Vitrali Moema

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Com aplicativo, adultos gravam livros para crianças de abrigos

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Menina em abrigo de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, escuta audiolivro de projeto (Foto: Leticia Moreira/ Folhapress)

Menina em abrigo de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, escuta audiolivro de projeto (Foto: Leticia Moreira/ Folhapress)

Jairo Marques, na Folha de S.Paulo

Luana, 4, parecia hipnotizada enquanto ouvia a história “Os Três Porquinhos”, emitida pela pequena caixa em formato de livro colocada sobre sua cama em um abrigo na zona sul de São Paulo.

Há quilômetros dali, em uma livraria, a médica Sílvia Shida, 33, grávida de três meses, grava, em um aplicativo de celular, outra história que irá compor mais um audiolivro para ninar crianças.

A ideia de juntar as duas pontas das situações narradas acima e criar o projeto “Mensagens de Ninar” foi do publicitário Pedro Penteato, 23, e da agência Mood.

Seis livros foram gravados até agora e, em breve, uma biblioteca digital estará ao alcance de qualquer casa de acolhimento do país.

“É uma maneira de fazer a diferença na vida dessas crianças. Os pequenos vibram com as histórias, interpretam passagens. Se deixar, ouvem a noite toda”, diz Penteado.

A ação, por enquanto, conta com apoio de duas livrarias de São Paulo, que cedem o espaço para as gravações: a unidade da Saraiva no Shopping Ibirapuera e a PanaPaná.

São gravadas apenas histórias de domínio público, mas já há conversas em andamento com autores atuais.

“Penso que as crianças dos abrigos vão ficar brincando de imaginar quem está por trás de cada uma das vozes”, diz a dona de casa Maria Lacerda Carvalho, 35, que gravou trecho de “Cinderela”.

Valquíria da Cruz, coordenadora-geral da Casa da Criança Santo Amaro, o primeiro lugar a aplicar o projeto, avalia que as crianças são estimuladas com as histórias.

“É preciso pensar que a realidade de uma criança acolhida é diferente das que têm uma família estruturada. Então, ouvir essas vozes é algo motivador, inovador e não uma situação triste.”

Para saber mais, clique aqui.

Sinal vermelho para os vícios de linguagem

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Projeto em Maringá busca mostrar a grafia correta das palavras. Para isso, faixas com pequenas lições estão sendo levadas para semáforos e outros locais públicos

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Marcus Ayres, Gazeta Maringá

 

Apesar de incorretas, expressões como “de menor” e palavras como “mindingo” e “seje” são comumente faladas e escritas por muitas pessoas. Buscando evitar a propagação destes vícios de linguagem, um advogado de Maringá iniciou uma campanha para mostrar a grafia correta e esclarecer significados dos termos.

Algumas das lições repassadas pelo projeto
Não existe a palvra “menas”, somente menos

O plural é troféus e não “troféis”

O correto é faz 10 anos e não “fazem 10 anos”

O correto é casa geminada e não “germinada”

O plural é cidadãos e não cidadões

Não se fala “di menor”, mas sim, menor de idade

O certo é meio-dia e meia e não meio-dia e meio

É duzentos gramas e não duzentas gramas

Não é “perca” de tempo, mas perda de tempo

O certo é mortadela e não mortandela”

O correto é cadarço e não “cardaço”

Trata-se do projeto Sinal do Saber. Desde julho, faixas feitas com material reciclável são levadas para locais públicos, principalmente semáforos. Basta o sinal ficar vermelho para que painéis entrem em cena chamando a atenção dos motoristas e pedestres para erros comuns. As mensagens são curtas e diretas como: “O certo é meio-dia e meia e não meio-dia e meio” e “Não é perca de tempo mas perda de tempo”.

“Pensei numa maneira de melhorar o nível cultural de nossa cidade. Sabemos que o desenvolvimento cultural é essencial para uma comunidade ir bem”, explicou o idealizador do projeto, Lutero de Paiva Pereira. O projeto é custeado por empresas e profissionais liberais que se tornaram apoiadores culturais e tem seus nomes divulgados nos painéis.

