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Nova série do canal Curta mostra bastidores do mercado editorial

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“Esse Negócio de Livro” é a nova produção do canal Curta. Divulgação / Canal Curta

Cristina Danuta

 

Hoje, às 22:50h, estreia “Esse Negócio de Livro”,  a nova série de 14 episódios do canal Curta.

A série falará sobre a produção e os bastidores da publicação de livros no Brasil, contando, inclusive, com depoimentos de escritores, editores, agentes literários, designers, tradutores e livreiros. Desde Harry Potter a Vidas Secas, a atração também abordará curiosidades sobre o mundo dos livros. A direção é de Adriana Borges e Lúcia Tupiassú.

Com informações de Gaucha Zh

Por que presentear quem você ama com livros neste Natal

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Uma biblioteca demarca territórios imaginários de afinidades literárias e intelectuais onde até mesmo os livros não lidos têm sua função Julio Cordeiro / Agência RB

 

Luiz Schwarcz propõe que editores, livreiros e autores busquem soluções “criativas e idealistas” para a crise editorial

Claudia Laitano, no Gaúcha ZH

Já leu isso tudo? Quem guarda muitos livros em casa acaba se acostumando a ouvir essa pergunta – principalmente de quem que não têm o hábito de ler ou comprar livros. A ideia por trás da questão é a de que livros são como utilidades domésticas que devem ser colocadas em uso para não perder o sentido, mas qualquer um que gosta de ler sabe que uma biblioteca expressa não apenas um plano prático de consumo imediato, mas também o vago desejo de demarcar territórios imaginários de afinidades literárias e intelectuais. Uma biblioteca é uma carta de intenções, um plano de voo, um projeto de vida.

A minha começou como uma estante de apenas três prateleiras, fragilmente aparafusada na parede de um quarto minúsculo, e hoje ocupa todas as paredes de uma sala inteira. Não li todos aqueles livros e é pouco provável que isso aconteça um dia. Mas isso não me aflige ou exaspera. Pelo contrário. Todos os meus livros, inclusive os não lidos, me representam e iluminam. São um retrato dos meus interesses, da pessoa que eu gostaria de ser, assim como da pessoa que eu fui e da que talvez, com sorte, um dia eu me torne. Uma biblioteca é um jardim de possibilidades essencialmente inesgotáveis, um organismo vivo que cresce, ganha novas formas, se recria. Se os meus livros ocupam tanto espaço na minha casa, não é apenas porque construí uma vida afetiva, profissional e intelectual em torno deles, mas porque a potência desse conjunto toca meu coração todos os dias – como qualquer coisa bela e transcendente que não se torna invisível com o passar do tempo.

Nos últimos meses, as notícias sobre o mercado editorial brasileiro têm deixado aflitas as pessoas que amam os livros. Governos comprando menos em função da crise, o consumo das famílias em queda, duas das maiores redes de megalivrarias do país (Cultura e Saraiva) entrando em recuperação judicial e uma política agressiva de descontos da Amazon desconcertando o já não muito sólido ecossistema de edição e distribuição no país são alguns dos fatores que contribuíram para esse momento de extrema fragilidade do mercado.

Na última terça-feira, o dono de uma das maiores casas editoriais do país, Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, lançou uma comovente carta aberta falando sobre sua preocupação com o futuro do mercado editorial brasileiro: “O efeito cascata dessa crise é ainda incalculável, mas já assustador”. Schwarcz propõe que editores, livreiros e autores encontrem soluções “criativas e idealistas” para enfrentar a situação.

Mas termina o texto com um apelo direto aos leitores: “Presentear com livros hoje representa não só a valorização de um instrumento fundamental da sociedade para lutar por um mundo mais justo como a sobrevivência de um pequeno editor ou o emprego de um bom funcionário em uma editora de porte maior; representa uma grande ajuda à continuidade de muitas livrarias e um pequeno ato de amor a quem tanto nos deu, desde cedo: o livro”.

Se você, como eu, ama os livros e o que eles significam, faça sua parte: neste Natal, dê o mundo de presente para quem você ama.

