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Prefeitura do Rio multa barraca de praia por… distribuir livros de graça

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O crime dos livros

Publicado por Ancelmo Gois

A barraca 37 da Praia do Leme, no Rio, foi multada pela prefeitura em R$ 360 por… distribuir livros de graça. Também foi ameaçada de cassação da licença.

Era iniciativa do embaixador Jerônimo Moscardo, ministro da Cultura de Itamar.

A barraca de distribuição gratuita de livros na Praia do Leme | Ricardo Cravo Albin

Biblioteca Nacional dá R$ 30 mil a vencedores de prêmio literário

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A presidente da Biblioteca Nacional, Helena Severo: poesia foi a categoria com mais inscrições - Fernando Lemos / Agência O Globo

A presidente da Biblioteca Nacional, Helena Severo: poesia foi a categoria com mais inscrições – Fernando Lemos / Agência O Globo

 

Ganhadores das nove categorias serão conhecidos nesta segunda-feira

Fabiano Ristow, em O Globo

RIO — O Prêmio Literário Biblioteca Nacional fecha hoje sua 24ª edição com a entrega de R$ 30 mil para cada vencedor de suas nove categorias. Foram 890 inscritos, entre poesia, contos, infantil, juvenil, ensaio social, romance, tradução, ensaio literário e projeto gráfico. Os romances concorrentes são “A hipótese humana” (Record), de Alberto Mussa; “Descobri que estava morto” (Tusquets), de J.P. Cuenca; e “A visita particular” (Alfaguara), de Ricardo Lísias. Os autores que disputam o prêmio de poesia são Ana Estaregui, com a obra “Coração de boi” (7 Letras); Fábio Weintraub, por “Falso trajeto” (Patuá); e Sérgio Medeiros, por “A idolatria poética ou a febre de imagens” (Iluminuras).

— Os finalistas apresentam um panorama da produção literária feita hoje, e nós temos um corpo de jurados qualificados, com o trabalho de fazer uma seleção baseada em critérios muito rigorosos — diz Helena Severo, ex-secretária de Cultura do município e do estado, que assumiu a presidência da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) no ano passado.

A cerimônia de hoje contará com a presença do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Poesia foi a categoria que recebeu mais inscrições: 194. Um sinal do ressurgimento do gênero, segundo Helena Severo.

— Somos uma sociedade de poetas. O que vejo é uma ascensão de jovens em direção à poesia, um gênero cuja importância está sendo retomada. É um tipo de literatura contemporânea, que trata de temas atuais, acompanhando a dinâmica da sociedade — analisa Helena.

De olho na tendência do mercado, a categoria literatura infantil e juvenil foi desdobrada em duas, desde 2013. O motivo é que livros voltados ao público infantil e adolescente abordam temas abrangentes.

— Houve um momento em que pensou-se em voltar a termos um único prêmio, mas, ouvindo o segmento de literatura juvenil e infantil, percebemos que teríamos que mantê-las. É um gênero diversificado demais — argumenta Helena.

As comissões julgadoras analisaram as obras de acordo com os seguintes critérios: qualidade literária, originalidade, contribuição à cultura nacional, criatividade no uso dos recursos gráficos e excelência da tradução.

Ministro da Cultura diz que baixo índice de leitura no Brasil ‘é uma vergonha’

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Índice é de 1,7 livro por ano. Para Juca Ferreira, os três pilares da literatura são a família, a escola e a biblioteca

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Publicado em O Globo

Na abertura do Seminário Internacional sobre Política Públicas do Livro e Regulação de Preços, na manhã desta terça-feira, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que o Brasil não dá a importância necessária à leitura e que é uma vergonha nosso índice de livros per capita ano ser de apenas 1,7 por ano. Ele defendeu que seja feita uma campanha de estímulo à leitura semelhante à contra a paralisia infantil.

— É de uma gravidade enorme a questão da leitura. Termos 1,7 livro per capita ano é uma vergonha. É abaixo do índice de leitura de vários países vizinhos com índices de pobreza maior do que o do Brasil. O Brasil, sétima economia do mundo, nunca deu a importância necessária à leitura. É um índice muito baixo para que a gente não fique preocupado, como nação — discursou Juca, emendando um pouco depois:

— Devemos levar a leitura para campanhas semelhantes à do Fome Zero (programa que originou o Bolsa Família) e a da paralisia infantil.

Para Juca, os três pilares da literatura são a família, a escola e a biblioteca. Os três – ou ao menos algum deles – têm que estimular o interesse da criança pelos livros, segundo o ministro. Juca lembrou que as histórias em quadrinho despertaram nele a curiosidade por esse mundo. E contou que seu primeiro livro foi dado a ele por “Papai Noel” e foi Robson Crusoé, traduzido por Monteiro Lobato.

— A leitura tem que ser apresentada como algo prazeroso, das crianças terem curiosidade por saberem que dali vai sair algo interessante — afirmou.

Juca disse que quando foi secretário municipal de Cultura de São Paulo, na gestão de Fernando Haddad, ficou chocado ao ser informado por um colega de que dos 12 milhões de moradores da capital paulista, 5 milhões são analfabetos funcionais, ou seja: sabem ler, mas não captam integralmente o teor do que leem.

— É preciso enfrentar isso. Não podemos encarar isso como um dado normal. Nossa herança histórica não é boa — pontuou.

O ministro defendeu ainda que haja um melhor ambiente regulatório para a cultura, para desestimular o fechamento das livrarias de rua e para impedir que autores e compositores brasileiros deixem de receber direitos autorais.

Na mesa de debates, estava o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa e na plateia, o senador Cristovam Buarque, que ao ter o direito à palavra disse que parte das desigualdades sociais se devem ao fato de os municípios serem desiguais e oferecerem diferentes níveis de qualidade educacional. Sobre isso, Juca disse ver com “simpatia” a ideia da federalização da educação básica.

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