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MEC vai criar bolsa para estudar competências emocionais dos alunos

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Governo quer saber impactos de características emocionais na sala de aula.
Detalhes das bolsas serão definidos em edital da Capes em até 90 dias.

Vanessa Fajardo, no G1

Ministro Paim e Francisco Soares durante fórum em SP (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

Ministro Paim e Francisco Soares durante fórum
em SP (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

O Ministério da Educação em parceria com o Instituto Ayrton Senna vai criar bolsas de estudo de pós-graduação para cursos no Brasil e no exterior para formar pesquisadores e professores que estudem os impactos das competências socioemocionais, como otimismo, responsabilidade, determinação e curiosidade, no aprendizado dos alunos. O termo de cooperação foi assinado nesta segunda-feira (24) em São Paulo.

Os detalhes das bolsas, como o número que será disponibilizado, os valores, tempo de permanência e perfil de quem poderá ser beneficiado será definido em edital da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes) que será publicado em até 90 dias.

Os impactos das competências socioemocionais ou não cognitivas é tema de um fórum internacional que ocorre nesta segunda e terça-feira (25), em São Paulo. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que também promove o fórum se comprometeu a liderar o debate que envolve 14 países.

Currículo oculto
A presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, define as competências socioemocionais como um currículo oculto que precisa ser descoberto e explorado. “Toda tarefa exige esforço. Nós temos um currículo oculto com um conjunto de habilidades como persistência, criatividade e disciplina. Nós não temos consciência que temos, mas elas são determinantes nos resultados na escola. O desafio é tornar esse currículo oculto consciente e desenvolvido deliberadamente para que a gente possa usufruir de todos os benefícios que ele traz para a vida de um ser humano. O desafio de trazer isso para a escola não é só do Brasil, e sim, de todos os países.”

De acordo com o termo de cooperação assinado por Viviane Senna e o ministro da Educação, José Henrique Paim, caberá à Capes a oferta e o gerenciamento das bolsas, e o instituto será responsável por fornecer subsídios técnicos para definir, por exemplo, o número de bolsas oferecidas.

Para que o aluno aprenda matemática é preciso algo a mais. Uso o exemplo da perseverança, para fazer algo bem feito é preciso tentar uma vez, duas vezes…”
Francisco Soares, presidente do Inep

O ministro da Educação, José Henrique Paim, afirmou que os estados e municípios que promoverem iniciativas que valorizem as competências socioemocionais dos alunos poderão recorrer a financiamentos do governo federal. “É um tema novo não é só no Brasil. Essa temática precisa ser estimulada em vários aspectos, seja na pesquisa, para formar massa crítica, seja no aspecto que envolve avaliação e implantação de políticas. Queremos também incentivar iniciativas que alguns estados têm, aquilo que o ministério achar condizente, vamos financiar.”

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Francisco Soares, disse que as competências socioemocionais precisam ser estudadas porque fica claro que elas impactam o aprendizado dos alunos e vão além das condições socioeconômicas da família. “Para que o aluno aprenda matemática é preciso algo a mais. Uso o exemplo da perseverança, para fazer algo bem feito é preciso tentar uma vez, duas vezes… Na arte isto está muito claro, um pianista treina muito. Há fatores não cognitivos para explicar.”

Gama Filho e UniverCidade (RJ) são descredenciadas pelo Ministério da Educação

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Flávia Foreque, na Folha de S.Paulologo_ugf

A Universidade Gama Filho e a UniverCidade (Centro Universitário da Cidade), ambas mantidas pela Galileo Administração de Recursos Educacionais, foram descredenciadas nesta segunda-feira (13) pelo Ministério da Educação.

A decisão, tomada por um colegiado da Secretaria de Regulação da pasta, deve ser publicada em portaria no Diário Oficial da União de amanhã.

O atraso no pagamento de professores e servidores afetou o cronograma de aulas. Segundo os estudantes, no ano passado houve apenas seis meses de aula, diante das sucessivas greves de docentes e funcionários.

