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O livro que mudou a minha vida

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A história de um personagem pode fazer com que o leitor se reconheça por meio de suas palavras e ações. O processo é chamado cientificamente de “identificação” e pode ajudar a resolver dilemas da vida cotidiana

Autoconhecimento para ajudar o próximo - Filho adotivo de mãe alemã e pai italiano, desde muito cedo Cláudio Assiz, 62 anos, foi incentivado à leitura. Foi seminarista, formou-se em História, Filosofia e Direito, trabalhou como radialista e acabou ingressando na carreira policial. Dedicou 35 anos da sua vida à Polícia Civil e, agora, aposentado e com mais tempo em mãos, dedica esse tempo aos animais. A rotina policial não é nada fácil, recorda Cláudio. “É uma atuação desconfortável, pois a Polícia tem a obrigação de ser a guardiã da sociedade.” Foi no ambiente familiar, na religião e na intimidade com livros que encontrou suporte que o permitiu ter uma visão aberta para entender os problemas sociais que rodeavam sua profissão. “Procurei praticar a polícia cidadã, sem violência. Julgar os atos e não as pessoas foi um discernimento que veio com os livros de filosofia”, diz. Em sua biblioteca já passaram desde a coleção completa de Monteiro Lobato a obras de filosofia, direito, antropologia, e esotéricos. Mas foi na leitura do Manual Básico de Teosofia, de Antônio Geraldo Buck, que Assiz encontrou respostas a algumas de suas inquietações. “O livro mistura ciência, religião e filosofia, e me aprofundou nas questões de autoconhecimento. E, ao me entender melhor, tenho mais compaixão e tolerância com o próximo”, conta (Wlater Alves / Gazeta do Povo)

(Wlater Alves / Gazeta do Povo)

Carol Benelli, no Gazeta do Povo

“Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros mudam as pessoas”, disse uma vez o poeta gaúcho Mário Quintana. Parece simples, mas como entender o significado que um livro tem para cada um?

Autoconhecimento para ajudar o próximo – Filho adotivo de mãe alemã e pai italiano, desde muito cedo Cláudio Assiz, 62 anos, foi incentivado à leitura. Foi seminarista, formou-se em História, Filosofia e Direito, trabalhou como radialista e acabou ingressando na carreira policial. Dedicou 35 anos da sua vida à Polícia Civil e, agora, aposentado e com mais tempo em mãos, dedica esse tempo aos animais. A rotina policial não é nada fácil, recorda Cláudio. “É uma atuação desconfortável, pois a Polícia tem a obrigação de ser a guardiã da sociedade.” Foi no ambiente familiar, na religião e na intimidade com livros que encontrou suporte que o permitiu ter uma visão aberta para entender os problemas sociais que rodeavam sua profissão. “Procurei praticar a polícia cidadã, sem violência. Julgar os atos e não as pessoas foi um discernimento que veio com os livros de filosofia”, diz. Em sua biblioteca já passaram desde a coleção completa de Monteiro Lobato a obras de filosofia, direito, antropologia, e esotéricos. Mas foi na leitura do Manual Básico de Teosofia, de Antônio Geraldo Buck, que Assiz encontrou respostas a algumas de suas inquietações. “O livro mistura ciência, religião e filosofia, e me aprofundou nas questões de autoconhecimento. E, ao me entender melhor, tenho mais compaixão e tolerância com o próximo”, conta

O escritor italiano Ítalo Calvino declara em seu livro Assunto Encerrado que as coisas que a literatura pode revelar são “pouco numerosas, mas insubstituíveis”. Nesses aprendizados estão sentimentos como a maneira de ver o próximo e a si mesmo, de atribuir valor às coisas, de encontrar as proporções da vida e o lugar do amor e morte nela, além de outros temas como a rudeza, a piedade, a tristeza, a ironia e o humor.

Em uma sociedade regida pelo relógio e de procura por respostas instantâneas, o tempo de leitura permite resgatar o contato com o “eu interior”. “Ao ler um livro, cria-se um espaço para que emoções e pensamentos se assentem, promovendo uma recomposição e reestruturação no nosso próprio ser”, revela o professor de História da América da Universidade Federal de São Paulo, Rafael Ruiz Gonzalez.

Além disso, a narrativa de um livro também tem grande poder transformador. “Quando a gente se defronta com uma história que fala com o ser humano na sua intimidade, é como se um sinal de ‘pare’ aparecesse na nossa frente”, lembra o professor.

