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MEC divulga edital do Enem 2017; veja datas, regras e mudanças

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MEC divulga edital do Enem 2017; provas acontecem nos dias 5 e 12 de novembro

Publicado no Universia Brasil

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (10) o edital oficial do Exame Nacional do Ensino Médio 2017 (Enem) que contém todas as regras e instruções que os candidatos devem saber para realizar o exame.

De acordo com o edital, as inscrições para o Enem 2017 começam a partir das 10h do dia 8 de maio e terminam às 23h59 do dia 19 de maio (horário de Brasília), devendo ser feitas exclusivamente no Portal do Participante, dentro do site do Inep. O valor da taxa de inscrição será de R$ 82 e deve ser pago no Banco do Brasil por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU simples), em agências bancárias, dos correios ou casas lotéricas até o dia 24 de maio. O prazo para o pagamento da taxa não será prorrogado e a inscrição só será confirmada após o mesmo.

Para dar início à inscrição, o estudante deve informar o número do seu CPF e do RG. Também será preciso informar um telefone (pode ser fixo ou celular) e um endereço de e-mail. É pedido que o usuário crie uma pergunta e uma resposta de segurança para caso necessite recuperar a senha. Veja a seguir as datas, estrutura, cronograma, critérios de avaliação e mudanças:

ISENÇÃO DA TAXA

Como já havia sido anunciado anteriormente, os cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal serão isentos da taxa de inscrição. Ainda segundo o documento, a isenção da taxa de inscrição do Enem é válida para todos os estudantes da rede pública e também para participantes que declararem ser membros de famílias de baixa renda ou estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

ATENDIMENTO ESPECIAL

O Enem oferece atendimento especializado e específico para candidatos que declararem, no ato da inscrição, ser portador de alguma necessidade especial. Pela primeira vez, estudantes surdos terão acesso às questões do Enem traduzidas na Língua Brasileira de Sinais (Libras) via vídeo. Serão disponibilizadas salas adaptadas para os participantes, que deve indicar na inscrição se deseja participar. Também estarão disponíveis tradutores para esclarecer dúvidas pontuais.

A solicitação de uma hora a mais de exame – antes feita mediante o preenchimento de um formulário – agora será realizada na inscrição, com a apresentação de laudo comprovatório da deficiência ou condição necessária. Ainda será oferecido atendimento a pessoas com baixa visão, cegueira, deficiências físicas, auditivas, intelectuais, dislexia, autismo ou outras condições especiais. O atendimento específico, por sua vez, é oferecido a gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar

CARTÃO DE CONFIRMAÇÃO

Desde 2015, o MEC suspendeu a entrega do cartão de confirmação do Enem via correio (versão impressa). Para realizar a consulta do seu local de prova, o aluno deve verificar no site oficial do Enem. Vale lembrar que o cartão contém, além do local, o número da inscrição, a data, o horário, a indicação de atendimento especial (se necessário) e opção escolhida para a prova de língua estrangeira. A partir de 2017, o Enem deixa de ser um certificado de conclusão do Ensino Médio.

AS PROVAS

Como já havia sido anunciado, as provas do Enem 2017 passam a ser em dois domingos e acontecerão nos dias 5 e 12 de novembro. A prova do primeiro domingo, que terá a duração de 5 horas e meia, contará com a redação e provas de linguagem, código e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. As provas de matemática e ciências da natureza e suas tecnologias acontecerão no segundo domingo e terão 4 horas de duração. Em ambos os dias, os portões abrem pontualmente às 12h e fecham às 13h. O início das provas está previsto para às 13h30. É recomendado que o candidato chegue com ao menos uma hora de antecedência ao local da prova.

SEGURANÇA DA PROVA

Outra novidade é a utilização de cadernos de questões personalizados com o nome e o número de inscrição dos alunos. Não será mais preciso que o aluno identifique a cor da prova recebida. Os cartões de resposta encartados também levarão os dados do candidato. Os quatro cadernos diferentes, identificados por cores, serão mantidos.