O MEC afirma ainda que a mantenedora não apresentou um plano para contornar as dificuldades: foi assinado um termo de compromisso com a pasta, mas as medidas não foram adotadas. “Eles não cumpriram alguns acordos fundamentais”, disse mais cedo o ministro Aloizio Mercadante.

Na semana passada, um grupo de estudantes chegou a ocupar o auditório do edifício do MEC, em Brasília, para cobrar uma intervenção da pasta. Na ocasião, uma comissão com representantes do governo, da instituição e dos alunos foi criada para acompanhar o caso.

TRANSFERÊNCIA

No prazo de cinco dias úteis, o MEC publicará edital para transferência assistida dos alunos das duas instituições: faculdades interessadas em receber esses estudantes terão, então, um prazo para apresentar sua proposta.

Uma vez notificadas da decisão, Gama Filho e UniverCidade terão 10 dias para criar uma comissão com profissionais responsáveis por emitir e entregar documentos do histórico escolar aos estudantes matriculados nas instituições.

Polícia de MG diz que quadrilha fraudou Enem por até R$ 100 mil

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Organização criminosa teria repassado gabarito por ponto eletrônico e SMS a candidatos em Barbacena
Informações foram repassadas por delegado à Polícia Federal, encarregada de apurar crimes relacionados ao exame do MEC

Publicado em O Globo

RIO — A quadrilha presa por vender vagas em faculdades de Medicina mineiras e fluminenses também está sendo investigada por fraudar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, responsável pela Operação Hemostase, que levou ao indiciamento de 36 pessoas desde o início de dezembro, a mesma organização criminosa que violou vestibulares privados também repassou o gabarito do exame do MEC a candidatos em Barbacena (MG). As respostas encaminhadas pelos suspeitos seriam referentes ao caderno de questões amarelo do Enem.

As informações sobre a investigação foram repassadas, nesta quinta-feira (19), pelo delegado de Caratinga, Fernando José Barbosa Lima, que presidiu o inquérito policial. Ele entregou os resultados da apuração ao delegado federal regional de Investigação de Combate ao Crime Organizado, Paulo Henrique Barbosa, já que a atribuição para investigar indícios de crime relacionados ao Enem cabe à Polícia Federal.

Segundo explicou o delegado da Polícia Civil, pessoas classificadas pelo grupo criminoso como “pilotos” faziam a prova — para garantir o índice de 75% de acerto das questões — e saíam rapidamente dos locais dos exames, fornecendo o gabarito aos coordenadores da organização que, por sua vez, o repassavam para os candidatos, via SMS ou ponto eletrônico. O preço pago pelos candidatos à quadrilha variava de R$ 70 mil a R$ 100mil.

Gravações

Entre as informações e documentos repassados pela PCMG à Polícia Federal estão dois cadernos amarelos que foram apreendidos com um dos chefes da organização criminosa, José Cláudio de Oliveira, de 41 anos, em Barbacena, durante a Operação Hemostase, no dia 3 de dezembro. Com a PF também estão cerca de 30 gravações de conversas entre José Cláudio e o aposentado Quintino Ribeiro Neto, de 63 anos, que também liderava a quadrilha. Há ainda mensagens de SMS contendo parte dos gabaritos e outras em que eles comemoram o índice de acerto das provas.

O inquérito da Polícia Civil chega a quase 3 mil páginas, resultantes de cerca de nove meses de investigação. Segundo a PCMG, o delegado federal Paulo Henrique afirmou que “há fortes indícios de fraude pontual no Enem”. Ele disse que a PF vai agora iniciar um trabalho visando identificar os candidatos que se beneficiaram do golpe, além de dimensionar a amplitude do crime.

O superintendente de Investigações e Polícia Judiciária da Polícia Civil de Minas Gerais, Jeferson Botelho, acrescentou que o trabalho colaborativo da PCMG no inquérito prossegue normalmente, ficando a instituição à disposição da Polícia Federal no que for preciso. “O Quintino e o José Cláudio continuam presos em Caratinga, assim como outros três envolvidos na fraude nas universidades particulares”, disse o superintendente.

