BK30 LARGO DO AROUCHE

Posts tagged Machado de Assis

109 anos da morte de Machado de Assis traz traz adaptações em quadrinhos

0

machado-de-assis

Considerado por muitos o maior escritor de língua portuguesa, Machado continua a ser republicado. Agora também em versão HQ

Publicado no Cosmo Nerd

“Uma existência, além da morte”, assim escreveu Euclides da Cunha no dia 30 de setembro de 1908 no Jornal do Commercio sobre o falecimento de Machado de Assis, que havia acontecido na noite anterior. Hoje, 109 anos depois, não há quem não tenha ouvido falar ou não tenha se deparado com algo relacionado ao autor. O escritor brasileiro é considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores como o maior nome da literatura brasileira.

Presente em diversas listas de provas de vestibulares e estudado pelos alunos das escolas do Brasil, Machado de Assis também é citado na 4a edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – o maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro, promovido pelo Instituto Pró-Livro (IPL) e aplicado pelo Ibope Inteligência – como o autor mais conhecido entre os entrevistados, ficando à frente de Monteiro Lobato, Paulo Coelho e Jorge Amado. Machado aparece em segundo colocado na pesquisa, atrás apenas de Monteiro Lobato, também no quesito escritores de quem os entrevistados mais gostam.

capa_missa_do_galo_2018.indd

“Uma existência, além da morte”, assim escreveu Euclides da Cunha no dia 30 de setembro de 1908 no Jornal do Commercio sobre o falecimento de Machado de Assis, que havia acontecido na noite anterior. Hoje, 109 anos depois, não há quem não tenha ouvido falar ou não tenha se deparado com algo relacionado ao autor. O escritor brasileiro é considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores como o maior nome da literatura brasileira.

Presente em diversas listas de provas de vestibulares e estudado pelos alunos das escolas do Brasil, Machado de Assis também é citado na 4a edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – o maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro, promovido pelo Instituto Pró-Livro (IPL) e aplicado pelo Ibope Inteligência – como o autor mais conhecido entre os entrevistados, ficando à frente de Monteiro Lobato, Paulo Coelho e Jorge Amado. Machado aparece em segundo colocado na pesquisa, atrás apenas de Monteiro Lobato, também no quesito escritores de quem os entrevistados mais gostam.

Machado de Assis
Monteiro Lobato
Paulo Coelho
Jorge Amado
Carlos Drummond de Andrade
Augusto Cury
Zibia Gasparetto
Mauricio de Souza
Cecília Meireles
Chico Xavier
Clarice Lispector
José de Alencar
Vinícius de Moraes
John Green
Érico Veríssimo

Base: Amostra (5.012) – Escritores mais conhecidos.

Os dados da pesquisa são endossados pelo crescente número de releituras e republicações das obras de Machado de Assis. Em homenagem ao autor, a Editora do Brasil acaba de lançar uma coletânea de contos adaptados na linguagem das HQs pelas mãos do ilustrador Francisco Vilachã. Neste livro, quatro histórias desse mestre da literatura veem em quadrinhos: “Missa do galo”, “Conto de escola”, “O espelho” e “Umas férias”. Contos que simbolizam muito bem a maravilha da narrativa machadiana. Intercalados por trechos de outros gêneros textuais do autor, o livro é um mergulho pelo universo de Machado e um convite para que o jovem leitor conheça um pouco mais o trabalho desse magnífico escritor.

Por que Machado de Assis é o maior escritor brasileiro?

0
(Google/Reprodução)

(Google/Reprodução)

Pamela Carbonari, na Superinteressante

Se você está lendo este post é porque está online, logo deve ter visto na sua página inicial de buscas do Google o doodle feito em homenagem ao 178º aniversário de Machado de Assis. Nas ilustrações do artista brasileiro Pedro Vergani, o precursor do realismo no país aparece cercado por elementos que remetem à sua vida no Rio de Janeiro e às cenas icônicas de suas obras-primas, como as batatas de Quincas Borba e Bentinho e Capitu, de Dom Casmurro.

“Em 1839, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu de uma família simples no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, Brasil. Ele era neto de escravos libertos, em um país onde a escravidão não foi totalmente abolida mesmo 49 anos depois. Machado enfrentou muitos desafios por ser mestiço no século 19, dentre eles acesso limitado à educação formal. Mas nada disso o impediu de estudar literatura. Ao trabalhar como tipógrafo, ele experimentou poemas, romances, romances e peças de teatro. ”, descreveu a empresa na homenagem. O doodle à Machado de Assis foi elogiado nas redes sociais sobretudo por ter representado o autor negro como de fato era e não com a pele clareada como costuma ser retratado.

