dinheiro, e, que, os ricos, cedo ou tarde apontam uma arma para a própria cabeça. Tudo isso é enganação e não podemos trazer para os capítulos da nossa vida o que se passa nas novelas.

Quer ver sua novelinha, veja, mas, prefira trocá-la por conhecimento que enobrece, por outras imagens que façam bem à sua mente, por ideias de especialistas nas mais diversas áreas, e não pelas infames imagens, sons e experiências novelísticas.

De outro ponto de vista, é preciso que compreendamos que nós é que nos deixamos influenciar, e, parecemos gostar do que se passa na TV, tamanha é a audiência desses programas. Não se chateie com quem quer lhe ajudar a sair do marasmo, da inércia de ficar no sofá, esparramado, vendo novela enquanto os filhos brincam sozinhos lá fora e seu companheiro (a) implora por atenção, ou enquanto um colega de trabalho está sendo promovido porque leu mais, foi a cursos, o que possibilitou a ele comprar o carro que você sempre quis, mas, a novela o convenceu de algum modo, que ela era mais importante que seu aperfeiçoamento e qualidade de vida.

Me dá uma dor no coração ver pessoas não indo a cursos, palestras, não lendo pelo menos um livro por ano, porém, recitando o nome dos personagens e o que cada um fez no capítulo anterior, deixando queimar o arroz, o feijão e derramar o leite no fogão, mas, não perdendo segundos da novela.

Assista sua novela, mas, com todo carinho do mundo, sugiro que comece a trocá-la por algo produtivo, divertido, instigante, como um livro, um curso, ou, simplesmente em sair para passear num parque sozinho ou em família, e observar a natureza, só para quebrar esse hábito de acomodação que a novela traz.

Eu sei que você chega em casa exausto, e tudo o que enxerga é a poltrona do sofá e tela da TV, porém, estar extenuado é um ótimo sinal de que está suando no trabalho, no entanto, suor já não é mais sinal de sucesso. Temos que complementá-lo com evolução, aprendizado, habilidades, coisas essas que a gente não aprende vendo novela.

O pior de tudo é que ficarmos vidrados na TV não permite sequer que descansemos, pois ficamos focados, atentos a tudo o que se passa, enchendo a mente com bobagens que vão atrapalhar num momento ou outro nossa vida.

Não sou contra a TV e suas novelas. Sei do papel importante que a TV tem. Sou contra você não estudar, não se empenhar, não participar de eventos que a empresa oferece, negar hora extra, negar carinho, atenção a quem ama você, enfim, sou contra rejeitar conforto, bem-estar, crescimento. Aposto que nunca um artista de novela lhe deu esses conselhos, deu? Garanto que nenhum deles se preocupou em ligar pra você oferecendo ajuda quando não sobra dinheiro para comprar um tênis para o filho ir para o colégio, ou, duvido que algum deles tenha oferecido ajuda nos momentos mais difíceis que você enfrentou, e, mais, tenho certeza que nunca ligaram pra você oferecendo apoio para uma consulta médica particular para seu filho, enquanto você reclamava da demora no posto de saúde. Por que eles não fazem isso?

A resposta é simples: porque eles são personagens, e você é real. Não se deixe inverter, tornando-se um mero expectador da própria vida. Você é real e tem que sair do sofá e dos capítulos da novela para se tornar protagonista do filme da sua vida, da sua carreira, do seu destino e escrever belos capítulos no livro da sua história.

Firme campeão, campeã. O carro, a casa, o conforto, a vida que você deve sonhar não está nas novelas. Tudo isso está nos livros, cursos e na sua evolução constante. Mais livros e menos novela.

Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre.

Paraíba terá o primeiro campus universitário dentro de presídio

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Croqui da unidade da UEPB que será inaugurada em complexo penitenciário no dia 20

Croqui da unidade da UEPB que será inaugurada em complexo penitenciário no dia 20

William de Lucca, na Folha de S.Paulo

Uma penitenciária em Campina Grande, na Paraíba, será a primeira do Brasil a ter um campus universitário em suas dependências para que os presos estudem.

