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Ela é pedagoga e fez Pronatec aos 60 anos: ‘deu um up’ na vida

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Karina Yamamoto, no UOL

Bernardete Santos, 62, aluna do Pronatec

Bernardete Santos, 62, aluna do Pronatec

“Olha, se você precisar falar comigo de novo, só me encontra de noite em casa”, explicou a pedagoga Bernardete Santos, 62, ao se despedir da reportagem do UOL na última segunda-feira (27). “Só estou em casa [de tarde] porque é feriado no instituto [IFPR, Instituto Federal do Paraná] e estou sem aula.”

Moradora de Curitiba, Bernardete termina no final do ano o curso técnico em massoterapia no IFPR (Instituto Federal do Paraná). Já tem planos de fazer fisioterapia na UFPR (Universidade Federal do Paraná) ou em uma instituição que aceite o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A viúva está com inscrição feita para as duas provas, que acontecem nos próximos finais de semana.

A redescoberta do estudo — e da nova profissão de massagista — veio há pouco mais de dois anos quando fez seu primeiro curso pelo Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Bernardete era aposentada na época e já havia concluído um curso superior na sua juventude, o de pedagogia.

Sua neta, com 13 anos na época, havia se mudado para a capital para estudar no IFPR e ela, avó cautelosa, decidiu conhecer a instituição. “Como sou muito de conversar, eu fiquei sabendo dos cursos e vi o de massagista”, conta a aposentada que trabalhava como cuidadora de idosos.

O auxílio para transporte e alimentação, além da gratuidade do curso, possibilitou que ela parasse de trabalhar e se dedicasse aos estudos (e à neta, com quem passou a ir para a escola). “Na minha época não era assim, era caro estudar”, relembra. Ela fez pedagogia em uma faculdade particular, mas sempre trabalhou em escritório. “Não tinha vocação para professora”, diz.

“Fiquei a mais feliz do mundo”, afirma a aluna que nunca teve uma falta. Nos cursos de capacitação — ela fez quatro: massagem, modeladora, shiatsu e drenagem linfática –, os professores começaram a incentivá-la a fazer o técnico. Hesitou no primeiro momento, com medo da concorrência na seleção para o IFPR, mas ela encarou o desafio e passou.
Dilma disse a economista para fazer Pronatec

“Esse Pronatec deu um up nas nossas vidas”, afirma Bernardete, que teve outros colegas com idades próximas a sua. “A gente que tem certa idade vai trabalhar por conta [e os cursos ajudam nessa mudança de atividade].” Segundo ela, o esforço nos estudos se reverteu em clientes e em uma renda melhor.

Na sexta-feira anterior à entrevista, uma resposta da então candidata à Presidência Dilma Rousseff no debate da Rede Globo havia causado polêmica. Uma economista desempregada, de 55 anos, havia questionado Dilma e seu adversário, Aécio Neves, sobre os planos para garantir emprego a pessoas com mais idade.

Dilma sugeriu que a economista procurasse o Pronatec. Foi criticada por isso por internautas e chegou a virar piada na internet.

“Quem não viveu na pobreza não sabe avaliar”, analisa a massagista. “[O curso, essa capacitação] Abre uma oportunidade: quem vai consegue [melhorar de vida].” O curso técnico, na opinião de Bernardete, “ensina” os alunos a trabalhar.

Seus filhos fizeram o ensino médio nessa modalidade e por conta dessa formação tiveram empregos com os quais puderam pagar o ensino superior: “Na época deles não tinha essas facilidades [mais vagas de graduações públicas e gratuitas e cotas sociais nas universidades].” Já suas netas cresceram em outro cenário, conta.
Críticas ao Pronatec

Principal vitrine do governo federal, o Pronatec foi alvo de uma auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União) este ano. A conclusão foi de que os gastos com o programa, assim como a contabilização precisa dos beneficiados, está fora de controle. Na visão do governo, essa conclusão é exagerada.

O professor Gaudencio Frigotto, da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), acha que oferecer cursos técnicos rápidos a pessoas que não completaram a educação básica não resolve o problema de falta de mão de obra capacitada no país. Segundo ele, o Pronatec se tornou caça-níquel para instituições privadas.

Em reportagem do UOL de junho deste ano, nem o MEC (Ministério da Educação) nem o MTE (Ministério do Trabalho e do Emprego) souberam informar quantos alunos conseguiram emprego.

MEC dará bolsa para aluno do ensino médio estudar exatas e biológicas

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Mercadante anunciou novo programa de incentivo nesta terça-feira.
Portaria com as regras para adesão das redes públicas sairá neste mês.