São muitos os motivos que fazem de Machado o gênio das letras no Brasil. Ao contrário da maioria dos grandes escritores do país, Joaquim Maria Machado de Assis é de origem humilde, era neto de escravos alforriados, cresceu no Morro. Se quase dois séculos depois pessoas negras ainda têm menos acesso à educação, a primeira metade do século XIX estava longe de ser um período de igualdade racial. Machado estudou em escola pública, não frequentou a universidade – o que fez Joaquim virar Machado de Assis foi sua grande ambição intelectual.

Autodidata, ele aprendeu francês quando trabalhou em uma padaria e, posteriormente, enquanto tipógrafo teve contato com poesias, romances e outros tipos de literatura. Aos 16 anos já participava de um grupo de escritores e, na mesma época, publicou seu primeiro poema, Um Anjo.

Depois disso, Machado explorou quase todos os gêneros literários e se a versatilidade impressiona, a quantidade de material produzido também: escreveu nove romances, 200 contos, mais de 600 crônicas, diversas peças teatrais, cinco coletâneas de poemas e sonetos. Sem contar que trabalhou como tipógrafo, revisor, funcionário público e colaborou para revistas e jornais do Rio de Janeiro. O carioca assistiu ao fim do Império e o surgimento da República – e isso não passa despercebido na sua obra. Vale notar os reflexos dessa mudança política tanto em seu trabalho como escritor quanto jornalista.

Assim que completou 40 anos, suas crises de epilepsia pioraram e ele quase perdeu a visão, mas foi nesse período que seus escritos ganharam ainda mais força: Machado foi fundamental para a transição do romantismo para o realismo no país, tendo Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) como marco inaugural. No entanto, falar de sua obra-prima apenas como um primeiro passo para um movimento literário seria reducionista, para não dizer burro. A começar pela dedicatória provocativa do livro escrito em primeira pessoa por um narrador-defunto: “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas”.

O romance racional em que um morto escracha a decadência da burguesia, seus vícios, mesquinharias e frustrações é o ponto alto de Machado de Assis como Machado de Assis. A partir de Memórias Póstumas, ele se consagrou como um profundo conhecedor da psique humana, explorando as hipocrisias e vaidades de seus personagens em narrativas irônicas onde o pessimismo se veste de bom-humor sem perder a profundidade e a oportunidade de alfinetar a política e a sociedade da época.

Não à toa, esse é seu livro mais reconhecido fora do país. Para a crítica Susan Sontag, Machado é o melhor escritor da América Latina, superando o argentino Borges; o poeta Beat Allen Ginsberg o descreveu como outro Kafka; Philip Roth o comparou ao dramaturgo Samuel Beckett e Harold Bloom foi ainda mais longe dizendo que Machado é o maior escritor negro de todos os tempos.

Apesar de Memórias Póstumas ter aberto as portas para o realismo no país, ser um hino literário do Niilismo e de Quincas Borba também ser uma obra de destaque, muitos leitores brasileiros são mais apegados ao hino da desconfiança, Dom Casmurro (1899). O público nacional se envolveu tanto mais nos olhos de Capitu que nas batatas humanitistas de Quincas Borba que existe um boato de que o ciúme da obra tenha pinceladas autobiográficas: alguns dizem que o filho do também escritor José de Alencar foi fruto da traição de sua esposa com Machado de Assis. A história, assim como a de Capitu e Escobar, amigo de Bentinho, nunca foi confirmada. Entre a publicação desses dois grandes livros, Machado participou da fundação da Academia Brasileira de Letras e, dado o reconhecimento que tinha entre seus colegas, foi o primeiro presidente da ABL.

Em 69 anos, o Bruxo do Cosme Velho conseguiu abordar uma pluralidade de assuntos tão densa e diversa quanto os gêneros que trabalhou. Caçoou dos jogos políticos e do cinismo dos mais abastados, expôs as fraquezas, os arrependimentos e as ilusões humanas com a mesma concisão com que tratou temas universais como o amor, a ganância e o ciúme. Morreu na primavera de 1908 cercado de amigos e, dali em diante, tornou-se ainda mais imortal. Difícil não concordar com Harold Bloom.

11 curiosidades sobre Machado de Assis

0
(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

Giuliana Viggiano, na Galileu

Machado de Assis (1839-1908) entrou para a história da língua portuguesa— e também para a história pessoal de muitos de seus leitores —, mas fez muito mais que isso. Na lista abaixo, a GALILEU conta histórias menos conhecidas e nada banais da sua vida pessoal e profissional.