Atualmente, oito faixas estão em circulação pela cidade, sendo colocadas principalmente em cruzamentos onde existe um fluxo maior de tráfego. A escolha dos pontos é feita a cada fim de semana, levando em consideração a realização de eventos que possam atrair um grande número de pessoas. As mensagens também são fixadas em praças e parques e divulgadas pela internet, na página que o projeto mantém no Facebook www.facebook.com.br/sinal.dosaber.

Ampliação

A receptividade da ação foi tão boa que o projeto já está sendo levado para dentro das empresas. É o caso da Catamarã Engenharia, que está orientando os funcionários a corrigirem certos vícios de linguagem. A proposta também deve ganhar outras cidades, como Cuiabá (MT). “Um empresário de uma rede hoteleira achou a ideia boa e pediu autorização para implementá-la em sua cidade”, revelou Pereira.

Já a Secretaria de Cultura de Maringá autorizou a divulgação das faixas durante o desfile da Independência no próximo dia 7. Com o sucesso do projeto, o idealizador já prepara uma ampliação. Além de evitar erros gramaticais, as faixas devem, em breve, veicular informações sobre o Município e o país, além de outros temas como história mundial.

“Queremos colaborar de alguma forma para termos uma sociedade cada vez mais aculturada, o que implica num trabalho de longo prazo e esforço de muitos. De qualquer forma, se o projeto durar apenas poucos meses, espero que nesse tempo ele tenha se prestado ao fim que motivou sua criação e tenha servido para muitas pessoas.”

Falta de conhecimento

Para a professora de Língua Portuguesa do Centro Universitário de Maringá (Unicesumar), Débora Azevedo Malentachi, o uso incorreto da língua acaba ocorrendo por causa da simplicidade das pessoas e da falta de conhecimento.

“Muitos desses vícios de linguagem são passados pela família e pelos amigos. A pessoa acaba usando determinadas palavras até para não ser excluída socialmente. Por isso, projetos como o do Sinal do Saber são importantes. Se a pessoa compreende o uso da língua, passa a falar corretamente.”

Débora lembra que mesmo as pessoas que conhecem mais a língua acabam usando palavras gramaticalmente inadequadas. “A língua portuguesa é muito rica. Para se comunicar com maior clareza, é importante conhecê-la”, explicou a professora, que é mestre em Letras.

dica do Jarbas Aragão

Cartas de soldados da I Guerra são disponibilizadas on-line

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Historiadores digitalizaram documentos extraviados para que descendentes possam ter acesso às mensagens deixadas por seus familiares

Barão Manfred von Richthofen saúda na frente funcionários com agentes do esquadrão de combate ( Hulton/Getty Images)

Barão Manfred von Richthofen saúda na frente funcionários com agentes do esquadrão de combate ( Hulton/Getty Images)

Publicado por Veja

Milhares de cartas de soldados europeus que serviram na I Guerra Mundial foram digitalizadas e disponibilizadas na internet para que os descendentes dos combatentes, que nunca receberam os escritos, possam finalmente conhecer seus conteúdos.

Segundo o historiador Jon Cooksey, editor do jornal Stand To!, publicação da Western Front Association, associação que zela pela memória de soldados que lutaram na guerra entre 1914 e 1918, as tropas costumavam escrever cartas e testamentos e guardá-las junto a seus pertences, para que as mensagens pudessem ser entregues a seus familiares no caso de morrerem em combate.

No entanto, muitas dessas cartas foram censuradas e arquivadas, segundo reportagem do jornal inglês The Guardian. No total, cerca de 278 000 delas estão guardadas em um centro de segurança na cidade de Birmingham, na Inglaterra. Acredita-se que os textos foram barrados por relatarem detalhes da guerra, que o Exército não queria que fossem divulgados.

A partir desta quinta-feira, as cartas estarão disponíveis em um site do governo inglês, no qual os familiares podem digitar o nome do soldado, o ano de sua morte e, após encontrar a carta, pagar 6 libras para receber uma cópia dela.