Publicado por G1

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, falou na abertura do Congresso Todos pela Educação, em Brasília, nesta terça-feira (10) (Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, falou
na abertura do Congresso Todos pela Educação,
em Brasília, nesta terça-feira (10) (Foto: Elza Fiúza/
Agência Brasil)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta terça-feira (10) um programa para incentivar estudantes do ensino médio a seguirem carreira nas áreas de exatas e biológicas. Batizado com o nome “Quero ser cientista, quero ser professor”, o programa vai dar bolsa de R$ 150 aos alunos de escola pública que demonstrem interesse nas áreas.

O anúncio do ministro foi feito na abertura do congresso do Movimento Todos pela Educação, que teve início nesta terça em Brasília. Mercadante afirmou que 30 mil alunos devem ser beneficiados na primeira etapa do programa.

“Temos de fazer bolsa de assistência”, defendeu o ministro, afirmando que muitos dos alunos de escolas públicas são pobres e precisam de tutoria e acompanhamento pedagógico. “O topo da escola pública é de excelente qualidade e concorre com o setor privado”, disse ele.

Segundo o Ministério da Educação, ainda não há detalhes específicos sobre o “Quero ser cientista, quero ser professor”, como a partir de que ano do ensino médio os estudantes poderão participar, e se haverá alguma contrapartida, como a obrigatoriedade de seguir nestas áreas no ensino superior. O objetivo é estimular que mais jovens cursem a licenciatura em física, química, matemática e biologia, áreas consideradas pelo governo como prioritárias nos investimentos educacionais.

O MEC afirmou que a portaria que especificará as regras da primeira edição do programa deve ser publicada no “Diário Oficial da União” até a próxima semana. Então, o programa abrirá um prazo para que os governos estaduais e municipais que ofereçam vagas no ensino médio se inscrevam para participar do programa.

Enem: MEC publica exemplo de redação nota 1.000 com erro de português

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Trecho de redação com nota máxima no Enem 2012 tem erro de português

Trecho de redação com nota máxima no Enem 2012 tem erro de português

Publicado por UOL

O MEC (Ministério da Educação) divulgou nesta quinta-feira (5) o Guia do Participante – A Redação no Enem 2013. Entre os cinco exemplos de redações nota 1.000 (pontuação máxima), aparece um texto com falta de acento na palavra “espanhóis” – o candidato escreveu a mesma palavra três vezes, duas certas e a última errada.

Segundo o material, “o texto demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal e não apresenta problemas linguísticos, a não ser a falta de acento em ‘espanhóis’, sem reincidência em inadequações de grafia”.

Em outra redação, o candidato errou a concordância do verbo “atrair”: “Nos últimos anos, a mudança na economia e o novo espaço que o Brasil tem conquistado no cenário internacional atraiu trabalhadores e turistas (…)”. O correto seria usar o verbo no plural.

No material, o MEC diz que o texto “revela excelente domínio da modalidade escrita formal e do tipo dissertativo-argumentativo e não apresenta problemas linguísticos, a não ser um problema de concordância em ‘atraiu’, sem reincidência em inadequações linguísticas”.

Em coletiva de imprensa realizada para a apresentação do guia, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que esse foi um erro excepcional e que o texto tem todas as características de uma boa redação, merecendo a nota. O ministro também acrescentou que a correção das redações do Enem 2013 será mais rigorosa.

Já o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Luiz Claudio Costa, disse que o guia tem fins pedagógicos: “O candidato vai ficar de olho nisso para não errar”.

Uma dúvida que muitos estudantes ainda apresentam sobre a redação é se ela precisa de um título ou não. De acordo com Mercadante, colocar título na redação do Enem não é obrigatório.

Mudanças na correção

Após redações apresentarem trechos com receita de macarrão e hino de time de futebol, o Enem passará por mudanças na correção dos textos a partir desse ano. Escrever frases completamente desconexas com o resto da dissertação agora dará nota zero ao estudante.

A prova também vai ter correções mais rigorosas em relação a ortografia. De acordo com o ministro Aloizio Mercadante, erros ortográficos serão aceitos como excepcionais e sem reincidência.

Outro fator que mudou foi em relação a discrepância para as redações terem uma terceira avaliação. Até o Enem 2012, era preciso ter diferença de 200 pontos entre as notas dos avaliadores. Neste ano, a diferença para uma prova ter terceira avaliação será de apenas 100 pontos.

Mercadante anunciou hoje que as redações da edição 2013 do exame serão corrigidas por 9.500 corretores. Em 2012, aproximadamente 5.600 corretores trabalharam na redação do Enem.