A operação que resultou no esclarecimento da fraude foi denominada “Hemostase” em referência aos procedimentos realizados nos processos cirúrgicos destinados a estancar hemorragia.

Inep diz que candidatos que usaram ponto serão eliminados

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou, por meio de nota, que está acompanhando, juntamente com a Polícia Federal, os desdobramentos da Operação Hemostase.
O Inep reforça que as investigações devem ocorrer com todo rigor necessário. Segundo a nota, os candidatos identificados, que tiverem utilizado aparelhos eletrônicos durante as provas, serão eliminados, conforme prevê o edital do exame.

MEC suspende vestibular de 28 faculdades mal avaliadas no Rio

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Lista com 270 cursos punidos no Brasil foi divulgada nesta sexta

Publicado em O Globo
Universities Anticipate High Numbers Of Students

RIO – Entre os 270 cursos de ensino superior com vestibulares suspensos pelo Ministério da Educação (MEC) no Brasil, 28 são do Estado do Rio. A relação foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (06), junto com a avaliação de mais de 8 mil graduações examinadas pelo governo em 2012. As faculdades punidas estão proibidas de fazer processos seletvos porque apresentaram nota insatisfatória (1 e 2) no Conceito Preliminar de Cursos (CPC) tanto em 2012 quanto na avaliação anterior, em 2009. A sanção é aplicada a todas graduações reincidentes.

Consulte aqui nota dos cursos avaliados pelo MEC em 2012.

Em 2012, foram analisados pelo MEC 8,1 mil cursos, principalmente das áreas de ciências humanas e sociais, ministrados por 1,7 mil instituições no Brasil. Nesta avaliação, são levados em conta o rendimento dos estudantes no Exame Nacional de Cursos (Enade), a infraestrutura da instituição, a organização didático-pedagógica e o corpo docente.Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 71,6% das graduações apresentaram conceitos satisfatórios, de 3 a 5. Foi uma evolução em relação a 2009, quando essa parcela era de 51,5%. Os cursos avaliados representam 38,7% do total de matrículas no país. Ainda de acordo com o Inep, o grupo de graduações com conceitos insatisfatórios, que representavam 27% do total na avaliação de 2009, encolheu para 12% do todo.Dentre as instituições fluminenses com mais vestibulares suspensos, estão o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) e a Universidade Estácio de Sá, ,com sete cursos cada . No entanto, 17 dos 28 cursos poderão reverter a suspensão em 2014 se demonstrarem melhora na qualidade do ensino. Isso porque, apesar de ainda serem consideradas insatisfatórias, as notas do CPC melhoraram de 2009 para 2012.

Por meio de nota, a Estácio informou que os cursos penalizados são “uma minoria, para a qual já estão sendo implementadas melhorias para que cheguem ao patamar geral da instituição”. O texto também ressalta que cerca de 90% dos cursos da instituição têm avaliação satisfatória.

Rogério Melzi, presidente da Estácio, destacou que o curso de Tecnologia em Marketing, no campus de São Gonçalo, foi o único que apresentou tendência descedente na avaliação do MEC. Para ele, os outros seis que apresentaram tendência ascendente estão no caminho certo das melhorias implementadas na universidade nos últimos anos.

— Se comparar o resultado de 2009 com o de 2012, as melhorias são óbvias. De 75 cursos avaliados, ter apenas um com tendência descendente é motivo de satisfação. Óbvio que não estou contente com esse curso, pois queremos que nossos cursos sempre sejam bem avaliados. Todas as medidas que tomamos de 2009 para tirar a universidade de um conceito de 1,99 para 2,46 têm surtido muito efeito. São muitos milhões de reais investidos em laboratórios, professores, titulação, formação, treinamento, desenvolvimento, pesquisa. É muito mais provável que seja uma dificuldade local daquele campus de São Gonçalo do que alguma coisa crônica da universidade — diz Melzi.

