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10 livros que todos deveriam ler aos 30 anos

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Entre os mais diversos temas, a lista passa de questões como raça e gênero, relacionamentos até questões sociológicas e econômicas

Publicado no InfoMoney

SÃO PAULO – A fase dos 30 anos pode ser uma das melhores da sua vida. Se por um lado, pode ficar mais complicado com diversas mudanças no âmbito pessoal como a construção de uma família, por exemplo, por outro pode ser um bom momento para consolidar sua carreira e aprendizados.

Considerando isso, o Business Insider selecionou 10 livros que todo mundo deveria ler aos 30 anos. Entre os mais diversos temas, a lista passa de questões como raça e gênero, relacionamentos até questões sociológicas e econômicas. Não há ordem correta de leitura.

Confira:

1. Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie

O livro conta a história de um amor que trata de questões de raça, gênero e identidade em Lagos, em 1990. Ifemelu e Obinze vivem um amor enquanto a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar.

2. Eu te darei o sol, de Jandy Nelson

É um livro sobre o relacionamento de Noah e Jude e seus respectivos problemas. O livro é contado por ambas as perspectivas. Uma perda trágica separa os dois e a história começa a trilhar caminhos mais sombrios.

3.  A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao, de Junot Díaz

A vida nunca foi fácil para Oscar: ele é um típico nerd, gentil e obeso. Mora na periferia de Nova Jersey. Ele é professor de redação, mas não tem nenhuma obra publicada. O livro ganhou o prêmio Politzer de Ficção e é considerado um dos melhores romances do século XXI.

4.  O ponto da virada, de Malcolm Gladwell

O jornalista Malcolm Gladwell analisa como ocorrem as grandes mudanças na sociedade e porque acontecem de forma repentina, sem que ninguém as espere. Entre as observações e análises, o autor discute o que faz com que um produto, um serviço ou mesmo atitudes virem moda da noite para o dia, por exemplo.

5. Flow, de Mihaly Csikszentmihalyi

As famosas investigações do psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi revelaram um estado de consciência chamado fluxo. Durante o fluxo, as pessoas geralmente experimentam um profundo prazer, criatividade e um envolvimento total com a vida. O livro ensina como ordenar as informações que entram em nossa consciência.

6. Pequenas delicadezas, de Cheryl Strayed

Centenas de pessoas buscaram os conselhos do Dear Sugar na coluna do site Rumpus – uma comunidade online sobre literatura -, mas encontraram muito mais que uma conselheira, vasculhando as ansiedades contemporâneas.

7. Expiação, de Ian McEwan

O romance conta a história de Briony Tallis, de treze anos, que testemunha um momento quente entre sua irmã mais velha, Cecilia e Robbie Turner, amigo de infância de Cecilia. Mas a compreensão incompleta de Briony sobre a vida adulta traz um crime que mudará tudo.

8. O ano do pensamento mágico, de Joan Didion

O livro muda a todo instante. ‘A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante. Você se senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente’. Tudo isso é retratado em um casamento, em uma vida, de tempos bons e ruins que vai falar com qualquer um que já amou um marido ou esposa ou criança.

9. Má Feminista – Ensaios Provocativos de Uma Ativista Desastrosa, de Roxanne Gay

Nesta seleção de ensaios engraçados e perspicazes, Roxane Gay nos leva a uma viagem sobre sua própria evolução como mulher negra, ao mesmo tempo em que nos transporta a um passeio pela cultura nos últimos anos.

10. Autorretrato do escritor enquanto corredor de fundo, de Haruki Murakami

A obra é um livro de memórias do escritor japonês Haruki Murakami no qual escreve acerca do seu interesse e envolvimento em corridas de longa distância e a escrita.

Divulgada data de publicação e capa de “Rainha do Ar e da Escuridão”

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Graziele Fontes, no Cabana do Leitor

A autora Cassandra Clare anunciou no último sábado, no Yallfest, a capa do 3º livro “Rainha do Ar e da Escuridão” (em tradução livre), da série Os Artifícios das Trevas e, além de enlouquecer os fãs da autora e, claro, da série, Cassie disse que o livro só será lançado em 04 de dezembro de 2018, mas a situação é ainda pior, pois não há data de lançamento aqui no Brasil ainda, mas estamos torcendo para que seja lançamento simultâneo.

CAPA

A capa é maravilhosa, não é? Os fãs estão torcendo para que a capa seja igual aqui no Brasil!