O campus da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) será inaugurado no dia 20, mas as aulas devem começar só no ano que vem.

Um desafio será encontrar alunos: apenas 13 dos 769 presos condenados cursaram o ensino médio e podem entrar em uma graduação.

A ideia é aproveitar este semestre para que eles concluam o ensino médio em um supletivo oferecido no local. Só então poderão fazer o Enem, teste que será usado como forma de seleção para a universidade. O campus pode atender a 80 alunos.

Durante o período, será feita uma pesquisa com os presos para definir quais cursos eles gostariam de cursar. Até lá, os presidiários poderão fazer cursos de extensão.

O campus ficará em um prédio separado, longe das celas. Tem oito salas de aula, um auditório e um escritório modelo para estagiários de direito. As instalações já existiam e foram adaptadas.

Segundo a coordenadora do campus, Aparecida Carneiro, a ideia foi bem recebida pelos docentes. “A adesão será voluntária, mas não há nenhum receio sobre segurança por parte deles.”

Ainda não foi definido se os dias de estudos contarão para a redução da pena, como acontece com dias trabalhados. A medida é discutida entre a Secretaria de Administração Penitenciária e o Tribunal de Justiça.

O futuro não é o fim, ainda

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Javier Celaya, vice-presidente da Associação Espanhola de Revistas Digitais: “A grande pergunta de todo mundo é onde está o dinheiro na internet”

Javier Celaya, vice-presidente da Associação Espanhola de Revistas Digitais: “A grande pergunta de todo mundo é onde está o dinheiro na internet”

João Luiz Rosa, no Valor Econômico

Há dois anos, parecia que o livro impresso começava a tomar o caminho da extinção. Em abril de 2011, a Amazon anunciou que a venda de livros eletrônicos superara pela primeira vez a de papel – 105 volumes digitais para cada 100 tradicionais – e a Borders, uma das maiores cadeias de livrarias dos Estados Unidos, baixou as portas, em setembro, apenas sete meses depois de entrar com um pedido de recuperação judicial. Das 511 lojas que tinha um ano antes restavam 399.

Agora, os sinais são diferentes. As vendas dos aparelhos eletrônicos para leitura de livros, ou e-readers, que pareciam os substitutos naturais do livro em papel, vão cair dos 5,8 milhões de unidades projetadas para este ano para 2,3 milhões em 2017, prevê a consultoria Forrester. O interesse do público parece tão morno que nesta semana a Barnes & Noble, outra gigante americana das livrarias, anunciou que vai abandonar parte da produção do seu e-reader, o Nook, depois de a receita com o negócio cair 34% no trimestre, duplicando as perdas na área.

Ainda mais significativo é que as próprias vendas dos livros digitais não seguiram o ritmo espetacular que se esperava a princípio. Em uma década, entre 2002 e 2012, os e-books saíram de invisíveis 0,05% da receita do mercado editorial americano, o mais avançado na área digital, para 20% das vendas. Em outros países, permanece longe desse patamar – 10% na Espanha, 3% na Itália, pouco mais de 2,5% no Brasil.

Contra as probabilidades, os números parecem indicar que o livro é mais resistente ao tsunami digital que a música. Segundo a IFPI, principal organização mundial da indústria fonográfica, o segmento digital representou 37% da receita total do setor no ano passado, mas os números só levam em consideração as vendas legais. O que é obtido por meio da pirataria fica fora do levantamento, o que distorce o cenário. Foram as vendas ilegais, afinal, que destroçaram as regras estabelecidas no setor, cujos personagens ainda estão em busca de novos formatos comerciais viáveis. No mercado editorial, talvez por não ter ocorrido o mesmo efeito devastador, fica a impressão de que a maré digital está fraca, mas muitos especialistas acham que a grande onda ainda está por vir.

