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Alunos de medicina da USP usam aulas de dança como antídoto para a pressão do curso

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Aulas ocorrem às terças e quintas-feiras, no horário de almoço dos estudantes (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Aulas ocorrem às terças e quintas-feiras, no horário de almoço dos estudantes (Foto: Marcelo Brandt/G1)

 

Objetivo do MedDança é que alunos tenham uma válvula de escape durante a semana – entre tantas provas, atividades e aulas integrais.

Luiza Tenente, no G1

Depois de quatro horas seguidas, a aula acaba. Os alunos de medicina da Universidade de São Paulo (USP) saem correndo dos laboratórios – mais um pouco e já precisarão estar de volta aos cadernos e livros, para mais quatro horas de estudo. Vão para o restaurante? Não. Querem dançar.

Entram no teatro e começam a se alongar. Largam a mochila e a música toca: pode ser forró, samba, street dance, hip hop, ballet, zumba. Das 12h às 13h30, duas vezes por semana, os alunos escolhem a dança como forma de aliviar a pressão que sofrem na faculdade. “É um relaxamento para a alma. A gente consegue levar o dia com mais leveza a partir dali”, diz Júlia Fray, do 3º ano, uma das atuais diretoras do projeto.

O grupo, chamado MedDança, foi criado em 2014, por iniciativa dos próprios estudantes de medicina. Um ano depois, passou a ser uma extensão oficial da faculdade. “Desde a festa de aprovados do cursinho, eu e mais quatro pessoas pensávamos em como criar um espaço de dança para os alunos. Montamos então um grupo aberto, para qualquer estudante que quisesse participar, do primeiro ao sexto ano de medicina”, conta Mônica Verdier, uma das criadoras do MedDança.

O objetivo do projeto é oferecer um ambiente de relaxamento e de descontração – sem a pressão e a rigidez de precisar comparecer a todas as aulas ou de se tornar profissional de dança. Às terças-feiras, o momento é só do grupo: um dos integrantes pode ensinar uma coreografia aos demais, por exemplo. Às quintas, um professor convidado dá aula de alguma modalidade de dança. “A gente tem uma agendinha com os nomes de alguns profissionais que já toparam vir. Eles são pagos com a verba do centro acadêmico da faculdade”, conta Júlia.

Depois dos encontros do MedDança, os alunos têm poucos minutos para almoçar e voltar à sala de aula. Mesmo assim, os cerca de 35 estudantes que participam do grupo garantem que vale a pena dançar. “A gente precisa desse tempo para parar a rotina de prova e de aula. Nosso curso é integral e, à noite, ainda tem trabalho e estudo em casa. Fora as atividades de fora da graduação, como iniciação científica”, conta outra diretora, Isabella Sales, do 3º ano.

Encontros do MedDança fazem com que alunos de medicina conheçam colegas de outras salas (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Encontros do MedDança fazem com que alunos de medicina conheçam colegas de outras salas (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Mônica, agora no 5º ano, garante que a dança se torna ainda mais necessária ao longo do curso. “A vida vai ficando ainda mais corrida. Vir dançar me faz focar melhor no atendimento aos pacientes, por exemplo. É minha válvula de escape”, diz.

No teatro, misturam-se jovens com diferentes perfis: alguns descobriram o prazer da dança ali, como Patrick Leon. É difícil acreditar que seja sua primeira experiência: ele exibe coreografias individuais antes da aula começar e é aplaudido pelos colegas. Outros já tinham uma relação antiga com algum ritmo – Júlia fazia dança de salão, Isabella sempre foi do ballet e do jazz. “A gente conhece modalidades totalmente diferentes aqui. E o mais legal é que, nas aulas, dá para conhecer o pessoal dos outros anos do curso. Virou um grupo de amigos”, diz Júlia.

O grupo começa a se preparar para a grande apresentação de fim de ano, que será aberta ao público. “Nosso objetivo é que a plateia também sinta o prazer da dança”, diz Isabella. “É uma energia que liberta.”