REDAÇÃO NO 1º DIA DE PROVA

O MEC mudou o dia da prova de redação. Antes, ela era cobrada no segundo dia, junto com as 45 questões de matemática e as 45 de linguagens. Agora, redação, linguagens e ciências humanas serão os temas do primeiro domingo (5/11). Com isso, o primeiro dia de provas passa a ter duração de cinco horas e meia de prova. Uma semana depois (12/11) será feita a prova de matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia para realização.

O QUE LEVAR

O candidato deverá levar uma canta esferográfica de cor preta e feita em material transparente e um documento original com foto. Será permitido que os estudantes levem alimentos, porém, recomenda-se que os mesmos sejam leves e, caso venham em potes, que estes sejam transparentes.

O QUE NÃO PODE LEVAR

Não será permitido ao candidato levar lápis, lapiseira, caneta fabricada por material não transparente, borracha, livros, manuais, anotações e quaisquer dispositivos eletrônicos (calculadoras, agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, smartphones, tablets, ipods, pen drives, mp3 ou simular, gravadores, relógios, alarmes de qualquer espécie ou qualquer transmissor, gravador ou receptor de dados, imagens, vídeos e mensagens).

Além disso, durante as provas, não pode usar óculos, chapéus, bonés, viseiras, gorro ou simulares. Também está proibido ausentar-se em definitivo da sala de provas antes de decorridas duas horas do início das provas.

FIM DO RANKING DO ENEM POR ESCOLA

O MEC informou que não haverá mais o resultado do Enem por escola – dado que costuma ser disponibilizado anualmente. Por meio do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), as instituições públicas e privadas poderão saber suas classificações em relação a outras escolas do país. Conforme explicou a presidente do INEP, Maria Inês Fini, caso um colégio não queira participar dessa avaliação não terá o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Youtuber patrocinado pelo MEC ofendeu negros, gays e nordestinos

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Lukas Marques, do canal ‘Você Sabia’, que recebe dinheiro para defender o novo ensino médio, pediu desculpas por tuítes após revelação do Sensacionalista

Publicado na Veja

O youtuber Lukas Marques, um dos apresentadores do canal “Você Sabia?, contratado pelo Ministério da Educação (MEC) para promover a reforma do ensino médio aprovada pelo governo Michel Temer (PMDB), já publicou no Twitter dezenas de postagens em que ofende negros, gays e nordestinos, além de chamar mulheres de “vadia” e “prostituta”.

Os tuítes ofensivos foram revelados pelo Sensacionalista, site de humor que também publica textos em VEJA e VEJA.com. As publicações de Lukas divulgadas pelo blog podem ser vistas aqui .

Crítico da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ele fez vários ataques à petista durante a campanha de 2014 e, após a vitória dela, também a seus eleitores. “Nordeste todo elegeu a Dilma porque pensa com a barriga e não com a cabeça’” e “Nordeste, c… do mundo”, foram alguns dos tuítes.

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Também há várias ofensas a homossexuais, como: “Aparece cada viado escroto me seguindo no Instagram”, “nada contra gays, mas não me diga que isso é normal” ou “a pior coisa que tem é sapatão”.

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Negros também são alvos de ataques do youtuber. “Não sou racista…só acho que os pretos poderiam se f… mais”, “Malditos pretos macumbeiros” e “Procurando quem me roubou numa multidão de pretos”.

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Quanto às mulheres, mais baixaria:

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Boa parte dos posts foi publicada entre 2011 e 2014, quando Lukas tinha entre 14 e 17 anos – ele nasceu em setembro de 1997. Logo após a publicação do Sensacionalista, Lukas retirou alguns dos posts e publicou dois tuítes em que se desculpa: “Não é como eu penso e me arrependo de ter postado. Nunca Tive a intenção de ofender ninguém”, escreveu.

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Lukas apresenta o “Você Sabia?”, junto com Daniel Miolo. O vídeo em que defendem a reforma do ensino médio teve 1,7 milhão de visualizações. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o “Você Sabia?” recebeu 65.000 reais do MEC.

