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Modelo Tyra Banks dará aulas sobre criação de marcas para alunos da universidade de Stanford

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A modelo Tyra Banks vai dar aulas de criação de marca na universidade de Stanford - Reprodução/Instagram/tyrabanks

A modelo Tyra Banks vai dar aulas de criação de marca na universidade de Stanford – Reprodução/Instagram/tyrabanks

 

Publicado no Folha de S.Paulo

Conhecida por apresentar o reality “America’s Next Top Model”, na televisão americana, e por sua longa carreira como supermodelo internacional, Tyra Banks dará aulas na tradicional universidade de Stanford, nos EUA.

Por duas semanas, em maio de 2017, ela ministrará um curso de criação de marca pessoal para 25 alunos do MBA em administração de empresas da instituição.

No curso, os estudantes vão aprender, entre outras coisas, como usar as redes sociais e os meios de comunicação para mostrar seus pontos fortes e como lidar com as críticas que podem receber.

No fim do projeto, os alunos precisarão mostrar as marcas que criaram pelo recurso de vídeo ao vivo do Facebook, pelo YouTube ou por algum canal de TV local.

As aulas serão dadas junto com Allison Kruger, um dos produtores do reality show comandado pela modelo.

Quando perguntada sobre as broncas que dá nas candidatas a modelo no programa dos EUA, Banks disse que é bom seus alunos estarem preparados. “Se alguém não estiver prestando atenção, vou dar uma bronca”, afirmou a modelo ao jornal “Wall Street Journal”.

Educador explica como uma piada pode ser homofobia

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Publicado em UOL Educação

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Quatro a cada dez homens gays relatam que já foram agredidos fisicamente enquanto estavam na escola, segundo dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) de 2009. A escola ainda é um ambiente hostil aos adolescentes homossexuais, afirma Lula Ramires, graduado em filosofia e mestre em educação pela USP (Universidade de São Paulo) com a dissertação “Habitus de gênero e experiência escolar: jovens gays no ensino médio em São Paulo”.

Segundo o educador, para mudar essa realidade, é necessário trazer o tema para a sala de aula, como qualquer outro, e debatê-lo de forma tranquila. Além disso, investir na formação dos professores, para que eles entendam a questão da diversidade e combatam o preconceito na escola.

UOL Educação – O que é homofobia?
Lula Ramires – Para entender a homofobia, é necessário entender a heteronormatividade. A gente vive numa sociedade em que a norma, o que é aceito, é o relacionamento entre pessoas de sexos diferentes. Toda vez que alguém ameaça sair dessa norma, sofre algum tipo de advertência ou punição. Por exemplo, se um homem, independente da orientação sexual, resolve usar uma camisa cor-de-rosa, ele vai sofrer uma advertência, um breque. A homofobia começa aí. É como uma luz vermelha que acende quando alguém descumpre essa heteronormatividade. Por um lado, ela tem uma sutileza: é o comentário, a chacota, a piadinha. Isso vai ficando cada vez mais agressivo. Por achar que alguém é homossexual na escola, podem tirar o lanche, tirar os pertences, tirar do grupo de amigos, isolar. Muitas vezes o professor não intervém. No máximo faz uma advertência. E fica nisso. A homofobia vai ficando mais séria e pode chegar a atos de violência, tanto psicológica quanto física, e até ao assassinato.

UOL – O que é o modelo heteronormativo de escola?
Ramires – A escola reitera a heteronormatividade. Todos os modelos que ela utiliza, desde os contos de fada até a literatura clássica, são sempre histórias de um homem e uma mulher que se conheceram e se apaixonaram. Você nunca encontra algo que está fora do modelo tradicional de família: branco, de classe média, cristão, escolarizado, heterossexual e chefiado por homens. A escola não trabalha a diversidade, a ideia de que existem outros modelos. Não que o papel da escola seja negar esse modelo [tradicional] de família, o problema é apresentá-lo como o único legítimo, o único possível.

O aluno sempre que vê um modelo de família que escapa daquele apresentado pela escola acredita que é anormal, que falta algo, que não é o ideal. Ele pensa: “se existe, paciência, mas não deveria ser assim”. E é o papel da escola provar que outras famílias são possíveis e isso é válido e legítimo.

