Vitrali Moema

Posts tagged Luciana Gimenez

Edição brasileira de biografia de Mick Jagger altera trechos sobre Luciana Gimenez

0
Mick Jagger em show do Rolling Stones no Rock in Rio Lisboa, em 2014. Patricia de Melo Moreira/AFP

Mick Jagger em show do Rolling Stones no Rock in Rio Lisboa, em 2014. Patricia de Melo Moreira/AFP

Alexandre Matias, na Folha de S.Paulo

Uma das pessoas mais conhecidas do planeta, dono de centenas de milhões de dólares, autor de uma obra que reúne álbuns clássicos, dezenas de hinos para diferentes gerações e um dos líderes das transformações sociais da segunda metade do século 20.

A biografia de Mick Jagger é naturalmente carregada de superlativos, intercalando a obsessão pela própria imagem com um número inacreditável de conquistas sexuais, entre celebridades e anônimos.

Mas a edição brasileira de “Mick – A Vida Louca e Selvagem de Jagger” (Objetiva), escrito pelo norte-americano Christopher Andersen, traz uma quase bucólica “nota do editor” ao final de suas páginas que altera alguns detalhes da versão original.

As mudanças, no entanto, pouco têm a ver com surubas, viagens alucinógenas ou rituais satânicos que surgem pelas páginas do livro. Todas estão especificamente relacionadas ao relacionamento do vocalista dos Rolling Stones com a apresentadora brasileira Luciana Gimenez, com quem o vocalista tem um filho, Lucas, hoje com 15 anos.

São detalhes. Em alguns trechos da edição original o autor insistia na dúvida que Luciana teria engravidado de propósito, parando de tomar anticoncepcionais sem avisar Mick Jagger –trechos omitidos na edição brasileira. A passagem que diz que Luciana conheceu Mick em uma festa numa mansão omite na versão brasileira que os dois teriam feito sexo no canil da casa.

E a mãe de Luciana, Vera Gimenez, que atuou em filmes como “Nós, os Canalhas” (1975), “Já Não se Faz Amor Como Antigamente” (1976), “As Safadas” (1982) e “Oh! Rebuceteio” (1984), é descrita como atriz, sem o adjetivo “soft porn” (pornochanchadas) que aparece na edição original.

CLAREZA

“Nenhuma mudança foi exigida por terceiros”, diz, agora, o autor da biografia à Folha. “Três das mudanças foram feitas por mim e três, a pedido da editora”.

A editora Objetiva, em nota através de sua assessoria de imprensa, reforça que “todas as alterações foram aprovadas previamente por Christopher Andersen –e só por ele”, comunicou.”Estas alterações não resultaram na retirada de informações, mas na clareza e rigor jornalístico.”

Entretanto, em entrevista ao jornal “O Globo”, em novembro de 2014, o biógrafo se mostrava indignado:

“Fiquei chocado ao saber que o Brasil proíbe biografias não autorizadas. Como o país pode ser uma sociedade livre sem saber a verdade sobre suas figuras públicas? Depois de 45 anos de carreira e 33 livros, aprendi que a maioria das celebridades mentiu por tanto tempo sobre a própria vida que esqueceu o que é real. Em nenhuma edição estrangeira de meus livros tive trechos suprimidos. A verdade é a verdade. Censura é censura. Qual é o próximo passo, fogueiras de livros? Essas celebridades que defendem causas liberais e depois tentam controlar tudo o que é escrito sobre elas são hipócritas. Cada sílaba da biografia é real.”

Procurada pela reportagem, Luciana Gimenez negou envolvimento na edição. Disse não ser “a favor de censura, mas tampouco sou conivente com a publicação de mentiras”, informou, por meio de sua assessoria de imprensa.

“Que Mick e eu tivemos uma relação; que essa relação foi e continua sendo a melhor possível; que o fruto dela foi nosso filho Lucas, hoje com 15 anos; isso tudo é verdade. Qualquer mentira, difamação ou distorção da verdade, seremos sempre contra”, finalizou.

TABLOIDE

O livro segue o tom de tabloide e a tradição de biografias não autorizadas que nunca seriam publicadas no Brasil, como o de outras obras de seu autor: Michael Jackson, Madonna, casais presidenciais e reais, além da princesa Diana, quase todos presentes na lista de best-sellers do jornal “The New York Times”.

