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Primeira edição de Harry Potter, estimado em US$ 55 mil, é roubada

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Caso aconteceu na Inglaterra em 9 de janeiro

Thaís Stagni, no IGN

Se antes um valioso manuscrito de Harry Potter foi roubado, dessa vez um livro da primeira edição de capa dura da obra de J. K. Rowling também foi furtada na Inglaterra.

Na madrugada do dia 9 de janeiro, dois ladrões roubaram uma série de primeiras edições de um depósito da livraria SN Books, na Inglaterra. De acordo com o site Mashable, um exemplar da primeira edição de capa dura de Harry Potter e a Pedra Filosofal (avaliada em US$ 55 mil), a primeira edição do livro O Hobbit, de 1937 (avaliado em 7 mil libras) e de O Grande Gatsby, de 1925 (avaliado em 2 mil libras) foram alguns dos livros roubados.

“Eles tivaram 26 minutos dentro do prédio, mas levaram apenas alguns livros”, declarou o gerente Josh Laffar em um comunicado à imprensa. “Ou seja, eles sabiam exatamente o que levar, mas não sabiam onde estava.”

“Esses livros são muito raros e, em alguns casos, únicos e não é o tipo de coisa que você vê diariamente”, declarou a polícia de Norfolk, onde aconteceu o incidente. “Peço especialmente a quem coleciona livros que fiquem de olho caso encontrem alguma dessas obras à venda.”

Livro escrito à mão por J.K. Rowling vai a leilão em Londres nesta terça-feira

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O manuscrito feito por Rowling || Créditos: Getty Images

O manuscrito feito por Rowling || Créditos: Getty Images

 

Publicado no Glamurama

Vai a leilão nesta terça-feira pela Sotheby’s de Londres um dos setes livros projetados, manuscritos e ilustrados por J.K. Rowling e dados de presente pela escritora para as pessoas que ajudaram ela a transformar a saga sobre o bruxo Harry Potter em um dos maiores sucessos da história.

Intitulada “Os Contos de Beedle, o Bardo”, a obra pertence a Barry Cunningham, o único editor que se dispôs a contratar Rowling para a publicação da estreia dela no mundo literário, com “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, em 1997. Na época, Cunningham sugeriu que a escritora arranjasse outro emprego, já que, segundo ele, ela jamais conseguiria viver da literatura. Com lances a partir de ‎£ 300 mil (R$ 1,28 milhão), o item deverá ser disputado por colecionadores de todo o mundo.

A propósito, a bilheteria internacional da superprodução “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que chegou aos cinemas há menos de um mês e da qual Rowling é roteirista e produtora executiva, atingiu neste fim de semana a cifra de US$ 680 milhões (R$ 2,28 bilhões). Uma das poucas mulheres em Hollywood com cacife para negociar participação nos lucros com estúdios, ela deverá embolsar algo entre 5% e 10% da cifra. (Por Anderson Antunes)

Argentina exibe manuscrito de Jorge Luis Borges encontrado no Brasil

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Jorge Luiz Borges em imagem de 1981 na Cidade do México (foto: Upi Sabetta/AFP)

Jorge Luiz Borges em imagem de 1981 na Cidade do México (foto: Upi Sabetta/AFP)

 

Originais do conto ‘A biblioteca de Babel’, do escritor argentino, podem ser vistos na Biblioteca Nacional, em Buenos Aires

Publicado no UAI

O manuscrito do escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986) usado para o famoso conto A biblioteca de Babel, encontrado no Brasil, começou a ser exibido em Buenos Aires, revelou o escritor Alberto Manguel, diretor da Biblioteca Nacional argentina.

“O documento estava em um ambiente lotado de papéis, quadros, fotos, mapas, cartas de rainhas e próceres como San Martín e Rivadavia. Me surpreendeu que, em uma pasta suja, tenha aparecido algo de tanto valor. Fiquei com a voz trêmula, foi uma emoção muito grande”, disse Manguel.

O original está escrito em letra minúscula. A obra pode ser observada na Biblioteca Nacional, que é dirigida há alguns meses por Manguel, um escritor que desenvolveu grande parte de sua carreira fora do país.

Borges foi autor de obras lidas e estudadas em todo o mundo como O Aleph. É considerado o maior escritor argentino da história e um dos grandes da literatura do século 20, mas não recebeu o Nobel.

Manguel trabalhava em uma livraria quando conheceu Borges e iniciaram uma amizade. O autor de História universal da infâmia, afetado pela cegueira, pediu a Manguel que lesse para ele em seu apartamento e isto aconteceu por quatro anos na década de 1960. Borges também foi diretor da Biblioteca Nacional.

