BKO WAVE SAÚDE

Posts tagged Montenegro

Escritor Ariano Suassuna tem alta após infarto

0

Publicado por Folha de S.Paulo

O escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, 86, que sofreu um infarto no último dia 21, recebeu alta nesta terça-feira (27) no Recife.

Segundo boletim médico divulgado pelo Real Hospital Português e assinado pelo cardiologista Sérgio Montenegro, ele continuará o tratamento em casa, onde deve “permanecer em repouso por mais 40 dias”.

Autor de do “Romance d’A Pedra do Reino” e de clássicos do teatro nacional como “O Auto de Compadecida”, “O Santo e a Porca” e “A Pena e a Lei”, o paraibano Suassuna vive no Recife desde 1942 e é assessor especial do Governo de Pernambuco.

O escritor Ariano Suassuna durante aula-espetáculo na abertura da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, no Theatro Pedro 2º / Silva Junior - 6.jun.13/Folhapress

O escritor Ariano Suassuna durante aula-espetáculo na abertura da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, no Theatro Pedro 2º / Silva Junior – 6.jun.13/Folhapress

Mais fotos aqui

dica do João Marcos

Por problemas estruturais, alunos do RS têm aulas em igrejas e CTGs

0
Na cidade de Montenegro, região metropolitana de Porto Alegre, duas escolas foram fechadas por falta de PPCI (Plano de Prevenção e Combate a Incêndios). Até o problema ser resolvido, os alunos estudam em igrejas e CTGs (Centros de Tradição Gaúcha) / Charles Dias/Agência RBS

Na cidade de Montenegro, região metropolitana de Porto Alegre, duas escolas foram fechadas por falta de PPCI (Plano de Prevenção e Combate a Incêndios). Até o problema ser resolvido, os alunos estudam em igrejas e CTGs (Centros de Tradição Gaúcha) / Charles Dias/Agência RBS

Publicado por UOL

Quase dois meses depois do início do ano letivo, mais de cem escolas estaduais do Rio Grande do Sul enfrentam problemas para cumprir o calendário de aulas devido a problemas estruturais. A solução, para mais de 10 mil alunos dos cerca de 2 milhões matriculados na rede pública, é improvisar salas de aula em igrejas e CTGs (Centros de Tradição Gaúcha), como na cidade de Montenegro –região metropolitana de Porto Alegre.

Um levantamento feito pelo CPERS (Centro de Professores do Rio Grande do Sul) mostrou que metade das escolas estaduais públicas não têm ou não sabem se têm plano de prevenção contra incêndio. De acordo com o estudo, realizado por sistema de amostragem em 355 unidades de ensino de todas as regiões do Rio Grande do Sul, 61% das escolas que responderam ao questionário afirmaram não ter condições mínimas de funcionamento. Nos casos mais graves, a única alternativa é os alunos saírem da escola para terem aulas em outro lugar.

É o caso de escola estadual Coronel Alvaro de Moraes, em Montenegro. As turmas de 1º ano à 5ª série do ensino fundamental foram abrigadas na Estação da Cultura, onde ocorrem atividades artísticas da cidade. Os estudantes da 6ª a 8ª série, por sua vez, foram encaminhados a um CTG. De acordo a Associação de Pais e Mestres da escola, o local é úmido, não tem classes e nem a estrutura didática de uma sala de aula. Além disso, nas sextas-feiras em que há baile as atividades são suspensas mais cedo.

Na escola Coronel Januário Corrêa, também em Montenegro, um princípio de incêndio foi registrado em março devido a um vazamento de gás na central do prédio. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros da cidade, Jorge Oscar Soares, as duas escolas foram consideradas inseguras pela corporação e tiveram as aulas suspensas.

Segundo a 2ª Coordenadoria Regional de Educação, as obras na escola Coronel Álvaro de Moraes já se iniciaram e serão concluídas em até 90 dias. Na escola Coronel Januário Corrêa há uma ordem de serviço assinada, mas a reforma não tem data para começar.

A Divisão Técnica de Prevenção de Incêndios do Comando do Corpo de Bombeiros explica que as vistorias em escolas só são feitas após a elaboração do PPCI (Plano de Prevenção e Combate a Incêndio).

A secretária adjunta da Educação, Maria Eulalia Nascimento, não informou quantas escolas estão interditadas no Estado. Segundo ela, se a situação for considerada emergencial e o valor da reforma for de até R$ 410 mil o governo pode encaminhar dispensa de licitação.

Reformas
O estudo do CPERS também apontou que 40% das escolas estaduais necessitavam de algum tipo de reforma no início das aulas, no final de fevereiro. Isso significa pouco mais de mil escolas das cerca de 2,6 mil existentes no Estado.