A imagem que o livro passa do vocalista dos Stones não abala sua reputação, apenas a reforça. Mostra o quanto ele é obcecado por controle, destratando todos ao seu redor –apenas para criar um vínculo doentio com seu eterno parceiro Keith Richards.

E, claro, há um desfile de conquistas sexuais para todos os gostos: de David Bowie a Angelina Jolie, passando por Carla Bruni e os próprios stones Brian Jones e Keith Richards. “Acho que ele é como um vampiro sexual”, explica, em dado momento, a sexoterapeuta que Jagger procurou para tratar sua compulsão por sexo.

“Estar com todas essas pessoas faz com que se sinta jovem e fornece toda essa energia”. Mas, como ninguém é de ferro, a própria terapeuta confessou ter ido pra cama com Jagger.

livro Mick Jagger

Após acordo confidencial com Luciana Gimenez, editora suprime trechos de biografia de Jagger

0

Autor protesta contra ‘censura’ no livro ‘Mick — A vida selvagem e o gênio louco de Jagger’

Livro deveria ter chegado às livrarias brasileiras em 2013, mas teve lançamento adiado depois que a Objetiva resolveu submeter o texto aos advogados da apresentadora de TV - AFP PHOTO/ANDREW COWIE / AFP PHOTO/ANDREW COWIE

Livro deveria ter chegado às livrarias brasileiras em 2013, mas teve lançamento adiado depois que a Objetiva resolveu submeter o texto aos advogados da apresentadora de TV – AFP PHOTO/ANDREW COWIE / AFP PHOTO/ANDREW COWIE

Maurício Meireles, em O Globo

A novela das biografias ganha mais um capítulo — até agora sem final feliz para quem é favorável à publicação de obras sem autorização dos biografados. O livro “Mick — A vida selvagem e o gênio louco de Jagger”, escrito pelo jornalista americano Christopher Andersen e que a editora Objetiva planeja lançar no Brasil em janeiro, vai chegar às prateleiras com algo a menos que a versão em inglês, lançada em 2012: após negociação com a apresentadora Luciana Gimenez e seus advogados, a editora suprimiu partes da obra que se referem à ex-modelo. O motivo, naturalmente, foi o medo de um processo.

Procurada, Luciana afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que só vai se manifestar quando o livro sair. Ela ainda não leu a versão com os cortes, como prevê o acordo. Em nota, a Objetiva diz que, durante todo o processo de edição do livro, “encaminhou ponderações do advogado de Luciana ao autor.” A editora afirma ainda que os “ajustes” aceitos pelo biógrafo “foram poucos”, mas que “não pode abrir os detalhes dessa negociação, até porque o acordo foi feito sob a premissa de confidencialidade”.

“Censura é censura”

Apesar de a editora informar que as alterações foram poucas, Andersen, autor também de “Jagger: unauthorized” (1993), diz-se indignado. Ele também não revela o que foi suprimido.

— Fiquei chocado ao saber que o Brasil proíbe biografias não autorizadas. Como o país pode ser uma sociedade livre sem saber a verdade sobre suas figuras públicas? — protesta o autor. — Depois de 45 anos de carreira e 33 livros, aprendi que a maioria das celebridades mentiu por tanto tempo sobre a própria vida que esqueceu o que é real. Em nenhuma edição estrangeira de meus livros trechos foram suprimidos. A verdade é a verdade. Censura é censura. Qual é o próximo passo, fogueiras de livros? Essas celebridades que defendem causas liberais e depois tentam controlar tudo o que é escrito sobre elas são muito hipócritas. Cada sílaba da biografia é real.

O motivo da polêmica é a relação que Luciana Gimenez manteve com o cantor enquanto ele ainda era casado com a modelo e atriz Jerry Hall. Do caso dos dois, nasceu Lucas Jagger, hoje com 15 anos.

O nome de Luciana é citado 55 vezes na versão original. A primeira é para descrever a noite em que os dois se conheceram, numa festa do empresário Olavo Monteiro de Carvalho, em abril de 1998. O biógrafo escreve que Jagger passou a noite “sussurrando” no ouvido de Luciana, até os dois saírem para o jardim da casa para “meditar”.

