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500 mil livros estão presos em depósito à espera de licitação no MinC

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Three Old Book

Livros, que poderiam revitalizar o acervo de espaços culturais como a Biblioteca Nacional, estão lacrados há três anos no local

Paulo Lannes, no Metrópoles

Conhecido por ser o principal símbolo da recuperação do centro histórico do Rio de Janeiro (RJ), o Porto Maravilha também esconde uma evidência do descaso com o setor cultural do país. Em um dos depósitos do local, estão guardados, há três anos, cerca de 500 mil livros – catálogos, romances brasileiros e obras especializadas – pertencentes ao Ministério da Cultura (MinC).

Esses exemplares, de responsabilidade do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do Ministério da Cultura, deveriam ser distribuídos para bibliotecas públicas de todo o país. O Metrópoles teve acesso a imagens que evidenciam a situação de abandono do material. Confira:

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Usuários do Vale-Cultura gastam mais com livros, jornais e revistas, diz MinC

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Novo levantamento do Ministério da Cultura mostra que 89% dos beneficiários do Vale-Cultura usaram o dinheiro para comprar livros, revistas e jornais

Livros, jornais e revistas são favoritos dos beneficiários do Vale-Cultura (Foto: Getty Images)

Livros, jornais e revistas são favoritos dos beneficiários do Vale-Cultura (Foto: Getty Images)

Publicado no Virgula

Um novo levantamento do Ministério da Cultura mostra que 89% dos beneficiários do Vale-Cultura usaram o dinheiro para comprar livros, revistas e jornais. O benefício de 50 reais por mês, oferecido por empresas a trabalhadores de renda de até cinco salários mínimos, somou 5,3 milhões de reais de janeiro a maio de 2014.

Deste montante, 4,7 milhões foram gastos com leitura. Logo depois, com 370 mil reais, vem o cinema, segundo consumo cultural favorito entre os beneficiários. Na sequência vem instrumentos musicais, CDs e DVDs. As informações foram divulgadas pela revista Veja.

O Vale-Cultura entrou em vigor no final de 2013. O benefício no valor de R$ 50 consiste em um cartão magnético pré-pago, válido em todo território nacional, destinado aos trabalhadores com carteira assinada que ganham até cinco salários mínimos.

O objetivo do projeto, de autoria do Ministério da Cultura, é incentivar o gasto com livros, ingressos de shows, cinema e teatro em famílias de baixa renda, já que o benefício só poderá ser utilizado em eventos e produtos culturais.

MinC lança segunda parte da campanha Leia Mais, Seja Mais

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Imagem Google

Publicado originalmente no Jornal do Brasil

Em vez das melodias que tocam durante uma espera telefônica, ouça poesia. É o que o Ministério da Cultura (MinC) oferece a partir desta quinta-feira (2) para quem ligar para o órgão e não conseguir atendimento imediatamente. A medida faz parte da segunda parte da campanha Leia Mais, Seja Mais, anunciada hoje no Rio de Janeiro.

Com custo de R$ 4 milhões, esta etapa terá também a veiculação de comerciais mostrando a leitura como atividade prazerosa. As peças publicitárias serão exibidas em emissoras de televisão e rádio comerciais e públicas até o fim de agosto. Na primeira etapa, foram veiculados anúncios em 74 revistas e jornais.

A meta é estimular a leitura principalmente, entre as famílias das classes C, D e E, que concentram cerca de 40% da população e a maioria dos não leitores no país, segundo levantamento do Instituto Pró-Livro, divulgado em março. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o país tem hoje tem hoje 50% de leitores(pessoas que leram pelo menos um livro nos últimos três meses, inteiro ou em partes.)

Para atingir o público da campanha, os comerciais vão passar em horário nobre (período das 18h às 24h), mas não tem a intenção de disputar o público das novelas, assegurou a ministra Ana de Hollanda. Para ela, “a ideia é chamar atenção para a delícia de ler” e fazer com que os brasileiros incluam esse hábito no seu cotidiano.

“Durante o translado entre o trabalho e local de moradia, que pode levar cerca uma, duas, até três horas, o cidadão pode puxar um livro no ônibus, no metrô. Muita gente já faz isso. Não dá para ter televisão, nesses casos, mas um livro, sim”, disse a ministra. Segundo ela, dessa forma a viagem fica mais rápida e agradável .

A campanha também chega à internet e às redes sociais. O usuário será incentivado a incluir a capa do seu livro favorito na imagem do perfil do Facebook, por exemplo.

Outra frente é a utilização nas esperas telefônicas do ministério de trechos da obra de poetas como Gonçalves Dias e de Cládio Manuel da Costa. As gravações foram feitas por atores e estão disponíveis para download no site do órgão.

“Está tudo à disposição, gratuito e sem custos”, disse o coordenador da campanha e presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim. Existe a sugestão de incentivar o uso das mensagens por empresas detelemarketing.

A Leia Mais, Seja Mais integra o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), uma iniciativa de R$ 373 milhões que conta com apoio de vários órgãos de governo e inclui cerca de 40 projetos para a cadeia produtiva do livro, bibliotecas e incentivo à leitura.

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