Eu, personagem

Aristóteles dizia que imitar é próprio da natureza humana. Rafael Ruiz explica que durante a leitura “nos colocamos em diálogo com os personagens e nos vemos por meio de suas palavras e ações”. Esse processo psicológico é chamado de identificação. “O sujeito assimila um atributo, pensamentos ou comportamentos do outro e se transforma, total ou parcialmente, segundo o modelo que o outro fornece”, relata Naim Akel Filho, coordenador da especialização em Neurociência da PUCPR.

O neurocientista ainda vai além. Ele conta que “a personalidade se organiza a partir de nossas experiências, baseada nos modelos com os quais nos identificamos. Portanto, esse processo de identificação com personagens literários pode mesmo moldar a personalidade de alguém com a mesma força das figuras centrais da vida do sujeito”.

É a maturidade do leitor que vai fazer com que, ao folhear algumas obras, elas causem perturbações no comportamento. Indepen­­dentemente da idade, obras da literatura clássica sempre tem um lugar na cabeceira, pois já tiveram sua qualidade atestada. “O clássico é aquilo que foi confirmado pelo tempo porque atinge o ser humano em qualquer época ou lugar, comoveu e provocou questões no homem desde a antiguidade e o toca na sua essência”, orienta o professor Rafael Ruiz.

Silêncio, por favor

Você parou para pensar por que aquele conselho dado a uma pessoa próxima nunca é ouvido? Se o conselho não viesse falado, mas em forma de papel, seria diferente. Akel Filho explica que “quando lemos, rebaixamos nossas defesas racionais e deixamos a emoção e a fantasia substituírem a racionalidade. Por isso é mais fácil sermos seduzidos pela ‘ficção’ do que convencidos pelo mundo real”.

Pesa também que nem sempre as pessoas estão prontas para receber um conselho, e quando um amigo ou terapeuta fala, a sugestão é repelida. Enquanto que a literatura fala manso com o leitor, penetrando no seu coração e mente.

Remédio de papel
Entre tantos espaços de terapia para as inquietações da alma, que tal um lugar diferente, onde você entra, conta sua questão, e sai medicada com um livro? Pensando nisso, a paulista Angélica Ayres trouxe para Curitiba a Mahatma, Livraria de Expansão. “É um espaço onde são selecionados livros que podem ser úteis para uma tomada de decisão, mudança ou redirecionamento de vida”, conta.

Lá é possível encontrar livros de psicologia, comportamento, terapias complementares e até alguns de auto-ajuda. Com 34 anos de experiência no mercado editorial, Angélica é formada em Jornalismo e conta que instalou a livraria em um local calmo. “Não quero clientes de passagem, pois procuro pessoas que de fato querem refletir sobre suas vidas. E Curitiba é uma cidade mais introspectiva por causa do clima, o que favorece a leitura”.

O que diferencia o espaço de uma livraria comum é o atendimento personalizado dado a cada um dos clientes e o conhecimento que a proprietária tem do acervo. Angélica lembra, entretanto, que a literatura é somente uma das ferramentas possíveis para o autoconhecimento. “O livro não substitui algo que a pessoa precisa de caráter físico ou psicológico. É um caminho que vai ajudar as pessoas a entenderem suas necessidades”, pondera.

Coragem para enfrentar a vida - Por vezes, é nas páginas de um livro que as cortinas do teatro da vida se abrem. Foi o que aconteceu com a atriz e artista plástica Graci Mello, 32 anos, após a indicação do livro Montanha Mágica, de Thomas Mann, feita por um professor da universidade. A recomendação era de que era uma leitura obrigatória para a transição da fase adulta. “Acredito que quando era estudante estava carente de experiências, queria ver com meus próprios olhos, e não seguir o caminho que meus pais queriam e imaginaram para mim”, comenta. Nesse livro, a narrativa do personagem principal mostra que o medo é inerente e comum. “Saber disso permitiu enfrentar meus temores e não deixar o medo sobrepor à vontade de fazer as coisas”. E a história escrita a partir desse momento impactou a vida da atriz. Aos 23 anos, saiu da casa dos pais e foi morar com o namorado. “Estamos juntos há 17 anos e tem sido uma experiência linda. Sempre nos apoiamos muito e é um relacionamento tranquilo”, comenta. Parte do enfrentamento do “eu interior”, também tomou forma quando Graci decidiu fazer faculdade de Artes Cênicas. “Era muito envergonhada e, aos poucos, o teatro me mostrou como encarar as oportunidades que aparecem. Ensinou também a vivenciar o momento e não ter medo de me expor em público”, explica a atriz - (André Rodrigues / Gazeta do Povo)