Sob a aparência de espontaneidade e sem informar que se trata de comentário pago, o vídeo reforça os principais pontos da reforma, como o aumento da carga horária, e rebate as principais críticas, como as de que a nova fórmula vai excluir disciplinas e prejudicar o aprendizado básico como um todo. “Você que quer trabalhar com história não vai querer ficar perdendo tempo com célula”, diz Lukas no vídeo.
Gasto de R$ 295 mil

Outros canais no YouTube receberam dinheiro do MEC para defender a reforma. Em resposta a VEJA, o ministério revelou que a campanha com “influenciadores digitais” reuniu seis canais e custou no total 295 mil reais aos cofres públicos. Também receberam dinheiro os canais “Pyong Lee”, “Rafael Moreira”, “Malena”, “T3ddy” e “Rato Borrachudo”, escolhidos, segundo o ministério, pelo “critério de veiculação de mídias digitais”.

O MEC diz que não orientou os youtubers a omitirem em seus vídeos que se tratava de conteúdo patrocinado. Segundo o ministério, a contratação e a orientação aos canais é de responsabilidade da agência de publicidade contratada – não informou qual era – e que a recomendação era a de que os posts contivessem “informações que identificam ser conteúdo publicitário.”

Segundo o ministério, o valor gasto é inferior ao das mídias tradicionais, como rádio e televisão, e pesquisas apontam que 92% dos jovens de 15 a 25 anos se informam por meio do YouTube. A pasta diz, ainda, que os canais “complementam a estratégia de comunicação institucional” da divulgação da reforma.”

Trigêmeos da BA passam juntos em medicina pelo Sisu: ‘A ficha não caiu’

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Trigêmeos Amanda (à esqueda), Giovanni e Ingrid passaram juntos em medicina (Foto: Reprodução/Facebook)

Trigêmeos Amanda (à esqueda), Giovanni e Ingrid passaram juntos em medicina (Foto: Reprodução/Facebook)

Moradores de Salvador, irmãos dizem ter realizado sonho de infância.
Trio ficou sabendo resultado na terça, após MEC divulgar aprovados.

Alan Tiago Alves, no G1

O sonho de infância de cada um dos trigêmeos Ingrid, Amanda e Giovanni Calfa, de 18 anos, que moram em Salvador, virou realidade de uma vez só. Os irmãos foram aprovados ao mesmo tempo em cursos de medicina — área profissional que desde crianças queriam seguir — em universidades federais públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que tem como base a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016.

Eles ficaram sabendo do resultado na segunda-feira (30), quando foram divulgados os aprovados na primeira lista de 2017 do Sisu. “A gente estava sob muita pressão, porque não queríamos que apenas um ou dois passassem. Estudamos muito, sofremos juntos, e seria injusto se os três não tivessem conseguido ao mesmo tempo. Felizmente, deu tudo certo e ainda estamos comemorando muito. Na verdade, a ficha ainda não caiu”, disse Amanda, em contado com o G1 nesta terça-feira (31).

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), ao todo, foram 2.498.261 inscritos e 4.880.047 inscrições, já que quase todos os candidatos fizeram duas opções de curso. Ingrid e Geovanni foram aprovados em primeira chamada na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Já Amanda, foi selecionada na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

“Na realidade, a gente estava torcendo para que todos pudessem passar em uma mesma faculdade, mas não deu. A nossa primeira opção era a UFBA [Universidade Federal da Bahia], pelo fato de ser aqui em Salvador, e aí não precisaria viajar e ficar longe da família. Mas infelizmente, nesse primeiro momento não deu para ficarmos juntos”, destacou Ingrid.

Após a aprovação, eles saíram para comemorar, pintaram os rostos e tiraram fotos para postar nas redes sociais, onde receberam dezenas de mensagens de colegas que os parabenizaram pela conquista.

Os trigêmeos ainda aguardam os resultados das demais listas de chamadas da UFBA e da UFAL na expectativa de que possam estudar juntos. “A Amanda ficou com uma nota bem próxima do último colocado que passou na UFAL e, numa segunda chamada, pode ser convocada, e ir estudar comigo e com o Geovanni. Estamos esperando. Também vamos aguardar nova chamada da UFBA, porque se os três passarem a gente fica junto aqui mesmo”, afirmou Ingrid.