Cassie além de nos matar com essas informações, liberou um trecho do livro para matar seus fãs só mais um pouquinho. Confira:

Ele queria perguntar a Ty se ele estava bem, mas sabia que o outro garoto não iria querer. Ty estava olhando para o mercado, tenso com a curiosidade. Kit voltou-se para o phouka.
“Porteiro“, disse ele. “Solicitamos entrada no mercado das sombras.”
O olhar de Ty chamou a atenção. O phouka era alto, escuro e magro, com fios de bronze e ouro entrelaçados pelos longos cabelos. Ele usava calças roxas e sem sapatos. O poste que ele se apoiou estava entre duas barracas, bloqueando perfeitamente o caminho para o Mercado.
“Kit Rook“, disse o Phouka. “Que elogio é ser reconhecido por alguém que nos deixou para habitar entre os anjos.”
“Ele conhece você,” murmurou Ty.
“Todo mundo no Mercado das Sombras me conhece.” disse Kit, esperando que Ty estivesse impressionado.
O phouka apagou o cigarro. Ele soltou um cheiro fraco e doce de ervas carbonizadas. “Senha.” disse ele.
“Eu não vou dizer isso.” disse Kit. “Você acha que é engraçado tentar fazer as pessoas dizerem isso.”
“Dizer o que? Qual é a senha?“, Ty quis saber.
O phouka sorriu. “Espere aqui, Kit Rook,” disse ele, e se misturou de volta às sombras do mercado.
“Ele vai conseguir o Hale.” disse Kit, tentando ocultar os sinais de nervosismo.
“Eles podem nos ver?” Disse Ty. Ele estava olhando para o Mercado das Sombras, onde grupos de seres do submundo, bruxas e outros membros variados do submundo mágico se moviam entre o tumulto. “Lá fora?”
Era como ficar de fora de uma sala iluminada no escuro, pensou Kit. E, embora Ty possa não pudesse expressar dessa maneira, Kit suspeitou que ele sentiu o mesmo.
“Se puderem, eles nunca mostrariam isso.” disse ele.

Nada mais foi divulgado e agora só resta esperar. Caso não tenha lido os livros da série Os Intrumentos Mortais ainda, estão todos disponíveis nas livrarias do país, inclusive, há uma série baseada nos livros de Cassandra Clare, que está sendo transmitida na Netflix Brasil denominada de Shadowhunter, confira!

Nicolau Flamel confirmado em sequência de “Animais Fantásticos”

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Guilherme Cepeda, no Burn Book

O Pottermore anunciou que Nicolau Flamel, o famoso alquimista amigo de Dumbledore, que desenvolveu a Pedra Filosofal, estará presente na sequência de “Animais Fantásticos”. Flamel será interpretado pelo ator chileno Brontis Jodorowsky.

Também foram revelados alguns outros nomes para novos personagens: Wolf Roth interpretará Spielman. A atriz Victoria Yeates foi escalada como Bunty, Cornell S. John como Arnold Guzman, o ator Derek Riddell como Torquil Travers, e Poppy Corby-Tuech como Rosier.

Os dois últimos personagens, embora não se saiba mais nada sobre eles, têm sobrenomes conhecidos pelos fãs de Harry Potter, aparecendo na série como Comensais da Morte. Jessica Williams e Fiona Glascott também foram anunciadas para o filme, mas seus papeis ainda não foram revelados.

Além disso, a Warner liberou a primeira sinopse da sequência, que promete ter ligações “interessantes” com os livros de Harry Potter. Confira:

Grindelwald fez uma fuga dramática e vem reunindo mais seguidores para sua causa – procurando sempre deixar bruxos acima de todos os seres não-mágicos. O único que poderia detê-lo é o bruxo que ele já chamou de amigo mais querido, Albus Dumbledore. Mas Dumbledore precisará de ajuda de quem frustrou Grindelwald uma vez, seu ex-aluno Newt Scamander. A aventura reúne Newt com Tina, Queenie e Jacob, mas sua missão também testará sua lealdade à medida que enfrentam novos perigos em um mundo mágico cada vez mais perigoso e dividido.

A sequência de Animais Fantásticos tem sua estreia marcada para 16 de Novembro de 2018.

O que você vai ser quando crescer?

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Naquela madrugada chuvosa, descobri que ilusão, surpresa, fantasia e encenação podem conviver em um mesmo lugar: nos livros

Raphael Montes, em O Globo

Eu tinha cinco anos quando, pela primeira vez, uma senhora me perguntou: “O que você vai ser quando crescer?”. Aquilo me congelou. Olhei para ela com um sorriso amarelo. Era como se eu não pudesse voltar atrás: resposta dada, futuro definido. Muitos dos meus amigos da escolinha já tinham a resposta na ponta da língua e viviam anunciando seus futuros por aí: o Pedro seria astronauta, o Jonas seria bombeiro e o Pablo seria jogador de futebol. Naquela altura, isso me parecia tão certo quanto dois e dois são quatro. Para mim, astronauta sempre pareceu cansativo demais, bombeiro arriscado demais e jogador de futebol delirante demais — me colocar com uma bola no pé já representava um grande risco à sociedade.