Professor da Escola de Medicina defende os livros como remédio para a ansiedade e diversos males

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Rodrigo Casarin, no Página Cinco

No Laboratório de Leitura montado na Escola Paulista de Medicina (EPM) da Universidade Federal de São Paulo que Dante Gallian pôde perceber como a literatura impactava os leitores de forma afetiva e reflexiva, influenciando diretamente em suas vidas. “Como estávamos num ambiente acadêmico, começamos a abordar essa experiência como um objeto de estudo. Fomos constituindo uma linha de pesquisa que hoje congrega dezenas de pesquisadores e que apresenta uma grande produção científica com alta qualidade. Hoje, temos pesquisado os efeitos da aplicação do Laboratório não só no campo da saúde – na formação ética e na humanização dos futuros profissionais; como meio recuperação de pacientes psicóticos… –, mas também no âmbito das grandes corporações e setores específicos da sociedade, como grupos da terceira idade”, conta.

Dante é formado em História pela USP, onde fez seu mestrado e doutorado. Seu pós-doutorado veio pela École des Hautes Études em Sciences Sociales, de Paris, e desde 1999 é professor e diretor do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da EPM. Grande entusiasta da leitura – acredita que ler é um ato revolucionário -, teve sua vida impactada por clássicos como “A Odisseia”, de Homero; “A Divina Comédia”, de Dante; “Dom Quixote”, de Cervantes; “Hamlet”, de Shakespeare; “Os Irmãos Karamázov”, de Dostoiévski e “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa.

Por ter aprimorado sua experiência de “ser e estar no mundo” graças aos livros que enveredou suas pesquisas para essa área. Os estudos resultaram em “A Literatura Como Remédio – Os Clássicos e a Saúde da Alma”, obra lançada há pouco pela Martin Claret, na qual fala sobre os resultados alcançados no Laboratório de Leitura. “Ali, a leitura compartilhada tem se apresentado como um elemento coadjuvante de grande poder em pacientes psicóticos ou como meio de combate à depressão em pacientes da terceira idade. Sendo um remédio que afeta primordialmente a alma, a psique, a literatura ajuda a reverter e mesmo a curar enfermidades de origem psíquica e emocional, que são as mais prevalentes no mundo atual”, diz na entrevista abaixo.

Dentre os problemas que um bom livro pode combater, Dante aponta principalmente para um que define como “predominante e crônico em nossos dias”: a ansiedade, algo diretamente relacionado à constante pressa a qual quase todos parecem estar submetidos. “Vivemos um tempo em que tendemos a privilegiar tudo o que é imediato e circunstancial e a desprezar tudo o que é permanente e essencial. Vemo-nos, cada vez mais, transformados em máquinas de produção e consumo e isso nos desumaniza e nos faz doentes. Estamos sempre extremamente ocupados, mergulhados numa dinâmica operacional de resolução de problemas e realização de tarefas, esquecendo de amar, de olhar, de contemplar o mundo, a vida, as pessoas que nos cercam”.

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Quais são as principais doenças e males contemporâneos que a literatura pode ajudar a combater? Como?

Minha experiência pessoal e de pesquisa aponta que a literatura pode ajudar a combater inúmeros males, porém creio que o principal é justamente aquele que se apresenta como predominante e crônico em nossos dias: a ansiedade. Ao nos “sequestrar”, através de uma narrativa envolvente e uma trama interessante, a literatura tem o poder de nos lançar numa outra espacialidade e temporalidade.

Enquanto estamos lendo, nos esquecemos, por um tempo, dos nossos problemas, das premências que muitas vezes nos oprimem. Esta “fuga” da realidade apresenta-se como algo desestressante e terapêutico, porque libertador. Ao fecharmos o livro, percebemos que os nossos problemas e premências continuam lá, porém nós não somos mais os mesmos. A leitura não apenas nos levou a uma outra dimensão de espaço e tempo, mas também contribuiu para olharmos a nossa realidade a partir de uma outra perspectiva.

A experiência da leitura, ainda mais quando dinamizada e potencializada pela dinâmica do Laboratório de Leitura, pode nos ensinar a olhar e interpretar a vida de uma forma nova, mais ampla, profunda, ajudando a relativizar certas visões e pontos de vista por demais obtusos e pessimistas. Assim, ao mesmo tempo em que nos permite “escapar” por um tempo das situações que são fonte de ansiedade, a literatura nos permite voltar a estas mesmas situações mais ricos e fortalecidos, prontos para enfrentá-las com um novo espírito e um novo olhar.

A literatura pode, de alguma forma, ajudar diretamente na cura ou tratamento de doenças extremas, como o câncer ou o Alzheimer?