Com a crise das livrarias, setor busca regulamentação e médias redes viram alternativa

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(Foto: Amanda Perobelli/Estadão)

Enquanto Livraria Cultura pede recuperação judicial e Saraiva se atrapalha com os pagamentos aos editores, livrarias como a Martins Fontes e redes como Leitura e Curitiba passam com mais tranquilidade pela tempestade

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Por um lado, a dúvida mantinha a esperança viva. Por outro, a falta de transparência e de diálogo minava o pouco da energia que restava para enfrentar a situação. Quando a Livraria Cultura anuncia, na quarta, 24, o pedido de recuperação judicial, o mercado editorial tem a certeza de que aquele dinheiro todo que a rede devia não vai mais entrar. Pelo menos não tão cedo. E de que a conta de 2018 não vai fechar.

R$ 600 mil para um, mais ou menos para outro. Estima-se que a rede da família Herz deva a editores, bancos e demais credores cerca de R$ 150 milhões.

No comunicado enviado ao mercado, ela diz que “as incertezas do cenário econômico brasileiro” e “a crise do mercado editorial brasileiro” fizeram com que “a Livraria Cultura passasse a enfrentar as dificuldades inerentes aos setores onde atua”. Não falam em decisões arriscadas num momento de uma estabilidade que podia ser provisória, como a abertura de lojas enormes quando categorias como CD e DVD perdiam mercado. Nem da manutenção de unidades deficitárias, da aquisição da Fnac, mesmo que recebendo por isso, ou da compra da Estante Virtual, quando seus problemas internos eram complicados o suficiente e refletiam no dia a dia das editoras.

Algumas deixaram de fornecer para a rede – e para a Saraiva, que também passa por dificuldades. Outras suspenderam a venda por um período. Houve demissões, enxugamento na produção. Para algumas editoras, Cultura e Saraiva representavam algo como 40% do faturamento.

“O processo de recuperação judicial da Livraria Cultura representa a cereja de um bolo que azedou chamado ecossistema do livro”, diz Bernardo Gurbanov, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL). Em 2012, havia no País 3.481 livrarias. Em 2014, 3.095. Hoje, a entidade estima 2.500 lojas – o Brasil tem 5.570 cidades. O número preocupa, e a hiperconcentração também.

Cultura, com 15 lojas, em recuperação judicial. Saraiva, hoje, 10 anos depois da compra da Siciliano, quando saltou de 36 para 99 lojas, mais ou menos o número atual, passando por reestruturação, contratando consultorias, fechando unidades, diminuindo espaços, abrindo centro de distribuição em Minas, renegociando prazos de pagamentos com editores e não cumprindo alguns acordos.

Apesar do cenário, fontes do mercado ouvidas pelo Estado não acreditam em falência, como foi o caso da Laselva – ela pediu recuperação judicial em 2013 e faliu em 2018, deixando credores no prejuízo. Mas num enxugamento ainda maior. O desafio dos Herz no momento será o de convencer as editoras a continuar vendendo seus livros para as lojas não ficarem desfalcadas e, assim, ela poder colocar em prática seu plano de recuperação – ele ainda será detalhado, aprovado pelos órgãos e credores e divulgado – nesse momento, a dívida real será revelada.

“Estamos, inquestionavelmente e infelizmente, vivendo a maior crise da história do mercado livreiro e editorial nacional”, diz Alexandre Martins Fontes. Uma crise que começou a ser sentida mais fortemente pelas editoras em 2014 e que tem alguns fatores, como a diminuição das compras governamentais e a queda do consumo de uma forma geral. Alexandre sente seus efeitos mais como editor do que como livreiro.

“Na WMF, reduzimos drasticamente os investimentos e lançamentos. Desde 2015, fomos obrigados a demitir um número importante de funcionários. Como todos os editores, estamos muito preocupados. Temos uma luz no fim do túnel? Dias melhores virão? Muito difícil responder. As editoras que não se adaptarem a essa nova ordem econômica e que não souberem cortar custos enfrentarão muitas dificuldades”, diz.