Sentindo-me um peixe fora d’água, assumi para a velhinha que, no auge dos meus cinco anos de idade, eu ainda não sabia que rumo tomar na vida. Minha via-crúcis seguiu pelos anos seguintes, entre abordagens malsucedidas e escolhas dúbias. Aproveitei para perguntar aos meus pais o que eles queriam ser quando tinham minha idade. Minha mãe disse que sempre quis ser advogada, mas acabou fazendo Biologia, obrigada pela minha avó, para quem “advogado não era profissão de mulher”. Apenas anos depois, quando ela já era minha mãe (incrível pensar que teve uma vida antes de ser minha mãe), ela decidiu cursar direito e se formou advogada. Aos cinco, meu pai queria ser cobrador de ônibus porque, segundo ele, “vivia mexendo com dinheiro”.

Lembrei-me, então, de um tio-avô que viajava muito para uma colônia de férias em Pentagna, próximo ao município de Valença, e passava muitos meses por lá, descansando, encontrando amigos, vendo TV. Perguntei ao meu pai o que aquele meu tio-avô fazia e a resposta foi: “Ele é aposentado”. A partir daquele dia, decidi que, quando crescesse, eu queria ser aposentado. A possibilidade de ter muitas horas de ócio e viver viajando me parecia tentadora demais para eu não agarrá-la com unhas e dentes. Só mais tarde me explicaram que, antes de ser aposentado, eu precisaria ter outro emprego. Foi uma tristeza, claro, mas não me deixei abater.

Aos dez anos, decidi que seria mágico. Eu estudava no Colégio de São Bento e vivia de um lado pro outro com um maço de cartas nas mãos, mandando alguém escolher uma carta ou pensar em um número para que eu adivinhasse, buscando alguém para me dar uma moeda ou outro objeto pequeno que eu faria sumir diante de seus olhos. Comprava novos truques em um quiosque que havia no shopping Rio Sul, via e revia um show do David Copperfield que passara na Rede Globo, com apresentação da Ana Furtado, que eu tinha gravado num VHS. A prática leva à excelência, eu sabia. Mas nunca cheguei a ser realmente bom naquilo. Eu era determinado, mas meu público era um só e já ia ficando impaciente após ver o mesmo truque pela vigésima vez. De todo modo, a mágica me encantava por sua capacidade de surpreender e de iludir diante dos olhos. Ilusão e surpresa: duas sensações que sempre me fascinaram.

Depois, resolvi ser ator. Eu gostava de me sentir na pele de outro — pensar e agir como outra pessoa. Fiz um curso de teatro na Barra da Tijuca e cheguei a me apresentar em um ou dois espetáculos infantis, o suficiente para perceber que eu não tinha o menor talento para aquilo também.

Então, em uma noite chuvosa, naquela mesma colônia de férias em Pentagna, eu estava com minha tia-avó Iacy quando ela me entregou um exemplar de “Um estudo em vermelho”. Eu nunca havia lido um livro que não fosse daqueles obrigatórios na escola. Fiz cara feia, não queria ficar lendo, mas minha tia-avó insistiu e, afinal, por que não? Estava chovendo!

Quando percebi, tinha mergulhado de cabeça naquele universo, investigando crimes com Sherlock Holmes, tenso pelo que viria nas páginas seguintes e ansioso para chegar ao final. Naquela madrugada mesmo, terminei o livro. Eu estava em êxtase, como só ficamos quando nos deparamos com uma revelação, com todo um mundo novo e cheio de possibilidades. Ainda naquelas férias, li “A volta de Sherlock Holmes” e dois infanto-juvenis de Sidney Sheldon: “O fantasma da meia-noite” e “A perseguição”. Ainda naquelas férias, resolvi que seria escritor.

Fiz meus primeiros contos e, logo depois, um romance policial nunca publicado. Depois, vieram os outros livros. Naquela madrugada chuvosa, descobri que ilusão, surpresa, fantasia e encenação podem conviver em um mesmo lugar: nos livros. Mágica e atuação permeiam na mente do escritor. Sem falar no ócio, fundamental para alimentar as boas ideias. Por isso, escrevo livros, roteiros e, semanalmente, esta coluna. De certo modo, continuo a ser aquele moleque na dúvida do que vai ser quando chegar lá, quando crescer.

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