Sonho de infância
Filhos de uma administradora e um publicitário, os trigêmeos afirmam que não há médicos na família, mas que, mesmo assim, sempre se identificaram com a área profissional. Eles têm outros dois irmãos mais velhos — um rapaz de 28 anos, que é formado em arquitetura e atualmente faz engenharia, e uma jovem de 26, que cursa arquitetura.

“O gosto por medicina surgiu da gente mesmo. A minha mãe, por exemplo, nunca sugeriu que seguíssemos essa ou aquela área, mas sempre apoiou a nossa decisão de ingressar na área de medicina. A gente foi amadurecendo e não tinha nenhuma outra área que a gente se identificasse da mesma forma. Nunca tive dificuldade com nenhuma matéria, mas nunca tive afeição por exatas ou humanas. Sempre gostei mais de ciências naturais e também sempre gostei de lidar com pessoas. Não tenho dúvidas de que escolhemos o curso certo”, afirmou Ingrid.

Os irmãos concluíram o Ensino Médio no Colégio Militar Salvador (CMS), no ano passado, e afirmam que sempre estudaram juntos para o Enem.

“A gente passou o ano sofrendo junto. A Ingrid e o Geovanni ainda tiveram tempo de fazer um curso [pré-vestibular] intensivo antes da prova, enquanto eu concluía o Ensino Médio. Concluí pouco tempo depois porque entrei depois deles no Colégio Militar. A gente saía de manhã para estudar e, às vezes, só voltava à noite. Além disso, também estudávamos juntos nos finais de semana”, conta Amanda.

Os irmãos afirmam que a mãe ficou muito feliz com a tripla aprovação, mas angustiada pelo fato de que vão se separar. “Ela ficou meio preocupada porque cada um vai para um canto, mas não esconde a felicidade com o nosso resultado.Ela viu o nosso sofrimento, viu que a gente se esforçou muito para chegar a esse resultado e ficou muito orgulhosa. Para a gente, passar foi uma sensação indescritível”, disse Amanda.

Como os aprovados em primeira chamada devem realizar a matrícula nos dias 3, 6 e 7 de fevereiro, nas instituições em que estudarão, os trigêmeos já estão de viagem marcada. “Estamos ainda resolvendo muitas coisas e vamos viajar domingo para fazer a pré-matrícula”, destacou Ingrid.

Os irmãos contam que ainda não pensaram em qual área da medicina irão seguir e que vão aguardar um contato maior com a área para decidir os rumos a tomar. “A gente ainda não parou para pensar se vamos fazer no futuro uma mesma especialidade. Isso só devemos decidir após conhecer melhor a área. Muitas pessoas entram no curso com uma ideia e, no decorrer dos estudos, mudam de planos. Então, vamos deixar isso para pensar mais para frente”, afirmou Ingrid.

Aluna nota 1.000 no Enem é hackeada e inscrita em produção de cachaça

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Tereza Gayoso, nota máxima na redação do Enem 2017 (Foto: Reprodução/ Facebook)

Tereza Gayoso, nota máxima na redação do Enem 2017 (Foto: Reprodução/ Facebook)

 

Hackers invadiram o site do Ministério da Educação e alteraram as opções de cursos de estudantes

Guilherme Caetano e Murilo Santos, na Época

O site do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação, foi hackeado na noite da segunda-feira (30) após terem sido divulgados os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Vários estudantes foram inscritos em cursos escolhidos pelos hackers. Tereza Gayoso, de 23 anos, nota máxima na redação do exame e que pretendia cursar medicina, soube nesta terça-feira (31) que havia sido inscrita em produção de cachaça, no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, em Salinas. “Eu não consigo acreditar que fizeram essa ruindade comigo.”

Um estudante do Distrito Federal, também afetado pela ação dos hackers e que pediu para não ser identificado pela reportagem, afirmou que foi inscrito em ciências sociais na Universidade Federal do Acre, contra a sua vontade. “Acho triste eu precisar me preocupar com minha segurança em um site do governo”, afirmou. “O site do Ministério era para ser, teoricamente, seguro.”

Atualização: Às 19h30, o Ministério da Educação encaminhou a seguinte nota para a redação:Sobre suposto hackeamento dos sistemas do Sisu e Enem o MEC/Inep esclarecem:

1- Os sistemas do MEC e do Inep não registraram, até o momento, indício de acesso indevido a informações de estudantes cadastrados, que configure incidente de segurança.