(André Rodrigues / Gazeta do Povo)

Coragem para enfrentar a vida – Por vezes, é nas páginas de um livro que as cortinas do teatro da vida se abrem. Foi o que aconteceu com a atriz e artista plástica Graci Mello, 32 anos, após a indicação do livro Montanha Mágica, de Thomas Mann, feita por um professor da universidade. A recomendação era de que era uma leitura obrigatória para a transição da fase adulta. “Acredito que quando era estudante estava carente de experiências, queria ver com meus próprios olhos, e não seguir o caminho que meus pais queriam e imaginaram para mim”, comenta. Nesse livro, a narrativa do personagem principal mostra que o medo é inerente e comum. “Saber disso permitiu enfrentar meus temores e não deixar o medo sobrepor à vontade de fazer as coisas”. E a história escrita a partir desse momento impactou a vida da atriz. Aos 23 anos, saiu da casa dos pais e foi morar com o namorado. “Estamos juntos há 17 anos e tem sido uma experiência linda. Sempre nos apoiamos muito e é um relacionamento tranquilo”, comenta. Parte do enfrentamento do “eu interior”, também tomou forma quando Graci decidiu fazer faculdade de Artes Cênicas. “Era muito envergonhada e, aos poucos, o teatro me mostrou como encarar as oportunidades que aparecem. Ensinou também a vivenciar o momento e não ter medo de me expor em público”, explica a atriz

As diversas vidas que vivemos - O que seria da vida se fosse possível despir-se de preconceitos e aceitar a transição e a constante mudança? Para Cláudia Janiscki, 43 anos, especialista em I Ching e numeróloga, esse desafio teve início ao ler um livro milenar chinês. “Ler o I Ching ou Livro das Mutações foi como olhar no espelho. Fez com que eu enxergasse com clareza minhas vontades e qual caminho tomar para transformar aquilo que me causava insatisfação”, explica. Na época, Cláudia era dentista e não hesitou em largar anos de prática para tomar a estrada do auto-conhecimento. De lá pra cá, com o aprofundamento das questões humanas, também veio tranquilidade e a descoberta de um novo caminho trabalhando com pessoas. “Abri uma escola de ioga, onde pude praticar uma atividade que trazia benefícios diretos ao público. Agora, estou focada em numerologia e leitura de I Ching e acredito que não existe limite para melhorar e mudar”, comenta - (Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

 (Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

As diversas vidas que vivemos – O que seria da vida se fosse possível despir-se de preconceitos e aceitar a transição e a constante mudança? Para Cláudia Janiscki, 43 anos, especialista em I Ching e numeróloga, esse desafio teve início ao ler um livro milenar chinês. “Ler o I Ching ou Livro das Mutações foi como olhar no espelho. Fez com que eu enxergasse com clareza minhas vontades e qual caminho tomar para transformar aquilo que me causava insatisfação”, explica. Na época, Cláudia era dentista e não hesitou em largar anos de prática para tomar a estrada do auto-conhecimento. De lá pra cá, com o aprofundamento das questões humanas, também veio tranquilidade e a descoberta de um novo caminho trabalhando com pessoas. “Abri uma escola de ioga, onde pude praticar uma atividade que trazia benefícios diretos ao público. Agora, estou focada em numerologia e leitura de I Ching e acredito que não existe limite para melhorar e mudar”, comenta.

dica do Chicco Sal

Paula Pimenta, a escritora brasileira que tá pirando a cabeça das meninas

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Ela já derrubou a barreira da centena de milhares de livros vendidos e volta e meia pinta na lista dos 10 mais da Veja. Paula conversou um pouco com a gente, falou de seus últimos lançamentos e projetos em outras mídias 🙂