Manguel levou o manuscrito para Buenos Aires como um empréstimo. Ele o encontrou quase ao acaso com um colecionador particular em São Paulo.

A biblioteca de Babel foi um dos contos incluídos no livro Ficções (1944), um dos pilares da obra borgeana. A ideia apresentada por Borges é a de um universo com uma biblioteca que contém todos os livros. É considerado uma metáfora sobre o infinito e foi objeto de estudos, inclusive do ponto de vista científico.

“É um autêntico tesouro. Estes papéis têm um valor material indiscutível e, por outro ladom um valor simbólico. Há poucos elementos que formam a simbologia universal e devemos a Borges um destes elementos: o conceito da biblioteca de Babel, que hoje podemos associar a Internet”, disse Manguel.

O valor material do manuscrito é avaliado em US$ 500mil.

Borracha escolar resolveu mistério de pergaminhos medievais

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Extracção de proteínas de um pergaminho utilizando um pedaço de borracha Cortesia da Biblioteca John Rylands da Universidade de Manchester

Extração de proteínas de um pergaminho utilizando um pedaço de borracha
Cortesia da Biblioteca John Rylands da Universidade de Manchester

 

O velino ultrafino das bíblias medievais terá sido feito com a pele de animais abortados? A resposta foi agora obtida utilizando uma técnica muito simples e não invasiva.

no Público

Uma simples borracha em PVC permitiu a uma equipe internacional de biólogos, arqueólogos, medievalistas e outros especialistas concluir que o finíssimo pergaminho de que foram feitas, na Idade Média, as páginas das primeiras “bíblias de bolso”, afinal não provém, como especulavam alguns, da pele de fetos de animais. Os resultados foram publicados na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Milhares de bíblias de bolso foram fabricados, a partir do século XIII, sobretudo em França, mas também em Inglaterra, Itália e Espanha, lê-se num comunicado a Universidade de Iorque (Reino Unido), onde o estudo foi realizado. Alexander Devine, co-autor do estudo, e estudioso de manuscritos antigos, explica no mesmo documento que a importância e a influência das bíblias produzidas em grande escala ao longo do século XIII foram “o resultado direto do seu formato em volume único e portável, tornado possível pela combinação inovadora de estratégias de miniaturização e de compressão conseguidas através do uso de pergaminho extremamente fino”.

Como salientava, por outro lado e com alguma ironia, um outro co-autor do estudo – Bruce Holsinger, medievalista da Universidade da Virgínia (EUA) – num artigo da sua autoria publicado na mesma semana na revista The New York Review of Books, o facto é que “uma grande parte da nossa herança escrita sobrevive sob a forma de uma grande massa de restos mortais de animais”.

E este especialista fazia notar ainda que, no Reino Unido, continua a ser é obrigatório “imprimir e conservar as cópias oficiais das leis aprovadas pelo Parlamento em pele de animal, o que inspira ocasionalmente debates em Westminster acerca da ética e da economia do comércio de pergaminho” – tradição essa que poderá vir a acabar em breve, “para a grande consternação da comunidade dos conservadores [de arquivos] e dos especialistas de livros de arte”.

Velino uterino?
Seja como for, a utilização da palavra em latim abortivum em muitas fontes documentais para se referir ao pergaminho ultrafino desses volumes antigos levou alguns especialistas a sugerir que se tratava de “velino uterino” – isto é, que a pele de fetos de bovino, ovino e de outros animais de criação fora usada para o fabricar.

Pelo seu lado, os críticos desta teoria retorquiam que não teria sido sustentável criar animais apenas para abortar fetos com vista a produzir as grandes quantidades de velino necessárias para as edições em grande escala daquela altura. Ainda outra teoria estipulava que, para fabricar o pergaminho, também teriam sido utilizados animais selvagens como coelhos ou esquilos. Por último, havia quem propusesse que era possível obter o velino a partir da pele de animais mais velhos através de uma técnica específica de produção, hoje esquecida. E parece ser esta a teoria que agora se confirma a partir do estudo.

O trabalho foi realizado por cientistas do Reino Unido, França, Bélgica, Dinamarca, Irlanda e Estados Unidos, liderados por Sarah Fiddyment e Matthew Collins, do Departamento de Arqueologia da Universidade de Iorque. Os cientistas aplicaram pela primeira vez uma técnica não invasiva, dita de “extração triboeléctrica de proteínas”, para resolver esta controvérsia de longa data. O método não podia ser mais simples e imediato: consiste em esfregar suavemente o pergaminho com uma borracha de PVC.

