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Só 31 escolas públicas com alunos de baixa renda mantêm excelência no ensino desde 2011, diz pesquisa

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Em 2011, grupo das excelentes era formado por 215 escolas; queda no Ideb e desempenho insuficiente em matemática explicam perda de ‘selo de qualidade’.

Vanessa Fajardo, no G1

Só 31 escolas públicas brasileiras que atendem alunos de baixo nível socioeconômico do ciclo 1 do ensino fundamental conseguiram manter a excelência do ensino ao longo de três edições consecutivas de uma pesquisa feita pela Fundação Lemann, Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo e Itaú BBA, a partir de dados da Prova Brasil. O resultado da última análise, referente a 2015, foi divulgado nesta terça-feira (19).

No primeiro ano da pesquisa, em 2011, um grupo de 215 escolas foram consideradas excelentes. Elas estão dentro de um universo de 15 mil escolas que atendem alunos de 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Destas 215, só 54 se mantiveram neste ano, e apenas 31 apareceram nas três pesquisas (dos anos de 2011, 2013 e 2015). Só quatro delas são da rede estadual, o restante é municipal (veja a lista abaixo).

“É um número baixo, gostaríamos de ter muito mais escolas. Poucas conseguem se manter no patamar que julgamos adequado. Não sabemos se é o perfil do aluno que muda ou se é a gestão, porque a régua não é rigorosa. Houve uma queda no Ideb e estamos tentamos entender o motivo”, diz Ernesto Martins Faria, coordenador do estudo.

O estudo aponta que, entre 2011 e 2015, mais de 80% das escolas que perderam a condição de excelência tiveram também uma diminuição no Ideb. O segundo critério que mais contribuiu para a queda de escolas no topo da qualidade foi o desempenho insuficiente em matemática, o que ocorreu com 63% dos alunos. Outros 35% tiveram desempenho insuficiente em língua portuguesa.

O mapeamento tem como base a Prova Brasil, um exame que avalia os conhecimentos dos alunos em matemática e língua portuguesa. O resultado do desempenho é um dos componentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Anos finais do fundamental

O número de escolas excelentes cai muito quando se avalia os anos finais do segundo ciclo do ensino médio. Apenas dez bateram os critérios da pesquisa em 2013 e 2015 (veja a lista abaixo). Nesta fase, que compreende do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, o Brasil também não alcançou as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Em 2013, o total de 235 escolas foi classificado como excelente, mas em 2015 apenas 61 dessas continuaram no mesmo patamar de qualidade.

“No fundamental 2 os critérios foram menos exigentes. Acho que é escasso o número de escolas com desempenho satisfatório. Não sabemos se o problema é a formação de professor, se é a distância entre aluno ou professor”, afirma Ernesto Martins Faria.

Um dado alarmante é que em muitos estados das regiões Norte e do Nordeste não há uma escola sequer com bons resultados nos anos finais do ensino fundamental. “Isso mostra que, embora algumas regiões sejam destaque [Ceará, por exemplo], ainda há muita desigualdade no país. Em algumas regiões não há nenhuma escola com resultado aceitável que seja referência e sirva de inspiração ao entorno”, diz Ernesto.

Ceará tem maior número de escolas contempladas

O mapeamento aponta que o estado do Ceará tem o maior número de escolas de baixa renda classificadas como excelentes. São 84 unidades que atendem alunos dos anos iniciais, com destaque para a cidade de Sobral, onde estão 19 escolas. Outras 31 escolas cearenses para estudantes do segundo ciclo do fundamental de baixa renda estão na lista de excelência – seis delas, em Sobral.

Para os anos iniciais do ensino fundamental, independente do nível socioeconômico, outros três estados se destacam: São Paulo, Paraná e Minas Gerais. São Paulo agregra também o maior número de escolas excelentes com alunos de alta renda (21).

Em contrapartida, em estados como Amapá, Bahia, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe não foram identificados nenhum bom exemplo de escola de anos iniciais, independepente da condição socioeconômica dos alunos. Nos anos finais, no Acre, no Alagoas, no Amapá, no Mato Grosso, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, na Roraima, em Rondônia, em Sergipe e no Tocantins também não foram classificadas escolas exemplares.