Tayra Vasconcelos, no Judão

Mineira de Belo Horizonte, Paula Pimenta tem aquele jeito doce e tranquilo que já caracteriza o povo nascido em Minas, e conta que desde criança levava jeito para a escrita, o que a levou a prestar vestibular para Jornalismo. E mesmo sempre tendo produzido muita coisa, foi há pouco mais de dez anos que o público pode conhecer seu talento, quando saiu seu primeiro livro Confissão, uma coletânea de poemas, em 2001. Mas o reconhecimento veio mesmo alguns anos depois, quando em 2008 ela lançou Fazendo meu filme 1 – A estreia de Fani, pela editora Gutenberg. O livro conta a história de Fani, uma adolescente que adora suas melhores amigas, está sempre preocupada com as notas, e vive às voltas com os amores de adolescência, mas o seu principal diferencial é sua paixão pelo cinema. Em 2009 e 2010 as continuações da história da Fani chegaram às livrarias, e o público pode acompanhar a protagonista indo fazer intercâmbio e terminar o colégio na Inglaterra e depois voltar ao Brasil, além do desenrolar de um romance pelo qual todas as leitoras torceram desde o primeiro livro.

Já consagrada como autora voltada para o público jovem, em 2011 Paula decidiu lançar uma nova série de livros, protagonizada por uma das personagens secundárias de Fazendo meu filme, e assim os leitores foram presenteados com Minha vida fora de série. Nela conhecemos a história de Priscila, uma menina que acabou de se mudar de São Paulo pra Belo Horizonte, e está detestando a ideia. Ela tem que se adaptar à nova cidade, começar um outro círculo de amigos e ainda ter que lidar com todo aquele turbilhão que acontece na adolescência e para fugir um pouco dos seus problemas, Priscila mergulha no universo dos seriados de televisão. O enredo do livro se passa três anos antes da história de Fazendo meu filme 1, o que faz com que o público tenha a chance de acompanhar o começo da história de alguns personagens conhecidos anteriormente.

No ano passado, foi a vez do desfecho da história da Fani em Fazendo meu filme 4 – Fani em busca do final feliz e de Apaixonada por palavras, uma coletânea de crônicas. E agora, em 2013, ela chegou com um “2-hit combo”, porque foi a vez de Minha vida fora de série – 2ª temporada e O livro das princesas, onde é co-autora ao lado de bambambans como Meg Cabot, Lauren Kate e Patrícia Barboza. E para contar um pouco dessa história toda e dos últimos lançamentos, Paula Pimenta responde ao nosso 8P!, confira… 😉

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01Como você começou a escrever e descobriu que era isso que você queria para a sua vida?

Paula Pimenta ~ Português sempre foi minha matéria preferida no colégio, eu adorava fazer redações… Na época do vestibular, resolvi fazer Jornalismo, para profissionalizar esse amor pela escrita. Mas logo no começo do curso, eu vi que não era bem aquilo que eu imaginava. Descobri que eu não queria relatar os fatos imparcialmente e, sim, colocar emoção nas linhas. Os meus professores, ao lerem as minhas matérias jornalísticas, perguntavam se eram crônicas. Foi quando eu descobri que era aquilo que eu queria, me colocar dentro da história, opinar, criar. E, por isso, acabei me transferindo de curso, para poder ser mais criativa. Me formei em Publicidade e Propaganda. Mas foi com Fazendo meu filme que eu realmente descobri que o que eu mais gosto de escrever são romances.

02O brasileiro ainda tem uma média muito baixa de leitura. O que você acha que falta para que as pessoas passem a ser leitoras habituais?

Paula Pimenta ~ Acho que o incentivo à leitura tem que começar desde cedo. Não é depois de adulto que a pessoa vai tomar esse gosto e resolver a ler de uma hora pra outra, esse hábito da leitura tem que ser cultivado desde a infância e adolescência. Acho que os pais e professores tem que indicar os clássicos, mas também livros de entretenimento, para desvincular aquela imagem de que ler é obrigatório… Eu tenho amigos que me dizem que desde a época do colégio não leram mais nada, liam apenas porque valia nota e com isso ficaram com aquela imagem de que ler é chato… Por isso que eu acho que tem que mesclar a literatura clássica com livros com os quais os adolescentes possam se identificar, que tenham a ver com a realidade deles.

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03Além de ler pouco, geralmente, a maioria dos leitores do Brasil prefere se dedicar à leitura contemporânea estrangeira. Você acha que isso se deve ao fato de ter pouca coisa sendo produzida por aqui para o público jovem?