Na área da conservação, explicam os autores na PNAS, é corrente utilizar-se borrachas de PVC, semelhantes às borrachas da escola, para limpar os documentos antigos. Ora, como fazem ainda notar, o método apresenta uma vantagem adicional: proteínas provenientes do material antigo ficam agarradas à borracha ao mesmo tempo que a sujidade – e podem portanto ser analisadas para determinar a sua origem. Já agora, é graças à eletricidade eletroestática criada pela fricção (o chamado efeito triboelétrico) que a borracha consegue “apagar” a sujidade e extrair as proteínas.

Os cientistas recolheram desta forma proteínas animais no velino de 72 bíblias de bolso medievais originárias de França, Inglaterra e Itália – e ainda, de 293 amostras de pergaminho do século XIII, lê-se no comunicado. A espessura dos pergaminhos variava de 0,03 a 0,28 milímetros.

Quando a seguir submeteram o material recolhido à clássica técnica de espectroscopia de massa, os cientistas conseguiram determinar, em particular, quais as espécies animais que tinham sido utilizadas para fabricar o velino. Uma primeira conclusão: “Não encontrámos qualquer vestígio de animais imprevistos”, diz Sarah Fiddyment, citada no mesmo documento. “Porém, conseguimos identificar mais do que uma espécie de mamífero num mesmo documento, e isso bate certo com a disponibilidade das peles conforme o local de fabrico.”

Quanto ao facto de poder tratar-se de pele de animais abortados, nada indica que esse seja o caso: “Os nossos resultados sugerem que o velino ultrafino não provém necessariamente do uso de animais abortados ou recém-nascidos com uma pele ultrafina, mas podem [pelo contrário] refletir a utilização de um processo de produção que permitia transformar em velino de igual qualidade e finura a pele de mamíferos em maturação de diversas espécies”, acrescenta a investigadora.

A prova disso é o fato que, depois de concluído este trabalho, o co-autor e especialista em conservação de pergaminhos Jirí Vnoucek conseguiu recriar pergaminhos semelhantes ao “velino uterino” a partir de peles antigas. “É mais uma questão de utilizar a tecnologia certa de fabrico do que de recorrer à pele de animais uterinos”, explica. “Claro que as peles de animais mais novos são as melhores para produzir pergaminho fino, mas posso imaginar que toda a pele era utilizada e que nada era deitado fora.”

Biblioteca iraniana guarda antigos manuscritos da Bíblia

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Publicado no Blog do Galeno [via Público]

A Biblioteca Central de Tabriz (Irão) guarda uma das mais antigas edições de uma parte da Bíblia – um manuscrito do livro Actos dos Apóstolos, do Novo Testamento, que conta a história das origens cristãs. O livro foi escrito em siríaco, uma língua que viria a ser substituída pelo árabe, e é feito em pele de peixe. Devido à sua importância, o Vaticano já mostrou interesse em comprá-lo.

“Representantes do Vaticano propuseram, em diversas ocasiões, comprar o manuscrito à Biblioteca Central de Tabriz e estavam prontos para oferecer um cheque em branco”, disse a semana passada Manuchehr Jafari, responsável pela organização das bibliotecas públicas da província do Azerbaijão Oriental, ao jornal iraniano Farhikhtegan. Pelo valor espiritual e material que detém – segundo o jornal espanhol El Mundo terá mesmo chegado, “em tempos muito antigos”, a servir de garantia à moeda iraniana –, o Irão tem-se recusado a vendê-lo.

Há 80 anos, o dono do manuscrito tencionava vendê-lo no estrangeiro, mas foi impedido pelo governo iraniano. O documento ficou então guardado na Biblioteca Central de Tabriz. Segundo o jornal espanhol El Mundo, as páginas do manuscrito “conservam em perfeito estado a tinta com que foi estampado o texto”.

Não se sabe quando foi redigido nem como é que foi levado para o Irão, mas segundo o mesmo jornal, os especialistas responsáveis pela análise do manuscrito asseguram que foi restaurado pela última vez há 800 anos.

Numa primeira fase, os especialistas julgaram tratar-se de um conjunto de livros sagrados que, segundo o islamismo, teriam sido revelados por Deus antes do Corão, como o Zabur (o livro de David) ou a Torah de Moisés, mas peritos europeus na língua siríaca perceberam que se tratava, afinal, de uma parte do Novo Testamento.

Uma das questões que este manuscrito levanta é a do seu grau de fidelidade ao original, que foi redigido em grego koiné, ou helénico, uma conformidade difícil de certificar por serem muito poucos, em todo o mundo, os especialistas com um conhecimento profundo da antiga língua síríaca.

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