Apesar das oscilações do mercado, Ismael Borges, coordenador do Bookscan, ferramenta da Nielsen que monitora o varejo de livro, diz que não existe uma crise do consumo de livro. “Os números positivos observados em 2017 e confirmados no acumulado de 2018 não se comunicam de forma linear com a realidade dos operadores do mercado. Não é difícil perceber que o problema não se concentra na demanda pelo produto livro. A reorganização dos operadores do mercado tradicional gera muita ansiedade e pessimismo, mesmo diante dos números positivos da boca do caixa”, diz.

Na livraria de Alexandre, esse cenário se confirma. Desde 2005, quando ele assumiu a administração da loja da Avenida Paulista, ela só cresce. Durante todo esse ano, ele diz, o faturamento vem aumentando em média 28%. Comparando outubro com o mesmo período do ano passado, o índice salta para 40%. Gestão, uma livraria bonita, um bom café, eventos, livreiros experientes, lançamentos e fundo de catálogo, foco no livro. Tudo isso, diz Alexandre Martins Fontes, ajuda no negócio. “E o vácuo deixado pelas livrarias em crise também explica, em parte, esse crescimento.”

Com modelos de negócios diferentes e planos de crescimento mais conservadores, outras livrarias têm conquistado espaço. Para além da Amazon, que só vende pela internet e, estima-se, responde por 10% do mercado, editores destacam o trabalho da própria Martins Fontes, da Vila (que anunciou recentemente a diminuição de sua loja do Shopping Pátio Higienópolis), da Travessa (há quem diga que a rede carioca deve abrir uma loja maior do que a do IMS em São Paulo, mas o proprietário Rui Campos não confirma), Blooks, Curitiba e Leitura.

Maior rede da região Sul, a Livrarias Curitiba acaba de inaugurar um centro de distribuição na Capital para ampliar seu braço de atacado, responsável por 35% do grupo. “São Paulo é o mercado em que vamos apostar agora. Aí tem mais universidades, mais cultura e mais oportunidade. E também porque a concorrência tende a reduzir um pouquinho”, diz o diretor Marcos Pedri. A rede, que investe em outros produtos e deve crescer 5% este ano, tem 29 lojas – 5 delas no Estado (Diadema, Taboão da Serra, São José dos Campos e duas em São Paulo). “Entramos pelas beiradas, sem pagar aluguel caro e queremos ter outras lojas.”

Quem também chega com mais força no próximo ano é a mineira Leitura, de Marcus Teles, que não tem medo de fechar lojas deficitárias. “No segundo ano sem lucro, eu fecho”, diz. Fechou até seu e-commerce há dois anos. “Ele funcionou por 16 anos e não dava tanto lucro. Resolvemos ir por outro caminho, abrir lojas onde não havia livraria. Hoje, somos líderes em 10 estados”, diz. A Leitura começou o ano com 66 livrarias, abriu seis e fechou duas – e vai reativar o e-commerce (mas não para concorrer com empresas de tecnologia que vendem livro, outro grande problema). Aqui, está abrindo unidades nas rodoviárias do Tietê e Barra Funda e no aeroporto de Congonhas, e deve crescer 7% em 2018.

As grandes e as pequenas livrarias sofrem. As médias vão encontrando um jeito de sobreviver. “Mas precisamos construir um futuro mais saudável”, diz Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros e diretor da Sextante. Por isso, o empenho do setor em conseguir, ainda neste mandato presidencial, a aprovação de uma mudança na Lei do Livro, de 2003. O projeto de uma lei do preço fixo do livro, que deve ganhar outro nome, está na Casa Civil. Se der certo, os descontos vão ficar limitados a 10% no período de um ano após o lançamento – para Amazon, Mercado Livre e para a livraria da esquina, por exemplo. Depois, cada um vende pelo preço que quiser. “Nunca foi tão urgente a aprovação dessa lei. É a garantia de um futuro saudável para todos”, diz Pereira.