Paula Pimenta ~ Acho que isso é uma discussão muito mais profunda, que vem do preconceito que os próprios brasileiros têm com o “produto nacional”. Aqui nós somos acostumados a pensar que o que é importado é melhor, então realmente é difícil um escritor nacional, iniciante, conseguir se destacar no mercado literário e, por isso mesmo, poucos se aventuram… Tem também a barreira das editoras, que custam a dar uma chance para escritores desconhecidos. E quando um escritor consegue ter o livro publicado, vem o público, que não “veste a camisa” dos autores nacionais… Isso está mudando aos poucos, acho que os brasileiros têm percebido que aqui temos autores (e profissionais de qualquer setor) tão bons quanto os estrangeiros.

04Você já teve uma protagonista apaixonada por filmes, a segunda é fissurada em séries e já mencionou que pretende fazer uma próxima que seja doida por livros. Já pensou em fazer alguma que seja ligada ao universo de HQs, games ou até mesmo música (que acaba sendo o caso mais recorrente na juventude)?

Paula Pimenta ~ Tenho planos de escrever uma série para uma das minhas personagens, que é exatamente apaixonada por música. E a série Fazendo meu filme vai virar história em quadrinhos! Ainda não sei quando sai o primeiro “episódio”, mas talvez esse ano ainda!

05É cada vez mais frequente a adaptação de livros para o cinema, existe alguma proposta pra transformar algum dos seus livros em filme?

Paula Pimenta ~ Sim, já vendi os direitos do Fazendo meu filme 1 para o cinema. Fiquei meio relutante, pois tenho a maior birra daqueles filmes que estragam os livros, nunca acho que fazem uma adaptação a altura. Mas as minhas leitoras me pediam tanto que isso acontecesse, que acabei cedendo. Recebi propostas de várias produtoras, mas optei por uma menor, mas que me deu autonomia para acompanhar todas as fases da produção. Tem uma cláusula no contrato que diz que posso inclusive vetar o roteiro se eu não concordar com alguma coisa. Então, quando o filme sair (descobri que é um processo muito lento, acho que a estreia deve acontecer só em 2015), pelo menos vai ser fiel ao livro, e isso é o que importa para mim.

06Agora você está lançando O livro das Princesas, onde é co-autora numa releitura dos contos de fadas junto com outros grandes nomes de literatura juvenil, dentre eles a consagradíssima Meg Cabot. Como surgiu o convite e como foi essa empreitada para você? E como foi a escolha da princesa que cada uma re-escreveria?

Paula Pimenta ~ A editora da Galera Record me convidou para esse projeto, por saber que eu adoro contos de fada, Disney, etc… Quando eu soube que estaria no mesmo livro que a Meg Cabot, me senti honradíssima, pois ela foi uma das responsáveis por eu querer me tornar escritora também. Além da Meg, o livro tem a Lauren Kate e a Patrícia Barboza. Cada uma de nós teve que escolher uma das princesas para fazer uma releitura contemporânea, como se a história estivesse se passando nos dias atuais.
Eu na verdade tive muita dúvida, pois adoro todas as princesas! Fiquei muito indecisa entre a Cinderela, a Branca de Neve e a Ariel, mas acabei optando pela Cinderela, porque a história começou a aparecer antes na minha mente, os caminhos que eu poderia seguir para criar essa versão contemporânea. Acho que consegui criar uma personagem diferente das outras Cinderelas que já existem. Minha princesa é uma DJ e não é bem um sapatinho de cristal que ela perde…

07Você demonstra nos seus livros que é romântica, tanto pelos romances quando pelas crônicas e que tem uma visão mais clássica do amor. Como você consegue encaixar o universo das princesas nesse mundo contemporâneo, com todo movimento girl-power que renega esse lado?

Paula Pimenta ~ Acho que toda menina tem um lado romântico. A princesa que eu criei é exatamente assim. Ela é forte por fora, acha que tem domínio completo da situação, mas quando se descobre apaixonada, acaba percebendo que não existe mal nenhum no romantismo, muito pelo contrário…

08 A Disney tem resgatado e fortalecido cada vez mais esse universo mágico que toda criança sonha e idealiza. Princesas clássicas como Branca de Neve, Cinderela, Bela Adormecida entre outras tem uma imagem mais forte e divulgada hoje do que na nossa infância. Ao mesmo tempo, eles tem aberto cada vez mais o leque de princesas e heroínas, englobando diferentes padrões de beleza, realidades, etnias e objetivos, onde podemos ver princesas guerreiras como Mulan e Mérida (que é Pixar, mas não deixa de ser Disney), empreendedoras como Tiana, e até mesmo a clássica Rapunzel ganhou um ar mais moderno e combativo. Como você vê esse resgate e ao mesmo tempo nova postura diante desse universo?