Para o presidente da Estácio, os quatro cursos de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos (nos campi de Duque de Caxias, Niterói, Macaé e São João de Meriti) e as graduações em Administração (Niterói) e Turismo (Nova Iguaçu), que tiveram tendência ascendente no CPC, conseguirão ter os vestibulares reabertos ainda em 2014:

— Vamos receber o MEC, fazer a avaliação in loco, mostrar que os cursos estão na direção correta. Não sei como vai ser a postura do MEC, mas não faz sentido ficar segurando vaga no momento em que a sociedade pede. O fato de estar numa tendência ascendente é positivo.

Em nota, o Grupo Galileo Educacional, mantenedor da Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), informa que já iniciou o processo de reestruturação dos cursos que tiveram avaliação negativa do MEC.

“Esse processo inclui a modernização das bibliotecas, a valorização do quadro docente e a atualização do conteúdo acadêmico”, diz a nota. A expectativa do grupo é retomar o padrão de qualidade dos cursos de Direito e Relações Internacionais, oferecendo ensino de excelência para os alunos.

Veja aqui o despacho no Diário Oficial da União.

O despacho do MEC também suspendeu outros 242 vestibulares pelo país, sendo cinco de cursos de universidades federais: Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Universidade Federal do Amapá (Unifap).

Já dentre os cursos mais reprovados Brasil afora estão Administração, com 103 vestibulares suspensos, seguido por Ciências Contábeis (51), Direito (38), Comunicação Social (16). Ao todo, houve corte de 44.069 vagas nos vestibulares para 2014.

Quatro graduações públicas no Rio tiveram conceito 2 em 2012 e terão que melhorar suas condições de ensino para escapar de uma penalidade na próxima avaliação. Na Universidade Federal Fluminense (UFF), estão nessa situação os cursos de Psicologia do campus de Niterói e de Ciências Contábeis das unidades de Miracema e Niterói.

A Faculdade de Ciências Contábeis da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) também ficou com nota 2. O diretor da graduação, Gregório Stukart, disse que ainda precisa verificar mais a fundo o que está por trás desse desempenho, mas adiantou algumas justificativas:

- Temos um corpo pedagógico muito qualificado e uma boa infraestrutura. Então, acredito que essa nota seja reflexo do baixo envolvimento dos alunos com a prova do Enade. Como eles não recebem nenhum incentivo para fazer o teste, acabam não levando o exame a sério. Outro problema é a queda no desempenho geral dos alunos em função das cotas. Precisamos reforçar as políticas de nivelamento desses estudantes nos primeiros períodos – afirmou.

Para elaborar o CPC, são levadas em conta diferentes qualidades do curso: o o Conceito Enade (que mede o desempenho dos concluintes), o desempenho dos ingressantes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), o Conceito IDD e as variáveis de insumo (corpo docente, infra-estrutura e programa pedagógico).

Confira a lista abaixo dos vestibulares suspensos no estado do Rio, dividos entre os que tiveram tendência ascendente no CPC e os que tiveram tendência descendente: (mais…)

MEC lança pacto para formação de professores do ensino médio

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Flávia Foreque, na Folha de S.Paulo

Portaria publicada nesta segunda-feira (25) no Diário Oficial da União define o modelo para concessão de bolsas a professores e coordenadores da rede pública do ensino médio no país.

O objetivo é valorizar a carreira e “rediscutir e atualizar as práticas docentes em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio”, como afirma o texto, assinado pelo ministro Aloizio Mercadante (Educação).

Caberá aos Estados e Distrito Federal aderir ao modelo de formação continuada dos docentes, que será dada por instituições públicas de ensino superior previamente cadastradas. Professores e coordenadores do ensino médio terão aulas com duração de 200 horas anuais – antes, os responsáveis por orientar esse público terão curso de carga horária de 90 horas ao ano.

A bolsa será paga pelo governo federal, responsável pelo “apoio técnico e financeiro”. O valor deve ser próximo ao montante hoje pago aos professores alfabetizadores.

Como mostrou reportagem da Folha publicada em junho, a concessão do benefício segue modelo definido para o pacto nacional voltado para a alfabetização. Esses docentes vêm recebendo desde 2012 auxílio de R$ 200 para participar de curso de formação de dois anos.

Os detalhes do chamado “Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio” devem ser divulgados na tarde de hoje em coletiva de imprensa.

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