Apesar de não me dedicar a pesquisas assim tão direcionadas, é possível dizer que muitos pesquisadores têm demonstrado, por exemplo, quanto a leitura de obras clássicas da literatura podem interferir na dinamização de ligações e processos neurais importantes, impactando positivamente em tratamentos de doenças degenerativas como o Alzheimer. Mais concretamente, posso afirmar que não apenas a leitura, mas a leitura compartilhada no âmbito do Laboratório de Leitura, tem se apresentado como um elemento coadjuvante de grande poder em pacientes psicóticos ou como meio de combate à depressão em pacientes da terceira idade. Sendo um remédio que afeta primordialmente a alma, a psique, a literatura ajuda a reverter e mesmo a curar enfermidades de origem psíquica e emocional, que são as mais prevalentes no mundo atual.

Quais livros e autores você destaca pelo poder de cura que possuem?

Creio que praticamente todos os grandes clássicos e os grandes autores têm um poder terapêutico incomensurável, desde que bem trabalhados e administrados. Baseando-me, entretanto, em algumas experiências, destacaria, por exemplo, Miguel de Cervantes, que através do seu Dom Quixote nos ajuda a relativizar a rígida polarização que a Modernidade criou entre “realidade” e “ficção”; Shakespeare, que através de suas tragédias nos possibilita fazer um mergulho no mais profundo das nossas motivações e paixões; e Dostoiévski, que através de personagens como o Príncipe Mitchikin, do romance “O Idiota”, ou dos filhos de Fiodor Karamázov, de “Irmãos Karamázov”, nos permite encontrar a esperança na experiência mais profunda do desespero.

A experiência do Laboratório de Leitura tem me ajudado a elaborar uma verdadeira farmacopeia literária, que pretendo explorar cada vez mais, tanto no mundo acadêmico quanto no mundo corporativo e também na sociedade como um todo. Todos estamos muito necessitados desse remédio.

Você escreve no livro que ler é um ato revolucionário. Por quê?

Parafraseando Blaise Pascal [filósofo francês], a leitura é uma diversio conversio; ou seja, algo que nos possibilita sair de nós mesmos – o que é próprio da diversão – e, ao mesmo tempo, algo que, quase sem percebermos, nos lança dentro de nós mesmo – o que é próprio da conversão, no sentido filosófico e psicológico do termo. A literatura converte divertindo e este é um autêntico movimento revolucionário, na medida em que gera uma circularidade existencial extremamente propulsiva, transformadora. Percebemos em nossas pesquisas que a dinâmica do Laboratório de Leitura potencializa essa virtude revolucionária que literatura tem per si.

Ao longo de “A Literatura Como Remédio” você joga com a questão do “leitor extremamente ocupado”. Hoje, muitas pessoas dizem não ler porque estão, justamente, extremamente ocupadas. Qual o remédio que você recomenda para esses que não têm tempo para nada?

Em meu livro cito um autor francês, Daniel Pennac, que num ensaio genial intitulado “Como um Romance” afirma que “o tempo para ler é como o tempo para amar: é sempre um tempo roubado”. Vivemos um tempo em que tendemos a privilegiar tudo o que é imediato e circunstancial e a desprezar tudo o que é permanente e essencial. Vemo-nos, cada vez mais, transformados em máquinas de produção e consumo e isso nos desumaniza e nos faz doentes. Estamos sempre extremamente ocupados, mergulhados numa dinâmica operacional de resolução de problemas e realização de tarefas, esquecendo de amar, de olhar, de contemplar o mundo, a vida, as pessoas que nos cercam. A leitura de um bom livro pode ser uma fuga, um antídoto frente a esta dinâmica desumana e patológica em que vivemos.

O remédio é realmente “roubar”; roubar tempo que talvez dediquemos de forma exagerada às redes sociais, à televisão e a outras atividades que ocupam nosso tempo de ócio com sempre mais do mesmo. Ao nos darmos a oportunidade de fazer a experiência da leitura dos clássicos encontraremos algo tão bom e tão libertador que, em breve, descobriremos tempo e meios inéditos de nos dedicarmos a esta atividade “subversiva”, tal como os amantes que inventam mil jeitos e oportunidades para estarem juntos. Desde que eu me apaixonei pela literatura encontrei meios novos e criativos para me dedicar à leitura; todos os dias. Leio nos intervalos “mortos”, na fila do banco e até enquanto caminho para o trabalho…

Dica da Sonia Junqueira

Esse livro didático explicita o machismo no ensino da medicina

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(Reprodução/Facebook)

(Reprodução/Facebook)

“Somos contra a agenda do politicamente correto”, responderam os responsáveis pela publicação, a Medgrupo, rede de preparo para concursos médicos.