2- Há relatos na imprensa de casos pontuais de acesso indevido a dados pessoais de candidatos, que teriam possibilitado mudança de senha e de dados de inscrição, como opção de curso. A senha é sigilosa e só pode ser alterada pelo candidato ou por alguém que tenha acesso indevidamente a dados pessoais do candidato.

3- Casos individuais que forem identificados e informados ao MEC como suposta mudança indevida de senha e violação de dados, o MEC vai remetê-los para investigação da Polícia Federal. Nos dois casos citados pela imprensa, o Inep já identificou no sistema data, hora, local, operadora e IPs de onde partiram as mudanças de senha. Os dados serão encaminhados para a Polícia Federal.

4- Ressaltamos, também, que todas as ações realizadas no sistema são registradas em “log”, de forma a possibilitar uma auditoria completa.

5- A Secretaria de Ensino Superior (SESU) destaca que a atual gestão assumiu em maio de 2016, com o processo do ENEM 2016 em curso, na última semana de inscrições. Por isso, todo o sistema de operacionalização do ENEM foi definido na gestão anterior e estava em funcionamento, não podendo ser alterado no meio do processo.

6- Para o ENEM 2017 as equipes do INEP/SESU estão trabalhando para aperfeiçoar o Exame, de forma a garantir segurança e tranquilidade aos inscritos.

MEC e STF firmam acordo por doações de livros a presídios

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A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, recebe o ministro da Educação, Mendonça Filho - Nelson Jr./STF

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, recebe o ministro da Educação, Mendonça Filho – Nelson Jr./STF

 

Publicado na Isto É Via Estadão

O Ministério da Educação e o Supremo Tribunal Federal (STF) assinaram, nesta terça-feira, 17, um acordo para a doação de cerca de 20 mil livros para 40 bibliotecas que serão montadas em presídios nacionais. A primeira entrega será feita na próxima semana em uma penitenciária feminina próxima a Belo Horizonte, segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho, com a presença da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça.

O ministro explicou que o cronograma completo da entregas e os presídios que serão contemplados ainda estão em fase de definição, sob a coordenação da presidente do STF, que estará em contato com tribunais de justiça e secretarias estaduais de segurança. “A partir dessa primeira doação nós faremos um cronograma para as demais”, disse. O STF não confirmou ainda data e local da primeira entrega.

Segundo ele, os custos totais do projeto não estão definidos, e a montagem dos espaços físicos das bibliotecas dependerá das secretarias de segurança. “É um ato importante para garantir em diversas penitenciárias o acesso a bibliotecas. E, ao mesmo tempo também funciona como instrumento válido para a chamada remissão de pena, já que o preso pode remir (diminuir) a pena pela questão da leitura, de acordo com os critérios definidos pelo juiz de execução penal”, disse Mendonça, defendendo a leitura como instrumento importante para a “humanização” do sistema penitenciário brasileiro.

Mendonça também falou que está buscando viabilizar projetos para fornecer educação a distância e formação técnica a presidiários.

Enem

O ministro disse também que o MEC pretende oficializar na a separação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em relação à certificação da conclusão do Ensino Médio. Atualmente feita pelo Enem, essa atribuição passará a ser feita pelo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). O Enem permanece com a função de definir o acesso ao Ensino Superior.

“O Encceja vai valer como certificado de conclusão do Ensino Médio. A partir do segundo semestre de 2017, oferecemos o Encceja ao sistema penitenciário nacional. E, para a ministra Cármen Lúcia, isto é muito positivo”, disse Mendonça.

Mendonça explicou que o motivo é ter uma prova mais adequada para a obtenção do certificado de conclusão do ensino médio, pois o nível de avaliação não deveria ser o mesmo exigido das pessoas que buscam acesso ao Ensino Superior.

O ministro disse que, de 8 milhões de candidatos ao Enem, apenas 1,2 milhão o fazem para obter a certificação de conclusão do ensino médio. E, deste 1,2 milhão, apenas 70 mil pessoas obtêm o certificado, cerca de 7%.

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