1. O avô de Machado de Assis foi escravo em uma chácara no morro do Livramento, no Rio de Janeiro, onde o escritor nasceu e foi batizado pela dona da casa, Maria José de Mendonça Barroso. Aliás, foi lá que ele aprendeu a ler.

2. Machado foi responsável por uma das primeiras traduções do conto O Corvo, de Edgar Allan Poe. O autor brasileiro falava francês — alguns acreditam que ele aprendeu a língua com um padeiro — e também traduziu Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo.

3. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e ocupou a cadeira 23 — na época, a primeira cadeira foi designada a José de Alencar. Machado foi o primeiro presidente da instituição.

4. Foi apelidado pelos vizinhos de “Bruxo do Cosme Velho”, pois teria queimado cartas em um caldeirão em sua casa que ficava na Rua Cosme Velho. O apelido, entretanto, só pegou quando o poeta Carlos Drummond de Andrade fez o poema A um bruxo, com amor, que reverencia o escritor.

5. Em seu livro Anjo Rafael, Machado de Assis previu a existência da doença folie à deux antes de ela ser descrita. Isso porque na obra é contada a história de uma filha que é “contagiada” pela loucura do pai, enlouquecendo também. Anos depois da publicação, o mal foi descoberto por pesquisadores. Como se não bastasse, o brasileiro também descobriu a cura para a doença: afastar a pessoa saudável de quem tem o problema mental.

6. O autor era enxadrista e participou do primeiro campeonato brasileiro do esporte mental, ficando em terceiro lugar. As peças que utilizou estão expostas até hoje na Academia Brasileira de Letras.

7. Ele foi casado por 35 anos com Carolina Machado, que era quatro anos mais velha, mas não tiveram filhos. Alguns especialistas dizem que Carolina era muito inteligente e ajudava na revisão dos textos. Com a morte da mulher, Machado entrou em profunda depressão e escreveu para o amigo Joaquim Nabuco: “Foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo”.

8. No prefácio da segunda edição de sua obra Poesias Completas, publicada em 1902, a palavra “cegara” foi substituída, na expressão “lhe cegara o juízo”, por um inusitado “cagara”. Calma, a história é ainda pior. Entenda aqui por que a gafe foi ainda maior. Diz a lenda que o próprio Machado teria participado de um mutirão para corrigir os exemplares antes de chegarem ao público. O que se sabe é que alguns escaparam e saíram com o erro.

9. Machado escreveu nove textos teatrais e foi crítico desta forma de arte desde os 21 anos. Também trabalhou como jornalista e, no início da juventude, vendeu doces feitos pela madrasta e engraxou sapatos. Alguns especialistas acreditam que ele chegou a ser coroinha em uma igreja, mas não há confirmações.

10. Em 1888, foi condecorado pelo então imperador Dom Pedro 2º com a Ordem da Rosa e, meses depois, foi indicado para fazer parte da Secretaria da Agricultura. Anos depois, chegou a ocupar o cargo de diretor-geral da viação da Secretaria da Indústria, Viação e Obras Públicas.

11. Era epilético e apresentava sinais de gagueira, o que contribuiu para formação de sua personalidade insegura e reclusa. Além disso, Machado de Assis, por ser mulato, enfrentou muito preconceito para conseguir reconhecimento.

Machado de Assis é homenageado pelo Google em 178º aniversário

0
Um Doodle cheio de referências: os hipopótamos de “Memórias Póstumas”; o cachorro de Rubião, chamado Quincas Borba; as batatas de “ao vencedor, as batatas!” e o bebê Ezequiel, de “Dom Casmurro”, entre outros (Google/Reprodução)

Um Doodle cheio de referências: os hipopótamos de “Memórias Póstumas”; o cachorro de Rubião, chamado Quincas Borba; as batatas de “ao vencedor, as batatas!” e o bebê Ezequiel, de “Dom Casmurro”, entre outros (Google/Reprodução)

O maior escritor brasileiro de todos os tempos foi homenageado com uma ilustração que cita suas principais obras

Ligia Helena, no M de Mulher

178 anos hoje (21) e por isso ganhou uma merecida homenagem do Google: um belíssimo Doodle na home do site de buscas.

A ilustração homenageia algumas das principais obras de Machado de Assis, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro.

Nascido Joaquim Maria Machado de Assis, ele veio ao mundo no Morro do Livramento, na área central da cidade do Rio de Janeiro, próximo à região portuária. Neto de escravos libertados, Machado de Assis era negro e sofreu com o racismo enquanto viveu: imaginem que a escravidão só foi oficialmente abolida no Brasil em 1888, quando ele já tinha 49 anos.