Escolas que atendem aos critérios ‘excelência com equidade’ em 2011, 2013 e 2015

ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL (31 escolas)

Escola – estado – cidade – rede

Professor Nazaré Varela – Amazonas – Carauari – estadual
Dinorah Ramos – Ceará – Sobral – municipal
Mocinha Rodrigues – Ceará – Sobral – municipal
Raimundo Pimentel Gomes – Ceará – Sobral – municipal
Emeferico Veríssimo – Mato Grosso – Lucas do Rio Verde – municipal
Couto de Magalhães – Goiás – Corumbaíba – municipal
Evangélica Monte Moria – Goiás – Goianésia – municipal
Pingo de Gente polo – Mato Grosso do Sul – Nova Andradina – municipal
Elisa Rabelo de Mesquista – Minas Gerais – Campo do Meio – municipal
João Narciso – Minas Gerais – Congonhas – municipal
Paulo Barbosa – Minas Gerais – Formiga – municipal
Padre Waldemar Antônio de Pádua Teixeira – Minas Gerais – Itaúna – municipal
José Teotônio de Castro – Minas Gerais – Lagoa da Prata – estadual
Frei Orlando – Minas Gerais – Morada Nova de Minas – estadual
Monsenhor Sebastião Vieira – Minas Gerais – Paraisópolis – municipal
Frei Leopoldo – Minas Gerais – Patos de Minas – municipal
Professor José Luiz de Araújo – Minas Gerais – Rio Paranaíba – estadual
Iracy José Ferreira – Minas Gerais – São Gotardo – municipal
Professora Maria Aparecida Passos – Minas Gerais – São José da Barra – municipal
Augusto Werner – Paraná – Foz do Iguaçu – municipal
Duque de Caxias – Paraná – Foz do Iguaçu – municipal
Erico Veríssimo – Paraná – Foz do Iguaçu – municipal
Monteiro Lobato – Paraná – Foz do Iguaçu – municipal
Olavo Bilac – Paraná – Foz do Iguaçu – municipal
Osvaldo Cruz – Paraná – Foz do Iguaçu – municipal
Vinicius de Moraes – Paraná – Foz do Iguaçu – municipal
Idalina P Bonatto – Paraná – Medianeira – municipal
São Francisco de Assis – Paraná – Siqueira Campos – municipal
Presidente Tancredo Neves – Pernambuco – Tupanatinga – municipal
Tobias Barreto – Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – municipal
Professor Jair Luiz da Silva – São Paulo – Junqueirópolis – municipal

Escolas que atendem aos critérios ‘excelência com equidade’ em 2013 e 2015

ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL (10 escolas)

Escola – estado – cidade – rede

Aquiles Peres Mota – Ceará – Carnaubal – municipal
Inácio de Barros Neto – Ceará – Russas – municipal
Francisco Monte – Ceará – Sobral – municipal
Armando Ziller – Minas Gerais – Belo Horizonte – municipal
Eduardo Senedese – Minas Gerais – Juruaia – estadual
João Nunes Ferreira – Minas Gerais – Lambari – estadual
Povoado Lagoa de Baixo – Minas Gerais – Rubelita – estadual
Rodrigues Alves – Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – municipal
Rotary – Rio Grande do Norte – Mossoró – municipal
Professora Hebe de Almeida Leite Cardoso – São Paulo – Novo Horizonte – municipal

Mundial de matemática no Rio tem só 10% de meninas entre competidores

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Publicado no UOL

Lápis e papel na mão. É com essas armas que competidores do mundo todo começam a disputar na próxima semana as provas da 58ª IMO (Olimpíada Internacional de Matemática, da tradução do inglês), que acontece pela primeira vez no Brasil.

De 17 a 23 de julho, estudantes de 112 países vão se reunir no Rio de Janeiro para fazer o que muita gente considera um pesadelo: resolver os problemas mais cabeludos da matemática. Podem participar jovens com menos de 20 anos e que não estejam na faculdade.

Cada país participante é responsável pela seleção dos membros da sua delegação. No Brasil, são considerados três critérios: a classificação do candidato na OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática), seu desempenho em uma prova específica de seleção e a resolução de uma lista de exercícios.

Nesse universo dos números, um deles se destaca. Entre os 623 participantes da olimpíada, só 65 são meninas –ou seja, cerca de 10% dos competidores.

Essa proporção tem se mantido nos últimos dez anos. O número recorde de competidoras foi verificado no ano passado: do total de 602 participantes, 71 eram mulheres (aproximadamente 12%).

“É bem pouco. É uma coisa com que acabei me acostumando, mas deveria mudar”, afirma Deborah Alves, 24, que competiu pela equipe brasileira na IMO em 2011 e 2010.