“Há 500 anos, desde a invenção da imprensa por Gutenberg, não se via uma revolução da mesma ordem e magnitude na indústria da informação”, disse o professor Silvio Meira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na abertura do IV Congresso do Livro Digital, ocorrido neste mês em São Paulo. Meira, que também é cientista-chefe do Cesar, centro de inovação com sede no Recife, contou que algum tempo atrás um executivo perguntou se as mudanças viriam antes de sua aposentadoria, daqui a dez anos. “Dez anos? Ih, pode ter certeza de que você vai enfrentar turbulência”, respondeu o professor.

Tempo, portanto, ocupa um papel especial na digitalização do livro. “Eu não diria que o ritmo [de vendas dos livros digitais] está lento ou abaixo das expectativas”, afirma Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e sócia-diretora da Girassol Brasil Edições. Embora o assunto esteja em discussão há anos, as vendas de e-books no país só começaram para valer no fim do ano passado, com uma resposta positiva tanto da indústria quanto do consumidor, avalia Karine. Pelas contas da CBL, o número de títulos em formato digital triplicou no Brasil em um ano, passando de 5 mil em 2011 para 15 mil no ano passado.

A expectativa é que a redução dos preços dos tablets dê um forte impulso aos livros digitais. Enquanto os e-readers, voltados basicamente para leitura, sofrem uma redução prematura das vendas, os tablets – que também permitem navegar na internet, ver filmes, ouvir música etc. – ficam mais baratos e ganham consumidores de mais classes sociais. A previsão da consultoria IDC é que as vendas mundiais de tablets vão chegar a 229,3 milhões de unidades neste ano, superando pela primeira vez a de notebooks, de 187,4 milhões de unidades. O preço médio vai ficar quase 11% mais baixo, em US$ 381. É por isso que, apesar do desinteresse pelos e-readers, os livros digitais teriam espaço para crescer. Em vez de aparelhos exclusivos para leitura, o consumidor estaria preferindo os tablets na hora de ler.

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A competição acirrada pode contribuir para a adoção mais rápida dos e-books. Companhias como a Amazon, dona do Kindle, estão lançando equipamentos básicos a preços reduzidos, com margens baixíssimas de lucro, na expectativa de vender livros digitais e recuperar o investimento mais tarde. É uma manobra que tomou emprestada do setor de tecnologia da informação: fabricantes de impressoras, por exemplo, também vendem máquinas com margens apertadas para ganhar dinheiro com tinta e papel. (mais…)

Brasil aparece em lista dos 10 países mais perigosos para jornalistas

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Polícia ainda não tem conclusões sobre o assassinato de Mário Lopes (Imagem: Reprodução/Facebook)

Polícia ainda não tem conclusões sobre o assassinato de Mário Lopes (Imagem: Reprodução/Facebook)

O Brasil está entre os dez países mais perigosos para jornalistas, de acordo com o relatório do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) divulgado nessa quinta-feira, 2, véspera do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. O levantamento leva em consideração o índice de impunidade em casos de comunicadores assassinados.

O ranking é liderado por Iraque, Somália e Filipinas. Casos de 2003 até o fim de 2012 são estudados. No Brasil, a análise identificou nove ocorrências não resolvidas e destacou os quatro assassinatos de jornalistas ocorridos em 2012.

“Três das quatro vítimas trabalhavam em publicações digitais. Entre elas, o editor Mario Randolfo Marques Lopes, que havia coberto incisivamente corrupção no governo e má conduta policial. Repórteres do interior, trabalhando longe dos holofotes da mídia nacional e em áreas onde a aplicação da lei é fraca ou sujeita à corrupção, têm sido especialmente vulneráveis no Brasil”, diz o estudo.

De acordo com a consultora da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Veridiana Sedeh, o envolvimento de policiais nos assassinatos agrava a situação. “Há casos em que as próprias autoridades cometem os crimes e, posteriormente, dificultam a investigação.”

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