(Reprodução/Academia Brasileira de Letras)

(Reprodução/Academia Brasileira de Letras)

Machado de Assis não teve muito acesso à educação formal, mas insistiu em seu sonho de estudar literatura. Em 1854, aos 15 anos, foi trabalhar em uma tipografia, estabelecimento onde imprimiam-se livros e folhetos. Lá, começou a fazer poemas e escrever histórias. Trabalhou como tipógrafo até 1858, e em paralelo escrevia para revistas e jornais, até que passou a se dedicar apenas ao texto. Tornou-se fundador da Academia Brasileira de Letras e foi presidente da ABL por 10 anos.

As Obras

Machado de Assis produziu muito durante a vida. Escreveu poesia, teatro, crônica, conto, romance e ainda crítica e fez traduções como a de “Os Trabalhadores do Mar”, de Victor Hugo. No teatro, escreveu peças de comédia como “Quase Ministro” e “Deuses de Casaca”.

Mas a consagração se deu por meio dos nove romances que escreveu. O primeiro, “Ressurreição”, foi publicado em em 1872. Depois vieram obras-primas como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Quincas Borba, lidas e celebradas até os dias de hoje.

Livros de Machado de Assis de graça

Como a obra de Machado de Assis já é de domínio público, você pode encontrar todos os livros disponíveis gratuitamente na versão digital, na Biblioteca de Domínio Público Brasileira.

No site de Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, são disponibilizadas inclusive as primeiras edições de cada obra. Vale a visita!

O trabalho de Machado de Assis já foi lido, revisto e adaptado centenas de vezes. De histórias em quadrinhos a ópera, as tramas imaginadas pelo carioca se espalharam pelo mundo.

Na TV, uma das adaptações mais recentes foi a minissérie Capitu, baseada em “Dom Casmurro”, e que tenta responder à pergunta: Capitu, afinal, traiu Bentinho? A resposta mora na cabeça de cada um que leu o clássico.

Machado de Assis é maior que Dickens, Balzac e Eça de Queiroz, diz crítico e escritor espanhol

0

Antonio Maura fará conferência no Egito para falar do brasileiro. Sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras, ele diz que o autor ainda é ‘um grande desconhecido’.

Publicado no G1

Escritor e crítico espanhol, Antonio Maura acredita que Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), o grande gênio da literatura brasileira, não foi devidamente valorizado pela crítica e mereceria ser reconhecido como um dos melhores escritores do século XIX.

“Acho que Machado é um dos grandes nomes do século XIX. Não acredito que se compare nem a [Charles] Dickens, [Honoré de] Balzac, Eça de Queiroz ou ao nosso [Benito Pérez] Galdós. São grandes escritores, mas estão abaixo nos quesitos riqueza, crítica e análise da sociedade e versatilidade. Não chegam aos pés”, diz.

Imagem de perfil do escritor Machado de Assis em 1904 (Foto: Divulgação)

Imagem de perfil do escritor Machado de Assis em 1904 (Foto: Divulgação)

Sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras, Maura está no Cairo para a conferência “El autor y sus máscaras: Una aproximación a Cervantes y Machado de Assis” (“O autor e suas máscaras: Uma aproximação de Cervantes e Machado de Assis)”, no Instituto Cervantes local.

Ele afirma que, fora de suas fronteiras, o escritor brasileiro “é um grande desconhecido”. Em sua opinião, até mesmo no Brasil os estudos sobre Machado de Assis “não refletiram bem” sua faceta de grande crítico do sistema de sua época e da escravidão.

Para Maura, o cronista e poeta teve que recorrer à ironia para falar “na surdina” de um tema que não podia ser encarado abertamente por ele ser neto de escravos.

Um exemplo disso é “Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881). De acordo com Maura, a verdadeira intenção do autor é “colocar o dedo na ferida” da sociedade e para isso se serve de uma sutil alegoria para denunciar que o morto é o próprio Brasil.

A escolha do nome do protagonista, que coincide com o início do nome do país, “não é à toa” para alguém tão “inteligente e cuidadoso com a linguagem” quanto era Machado de Assis. Para Maura, “a crítica brasileira foge” desta interpretação porque “não é fácil aceitar que seu país é um país morto ou esteve morto”.

O crítico espanhol defende que as obras que o romancista e dramaturgo escreveu depois de “Memórias póstumas”, como “Dom Casmurro” ou “Quincas Borba”, são dos livros “mais importantes de sua geração, não apenas do Brasil, mas de todo o mundo”.

Segundo ele, alguns autores de língua espanhola, como Jorge Edwards, Julián Ríos e Carlos Fuentes, destacaram a importância de Machado de Assis, mas o mestre brasileiro ainda carece do merecido reconhecimento mundial.

Go to Top