Andersen menciona uma entrevista que fez com Lars Albert, citado como amigo de Luciana. Albert diz que ela parou de tomar anticoncepcionais porque “sonhava em ser mãe” e por achar que assim Jagger deixaria a mulher. A biografia afirma que, após mais de um ano de briga judicial, Luciana e Jagger assinaram um acordo pelo qual o roqueiro pagou a ela US$ 5 milhões, mais US$ 25 mil mensais de pensão alimentícia.

A base de dados do site “Publisher’s Lunch”, com negociações editoriais do mundo inteiro, mostra que os direitos da biografia foram comprados pela Objetiva em 2012, após um “pre-empt”. Isso significa que, apostando no potencial da obra, foi oferecido um valor para impedir que o livro fosse a leilão. A ideia inicial era publicá-lo em janeiro de 2013, mas o imbróglio atrasou o lançamento.

Os cortes no texto original começaram no mesmo ano da compra, quando o biógrafo publicou um artigo no jornal “Daily Mail” em que dizia que Luciana havia sido atriz pornô, o que não é verdade. A afirmação circulou amplamente nos sites de fofoca brasileiros, culminando em uma retratação do “Daily Mail” e do próprio autor.

A biografia original, na verdade, não se refere à apresentadora como atriz pornô, mas à sua mãe, Vera Gimenez, como atriz de soft porn, expressão que define filmes com cenas eróticas, mas sem sexo explícito. Vera protestou na época. Segundo a base de dados da Cinemateca Brasileira, a mãe da ex-modelo esteve em filmes como “Por que as mulheres devoram os machos?” (1980) e “Marido que volta deve avisar” (1976), classificados pela instituição sob o gênero “erotismo”.

A supressão de trechos do livro vem à tona num momento em que tramita no Brasil a Lei das Biografias, que permite a produção e publicação de biografias sem autorização dos biografados e que aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O relator do projeto, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), resolveu recentemente adiar a votação em busca de maioria, por acreditar que o PL não seria aprovado. Ele propôs a supressão de uma emenda feita na Câmara que entrega aos juizados especiais cíveis a competência para julgar casos de biografados ofendidos. Ao mesmo tempo, o mercado aguarda o voto da ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, relatora da ação direta de inconstitucionalidade movida por editoras para derrubar os artigos do Código Civil que, na prática, impedem a publicação de biografias não autorizadas.

Editora anuncia lançamento da autobiografia de Rod Stewart no Brasil

0

Gustavo Morais, no Cifra Club News

Capa da autobiografia de Rod Stewart

A editora Globo Livros anunciou, nesta semana, a publicação em português da autobiografia do roqueiro Rod Stewart. Intitulado “Rod – A Autobiografia”, o livro surpreende pela transparência e despudor com que revela sua história ao grande público.

Na obra, o artista revela detalhes sobre as longas turnês mundiais; sobre o relacionamento com seus companheiros de banda; e sobre os seus grandes amores (incluindo três casamentos e oito filhos). Na lista de conquistas de Rod estão incluídas mulheres como Bebe Buell, que é a mãe da filha de Steven Tyler (do Aerosmith), Liv Tyler, a atriz Rachel Hunter e a brasileira Luciana Gimenez.

A relação de Rod Stewart com o público brasileiro é especial. Na primeira edição do Rock in Rio, em 1985, Rod pilotou o público e mostrou a segurança de um artista que se sente totalmente confortável ao tocar para plateias superiores a 100 mil pessoas. Anos mais tarde, na noite de 31 de dezembro de 1993, ele se apresentou diante de 3,5 milhões de pessoas, em um palco montado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Com este feito, de acordo com o “Guinness Book”, Stewart é dono do maior público presente em um show de rock em todos os tempos.

A trajetória de Roderick David Stewart, 68 anos de vida, é uma das mais emocionantes e vitoriosas do tal do “roquenrow”. São quase 50 anos de estrada, mais 200 milhões de discos vendidos e turnês com lotações esgotadas mundo afora. “Rod – A Autobiografia” estará nas melhores livrarias a partir da próxima semana.

Go to Top