Giovana Feix, no M de Mulher

Estruturada de forma semelhante à dos cursinhos pré-vestibular, a Medgrupo é uma rede de preparo para concursos médicos – como o Revalida e as seleções para residência. Eles estão presentes em todo o Brasil e, além de aulas presenciais e à distância, também produzem material didático.

Em um de seus livros, “MED 2013: Síndromes de Transmissão Sexual“, é através de ilustrações e casos extremamente estereotipados e sexistas que eles procuram explicar a futuros médicos como funcionam algumas doenças sexualmente transmissíveis.

(Reprodução/Facebook)

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(Reprodução/Facebook)

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Diante disso, uma aluna de medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) resolveu enviar uma mensagem à empresa. “Comecei a utilizar alguns módulos do Medgrupo cedidos por colegas já residentes para estudar os conteúdos”, escreve ela. “No entanto, tive o desprazer de ser exposta a casos clínicos com comentários machistas e ilustrações que expõem o corpo feminino de maneira vulgar”.

(Reprodução/Facebook)

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“Em um caso, uma menina portadora de vaginose bacteriana (um sofrimento, vale ressaltar) é retratada em um desenho de uma mulher seminua com vários peixes em cima do seu corpo e um homem de nariz tampado devido ao mal cheiro”, continua.

Em resposta à jovem, a direção do Medgrupo disse ser contra a “agenda do politicamente correto”.

Confundir dignidade com tal “agenda” é algo recorrente. No caso da formação de profissionais da área médica, porém, é extremamente importante a preocupação com um tratamento respeitoso e humanizado. As mulheres que sofrem das síndromes ensinadas no texto não possuem uma vida “promíscua” – e, mesmo se tiverem, isso não é, de maneira alguma, de interesse de seu médico. Saiba mais: A diferença entre um parto no SUS e um parto humanizado

“A última frase do caso relata que um dos testes necessários para o diagnóstico não foi realizado, porque o médico ficou ‘tão enjoado’ que o diagnóstico era evidente”, conta ainda a aluna, no e-mail enviado ao Medgrupo, sobre a história ilustrada pela mulher rodeada de peixes.

Aprovado para medicina em 2 federais revela segredo: ‘estudar sozinho’

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João Marcos, de 20 anos, foi aprovado para medicina na Ufac e na UFPR (Foto: Mardilson Gomes/Ascom SEE)

João Marcos, de 20 anos, foi aprovado para medicina na Ufac e na UFPR (Foto: Mardilson Gomes/Ascom SEE)

 

João Marcos, de 20 anos, conta que estudava cerca de 13 horas por dia.
Jovem afirma que foi aprovado em universidades federais do AC e do PR.

Iryá Rodrigues, no G1

João Marcos Santos da Silva, de 20 anos, que foi aprovado para o curso de medicina nas universidades federais do Acre (Ufac) e do Paraná (UFPR), disse que um dos segredos para chegar a esse resultado foi se dedicar cerca de 13 horas por dia aos estudos e, principalmente, estudar sozinho. O jovem ficou em primeiro lugar na categoria cotista – de alunos da rede pública de ensino – na Ufac.

Ele, que concluiu o ensino médio em 2014 em uma escola pública de Rio Branco, estudou por um ano, em 2016, em um cursinho em Fortaleza. O jovem revela que teve que abrir mão da vida social, além do “conforto de casa”, já que precisou se mudar para a capital do Ceará para morar sozinho.

“A dica é estudar sozinho, ser mais autodidata e não ficar dependendo muito de aula. É essencial você estudar bastante e focar em redação, que é o que te aprova, além de matemática e natureza, para quem quer medicina. A ideia é focar no objetivo e estudar muito sozinho sabendo o que você quer”, revela Silva.