Deborah é uma das 6 meninas que participaram da equipe brasileira na IMO

Deborah é uma das 6 meninas que participaram da equipe brasileira na IMO

Na delegação brasileira deste ano, não há nenhuma mulher. O país começou a participar da competição em 1979, e desde então apenas seis meninas participaram do time brasileiro. Curiosamente, as equipes costumam ter seis participantes a cada ano.

Esse padrão, para Deborah, é geral: “tem poucas mulheres envolvidas em áreas de exatas nas várias fases da vida, seja na infância ou mais tarde, no mercado de trabalho”, afirma.

Sua experiência de participação em olimpíadas de exatas vem de ainda mais cedo: ela ganhou sua primeira medalha, de bronze, quando estava na 6ª série e participou da OBM.

“Acho que tive muita sorte por sempre fazer amizade muito fácil nesse ambiente de olimpíada. Mas para as meninas é realmente difícil se sentir confortável sendo a única naquele ambiente em que todos os outros são meninos”, conta.

Machismo e desestímulo desde a infância
Hoje, Deborah é formada em ciência da computação e matemática pela Universidade Harvard –uma conquista que, para ela, vai contra uma cultura que desestimula as mulheres a buscarem uma carreira em exatas e também a permanecerem nessa área.

“A sociedade é machista. Tem muita coisa implícita, que as pessoas não percebem. Isso vem desde lá na infância, quando o brinquedo da menina é a boneca e não carrinho, lego ou outras coisas que estimulam o raciocínio lógico. É uma cultura que acaba desestimulando, que mexe com a autoconfiança das meninas. Menina que se exibe é um problema, enquanto menino que ‘se acha’ é normal”, diz.

“Isso acontece quando as crianças não têm nem consciência do que é matemática, do que é ciência, como se existisse um papel pré-determinado para cada um. É algo que vai sendo reforçado no colégio ou até dentro de casa. Por isso, os meninos chegam com mais pré-disposição e incentivo para estudar matemática”, complementa Carolina Araújo, 40.

Doutora em matemática pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Carolina é a única mulher entre os quase 50 pesquisadores permanentes do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada).

Para Carolina, meninos são mais incentivados a estudar matemática

Para Carolina, meninos são mais incentivados a estudar matemática

Ela diz que, em toda a sua trajetória de estudos, as mulheres sempre foram minoria. “Ainda existe muito preconceito porque é uma área predominantemente masculina. Infelizmente alguns colegas ou alunos acham que matemática não é coisa de mulher”, explica.

Calcule como uma garota
Para incentivar a participação das meninas na competição, a IMO estreia neste ano o Troféu Impa Meninas Olímpicas. A premiação, que vai contemplar as cinco estudantes que mais contribuírem com o resultado de suas equipes, passará a fazer parte do calendário permanente da olimpíada.

Carolina e Deborah veem a iniciativa com esperança. “Esse troféu especial é uma forma de trazer visibilidade para a questão de gênero e para as meninas, que estão conquistando seu espaço. Muitas vezes, para aquelas que pensam em competir, faltam modelos a serem seguidos”, afirma a pesquisadora.

“É um começo, apesar de o problema ser muito mais embaixo. As meninas conseguirem competir e continuarem se sentindo motivadas é muito necessário”, diz Deborah, que complementa: “aos poucos, a gente tem que começar a mostrar para as pessoas que as mulheres podem ser o que elas quiserem”.

Como livros de literatura podem ajudar os alunos em Matemática

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Acredite: existem obras literárias que mesclam narrativa e poesia com problemas matemáticos (Foto: Mariana Pekin)

Acredite: existem obras literárias que mesclam narrativa e poesia com problemas matemáticos (Foto: Mariana Pekin)

 

Mara Mansani, na Nova Escola

Na escola em que trabalho em Sorocaba (SP), a EE Prof. Laila Galep Sacker, a Matemática ocupa um lugar de destaque. Fazemos até um “Dia Especial da Matemática na Escola”, em que todos os professores fazem com os alunos atividades que exploram os conteúdos matemáticos de forma não convencional. Ele acontece, geralmente, às sextas-feiras, pelo menos duas vezes por mês, e inclui brincadeiras, jogos e experimentos.

Essa estratégia surgiu da necessidade de nossos alunos avançarem mais em Matemática, pois as avaliações internas e externas mostravam que eles tinham dificuldades – ou seja, era necessário repensar a nossa prática. Então, essa foi uma das ações que implantamos para superar esse obstáculo, e já sentimos uma melhora nos resultados.

