Vitrali Moema

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Novo livro do 007 contará a origem de James Bond

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Thiago Alves, no Cinema Interativo

Intitulado Forever and a Day (Para Sempre e Mais Um Dia, em tradução livre), o livro deve ser lançado em 31 de maio de 2018 na Inglaterra (sem data no Brasil), e se localiza temporalmente antes de Cassino Royale, até então primeira aventura conhecida de Bond.

O escritor Anthony Horowitz foi convidado continuar o legado do escritor falecido “Ian Fleming” em um novo livro de James Bond – explorando as origens do espião.

Eu fiquei lisonjeado pelo convite, e me diverti muito escrevendo Forever and a Day”, disse Horowitz ao site oficial da franquia (via DigitalSpy). “Explorar a primeira missão de Bond significa explorar os elementos e pressões que o tornaram o personagem icônico que conhecemos

Já nos cinemas, o novo filme de 007 contará com o retorno de Craig e dos roteiristas de Spectre, Neal Purvis e Robert Wade. Bond 25 será lançado em 8 de novembro de 2019.

Nicolau Flamel confirmado em sequência de “Animais Fantásticos”

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Guilherme Cepeda, no Burn Book

O Pottermore anunciou que Nicolau Flamel, o famoso alquimista amigo de Dumbledore, que desenvolveu a Pedra Filosofal, estará presente na sequência de “Animais Fantásticos”. Flamel será interpretado pelo ator chileno Brontis Jodorowsky.

Também foram revelados alguns outros nomes para novos personagens: Wolf Roth interpretará Spielman. A atriz Victoria Yeates foi escalada como Bunty, Cornell S. John como Arnold Guzman, o ator Derek Riddell como Torquil Travers, e Poppy Corby-Tuech como Rosier.

Os dois últimos personagens, embora não se saiba mais nada sobre eles, têm sobrenomes conhecidos pelos fãs de Harry Potter, aparecendo na série como Comensais da Morte. Jessica Williams e Fiona Glascott também foram anunciadas para o filme, mas seus papeis ainda não foram revelados.

Além disso, a Warner liberou a primeira sinopse da sequência, que promete ter ligações “interessantes” com os livros de Harry Potter. Confira:

Grindelwald fez uma fuga dramática e vem reunindo mais seguidores para sua causa – procurando sempre deixar bruxos acima de todos os seres não-mágicos. O único que poderia detê-lo é o bruxo que ele já chamou de amigo mais querido, Albus Dumbledore. Mas Dumbledore precisará de ajuda de quem frustrou Grindelwald uma vez, seu ex-aluno Newt Scamander. A aventura reúne Newt com Tina, Queenie e Jacob, mas sua missão também testará sua lealdade à medida que enfrentam novos perigos em um mundo mágico cada vez mais perigoso e dividido.

A sequência de Animais Fantásticos tem sua estreia marcada para 16 de Novembro de 2018.

Educação não é missão

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prof

Ademir Luiz, na Revista Bula

É muito comum escutarmos de certos pedagogos, teóricos do ensino, secretários de educação, proprietários de colégios particulares e outros “especialistas” que o professor é imbuído da “missão” de ensinar. Para eles ser professor é, acima de tudo, um “sacerdócio”. Mesmo a recente substituição da palavra “professor” pela palavra “educador” aconteceu em função deste discurso politicamente correto, que é quase hegemônico. Discurso repetido a exaustão nas universidades, em livros, teses, entrevistas, festinhas escolares, reuniões de pais, reuniões pedagógicas etc, etc e etc. Contudo, apesar de todas as boas intenções embutidas, tal perspectiva é frágil. Não se sustenta, não resiste a uma análise lógica apurada. Na verdade, qualquer pessoa um pouco mais perspicaz é capaz de perceber que ela é nociva ao desenvolvimento da profissão. Acaba por sabotar a própria condição de profissional do professor.

O “discurso missionário” dilui o caráter intelectual inerente à formação acadêmica do professor. O que resulta em uma filosofia pedagógica frouxa que tende a valorizar mais a “vocação para ensinar” do que o “preparo para ensinar”. O místico em detrimento do pragmático. Senão vejamos: termos como “missão” e “sacerdócio” automaticamente chamam outros como “abnegação” e “sacrifício”. Vista dessa forma a educação deixa de ser uma atividade laica para ganhar ares quase que religiosos. O professor deixa de ser um profissional que estudou muito para poder transmitir e produzir conhecimento, para ser uma espécie de emissário de algo maior do que ele, uma força superior transcendente para a qual ele cumpre uma “missão” em “sacerdócio”.