Silva conta que o interesse por medicina veio após concluir o ensino médio, mas como não tinha se dedicado tanto aos estudos, acabou não conseguindo se classificar. Foi então que ele iniciou um cursinho em Rio Branco, em 2015, mas também não passou, porém conseguiu uma bolsa integral em um cursinho em Fortaleza, onde morou por um ano.

O jovem conta ainda que a rotina diária durante o preparo para o Enem não foi nada fácil. “Estudava de 12 a 13 horas por dia. A aula ia das 7h20 às 13h e depois das 14h até as 21h45. Como morava em frente ao cursinho, ficava lá até mais tarde. Quando chegava em casa, depois de jantar, eu estudava até a hora de dormir”, diz.

Além das horas de estudo, Silva afirma que precisou abrir mão de muitas coisas. “Minha vida social foi bem reduzida e não tinha diversão como viajar e visitar parentes. Durante todo o ano, tive que morar sozinho e abrir mão do conforto de casa. Além disso, me policiava muito com relação à rede social. Limitava mesmo”, conta.

Após ser aprovado nas duas universidades, Silva afirma que ainda ficou em dúvida em qual iria escolher para cursar medicina. Ele diz que acabou preferindo ficar na Universidade Federal do Acre, já que seria melhor para poder ficar mais próximo da família.

Pai do ano: Gari que criou filha sozinho a forma em medicina

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O gari Tales Pereira nem sempre teve uma vida fácil, mas isso não o impediu de ser o melhor ser humano possível e nos inspirar com sua história.

O gari Tales Pereira nem sempre teve uma vida fácil, mas isso não o impediu de ser o melhor ser humano possível e nos inspirar com sua história.

 

Ana Victorazzi, no Razões para Acreditar

Após perder sua esposa, mãe de sua filha Aline de Castro Pereira, hoje com 26 anos, quando ela ainda era pequena para um câncer de estômago, ele passou a exercer seu principal papel no mundo: de pai e mãe.

Para chegar no dia maravilhoso que está por vir, Tales trabalha como gari em Goiânia, profissão que permitiu cuidar de sua filha e garantir seus estudos que hoje se tornaram uma orgulhosa graduação em medicina.

A futura médica não poderia ter feito mais bela homenagem à dedicação de seu pai e em seu convite de formatura, a foto escolhida é ao lado dele junto com a dedicatória:

“Ao meu pai, agradeço profundamente por ter vivido cada dia comigo, se desdobrando para ajudar a cumprir minhas obrigações e se preocupando com meu bem estar e me amparando com as mais diversas formas de amor. Você é meu maior exemplo de luta e determinação para vencer na vida”.

“É muito emocionante. A gente fica todo derrubado. Fiz minha parte e ajudei. Agora ela vai colher os frutos. Ela é uma joia. Para chegar onde chegou, é uma guerreira”, elogia o pai do ano.

Segundo a Aline, foi a doença de sua mãe que a motivou a seguir a carreira médica, e que pretende se especializar em gastroenteorologia.

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A Bangladeshi baby girl born with two heads receives medical care at a hospital in Brahmanbaria, some 120 kms east of capital Dhaka on November 12,  2015.   Doctors at a Bangladesh hospital were treating a baby girl born with two heads, medical officials and the newborn's father said. The baby was born late November 11, 2015 and is now being treated for breathing difficulties after being shifted to the intensive care unit of the country's largest hospital in Dhaka.  AFP PHOTO

A Bangladeshi baby girl born with two heads receives medical care at a hospital in Brahmanbaria, some 120 kms east of capital Dhaka on November 12,  2015.   Doctors at a Bangladesh hospital were treating a baby girl born with two heads, medical officials and the newborn's father said. The baby was born late November 11, 2015 and is now being treated for breathing difficulties after being shifted to the intensive care unit of the country's largest hospital in Dhaka.  AFP PHOTO

Graças ao suor do trabalho duro de Tales, ela cursou apenas colégios particulares e o resultado foi a aprovação em três vestibulares: Escola Superior de Ciências da Saúde, no DF, Universidade Federal do Tocantins (UFT) e Universidade Federal de Goiás (UFG), onde fez o curso.

Ela se recorda do momento em que soube da aprovação. “Ele ficou na expectativa com um radinho de pilha, à moda antiga, esperando sair a lista. Quando eu vi na internet, foi muita emoção”, lembra.

Fonte: Só Notícia Boa

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