Raquel Cozer é a nova diretora editorial da HarperCollins Brasil

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Jornalista deixa a Intrínseca para assumir o novo cargo, dia 13

Publicado em O Globo

RIO – Raquel Cozer é a nova diretora editorial da HarperCollins Brasil, segundo maior grupo editorial do mundo. Ela assumirá o cargo na próxima segunda-feira, dia 13 de agosto, e será responsável pelo programa de títulos nacionais e internacionais da editora, que tem sede em Nova York e escritórios em 18 países. Segundo comunicado da editora, Cozer terá um papel fundamental no posicionamento da empresa e na expansão da editora em diversas áreas.

Raquel – que é formada em jornalismo e foi repórter e colunista dos cadernos de literatura nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo – entrou para o mercado editorial em 2015, ao se tornar editora executiva de livros de ficção da Editora Planeta, onde ficou por dois anos. Para assumir o novo cargo, ela deixa a Intrínseca, onde era editora de aquisições desde novembro do ano passado.

– Além de ser uma referência histórica, com seus 200 anos de existência, há HarperCollins está no Brasil só há três anos, e há apenas um ano e meio como editora independente, o que me dá a possibilidade de criar, de dar a ela uma cara aqui – disse Cozer, que assume o desafio num momento de crise no mercado editorial. – A crise faz pensar, exige muita criatividade. Existe público, e os grandes livros vendem. A questão do momento é pensar em alternativas para os leitores.

Ela diz que u dos seus grandes sonhos é fazer um catálogo nacional forte na editora:

– O autor nacional é um patrimônio gigantesco. Pode levar a editora para muitos países. E hoje a gente já tem belos autores no Brasil, principalmente em gêneros como não-ficção histórica. Quero olhar para os autores que estão na casa também.

Para Chantal Restivo-Alessi, diretora digital da HarperCollins Publisher, a experiência e o conhecimento De Raquel Cozer fazem dela a pessoal ideal para ajudar a editora a “crescer ainda mais no Brasil, um país no qual permaneceremos comprometidos a longo prazo”.

A HarperCollins publica aproximadamente 10 mil livros inéditos por ano em 17 línguas, e tem um catálogo digital de mais de 200 mil títulos. Com publicações de diversos gêneros, entre seus autores da HarperCollins estão vencedores do Prêmio Nobel, do Prêmio Pulitzer, do National Book Award, do Newberry, da Medalha Caldecott e do Man Booker Prize.

Editora Intrínseca faz 15 anos e cria clube do livro

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biblioteca, escola, livros, estudo (Foto: Pexels)

 

A editora é a terceira colocada em volume de vendas de livros no Brasil

Publicado na Época Negócios

Jorge Oakim tinha 28 anos e uma breve carreira no mercado financeiro, como analista de empresa, quando se preparava para fazer um MBA no exterior. No meio disso, havia um interesse dele em acompanhar o mercado editorial e uma vontade de ‘quem sabe um dia’ abrir uma editora de não ficção. Era um bom leitor do gênero. Os amigos tentaram tirar a ideia da cabeça do jovem economista, que teria um futuro mais promissor se ficasse com os números, e não com os livros, neste país de baixos índices de leitura.

Oakim, que costumava ouvir do pai, um engenheiro que gostava de livros, ‘para de ler, vai pegar sol’, desistiu do MBA. Foi para a Feira de Frankfurt e comprou os direitos de um livro que estava começando a fazer barulho na França. E foi com Hell – Paris 75016, de Lolita Pille, sobre uma geração de patricinhas parisienses, que a Intrínseca estreou em dezembro de 2003 e viu seu nome estampado nas listas de mais vendidos – fato corriqueiro nesses 15 anos da editora que ocupa hoje o terceiro lugar em volume de venda no ranking das editoras brasileiras – atrás do Grupo Companhia das Letras, a segunda, e da Sextante, a líder. A Sextante, aliás, é sócia da Intrínseca. E de todas, a Intrínseca é a mais enxuta, com cerca de 90 lançamentos por ano.

Hell vendeu 20 mil cópias ao longo da história. Quase nada perto dos sucessos que viriam depois. Cinquenta Tons de Cinza, de E L James, o maior best-seller da casa e o livro que abriu caminho para uma onda de romances soft porn, como ficaram conhecidos, vendeu nada menos que 3 milhões de exemplares desde 2011. Era o primeiro de uma trilogia que se desdobrou em outra série erótica. Somando tudo, E L James fica, também, com o posto de autora mais vendida da Intrínseca, com 7 milhões de exemplares comercializados.