Analisando o desempenho das turmas, notei que uma das dificuldades apresentadas pelos alunos é a resolução de problemas. Como trabalhar mais essa capacidade, de forma diferente?

Uma das descobertas mais interessantes que fiz, pesquisando materiais, é que existem obras de literatura que apresentam a Matemática por meio de histórias ou poemas, de forma divertida e contextualizada.

Parece estranho, mas é isso: hoje, quero deixar a vocês duas sugestões de obras de literatura para trabalhar Matemática, além de atividades que você pode fazer com elas. Vamos lá:

Poemas Problemas, de Renata Bueno: o livro traz 17 problemas em historinhas rimadas, com imagem super coloridas, em uma linguagem que as crianças entendem e com a qual se identificam. Os problemas envolvem conteúdos como combinatória, sequência, figuras geométricas, entre outros – além, é claro, das quatro operações fundamentais. É um verdadeiro convite ao desafio e ao desenvolvimento das estratégias pessoais para resolução dos problemas. Esse livro é mais indicado aos alunos de 1º e 2º ano, na alfabetização.

Os problemas da família Gorgonzola, da [maravilhosa] Eva Furnari: a obra é mais indicada para 3º e 4º ano e apresenta 15 problemas que contam histórias de uma família muita estranha e divertida. As crianças adoram esse livro! As ilustrações são muito divertidas e os problemas propõem desafios que envolvem as quatro operações fundamentais, sistema monetário, comparações, entre outros conteúdos e habilidades que exigem muita atenção dos alunos, pois é preciso, em primeiro lugar, retirar da narrativa as informações que realmente importam, proporcionando um bom exercício de interpretação de texto para resolução dos problemas. Aliás, muitas vezes, a dificuldade na resolução dos problemas vem mais da incapacidade de interpretar o texto corretamente do que da falta de domínio dos conceitos matemáticos.

Venho utilizando esses livros nesses “Dias Especiais da Matemática”, seguindo os seguintes passos:

*Apresentação do livro para os alunos: começo sempre explorando o livro de maneira geral, falando sobre o autor, a proposta dele e outras informações que sejam relevantes.

*Divisão dos alunos em grupos: procuro agrupar as crianças por níveis próximos de desenvolvimento na disciplina. Assim elas podem construir juntas o caminho para resolver os problemas. Em seguida, distribuo cópias de um mesmo problema para todos os grupos.

*Intervenções: enquanto os alunos leem, vou passando pelos grupos para ajudá-los quando há mais dificuldade, fazendo questionamentos que os levem a resolver os problemas.

*Resolução: em seguida, começa a resolução propriamente dita, primeiro em grupos, depois em duplas e, por fim, individualmente.

*Compartilhamento das estratégias: por fim, as crianças apresentam aos colegas como resolveram o problema. Procuro valorizar as estratégias pessoais, mas sem deixar de mostrar também a estratégia mais convencional. Isso contribui para o desenvolvimento da aprendizagem porque amplia as possibilidades de resolução.

Essa proposta vem trazendo bons resultados, mas ainda há muito a percorrer. Então, estudar e pesquisar novas possibilidades é atividade permanente em nossos planejamentos.

Para terminar, quero deixar mais duas sugestões para turmas mais velhas, que não misturam Matemática e literatura, mas também proporcionam estratégias mais inventivas.

A primeira é o livro Ler e Escrever – Jornada de Matemática, uma publicação da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, para alunos do 5º ano, que você pode baixar de graça aqui. Ele propicia situações que exigem raciocínio lógico e interação com os pares em atividades realizadas dentro e fora da sala. O livro é composto por dois módulos: (1) Cálculo e (2) Resolução de Problemas. Tudo muito bem explicado em objetivos, planejamento e encaminhamento.

Para os alunos maiores, dos anos finais do Ensino Fundamental, deixo como sugestão a obra Matemática Divertida e Curiosa, do célebre professor Júlio César de Mello e Souza, mais conhecido pelo pseudônimo de Malba Tahan. Esse livro é muito bacana, um clássico que apresenta os desafios matemáticos por meio de histórias e curiosidades.

E vocês, queridos professores, quais estratégias matemáticas andam utilizando? Conhece outros livros que explorem a Matemática e a literatura? Compartilhem conosco aqui nos comentários!

Maioria dos alunos brasileiros não sabe fazer conta nem entende o que lê

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Bruna Souza Cruz e Ana Carla Bermúdez, no UOL

Dados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2015, divulgados nesta terça-feira (6), indicam que o desempenho dos estudantes brasileiros em matemática e ciências piorou em comparação aos dados de 2012. Quando o assunto é a capacidade de leitura, os resultados seguem preocupantes, já que a média não mudou desde então– quando a pontuação já era considerada ruim.