Grávidas
O ministro Aloizio Mercadante afirmou ainda que 517 candidatas grávidas podem “parir” nos dias de aplicação do Enem 2013. Segundo o ministro, 6,7 mil inscritas informaram estar grávidas. Destas, 3,1 mil tem previsão de dar à luz em outubro, sendo 517 no período das provas.

Mercadante disse que o MEC fez contato com todas as candidatas grávidas e lembrou o caso da estudante Pâmela de Oliveira Lescano, 17, que entrou em trabalho de parto antes do início da prova do Enem 2012. Na época, o ministro ligou para a estudante e autorizou que ela fizesse a prova em outra data.

O monitoramento é feito pelo MEC para poder auxiliar as estudantes, caso algum caso semelhante com o do ano passado aconteça.

Governo quer criar universidade de artes

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Universidade estará entre as quatro que o MEC criará EM 2014

Publicado por R7

O governo vai criar uma universidade de artes, que vai oferecer cursos de graduação e pós-graduação voltados para as artes e a cultura. De acordo com o ministro da Educação Aloizio Mercadante, a pasta, em conjunto com o Ministério da Cultura, terá 100 dias para apresentar um projeto. A universidade estará entre as quatro que o MEC (Ministério da Educação) vai criar em 2014.

— Queremos reunir na universidade todas as expressões da cultura: a música clássica, a dança clássica, a música popular, a dança popular, as artes plásticas, a pintura, a poesia, tudo em cursos de graduação, mestrado, doutorado, em uma única instituição.

A universidade não tem lugar definido. O ministro explica que os governadores e prefeitos devem enviar propostas.

— Quem apresentar o melhor espaço, o espaço mais interessante, culturalmente mais rico, a melhor arquitetura, seguramente levará o projeto. Vamos fazer uma seleção pública para a localização da universidade.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, acrescenta que a universidade poderá ganhar outros campi.

— A universidade de artes pode começar como uma primeira e depois ser ampliada. Poderemos ter um celeiro de talentos e especializações em áreas que ainda não temos. O brasileiro é criativo, vai muito longe, mas se tiver instrumentos na jornada, poderá alcançar um grau de excelência. Pode ser um marco bastante importante para a cultura no Brasil.

MEC descredencia 330 instituições superiores do ProUni

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266 mantenedoras foram excluídas do programa por não comprovarem regularidade fiscal

Publicado por Estadão

O Ministério da Educação (MEC) desvinculou 266 mantenedoras de instituições do ensino superior do Programa Universidade para Todos (ProUni) por não comprovação de regularidade fiscal. Essas entidades são responsáveis pela administração de 330 instituições particulares.

A decisão foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. Segundo o MEC, não haverá prejuízos aos estudantes, que terão a matrícula preservada pelas mantenedoras.

“O ProUni é um grande programa de inclusão de estudantes carentes. Por isso, é doloroso para o MEC tomar essa decisão, mas é indispensável”, afirmou o ministro Aloizio Mercadante. “Precisamos ser rigorosos com as bolsas do ProUni e do Fies (Fundo de Assistência Estudantil).”

Por não apresentarem a quitação de tributos e contribuições federais em 2012, essas mantenedoras não puderam participar do processo de adesão ao ProUni neste primeiro semestre. Com isso, deixaram de oferecer cerca de 20 mil vagas.

No final de cada ano, as mantenedoras devem apresentar a quitação de tributos e contribuições federais administrados pela Secretaria da Receita Federal, sob pena de desvinculação do programa, como prevê a Lei nº 11.128, de 28 de junho de 2005. A exigência foi dispensada por lei até 2012, ano de criação do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (Proies).

O Proies estabeleceu critérios para que as instituições particulares renegociassem as dívidas tributárias com o governo federal. Elas poderiam converter até 90% das dívidas em oferta de bolsas de estudos ao longo de 15 anos e, assim, reduzir o pagamento a 10% do total devido.

As mantenedoras desvinculadas poderão recorrer da decisão em até cinco dias. Elas também podem pedir nova adesão se comprovarem a quitação de tributos e contribuições federais administrados pela Receita Federal.

Inclusão. Até o dia 6 de junho, as instituições particulares de educação superior interessadas em participar do ProUni devem emitir um “termo de adesão”, por meio da entidade mantenedora. O procedimento deve ser feito on-line, no Sistema Informatizado do ProUni (SisProuni).

As mantenedoras das instituições já participantes do programa devem emitir o termo aditivo ao processo seletivo do segundo semestre deste ano, também por meio do SisProuni.

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