Uma das coisas que Jorge Oakim aprendeu nesses 15 anos é que “o preconceito mata o editor”. Foi sua scout, uma espécie de olheira, que falou para ele prestar atenção nessa história – “que ela não leria porque não era seu estilo, mas que tinha potencial”. Houve um leilão acirrado no Brasil. “À medida que o tempo passava eu ficava mais certo do potencial da obra. Tivemos a oportunidade de fazer uma ‘best offer’ e ela foi muito mais alta que a oferta antiga. Uma coisa totalmente fora do padrão”, conta. Ele pagou US$ 750 mil. “Todo o investimento foi pago em 15 dias de livro nas livrarias”, diz.

Houve outros sucessos antes desse, muitos. A Menina Que Roubava Livros, de Markus Zusak, foi um divisor de águas. Crepúsculo também foi um tiro certeiro. Quem acreditaria que uma história de amor de vampiros se tornaria uma saga best-seller? Stephenie Meyer, a autora, é a segunda mais vendida da Intrínseca, com 6,6 milhões de exemplares no total. Houve quem dissesse que uma história protagonizada por adolescentes com câncer não daria em nada. E A Culpa É das Estrelas, de John Green, virou o fenômeno que virou – vendendo 1,8 milhão de cópias aqui e se tornado o segundo best-seller da casa.

“Eu quis fazer uma editora legal, que publicasse livros diferentes e que falasse com um grande público, mas jamais imaginei que a gente chegaria aonde chegou”, conta o editor que comemora um crescimento de 25% em relação a 2017, coisa rara hoje neste mercado em crise, mas que amarga dois arrependimentos. Um deles é a série Crônicas de Gelo e Fogo, que viraria Game of Thrones na TV.

Os originais, indicados por um amigo, nunca saíram de cima de sua mesa. E Caçador de Pipas, que ele perdeu num leilão porque não quis dar US$ 1 mil a mais – no início dos anos 2000, o livro saiu por US$ 12 mil. “Nessa hora eu pensei em fechar. Era uma grande oportunidade e eu não tive coragem de ir um pouco mais longe.” Se isso o transformou no apostador agressivo que dá quase US$ 1 milhão por uma trilogia de uma autora desconhecida? “Você toma uma porrada aqui, outra ali, a tendência é você ficar um pouco mais forte com isso. Acho que você fica mais consciente.

Os clubes de assinatura de livros ganham adeptos no Brasil e há mais de uma dezena de boas opções, como a TAG, para o público geral, a Taba, para crianças, e o Clube Leitura, que inovou ao ter um plano família. Editoras como Companhia das Letrinhas e Expressão Popular também têm seus clubes. O Intrínsecos acompanha a tendência, mas antecipa para os assinantes em 45 dias um lançamento considerado forte. São dois planos: mensal (R$ 54,90) e anual (R$ 49,90). As edições serão exclusivas, em capa dura, com projeto gráfico diferente do que estará na livraria. Na caixa, haverá ainda uma revista e um brinde.

O desafio será agradar ao mesmo tempo o leitor de E L James, John Green, Lionel Shriver, Jennifer Egan, Stephen Hawking, Elio Gaspari e Míriam Leitão, para citar alguns nomes do catálogo diverso da editora. “É um superdesafio, mas não há nada mais recompensador do que ler uma coisa que acha que não é para você e gostar. Acontece comigo toda hora.”, diz Jorge Oakim. O publisher sabe que é impossível que um leitor tenha uma identificação com todos os livros do clube. “Mas o que queremos mostrar é que vale a pena a leitura, que são coisas diferentes, autores diferentes do que aquela pessoa está acostumada, mas que ela pode ter prazer na leitura.”

Ele completa: “Estamos preocupados em construir uma coisa legal. Não estou olhando para hoje e nem para os primeiros meses. Nosso sonho é que daqui a algum tempo você entre em várias casas de leitores do Brasil e encontre a coleção na estante da pessoa e que ela a marque de alguma maneira”.

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