Em matemática, de acordo com o relatório, 70,3% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível 2 de desempenho na avaliação –patamar mínimo estabelecido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) como necessário para que o estudante exerça plenamente sua cidadania. Na prática, os alunos não conseguem responder às questões da disciplina com clareza e não conseguem identificar ou executar procedimentos rotineiros de acordo com instruções diretas em situações claras.

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A média nacional nessa disciplina foi de 377 pontos, muito abaixo da média da OCDE (490). Para se ter uma ideia, as regiões que tiveram as maiores médias foram Cingapura (564), Hong Kong – China (548) e Macau – China (544). Em 2012, a média nacional na mesma disciplina foi de 389. Com isso, o país registrou recuo em seu desempenho.

Segundo a publicação, a habilidade em matemática é definida como a capacidade individual de formular, empregar e interpretar a matemática em uma série de contextos. Isso inclui o raciocínio matemático e o uso de conceitos, procedimentos, dados e ferramentas para descrever, explicar e prever fenômenos. Há seis níveis de proficiência na disciplina.

Metade dos alunos brasileiros continuam com dificuldades de interpretação

Os dados do Pisa 2015 também apontam que 51% dos estudantes não possuem o patamar que a OCDE estabelece como necessário para que se possa exercer plenamente sua cidadania, considerando sua capacidade de leitura. Eles não ultrapassaram o nível 2 dentro da escala de avaliação.

Com isso, é possível afirmar que os jovens brasileiros têm dificuldades em lidar com textos e documentos oficiais, como notas públicas e notícias. Além disso, têm problemas para interpretar informações e integrar contextos.

A pontuação do Brasil foi de 407, enquanto que os países da OCDE tiveram uma média de 493. A média brasileira foi a mesma de três anos atrás, na última edição do Pisa.

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Na outra ponta, os jovens brasileiros têm mais facilidade em lidar com textos pessoais, como e-mail, mensagens instantâneas, blogs, cartas pessoas e textos informativos. Eles também são bons em localizar e recuperar informação dentro de um texto quando necessário.

Com sua pontuação, o Brasil teve o desempenho inferior ao de regiões como Cingapura– que ficou em 1º lugar com 535 pontos, Canadá (527) e Hong Kong (China) (527).

O desempenho geral dos estudantes brasileiros em leitura está abaixo da média da OCDE desde o início das avaliações da disciplina, em 2000 – conforme mostra o gráfico acima.

Desempenho em ciências segue estagnado

Em ciências, quando são avaliadas a capacidade de lidar com conceitos, teorias, procedimentos e práticas associadas à investigação científica, o Brasil contabilizou média de 401 pontos, valor também inferior ao dos estudantes dos países membros da OCDE (493). Em relação ao Pisa anterior (2012), a média (402) não mostrou grande diferença. O país seguiu estagnado, já que a variação foi de apenas 1 ponto.

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Ao comparar com a série histórica, nota-se que os brasileiros apresentaram um crescimento médio de 390 para 405 pontos entre os anos de 2006 e 2009. Mesmo assim, o desempenho dos alunos também já se mostrava ruim.

Dentro da escala de avaliação do ano passado, 56,6% dos jovens brasileiros tiveram desempenho abaixo do nível 2, ou seja, eles não são capazes, por exemplo, de identificar uma explicação científica, interpretar dados e identificar a questão abordada em um projeto experimental simples de complexidade mediana.

Escolas públicas federais ficam à frente das escolas particulares

Na separação dos resultados do Pisa 2015 por rede de ensino, a rede pública federal obteve o melhor desempenho, ficando alguns pontos à frente da média obtida pelos alunos de escolas particulares.

Na área de ciências, a média alcançada pelos alunos das escolas federais foi de 517 pontos, contra uma média de 487 pontos dos alunos de colégios particulares. Em leitura, os desempenhos médios foram de 528 e 493, respectivamente, para os mesmos casos. Já em matemática, enquanto a média obtida pelos alunos da rede de ensino particular foi de 463 pontos, os alunos da rede federal alcançam, em média, 488 pontos.

O desempenho dos alunos da rede pública federal também superou a média nacional em cada uma das três áreas avaliadas– 401 pontos em ciências, 407 pontos em leitura e 377 pontos em matemática.