E, como se sabe, na tradição Ocidental, prática religiosa é sinônimo de sacrifício pessoal. Sacrifícios que variam em grau e intensidade: podem ir desde não comer carne vermelha em um dia específico do ano até a autoimolação. Daí a razão pela qual, ultimamente, têm-se aceito com tanta facilidade que professores sejam ameaçados, ofendidos ou espancados por alunos. Daí a razão pela qual, ultimamente, têm-se culpado única e exclusivamente o professor quando o aluno não aprende. Daí a razão pela qual, ultimamente, se especula tanto sobre levar a informática para a escola quando na mesma escola ainda faltam livros didáticos e fotocópias é um luxo. Sendo agredido, reprovando um aluno ou trabalhando em condições precárias, é sempre o professor que falhou, pregam os “especialistas”. Ofício visto como sacrifício.

Em meio a esse ambiente moral, falar em interesses pessoais (quiçá lucro) ganha ares de mesquinharia. É digno de vergonha confessar que dá aulas apenas para se sustentar, porque é o que sabe fazer, porque gosta ou simplesmente porque é a única profissão que tem duas férias por ano, como dizia o físico e professor “quase Nobel” César Lattes. Exigem-se sempre ideais elevados. Não basta ser professor, têm que participar. Educação não vem mais de casa, deve ser adquirida na escola. Professor, que em dias remotos foi chamado respeitosamente de mestre, tornou-se “educador”.

E o moderno educador deve ser ao mesmo tempo pai, mãe, psicólogo, catequista, enfermeiro, monitor de computação, ideólogo, recreador e agente social do corpo discente ao qual serve. Ensinar e cobrar o que se ensinou tornou-se sinônimo de educação retrógrada. A escola, que antes servia para transmitir às novas gerações a tradição cultural da humanidade, tornou-se uma mistura de deposito de crianças e adolescentes, shopping, parque temático e campo de férias. Oficialmente entra de tudo, de danças eróticas até rap com letras sexistas e violentas, extraoficialmente o que entra não cabe numa mochila de rodinhas: armas brancas, armas de fogo, drogas lícitas e ilícitas, socos ingleses, celulares para os mais diferentes objetivos e por aí vai. Criticar essas práticas é condenar-se a ser tachado de preconceituoso.

Aluno não é mais aluno: é educando, pois, como se diz por aí, a palavra “aluno” significa “sem luz” em latim (não é verdade). Vê-los como seres “sem luz” é inadmissível e não louvar sua linguagem e cultura pessoal (quase sempre televisiva e de gueto) é fascismo. Ensinar alta cultura e valorizar a erudição é entendido como deplorável elitismo fora da realidade. Diante dela muitos “especialistas” costumam retrucar sarcasticamente: “e para que serve para o educando saber quem foi Shakespeare?”. Como responder a isso? Como responder a uma pergunta que é tola por si só, mas que chega carregada de um tom pretensamente revolucionário e democrático? Afinal, não foi profetizado que “os simples herdarão a Terra”?

De fato, já estão herdando (Rei Lear?). Já vi diversos professores defendendo que normalistas alfabetizadoras deveriam ser mais bem remuneradas do que pós-doutores que passaram décadas estudando para chegar aonde chegaram. A justificativa seria a de que ensinar a ler e escrever é mais “nobre” do que tagarelar em uma cátedra. Se é ou não é pouco importa. O fato é que mais uma vez, passionalmente, sem reflexão, se desdenha os espinhos da teoria em função da ação missionária direta. Ao mesmo tempo, curiosamente, é interessante notar que não é comum entre professores universitários assumirem o “discurso missionário” no trato com seus alunos de graduação. Ele é difundido, sobretudo, no ensino primário, fundamental e médio. Ou seja: entre aqueles que recebem a teoria, não entre aqueles que a produzem. Exceção feita, claro, para certos catedráticos em didática. Sendo nesses casos impossível saber até que ponto trata-se de mera retórica. Até porque boa parte deles jamais lecionou para as séries sobre as quais teoriza.

O “discurso missionário” é tão forte que basta observar o resultado de concursos do tipo “Professor do Ano” ou “Professor Nota 10”, para identificá-lo em (mais…)

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