Segundo a Secretaria Estadual da Educação, 139 reformas em escolas estaduais estão atualmente em andamento. A promessa da pasta é revitalizar todas as instituições de ensino da rede estadual até o final de 2014. “Ainda temos demandas emergenciais, pontuais, que estamos dando andamento. Mas a nossa ação hoje é fazer projetos completos e permitir que as escolas tenham uma qualidade melhor”, afirma o diretor administrativo da secretaria, Cláudio Sommacal.

dica do Rodrigo Cavalcanti

Sujeito que apelidou Brasil de “país do futuro” se matou, diz autor

0

Publicado na Folha de S.Paulo

Ioschpe traça um panorama sobre o sistema educacional brasileiro

Em “O Que o Brasil Quer Ser Quando Crescer?”, Gustavo Ioschpe afirma que, graças às condições atuais da educação, “o sujeito que apelidou o Brasil de ‘país do futuro’ se suicidou”.

A edição reúne artigos publicados na revista “Veja”, entre julho de 2006 e setembro de 2012, que apresentam o que o autor considera uma crise no sistema educacional brasileiro, tanto público quanto privado.

Segundo ele, salário de professores ou volume de investimento em educação não levará a uma melhora da qualidade do ensino no país.

Ioschpe deixa de lado as discussões filosóficas e ideológicas e foca em práticas e resultados.

Abaixo, leia um trecho de “O Que o Brasil Quer Ser Quando Crescer?”.

1. A falência da educação brasileira

O sujeito que apelidou o Brasil de “país do futuro” se suicidou. Não é uma condenação, mas não deixa de ser um indício. Se Stefan Zweig estivesse vivo hoje, provavelmente se mataria de novo ao notar quão distante da realização sua profecia se encontra, mais de sessenta anos depois. Nosso futuro está penhorado porque não cuidamos do patrimônio mais importante que um país tem: sua gente. Se dependermos da qualificação dela para avançarmos, tudo leva a crer que continuaremos vendo os países desenvolvidos de longe e que, assim como a geração anterior viu o Brasil ser ultrapassado pelos tigres asiáticos, a nossa irá testemunhar a passagem de China, Índia e outros países menores. Enquanto os países de ponta chegam perto da clonagem humana, nós ainda não conseguimos alfabetizar nossas crianças.

Não é exagero, infelizmente. O último levantamento do Inaf (Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional realizado pelo Instituto Paulo Montenegro) mostrou que apenas 26% da população brasileira de 15 a 64 anos é plenamente alfabetizada. Deixe-me repetir: três quartos da nossa população não seria capaz de ler e compreender um texto como este. Na outra grande área do conhecimento, a Matemática, a situação é igualmente desoladora: só 23%, segundo o mesmo Inaf, consegue resolver um problema matemático que envolva mais de uma operação, e apenas esse mesmo grupo tem capacidade para entender gráficos e tabelas.

Esses indicadores são o produto final de um sistema de educação que apresenta deficiências, de modo geral, em todas as etapas do ensino, em todo o país (ainda que as tradicionais diferenças regionais também se manifestem na área educacional) e tanto nas escolas públicas como nas privadas. É um quadro que não pode ser creditado ao nosso subdesenvolvimento, pois países muito mais pobres tiveram (Coreia) e têm atualmente (China) desempenhos muito melhores que os nossos. Na área da educação, especialmente de ensino básico, nossos pares são os países falidos da África subsaariana.

O exemplo mais claro dessa falência é também o mais preocupante, por estar na origem de todo o sistema: o nosso índice de repetência nos primeiros anos. Segundo os dados mais recentes da Unesco, 31% de nossos alunos da primeira série do ensino fundamental são repetentes. Na nossa frente, apenas as seguintes “potências”: Gabão, Guiné, Nepal, Ruanda, Madagascar, Laos e São Tomé e Príncipe. A taxa da Argentina é de 10%, a da China e da Rússia de 1%, a da Índia de 3,5% e de praticamente zero nos países industrializados da OCDE.

Na segunda série, temos mais 20% de repetentes. É possível, portanto, que metade dos alunos que adentram nossas escolas tenha repetido uma série já no segundo ano de ensino. Isso não é apenas preocupante pelo efeito que a repetência tem na autoestima dos alunos, nem pelo custo bilionário a mais gerado por eles. O que mais inquieta é: imagine a qualidade de um sistema de ensino que reprova a metade dos seus alunos justamente na fase onde se transmite o conhecimento mais básico, de ler e escrever; que torna eliminatório um período que é meramente um rito de passagem nos outros países.

Se não conseguimos alfabetizar, conseguiremos ensinar Matemática, Química, Geografia? Conseguiremos ensinar nosso aluno a pensar? Conseguiremos torná-lo um cidadão consciente? Claro que não. Não conseguimos nem mantê-lo na escola até o seu término. A má qualidade perpassa todo o sistema. (mais…)

Go to Top