Confira alguns trechos de cartas divulgadas pelo Guardian:

Trechos de cartas de soldados da Primeira Guerra Mundial

“Estou me preparando para lutar e só me arrependo de não ter visto vocês antes de partir, mas, mãe querida, não perca a esperança. Eu posso voltar para casa um dia.”

“Mãe, seja corajosa, eu vou ficar bem. Há milhares de outras mães e relacionamentos passando pela mesma situação. E se eu morrer, morrerei com um bom coração e todo seu amor em minha mente.”

“Querida Clara, sexta pela manhã vamos cercar a costa e partir para a Bélgica. Eu não deveria te contar isso.”

“Nós recebemos um pequeno acessório com nosso número, nome e esquadrão, que devemos usar no pescoço para podermos ser reconhecidos se, por acaso, morrermos.”

“Temos que lutar como tigres e pegar nossa comida o mais rápido que pudermos quando ela chega. Alguns conseguem pegar muito, outros não conseguem nada. Quando temos dinheiro é muito difícil gastá-lo. Se você for à cantina tem que esperar cerca de duas horas para ser servido.”

“Querida, está guerra será pior do que imaginei. Alguns acham que não durará mais que um mês, e outros dizem que vai durar pelo menos três anos. Nossos oficiais nos falaram esta manhã que será uma guerra longa e difícil.”

“Se eu morrer em combate haverá uma medalha para mim. Eu espero que você a pegue e guarde para nosso menino usar quando ele crescer.”

Estudante do Diário de Classe sonha em ser jornalista e escrever livro

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 Isadora Faber, do blog Diário de Classe, participou da 16ª Bienal do Livro no Rio de Janeiro

Isadora Faber, do blog Diário de Classe, participou da 16ª Bienal do Livro no Rio de Janeiro

Fabíola Ortiz, no UOL

“Eu sou meio tímida, mas quando tem que falar eu falo”, disse ao UOL a adolescente catarinense Isadora Faber, 14, que ficou famosa com seu blog “Diário de Classe”.

Tímida e meiga, a adolescente foi estrela em um debate, neste domingo (1), que reuniu dezenas de estudantes, professores e curiosos por conhecer a menina que denunciou problemas de sua escola pública em Florianópolis.

“É direito nosso ter uma escola pública de qualidade. Muita gente diz que é de graça e por isso não pode cobrar. Mas a gente paga imposto todo dia”, falou Isadora que sonha em ser jornalista e tem ainda a meta de terminar de escrever seu primeiro livro contando suas experiências.

Convidada para ir à feira internacional do livro no Rio, Isadora disse ter ficado feliz mas, ao mesmo tempo, envergonhada. “Acho que as pessoas aqui estão também interessadas na educação, se preocupam e vem para conhecer a minha história. Devem ter feito algo parecido também”, comentou.

A estudante recebe diariamente 10.000 mensagens no Facebook e sua FanPage tem mais de 620 mil curtidas. “As críticas são poucas, todas as mensagens incentivam e me fortalecem”, destacou.

O blog “Diário de Classe” completou um ano em 11 de julho e o foco é denunciar os problemas ou dificuldades que a escola enfrenta. “Se o professor faltava eu ia lá (na diretoria), é direito nosso saber por quê o professor faltou. Assim como ele tem direito de saber por quê o aluno faltou. Eu publicava tudo o que acontecia, era mesmo um diário”.

A catarinense se inspirou no blog NeverSeconds da escocesa Martha Payne que reclamava das merendas das escolas britânicas.

“Minha irmã foi para uma particular, aí eu comecei a ver a diferença, por quê na escola dela tinha mais coisas e a minha não. Eu via mais problemas e decidi criar o Diário de Classe”.

Logo no início, Isadora convidou uma amiga para participar, “mas os pais dela ficaram com muito medo do diretor da escola que falava que nossos pais iam ser presos”.

