Vitrali Moema

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‘A Filha Perdida’, de Elena Ferrante, ganhará filme dirigido por Maggie Gyllenhaal

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A atriz Maggie Gyllenhaal, conhecida por ‘Coração Louco’ (2009), pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar (Eugene Gologursky/Hamptons International Film Festival/Getty Images)

Outros dois romances da misteriosa escritora italiana já foram adaptados para o cinema, além da Série Napolitana, que será lançada como seriado pela HBO

Publicado na Veja

Outro livro de Elena Ferrante vai ganhar os cinemas, desta vez por uma produtora de Hollywood. Segundo o site da revista Entertainment Weekly, A Filha Perdida (lançado no Brasil pela Intrínseca) ganhará um filme dirigido pela atriz Maggie Gyllenhaal, conhecida por Coração Louco (2009), pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar, Secretária (2002) e Sherrybaby (2006). A atriz também vai roteirizar e produzir a adaptação.

A Filha Perdida é protagonizado por Leda, uma mulher de meia-idade italiana que vai passar férias na casa de praia da família depois que suas filhas se mudam para viver no Canadá, junto com o pai. No litoral, ela começa a prestar atenção em uma barulhenta família napolitana, especialmente em uma jovem mãe, dedicadíssima à filha pequena. A observação leva Leda a lembrar e refletir sobre seu passado e a maternidade.

Esse será o terceiro filme baseado em um romance de Elena Ferrante, a misteriosa escritora italiana que não revela sua verdadeira identidade. Um Amor Incômodo e Dias de Abandono já foram levados aos cinemas por diretores italianos. Além disso, sua Série Napolitana, formada por quatro livros – A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Vai e de Quem Fica e História da Menina Perdida – será adaptada para a televisão, em um seriado que será exibido pela HBO.

7 Livros que redefinem o conceito de ser ‘louco’

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

De médico e louco, todo mundo tem um pouco. Ou pelo menos é o que diz esse antigo dito popular. Não sei dizer quanto ao ‘médico’, mas da outra parte, eu assumo a minha parcela de loucura. Afinal, eu não seria tão submerso na literatura se não fosse uma pessoa que certamente precisa de terapia.

Para mim, a literatura sempre foi uma forma de aplacar este estigma mental. Em vez de simplesmente rotular como ‘louco’ qualquer ser humano mais complexo que pense ‘fora da caixinha’, os livros apresentam definições que nos mostram diferentes nuances dessa característica, criando uma consciência e compaixão com certos casos.

Abaixo você encontrará alguns livros que olham com mais atenção para este fato, e constroem uma outra definição sobre o termo ‘loucura’.

1 Objetos Cortantes✔ Objetos Cortantes, de Gillian Flynn
Uma narrativa tensa e cheia de reviravoltas. Um livro viciante, assombroso e inesquecível.

Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago (EUA), Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida.

Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri (EUA), oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado.

Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas (Editora Intrinseca).

2 PELADO_1231285816B✔ Pelado, de David Sedaris
Bem-vindo ao mundo hilariante, estranho, elegíaco e ultrajante de David Sedaris! Em Pelado, Sedaris transforma a mania de autobiografia em percepção proverbial, minando o terreno riquíssimo de sua vida, família e visão singular do mundo, revelando uma sensibilidade direta, mordaz e profundamente caridosa.

São histórias maravilhosas como a de uma mãe sarcástica que faz imitações implacáveis dos tiques nervosos de seu filho para o deleite dos professores; de viagens com um toque de Kerouac, feitas (é claro!) com uma companheira quadriplégica; da família que se reúne para um casamento na iminência da morte da mãe; da experiência em uma colônia nudista barata. As narrativas de Pelado relatam a infância em Raleigh e os percalços de sua juventude como caroneiro, colhedor de maçãs, ator embrionário, estudante universitário, pintor de paredes, nudista… David, seu personagem-narrador, é insuportavelmente trapalhão, maliciosamente charmoso, alegremente esnobe, extravagantemente espirituoso, irreverente, obsessivo, absurdo, dotado de uma imaginação que está em permanente marcha acelerada e de um comportamento que é, quase sempre, arriscado.

Como muitos dos heróis cômicos de Mark Twain, Oscar Wilde e Voltaire , David é prisioneiro de uma vida de tédio e banalidade e da proliferação de tolos: destaca-se como um dos personagens mais inesquecíveis e cativantes da literatura, através de narrativas completamente subversivas (Editora Lugano).

3 garota-interrompida-capa✔ Garota, Interrompida, de Susanna Kaysen
Não saber o que quer ser não é uma opção. Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Kaysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era algo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma.
Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é a sanidade? Garotas interrompidas.

Um relato pessoal, intenso e brutal que nos faz refletir sobre nosso papel na sociedade, Garota, Interrompida é uma leitura obrigatória, que inspirou o filme homônimo sucesso de bilheteria que concedeu a Angelina Jolie seu papel mais importante e o Oscar de melhor atriz coadjuvante (Editora Única).

4 Uma Mente Inquieta✔ Uma Mente Inquieta, de Kay Jamison
Lançado nos Estados Unidos em 1995, Uma Mente Inquieta conta a trajetória pessoal de sua autora ao enfrentar sua condição de doente maníaco-depressiva. Kay Jamison é hoje uma das mais importantes autoridades médicas na área da psiquiatria. O resultado do livro foi consagrador para a autora. A imprensa americana não economizou elogios: “Escrito de forma sensível e comovente, Uma Mente Inquieta apresenta uma rara e perspicaz visão da doença mental, vista do lado de dentro da mente de um especialista no assunto.” Para uma das maiores autoridades da psiquiatria americana não foi fácil expor publicamente que ela própria havia sofrido problemas mentais durante parte de sua vida.

Como psiquiatra, a autora sabia do estigma que a doença carregava e se preocupava com a repercussão de suas confissões entre pacientes e colegas. No início algumas pessoas ficaram realmente (mais…)

Mentor do 11 de Setembro leu Harry Potter em prisões

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Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003 no Paquistão / Foto: Reuters

Fernando Moreira, no Page Not Found

O mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA e braço direito de Osama bin Laden passou boa parte do tempo nas cadeias onde esteve detido na Europa lendo as histórias de Harry Potter, de acordo com revelações publicadas pela agência Associated Press.

Agentes da CIA (agência de inteligência americana) também permitiu que Khalid Sheikh Mohammed também desenhasse um aspirador de pó, a fim de evitar que o terrorista ficasse louco. Isso teria acontecido nas prisões secretas em que Sheikh Mohammed foi mantido na Europa: Romênia, Polônia e Hungria.

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Após ser preso em 2003, no Paquistão, o terrorista passou por polêmicas e agressivas técnicas de interrogatório para contar tudo o que sabia sobre a rede al-Qaeda. Uma delas foi o waterboarding, no qual é simulado afogamento com ajuda de uma toalha encharcada.

Entretanto, os agentes americanos temiam que a tortura deixasse sequelas mentais permanentes em Sheikh Mohammed e a suspenderam. Para aliviar, permitiram atividades recreativas.

O terrorista está sendo mantido na prisão americana de Guantánamo, em Cuba.

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Khalid Sheikh Mohammed, na prisão de Guantánamo / Foto: AP

Sheikh Mohammed foi descrito por seu advogado como “extremamente inteligente” e com capacidade para “patentear invenções”.

Ainda há muitos mistérios cercando a vida de Sheikh Mohammed. Não se sabe, por exemplo, se eles nasceu no Paquistão ou no Kuwait.

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