UOL – Como os educadores devem trabalhar a homossexualidade na escola?
Ramires – Em primeiro lugar, eu acho que não tem uma receita de bolo. A primeira atitude que um professor pode tomar é desenvolver uma sensibilidade para lidar com a diferença. Isso não fica restrito à sexualidade, está na deficiência física, nas questões de classe social e étnico-racial. Ele deve se informar, existe hoje muita literatura sobre o tema.

Depois tentar dialogar com os alunos de uma forma muito tranquila. Não é algo que deve ser uma cobrança. Por exemplo, se você não souber como responder algo a respeito de sexualidade, você não deve ser reprovado.

Existem filmes, livros de contos ou romances que podem ser trabalhados; entidades que trabalham com isso e podem ser convidadas a falar. Você pode organizar um festival. São atividades que podem ser lúdicas, que a escola pode fazer para trabalhar este tema. Um mundo em que a gente respeite o outro como ele é, é um mundo melhor para todos. Uma escola que respeite um aluno negro, gay, lésbica, travesti, ela não é uma escola boa para eles, é uma escola boa para todo mundo. A escola hoje não leva em consideração essas questões. Muitas vezes, ela se torna um ambiente hostil para uma criança negra, pobre, que mora na favela, ou um adolescente homossexual. E assim por diante. É isso que está em jogo: construir uma escola para todo mundo, sem nenhuma restrição.

UOL – Existe uma idade certa para começar a trabalhar o tema?
Ramires – Existe um trabalho que deve ser feito em relação às questões de gênero, do papel de homem e mulher, para desfazer as hierarquias que ainda existem. Acho que isso tem de ser feito desde o berçário: eliminar a ideia da roupinha azul para o menino e a rosa para a menina; a boneca para a menina e o carrinho para o menino. Discutir a questão de gênero é fundamental desde muito cedo.

Agora falar especificamente sobre orientação sexual envolve atração física, desejo erótico, possibilidade de estabelecer um relacionamento, beijar e ter relação sexual. Isso é uma coisa que só é adequada a partir do momento em que o aluno tem maturidade, inclusive física, para tocar nesse assunto. Acho que a partir dos 12 anos, quando começa, em princípio, a chamada adolescência tem que falar da sexualidade em geral.

UOL – Como o professor deve agir diante da situação de preconceito?
Ramires – O princípio básico é não se calar diante do preconceito. É muito comum o professor continuar a aula, como se nada tivesse acontecido. Quando o professor age dessa maneira, ele está legitimando o preconceito, porque se calou diante dele. Se surgir uma situação de preconceito na sala de aula ou no pátio da escola, os professores ou a coordenação devem intervir. Eles devem explicar que aquilo é inaceitável.

UOL – Em uma escala maior, como o senhor avalia o momento do Brasil no estabelecimento de políticas para tratar da homossexualidade nas escolas?
Ramires – Infelizmente a gente está vivendo hoje um momento de retrocesso nessa questão. Prova disso é que os planos municipais de educação, em sua grande maioria, excluíram a menção de trabalhar com gênero e orientação sexual nas escolas. É o temor dos conservadores de todo mundo virar LGBT. Acho que hoje o contexto político é bastante desfavorável. Muitos [políticos agem] por desconhecimento, por ignorância e também por má-fé. Fazer esse trabalho é extremamente necessário. A gente vive numa sociedade extremamente machista na qual a violência contra a mulher está aí colocada e não dá para discutir isso sem falar da desigualdade entre homem e mulher.

Jovem brasileira desiste de carreira de modelo e é aprovada em Harvard

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Isabela Vitta, de 19 anos, largou carreira de modelo para estudar em Harvard (Foto: Marcio Amaral)

Isabela Vitta, de 19 anos, largou carreira de modelo para estudar em Harvard (Foto: Marcio Amaral)

Isabela Vitta, 19 anos, chegou a largar estudos para trabalhar como modelo.
Concluindo o Ensino Médio em Curitiba, ela viaja aos EUA em agosto.

Fernando Castro, no G1

Desde a adolescência, a estudante Isabela Vitta se viu dividida entre as tarefas escolares e a incipiente carreira de modelo. Quando pensava no futuro, o bom desempenho em ambas as atividades lhe fazia indecisa, conciliando-as o quanto podia. No fim de março, veio a notícia que faria a bifurcação no caminho da jovem se transformar em trilha única: a admissão para estudar na Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Aos 19 anos, ser aceita para ingressar em uma das mais renomadas universidades do mundo foi uma espécie de guinada na vida de Isabela. Poucos anos antes, ela chegou a largar os estudos no Colégio Internacional de Curitiba para trabalhar como modelo em São Paulo. A experiência durou nove meses.