A menina admite que não imaginava que seu blog se tornaria tão famoso. “Mas para mim faz sentido, várias escolas públicas têm muitos problemas e muita gente vê isso. Me apoiar ou fazer algo parecido é uma maneira de ajudar”, salientou.

Apesar de ameaças, inclusive uma de morte pelo Facebook, Isadora diz não temer. Ela conta que os professores incentivavam alunos a fazer ameaças. “Eles me olhavam com cara feia e me diziam que ia apanhar na saída, se eu não parasse iam me bater”.

A vida de Isadora deve mudar daqui em diante. Assim que voltar à Florianópolis, a menina irá tocar uma ONG que leva seu nome. A entidade oficializada, na última sexta-feira (30), terá o objetivo de ajudar a outras escolas e atender o apelo das milhares de mensagens de seguidores que desejam denunciar problemas de suas próprias escolas.

Ela diz que está atrás de voluntários de outras cidades para serem representantes de sua ONG.

Prestes a concluir a oitava série, Isadora terá que mudar de escola. Ainda não sabe se irá para uma pública ou privada, mas admitiu que pretende continuar publicando denúncias caso a próxima escola apresente problemas.

Aluno com paralisia cerebral é finalista na Olimpíada de Matemática

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Arthur Dantas, de 11 anos, é aluno de escola inclusiva em Itanhaém, SP.
Garoto fez pedido inusitado para a disputa: um prato de panquecas.

Arthur foi aprovado para etapa final da Olimpíada de Matemática (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Arthur foi aprovado para etapa final da Olimpíada de Matemática (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Anna Gabriela Ribeiro, no G1

Um estudante da cidade de Itanhaém, no litoral de São Paulo, virou exemplo de superação perante os colegas de classe. Aluno do 6º ano de uma escola municipal, Arthur Gabriel dos Santos Dantas, de 11 anos, tem paralisia cerebral e vai representar a escola na última etapa da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), que será realizada em setembro.

O garoto não se comunica pela fala e tem dificuldade de locomoção, porém, a capacidade intelectual é muito desenvolvida. Na escola inclusiva, ele conta com o auxílio de uma estagiária e se comunica digitando mensagens pelo computador. Ele é o primeiro estudante de Itanhaém com paralisia cerebral a disputar a final da Olimpíada.

Para a mãe do garoto, Valéria dos Santos Silva, a novidade foi recebida com muito orgulho pelos familiares. “Fiquei muito feliz. Poucos passaram e ele é o único deficiente da cidade. Estou muito orgulhosa. A família toda está apoiando e tem uma torcida boa. Ele também está muito feliz, fica do meu lado dando risada”, comemora a mãe do garoto.

Ela conta que ele sempre foi bom aluno, gosta de estudar e sua disciplina favorita é a matemática. E que até já decidiu o que quer ser quando crescer. “Na primeira série dele começamos a perceber que ele iria longe. Ele é apaixonado por astronomia, adora estudar planetas e estrelas. O sonho dele é ser astrônomo. No que depender de mim, ele vai realizar este sonho”, conta.

Arthur é um aluno muito disciplinado. A mãe conta que ele estuda, faz natação e é fanático pelo Corinthians e que não perde um jogo. Mas, quando precisa faltar na aula para ir ao médico, o garoto fica chateado. “A paralisia cerebral foi adquirida depois do nascimento e, por isso, a capacidade intelectual dele é muito boa. Ele não gosta de faltar, é muito disciplinado e querido por todos na escola”, afirma Valéria.

A prova da Olimpíada de Matemática será realizada no dia 14 de setembro e Arthur já conta com a torcida da família, dos professores e dos colegas de classe. “Estamos todos ansiosos e na torcida. Ele conta com o apoio de toda a família e da escola também. No dia da prova, a estagiária vai acompanhá-lo, mas ele me pediu algo inusitado para levar na hora da prova, que é o seu prato predileto: panquecas”, brinca a mãe de Arthur.

Garoto conta com a torcida de colegas de classe para a prova  (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

Garoto conta com a torcida de colegas de classe para a prova (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém)

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