Escala de proficiência

O estudo de 2015 avaliou 23.141 alunos brasileiros (de 841 escolas), com idades entre 15 anos e 16 anos matriculados a partir do 7º ano. O desempenho dos estudantes foi analisado com base em sete escalas, que vão de 6, a mais alta, até 1b, a mais baixa.

O que é o Pisa

O Pisa busca medir o conhecimento e a habilidade em leitura, matemática e ciências de estudantes com 15 anos de idade tanto de países membro da OCDE quanto de países parceiros. Ele é corrigido pela TRI (Teoria de Resposta ao Item). O método é utilizado também na correção do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio): quanto mais distante o resultado ficar da média estipulada, melhor (ou pior) será a nota.

A avaliação já foi aplicada nos anos de 2000, 2003, 2006, 2009 e 2012. A cada ano é dada uma ênfase para uma disciplina: neste ano, foi a vez de ciências.

Dentre os países membros da OCDE, estão Alemanha, Grécia, Chile, Coreia do Sul, México, Holanda e Polônia, dentre outros. Dentre os países parceiros, estão Argentina, Brasil, China, Peru, Qatar e Sérvia.

Aprender matemática com games educativos aumenta em 34% desempenho dos alunos, revela pesquisa

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Mais de 100 colégios públicos de São Paulo e 33 mil alunos utilizam plataforma de gameficação desenvolvida pela startup israelense Matific e já colhem excelentes resultados

Ray Santos, no Jornal dia a dia

São Paulo, 17 de dezembro de 2016 – O medo da matemática pode se tornar coisa do passado no dia a dia das escolas brasileiras. Um estudo recente da Universidade de Sydney (Austrália), realizado com alunos e professores que utilizam o sistema de games educativos em seus métodos de ensino, revelou que o uso da gameficação aumenta em 34% o desempenho e o engajamento dos alunos no ensino da disciplina.

No Brasil, uma parceria entre a Diretoria de Ensino Centro Oeste (em São Paulo), a ONG Parceiros da Educação e a startup israelense Matific, especializada em gameficação para o estudo matemático desde a educação infantil até o sexto ano, viabilizou a implantação do sistema de gameficação para o ensino da matemática em 105 escolas estaduais paulistas. A plataforma é utilizada atualmente por cerca de 33 mil alunos, com mais de 320 mil jogos realizados, além de estar presente na grade curricular dos principais colégios particulares da capital paulista.

Recentemente, três escolas de São Paulo que utilizam a plataforma foram classificadas entre as dez melhores no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb 2016), que avalia a qualidade da educação em fluxo escolar e médias de desempenho.

“Ensinar matemática por meio da gameficação substitui a visão negativa de que a disciplina é chata e difícil. A tecnologia educacional, quando bem aplicada e alinhada ao pedagógico, é uma grande ferramenta para os educadores e, ao mesmo tempo, se aproxima da realidade de uma geração que está acostumada com os sistema digitais”, comenta Dennis Szyller, Gerente Nacional da Matific no Brasil.

Como funciona
O sistema da Matific tem uma abordagem única para o ensino de matemática desde a educação infantil até o sexto ano, por meio de 1600 minijogos interativos e atividades práticas, chamados de episódios. Os episódios têm duração entre 5 e 15 minutos e buscam abordar conceitos matemáticos, habilidades ou ideias simples, bem definidas e de acordo com o currículo escolar.

A Matific é a única plataforma no mercado capaz de alinhar seus jogos com os conteúdos de cada livro/sistema de ensino. Os jogos e atividades foram desenvolvidos para facilitar o mapeamento de livros didáticos populares e o currículo padrão da matemática. Isso significa que o professor encontra os jogos na Matific organizados na sequência dos livros da Educação Matemática dos Anos Iniciais (EMAI), ou ainda dos principais livros didáticos. Além disso, todos os jogos e atividades estão organizados de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs).

A Matific é uma empresa startup Israelense que desenvolveu um premiado sistema educacional de matemática, projetado por uma equipe de especialistas e professores de matemática, engenheiros de software e desenvolvedores de jogos. A pedagogia é baseada no trabalho do professor Raz Kupferman da Universidade Hebraica (Hebrew University) em Jerusalém, e do professor Shimon Schocken do Centro Interdisciplinar de Herzelia. O sistema Matific é adotado em mais de 40 países, com um milhão de alunos, três milhões de jogos executados por mês, e diversos prêmios internacionais por sua pedagogia e tecnologia.

Sobre a Matific (https://www.matific.com/bra/pt-br)
Fonte: Agência Health

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