Paula Pimenta ~ Acho que é exatamente uma tentativa de trazer esse universo das princesas para os dias atuais. Antigamente as mulheres ficavam mesmo esperando um príncipe bater à sua porta. Atualmente nós mesmas vamos buscar esse príncipe ou então nem fazemos questão dele… Por isso esses filmes e novas versões estão tentando atualizar as princesas, para gerar identificação nas meninas de hoje em dia.

Jovem que sobreviveu ao Talebã leva luta por educação à ONU

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No dia em que completou 16 anos, a paquistanesa Malala Yousafzai discursou diante de uma plateia de líderes e de jovens de todo o mundo na ONU.

Publicado por BBC

“Estar entre pessoas tão honradas é um grande momento em minha vida”, disse, no evento que foi batizado “Dia de Malala”.

Malala é inspiração para famílias paquistanesas que querem educar suas filhas

Malala é inspiração para famílias paquistanesas que querem educar suas filhas

Inspiradas pela jovem que sobreviveu a um atentado no Talebã, meninas no norte do Paquistão têm voltado a frequentar escolas no país.

Professores locais dizem que durante o primeiro mês depois do ataque a Malala ─ que levou um tiro no rosto dentro de um ônibus escolar em 2012 ─ muitas famílias mantiveram suas filhas dentro de casa.

Depois do atentado, Malala foi levada para a Grã-Bretanha para receber tratamento médico. Hoje, ela e sua família vivem em Birmingham, na Inglaterra.

Mas desde então, as matrículas voltaram a crescer, inspiradas pela recuperação da jovem e por seu ativismo pela educação.

O Paquistão, no entanto, ainda é um dos países com o número mais baixo de alfabetização e matrícula de meninas, segundo organizações de ajuda humanitária. Em todo o mundo, um quarto de jovens mulheres não completaram a escola primária.

Durante seu discurso, Malala pediu que políticos ajam para garantir que todas as crianças exerçam o direito de ir à escola.

Ela disse ainda que os extremistas temem os livros e temem também as mulheres. Livros e canetas, segundo a jovem, são as armas mais poderosas contra o terrorismo.

“Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”, afirmou.

Book, uma estante

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Márcia Lira, no -1 na Estante

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Os meus livros estão uma bagunça, eu estou me mudando. Também não vou arrumar nada agora, só quando no novo lar. A minha vida é ver coisas de casa, e estou adorando. E o tempo pra ler escasso, ou a minha organização. Mas deixa eu me alojar de novo que tudo volta ao normal, ou melhor. Estou planejando com todo carinho qual vai ser o cantinho #menos1naestante agora, e tenho quase certeza que será um móvel antigo, do meu avô.

Por causa desse novo clima, não resisti a essa estante linda, cujos módulos formam a palavra “book”. Tudo bem que dá poucos livros, mas o charme do ambiente onde ela estiver está garantida. E tem outra coisa que eu acho muito legal: como não tem espaço pra colocar mais coisas fora os títulos, eles ficam bem acessíveis. Inspirem-se.

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Vi aqui.

Promoção: “Minha vida fora de série – 2ª Temporada”

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Na 2ª temporada de Minha vida fora de série, Priscila, agora com 16 anos, começa a lidar com questões mais sérias da adolescência: A proximidade do vestibular e com ele todos os receios dessa fase, amizades que parecem sólidas e que de repente se perdem, o aprendizado de que um namoro tem que ser constantemente cuidado para não se desgastar. Ela descobre que atos sem pensar, que parecem estar esquecidos no passado, podem marcar irreversivelmente o presente.

Vamos sortear 3 exemplares de um dos livros mais aguardados do ano: “Minha vida fora de série – 2ª Temporada”, de Paula Pimenta.

Para participar é muuuito fácil:

* Faça o login
* Preencha os requisitos do aplicativo abaixo

O resultado será divulgado no dia 18/6 e os nomes dos ganhadores serão conhecidos aqui no post e no perfil @livrosepessoas.

Boa sorte! 😉

a Rafflecopter giveaway

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Atenção:

Os requisitos são:

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