“Eu decidi voltar porque não era minha ‘vibe’ completamente. Era uma coisa muito física, sabe? Não tinha nada muito intelectual, isso me fez muita falta e resolvi voltar”, conta. No retorno, Isabela até tentou manter o trabalho em paralelo aos estudos, mas as exigências para admissão em universidades estrangeiras lhe exigiram toda a dedicação.

O resultado veio logo na primeira tentativa. Dentre currículo escolar, provas, redações, cartas de recomendação, a estudante credita à entrevista o sucesso alcançado. “Ajudou bastante porque eles conseguem ver um pouco mais além do que o que está no papel: como você fala, como interage, se você não é, assim um robô”, palpita.

Futuro
Se conciliar o trabalho de modelo com os estudos pareceu inviável para poder ingressar em Harvard, os caminhos a serem percorridos por lá podem trazer Isabela de volta ao meio artístico. “Você só precisa declarar o curso na metade do segundo ano – são quatro. Eu sei que quero trabalhar com cinema, entretenimento, mas não sei qual curso fazer para chegar lá. Vou me orientar quando chegar à universidade, em setembro”, diz.

A liberdade de poder escolher o curso após o ingresso no Ensino Superior, aliás, foi um dos motivos que levou a estudante ao desejo de estudar fora do Brasil. Até o momento da decisão, Isabela deve passar pelo currículo central básico de Harvard, que inclui, dentre outras áreas de conhecimento, literatura, ciências sociais, raciocínio lógico, e escrita expositória.

Isabela conta que ainda não definiu o curso que pretende fazer em Harvard (Foto: Arquivo Pessoal)

Isabela conta que ainda não definiu o curso que
pretende fazer em Harvard (Foto: Arquivo Pessoal)

Já fora das salas de aula, a ideia é manter, pelo menos como hobby, a prática do basquete. Com 1,78m, Isabela é bolsista esportiva no Colégio Internacional de Curitiba até maio, quando conclui o Ensino Médio. Ela ainda não sabe, contudo, se tentará ingressar no competitivo esporte universitário estadunidense. “Tem uma brasileira que estuda lá e joga futebol americano bem a sério, mas eu acho que pretendo focar mais na parte artística mesmo”.

Em meio às incertezas que o futuro lhe reserva nos Estados Unidos, a estudante está segura de que a conquista dela não é apenas individual. Constantemente confrontada com a surpresa de quem não compreende como beleza e inteligência podem caminhas juntas, ela tem a resposta pronta.

“Isso é uma das coisas mais ridículas que a gente tem na sociedade. É uma sociedade muito machista, em que a mulher pode ter feito muita coisa importante e vai ser sempre lembrada pela beleza dela. É uma coisa que só acontece com mulher, porque o homem pode ser bonito, mas vai ser lembrado por todo o resto que ele fez. Eu acho que isso é uma coisa que vai mudar, e eu fico contente de fazer parte disso” conclui.

Professor de matemática bonitão faz sucesso nas redes sociais

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Pietro Boselli, de 26 anos Reprodução

Pietro Boselli, de 26 anos Reprodução

Pietro Boselli, de 26 anos, foi ‘descoberto’ pelo mundo acadêmico na University College London

Publicado em O Globo

RIO – Imagine chegar numa sala de aula da University College London e se deparar com esse professor dando aulas de matemática no curso de engenharia mecânica? Qual seria sua reação? Talvez a mesma que dos alunos de Pietro Boselli, que, ao se depararem com o docente, pesquisaram o nome dele no Google e descobriram que ele também é modelo e tem várias fãs na internet.

Se Pietro já era um sucesso, depois disso brilhou mais ainda. Italiano, de 26 anos, agora ele ganhou o título de “professor de matemática mais gato do mundo”. A partir do post do aluno Arief Azli no Twitter (“Aquele momento em que você descobre que o seu professor de matemática é um top modelo”), as imagens de Pietro viralizaram.

“É por isso que eu nunca mato aula”, escreveu outra aluna.

“Injusto. Por que nunca tive um professor como ele? Assim teria passado”, postou outra.

PhD em engenharia mecânica, ele foi descoberto na moda por Giorgio Armani e também coleciona o título de campeão num concurso de modelo fitness na Europa em 2014. Segundo sua página no LinkedIn, ele deixou de lecionar na University College London em 2014.

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